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Clonorquíase: sintomas, diagnóstico, tratamento e risco de câncer das vias biliares

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A clonorquíase é uma infecção1 parasitária causada pelo verme Clonorchis sinensis, adquirida principalmente pelo consumo de peixes de água doce crus ou mal cozidos em regiões da Ásia. O parasita2 instala-se nas vias biliares3, podendo causar inflamação4 crônica, colangite, cálculos biliares e fibrose5 hepática6.

O diagnóstico7 baseia-se na história epidemiológica, exame parasitológico de fezes e exames de imagem, e o tratamento é feito principalmente com praziquantel. Quando não tratada, a infecção1 crônica aumenta significativamente o risco de colangiocarcinoma8.

O que é clonorquíase?

A clonorquíase é uma doença parasitária causada pelo trematódeo hepático Clonorchis sinensis, um verme achatado que parasita2 as vias biliares3. Trata-se de uma helmintíase que acomete principalmente as vias biliares3 intra-hepáticas10, onde o parasita2 pode sobreviver por 20 a 30 anos quando não tratado.

Essa parasitose é endêmica em vários países da Ásia Oriental, sobretudo China, Coreia do Sul, Coreia do Norte, Vietnã e regiões do Extremo Oriente da Rússia. Embora seja rara no Brasil, pode ocorrer em viajantes ou imigrantes provenientes dessas áreas endêmicas, ou ainda em pessoas que consumiram peixes de água doce crus durante viagens internacionais.

Quais são as causas da clonorquíase?

A clonorquíase é adquirida pela ingestão de peixes de água doce crus, mal cozidos, salgados, defumados ou preparados por marinagem, contendo larvas infectantes do parasita2, chamadas metacercárias. O ciclo biológico do Clonorchis sinensis é relativamente complexo e envolve três hospedeiros:

  1. O hospedeiro definitivo, representado pelo ser humano e outros mamíferos piscívoros, como cães, gatos e suínos
  2. O primeiro hospedeiro intermediário, constituído por caramujos de água doce
  3. O segundo hospedeiro intermediário, formado por peixes de água doce, principalmente da família Cyprinidae.

Os ovos do parasita2 são eliminados nas fezes dos hospedeiros definitivos e, ao alcançarem ambientes aquáticos, são ingeridos pelos caramujos, nos quais o parasita2 sofre sucessivas transformações evolutivas. Posteriormente, as cercárias são liberadas na água, penetram nos peixes de água doce e transformam-se em metacercárias, que representam a forma infectante para o homem.

A infecção1 humana ocorre principalmente devido a hábitos alimentares tradicionais envolvendo consumo de peixe cru ou insuficientemente cozido. Pratos preparados com peixe de água doce cru, mesmo quando marinados ou fermentados, não eliminam adequadamente as metacercárias e favorecem a transmissão da doença.

Infográfico - Clonorquíase

Qual é a fisiopatologia9 da clonorquíase?

Após a ingestão das metacercárias presentes no peixe contaminado, as larvas são liberadas no duodeno11 e migram através da ampola de Vater12 para os ductos biliares13, onde amadurecem e se transformam em vermes adultos. Os parasitas aderem ao epitélio14 das vias biliares3 e passam a produzir ovos continuamente, que são eliminados pela bile15 e posteriormente pelas fezes.

A presença persistente dos helmintos16 provoca lesão17 mecânica, inflamação4 crônica, hiperplasia18 do epitélio14 biliar, hipersecreção de muco, fibrose5 periductal e estase19 biliar. Com o tempo, os ductos biliares13 tornam-se espessados e dilatados, especialmente os ductos intra-hepáticos. A obstrução parcial da drenagem20 da bile15 favorece infecções21 bacterianas secundárias, formação de cálculos biliares pigmentares e episódios recorrentes de colangite.

A inflamação4 crônica persistente, associada ao estresse oxidativo e à proliferação contínua do epitélio14 biliar, pode induzir alterações celulares pré-neoplásicas22. Por esse motivo, a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer23 (IARC), vinculada à Organização Mundial da Saúde24 (OMS), classifica o Clonorchis sinensis como carcinógeno do Grupo 1, sendo a infecção1 crônica um importante fator de risco25 para o desenvolvimento de colangiocarcinoma8. A intensidade das alterações depende principalmente da carga parasitária, da duração da infecção1 e da ocorrência de reinfecções repetidas.

Leia também sobre "Parasitoses - quais são as principais", "Ascaridíase" e "Oxiuríase".

Quais são as características clínicas da clonorquíase?

Muitos indivíduos infectados permanecem assintomáticos durante anos, especialmente quando apresentam baixa carga parasitária. Entretanto, casos moderados ou graves podem apresentar manifestações clínicas variadas.

Os sintomas26 mais comuns incluem:

  • dor abdominal, principalmente no hipocôndrio27 direito;
  • desconforto digestivo;
  • náuseas28;
  • perda do apetite;
  • distensão abdominal;
  • diarreia29;
  • fadiga30;
  • e emagrecimento.

Alguns pacientes também apresentam dispepsia31 e sensação de plenitude pós-prandial.

Quando há comprometimento importante das vias biliares3, podem surgir icterícia32, febre33, calafrios34, hepatomegalia35, episódios de colangite e sensibilidade à palpação36 do hipocôndrio27 direito. Infecções21 prolongadas podem produzir inflamação4 crônica das vias biliares3, alterações estruturais hepáticas10 e aumento progressivo do risco de colangiocarcinoma8.

Em crianças, infestações intensas podem associar-se a atraso do crescimento, desnutrição37 e anemia38.

Nos casos mais graves, a obstrução biliar persistente pode evoluir para insuficiência hepática39 ou hipertensão40 portal, embora essas complicações sejam relativamente incomuns.

Como o médico diagnostica a clonorquíase?

O médico baseia o diagnóstico7 na combinação de história clínica, antecedentes epidemiológicos, exames laboratoriais e métodos de imagem. A principal pista diagnóstica é o antecedente de consumo de peixe de água doce cru ou mal cozido em regiões endêmicas.

O exame parasitológico de fezes permanece sendo o método diagnóstico7 mais utilizado e consiste na identificação microscópica dos ovos do parasito, preferencialmente em amostras seriadas, o que aumenta a sensibilidade do exame. Em infecções21 leves, a eliminação de ovos pode ser pequena, reduzindo a sensibilidade do exame parasitológico.

Os exames laboratoriais podem demonstrar eosinofilia41, alterações leves das enzimas hepáticas42, aumento da fosfatase alcalina43, elevação da gama-glutamiltransferase (GGT) e hiperbilirrubinemia nos casos obstrutivos.

A ultrassonografia44 abdominal, a tomografia computadorizada45, a colangiorressonância magnética e, em situações selecionadas, a colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) auxiliam na avaliação das alterações hepatobiliares46. Esses exames podem revelar dilatação dos ductos biliares intra-hepáticos47, espessamento das vias biliares3, cálculos e sinais48 de inflamação4 crônica.

Testes sorológicos e métodos moleculares, como a reação em cadeia da polimerase (PCR49), podem ser utilizados em centros especializados, principalmente quando há baixa eliminação de ovos nas fezes ou dificuldade na diferenciação entre espécies de trematódeos hepáticos.

Como o médico trata a clonorquíase?

O tratamento tem como objetivo eliminar o parasita2, reduzir a inflamação4 das vias biliares3 e prevenir complicações. O medicamento de escolha é o praziquantel, administrado por via oral na dose de 25 mg/kg, três vezes ao dia, durante dois a três dias consecutivos, esquema recomendado pela Organização Mundial da Saúde24 e pela maioria das diretrizes internacionais. O fármaco50 atua aumentando a permeabilidade51 da membrana do verme aos íons52 cálcio, provocando paralisia53 e morte do parasita2.

Como alternativa, pode ser utilizado o albendazol, na dose de 10 mg/kg por dia, durante sete dias, embora seja considerado uma opção secundária. A tribendimidina também apresentou eficácia contra a clonorquíase em estudos clínicos, mas sua disponibilidade é limitada e ela não faz parte da prática clínica rotineira na maioria dos países.

Além do tratamento antiparasitário, podem ser utilizados analgésicos54, antibióticos nos casos de colangite bacteriana e medidas específicas para o tratamento das complicações hepatobiliares46. Nos pacientes com obstrução significativa das vias biliares3, a CPRE pode ser necessária para drenagem20 biliar, retirada de cálculos ou desobstrução dos ductos, sendo o tratamento cirúrgico reservado para situações selecionadas.

Como evolui a clonorquíase?

A evolução da clonorquíase costuma ser lenta e silenciosa. Muitos pacientes descobrem a infecção1 apenas durante a investigação de alterações hepáticas10 ou biliares detectadas em exames de rotina. A evolução depende principalmente da intensidade da infestação55, da duração da infecção1 e da ocorrência de reinfecções. Infecções21 leves frequentemente permanecem assintomáticas durante muitos anos e apresentam excelente resposta ao tratamento. Já infecções21 crônicas prolongadas podem evoluir lentamente para doença hepatobiliar56 significativa.

Como os vermes adultos podem sobreviver por décadas nos ductos biliares13, a inflamação4 contínua favorece alterações estruturais progressivas. Quando diagnosticada precocemente e tratada adequadamente, a maioria dos pacientes apresenta evolução favorável. Entretanto, alterações fibróticas e dilatações permanentes dos ductos biliares13 podem persistir mesmo após a erradicação do parasita2, especialmente em infecções21 antigas.

Quais são as complicações possíveis com a clonorquíase?

As complicações decorrem principalmente da inflamação4 crônica e da obstrução das vias biliares3. Entre as principais encontram-se:

  • a colangite, caracterizada por febre33, dor abdominal e icterícia32;
  • a colelitíase57, especialmente por cálculos pigmentares;
  • a pancreatite58, decorrente da obstrução da drenagem20 pancreática próxima à ampola de Vater12;
  • a fibrose5 periductal e hepática6;
  • a colangiopatia crônica com estenoses59 biliares;
  • e, em casos prolongados, cirrose60 biliar secundária.

A complicação mais importante é o colangiocarcinoma8, cujo risco aumenta significativamente em indivíduos com infecção1 crônica e repetidas reinfecções. Por esse motivo, pacientes provenientes de áreas endêmicas com infecção1 prolongada devem permanecer em acompanhamento clínico, especialmente quando apresentam alterações estruturais persistentes das vias biliares3.

Veja sobre "Síndrome61 de Caroli", "Pancreatite58 aguda", "Pancreatite58 crônica" e "Cirrose60 Hepática6".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Mayo Clinic e da Pontifícia Universidade de Católica de Goiás.

ABCMED, 2026. Clonorquíase: sintomas, diagnóstico, tratamento e risco de câncer das vias biliares. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1510665/clonorquiase-sintomas-diagnostico-tratamento-e-risco-de-cancer-das-vias-biliares.htm>. Acesso em: 15 jul. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
2 Parasita: Organismo uni ou multicelular que vive às custas de outro, denominado hospedeiro. A presença de parasitos em um hospedeiro pode produzir diferentes doenças dependendo do tipo de afecção produzida, do estado geral de saúde do hospedeiro, de mecanismos imunológicos envolvidos, etc. São exemplos de parasitas: a sarna, os piolhos, os áscaris (lombrigas), as tênias (solitárias), etc.
3 Vias biliares: Conjunto de condutos orgânicos que conectam o fígado e a vesícula biliar ao duodeno. Sua função é conduzir a bile produzida no fígado, para ser armazenada na vesícula biliar e posteriormente ser liberada no duodeno.
4 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
5 Fibrose: 1. Aumento das fibras de um tecido. 2. Formação ou desenvolvimento de tecido conjuntivo em determinado órgão ou tecido como parte de um processo de cicatrização ou de degenerescência fibroide.
6 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
7 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
8 Colangiocarcinoma: Neoplasia maligna das vias biliares.
9 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.
10 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
11 Duodeno: Parte inicial do intestino delgado que se estende do piloro até o jejuno.
12 Ampola de Vater: Dilatação da papila duodenal que é a abertura da junção do DUCTO BILIAR COMUM e o DUCTO PANCREÁTICO PRINCIPAL, também conhecida por ampola de Vater.
13 Ductos Biliares: Canais que coletam e transportam a secreção biliar dos CANALÍCULOS BILIARES (o menor ramo do TRATO BILIAR no FÍGADO), através dos pequenos ductos biliares, ductos biliares (externos ao fígado) e para a VESÍCULA BILIAR (para armazenamento).
14 Epitélio: Uma ou mais camadas de CÉLULAS EPITELIAIS, sustentadas pela lâmina basal, que recobrem as superfícies internas e externas do corpo.
15 Bile: Agente emulsificador produzido no FÍGADO e secretado para dentro do DUODENO. Sua composição é formada por s ÁCIDOS E SAIS BILIARES, COLESTEROL e ELETRÓLITOS. A bile auxilia a DIGESTÃO das gorduras no duodeno.
16 Helmintos: Designação comum a diversas espécies de vermes endoparasitas, pertencentes aos filos dos platelmintos, asquelmintos e outros de afinidade taxonômica incerta; verme.
17 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
18 Hiperplasia: Aumento do número de células de um tecido. Pode ser conseqüência de um estímulo hormonal fisiológico ou não, anomalias genéticas no tecido de origem, etc.
19 Estase: 1. Estagnação do sangue ou da linfa. 2. Incapacidade de agir; estado de impotência.
20 Drenagem: Saída ou retirada de material líquido (sangue, pus, soro), de forma espontânea ou através de um tubo colocado no interior da cavidade afetada (dreno).
21 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
22 Neoplásicas: Que apresentam neoplasias, ou seja, que apresentam processo patológico que resulta no desenvolvimento de neoplasma ou tumor. Um neoplasma é uma neoformação de crescimento anormal, incontrolado e progressivo de tecido, mediante proliferação celular.
23 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
24 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
25 Fator de risco: Qualquer coisa que aumente a chance de uma pessoa desenvolver uma doença.
26 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
27 Hipocôndrio: Cada uma das duas partes laterais e superiores do abdome, separadas pelo epigástrio.
28 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
29 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
30 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
31 Dispepsia: Dor ou mal-estar localizado no abdome superior. O mal-estar pode caracterizar-se por saciedade precoce, sensação de plenitude, distensão ou náuseas. A dispepsia pode ser intermitente ou contínua, podendo estar relacionada com os alimentos.
32 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
33 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
34 Calafrios: 1. Conjunto de pequenas contrações da pele e dos músculos cutâneos ao longo do corpo, muitas vezes com tremores fortes e palidez, que acompanham uma sensação de frio provocada por baixa temperatura, má condição orgânica ou ainda por medo, horror, nojo, etc. 2. Sensação de frio e tremores fortes, às vezes com bater de dentes, que precedem ou acompanham acessos de febre.
35 Hepatomegalia: Aumento anormal do tamanho do fígado.
36 Palpação: Ato ou efeito de palpar. Toque, sensação ou percepção pelo tato. Em medicina, é o exame feito com os dedos ou com a mão inteira para explorar clinicamente os órgãos e determinar certas características, como temperatura, resistência, tamanho etc.
37 Desnutrição: Estado carencial produzido por ingestão insuficiente de calorias, proteínas ou ambos. Manifesta-se por distúrbios do desenvolvimento (na infância), atrofia de tecidos músculo-esqueléticos e caquexia.
38 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
39 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
40 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
41 Eosinofilia: Propriedade de se corar facilmente pela eosina. Em patologia, é o aumento anormal de eosinófilos no sangue, característico de alergias e infestações por parasitas. Em patologia, é o acúmulo de eosinófilos em um tecido ou exsudato.
42 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
43 Fosfatase alcalina: É uma hidrolase, ou seja, uma enzima que possui capacidade de retirar grupos de fosfato de uma distinta gama de moléculas, tais como nucleotídeos, proteínas e alcaloides. Ela é sintetizada por diferentes órgãos e tecidos, como, por exemplo, os ossos, fígado e placenta.
44 Ultrassonografia: Ultrassonografia ou ecografia é um exame complementar que usa o eco produzido pelo som para observar em tempo real as reflexões produzidas pelas estruturas internas do organismo (órgãos internos). Os aparelhos de ultrassonografia utilizam uma frequência variada, indo de 2 até 14 MHz, emitindo através de uma fonte de cristal que fica em contato com a pele e recebendo os ecos gerados, os quais são interpretados através de computação gráfica.
45 Tomografia computadorizada: Exame capaz de obter imagens em tons de cinza de “fatias†de partes do corpo ou de órgãos selecionados, as quais são geradas pelo processamento por um computador de uma sucessão de imagens de raios X de alta resolução em diversos segmentos sucessivos de partes do corpo ou de órgãos.
46 Hepatobiliares: Diz-se do que se refere ao fígado e às vias biliares.
47 Ductos Biliares Intra-Hepáticos: Passagem dentro do fígado que tem como função o transporte de bile. Inclui os ductos hepáticos direito e esquerdo que unem-se exteriormente ao fígado para formar o ducto hepático comum.
48 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
49 PCR: Reação em cadeia da polimerase (em inglês Polymerase Chain Reaction - PCR) é um método de amplificação de DNA (ácido desoxirribonucleico).
50 Fármaco: Qualquer produto ou preparado farmacêutico; medicamento.
51 Permeabilidade: Qualidade dos corpos que deixam passar através de seus poros outros corpos (fluidos, líquidos, gases, etc.).
52 Íons: Átomos ou grupos atômicos eletricamente carregados.
53 Paralisia: Perda total da força muscular que produz incapacidade para realizar movimentos nos setores afetados. Pode ser produzida por doença neurológica, muscular, tóxica, metabólica ou ser uma combinação das mesmas.
54 Analgésicos: Grupo de medicamentos usados para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
55 Infestação: Infecção produzida por parasitas. Exemplos de infestações são sarna (escabiose), pediculose (piolhos), infecção por parasitas intestinais, etc.
56 Hepatobiliar: Diz-se do que se refere ao fígado e às vias biliares.
57 Colelitíase: Formação de cálculos no interior da vesícula biliar.
58 Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
59 Estenoses: Estreitamentos patológicos de um conduto, canal ou orifício.
60 Cirrose: Substituição do tecido normal de um órgão (freqüentemente do fígado) por um tecido cicatricial fibroso. Deve-se a uma agressão persistente, infecciosa, tóxica ou metabólica, que produz perda progressiva das células funcionalmente ativas. Leva progressivamente à perda funcional do órgão.
61 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
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