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FIB-4: o que é e como calcular e interpretar o risco de fibrose hepática

FIB-4: o que é e como calcular e interpretar o risco de fibrose hepática

O FIB-4 utiliza idade, enzimas hepáticas1 e contagem de plaquetas2 para estimar o risco de fibrose3 hepática4 avançada. Simples e acessível, é recomendado como primeira etapa da avaliação, especialmente em pessoas com fatores de risco metabólicos. Resultados indeterminados ou elevados exigem investigação complementar, geralmente com elastografia hepática4 ou teste ELF. Sua interpretação depende da idade e do contexto clínico, e o índice não estabelece um diagnóstico5 definitivo.
1 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
2 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
3 Fibrose: 1. Aumento das fibras de um tecido. 2. Formação ou desenvolvimento de tecido conjuntivo em determinado órgão ou tecido como parte de um processo de cicatrização ou de degenerescência fibroide.
4 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
5 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
Mastigar bem faz diferença? Entenda como a mastigação influencia sua saúde

Mastigar bem faz diferença? Entenda como a mastigação influencia sua saúde

Mastigar adequadamente facilita a alimentação e a deglutição1, estimula a saliva e contribui para a saúde2 bucal e nutricional. Comer com calma também pode favorecer a percepção da saciedade. Na infância e no envelhecimento, preservar uma boa função mastigatória é especialmente importante para a alimentação e a qualidade de vida.
1 Deglutição: Passagem dos alimentos desde a boca até o esôfago; ação ou efeito de deglutir; engolir. É um mecanismo em parte voluntário e em parte automático (reflexo) que envolve a musculatura faríngea e o esfíncter esofágico superior.
2 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
Pálpebra tremendo: por que acontece, quando se preocupar e como tratar?

Pálpebra tremendo: por que acontece, quando se preocupar e como tratar?

A mioquimia palpebral é o tremor involuntário da pálpebra, geralmente benigno e passageiro. Estresse, cansaço, falta de sono e excesso de cafeína estão entre os principais fatores associados. Na maioria dos casos, o diagnóstico1 é clínico e medidas simples são suficientes para controlar os episódios. Quando as contrações persistem, tornam-se intensas ou atingem outras áreas da face2, é importante procurar avaliação médica.
1 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
2 Face: Parte anterior da cabeça que inclui a pele, os músculos e as estruturas da fronte, olhos, nariz, boca, bochechas e mandíbula.
Epilepsia rolândica: conheça uma das formas mais comuns de epilepsia infantil

Epilepsia rolândica: conheça uma das formas mais comuns de epilepsia infantil

A epilepsia1 autolimitada com pontas centrotemporais é uma das síndromes epilépticas focais mais comuns da infância e costuma desaparecer até a adolescência. As crises ocorrem principalmente durante o sono e podem causar contrações na face2, formigamento na boca3, dificuldade para falar e salivação excessiva. O diagnóstico4 é baseado nas características das crises e no eletroencefalograma5, que geralmente mostra pontas centrotemporais típicas. O prognóstico6 é geralmente favorável, embora algumas crianças possam apresentar alterações transitórias de linguagem, aprendizagem, atenção ou comportamento.
1 Epilepsia: Alteração temporária e reversível do funcionamento cerebral, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Quando restritos, a crise será chamada crise epiléptica parcial; quando envolverem os dois hemisférios cerebrais, será uma crise epiléptica generalizada. O paciente pode ter distorções de percepção, movimentos descontrolados de uma parte do corpo, medo repentino, desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente e até perder a consciência - neste caso é chamada de crise complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Existem outros tipos de crises epilépticas.
2 Face: Parte anterior da cabeça que inclui a pele, os músculos e as estruturas da fronte, olhos, nariz, boca, bochechas e mandíbula.
3 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
4 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
5 Eletroencefalograma: Registro da atividade elétrica cerebral mediante a utilização de eletrodos cutâneos que recebem e amplificam os potenciais gerados em cada região encefálica.
6 Prognóstico: 1. Juízo médico, baseado no diagnóstico e nas possibilidades terapêuticas, em relação à duração, à evolução e ao termo de uma doença. Em medicina, predição do curso ou do resultado provável de uma doença; prognose. 2. Predição, presságio, profecia relativos a qualquer assunto. 3. Relativo a prognose. 4. Que traça o provável desenvolvimento futuro ou o resultado de um processo. 5. Que pode indicar acontecimentos futuros (diz-se de sinal, sintoma, indício, etc.). 6. No uso pejorativo, pernóstico, doutoral, professoral; prognóstico.
Doença de Batten: entenda a doença rara que afeta progressivamente o cérebro e a visão

Doença de Batten: entenda a doença rara que afeta progressivamente o cérebro e a visão

A doença de Batten compreende um grupo de doenças genéticas neurodegenerativas raras, conhecidas como lipofuscinoses ceroides neuronais (LCNs). Ela pode causar perda progressiva da visão1, epilepsia2, regressão cognitiva3, alterações motoras e perda de habilidades adquiridas. O diagnóstico4 é realizado principalmente por testes genéticos, complementados por exames neurológicos, oftalmológicos, de imagem e, em alguns subtipos, testes enzimáticos. Embora não exista cura para a maioria das formas, o tratamento multidisciplinar controla sintomas5, e a CLN2 dispõe de terapia específica com cerliponase alfa, capaz de retardar a progressão.
1 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
2 Epilepsia: Alteração temporária e reversível do funcionamento cerebral, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Quando restritos, a crise será chamada crise epiléptica parcial; quando envolverem os dois hemisférios cerebrais, será uma crise epiléptica generalizada. O paciente pode ter distorções de percepção, movimentos descontrolados de uma parte do corpo, medo repentino, desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente e até perder a consciência - neste caso é chamada de crise complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Existem outros tipos de crises epilépticas.
3 Cognitiva: 1. Relativa ao conhecimento, à cognição. 2. Relativa ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
4 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
5 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
Hiperprolactinemia: quando a prolactina alta é motivo de preocupação?

Hiperprolactinemia: quando a prolactina alta é motivo de preocupação?

A hiperprolactinemia é caracterizada pelo aumento da prolactina1 no sangue2 e pode ter causas fisiológicas3, medicamentosas ou patológicas, como o prolactinoma. O excesso desse hormônio4 pode provocar alterações menstruais, infertilidade5, redução da libido6, disfunção sexual e perda de massa óssea. O diagnóstico7 combina dosagem da prolactina1, investigação de causas secundárias e, quando indicada, ressonância magnética8 da hipófise9. O tratamento depende da causa, sendo a cabergolina a principal opção para prolactinomas, que geralmente apresentam excelente resposta terapêutica10.
1 Prolactina: Hormônio secretado pela adeno-hipófise. Estimula a produção de leite pelas glândulas mamárias. O aumento de produção da prolactina provoca a hiperprolactinemia, podendo causar alteração menstrual e infertilidade nas mulheres. No homem, gera impotência sexual (por prejudicar a produção de testosterona) e ginecomastia (aumento das mamas).
2 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
3 Fisiológicas: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
4 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
5 Infertilidade: Capacidade diminuída ou ausente de gerar uma prole. O termo não implica a completa inabilidade para ter filhos e não deve ser confundido com esterilidade. Os clínicos introduziram elementos físicos e temporais na definição. Infertilidade é, portanto, freqüentemente diagnosticada quando, após um ano de relações sexuais não protegidas, não ocorre a concepção.
6 Libido: Desejo. Procura instintiva do prazer sexual.
7 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
8 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.
9 Hipófise:
10 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
Pletismografia: entenda o exame que avalia os pulmões e a circulação

Pletismografia: entenda o exame que avalia os pulmões e a circulação

A pletismografia reúne técnicas que medem variações de volume no organismo, sendo utilizada principalmente na avaliação pulmonar e vascular1. Na pneumologia, permite medir volumes que a espirometria2 não determina diretamente e identificar restrição, hiperinsuflação3 e aprisionamento aéreo. Na área vascular1, algumas modalidades ajudam a avaliar alterações da circulação4 arterial e da função venosa. É um exame não invasivo, seguro e geralmente bem tolerado, cuja realização varia conforme a finalidade.
1 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
2 Espirometria: Exame que permite aferir o fluxo de ar nas vias aéreas ou brônquios, comparando os resultados com os obtidos por pessoas saudáveis com a mesma idade e altura. Serve para a investigação de sintomas respiratórios; diagnóstico e avaliação de asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) ou bronquite causada pelo cigarro; incapacidade funcional; avaliação pós-operatória e avaliação e diagnóstico de doenças respiratórias relacionadas ao trabalho. O exame têm duração média de 30 minutos.
3 Hiperinsuflação: Aumento da capacidade residual funcional (CRF) acima do valor teórico previsto, sob o ponto de vista clínico, respirar com pulmões hiperinsuflados exige maior esforço e contribui para a sensação de falta de ar.
4 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
Osso quebrado em vários pedaços: por que a fratura cominutiva exige atenção especial?

Osso quebrado em vários pedaços: por que a fratura cominutiva exige atenção especial?

As fraturas cominutivas ocorrem quando o osso se quebra em três ou mais fragmentos1, geralmente após traumas de alta energia ou em ossos fragilizados. Por serem mais complexas, podem estar associadas a lesões2 de músculos3, vasos sanguíneos4, nervos e outros tecidos próximos. O diagnóstico5 é feito principalmente por radiografias, com tomografia computadorizada6 em casos complexos ou para planejamento cirúrgico. O tratamento depende da estabilidade e da gravidade da fratura7 e pode envolver imobilização, cirurgia e reabilitação para recuperar a função.
1 Fragmentos: 1. Pedaço de coisa que se quebrou, cortou, rasgou etc. É parte de um todo; fração. 2. No sentido figurado, é o resto de uma obra literária ou artística cuja maior parte se perdeu ou foi destruída. Ou um trecho extraído de uma obra.
2 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
3 Músculos: Tecidos contráteis que produzem movimentos nos animais.
4 Vasos Sanguíneos: Qualquer vaso tubular que transporta o sangue (artérias, arteríolas, capilares, vênulas e veias).
5 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
6 Tomografia computadorizada: Exame capaz de obter imagens em tons de cinza de “fatias” de partes do corpo ou de órgãos selecionados, as quais são geradas pelo processamento por um computador de uma sucessão de imagens de raios X de alta resolução em diversos segmentos sucessivos de partes do corpo ou de órgãos.
7 Fratura: Solução de continuidade de um osso. Em geral é produzida por um traumatismo, mesmo que possa ser produzida na ausência do mesmo (fratura patológica). Produz como sintomas dor, mobilidade anormal e ruídos (crepitação) na região afetada.
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