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Síndrome de Kearns-Sayre: a doença mitocondrial que pode afetar visão, músculos e coração desde a juventude

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O que é a síndrome1 de Kearns-Sayre?

A síndrome1 de Kearns-Sayre (SKS) é uma doença mitocondrial rara, progressiva e multissistêmica, que afeta principalmente os músculos2, os olhos3 e o coração4. Trata-se de uma forma específica de miopatia5 mitocondrial causada por deleções em larga escala do DNA mitocondrial, comprometendo a produção de energia celular.

A síndrome1 é classicamente caracterizada pela tríade composta por: (1) oftalmoplegia externa progressiva crônica, (2) retinopatia pigmentar e (3) distúrbios de condução cardíaca, com início dos sintomas6 antes dos 20 anos de idade, o que constitui critério diagnóstico7 fundamental.

Além dessa tríade, a síndrome1 frequentemente apresenta outras manifestações neurológicas, endócrinas e sistêmicas, refletindo o comprometimento de tecidos com alta demanda energética.

A síndrome1 foi descrita em 1958 por Thomas P. Kearns e George Pomeroy Sayre.

Quais são as causas da síndrome1 de Kearns-Sayre?

A síndrome1 de Kearns-Sayre é causada por deleções em larga escala do DNA mitocondrial (mtDNA), que resultam em disfunção da fosforilação oxidativa e diminuição da produção de ATP8.

Aproximadamente 90% dos casos são esporádicos, decorrentes de mutações novas (de novo) não herdadas dos pais. A deleção mais comum é conhecida como “deleção comum de 4977 pares de bases”, responsável por uma proporção significativa dos casos.

Como as mitocôndrias9 são responsáveis pela produção de energia celular, tecidos com maior demanda energética - como músculos2, retina10, cérebro11, sistema de condução cardíaca e glândulas endócrinas12 - são particularmente vulneráveis.

Em raros casos, pode ocorrer transmissão materna, embora isso seja incomum na síndrome1 clássica.

Qual é o substrato fisiopatológico da síndrome1 de Kearns-Sayre?

A síndrome1 resulta de uma falha na produção de energia celular devido à disfunção mitocondrial, levando à degeneração13 progressiva de tecidos dependentes do metabolismo14 aeróbico.

Na biópsia15 muscular, observa-se a presença de fibras vermelhas rasgadas (“ragged-red fibers”), que representam acúmulo anormal de mitocôndrias9 defeituosas no interior das fibras musculares16, um achado característico das miopatias mitocondriais.

Na retina10, há degeneração13 primária do epitélio17 pigmentar da retina10, com acúmulo anormal de pigmento e degeneração13 secundária dos fotorreceptores18. Esse padrão explica o aspecto clínico denominado retinopatia pigmentar, que difere da retinite pigmentosa hereditária clássica.

No sistema nervoso central19, podem ocorrer alterações da substância branca (leucoencefalopatia), degeneração13 neuronal e comprometimento cerebelar, resultantes da falência energética celular.

No coração4, a síndrome1 afeta preferencialmente o sistema de condução cardíaco20, podendo levar a bloqueios atrioventriculares progressivos e arritmias21 potencialmente fatais.

Quais são as características clínicas da síndrome1 de Kearns-Sayre?

A síndrome1 apresenta evolução lenta e progressiva, com manifestações que variam amplamente entre os pacientes. A manifestação mais característica é a oftalmoplegia externa progressiva crônica, que consiste em fraqueza progressiva dos músculos2 extraoculares, levando à limitação dos movimentos oculares e à ptose22 palpebral bilateral, frequentemente o primeiro sinal23 da doença.

A retinopatia pigmentar associada à síndrome1 caracteriza-se por alterações pigmentares difusas na retina10, com aspecto em “sal e pimenta”. Diferentemente da retinite pigmentosa hereditária clássica, os sintomas6 visuais costumam ser mais leves e podem incluir diminuição da acuidade visual24, fotofobia25 e, menos frequentemente, cegueira noturna. A eletrorretinografia pode mostrar respostas normais ou apenas discretamente reduzidas, ao contrário da retinite pigmentosa clássica, na qual há redução acentuada das respostas escotópicas e fotópicas.

O envolvimento cardíaco é uma manifestação crítica da síndrome1. Os pacientes podem desenvolver distúrbios progressivos de condução cardíaca, especialmente bloqueio atrioventricular, o que pode levar a síncope26, insuficiência cardíaca27 ou morte súbita, se não tratado adequadamente.

Outras manifestações neuromusculares incluem fraqueza muscular proximal28 leve a moderada, fadiga29, intolerância ao exercício, disfagia30 e comprometimento dos músculos faciais31.

Alterações neurológicas adicionais podem incluir ataxia32 cerebelar, neuropatia periférica33, comprometimento cognitivo34 leve e alterações da substância branca na ressonância magnética35.

A perda auditiva neurossensorial é comum e pode ser progressiva.

A síndrome1 também pode afetar o sistema endócrino36, levando a distúrbios como diabetes mellitus37, baixa estatura, deficiência de hormônio38 do crescimento, hipogonadismo, hipoparatireoidismo e, menos frequentemente, insuficiência39 adrenal. Em alguns pacientes, as manifestações endócrinas podem preceder os sintomas6 neurológicos e oftalmológicos.

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Como o médico diagnostica a síndrome1 de Kearns-Sayre?

O diagnóstico7 é baseado na combinação de critérios clínicos e confirmação genética.

Os critérios clínicos clássicos incluem:

Associados a pelo menos um dos seguintes achados:

A confirmação diagnóstica é realizada por meio da identificação de deleções do DNA mitocondrial, geralmente por análise molecular em amostras de sangue43. No entanto, como o grau de mutação44 pode variar entre os tecidos (heteroplasmia), o teste genético pode ser negativo no sangue43, sendo necessário, nesses casos, realizar análise do DNA mitocondrial em biópsia15 muscular, que apresenta maior sensibilidade.

A análise do líquido cefalorraquidiano41 frequentemente demonstra elevação da concentração de proteínas45, sem sinais46 de inflamação47. A ressonância magnética35 cerebral pode revelar alterações da substância branca, atrofia48 cerebral ou cerebelar, embora esses achados não sejam específicos.

A avaliação cardiológica é essencial e inclui eletrocardiograma49, monitorização ambulatorial e ecocardiografia, visando à detecção precoce de distúrbios de condução e cardiomiopatia.

Exames complementares adicionais podem incluir audiometria50, avaliação endócrina e exames oftalmológicos completos, incluindo fundoscopia e eletrorretinografia.

Como o médico trata a síndrome1 de Kearns-Sayre?

Não existe cura para a síndrome1 de Kearns-Sayre, e o tratamento é voltado para o controle dos sintomas6, prevenção de complicações e monitoramento contínuo das manifestações sistêmicas. O acompanhamento deve ser multidisciplinar, envolvendo neurologista51, cardiologista52, oftalmologista53, endocrinologista54, geneticista e outros especialistas conforme necessário.

Uma das intervenções mais importantes é a implantação precoce de marcapasso55 cardíaco em pacientes com distúrbios de condução, pois isso reduz significativamente o risco de morte súbita.

A ptose22 palpebral pode ser tratada com cirurgia corretiva ou dispositivos mecânicos, quando interfere na visão56.

A perda auditiva pode ser tratada com aparelhos auditivos ou implante40 coclear, conforme a gravidade.

As disfunções endócrinas devem ser tratadas com terapia de reposição hormonal apropriada, incluindo insulina57, hormônio38 do crescimento ou reposição de outros hormônios deficientes, conforme indicado.

A fisioterapia58 e a terapia ocupacional59 podem ajudar a preservar a função motora, melhorar o equilíbrio e reduzir a incapacidade funcional.

Em alguns pacientes com deficiência de folato no líquido cefalorraquidiano41, pode ser indicada suplementação60 com ácido folínico (leucovorina), que pode melhorar sintomas6 neurológicos. Suplementos mitocondriais, como coenzima Q10, são frequentemente utilizados, embora a evidência de benefício clínico seja variável.

Como evolui a síndrome1 de Kearns-Sayre?

A síndrome1 apresenta evolução progressiva ao longo da vida, com agravamento gradual das manifestações neuromusculares, visuais e sistêmicas. A gravidade e a velocidade de progressão variam amplamente entre os pacientes, dependendo da extensão e da distribuição das deleções mitocondriais. Com acompanhamento médico adequado, especialmente com monitoramento cardiológico regular e implantação precoce de marcapasso55 quando necessário, muitos pacientes podem viver por várias décadas.

A principal causa de morbidade61 e mortalidade62 é o comprometimento cardíaco, particularmente bloqueios de condução não tratados. O diagnóstico7 precoce e o acompanhamento multidisciplinar são fundamentais para melhorar a qualidade de vida e reduzir o risco de complicações graves.

Saiba mais sobre "Fisioterapia58", "Fisioterapia58 neurofuncional", "Terapia ocupacional59" e "Reabilitação funcional".

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Cleveland Clinic e da NORD – National Organization for Rare Disorders.

ABCMED, 2026. Síndrome de Kearns-Sayre: a doença mitocondrial que pode afetar visão, músculos e coração desde a juventude. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1499910/sindrome-de-kearns-sayre-a-doenca-mitocondrial-que-pode-afetar-visao-musculos-e-coracao-desde-a-juventude.htm>. Acesso em: 19 fev. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
2 Músculos: Tecidos contráteis que produzem movimentos nos animais.
3 Olhos:
4 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
5 Miopatia: Qualquer afecção das fibras musculares, especialmente dos músculos esqueléticos.
6 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
7 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
8 ATP: Adenosina Trifosfato (ATP) é nucleotídeo responsável pelo armazenamento de energia. Ela é composta pela adenina (base azotada), uma ribose (açúcar com cinco carbonos) e três grupos de fosfato conectados em cadeia. A energia é armazenada nas ligações entre os fosfatos. O ATP armazena energia proveniente da respiração celular e da fotossíntese, para consumo imediato, não podendo ser estocada. A energia pode ser utilizada em diversos processos biológicos, tais como o transporte ativo de moléculas, síntese e secreção de substâncias, locomoção e divisão celular, dentre outros.
9 Mitocôndrias: Organelas semi-autônomas que se auto-reproduzem, encontradas na maioria do citoplasma de todas as células, mas não de todos os eucariotos. Cada mitocôndria é envolvida por uma membrana dupla limitante. A membrana interna é altamente invaginada e suas projeções são denominadas cristas. As mitocôndrias são os locais das reações de fosforilação oxidativa, que resultam na formação de ATP. Elas contêm RIBOSSOMOS característicos, RNA DE TRANSFERÊNCIA, AMINOACIL-T RNA SINTASES e fatores de alongação e terminação. A mitocôndria depende dos genes contidos no núcleo das células no qual se encontram muitos RNAs mensageiros essenciais (RNA MENSAGEIRO). Acredita-se que a mitocôndria tenha se originado a partir de bactérias aeróbicas que estabeleceram uma relação simbiótica com os protoeucariotos primitivos.
10 Retina: Parte do olho responsável pela formação de imagens. É como uma tela onde se projetam as imagens: retém as imagens e as traduz para o cérebro através de impulsos elétricos enviados pelo nervo óptico. Possui duas partes: a retina periférica e a mácula.
11 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
12 Glândulas endócrinas: Grupo de células especializadas em liberar hormônios na corrente sangüínea. Por exemplo, as células das ilhotas pancreáticas que secretam insulina são glândulas endócrinas.
13 Degeneração: 1. Ato ou efeito de degenerar (-se). 2. Perda ou alteração (no ser vivo) das qualidades de sua espécie; abastardamento. 3. Mudança para um estado pior; decaimento, declínio. 4. No sentido figurado, é o estado de depravação. 5. Degenerescência.
14 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
15 Biópsia: 1. Retirada de material celular ou de um fragmento de tecido de um ser vivo para determinação de um diagnóstico. 2. Exame histológico e histoquímico. 3. Por metonímia, é o próprio material retirado para exame.
16 Fibras Musculares: Células grandes, multinucleadas e individuais (cilídricas ou prismáticas) que formam a unidade básica do tecido muscular esquelético. Constituídas por uma substância mole contrátil, revestida por uma bainha tubular. Derivam da união de MIOBLASTOS ESQUELÉTICOS com o sincício, seguida de diferenciação.
17 Epitélio: Uma ou mais camadas de CÉLULAS EPITELIAIS, sustentadas pela lâmina basal, que recobrem as superfícies internas e externas do corpo.
18 Fotorreceptores: Células especializadas em detectar e transducir luz.
19 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
20 Sistema de Condução Cardíaco: Sistema que conduz impulso. É formado por músculo cardíaco modificado apresentando poder de ritmicidade espontânea e uma condução melhor desenvolvida que no resto do coração.
21 Arritmias: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
22 Ptose: Literalmente significa “queda” e aplica-se em distintas situações para significar uma localização inferior de um órgão ou parte dele (ptose renal, ptose palpebral, etc.).
23 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.
24 Acuidade visual: Grau de aptidão do olho para discriminar os detalhes espaciais, ou seja, a capacidade de perceber a forma e o contorno dos objetos.
25 Fotofobia: Dor ocular ou cefaléia produzida perante estímulos visuais. É um sintoma freqüente na meningite, hemorragia subaracnóidea, enxaqueca, etc.
26 Síncope: Perda breve e repentina da consciência, geralmente com rápida recuperação. Comum em pessoas idosas. Suas causas são múltiplas: doença cerebrovascular, convulsões, arritmias, doença cardíaca, embolia pulmonar, hipertensão pulmonar, hipoglicemia, intoxicações, hipotensão postural, síncope situacional ou vasopressora, infecções, causas psicogênicas e desconhecidas.
27 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
28 Proximal: 1. Que se localiza próximo do centro, do ponto de origem ou do ponto de união. 2. Em anatomia geral, significa o mais próximo do tronco (no caso dos membros) ou do ponto de origem (no caso de vasos e nervos). Ou também o que fica voltado para a cabeça (diz-se de qualquer formação). 3. Em botânica, o que fica próximo ao ponto de origem ou à base. 4. Em odontologia, é o mais próximo do ponto médio do arco dental.
29 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
30 Disfagia: Sensação consciente da passagem dos alimentos através do esôfago. Pode estar associado a doenças motoras, inflamatórias ou tumorais deste órgão.
31 Músculos Faciais: Músculos da expressão facial ou músculos miméticos; os numerosos músculos supridos pelo nervo facial fixados à pele da face e que a movimentam. A NA também inclui alguns músculos mastigadores nesse grupo. (Stedman, 25ª ed) Sinônimos: Músculos Miméticos
32 Ataxia: Reflete uma condição de falta de coordenação dos movimentos musculares voluntários podendo afetar a força muscular e o equilíbrio de uma pessoa. É normalmente associada a uma degeneração ou bloqueio de áreas específicas do cérebro e cerebelo. É um sintoma, não uma doença específica ou um diagnóstico.
33 Neuropatia periférica: Dano causado aos nervos que afetam os pés, as pernas e as mãos. A neuropatia causa dor, falta de sensibilidade ou formigamentos no local.
34 Cognitivo: 1. Relativo ao conhecimento, à cognição. 2. Relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
35 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.
36 Sistema Endócrino: Sistema de glândulas que liberam sua secreção (hormônios) diretamente no sistema circulatório. Em adição às GLÂNDULAS ENDÓCRINAS, o SISTEMA CROMAFIM e os SISTEMAS NEUROSSECRETORES estão inclusos.
37 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
38 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
39 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
40 Implante: 1. Em cirurgia e odontologia é o material retirado do próprio indivíduo, de outrem ou artificialmente elaborado que é inserido ou enxertado em uma estrutura orgânica, de modo a fazer parte integrante dela. 2. Na medicina, é qualquer material natural ou artificial inserido ou enxertado no organismo. 3. Em patologia, é uma célula ou fragmento de tecido, especialmente de tumores, que migra para outro local do organismo, com subsequente crescimento.
41 Líquido cefalorraquidiano: Líquido cefalorraquidiano (LCR), também conhecido como líquor ou fluido cérebro espinhal, é definido como um fluido corporal estéril, incolor, encontrado no espaço subaracnoideo no cérebro e na medula espinhal (entre as meninges aracnoide e pia-máter). Caracteriza-se por ser uma solução salina pura, com baixo teor de proteínas e células, atuando como um amortecedor para o córtex cerebral e a medula espinhal. Possui também a função de fornecer nutrientes para o tecido nervoso e remover resíduos metabólicos do mesmo. É sintetizado pelos plexos coroidais, epitélio ventricular e espaço subaracnoideo em uma taxa de aproximadamente 20 mL/hora. Em recém-nascidos, este líquido é encontrado em um volume que varia entre 10 a 60 mL, enquanto que no adulto fica entre 100 a 150 mL.
42 Mg/dL: Miligramas por decilitro, unidade de medida que mostra a concentração de uma substância em uma quantidade específica de fluido.
43 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
44 Mutação: 1. Ato ou efeito de mudar ou mudar-se. Alteração, modificação, inconstância. Tendência, facilidade para mudar de ideia, atitude etc. 2. Em genética, é uma alteração súbita no genótipo de um indivíduo, sem relação com os ascendentes, mas passível de ser herdada pelos descendentes.
45 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
46 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
47 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
48 Atrofia: 1. Em biologia, é a falta de desenvolvimento de corpo, órgão, tecido ou membro. 2. Em patologia, é a diminuição de peso e volume de órgão, tecido ou membro por nutrição insuficiente das células ou imobilização. 3. No sentido figurado, é uma debilitação ou perda de alguma faculdade mental ou de um dos sentidos, por exemplo, da memória em idosos.
49 Eletrocardiograma: Registro da atividade elétrica produzida pelo coração através da captação e amplificação dos pequenos potenciais gerados por este durante o ciclo cardíaco.
50 Audiometria: Método utilizado para estudar a capacidade e acuidade auditivas perante diferentes freqüências sonoras.
51 Neurologista: Médico especializado em problemas do sistema nervoso.
52 Cardiologista: Médico especializado em tratar pessoas com problemas cardíacos.
53 Oftalmologista: Médico especializado em diagnosticar e tratar as doenças que acometem os olhos. Podem prescrever óculos de grau e lentes de contato.
54 Endocrinologista: Médico que trata pessoas que apresentam problemas nas glândulas endócrinas.
55 Marcapasso: Dispositivo eletrônico utilizado para proporcionar um estímulo elétrico periódico para excitar o músculo cardíaco em algumas arritmias do coração. Em geral são implantados sob a pele do tórax.
56 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
57 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
58 Fisioterapia: Especialidade paramédica que emprega agentes físicos (água doce ou salgada, sol, calor, eletricidade, etc.), massagens e exercícios no tratamento de doenças.
59 Terapia ocupacional: A terapia ocupacional trabalha com a reabilitação das pessoas para as atividades que elas deixaram de fazer devido a algum problema físico (derrame, amputação, tetraplegia), psiquiátrico (esquizofrenia, depressão), mental (Síndrome de Down, autismo), geriátrico (Doença de Alzheimer, Doença de Parkinson) ou social (ex-presidiários, moradores de rua), objetivando melhorar a qualidade de vida dessas pessoas. Além disso, ela faz a organização e as adaptações do domicílio para facilitar o trânsito dessa pessoa e as medidas preventivas para impedir o aparecimento de deformidades nos braços fazendo exercícios e confeccionando órteses (aparelhos confeccionados sob medida para posicionar partes do corpo).
60 Suplementação: Que serve de suplemento para suprir o que falta, que completa ou amplia.
61 Morbidade: Morbidade ou morbilidade é a taxa de portadores de determinada doença em relação à população total estudada, em determinado local e em determinado momento.
62 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
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