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Sangramento retal após radioterapia: quando pensar em retite actínica?

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A retite1 actínica2 é uma condição inflamatória do reto3 que ocorre como consequência da exposição à radiação ionizante, geralmente utilizada no tratamento de neoplasias4 pélvicas5. Trata-se de uma complicação relativamente comum em pacientes submetidos à radioterapia6 para câncer7 de próstata8, colo do útero9, reto3, bexiga10, endométrio11 ou canal anal12.

Embora a maioria dos pacientes apresente sintomas13 leves, uma parcela desenvolve manifestações persistentes ou graves, especialmente na forma crônica. Seu manejo exige abordagem multidisciplinar, envolvendo clínicos, gastroenterologistas, oncologistas, radio14-oncologistas e cirurgiões.

O reconhecimento precoce e o tratamento adequado são fundamentais para minimizar os sintomas13, prevenir complicações e melhorar a qualidade de vida.

O que é retite1 actínica2?

A retite1 actínica2 é uma inflamação16 do reto3 induzida pela radiação. Pode ser classificada em duas formas principais: aguda e crônica. A forma aguda ocorre durante ou logo após o término da radioterapia6, geralmente nas primeiras semanas ou até cerca de três meses após o tratamento, e está relacionada a lesões17 inflamatórias superficiais da mucosa18 retal. Já a forma crônica pode surgir entre seis meses e vários anos após a radioterapia6, sendo caracterizada por alterações estruturais mais profundas e permanentes.

Essa condição decorre dos efeitos da radiação sobre os tecidos saudáveis adjacentes ao tumor19 tratado. Como o reto3 frequentemente está localizado próximo aos órgãos pélvicos20 irradiados, ele acaba sendo inevitavelmente exposto a doses variáveis de radiação.

Quais são as causas da retite1 actínica2?

A principal causa da retite1 actínica2 é a radioterapia6 pélvica21. A radiação ionizante, embora eficaz na destruição das células22 tumorais, também afeta células22 normais, especialmente aquelas com alta taxa de renovação, como as da mucosa intestinal23, além de provocar lesão24 progressiva da microcirculação local.

Diversos fatores influenciam o risco de desenvolvimento dessa condição, incluindo a dose total de radiação administrada, o fracionamento da dose (doses maiores por sessão aumentam o risco), a técnica de radioterapia6 utilizada, o volume de reto3 irradiado, condições clínicas do paciente, como diabetes mellitus25 e doenças vasculares26, tabagismo, e cirurgias prévias na região pélvica21.

Técnicas modernas, como a radioterapia6 conformacional tridimensional (3D-CRT), a radioterapia6 de intensidade modulada (IMRT) e a radioterapia6 guiada por imagem (IGRT), reduziram significativamente a incidência27 dessa complicação em comparação com técnicas mais antigas, embora não eliminem completamente o risco.

Qual é a fisiopatologia15 da retite1 actínica2?

A fisiopatologia15 da retite1 actínica2 envolve uma série de alterações celulares e vasculares26 induzidas pela radiação. Inicialmente, ocorre dano direto ao DNA das células22 da mucosa18 retal, com produção de radicais livres, apoptose28 celular e liberação de mediadores inflamatórios. Na fase aguda, predominam degeneração29 das células22 epiteliais, edema30 da mucosa18, infiltrado inflamatório e ulcerações31 superficiais.

Na fase crônica, o processo torna-se mais complexo e envolve lesão24 endotelial persistente, endarterite obliterante (inflamação16 e obstrução dos pequenos vasos sanguíneos32), isquemia33 tecidual crônica, fibrose34 progressiva da parede retal, formação de telangiectasias35 frágeis e redução da capacidade de regeneração dos tecidos. O resultado é uma mucosa18 pouco vascularizada, hipóxica e fibrótica, com cicatrização deficiente e maior propensão a sangramentos, ulcerações31, estenoses36 e fístulas37.

Infográfico - Retite Actínica

Quais são as características clínicas da retite1 actínica2?

As manifestações clínicas variam conforme a fase da doença. Na forma aguda, os sintomas13 mais comuns são diarreia38, tenesmo39 (sensação de evacuação incompleta), dor retal, urgência40 evacuatória, eliminação de muco e, eventualmente, sangramento discreto. Esses sintomas13 costumam ser autolimitados e desaparecem poucas semanas após o término da radioterapia6.

Na forma crônica, o principal sintoma41 é o sangramento retal, geralmente intermitente42, decorrente da fragilidade das telangiectasias35 da mucosa18. Também podem ocorrer anemia43 por perda crônica de sangue44, dor retal persistente, urgência40 evacuatória, alterações do hábito intestinal, estenose45 retal, incontinência fecal46, ulcerações31 profundas e fístulas37, especialmente nos casos mais avançados. Em alguns pacientes, a dor intensa e a dificuldade para evacuar comprometem significativamente a qualidade de vida.

Como o médico diagnostica a retite1 actínica2?

O médico baseia o diagnóstico47 na combinação da história clínica, exame físico e exames complementares. A história de radioterapia6 pélvica21 prévia é fundamental para levantar a suspeita diagnóstica, especialmente quando os sintomas13 surgem meses ou anos após o tratamento oncológico.

A retossigmoidoscopia48 flexível ou a colonoscopia49 permitem visualizar diretamente a mucosa18 retal. Os achados típicos incluem eritema50, friabilidade, telangiectasias35, edema30, ulcerações31 e áreas de fibrose34. Na forma crônica, as telangiectasias35 difusas constituem um dos achados endoscópicos mais característicos.

A biópsia51 geralmente deve ser evitada quando os achados clínicos e endoscópicos são típicos, pois a mucosa18 irradiada apresenta maior risco de sangramento, perfuração e cicatrização inadequada. Esse exame deve ser reservado para situações em que exista suspeita de recidiva52 tumoral, doença inflamatória intestinal, infecção53 ou outra condição que modifique a conduta.

Exames laboratoriais podem ser úteis para avaliar anemia43, deficiência de ferro e repercussões do sangramento crônico54. Exames de imagem, como tomografia computadorizada55 ou ressonância magnética56 da pelve57, são indicados quando há suspeita de complicações, como fístulas37, abscessos58, perfuração ou recidiva52 da neoplasia59.

O diagnóstico47 diferencial inclui também colite60 isquêmica, colite60 infecciosa e proctites associadas a doenças sexualmente transmissíveis, conforme o contexto clínico.

Veja também sobre "Pancolite", "Colite60 ulcerativa", "Colite60 pseudomembranosa" e "Colite60 fulminante".

Como o médico trata a retite1 actínica2?

O tratamento depende da gravidade dos sintomas13 e da forma clínica da doença.

  • Na forma aguda, o tratamento geralmente é conservador, com hidratação adequada, dieta ajustada conforme os sintomas13, analgésicos61, antidiarreicos quando indicados e medidas de suporte. Na maioria dos pacientes, ocorre resolução espontânea após o término da radioterapia6.
  • Na forma crônica, o tratamento deve ser individualizado. Nos casos leves, podem ser utilizados enemas62 de sucralfato, que apresentam boa evidência para redução do sangramento e alívio dos sintomas13, além de corticosteroides tópicos em situações selecionadas. Os derivados de 5-aminossalicílico apresentam benefício limitado e não são recomendados rotineiramente apenas para retite1 actínica2. Antibióticos ficam reservados para situações específicas, como infecção53 secundária.

Quando há sangramento persistente, o tratamento endoscópico é considerado a principal opção. A coagulação63 com plasma64 de argônio (APC) é atualmente a modalidade endoscópica mais utilizada e recomendada, por apresentar boa eficácia no controle do sangramento. Outras modalidades, como radiofrequência, eletrocoagulação, laser ou aplicação tópica de formalina, podem ser empregadas em casos selecionados e em centros experientes.

A oxigenoterapia hiperbárica65 constitui uma alternativa para pacientes66 com doença refratária, úlceras67 persistentes ou dor crônica, pois promove angiogênese68, melhora da oxigenação tecidual e favorece a cicatrização.

O tratamento cirúrgico fica reservado para casos graves, como estenoses36 obstrutivas, fístulas37 complexas, perfuração, necrose69 ou hemorragia70 refratária às demais modalidades terapêuticas. Sempre que possível, procura-se evitar procedimentos extensos sobre tecidos irradiados devido ao maior risco de complicações pós-operatórias. Em alguns pacientes, pode ser necessária derivação intestinal temporária ou definitiva.

Como evolui a retite1 actínica2?

A evolução da retite1 actínica2 é variável. A forma aguda costuma apresentar excelente prognóstico71, com resolução espontânea após o término da radioterapia6. Já a forma crônica pode persistir por anos, evoluindo de maneira estável, intermitente42 ou progressiva. Embora muitos pacientes obtenham bom controle dos sintomas13 com tratamento clínico ou endoscópico, alguns necessitam de terapias repetidas devido à recorrência72 do sangramento. O acompanhamento periódico permite identificar precocemente complicações e otimizar o tratamento.

Quais são as complicações possíveis da retite1 actínica2?

A retite1 actínica2 crônica pode levar a diversas complicações, algumas potencialmente graves. As principais incluem:

  • hemorragia70 crônica, que pode causar anemia ferropriva73 significativa;
  • estenose45 retal, dificultando a evacuação;
  • fístulas37 entre o reto3 e órgãos adjacentes, como bexiga10 ou vagina74;
  • perfuração intestinal;
  • abscessos58 pélvicos20;
  • incontinência fecal46;
  • e comprometimento importante da qualidade de vida.

Em casos prolongados, ulcerações31 persistentes podem causar dor intensa e infecções75 secundárias. O diagnóstico47 diferencial com recidiva52 tumoral frequentemente exige investigação cuidadosa, especialmente diante de sintomas13 novos ou progressivos. O seguimento clínico e endoscópico deve ser individualizado, conforme a gravidade dos sintomas13 e a evolução de cada paciente.

Leia sobre "Dor pélvica21", "Fisioterapia76 pélvica21", "Abscesso77" e "Peritonite78".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Mayo Clinic e da Cleveland Clinic.

ABCMED, 2026. Sangramento retal após radioterapia: quando pensar em retite actínica?. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1510395/sangramento-retal-apos-radioterapia-quando-pensar-em-retite-actinica.htm>. Acesso em: 11 jul. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Retite: Inflamação do reto ou da mucosa retal, ou seja, é uma inflamação da parede que reveste o interior do reto. O reto é uma das quatro partes do intestino grosso (ceco, cólon, reto e ânus).
2 Actínica: Referente às radiações capazes de ativar transformações químicas em certas substâncias (por exemplo, a luz do sol ao incidir sobre o tecido humano ou vegetal).
3 Reto: Segmento distal do INTESTINO GROSSO, entre o COLO SIGMÓIDE e o CANAL ANAL.
4 Neoplasias: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
5 Pélvicas: Relativo a ou próprio de pelve. A pelve é a cavidade no extremo inferior do tronco, formada pelos dois ossos do quadril (ilíacos), sacro e cóccix; bacia. Ou também é qualquer cavidade em forma de bacia ou taça (por exemplo, a pelve renal).
6 Radioterapia: Método que utiliza diversos tipos de radiação ionizante para tratamento de doenças oncológicas.
7 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
8 Próstata: Glândula que (nos machos) circunda o colo da BEXIGA e da URETRA. Secreta uma substância que liquefaz o sêmem coagulado. Está situada na cavidade pélvica (atrás da parte inferior da SÍNFISE PÚBICA, acima da camada profunda do ligamento triangular) e está assentada sobre o RETO.
9 Colo do útero: Porção compreendendo o pescoço do ÚTERO (entre o ístmo inferior e a VAGINA), que forma o canal cervical.
10 Bexiga: Órgão cavitário, situado na cavidade pélvica, no qual é armazenada a urina, que é produzida pelos rins. É uma víscera oca caracterizada por sua distensibilidade. Tem a forma de pêra quando está vazia e a forma de bola quando está cheia.
11 Endométrio: Membrana mucosa que reveste a cavidade uterina (responsável hormonalmente) durante o CICLO MENSTRUAL e GRAVIDEZ. O endométrio sofre transformações cíclicas que caracterizam a MENSTRUAÇÃO. Após FERTILIZAÇÃO bem sucedida, serve para sustentar o desenvolvimento do embrião.
12 Canal Anal: Segmento terminal do INTESTINO GROSSO, começando na ampola do RETO e terminando no ânus.
13 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
14 Rádio:
15 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.
16 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
17 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
18 Mucosa: Tipo de membrana, umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
19 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
20 Pélvicos: Relativo a ou próprio de pelve. A pelve é a cavidade no extremo inferior do tronco, formada pelos dois ossos do quadril (ilíacos), sacro e cóccix; bacia. Ou também é qualquer cavidade em forma de bacia ou taça (por exemplo, a pelve renal).
21 Pélvica: Relativo a ou próprio de pelve. A pelve é a cavidade no extremo inferior do tronco, formada pelos dois ossos do quadril (ilíacos), sacro e cóccix; bacia. Ou também é qualquer cavidade em forma de bacia ou taça (por exemplo, a pelve renal).
22 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
23 Mucosa Intestinal: Revestimento dos INTESTINOS, consistindo em um EPITÉLIO interior, uma LÂMINA PRÓPRIA média, e uma MUSCULARIS MUCOSAE exterior. No INTESTINO DELGADO, a mucosa é caracterizada por várias dobras e muitas células absortivas (ENTERÓCITOS) com MICROVILOSIDADES.
24 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
25 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
26 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
27 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
28 Apoptose: Morte celular não seguida de autólise, também conhecida como “morte celular programada“.
29 Degeneração: 1. Ato ou efeito de degenerar (-se). 2. Perda ou alteração (no ser vivo) das qualidades de sua espécie; abastardamento. 3. Mudança para um estado pior; decaimento, declínio. 4. No sentido figurado, é o estado de depravação. 5. Degenerescência.
30 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
31 Ulcerações: 1. Processo patológico de formação de uma úlcera. 2. A úlcera ou um grupo de úlceras.
32 Vasos Sanguíneos: Qualquer vaso tubular que transporta o sangue (artérias, arteríolas, capilares, vênulas e veias).
33 Isquemia: Insuficiência absoluta ou relativa de aporte sanguíneo a um ou vários tecidos. Suas manifestações dependem do tecido comprometido, sendo a mais frequente a isquemia cardíaca, capaz de produzir infartos, isquemia cerebral, produtora de acidentes vasculares cerebrais, etc.
34 Fibrose: 1. Aumento das fibras de um tecido. 2. Formação ou desenvolvimento de tecido conjuntivo em determinado órgão ou tecido como parte de um processo de cicatrização ou de degenerescência fibroide.
35 Telangiectasias: Dilatações permanentes da parede de um pequeno vaso sanguíneo localizado na derme.
36 Estenoses: Estreitamentos patológicos de um conduto, canal ou orifício.
37 Fístulas: Comunicação anormal entre dois órgãos ou duas seções de um mesmo órgão entre si ou com a superfície. Possui um conduto de paredes próprias.
38 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
39 Tenesmo: Sensação constante de necessidade de esvaziar os intestinos, acompanhada de dor e esforço involuntário.
40 Urgência: 1. Necessidade que requer solução imediata; pressa. 2. Situação crítica ou muito grave que tem prioridade sobre outras; emergência.
41 Sintoma: Qualquer alteração da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. O sintoma é a queixa relatada pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
42 Intermitente: Nos quais ou em que ocorrem interrupções; que cessa e recomeça por intervalos; intervalado, descontínuo. Em medicina, diz-se de episódios de febre alta que se alternam com intervalos de temperatura normal ou cujas pulsações têm intervalos desiguais entre si.
43 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
44 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
45 Estenose: Estreitamento patológico de um conduto, canal ou orifício.
46 Incontinência fecal: É a perda do controle das evacuações. Pode ocorrer por um curto período durante episódios de diarréia ou quando fezes endurecidas ficam alojadas no reto (impactação fecal). Os indivíduos com lesões anais ou medulares, prolapso retal (protrusão do revestimento do reto através do ânus), demência, lesão neurológica causada pelo diabetes, tumores do ânus ou lesões pélvicas ocorridas durante o parto podem desenvolver uma incontinência fecal persistente.
47 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
48 Retossigmoidoscopia: Exploração visual do reto e da porção terminal do intestino grosso através de um instrumento de fibra óptica (retossigmoidoscópio). Permite também a obtenção de biópsias da mucosa intestinal.
49 Colonoscopia: Estudo endoscópico do intestino grosso, no qual o colonoscópio é introduzido pelo ânus. A colonoscopia permite o estudo de todo o intestino grosso e porção distal do intestino delgado. É um exame realizado na investigação de sangramentos retais, pesquisa de diarreias, alterações do hábito intestinal, dores abdominais e na detecção e remoção de neoplasias.
50 Eritema: Vermelhidão da pele, difusa ou salpicada, que desaparece à pressão.
51 Biópsia: 1. Retirada de material celular ou de um fragmento de tecido de um ser vivo para determinação de um diagnóstico. 2. Exame histológico e histoquímico. 3. Por metonímia, é o próprio material retirado para exame.
52 Recidiva: 1. Em medicina, é o reaparecimento de uma doença ou de um sintoma, após período de cura mais ou menos longo; recorrência. 2. Em direito penal, significa recaída na mesma falta, no mesmo crime; reincidência.
53 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
54 Crônico: Descreve algo que existe por longo período de tempo. O oposto de agudo.
55 Tomografia computadorizada: Exame capaz de obter imagens em tons de cinza de “fatias†de partes do corpo ou de órgãos selecionados, as quais são geradas pelo processamento por um computador de uma sucessão de imagens de raios X de alta resolução em diversos segmentos sucessivos de partes do corpo ou de órgãos.
56 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.
57 Pelve: 1. Cavidade no extremo inferior do tronco, formada pelos dois ossos do quadril (ossos ilíacos), sacro e cóccix; bacia. 2. Qualquer cavidade em forma de bacia ou taça (por exemplo, a pelve renal).
58 Abscessos: Acumulação de pus em uma cavidade formada acidentalmente nos tecidos orgânicos, ou mesmo em órgão cavitário, em consequência de inflamação seguida de infecção.
59 Neoplasia: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
60 Colite: Inflamação da porção terminal do cólon (intestino grosso). Pode ser devido a infecções intestinais (a causa mais freqüente), ou a processos inflamatórios diversos (colite ulcerativa, colite isquêmica, colite por radiação, etc.).
61 Analgésicos: Grupo de medicamentos usados para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
62 Enemas: Introdução de substâncias líquidas ou semilíquidas através do esfíncter anal, com o objetivo de induzir a defecação ou administrar medicamentos.
63 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
64 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
65 Hiperbárica: 1. Superior à pressão atmosférica. Que utiliza um ou mais gases, geralmente entre eles está o oxigênio, sob uma pressão superior à normal. 2. Em medicina, significa de peso específico maior que o do líquido cerebrospinal (diz-se de solução anestésica ou de qualquer outro produto aplicado à medula espinhal).
66 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
67 Úlceras: Feridas superficiais em tecido cutâneo ou mucoso que podem ocorrer em diversas partes do organismo. Uma afta é, por exemplo, uma úlcera na boca. A úlcera péptica ocorre no estômago ou no duodeno (mais freqüente). Pessoas que sofrem de estresse são mais susceptíveis a úlcera.
68 Angiogênese: O crescimento de novos vasos sanguíneos, seja espontâneo ou induzido por medicamentos. O crescimento destes novos vasos sanguíneos pode ajudar a melhorar uma doença oclusiva das artérias coronárias, criando novos caminhos para a passagem do sangue
69 Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
70 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
71 Prognóstico: 1. Juízo médico, baseado no diagnóstico e nas possibilidades terapêuticas, em relação à duração, à evolução e ao termo de uma doença. Em medicina, predição do curso ou do resultado provável de uma doença; prognose. 2. Predição, presságio, profecia relativos a qualquer assunto. 3. Relativo a prognose. 4. Que traça o provável desenvolvimento futuro ou o resultado de um processo. 5. Que pode indicar acontecimentos futuros (diz-se de sinal, sintoma, indício, etc.). 6. No uso pejorativo, pernóstico, doutoral, professoral; prognóstico.
72 Recorrência: 1. Retorno, repetição. 2. Em medicina, é o reaparecimento dos sintomas característicos de uma doença, após a sua completa remissão. 3. Em informática, é a repetição continuada da mesma operação ou grupo de operações. 4. Em psicologia, é a volta à memória.
73 Anemia Ferropriva: Anemia por deficiência de ferro. É o tipo mais comum de anemia. Há redução da quantidade total de ferro corporal até a exaustão das reservas de ferro. O fornecimento de ferro é insuficiente para atingir as necessidades de diferentes tecidos, incluindo as necessidades para a formação de hemoglobina e dos glóbulos vermelhos.
74 Vagina: Canal genital, na mulher, que se estende do ÚTERO à VULVA. (Tradução livre do original
75 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
76 Fisioterapia: Especialidade paramédica que emprega agentes físicos (água doce ou salgada, sol, calor, eletricidade, etc.), massagens e exercícios no tratamento de doenças.
77 Abscesso: Acumulação de pus em uma cavidade formada acidentalmente nos tecidos orgânicos, ou mesmo em órgão cavitário, em consequência de inflamação seguida de infecção.
78 Peritonite: Inflamação do peritônio. Pode ser produzida pela entrada de bactérias através da perfuração de uma víscera (apendicite, colecistite), como complicação de uma cirurgia abdominal, por ferida penetrante no abdome ou, em algumas ocasiões, sem causa aparente. É uma doença grave que pode levar pacientes à morte.
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