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Neuralgia pós-herpética: por que a dor do herpes-zóster pode persistir por meses ou anos?

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A neuralgia1 pós-herpética é a complicação mais frequente e incapacitante do herpes-zóster. Caracteriza-se pela persistência da dor após a cicatrização das lesões2 de pele3 e pode comprometer intensamente o sono, as atividades diárias, o bem-estar emocional e a qualidade de vida.

Embora seja mais comum em idosos, pode afetar adultos de qualquer idade, especialmente aqueles que apresentam fatores de risco. Conhecer suas causas, sintomas4, formas de tratamento e estratégias de prevenção é fundamental para reduzir seu impacto e proporcionar melhor controle da dor.

O que é neuralgia1 pós-herpética?

A neuralgia1 pós-herpética (NPH) é definida como uma dor neuropática6 crônica que persiste por 90 dias ou mais após o início do exantema7 do herpes-zóster, embora alguns autores e estudos utilizem períodos de 30 ou 60 dias. Ela é uma das complicações mais frequentes e incapacitantes do herpes-zóster e ocorre no mesmo território dermatômico previamente acometido pela infecção8, podendo variar de intensidade leve a extremamente intensa.

Trata-se de uma condição de grande relevância clínica, especialmente em idosos, pois pode comprometer significativamente a qualidade de vida, o sono, o humor e a capacidade funcional. A doença resulta de lesão9 e disfunção do sistema nervoso10 somatossensorial periférico e, em muitos pacientes, também de mecanismos de sensibilização central, desencadeados pela reativação do vírus11 varicela12-zóster.

Infográfico - Neuralgia pós-herpética

Quais são as causas da neuralgia1 pós-herpética?

A causa fundamental da neuralgia1 pós-herpética é a reativação do vírus11 varicela12-zóster, o mesmo agente causador da varicela12 (catapora13). Após a infecção8 primária, o vírus11 permanece latente nos gânglios sensitivos14 das raízes dorsais15 da medula espinhal16 ou nos gânglios sensitivos14 dos nervos cranianos. Anos ou décadas depois, especialmente em situações de redução da imunidade17 relacionada ao envelhecimento, doenças ou uso de medicamentos imunossupressores, o vírus11 pode se reativar, causando o herpes-zóster.

A neuralgia1 pós-herpética surge quando essa reativação provoca inflamação18 e dano persistente às fibras nervosas sensitivas. Os principais fatores de risco para seu desenvolvimento incluem idade avançada, dor intensa na fase aguda do herpes-zóster, erupção19 cutânea20 extensa, acometimento oftálmico, atraso no início da terapia antiviral - idealmente iniciada nas primeiras 72 horas do surgimento das lesões2 - e condições associadas à imunossupressão21.

Qual é a fisiopatologia5 da neuralgia1 pós-herpética?

A fisiopatologia5 da neuralgia1 pós-herpética é complexa e envolve múltiplos mecanismos. Durante a reativação do vírus11 varicela12-zóster, ocorre intensa inflamação18 dos gânglios sensitivos14 e dos nervos periféricos correspondentes ao dermátomo22 afetado. Esse processo provoca lesão9 das fibras nervosas mielinizadas e amielinizadas, além de alterações na expressão de canais iônicos e neurotransmissores envolvidos na transmissão da dor. Como consequência, desenvolvem-se hiperexcitabilidade neuronal, geração de descargas espontâneas, redução dos mecanismos inibitórios da dor e sensibilização periférica e central.

Além disso, há reorganização funcional do corno posterior da medula espinhal16 e de outras estruturas do sistema nervoso central23, contribuindo para a persistência da dor mesmo após a resolução da infecção8 cutânea20. Esses mecanismos explicam manifestações típicas da NPH, como alodinia24, na qual estímulos normalmente indolores provocam dor, e hiperalgesia25, caracterizada por resposta exagerada a estímulos dolorosos.

Saiba mais sobre "Herpes zóster", "Herpes simples", "Herpes genital" e "Herpes simples neonatal".

Quais são as características clínicas da neuralgia1 pós-herpética?

A principal manifestação clínica da neuralgia1 pós-herpética é a dor persistente no território previamente acometido pelo herpes-zóster. Essa dor costuma ser descrita como queimação, ardor26, choque27 elétrico, pontadas, facadas ou sensação de peso e pode ser contínua ou intermitente28, frequentemente com crises de exacerbação intensa.

São comuns a alodinia24, em que o simples contato da roupa ou um toque leve desencadeiam dor importante, e a hiperalgesia25. Também podem ocorrer parestesias29, disestesias, formigamento, dormência30 e redução da sensibilidade ao tato, à temperatura ou à dor em áreas do dermátomo22 afetado.

Em casos mais graves, a intensidade da dor interfere significativamente no sono, no apetite, nas atividades diárias, na convivência social e na saúde31 emocional, favorecendo o desenvolvimento de ansiedade e depressão.

Como o médico diagnostica a neuralgia1 pós-herpética?

O diagnóstico32 da neuralgia1 pós-herpética é essencialmente clínico. O médico baseia-se na história prévia de herpes-zóster, na persistência da dor por pelo menos 90 dias após o início das lesões2 cutâneas33, na distribuição da dor ao longo de um dermátomo22 e nas características típicas da dor neuropática6.

O exame físico pode demonstrar alodinia24, hiperalgesia25 e alterações da sensibilidade no território acometido. Em geral, exames laboratoriais ou de imagem não são necessários. Entretanto, quando o quadro é atípico, quando não há antecedente claro de herpes-zóster ou quando existem sinais34 de alerta, exames complementares podem ser indicados para excluir outras causas de dor neuropática6, como radiculopatias, neuropatias periféricas, compressões nervosas ou doenças musculoesqueléticas.

Como o médico trata a neuralgia1 pós-herpética?

O tratamento da neuralgia1 pós-herpética é desafiador e tem como objetivo reduzir a intensidade da dor, melhorar a funcionalidade e preservar a qualidade de vida. Analgésicos35 comuns e anti-inflamatórios não esteroides, isoladamente, costumam apresentar benefício limitado.

O tratamento baseia-se principalmente em medicamentos para dor neuropática6. Entre as opções de primeira linha estão os anticonvulsivantes, como gabapentina e pregabalina, e os antidepressivos tricíclicos, como amitriptilina e nortriptilina. Os inibidores da recaptação de serotonina e noradrenalina36, especialmente a duloxetina e a venlafaxina, também podem ser considerados em pacientes selecionados, embora a evidência para NPH seja menos robusta do que para outras síndromes de dor neuropática6.

Tratamentos tópicos, como o adesivo de lidocaína a 5% e o adesivo de capsaicina37 a 8%, quando disponíveis, podem ser particularmente úteis em pacientes com alodinia24 localizada. Opioides, como tramadol, devem ser reservados para casos selecionados e refratários38, preferencialmente por tempo limitado e após avaliação criteriosa da relação entre benefícios e riscos.

Abordagens não farmacológicas, incluindo fisioterapia39, estimulação elétrica nervosa transcutânea (TENS), terapia cognitivo40-comportamental e suporte psicológico, podem complementar o tratamento. Além disso, a vacinação contra o herpes-zóster representa a principal estratégia para reduzir a ocorrência do herpes-zóster e, consequentemente, da neuralgia1 pós-herpética, embora não tenha papel no tratamento da doença já estabelecida.

Como evolui a neuralgia1 pós-herpética?

A evolução da neuralgia1 pós-herpética é variável. Em muitos pacientes, a dor diminui progressivamente ao longo de meses, enquanto em outros pode persistir por anos. A idade avançada, a intensidade da dor inicial e a gravidade do acometimento neural estão entre os principais fatores associados à persistência dos sintomas4. Pacientes mais jovens tendem a apresentar recuperação mais rápida.

A resposta ao tratamento também varia amplamente: alguns obtêm controle satisfatório da dor com as terapias iniciais, enquanto outros necessitam de associações medicamentosas, ajustes terapêuticos e acompanhamento prolongado.

Quais são as complicações possíveis da neuralgia1 pós-herpética?

As complicações da neuralgia1 pós-herpética vão além da dor crônica. O impacto funcional e psicológico costuma ser significativo. Muitos pacientes desenvolvem distúrbios do sono, fadiga41, isolamento social, ansiedade e depressão. A limitação funcional pode comprometer a independência, sobretudo em idosos.

Além disso, o uso prolongado de medicamentos pode estar associado a efeitos adversos, como sonolência, tontura42, constipação43, boca44 seca, retenção urinária45 (particularmente com antidepressivos tricíclicos), além de alterações cognitivas e aumento do risco de quedas em indivíduos mais idosos. Em casos mais graves, a dor persistente pode contribuir para declínio funcional importante e piora global da qualidade de vida.

Em síntese, a neuralgia1 pós-herpética é uma condição dolorosa, complexa e potencialmente incapacitante, decorrente da reativação do vírus11 varicela12-zóster. Seu manejo exige diagnóstico32 clínico cuidadoso, tratamento precoce e individualizado da dor neuropática6, acompanhamento contínuo e, quando necessário, abordagem multidisciplinar, com foco não apenas no controle da dor, mas também na preservação da qualidade de vida, da funcionalidade e do bem-estar do paciente.

A prevenção do herpes-zóster por meio da vacinação dos grupos elegíveis constitui atualmente uma das medidas mais eficazes para reduzir a incidência46 da neuralgia1 pós-herpética.

Veja sobre "Catapora13 ou varicela12: como é transmitida? Como evitar?" e "Aftas, herpes ou candidíase47?"

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Mayo Clinic e da U.S. National Library of Medicine.

ABCMED, 2026. Neuralgia pós-herpética: por que a dor do herpes-zóster pode persistir por meses ou anos?. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1511815/neuralgia-pos-herpetica-por-que-a-dor-do-herpes-zoster-pode-persistir-por-meses-ou-anos.htm>. Acesso em: 4 ago. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Neuralgia: Dor aguda produzida pela irritação de um nervo. Caracteriza-se por ser muito intensa, em queimação, pulsátil ou semelhante a uma descarga elétrica. Suas causas mais freqüentes são infecção, lesão metabólica ou tóxica do nervo comprometido.
2 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
3 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
4 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
5 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.
6 Neuropática: Referente à neuropatia, que é doença do sistema nervoso.
7 Exantema: Alteração difusa da coloração cutânea, caracterizada por eritema, com elevação das camadas mais superficiais da pele (pápulas), vesículas, etc. Pode ser produzido por uma infecção geralmente viral (rubéola, varicela, sarampo), por alergias a medicamentos, etc.
8 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
9 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
10 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
11 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
12 Varicela: Doença viral freqüente na infância e caracterizada pela presença de febre e comprometimento do estado geral juntamente com a aparição característica de lesões que têm vários estágios. Primeiro são pequenas manchas avermelhadas, a seguir formam-se pequenas bolhas que finalmente rompem-se deixando uma crosta. É contagiosa, mas normalmente não traz maiores conseqüências à criança. As bolhas e suas crostas, se não sofrerem infecção secundária, não deixam cicatriz.
13 Catapora: Doença infecciosa aguda, comum na infância, também chamada de varicela. Ela é provocada por vírus e caracterizada por febre e erupção maculopapular rápida, seguida de erupção de vesículas eritematosas muito pruriginosas.
14 Gânglios Sensitivos: Grupamentos de neurônios do sistema nervoso periférico somático que contêm os corpos celulares dos axônios dos nervos sensitivos. Gânglios sensoriais podem também apresentar interneurônios intrínsecos e células não neuronais de suporte.
15 Raízes Dorsais: Feixes pareados das fibras nervosas que penetram e partem de cada segmento da medula espinhal. As raízes nervosas ventrais e dorsais unem-se para formar os nervos espinhais mistos dos segmentos. As raízes dorsais são geralmente aferentes, formadas pelas projeções centrais das células sensitivas dos gânglios espinhais (raiz dorsal), enquanto que as raízes ventrais são eferentes, compreendendo os axônios dos neurônios motores espinhais e pré-ganglionares autônomos. Todavia existem algumas exceções em relação à regra aferente/eferente.
16 Medula Espinhal:
17 Imunidade: Capacidade que um indivíduo tem de defender-se perante uma agressão bacteriana, viral ou perante qualquer tecido anormal (tumores, enxertos, etc.).
18 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
19 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
20 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
21 Imunossupressão: Supressão das reações imunitárias do organismo, induzida por medicamentos (corticosteroides, ciclosporina A, etc.) ou agentes imunoterápicos (anticorpos monoclonais, por exemplo); que é utilizada em alergias, doenças autoimunes, etc. A imunossupressão é impropriamente tomada por alguns como sinônimo de imunodepressão.
22 Dermátomo: É uma área da pele que é inervada por fibras nervosas que se originam de um único gânglio nervoso dorsal. Cada dermátomo é nomeado de acordo com o nervo espinal que o inerva.
23 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
24 Alodinia: A alodinia caracteriza-se por uma dor causada por um estímulo que normalmente não provoca dor. Diferente da hiperalgesia, que se caracteriza pelo aumento da sensibilidade à dor causada por um estímulo que normalmente provoca dor.
25 Hiperalgesia: É uma exacerbação da sensibilidade à dor; hiperalgia.
26 Ardor: 1. Calor forte, intenso. 2. Mesmo que ardência. 3. Qualidade daquilo que fulge, que brilha. 4. Amor intenso, desejo concupiscente, paixão.
27 Choque: 1. Estado de insuficiência circulatória a nível celular, produzido por hemorragias graves, sepse, reações alérgicas graves, etc. Pode ocasionar lesão celular irreversível se a hipóxia persistir por tempo suficiente. 2. Encontro violento, com impacto ou abalo brusco, entre dois corpos. Colisão ou concussão. 3. Perturbação brusca no equilíbrio mental ou emocional. Abalo psíquico devido a uma causa externa.
28 Intermitente: Nos quais ou em que ocorrem interrupções; que cessa e recomeça por intervalos; intervalado, descontínuo. Em medicina, diz-se de episódios de febre alta que se alternam com intervalos de temperatura normal ou cujas pulsações têm intervalos desiguais entre si.
29 Parestesias: São sensações cutâneas subjetivas (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) que são vivenciadas espontaneamente na ausência de estimulação.
30 Dormência: 1. Estado ou característica de quem ou do que dorme. 2. No sentido figurado, inércia com relação a se fazer alguma coisa, a se tomar uma atitude, etc., resultando numa abulia ou falta de ação; entorpecimento, estagnação, marasmo. 3. Situação de total repouso; quietação. 4. No sentido figurado, insensibilidade espiritual de um ser diante do mundo. Sensação desagradável caracterizada por perda da sensibilidade e sensação de formigamento, e que geralmente ocorre nas extremidades dos membros. 5. Em biologia, é um período longo de inatividade, com metabolismo reduzido ou suspenso, geralmente associado a condições ambientais desfavoráveis; estivação.
31 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
32 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
33 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
34 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
35 Analgésicos: Grupo de medicamentos usados para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
36 Noradrenalina: Mediador químico do grupo das catecolaminas, liberado pelas fibras nervosas simpáticas, precursor da adrenalina na parte interna das cápsulas das glândulas suprarrenais.
37 Capsaicina: Fitoquímico que confere o gosto picante à pimenta vermelha. É o principal responsável pelas propriedades funcionais deste tempero. Dentre suas propriedades, destacam-se a dissolução de coágulos sangüíneos, ações expectorante e descongestionante, indutor de termogênese (efeito de transformar parte das calorias dos alimentos em calor), antioxidante e anti-bacteriana. Recomenda-se que os indivíduos com problemas no trato gastrintestinal (gastrite, úlcera e hemorróidas) evitem a ingestão, uma vez que a capsaicina funciona como um agente agressor das mucosas. Pode ser encontrado em forma de pomada para uso na pele com o objetivo de aliviar a dor da neuropatia diabética.
38 Refratários: 1. Que resiste à ação física ou química. 2. Que resiste às leis ou a princípios de autoridade. 3. No sentido figurado, que não se ressente de ataques ou ações exteriores; insensível, indiferente, resistente. 4. Imune a certas doenças.
39 Fisioterapia: Especialidade paramédica que emprega agentes físicos (água doce ou salgada, sol, calor, eletricidade, etc.), massagens e exercícios no tratamento de doenças.
40 Cognitivo: 1. Relativo ao conhecimento, à cognição. 2. Relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
41 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
42 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
43 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
44 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
45 Retenção urinária: É um problema de esvaziamento da bexiga causado por diferentes condições. Normalmente, o ato miccional pode ser iniciado voluntariamente e a bexiga se esvazia por completo. Retenção urinária é a retenção anormal de urina na bexiga.
46 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
47 Candidíase: É o nome da infecção produzida pela Candida albicans, um fungo que produz doença em mucosas, na pele ou em órgãos profundos (candidíase sistêmica).As infecções profundas podem ser mais freqüentes em pessoas com deficiência no sistema imunológico (pacientes com câncer, SIDA, etc.).
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