A hiperprolactinemia é caracterizada pelo aumento da prolactina1 no sangue2 e pode ter causas fisiológicas3, medicamentosas ou patológicas, como o prolactinoma. O excesso desse hormônio4 pode provocar alterações menstruais, infertilidade5, redução da libido6, disfunção sexual e perda de massa óssea. O diagnóstico7 combina dosagem da prolactina1, investigação de causas secundárias e, quando indicada, ressonância magnética8 da hipófise9. O tratamento depende da causa, sendo a cabergolina a principal opção para prolactinomas, que geralmente apresentam excelente resposta terapêutica10.
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1 Prolactina: Hormônio secretado pela adeno-hipófise. Estimula a produção de leite pelas glândulas mamárias. O aumento de produção da prolactina provoca a hiperprolactinemia, podendo causar alteração menstrual e infertilidade nas mulheres. No homem, gera impotência sexual (por prejudicar a produção de testosterona) e ginecomastia (aumento das mamas).
2 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
3 Fisiológicas: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
4 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
5 Infertilidade: Capacidade diminuída ou ausente de gerar uma prole. O termo não implica a completa inabilidade para ter filhos e não deve ser confundido com esterilidade. Os clínicos introduziram elementos físicos e temporais na definição. Infertilidade é, portanto, freqüentemente diagnosticada quando, após um ano de relações sexuais não protegidas, não ocorre a concepção.
6 Libido: Desejo. Procura instintiva do prazer sexual.
7 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
8 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.
9 Hipófise:
10 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.