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Encefalite, alta mortalidade e risco de surtos: conheça o vírus Nipah

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O que é o vírus1 Nipah?

O vírus1 Nipah (NiV) é um vírus1 zoonótico (doença infecciosa que pode ser transmitida naturalmente entre animais vertebrados e seres humanos ou vice-versa) altamente patogênico2, pertencente ao gênero Henipavirus, da família Paramyxoviridae. O vírus1 tem como reservatórios naturais morcegos frugívoros do gênero Pteropus, popularmente conhecidos como morcegos-das-frutas. Esses animais geralmente não apresentam sintomas3, mas eliminam o vírus1 pela saliva, urina4 e fezes, contaminando o ambiente.

O Nipah é considerado um dos vírus1 emergentes mais perigosos do mundo, apresentando altas taxas de letalidade e potencial para transmissão de pessoa a pessoa, motivo pelo qual é classificado pela Organização Mundial da Saúde5 (OMS) como patógeno prioritário para pesquisa, desenvolvimento de vacinas e vigilância epidemiológica.

Ele foi identificado pela primeira vez em 1998–1999, durante um surto de encefalite6 grave na Malásia, envolvendo criadores de porcos e trabalhadores rurais. O nome “Nipah” deriva da aldeia Sungai Nipah, onde ocorreram alguns dos primeiros casos humanos.

Como é a doença causada pelo vírus1 Nipah?

A doença causada pelo vírus1 Nipah é uma infecção7 viral aguda grave, caracterizada principalmente por comprometimento neurológico e, em muitos casos, respiratório. Clinicamente, pode variar desde infecções8 assintomáticas ou leves até quadros fulminantes de encefalite6 e insuficiência respiratória aguda9.

O período de incubação10 geralmente varia entre 4 e 14 dias, podendo se estender por até 45 dias em situações raras. A doença costuma evoluir rapidamente após o início dos sintomas3, levando à deterioração neurológica em poucos dias.

A taxa de mortalidade11 é elevada, variando entre 40% e 75%, dependendo do surto, do acesso a cuidados médicos intensivos e da capacidade de resposta do sistema de saúde5 local.

Quais são as causas da doença causada pelo vírus1 Nipah?

A principal causa da doença é a infecção7 pelo vírus1 Nipah, que pode ocorrer por diferentes vias de transmissão:

  1. Transmissão animal-homem, que ocorre pelo contato direto com morcegos infectados ou com animais intermediários, como porcos, que atuam como amplificadores do vírus1. O contato com secreções, tecidos ou fluidos corporais desses animais representa alto risco.
  2. Consumo de alimentos contaminados, especialmente frutas ou seiva de palmeira contaminadas por secreções de morcegos infectados, situação observada principalmente em surtos em Bangladesh e na Índia.
  3. Transmissão pessoa a pessoa, que pode ocorrer por contato próximo com secreções respiratórias, saliva, sangue12 ou outros fluidos corporais de indivíduos infectados, especialmente em ambientes hospitalares ou domiciliares, na ausência de medidas adequadas de proteção.

Fatores socioambientais, como desmatamento, expansão agrícola, urbanização desordenada e aumento do contato entre humanos e animais silvestres, contribuem significativamente para a emergência13 e reemergência do vírus1 Nipah.

Leia sobre "Transmissão de doenças", "Endemia, epidemia e pandemia14" e "Diferenças entre inflamação15 e infecção7".

Qual é a fisiopatologia16 da doença causada pelo vírus1 Nipah?

Após a entrada no organismo humano, o vírus1 Nipah se liga a receptores específicos das células17 hospedeiras, principalmente as efrinas B2 e B3 (moléculas envolvidas na adesão celular e na comunicação intercelular), que estão amplamente distribuídas no endotélio vascular18, no sistema nervoso central19 e no trato respiratório. Essa afinidade explica o tropismo20 do vírus1 por vasos sanguíneos21 e tecido nervoso22.

O vírus1 se replica inicialmente no local de entrada e, em seguida, dissemina-se pela corrente sanguínea, causando vasculite23 sistêmica e inflamação15 intensa dos vasos de pequeno e médio calibre. No sistema nervoso central19, ocorre invasão direta de neurônios24 e células17 endoteliais cerebrais, resultando em encefalite6 necrosante25, edema26 cerebral e micro-hemorragias27. A disfunção endotelial generalizada leva a extravasamento vascular28, comprometimento da perfusão tecidual e falência de múltiplos órgãos.

Quando há envolvimento pulmonar, o vírus1 causa pneumonite29 intersticial30 grave, com prejuízo das trocas gasosas e síndrome31 do desconforto respiratório agudo32 (SDRA). A resposta inflamatória exacerbada do hospedeiro, com liberação de citocinas33 pró-inflamatórias, também contribui para a gravidade do quadro clínico.

Quais são as características clínicas da doença causada pelo vírus1 Nipah?

As manifestações clínicas costumam evoluir em fases. Inicialmente, os sintomas3 são inespecíficos, semelhantes aos de outras infecções8 virais, incluindo febre34 alta, cefaleia35 intensa, mialgia36 (dores musculares), fadiga37, náuseas38 e vômitos39 e dor de garganta40.

Com a progressão da doença, surgem sinais41 de comprometimento neurológico, que são característicos e preocupantes, como sonolência excessiva, confusão mental, desorientação, convulsões, diminuição do nível de consciência e coma42. Em alguns pacientes, há envolvimento respiratório importante, manifestado por tosse, dispneia43, taquipneia44 e insuficiência respiratória45 aguda.

Casos mais leves podem ocorrer, especialmente em indivíduos jovens e previamente saudáveis, mas mesmo nesses há risco de evolução tardia para encefalite6 recorrente ou para o desenvolvimento de sequelas46 neurológicas permanentes.

Como o médico diagnostica a doença causada pelo vírus1 Nipah?

O diagnóstico47 da infecção7 pelo vírus1 Nipah baseia-se na combinação de suspeita clínica, histórico epidemiológico e exames laboratoriais específicos. É fundamental considerar a doença em pacientes com encefalite6 aguda que apresentem histórico de viagem ou residência em áreas endêmicas ou contato com animais suspeitos.

Os principais métodos diagnósticos incluem:

  • RT-PCR48 para detecção do RNA viral em sangue12, líquor49, secreções respiratórias ou urina4.
  • Sorologia (ELISA) para detecção de anticorpos50 IgM e IgG.
  • Isolamento viral, realizado apenas em laboratórios de nível de biossegurança 4 (BSL-4).
  • E exames de imagem, como tomografia computadorizada51 ou ressonância magnética52 do crânio53, que podem mostrar áreas de inflamação15 e lesões54 encefálicas.

Devido ao alto risco biológico, a coleta, o transporte e o processamento de amostras exigem protocolos rigorosos de segurança.

Como o médico trata a doença causada pelo vírus1 Nipah?

Atualmente, não existe tratamento antiviral específico comprovadamente eficaz contra o vírus1 Nipah. O manejo é essencialmente de suporte e deve ser realizado em unidades de terapia intensiva55 quando indicado. As principais medidas terapêuticas incluem:

  • suporte respiratório, com oxigenoterapia ou ventilação56 mecânica;
  • controle de convulsões com anticonvulsivantes;
  • manutenção da pressão arterial57 e do equilíbrio hidroeletrolítico58;
  • manejo do edema26 cerebral;
  • e prevenção de infecções8 secundárias.

Alguns antivirais, como a ribavirina, já foram utilizados de forma experimental, com resultados inconclusivos quanto à redução da mortalidade11. Anticorpos50 monoclonais específicos (como o m102.4) demonstraram resultados promissores em estudos pré-clínicos e uso compassivo, e vacinas estão em desenvolvimento, mas ainda não disponíveis para uso clínico rotineiro.

O isolamento do paciente e o uso rigoroso de equipamentos de proteção individual são fundamentais para evitar a transmissão dentro do ambiente hospitalar.

Como evolui a doença causada pelo vírus1 Nipah?

A evolução da doença é frequentemente rápida e grave. Muitos pacientes apresentam piora significativa em poucos dias após o início dos sintomas3 neurológicos. A mortalidade11 é elevada, e o óbito59 geralmente ocorre por falência neurológica, respiratória ou múltipla de órgãos.

Entre os sobreviventes, uma parcela significativa desenvolve sequelas46 neurológicas persistentes, como déficits cognitivos60, alterações de personalidade, convulsões crônicas e dificuldades motoras. Há relatos de encefalite6 tardia ou recorrente meses ou até anos após a infecção7 inicial, o que torna o acompanhamento prolongado essencial.

Quais são as complicações possíveis com a doença causada pelo vírus1 Nipah?

As complicações associadas à infecção7 pelo vírus1 Nipah são numerosas e potencialmente incapacitantes. Entre as principais destacam-se:

  • encefalite6 grave e necrosante25;
  • edema26 cerebral com risco de herniação61;
  • convulsões recorrentes;
  • déficits neurológicos permanentes;
  • insuficiência respiratória aguda9;
  • falência de múltiplos órgãos;
  • encefalite6 tardia ou recorrente;
  • e morte.
Veja sobre "Doenças respiratórias", "Saturação de oxigênio", "Taquipneia44 e Bradipneia" e "Fisioterapia62 respiratória".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente do site da U.S. National Library of Medicine.

ABCMED, 2026. Encefalite, alta mortalidade e risco de surtos: conheça o vírus Nipah. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1499375/encefalite-alta-mortalidade-e-risco-de-surtos-conheca-o-virus-nipah.htm>. Acesso em: 3 fev. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
2 Patogênico: 1. Relativo a patogenia, patogênese ou patogenesia. 2. Que provoca ou pode provocar, direta ou indiretamente, uma doença.
3 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
4 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
5 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
6 Encefalite: Inflamação do tecido encefálico produzida por uma infecção viral, bacteriana ou micótica (fungos).
7 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
8 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
9 Insuficiência respiratória aguda: Impossibilidade do sistema respiratório em atender a manutenção da oxigenação e/ou ventilação de um indivíduo, que se instala de modo abrupto e leva ao surgimento de manifestações clínicas intensas. O sangue venoso que retorna aos pulmões não é suficientemente oxigenado, assim como o dióxido de carbono não é adequadamente eliminado. Este quadro tem como expressão gasométrica: PaO2 50mmHg (com pH < 7.35 ).
10 Incubação: 1. Ato ou processo de chocar ovos, natural ou artificialmente. 2. Processo de laboratório, por meio do qual se cultivam microrganismos com o fim de estudar ou facilitar o seu desenvolvimento. 3. Em infectologia, é o período que vai da penetração do agente infeccioso no organismo até o aparecimento dos primeiros sinais da doença.
11 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
12 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
13 Emergência: 1. Ato ou efeito de emergir. 2. Situação grave, perigosa, momento crítico ou fortuito. 3. Setor de uma instituição hospitalar onde são atendidos pacientes que requerem tratamento imediato; pronto-socorro. 4. Eclosão. 5. Qualquer excrescência especializada ou parcial em um ramo ou outro órgão, formada por tecido epidérmico (ou da camada cortical) e um ou mais estratos de tecido subepidérmico, e que pode originar nectários, acúleos, etc. ou não se desenvolver em um órgão definido.
14 Pandemia: É uma epidemia de doença infecciosa que se espalha por um ou mais continentes ou por todo o mundo, causando inúmeras mortes. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, a pandemia pode se iniciar com o aparecimento de uma nova doença na população, quando o agente infecta os humanos, causando doença séria ou quando o agente dissemina facilmente e sustentavelmente entre humanos. Epidemia global.
15 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
16 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.
17 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
18 Endotélio Vascular: Camada única de células que alinha-se na superfície luminal em todo o sistema vascular. Regulam o transporte de macromoléculas e componentes do sangue do interstício ao lúmem. Sua função tem sido mas amplamente estudada nos capilares sangüíneos.
19 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
20 Tropismo: Reação de organismos fixos ou de suas partes, que consiste na mudança de orientação determinada por estímulos externos, dita positiva quando em direção ao estímulo e negativa quando se afasta do mesmo.
21 Vasos Sanguíneos: Qualquer vaso tubular que transporta o sangue (artérias, arteríolas, capilares, vênulas e veias).
22 Tecido Nervoso:
23 Vasculite: Inflamação da parede de um vaso sangüíneo. É produzida por doenças imunológicas e alérgicas. Seus sintomas dependem das áreas afetadas.
24 Neurônios: Unidades celulares básicas do tecido nervoso. Cada neurônio é formado por corpo, axônio e dendritos. Sua função é receber, conduzir e transmitir impulsos no SISTEMA NERVOSO. Sinônimos: Células Nervosas
25 Necrosante: Que necrosa ou que sofre gangrena; que provoca necrose, necrotizante.
26 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
27 Hemorragias: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
28 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
29 Pneumonite: Inflamação dos pulmões que compromete principalmente o espaço que separa um alvéolo de outro (interstício pulmonar). Pode ser produzida por uma infecção viral ou lesão causada por radiação ou exposição a diferentes agentes químicos.
30 Intersticial: Relativo a ou situado em interstícios, que são pequenos espaços entre as partes de um todo ou entre duas coisas contíguas (por exemplo, entre moléculas, células, etc.). Na anatomia geral, diz-se de tecido de sustentação localizado nos interstícios de um órgão, especialmente de vasos sanguíneos e tecido conjuntivo.
31 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
32 Agudo: Descreve algo que acontece repentinamente e por curto período de tempo. O oposto de crônico.
33 Citocinas: Citoquina ou citocina é a designação genérica de certas substâncias segregadas por células do sistema imunitário que controlam as reações imunes do organismo.
34 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
35 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
36 Mialgia: Dor que se origina nos músculos. Pode acompanhar outros sintomas como queda no estado geral, febre e dor de cabeça nas doenças infecciosas. Também pode estar associada a diferentes doenças imunológicas.
37 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
38 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
39 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
40 Garganta: Tubo fibromuscular em forma de funil, que leva os alimentos ao ESÔFAGO e o ar à LARINGE e PULMÕES. Situa-se posteriormente à CAVIDADE NASAL, à CAVIDADE ORAL e à LARINGE, extendendo-se da BASE DO CRÂNIO à borda inferior da CARTILAGEM CRICÓIDE (anteriormente) e à borda inferior da vértebra C6 (posteriormente). É dividida em NASOFARINGE, OROFARINGE e HIPOFARINGE (laringofaringe).
41 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
42 Coma: 1. Alteração do estado normal de consciência caracterizado pela falta de abertura ocular e diminuição ou ausência de resposta a estímulos externos. Pode ser reversível ou evoluir para a morte. 2. Presente do subjuntivo ou imperativo do verbo “comer.“
43 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
44 Taquipneia: Aceleração do ritmo respiratório.
45 Insuficiência respiratória: Condição clínica na qual o sistema respiratório não consegue manter os valores da pressão arterial de oxigênio (PaO2) e/ou da pressão arterial de gás carbônico (PaCO2) dentro dos limites da normalidade, para determinada demanda metabólica. Como a definição está relacionada à incapacidade do sistema respiratório em manter níveis adequados de oxigenação e gás carbônico, foram estabelecidos, para sua caracterização, pontos de corte na gasometria arterial: PaO2 50 mmHg.
46 Sequelas: 1. Na medicina, é a anomalia consequente a uma moléstia, da qual deriva direta ou indiretamente. 2. Ato ou efeito de seguir. 3. Grupo de pessoas que seguem o interesse de alguém; bando. 4. Efeito de uma causa; consequência, resultado. 5. Ato ou efeito de dar seguimento a algo que foi iniciado; sequência, continuação. 6. Sequência ou cadeia de fatos, coisas, objetos; série, sucessão. 7. Possibilidade de acompanhar a coisa onerada nas mãos de qualquer detentor e exercer sobre ela as prerrogativas de seu direito.
47 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
48 PCR: Reação em cadeia da polimerase (em inglês Polymerase Chain Reaction - PCR) é um método de amplificação de DNA (ácido desoxirribonucleico).
49 Líquor: Líquido cefalorraquidiano (LCR), também conhecido como líquor ou fluido cérebro espinhal, é definido como um fluido corporal estéril, incolor, encontrado no espaço subaracnoideo no cérebro e na medula espinhal (entre as meninges aracnoide e pia-máter). Caracteriza-se por ser uma solução salina pura, com baixo teor de proteínas e células, atuando como um amortecedor para o córtex cerebral e a medula espinhal. Possui também a função de fornecer nutrientes para o tecido nervoso e remover resíduos metabólicos do mesmo. É sintetizado pelos plexos coroidais, epitélio ventricular e espaço subaracnoideo em uma taxa de aproximadamente 20 mL/hora. Em recém-nascidos, este líquido é encontrado em um volume que varia entre 10 a 60 mL, enquanto que no adulto fica entre 100 a 150 mL.
50 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
51 Tomografia computadorizada: Exame capaz de obter imagens em tons de cinza de “fatias†de partes do corpo ou de órgãos selecionados, as quais são geradas pelo processamento por um computador de uma sucessão de imagens de raios X de alta resolução em diversos segmentos sucessivos de partes do corpo ou de órgãos.
52 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.
53 Crânio: O ESQUELETO da CABEÇA; compreende também os OSSOS FACIAIS e os que recobrem o CÉREBRO. Sinônimos: Calvaria; Calota Craniana
54 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
55 Terapia intensiva: Tratamento para diabetes no qual os níveis de glicose são mantidos o mais próximo do normal possível através de injeções freqüentes ou uso de bomba de insulina, planejamento das refeições, ajuste em medicamentos hipoglicemiantes e exercícios baseados nos resultados de testes de glicose além de contatos freqüentes entre o diabético e o profissional de saúde.
56 Ventilação: 1. Ação ou efeito de ventilar, passagem contínua de ar fresco e renovado, num espaço ou recinto. 2. Agitação ou movimentação do ar, natural ou provocada para estabelecer sua circulação dentro de um ambiente. 3. Em fisiologia, é o movimento de ar nos pulmões. Perfusão Em medicina, é a introdução de substância líquida nos tecidos por meio de injeção em vasos sanguíneos.
57 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
58 Hidroeletrolítico: Aproximadamente 60% do peso de um adulto são representados por líquido (água e eletrólitos). O líquido corporal localiza-se em dois compartimentos, o espaço intracelular (dentro das células) e o espaço extracelular (fora das células). Os eletrólitos nos líquidos corporais são substâncias químicas ativas. Eles são cátions, que carregam cargas positivas, e ânions, que transportam cargas negativas. Os principais cátions são os íons sódio, potássio, cálcio, magnésio e hidrogênio. Os principais ânions são os íons cloreto, bicarbonato, fosfato e sulfato.
59 Óbito: Morte de pessoa; passamento, falecimento.
60 Cognitivos: 1. Relativo ao conhecimento, à cognição. 2. Relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
61 Herniação: Formação de uma protrusão, de uma hérnia. Também conhecida como herniamento.
62 Fisioterapia: Especialidade paramédica que emprega agentes físicos (água doce ou salgada, sol, calor, eletricidade, etc.), massagens e exercícios no tratamento de doenças.
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