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Doença de Batten: entenda a doença rara que afeta progressivamente o cérebro e a visão

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A doença de Batten é o nome usado para um grupo de doenças neurodegenerativas genéticas raras, conhecidas como lipofuscinoses ceroides neuronais (LCNs). Elas afetam principalmente o cérebro1 e a retina2 e podem provocar perda progressiva da visão3, epilepsia4, alterações motoras e regressão das habilidades cognitivas e do desenvolvimento.

A idade de início, os primeiros sintomas5 e a velocidade de progressão variam bastante conforme o gene envolvido. Embora ainda não exista cura para a maioria dos subtipos, o diagnóstico6 molecular precoce é cada vez mais importante, tanto para orientar o acompanhamento e o aconselhamento genético quanto para identificar pacientes que podem se beneficiar de tratamentos específicos.

O que é a doença de Batten?

A doença de Batten é um grupo de doenças genéticas raras, hereditárias e progressivamente neurodegenerativas denominadas lipofuscinoses ceroides neuronais (LCNs). Essas doenças afetam principalmente crianças, embora existam formas de início na adolescência ou na vida adulta. Atualmente, o termo “doença de Batten” é frequentemente empregado como sinônimo do conjunto das LCNs, embora historicamente tenha sido utilizado sobretudo para a forma juvenil associada ao gene CLN3.

As LCNs pertencem ao grupo das doenças de armazenamento lisossômico e apresentam acúmulo intracelular de material autofluorescente rico em lipídios e proteínas8, denominado ceroide-lipofuscina, particularmente em neurônios9 da retina2 e do cérebro1. Entretanto, a doença não deve ser entendida simplesmente como uma incapacidade de “degradar lipopigmentos”: os diferentes defeitos genéticos comprometem proteínas8 envolvidas em diversas funções celulares e lisossômicas, produzindo disfunção neuronal progressiva.

Existem diversas formas da doença de Batten, atualmente classificadas preferencialmente de acordo com o gene envolvido e, quando necessário, com a idade ou o fenótipo10 de apresentação, como CLN1, CLN2, CLN3, CLN5 e outras. A antiga divisão em formas infantil, infantil tardia, juvenil e adulta continua sendo útil para descrever o quadro clínico, mas foi em grande parte substituída pela classificação genética. A idade de início e a velocidade de progressão podem variar consideravelmente entre os diferentes subtipos.

A doença recebeu esse nome em homenagem ao médico britânico Frederick Batten, que descreveu uma de suas formas no início do século XX. Embora seja rara, o conjunto das LCNs constitui uma das formas mais frequentes de doença neurodegenerativa hereditária da infância.

Infográfico - Doença de Batten

Quais são as causas da doença de Batten?

A doença de Batten é causada por variantes patogênicas em genes relacionados ao funcionamento dos lisossomos e a outros processos celulares essenciais à manutenção dos neurônios9. Atualmente, pelo menos 12 genes estão confirmadamente associados às LCNs, entre eles PPT1 (CLN1), TPP1 (CLN2), CLN3, DNAJC5 (CLN4), CLN5, CLN6, MFSD8 (CLN7), CLN8, CTSD (CLN10), GRN (CLN11), CTSF (CLN13) e KCTD7 (CLN14).

A maioria das formas apresenta herança autossômica11 recessiva: a pessoa afetada herda uma variante patogênica12 de cada um dos pais, que geralmente são portadores assintomáticos. Há, entretanto, uma exceção importante: a forma CLN4, relacionada ao gene DNAJC5, apresenta herança autossômica11 dominante e costuma manifestar-se na vida adulta.

As alterações genéticas comprometem proteínas8 essenciais ao metabolismo13 e à homeostase celular, incluindo enzimas lisossômicas e proteínas8 de membrana ou associadas a diferentes compartimentos celulares. Como consequência, ocorre acúmulo progressivo de material de armazenamento e uma série de alterações celulares que afetam principalmente o cérebro1 e a retina2.

Qual é a fisiopatologia7 da doença de Batten?

A fisiopatologia7 da doença de Batten é complexa e varia parcialmente de acordo com o gene envolvido, não podendo ser explicada apenas pelo acúmulo passivo de lipofuscina. Nas LCNs, alterações genéticas comprometem enzimas ou outras proteínas8 importantes para a função lisossômica, a degradação e reciclagem de componentes celulares e a manutenção da homeostase neuronal.

Uma característica marcante é o acúmulo intracelular de material autofluorescente denominado ceroide-lipofuscina, composto principalmente por lipídios e proteínas8. Esse fenômeno associa-se a alterações da função lisossômica e autofágica, disfunção mitocondrial, alterações sinápticas, neuroinflamação e perda progressiva de neurônios9.

As estruturas particularmente vulneráveis incluem o córtex cerebral, o cerebelo14 e a retina2, embora o padrão de comprometimento varie entre os diferentes tipos de LCN. Com a progressão, pode ocorrer atrofia15 cerebral e cerebelar, acompanhando a deterioração progressiva das funções neurológicas.

Leia sobre "Doenças congênitas16, genéticas e hereditárias" e "Exame genético".

Quais são as características clínicas da doença de Batten?

A doença provoca perda gradual de habilidades neurológicas previamente adquiridas, podendo comprometer funções motoras, cognitivas, visuais, comportamentais e de comunicação. A apresentação clínica é bastante variável, e nem todos os sintomas5 aparecem na mesma ordem em todos os subtipos.

Entre as manifestações mais características estão epilepsia4, regressão do desenvolvimento ou declínio cognitivo17, perda visual progressiva, ataxia18 e outros distúrbios do movimento. A combinação de epilepsia4 com regressão do desenvolvimento, ataxia18 ou perda visual progressiva deve levantar a possibilidade de uma LCN.

Na forma juvenil clássica associada ao CLN3, a perda visual costuma ser uma das primeiras manifestações, frequentemente iniciando-se entre aproximadamente 4 e 7 anos e progredindo para deficiência visual grave ou cegueira. Em outras formas, como a CLN2 infantil tardia clássica, atraso ou desaceleração da aquisição da linguagem e crises epilépticas costumam surgir primeiro, seguidos de ataxia18 e rápida regressão motora, cognitiva19 e posteriormente visual.

As crises epilépticas podem assumir diferentes formas e, com a progressão da doença, podem tornar-se mais frequentes ou difíceis de controlar. Após um período de desenvolvimento aparentemente normal em muitos subtipos, ocorre perda progressiva das habilidades adquiridas, com dificuldades de aprendizagem, memória, atenção e comunicação.

Também podem ocorrer irritabilidade, ansiedade, alterações do humor, distúrbios do sono e mudanças comportamentais. À medida que a doença progride, podem surgir dificuldade para caminhar, perda do equilíbrio, ataxia18, tremor, rigidez, espasticidade20, distonia21, mioclonias e outros movimentos involuntários. A fala e a deglutição22 também podem ser progressivamente comprometidas, e algumas formas evoluem para grave dependência funcional e deterioração cognitiva19.

Como o médico diagnostica a doença de Batten?

O diagnóstico6 exige a combinação de avaliação clínica, neurológica e oftalmológica, história familiar e, principalmente, investigação genética molecular. A associação de perda visual progressiva, epilepsia4, regressão do desenvolvimento ou declínio cognitivo17 e alterações motoras em uma criança deve levantar suspeita de uma LCN.

O exame oftalmológico pode identificar distrofia23 retiniana e outras alterações compatíveis com degeneração24 progressiva da retina2. O eletroencefalograma25 (EEG) auxilia na avaliação das crises epilépticas e pode demonstrar alterações características em alguns subtipos. A ressonância magnética26 do encéfalo27 pode revelar atrofia15 cerebral e/ou cerebelar, cuja distribuição e intensidade dependem do subtipo e do estágio da doença.

A confirmação diagnóstica é atualmente baseada principalmente na identificação de variantes patogênicas nos genes associados às LCNs, frequentemente por painéis multigênicos ou técnicas mais abrangentes de sequenciamento. A definição do subtipo molecular é especialmente importante porque orienta prognóstico28, aconselhamento genético e, em determinadas formas, o acesso a tratamento específico.

Testes enzimáticos têm papel particularmente relevante nas formas associadas a deficiências enzimáticas, como CLN1 e CLN2, e atualmente podem complementar a investigação genética, inclusive na avaliação da relevância de determinadas variantes genéticas. A análise ultraestrutural de depósitos em tecidos, historicamente realizada por biópsia29 de pele30 ou outros tecidos e microscopia eletrônica, deixou de ser necessária na maioria dos pacientes diante da disponibilidade dos testes moleculares modernos, ficando reservada a situações diagnósticas selecionadas.

Como o médico trata a doença de Batten?

Ainda não existe tratamento curativo para as LCNs, e para a maioria dos subtipos não há terapia capaz de interromper a neurodegeneração. O tratamento deve ser individualizado e multidisciplinar, com o objetivo de preservar funções pelo maior tempo possível, controlar sintomas5, prevenir complicações e manter conforto e qualidade de vida.

O manejo pode envolver:

  • medicamentos para epilepsia4;
  • fisioterapia31;
  • terapia ocupacional32;
  • fonoaudiologia;
  • acompanhamento oftalmológico;
  • suporte nutricional e da deglutição22;
  • tratamento de espasticidade20, distonia21 e outros distúrbios do movimento;
  • manejo das alterações comportamentais e do sono;
  • adaptações de comunicação e mobilidade;
  • apoio psicológico e social à família
  • e cuidados paliativos33 quando indicados.

O acompanhamento periódico por equipe multidisciplinar é fundamental porque as necessidades mudam conforme a doença progride.

Uma importante exceção é a doença CLN2 causada por deficiência da enzima34 tripeptidil-peptidase 1 (TPP1), para a qual existe terapia de reposição enzimática com cerliponase alfa. O medicamento é administrado diretamente no sistema ventricular cerebral por meio de um dispositivo intracerebroventricular, geralmente a cada duas semanas, e demonstrou reduzir significativamente a velocidade de deterioração das funções motora e de linguagem. O tratamento modifica a evolução da doença, mas não representa cura e não reverte necessariamente déficits neurológicos já estabelecidos.

No tratamento da epilepsia4, a escolha do medicamento deve considerar o tipo de crise e o subtipo da doença. Fármacos antiepilépticos de amplo espectro são frequentemente utilizados, enquanto alguns bloqueadores de canais de sódio podem agravar crises mioclônicas35 ou generalizadas em determinados pacientes e devem ser empregados com cautela.

Como evolui a doença de Batten?

A evolução é geralmente progressiva, mas sua velocidade e sua sequência clínica variam amplamente conforme o subtipo genético, a variante envolvida e a disponibilidade de tratamento modificador da doença. Nas formas infantis e infantis tardias clássicas, a progressão tende a ser mais rápida, enquanto algumas formas juvenis e adultas podem apresentar evolução mais lenta.

Não existe uma sequência única de manifestações aplicável a todos os pacientes. Dependendo do subtipo, os primeiros sinais36 podem ser crises epilépticas, atraso ou regressão do desenvolvimento, alterações da marcha e coordenação ou perda visual. Posteriormente, podem surgir comprometimento cognitivo17, distúrbios do movimento, dificuldades de comunicação e deglutição22 e dependência crescente para as atividades cotidianas.

Na CLN2 infantil tardia clássica não tratada, por exemplo, os primeiros sintomas5 geralmente aparecem entre 2 e 4 anos, com rápida perda subsequente das habilidades motoras e de linguagem. Já na CLN3 juvenil clássica, a perda visual frequentemente começa entre 4 e 7 anos e pode anteceder por vários anos o comprometimento neurológico mais evidente.

Com o avanço das formas mais graves, os pacientes podem perder a capacidade de caminhar, falar, alimentar-se e realizar atividades básicas sem auxílio. A expectativa de vida37 é reduzida em muitas formas, mas varia consideravelmente entre os diferentes subtipos e fenótipos. Além disso, tratamentos modificadores, como a cerliponase alfa na CLN2, estão alterando a história natural anteriormente descrita para alguns pacientes.

Quais são as complicações possíveis da doença de Batten?

As complicações dependem do subtipo e do estágio da doença e podem incluir:

  • deficiência visual grave ou cegueira;
  • epilepsia4, inclusive de difícil controle;
  • comprometimento cognitivo17 progressivo;
  • perda da comunicação verbal;
  • ataxia18 e perda da mobilidade;
  • espasticidade20, distonia21 e mioclonias;
  • contraturas;
  • deformidades musculoesqueléticas;
  • disfagia38;
  • desnutrição39;
  • aspiração de alimentos ou secreções;
  • pneumonias aspirativas e outras infecções40 respiratórias;
  • além de complicações decorrentes da imobilidade prolongada.

Nas fases avançadas, o comprometimento da deglutição22 e da capacidade de eliminar secreções aumenta o risco de aspiração e complicações respiratórias, podendo ser necessário suporte nutricional por gastrostomia41 em alguns pacientes. A avaliação de dor, conforto, comunicação, posicionamento e necessidades respiratórias deve integrar o acompanhamento longitudinal.

Além das repercussões físicas, a doença gera profundo impacto emocional, social e econômico para a família, exigindo cuidados contínuos durante muitos anos. Por isso, o tratamento deve incluir não apenas o paciente, mas também apoio aos familiares e cuidadores, aconselhamento genético e planejamento antecipado dos cuidados conforme a evolução clínica.

Veja também sobre "Engasgo", "Videoendoscopia da deglutição22", "Gastrostomia41" e "Doença do Refluxo Gastroesofágico42".

 

ABCMED, 2026. Doença de Batten: entenda a doença rara que afeta progressivamente o cérebro e a visão. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1514115/doenca-de-batten-entenda-a-doenca-rara-que-afeta-progressivamente-o-cerebro-e-a-visao.htm>. Acesso em: 4 set. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
2 Retina: Parte do olho responsável pela formação de imagens. É como uma tela onde se projetam as imagens: retém as imagens e as traduz para o cérebro através de impulsos elétricos enviados pelo nervo óptico. Possui duas partes: a retina periférica e a mácula.
3 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
4 Epilepsia: Alteração temporária e reversível do funcionamento cerebral, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Quando restritos, a crise será chamada crise epiléptica parcial; quando envolverem os dois hemisférios cerebrais, será uma crise epiléptica generalizada. O paciente pode ter distorções de percepção, movimentos descontrolados de uma parte do corpo, medo repentino, desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente e até perder a consciência - neste caso é chamada de crise complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Existem outros tipos de crises epilépticas.
5 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
6 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
7 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.
8 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
9 Neurônios: Unidades celulares básicas do tecido nervoso. Cada neurônio é formado por corpo, axônio e dendritos. Sua função é receber, conduzir e transmitir impulsos no SISTEMA NERVOSO. Sinônimos: Células Nervosas
10 Fenótipo: Características apresentadas por um indivíduo sejam elas morfológicas, fisiológicas ou comportamentais. Também fazem parte do fenótipo as características microscópicas e de natureza bioquímica, que necessitam de testes especiais para a sua identificação, como, por exemplo, o tipo sanguíneo do indivíduo.
11 Autossômica: 1. Referente a autossomo, ou seja, ao cromossomo que não participa da determinação do sexo; eucromossomo. 2. Cujo gene está localizado em um dos autossomos (diz-se da herança de características). As doenças gênicas podem ser classificadas segundo o seu padrão de herança genética em: autossômica dominante (só basta um alelo afetado para que se manifeste a afecção), autossômica recessiva (são necessários dois alelos com mutação para que se manifeste a afecção), ligada ao cromossomo sexual X e as de herança mitocondrial (necessariamente herdadas da mãe).
12 Patogênica: 1. Relativo a patogenia, patogênese ou patogenesia. 2. Que provoca ou pode provocar, direta ou indiretamente, uma doença.
13 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
14 Cerebelo: Parte do encéfalo que fica atrás do TRONCO ENCEFÁLICO, na base posterior do crânio (FOSSA CRANIANA POSTERIOR). Também conhecido como ”encéfalo pequeno”, com convoluções semelhantes àquelas do CÓRTEX CEREBRAL, substância branca interna e núcleos cerebelares profundos. Sua função é coordenar movimentos voluntários, manter o equilíbrio e aprender habilidades motoras.
15 Atrofia: 1. Em biologia, é a falta de desenvolvimento de corpo, órgão, tecido ou membro. 2. Em patologia, é a diminuição de peso e volume de órgão, tecido ou membro por nutrição insuficiente das células ou imobilização. 3. No sentido figurado, é uma debilitação ou perda de alguma faculdade mental ou de um dos sentidos, por exemplo, da memória em idosos.
16 Congênitas: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
17 Cognitivo: 1. Relativo ao conhecimento, à cognição. 2. Relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
18 Ataxia: Reflete uma condição de falta de coordenação dos movimentos musculares voluntários podendo afetar a força muscular e o equilíbrio de uma pessoa. É normalmente associada a uma degeneração ou bloqueio de áreas específicas do cérebro e cerebelo. É um sintoma, não uma doença específica ou um diagnóstico.
19 Cognitiva: 1. Relativa ao conhecimento, à cognição. 2. Relativa ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
20 Espasticidade: Hipertonia exagerada dos músculos esqueléticos com rigidez e hiperreflexia osteotendinosa.
21 Distonia: Contração muscular involuntária causando distúrbios funcionais, dolorosos e estéticos.
22 Deglutição: Passagem dos alimentos desde a boca até o esôfago; ação ou efeito de deglutir; engolir. É um mecanismo em parte voluntário e em parte automático (reflexo) que envolve a musculatura faríngea e o esfíncter esofágico superior.
23 Distrofia: 1. Acúmulo de grande quantidade de matéria orgânica, mas poucos nutrientes, em corpos de água, como brejos e pântanos. 2. Na medicina, é qualquer problema de nutrição e o estado de saúde daí decorrente.
24 Degeneração: 1. Ato ou efeito de degenerar (-se). 2. Perda ou alteração (no ser vivo) das qualidades de sua espécie; abastardamento. 3. Mudança para um estado pior; decaimento, declínio. 4. No sentido figurado, é o estado de depravação. 5. Degenerescência.
25 Eletroencefalograma: Registro da atividade elétrica cerebral mediante a utilização de eletrodos cutâneos que recebem e amplificam os potenciais gerados em cada região encefálica.
26 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.
27 Encéfalo: A parte do SISTEMA NERVOSO CENTRAL contida no CRÂNIO. O encéfalo embrionário surge do TUBO NEURAL, sendo composto de três partes principais, incluindo o PROSENCÉFALO (cérebro anterior), o MESENCÉFALO (cérebro médio) e o ROMBENCÉFALO (cérebro posterior). O encéfalo desenvolvido consiste em CÉREBRO, CEREBELO e outras estruturas do TRONCO ENCEFÁLICO (MeSH). Conjunto de órgãos do sistema nervoso central que compreende o cérebro, o cerebelo, a protuberância anular (ou ponte de Varólio) e a medula oblonga, estando todos contidos na caixa craniana e protegidos pela meninges e pelo líquido cefalorraquidiano. É a maior massa de tecido nervoso do organismo e contém bilhões de células nervosas. Seu peso médio, em um adulto, é da ordem de 1.360 g, nos homens e 1.250 g nas mulheres. Embriologicamente, corresponde ao conjunto de prosencéfalo, mesencéfalo e rombencéfalo. Seu crescimento é rápido entre o quinto ano de vida e os vinte anos. Na velhice diminui de peso. Inglês
28 Prognóstico: 1. Juízo médico, baseado no diagnóstico e nas possibilidades terapêuticas, em relação à duração, à evolução e ao termo de uma doença. Em medicina, predição do curso ou do resultado provável de uma doença; prognose. 2. Predição, presságio, profecia relativos a qualquer assunto. 3. Relativo a prognose. 4. Que traça o provável desenvolvimento futuro ou o resultado de um processo. 5. Que pode indicar acontecimentos futuros (diz-se de sinal, sintoma, indício, etc.). 6. No uso pejorativo, pernóstico, doutoral, professoral; prognóstico.
29 Biópsia: 1. Retirada de material celular ou de um fragmento de tecido de um ser vivo para determinação de um diagnóstico. 2. Exame histológico e histoquímico. 3. Por metonímia, é o próprio material retirado para exame.
30 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
31 Fisioterapia: Especialidade paramédica que emprega agentes físicos (água doce ou salgada, sol, calor, eletricidade, etc.), massagens e exercícios no tratamento de doenças.
32 Terapia ocupacional: A terapia ocupacional trabalha com a reabilitação das pessoas para as atividades que elas deixaram de fazer devido a algum problema físico (derrame, amputação, tetraplegia), psiquiátrico (esquizofrenia, depressão), mental (Síndrome de Down, autismo), geriátrico (Doença de Alzheimer, Doença de Parkinson) ou social (ex-presidiários, moradores de rua), objetivando melhorar a qualidade de vida dessas pessoas. Além disso, ela faz a organização e as adaptações do domicílio para facilitar o trânsito dessa pessoa e as medidas preventivas para impedir o aparecimento de deformidades nos braços fazendo exercícios e confeccionando órteses (aparelhos confeccionados sob medida para posicionar partes do corpo).
33 Paliativos: 1. Que ou o que tem a qualidade de acalmar, de abrandar temporariamente um mal (diz-se de medicamento ou tratamento); anódino. 2. Que serve para atenuar um mal ou protelar uma crise (diz-se de meio, iniciativa etc.).
34 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
35 Mioclônicas: Contrações musculares súbitas e involuntárias que se verificam especialmente nas mãos e nos pés, devido à descarga patológica de um grupo de células nervosas.
36 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
37 Expectativa de vida: A expectativa de vida ao nascer é o número de anos que se calcula que um recém-nascido pode viver caso as taxas de mortalidade registradas da população residente, no ano de seu nascimento, permaneçam as mesmas ao longo de sua vida.
38 Disfagia: Sensação consciente da passagem dos alimentos através do esôfago. Pode estar associado a doenças motoras, inflamatórias ou tumorais deste órgão.
39 Desnutrição: Estado carencial produzido por ingestão insuficiente de calorias, proteínas ou ambos. Manifesta-se por distúrbios do desenvolvimento (na infância), atrofia de tecidos músculo-esqueléticos e caquexia.
40 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
41 Gastrostomia: Procedimento cirúrgico realizado para fixar uma sonda alimentar. Um orifício artificial é criado na altura do estômago para fazer uma ligação direta do meio externo com o meio interno do paciente.
42 Refluxo gastroesofágico: Presença de conteúdo ácido proveniente do estômago na luz esofágica. Como o dito órgão não está adaptado fisiologicamente para suportar a acidez do suco gástrico, pode ser produzida inflamação de sua mucosa (esofagite).
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