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Paquidermoperiostose - a doença rara que modifica a pele, os dedos e os ossos

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A paquidermoperiostose é uma doença genética rara caracterizada por espessamento da pele1, baqueteamento digital e formação anormal de osso ao redor dos ossos longos2. Geralmente surge na adolescência, evolui lentamente por alguns anos e depois tende a estabilizar-se.

O diagnóstico3 é clínico, complementado por exames de imagem e, quando disponível, testes genéticos, sendo fundamental excluir causas secundárias de osteoartropatia hipertrófica.

O que é paquidermoperiostose?

A Paquidermoperiostose, também conhecida como osteoartropatia hipertrófica primária (OHP) ou síndrome5 de Touraine-Solente-Golé, é uma doença rara caracterizada por alterações cutâneas6, ósseas e articulares progressivas. Trata-se de uma condição crônica, de origem predominantemente genética, que afeta principalmente a pele1, os ossos e as articulações7.

Embora seja incomum, seu reconhecimento é importante para diferenciá-la da osteoartropatia hipertrófica secundária, que está associada a doenças pulmonares, cardíacas, hepáticas8, gastrointestinais ou neoplásicas9 e pode representar manifestação de enfermidades potencialmente graves.

O termo "paquidermia" refere-se ao espessamento da pele1, especialmente da face10 e do couro cabeludo, enquanto "periostose" corresponde à formação anormal de osso novo ao longo da superfície dos ossos longos2.

Infográfico Paquidermoperiostose

Quais são as causas da paquidermoperiostose?

A principal causa da Paquidermoperiostose é genética. Estudos demonstraram que mutações nos genes HPGD e SLCO2A1 estão envolvidas no desenvolvimento da doença. Esses genes participam do metabolismo11 da prostaglandina12 E2 (PGE2), molécula importante nos processos inflamatórios, na remodelação óssea e na proliferação celular. As mutações no gene HPGD reduzem a degradação da PGE2, enquanto alterações no SLCO2A1 comprometem seu transporte e metabolismo11. Como consequência, ocorre aumento persistente dos níveis dessa prostaglandina12.

A herança pode ser autossômica13 dominante, com penetrância14 variável, ou autossômica13 recessiva, dependendo da alteração genética envolvida. Entretanto, nem todos os pacientes apresentam história familiar, sugerindo a ocorrência de mutações novas. A doença é significativamente mais frequente no sexo masculino, provavelmente devido à influência de fatores hormonais e à penetrância14 incompleta nas mulheres.

Qual é a fisiopatologia4 da paquidermoperiostose?

A fisiopatologia4 da paquidermoperiostose está diretamente relacionada ao aumento dos níveis de prostaglandina12 E2 (PGE2). Esse aumento decorre de defeitos na degradação ou no transporte dessa substância, causados pelas mutações genéticas descritas. O excesso de PGE2 estimula a proliferação de fibroblastos15, a angiogênese16 e a atividade dos osteoblastos, levando ao espessamento da pele1 (paquidermia), à formação de osso subperiostal (periostose) e ao aumento do fluxo sanguíneo e da permeabilidade17 vascular18, contribuindo para edema19 e alterações das extremidades.

Também ocorre estímulo das glândulas sudoríparas20 e sebáceas, justificando manifestações como hiperidrose21, seborreia22 e acne23. Esses processos evoluem lentamente durante vários anos até atingirem estabilização clínica.

Quais são as características clínicas mais importantes da paquidermoperiostose?

A paquidermoperiostose caracteriza-se pela tríade clássica formada por paquidermia, periostose e baqueteamento digital. A intensidade das manifestações varia entre os pacientes, existindo formas completas, incompletas ou atenuadas da doença.

As principais manifestações incluem:

  • espessamento da pele1, especialmente na face10, com formação de sulcos profundos que conferem aspecto grosseiro;
  • enrugamento do couro cabeludo, conhecido como cutis verticis gyrata, com aspecto semelhante aos giros cerebrais;
  • baqueteamento digital, caracterizado pelo aumento das falanges distais24 dos dedos das mãos25 e dos pés;
  • periostose envolvendo principalmente os ossos longos2, que pode causar dor, aumento do volume dos membros e sensibilidade óssea;
  • hiperidrose21, principalmente palmar26 e plantar;
  • seborreia22 e acne23 decorrentes da hiperatividade das glândulas sebáceas27;
  • além de artralgia28, derrame29 articular e, ocasionalmente, artrite30 inflamatória leve, especialmente em joelhos, tornozelos, punhos e cotovelos.

A forma primária geralmente inicia-se na adolescência, é mais comum em homens e progride lentamente durante aproximadamente 5 a 20 anos, quando tende a estabilizar-se.

Veja sobre "Lifting facial" e "Harmonização facial".

Como o médico diagnostica a paquidermoperiostose?

O diagnóstico3 é essencialmente clínico, baseado na associação das manifestações cutâneas6, ósseas e articulares características. Entretanto, exames complementares são importantes tanto para confirmar o diagnóstico3 quanto para excluir causas secundárias de osteoartropatia hipertrófica.

As radiografias costumam demonstrar espessamento periosteal simétrico dos ossos longos2, com neoformação31 óssea ao longo das diáfises32 e metáfises, preservando geralmente as epífises33. A cintilografia34 óssea pode demonstrar aumento difuso da atividade osteoblástica, sendo bastante sensível para detectar periostose precoce. A tomografia computadorizada35 e a ressonância magnética36 podem ser úteis em casos selecionados para caracterizar melhor alterações ósseas e articulares.

Os exames laboratoriais geralmente são normais e têm como principal finalidade excluir doenças inflamatórias, infecciosas, endócrinas ou reumatológicas. Quando disponível, o teste genético para HPGD e SLCO2A1 pode confirmar o diagnóstico3, especialmente em casos familiares ou de apresentação atípica.

O diagnóstico3 diferencial é fundamental e inclui principalmente a osteoartropatia hipertrófica secundária, frequentemente associada a neoplasias37 pulmonares, bronquiectasias, fibrose38 pulmonar, cardiopatias cianóticas39 congênitas40, doenças inflamatórias intestinais e algumas hepatopatias crônicas. Por esse motivo, especialmente em adultos com início recente dos sintomas41, deve-se realizar investigação clínica criteriosa para excluir essas condições.

O reconhecimento precoce da doença evita exames desnecessários e permite o adequado acompanhamento clínico. O suporte psicológico também pode ser importante devido ao impacto das alterações estéticas na autoestima e na qualidade de vida.

Como o médico trata a paquidermoperiostose?

Até o momento, não existe tratamento curativo para a paquidermoperiostose. O manejo é direcionado ao controle dos sintomas41, à melhora funcional e à redução do impacto estético da doença.

Os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) constituem a primeira linha para controle da dor e da inflamação42 articular. Em pacientes com sintomas41 persistentes, a colchicina pode reduzir a inflamação42 cutânea43 e articular, enquanto os corticosteroides têm papel limitado e geralmente são reservados para situações específicas.

Os bifosfonatos intravenosos, especialmente o pamidronato e o ácido zoledrônico, têm demonstrado benefício em alguns pacientes na redução da dor óssea e da atividade da periostose. Em casos refratários44, existem relatos de benefício com inibidores seletivos da ciclooxigenase-2 (COX-2), embora as evidências ainda sejam limitadas.

O tratamento dermatológico pode incluir medicamentos para acne23, seborreia22 e hiperidrose21, além de medidas para controlar o espessamento cutâneo45. A toxina46 botulínica pode ser utilizada principalmente para o tratamento da hiperidrose21 facial, palmar26 ou plantar e, em alguns casos, para melhorar a oleosidade facial.

Quando existem deformidades faciais importantes, podem ser indicados procedimentos de cirurgia plástica ou dermatológica, incluindo ressecção de pregas cutâneas6 e ritidoplastia, conforme avaliação especializada.

O acompanhamento deve ser multidisciplinar, envolvendo dermatologista, reumatologista, ortopedista e, quando necessário, geneticista, fisioterapeuta, cirurgião plástico e psicólogo.

Como evolui a paquidermoperiostose?

A evolução da paquidermoperiostose costuma ser lenta e progressiva durante os primeiros anos após o aparecimento dos sintomas41. Após esse período, a doença geralmente entra em fase de estabilização, sem progressão significativa das alterações ósseas e cutâneas6.

A expectativa de vida47 é semelhante à da população geral, desde que tenham sido adequadamente excluídas causas secundárias de osteoartropatia hipertrófica. Entretanto, o impacto funcional e psicológico pode ser expressivo, especialmente devido às deformidades cutâneas6 e ao comprometimento articular.

Quais são as complicações possíveis da paquidermoperiostose?

Embora não seja uma doença fatal, a paquidermoperiostose pode causar complicações importantes. Entre elas destacam-se dor óssea e articular crônica; limitação funcional; derrames articulares recorrentes; deformidades estéticas progressivas da face10 e do couro cabeludo; hiperidrose21 intensa; acne23 grave; infecções48 cutâneas6 secundárias e impacto psicológico, incluindo ansiedade, depressão e comprometimento da qualidade de vida.

Alguns pacientes também podem desenvolver compressões nervosas periféricas, como síndrome5 do túnel do carpo, além de ptose49 palpebral decorrente do espessamento cutâneo45. Embora raramente provoque incapacidade grave, a doença pode comprometer significativamente a funcionalidade e a vida social quando não recebe acompanhamento adequado.

Leia também sobre "Seis passos essenciais para prevenir a depressão" e "Autoestima".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites dos Anais Brasileiros de Dermatologia e da Actas Dermo-Sifiliográficas.

ABCMED, 2026. Paquidermoperiostose - a doença rara que modifica a pele, os dedos e os ossos. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1509855/paquidermoperiostose-a-doenca-rara-que-modifica-a-pele-os-dedos-e-os-ossos.htm>. Acesso em: 4 jul. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
2 Ossos longos: Exemplo: Fêmur
3 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
4 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.
5 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
6 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
7 Articulações:
8 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
9 Neoplásicas: Que apresentam neoplasias, ou seja, que apresentam processo patológico que resulta no desenvolvimento de neoplasma ou tumor. Um neoplasma é uma neoformação de crescimento anormal, incontrolado e progressivo de tecido, mediante proliferação celular.
10 Face: Parte anterior da cabeça que inclui a pele, os músculos e as estruturas da fronte, olhos, nariz, boca, bochechas e mandíbula.
11 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
12 Prostaglandina: É qualquer uma das várias moléculas estruturalmente relacionadas, lipossolúveis, derivadas do ácido araquidônico. Ela tem função reguladora de diversas vias metabólicas.
13 Autossômica: 1. Referente a autossomo, ou seja, ao cromossomo que não participa da determinação do sexo; eucromossomo. 2. Cujo gene está localizado em um dos autossomos (diz-se da herança de características). As doenças gênicas podem ser classificadas segundo o seu padrão de herança genética em: autossômica dominante (só basta um alelo afetado para que se manifeste a afecção), autossômica recessiva (são necessários dois alelos com mutação para que se manifeste a afecção), ligada ao cromossomo sexual X e as de herança mitocondrial (necessariamente herdadas da mãe).
14 Penetrância: Penetrância é a porcentagem de indivíduos com determinado alelo (dominante ou recessivo) que exibem o fenótipo associado a ele. A expressividade mede o quanto determinado alelo é expresso em um fenótipo. Havendo penetrância variável, a variação genética é mascarada.
15 Fibroblastos: Células do tecido conjuntivo que secretam uma matriz extracelular rica em colágeno e outras macromoléculas.
16 Angiogênese: O crescimento de novos vasos sanguíneos, seja espontâneo ou induzido por medicamentos. O crescimento destes novos vasos sanguíneos pode ajudar a melhorar uma doença oclusiva das artérias coronárias, criando novos caminhos para a passagem do sangue
17 Permeabilidade: Qualidade dos corpos que deixam passar através de seus poros outros corpos (fluidos, líquidos, gases, etc.).
18 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
19 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
20 Glândulas sudoríparas: As glândulas sudoríparas são glândulas responsáveis pela produção e transporte do suor, atuando como regulador térmico. São constituídas por um fino e longo tubo que no início se enovela, chamado corpo da glândula. O suor é composto de água, sais minerais e um pouco de ureia e é drenado pelo ducto das glândulas sudoríparas.
21 Hiperidrose: Excesso de suor, que costuma acometer axilas, palmas das mãos e plantas dos pés.
22 Seborréia: Também conhecida como dermatite seborreica, caspa ou eczema, é uma afecção crônica que se manifesta em partes do corpo onde existe maior produção de óleo pelas glândulas sebáceas ou a presença de um fungo, o Pityrosporum ovale. Manifesta-se sob a forma de lesões avermelhadas que descamam e coçam principalmente no couro cabeludo, sobrancelhas, barba, perto do nariz, atrás e dentro das orelhas, no peito, nas costas e nas dobras de pele (axilas, virilhas e debaixo dos seios). Nos bebês, é conhecida como crosta láctea, uma placa gordurosa que adere ao couro cabeludo, mas que pode também aparecer na região das fraldas. Não é contagiosa.
23 Acne: Doença de predisposição genética cujas manifestações dependem da presença dos hormônios sexuais. As lesões começam a surgir na puberdade, atingindo a maioria dos jovens de ambos os sexos. Os cravos e espinhas ocorrem devido ao aumento da secreção sebácea associada ao estreitamento e obstrução da abertura do folículo pilosebáceo, dando origem aos comedões abertos (cravos pretos) e fechados (cravos brancos). Estas condições favorecem a proliferação de microorganismos que provocam a inflamação característica das espinhas, sendo o Propionibacterium acnes o agente infeccioso mais comumente envolvido.
24 Distais: 1. Que se localiza longe do centro, do ponto de origem ou do ponto de união. 2. Espacialmente distante; remoto. 3. Em anatomia geral, é o mais afastado do tronco (diz-se de membro) ou do ponto de origem (diz-se de vasos ou nervos). Ou também o que é voltado para a direção oposta à cabeça. 4. Em odontologia, é o mais distante do ponto médio do arco dental.
25 Mãos: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
26 Palmar: Relacionado com a palma da mão
27 Glândulas Sebáceas: Órgãos formados por pequenas bolsas, localizados na DERME. Cada glândula apresenta um único ducto que emerge de um grupo de alvéolos ovais. Cada alvéolo é constituído por uma membrana basal transparente, encerrando células epiteliais. Os ductos da maior parte das glândulas sebáceas se abrem nos folículos pilosos, porém alguns se abrem na superfície da PELE. Glândulas sebáceas secretam SEBO.
28 Artralgia: Dor em uma articulação.
29 Derrame: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
30 Artrite: Inflamação de uma articulação, caracterizada por dor, aumento da temperatura, dificuldade de movimentação, inchaço e vermelhidão da área afetada.
31 Neoformação: 1. Em biologia, é a formação de tecido novo que restaura ou substitui o tecido lesado por feridas ou traumatismos. 2. Em oncologia, é um termo usado usualmente para designar o processo de regeneração, ou uma parte ou um tecido regenerado. 3. Neoplasia.
32 Diáfises: O eixo dos ossos longos.
33 Epífises: Extremidade dilatada dos ossos longos, separada da parte média pelo disco epifisário (até o crescimento ósseo cessar). Neste período, o disco desaparece e a extremidade se une à parte média do osso.
34 Cintilografia: Procedimento que permite assinalar num tecido ou órgão interno a presença de um radiofármaco e acompanhar seu percurso graças à emissão de radiações gama que fazem aparecer na tela uma série de pontos brilhantes (cintilação); também chamada de cintigrafia ou gamagrafia.
35 Tomografia computadorizada: Exame capaz de obter imagens em tons de cinza de “fatias†de partes do corpo ou de órgãos selecionados, as quais são geradas pelo processamento por um computador de uma sucessão de imagens de raios X de alta resolução em diversos segmentos sucessivos de partes do corpo ou de órgãos.
36 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.
37 Neoplasias: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
38 Fibrose: 1. Aumento das fibras de um tecido. 2. Formação ou desenvolvimento de tecido conjuntivo em determinado órgão ou tecido como parte de um processo de cicatrização ou de degenerescência fibroide.
39 Cianóticas: Relativo à cianose, ou seja, à coloração azul violácea da pele e das mucosas devida à oxigenação insuficiente do sangue e ligada a várias causas (distúrbio de hematose, insuficiência cardíaca etc.).
40 Congênitas: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
41 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
42 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
43 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
44 Refratários: 1. Que resiste à ação física ou química. 2. Que resiste às leis ou a princípios de autoridade. 3. No sentido figurado, que não se ressente de ataques ou ações exteriores; insensível, indiferente, resistente. 4. Imune a certas doenças.
45 Cutâneo: Que diz respeito à pele, à cútis.
46 Toxina: Substância tóxica, especialmente uma proteína, produzida durante o metabolismo e o crescimento de certos microrganismos, animais e plantas, capaz de provocar a formação de anticorpos ou antitoxinas.
47 Expectativa de vida: A expectativa de vida ao nascer é o número de anos que se calcula que um recém-nascido pode viver caso as taxas de mortalidade registradas da população residente, no ano de seu nascimento, permaneçam as mesmas ao longo de sua vida.
48 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
49 Ptose: Literalmente significa “queda” e aplica-se em distintas situações para significar uma localização inferior de um órgão ou parte dele (ptose renal, ptose palpebral, etc.).
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