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Doença de Creutzfeldt-Jakob: entenda a rara doença causada por príons

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A doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ) é uma condição neurológica rara, implacável em sua progressão e, infelizmente, fatal. Sua origem está no acúmulo de príons (proteínas1 que assumem uma forma anormal) no tecido2 cerebral. Caracteriza-se por deterioração cognitiva3 rápida, frequentemente acompanhada de mioclonias, alterações de equilíbrio, da coordenação e da visão4, além de outros sinais5 neurológicos.

O nome costuma despertar associações imediatas com a "doença da vaca louca", mas essa relação diz respeito a apenas uma fatia pequena e particular dos casos, conhecida como variante da doença de Creutzfeldt-Jakob. Na imensa maioria das vezes, a DCJ simplesmente surge, sem aviso e sem uma causa externa identificável.

O que é a doença de Creutzfeldt-Jakob?

Trata-se de uma doença neurodegenerativa provocada por príons, e por isso integra o grupo das chamadas encefalopatias11 espongiformes transmissíveis, um nome complexo para descrever um processo que deixa o cérebro12 com uma aparência porosa, semelhante a uma esponja, quando observado ao microscópio.

Os príons nada mais são do que versões mal dobradas de uma proteína que o próprio organismo já produz naturalmente. O problema começa quando essa versão anormal entra em contato com proteínas1 priônicas saudáveis e as "convence" a adotar a mesma conformação defeituosa. Uma vez iniciado, esse processo se espalha progressivamente pelo cérebro12, destruindo neurônios13 ao longo do caminho.

Vale destacar uma diferença crucial: ao contrário de vírus14 e bactérias, príons não carregam DNA ou RNA. Isso os torna praticamente imunes aos remédios que usamos contra infecções15 comuns, e explica por que as doenças priônicas seguem uma lógica tão diferente de tudo que a medicina infecciosa convencional está acostumada a tratar.

A DCJ é uma doença comum?

Estima-se que a doença ocorra em apenas 1 a 2 pessoas por milhão a cada ano, o que a coloca entre as doenças neurológicas mais raras que existem. A forma clássica tende a poupar os mais jovens, sendo rara antes dos 30 anos e pouco frequente antes dos 50, concentrando-se principalmente em adultos de idade mais avançada.

O que torna a DCJ especialmente temida, apesar de sua raridade, é a velocidade com que avança. Uma vez que os primeiros sintomas6 aparecem, a deterioração neurológica costuma se instalar em questão de poucos meses, um ritmo muito mais acelerado do que o observado em outras doenças neurodegenerativas.

O que causa a doença de Creutzfeldt-Jakob?

Nem toda DCJ tem a mesma origem. Os médicos costumam dividi-la em quatro formas principais:

  1. DCJ esporádica: de longe a mais comum, respondendo por cerca de 85% dos casos. Aqui, a proteína priônica parece simplesmente "errar" sua dobra espontaneamente, sem que exista uma causa conhecida ou qualquer exposição ambiental que explique o ocorrido.
  2. DCJ genética ou familiar: ligada a variantes no gene PRNP, responsável por codificar a proteína priônica. Essa forma hereditária representa entre 5% e 15% dos casos.
  3. DCJ iatrogênica16: extremamente rara nos dias de hoje, esteve associada a procedimentos médicos do passado, como transplantes de córnea17 ou dura-máter18 provenientes de doadores contaminados, e ao uso de hormônio19 do crescimento extraído de hipófises humanas de cadáveres. Os protocolos modernos de segurança praticamente eliminaram esse tipo de transmissão.
  4. Variante da DCJ (vDCJ): associada à exposição ao agente causador da encefalopatia20 espongiforme bovina, a famosa "doença da vaca louca".

Infográfico - Doença de Creutzfeldt-Jakob

A DCJ é a mesma coisa que a "doença da vaca louca"?

Não, e essa é uma confusão muito comum. A "doença da vaca louca" é, tecnicamente, a encefalopatia20 espongiforme bovina (EEB), uma doença priônica que afeta o gado. Quando pessoas consomem tecidos bovinos contaminados por esse agente, podem desenvolver a variante da doença de Creutzfeldt-Jakob (vDCJ), que é uma entidade distinta da DCJ clássica.

Além de ser ainda mais rara, a vDCJ costuma atingir pessoas mais jovens e frequentemente se anuncia por sintomas6 psiquiátricos ou alterações de sensibilidade, só depois evoluindo para o quadro neurológico mais grave. Ou seja, a esmagadora maioria dos pacientes com DCJ nunca teve qualquer relação com o consumo de carne bovina.

Quais sintomas6 costumam chamar atenção primeiro?

O que mais define a DCJ clinicamente é a rapidez com que tudo acontece. No início, os sinais5 podem ser sutis: falhas de memória, dificuldade de concentração, mudanças de comportamento, alterações visuais e perda de equilíbrio ou de coordenação ao caminhar.

Conforme a doença avança, tornam-se mais evidentes:

  • Demência21 que progride rapidamente
  • Mioclonias (abalos musculares súbitos e involuntários)
  • Perda progressiva de equilíbrio e coordenação
  • Dificuldade crescente para caminhar
  • Alterações na visão4
  • Rigidez muscular
  • Sinais5 neurológicos piramidais ou extrapiramidais
  • Alterações na fala
  • Dificuldade para engolir

Nas fases mais avançadas, a pessoa pode perder gradualmente a capacidade de se comunicar e se movimentar, chegando a um estado de mutismo22 acinético: permanece aparentemente acordada, mas praticamente sem resposta motora ou interação com o ambiente.

Por que a doença avança tão depressa?

A explicação está no próprio mecanismo dos príons. Uma vez que a proteína anormal encontra suas versões saudáveis, ela as recruta para a mesma conformação defeituosa e esse efeito em cascata se espalha pelo sistema nervoso23, provocando disfunção, degeneração24 e morte neuronal de forma acelerada.

No exame microscópico25 do cérebro12, é possível observar vacuolização do tecido nervoso26, perda de neurônios13 e gliose, o conjunto de alterações que dá à doença seu aspecto "espongiforme".

Essa é justamente a grande diferença em relação a doenças como Alzheimer27 e Parkinson, que costumam se desenvolver ao longo de anos. Na DCJ, uma deterioração neurológica significativa pode se instalar em apenas algumas semanas ou meses.

Como os médicos chegam ao diagnóstico7?

O diagnóstico7 combina a observação cuidadosa da evolução clínica com um conjunto de exames complementares.

A ressonância magnética28 do encéfalo29 é uma das ferramentas mais valiosas, especialmente nas sequências de difusão (DWI) e FLAIR, que podem revelar alterações características no córtex cerebral e em estruturas como o caudado e o putâmen.

A análise do líquido cefalorraquidiano30 também tem papel central. Nesse contexto, ganha destaque a RT-QuIC (real-time quaking-induced conversion), uma técnica capaz de detectar a presença de proteínas1 priônicas anormalmente dobradas. Quando positiva, no contexto clínico certo, oferece um forte indício diagnóstico7.

Outro marcador pesquisado é a proteína 14-3-3, embora ela não seja exclusiva da DCJ e possa aparecer elevada em outras condições que também causam destruição neuronal acelerada.

Já o eletroencefalograma31 (EEG) pode mostrar, em parte dos pacientes, complexos periódicos de ondas agudas, um padrão característico, embora nem sempre presente, especialmente em certas fases da doença.

É preciso fazer uma biópsia8 cerebral para confirmar?

Na prática, quase nunca. Embora a confirmação absoluta da doença dependa da identificação das alterações neuropatológicas e da proteína priônica anormal diretamente no tecido2 cerebral, a biópsia8 não costuma entrar na rotina apenas para investigar uma suspeita de DCJ. O motivo é simples: trata-se de um procedimento invasivo, e a combinação entre história clínica, ressonância, exames do líquor32 e RT-QuIC já permite, na maioria dos casos, chegar a um diagnóstico7 altamente provável sem a necessidade de biópsia8.

A confirmação definitiva costuma vir, na verdade, do exame neuropatológico realizado após o óbito33. A biópsia8 em vida fica reservada para situações excepcionais, quando é essencial descartar outra doença que, ao contrário da DCJ, possa ter tratamento.

Que outras doenças podem ser confundidas com a DCJ?

Como a DCJ pode se manifestar inicialmente como uma demência21 de evolução rápida, é fundamental investigar e afastar outras causas, principalmente as tratáveis.

Entram nesse diagnóstico7 diferencial:

  • Encefalites34 autoimunes35 ou infecciosas
  • Encefalopatia20 de Hashimoto
  • Distúrbios metabólicos ou tóxicos
  • Algumas doenças neurodegenerativas
  • Vasculites do sistema nervoso central36
  • Tumores
  • Linfoma37 do sistema nervoso central36
  • Certas formas de epilepsia38

Por essa razão, uma deterioração cognitiva3 rápida, isoladamente, nunca deve ser suficiente para fechar o diagnóstico7 de DCJ sem antes descartar essas outras possibilidades.

Existe tratamento para a doença de Creutzfeldt-Jakob?

Até hoje, nenhuma terapia é capaz de curar a doença ou interromper de forma comprovada sua progressão. Diversos medicamentos e estratégias já foram testados ao longo dos anos, mas nenhum demonstrou eficácia consistente para mudar o curso da doença. O que resta, então, é o cuidado sintomático39 e de suporte, voltado a preservar o conforto e a qualidade de vida possível durante a evolução da doença.

Mioclonias e outros movimentos involuntários podem responder a medicamentos como clonazepam ou valproato, ajustados conforme as necessidades de cada paciente. Também podem ser necessários tratamentos para dor, ansiedade, agitação e distúrbios do sono.

Com o avanço da doença, surgem dificuldades para se alimentar, engolir, se locomover e se comunicar. Nesse momento, ganham importância os cuidados de enfermagem, a fisioterapia40, o suporte nutricional e os cuidados paliativos41.

Veja sobre "Nutrição42 enteral" e "Nutriçao parenteral".

Qual é o prognóstico9 da DCJ?

Infelizmente, grave. A DCJ é, hoje, considerada uma doença fatal. Na forma esporádica, a mais comum, a evolução costuma ser rápida. A mediana entre o início dos sintomas6 e o óbito33 fica em torno de 4 a 5 meses, e a maior parte dos pacientes não sobrevive ao primeiro ano após o surgimento das manifestações.

Esse tempo, porém, varia conforme o subtipo da doença e as características de cada paciente. A variante da DCJ, por exemplo, costuma ter um curso mais prolongado, geralmente entre 13 e 14 meses.

A doença de Creutzfeldt-Jakob é contagiosa10?

Não da forma como normalmente entendemos "contagioso". A DCJ não se transmite pelo convívio cotidiano: tocar, abraçar, conversar, cuidar do paciente ou simplesmente compartilhar o mesmo ambiente não representa risco algum. Familiares e cuidadores não precisam, portanto, evitar o contato social habitual.

A transmissão só acontece em circunstâncias muito específicas, por contato direto com determinados tecidos humanos contaminados. É por isso que procedimentos médicos envolvendo tecidos de alto risco, sobretudo do sistema nervoso central36, como neurocirurgias e punção lombar, por exemplo, seguem protocolos rígidos de biossegurança e descontaminação.

É verdade que os príons resistem à esterilização comum?

Sim, e essa é uma de suas características mais desafiadoras. Príons são notavelmente resistentes a diversos métodos convencionais de desinfecção43 e esterilização, o que exige cuidados especiais com instrumentos que tenham entrado em contato com tecidos de alto risco de pacientes com suspeita ou confirmação de doença priônica, podendo, em alguns casos, ser necessário até o descarte desses materiais.

Essas precauções ganham peso extra em neurocirurgias e em procedimentos que envolvem cérebro12, medula espinhal44 e determinados tecidos oculares.

A doença de Creutzfeldt-Jakob pode ser hereditária?

Em alguns casos, sim. Variantes patogênicas no gene PRNP estão por trás das doenças priônicas hereditárias, um grupo que inclui, além da DCJ genética, outras condições raras como a insônia familiar fatal e a síndrome45 de Gerstmann-Sträussler-Scheinker.

Quando há suspeita de uma forma hereditária, seja por histórico familiar compatível, seja por um quadro clínico sugestivo, a investigação genética pode ser indicada. Nesses casos, o aconselhamento genético antes e depois do teste é essencial, dadas as implicações que o resultado pode ter tanto para o paciente quanto para seus familiares.

Dá para prevenir a doença de Creutzfeldt-Jakob?

Para a forma esporádica, responsável pela grande maioria dos casos, ainda não existe nenhuma estratégia de prevenção conhecida, simplesmente porque não se identificou um fator externo que a desencadeie.

Já as formas adquiridas podem, sim, ser evitadas por meio de medidas rigorosas de segurança no manejo de tecidos humanos, no processamento de materiais médicos e no controle de produtos biológicos.

No caso específico da variante ligada à encefalopatia20 espongiforme bovina, o fortalecimento da vigilância sanitária e o controle mais rígido da cadeia alimentar bovina reduziram drasticamente o risco de exposição das pessoas.

O que diferencia a DCJ de outras demências?

A resposta, mais uma vez, está na velocidade. Enquanto doenças como o Alzheimer27 se desenvolvem ao longo de anos, na DCJ alterações cognitivas e neurológicas relevantes podem surgir e se agravar em poucas semanas ou meses, um contraste que costuma ser o primeiro sinal46 de alerta para os médicos.

A combinação entre demência21 de evolução rápida, mioclonias, ataxia47 ou outros sinais5 neurológicos, somada a alterações características na ressonância magnética28 e/ou a uma RT-QuIC positiva no líquor32, aumenta consideravelmente a suspeita de uma doença priônica.

Mesmo sem um tratamento capaz de modificar seu curso, reconhecer corretamente a DCJ continua sendo essencial: permite excluir causas tratáveis de demência21 rapidamente progressiva, orientar adequadamente os familiares, evitar procedimentos desnecessários e garantir, ao longo de toda a evolução, cuidados de suporte e paliativos41 à altura do que o paciente precisa.

Leia também sobre "Príon: um agente infeccioso pouco conhecido" e "Doenças nervosas degenerativas48".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites do U.S. Centers for Disease Control and Prevention e do U.S. National Institute of Neurological Disorders and Stroke.

ABCMED, 2026. Doença de Creutzfeldt-Jakob: entenda a rara doença causada por príons. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1513145/doenca-de-creutzfeldt-jakob-entenda-a-rara-doenca-causada-por-prions.htm>. Acesso em: 28 ago. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
2 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
3 Cognitiva: 1. Relativa ao conhecimento, à cognição. 2. Relativa ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
4 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
5 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
6 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
7 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
8 Biópsia: 1. Retirada de material celular ou de um fragmento de tecido de um ser vivo para determinação de um diagnóstico. 2. Exame histológico e histoquímico. 3. Por metonímia, é o próprio material retirado para exame.
9 Prognóstico: 1. Juízo médico, baseado no diagnóstico e nas possibilidades terapêuticas, em relação à duração, à evolução e ao termo de uma doença. Em medicina, predição do curso ou do resultado provável de uma doença; prognose. 2. Predição, presságio, profecia relativos a qualquer assunto. 3. Relativo a prognose. 4. Que traça o provável desenvolvimento futuro ou o resultado de um processo. 5. Que pode indicar acontecimentos futuros (diz-se de sinal, sintoma, indício, etc.). 6. No uso pejorativo, pernóstico, doutoral, professoral; prognóstico.
10 Contagiosa: 1. Que é transmitida por contato ou contágio. 2. Que constitui veículo para o contágio. 3. Que se transmite pela intensidade, pela influência, etc.; contagiante.
11 Encefalopatias: Qualquer patologia do encéfalo. O encéfalo é um conjunto que engloba o tronco cerebral, o cerebelo e o cérebro.
12 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
13 Neurônios: Unidades celulares básicas do tecido nervoso. Cada neurônio é formado por corpo, axônio e dendritos. Sua função é receber, conduzir e transmitir impulsos no SISTEMA NERVOSO. Sinônimos: Células Nervosas
14 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
15 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
16 Iatrogênica: Relativo à ou próprio da iatrogenia, que significa geração de atos ou pensamentos a partir da prática médica. É frequentemente empregado para designar os erros da conduta médica.
17 Córnea: Membrana fibrosa e transparente presa à esclera, constituindo a parte anterior do olho.
18 Dura-Máter: A mais externa das três MENINGES, uma membrana fibrosa de tecido conjuntivo que cobre o encéfalo e cordão espinhal.
19 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
20 Encefalopatia: Qualquer patologia do encéfalo. O encéfalo é um conjunto que engloba o tronco cerebral, o cerebelo e o cérebro.
21 Demência: Deterioração irreversível e crônica das funções intelectuais de uma pessoa.
22 Mutismo: Estado de não reatividade e de imobilidade, com uma especial ausência da necessidade de falar e de impulso verbal, que está presente em alguns casos de esquizofrenia e de histeria.
23 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
24 Degeneração: 1. Ato ou efeito de degenerar (-se). 2. Perda ou alteração (no ser vivo) das qualidades de sua espécie; abastardamento. 3. Mudança para um estado pior; decaimento, declínio. 4. No sentido figurado, é o estado de depravação. 5. Degenerescência.
25 Microscópico: 1. Relativo à microscopia ou a microscópio. 2. Que se realiza com o auxílio do microscópio. 3. Visível somente por meio do microscópio. 4. Muito pequeno, minúsculo.
26 Tecido Nervoso:
27 Alzheimer: Doença degenerativa crônica que produz uma deterioração insidiosa e progressiva das funções intelectuais superiores. É uma das causas mais freqüentes de demência. Geralmente começa a partir dos 50 anos de idade e tem incidência similar entre homens e mulheres.
28 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.
29 Encéfalo: A parte do SISTEMA NERVOSO CENTRAL contida no CRÂNIO. O encéfalo embrionário surge do TUBO NEURAL, sendo composto de três partes principais, incluindo o PROSENCÉFALO (cérebro anterior), o MESENCÉFALO (cérebro médio) e o ROMBENCÉFALO (cérebro posterior). O encéfalo desenvolvido consiste em CÉREBRO, CEREBELO e outras estruturas do TRONCO ENCEFÁLICO (MeSH). Conjunto de órgãos do sistema nervoso central que compreende o cérebro, o cerebelo, a protuberância anular (ou ponte de Varólio) e a medula oblonga, estando todos contidos na caixa craniana e protegidos pela meninges e pelo líquido cefalorraquidiano. É a maior massa de tecido nervoso do organismo e contém bilhões de células nervosas. Seu peso médio, em um adulto, é da ordem de 1.360 g, nos homens e 1.250 g nas mulheres. Embriologicamente, corresponde ao conjunto de prosencéfalo, mesencéfalo e rombencéfalo. Seu crescimento é rápido entre o quinto ano de vida e os vinte anos. Na velhice diminui de peso. Inglês
30 Líquido cefalorraquidiano: Líquido cefalorraquidiano (LCR), também conhecido como líquor ou fluido cérebro espinhal, é definido como um fluido corporal estéril, incolor, encontrado no espaço subaracnoideo no cérebro e na medula espinhal (entre as meninges aracnoide e pia-máter). Caracteriza-se por ser uma solução salina pura, com baixo teor de proteínas e células, atuando como um amortecedor para o córtex cerebral e a medula espinhal. Possui também a função de fornecer nutrientes para o tecido nervoso e remover resíduos metabólicos do mesmo. É sintetizado pelos plexos coroidais, epitélio ventricular e espaço subaracnoideo em uma taxa de aproximadamente 20 mL/hora. Em recém-nascidos, este líquido é encontrado em um volume que varia entre 10 a 60 mL, enquanto que no adulto fica entre 100 a 150 mL.
31 Eletroencefalograma: Registro da atividade elétrica cerebral mediante a utilização de eletrodos cutâneos que recebem e amplificam os potenciais gerados em cada região encefálica.
32 Líquor: Líquido cefalorraquidiano (LCR), também conhecido como líquor ou fluido cérebro espinhal, é definido como um fluido corporal estéril, incolor, encontrado no espaço subaracnoideo no cérebro e na medula espinhal (entre as meninges aracnoide e pia-máter). Caracteriza-se por ser uma solução salina pura, com baixo teor de proteínas e células, atuando como um amortecedor para o córtex cerebral e a medula espinhal. Possui também a função de fornecer nutrientes para o tecido nervoso e remover resíduos metabólicos do mesmo. É sintetizado pelos plexos coroidais, epitélio ventricular e espaço subaracnoideo em uma taxa de aproximadamente 20 mL/hora. Em recém-nascidos, este líquido é encontrado em um volume que varia entre 10 a 60 mL, enquanto que no adulto fica entre 100 a 150 mL.
33 Óbito: Morte de pessoa; passamento, falecimento.
34 Encefalites: Inflamação do tecido encefálico produzida por uma infecção viral, bacteriana ou micótica (fungos).
35 Autoimunes: 1. Relativo à autoimunidade (estado patológico de um organismo atingido por suas próprias defesas imunitárias). 2. Produzido por autoimunidade. 3. Autoalergia.
36 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
37 Linfoma: Doença maligna que se caracteriza pela proliferação descontrolada de linfócitos ou seus precursores. A pessoa com linfoma pode apresentar um aumento de tamanho dos gânglios linfáticos, do baço, do fígado e desenvolver febre, perda de peso e debilidade geral.
38 Epilepsia: Alteração temporária e reversível do funcionamento cerebral, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Quando restritos, a crise será chamada crise epiléptica parcial; quando envolverem os dois hemisférios cerebrais, será uma crise epiléptica generalizada. O paciente pode ter distorções de percepção, movimentos descontrolados de uma parte do corpo, medo repentino, desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente e até perder a consciência - neste caso é chamada de crise complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Existem outros tipos de crises epilépticas.
39 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
40 Fisioterapia: Especialidade paramédica que emprega agentes físicos (água doce ou salgada, sol, calor, eletricidade, etc.), massagens e exercícios no tratamento de doenças.
41 Paliativos: 1. Que ou o que tem a qualidade de acalmar, de abrandar temporariamente um mal (diz-se de medicamento ou tratamento); anódino. 2. Que serve para atenuar um mal ou protelar uma crise (diz-se de meio, iniciativa etc.).
42 Nutrição: Incorporação de vitaminas, minerais, proteínas, lipídios, carboidratos, oligoelementos, etc. indispensáveis para o desenvolvimento e manutenção de um indivíduo normal.
43 Desinfecção: Eliminação de microorganismos de uma superfície contaminada. Em geral utilizam-se diferentes compostos químicos (álcool, clorexidina), ou lavagem com escovas especiais.
44 Medula Espinhal:
45 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
46 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.
47 Ataxia: Reflete uma condição de falta de coordenação dos movimentos musculares voluntários podendo afetar a força muscular e o equilíbrio de uma pessoa. É normalmente associada a uma degeneração ou bloqueio de áreas específicas do cérebro e cerebelo. É um sintoma, não uma doença específica ou um diagnóstico.
48 Degenerativas: Relativas a ou que provocam degeneração.
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