AbcMed  -  Sinais, Sintomas e Doenças
A anomalia de Ebstein é uma cardiopatia congênita1 rara caracterizada pelo deslocamento da válvula tricúspide, que compromete a função do ventrículo direito e pode causar insuficiência2 tricúspide, cianose3 e arritmias4. A gravidade varia de casos assintomáticos a formas graves com insuficiência cardíaca5 desde o período neonatal. O diagnóstico6 é feito principalmente por ecocardiograma7, e o tratamento depende da intensidade das alterações, podendo incluir acompanhamento clínico, controle das arritmias4 e cirurgia. Os avanços no diagnóstico6 e nas técnicas de reparo valvar têm melhorado significativamente o prognóstico8 desses pacientes.
1 Congênita: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
2 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
3 Cianose: Coloração azulada da pele e mucosas. Pode significar uma falta de oxigenação nos tecidos.
4 Arritmias: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
5 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
6 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
7 Ecocardiograma: Método diagnóstico não invasivo que permite visualizar a morfologia e o funcionamento cardíaco, através da emissão e captação de ultra-sons.
8 Prognóstico: 1. Juízo médico, baseado no diagnóstico e nas possibilidades terapêuticas, em relação à duração, à evolução e ao termo de uma doença. Em medicina, predição do curso ou do resultado provável de uma doença; prognose. 2. Predição, presságio, profecia relativos a qualquer assunto. 3. Relativo a prognose. 4. Que traça o provável desenvolvimento futuro ou o resultado de um processo. 5. Que pode indicar acontecimentos futuros (diz-se de sinal, sintoma, indício, etc.). 6. No uso pejorativo, pernóstico, doutoral, professoral; prognóstico.
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A hemossiderose1 é uma condição caracterizada pelo acúmulo de ferro nos tecidos, geralmente secundário a transfusões repetidas, hemólise2 crônica ou hemorragias3 alveolares. O diagnóstico4 combina avaliação clínica, exames laboratoriais, métodos de imagem e, quando necessário, biópsia5 ou ressonância magnética6 para quantificação do ferro. O tratamento é direcionado à causa de base e pode incluir quelantes de ferro, corticosteroides e imunossupressores em situações específicas. Quando não tratada, pode evoluir com lesão7 de órgãos como pulmões8, fígado9, coração10 e glândulas endócrinas11.
1 Hemossiderose: Acúmulo de hemossiderina nos tecidos. A hemossiderina é um pigmento ferroso, amarelo-escuro, encontrado em fagócitos e excretado pela urina, especialmente na hemocromatose e na hemossiderose.
2 Hemólise: Alteração fisiológica ou patológica, com dissolução ou destruição dos glóbulos vermelhos do sangue causando liberação de hemoglobina. É também conhecida por hematólise, eritrocitólise ou eritrólise. Pode ser produzida por algumas anemias congênitas ou adquiridas, como consequência de doenças imunológicas, etc.
3 Hemorragias: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
4 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
5 Biópsia: 1. Retirada de material celular ou de um fragmento de tecido de um ser vivo para determinação de um diagnóstico. 2. Exame histológico e histoquímico. 3. Por metonímia, é o próprio material retirado para exame.
6 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.
7 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
8 Pulmões: Órgãos do sistema respiratório situados na cavidade torácica e responsáveis pelas trocas gasosas entre o ambiente e o sangue. São em número de dois, possuem forma piramidal, têm consistência esponjosa e medem cerca de 25 cm de comprimento. Os pulmões humanos são divididos em segmentos denominados lobos. O pulmão esquerdo possui dois lobos e o direito possui três. Os pulmões são compostos de brônquios que se dividem em bronquíolos e alvéolos pulmonares. Nos alvéolos se dão as trocas gasosas ou hematose pulmonar entre o meio ambiente e o corpo, com a entrada de oxigênio na hemoglobina do sangue (formando a oxiemoglobina) e saída do gás carbônico ou dióxido de carbono (que vem da célula como carboemoglobina) dos capilares para o alvéolo.
9 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
10 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
11 Glândulas endócrinas: Grupo de células especializadas em liberar hormônios na corrente sangüínea. Por exemplo, as células das ilhotas pancreáticas que secretam insulina são glândulas endócrinas.
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A clonorquíase é uma infecção1 parasitária causada pelo verme Clonorchis sinensis, adquirida principalmente pelo consumo de peixes de água doce crus ou mal cozidos em regiões da Ásia. O parasita2 instala-se nas vias biliares3, podendo causar inflamação4 crônica, colangite, cálculos biliares e fibrose5 hepática6. O diagnóstico7 baseia-se na história epidemiológica, exame parasitológico de fezes e exames de imagem, e o tratamento é feito principalmente com praziquantel. Quando não tratada, a infecção1 crônica aumenta significativamente o risco de colangiocarcinoma8.
1 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
2 Parasita: Organismo uni ou multicelular que vive às custas de outro, denominado hospedeiro. A presença de parasitos em um hospedeiro pode produzir diferentes doenças dependendo do tipo de afecção produzida, do estado geral de saúde do hospedeiro, de mecanismos imunológicos envolvidos, etc. São exemplos de parasitas: a sarna, os piolhos, os áscaris (lombrigas), as tênias (solitárias), etc.
3 Vias biliares: Conjunto de condutos orgânicos que conectam o fígado e a vesícula biliar ao duodeno. Sua função é conduzir a bile produzida no fígado, para ser armazenada na vesícula biliar e posteriormente ser liberada no duodeno.
4 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
5 Fibrose: 1. Aumento das fibras de um tecido. 2. Formação ou desenvolvimento de tecido conjuntivo em determinado órgão ou tecido como parte de um processo de cicatrização ou de degenerescência fibroide.
6 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
7 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
8 Colangiocarcinoma: Neoplasia maligna das vias biliares.
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A retite1 actínica2 é uma inflamação3 do reto4 causada pela radioterapia5 pélvica6, sendo uma complicação relativamente frequente no tratamento de cânceres como os de próstata7, colo do útero8, reto4 e bexiga9. Pode ocorrer de forma aguda, durante ou logo após a radioterapia5, ou de forma crônica, meses ou anos depois, causando sintomas10 como sangramento retal, dor, diarreia11, urgência12 evacuatória e, nos casos mais graves, estenoses13, fístulas14 e anemia15. O diagnóstico16 baseia-se na história de radioterapia5 e na avaliação endoscópica, e o tratamento varia conforme a gravidade, incluindo medidas de suporte, medicamentos tópicos, coagulação17 endoscópica com plasma18 de argônio, oxigenoterapia hiperbárica19 e, em casos selecionados, cirurgia.
1 Retite: Inflamação do reto ou da mucosa retal, ou seja, é uma inflamação da parede que reveste o interior do reto. O reto é uma das quatro partes do intestino grosso (ceco, cólon, reto e ânus).
2 Actínica: Referente às radiações capazes de ativar transformações químicas em certas substâncias (por exemplo, a luz do sol ao incidir sobre o tecido humano ou vegetal).
3 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
4 Reto: Segmento distal do INTESTINO GROSSO, entre o COLO SIGMÓIDE e o CANAL ANAL.
5 Radioterapia: Método que utiliza diversos tipos de radiação ionizante para tratamento de doenças oncológicas.
6 Pélvica: Relativo a ou próprio de pelve. A pelve é a cavidade no extremo inferior do tronco, formada pelos dois ossos do quadril (ilíacos), sacro e cóccix; bacia. Ou também é qualquer cavidade em forma de bacia ou taça (por exemplo, a pelve renal).
7 Próstata: Glândula que (nos machos) circunda o colo da BEXIGA e da URETRA. Secreta uma substância que liquefaz o sêmem coagulado. Está situada na cavidade pélvica (atrás da parte inferior da SÍNFISE PÚBICA, acima da camada profunda do ligamento triangular) e está assentada sobre o RETO.
8 Colo do útero: Porção compreendendo o pescoço do ÚTERO (entre o ístmo inferior e a VAGINA), que forma o canal cervical.
9 Bexiga: Órgão cavitário, situado na cavidade pélvica, no qual é armazenada a urina, que é produzida pelos rins. É uma víscera oca caracterizada por sua distensibilidade. Tem a forma de pêra quando está vazia e a forma de bola quando está cheia.
10 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
11 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
12 Urgência: 1. Necessidade que requer solução imediata; pressa. 2. Situação crítica ou muito grave que tem prioridade sobre outras; emergência.
13 Estenoses: Estreitamentos patológicos de um conduto, canal ou orifício.
14 Fístulas: Comunicação anormal entre dois órgãos ou duas seções de um mesmo órgão entre si ou com a superfície. Possui um conduto de paredes próprias.
15 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
16 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
17 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
18 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
19 Hiperbárica: 1. Superior à pressão atmosférica. Que utiliza um ou mais gases, geralmente entre eles está o oxigênio, sob uma pressão superior à normal. 2. Em medicina, significa de peso específico maior que o do líquido cerebrospinal (diz-se de solução anestésica ou de qualquer outro produto aplicado à medula espinhal).
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A síndrome1 de Pfeiffer é uma doença genética rara caracterizada pelo fechamento precoce das suturas2 do crânio3, associado a alterações da face4, das mãos5 e dos pés. O diagnóstico6 combina avaliação clínica, exames de imagem e testes genéticos. O tratamento é multidisciplinar e frequentemente envolve cirurgias para corrigir as deformidades e prevenir complicações. O acompanhamento precoce melhora a qualidade de vida e reduz o risco de sequelas7 neurológicas, respiratórias, visuais e auditivas.
1 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
2 Suturas: 1. Ato ou efeito de suturar. 2. Costura que une ou junta partes de um objeto. 3. Na anatomia geral, é um tipo de articulação fibrosa, em que os ossos são mantidos juntos por várias camadas de tecido conjuntivo denso; comissura (ocorre apenas entre os ossos do crânio). 4. Na anatomia botânica, é uma linha de espessura variável que se forma na região de fusão dos bordos de um carpelo (ou de dois ou mais carpelos concrescentes). 5. Em cirurgia, ato ou efeito de unir os bordos de um corte, uma ferida, uma incisão, com agulha e linha especial, para promover a cicatrização. 6. Na morfologia zoológica, nos insetos, qualquer sulco externo semelhante a uma linha.
3 Crânio: O ESQUELETO da CABEÇA; compreende também os OSSOS FACIAIS e os que recobrem o CÉREBRO. Sinônimos: Calvaria; Calota Craniana
4 Face: Parte anterior da cabeça que inclui a pele, os músculos e as estruturas da fronte, olhos, nariz, boca, bochechas e mandíbula.
5 Mãos: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
6 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
7 Sequelas: 1. Na medicina, é a anomalia consequente a uma moléstia, da qual deriva direta ou indiretamente. 2. Ato ou efeito de seguir. 3. Grupo de pessoas que seguem o interesse de alguém; bando. 4. Efeito de uma causa; consequência, resultado. 5. Ato ou efeito de dar seguimento a algo que foi iniciado; sequência, continuação. 6. Sequência ou cadeia de fatos, coisas, objetos; série, sucessão. 7. Possibilidade de acompanhar a coisa onerada nas mãos de qualquer detentor e exercer sobre ela as prerrogativas de seu direito.
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A paquidermoperiostose é uma doença genética rara caracterizada por espessamento da pele1, baqueteamento digital e formação anormal de osso ao redor dos ossos longos2. Geralmente surge na adolescência, evolui lentamente por alguns anos e depois tende a estabilizar-se. O diagnóstico3 é clínico, complementado por exames de imagem e, quando disponível, testes genéticos, sendo fundamental excluir causas secundárias de osteoartropatia hipertrófica.
1 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
2 Ossos longos: Exemplo: Fêmur
3 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
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As doenças metabólicas são alterações que comprometem os processos responsáveis por transformar nutrientes em energia e manter o funcionamento normal do organismo. Elas podem ser hereditárias, geralmente raras e presentes desde o nascimento, ou adquiridas ao longo da vida, como diabetes tipo 21, obesidade2 e dislipidemias. O diagnóstico3 precoce e o tratamento adequado são fundamentais para prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida.
1 Diabetes tipo 2: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada tanto por graus variáveis de resistência à insulina quanto por deficiência relativa na secreção de insulina. O tipo 2 se desenvolve predominantemente em pessoas na fase adulta, mas pode aparecer em jovens.
2 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
3 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
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A síndrome1 cardiorrenal metabólica (CKM) é uma condição que integra doenças cardiovasculares2, renais e metabólicas, como obesidade3, diabetes tipo 24 e hipertensão arterial5. Essas alterações compartilham mecanismos fisiopatológicos comuns, incluindo inflamação6 crônica, resistência à insulina7 e disfunção vascular8. O diagnóstico9 baseia-se na avaliação clínica associada a exames laboratoriais e cardiovasculares. O tratamento envolve mudanças no estilo de vida e medicamentos que reduzem o risco de complicações graves, como insuficiência cardíaca10, doença renal11 crônica, infarto12 e AVC.
1 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
2 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
3 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
4 Diabetes tipo 2: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada tanto por graus variáveis de resistência à insulina quanto por deficiência relativa na secreção de insulina. O tipo 2 se desenvolve predominantemente em pessoas na fase adulta, mas pode aparecer em jovens.
5 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
6 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
7 Resistência à insulina: Inabilidade do corpo para responder e usar a insulina produzida. A resistência à insulina pode estar relacionada à obesidade, hipertensão e altos níveis de colesterol no sangue.
8 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
9 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
10 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
11 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
12 Infarto: Morte de um tecido por irrigação sangüínea insuficiente. O exemplo mais conhecido é o infarto do miocárdio, no qual se produz a obstrução das artérias coronárias com conseqüente lesão irreversível do músculo cardíaco.
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Os anticonvulsivantes, também chamados de antiepilépticos ou medicamentos anticrise (termo usado para traduzir antiseizure medications), constituem um grupo fundamental de fármacos utilizados principalmente no tratamento da epilepsia1 e de outras condições neurológicas caracterizadas por atividade elétrica anormal no cérebro2. Com diferentes mecanismos de ação e perfis de eficácia, esses medicamentos desempenham papel essencial no controle das crises epilépticas, melhorando significativamente a qualidade de vida dos pacientes e permitindo uma abordagem individualizada, adaptada às necessidades de cada pessoa.
1 Epilepsia: Alteração temporária e reversível do funcionamento cerebral, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Quando restritos, a crise será chamada crise epiléptica parcial; quando envolverem os dois hemisférios cerebrais, será uma crise epiléptica generalizada. O paciente pode ter distorções de percepção, movimentos descontrolados de uma parte do corpo, medo repentino, desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente e até perder a consciência - neste caso é chamada de crise complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Existem outros tipos de crises epilépticas.
2 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
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A síndrome1 antifosfolípide (SAF) é uma doença autoimune2 que aumenta o risco de formação de coágulos sanguíneos e de complicações na gravidez3. Ela ocorre devido à presença persistente de anticorpos4 antifosfolípides que alteram os mecanismos normais da coagulação5. O diagnóstico6 combina manifestações clínicas e exames laboratoriais específicos. Com tratamento adequado, incluindo anticoagulação e cuidados especiais durante a gestação, é possível reduzir significativamente o risco de complicações.
1 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
2 Autoimune: 1. Relativo à autoimunidade (estado patológico de um organismo atingido por suas próprias defesas imunitárias). 2. Produzido por autoimunidade. 3. Autoalergia.
3 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
4 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
5 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
6 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
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