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Epigenética: como ambiente e estilo de vida influenciam a atividade dos nossos genes

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Por que pessoas com genes semelhantes podem desenvolver doenças diferentes? Alimentação, atividade física, estresse, exposições ambientais e envelhecimento podem influenciar a expressão gênica e interagir com a predisposição genética, podendo aumentar ou reduzir o risco de determinadas doenças, sem modificar a sequência do DNA.

A epigenética estuda esses mecanismos capazes de regular a atividade dos genes sem modificar o DNA. Esse campo ajuda a compreender como células1 com o mesmo material genético podem desempenhar funções tão diferentes e como ambiente, desenvolvimento e envelhecimento interagem com o funcionamento do genoma.

O que é epigenética?

A epigenética é o ramo da biologia que estuda mecanismos que regulam a atividade dos genes sem alterar a sequência do DNA. Essas alterações podem aumentar, reduzir ou silenciar a expressão gênica e, muitas vezes, permanecem estáveis durante as divisões celulares. O termo “epigenética” deriva do grego epi, que significa “sobre” ou “acima”, em referência a mecanismos regulatórios que atuam sobre o material genético e sua organização sem necessariamente modificar sua sequência.

Quase todas as células1 de um indivíduo possuem essencialmente a mesma sequência de DNA, mas apresentam características e funções muito diferentes. Uma célula3 nervosa, por exemplo, difere de uma célula3 muscular ou hepática4 porque diferentes conjuntos de genes são ativados ou reprimidos em cada tecido5. Os mecanismos epigenéticos ajudam a estabelecer e manter essas diferenças, determinando quando, onde e em que intensidade determinados genes são expressos.

A epigenética ganhou importância ao demonstrar que desenvolvimento, envelhecimento e fatores ambientais e comportamentais podem influenciar o epigenoma e a expressão dos genes. Essa interação é complexa e depende do tecido5, da fase da vida, do tipo de exposição e das características genéticas de cada indivíduo.

Leia sobre "Alguns conceitos básicos de genética", "Genética e longevidade" e "Aconselhamento genético".

Quais são os principais mecanismos epigenéticos?

Entre os mecanismos epigenéticos mais estudados estão a metilação do DNA, as modificações das histonas e a organização da cromatina6. Os RNAs não codificantes também participam de importantes redes de regulação gênica.

  • Metilação do DNA: consiste na adição de grupos metila principalmente a citosinas presentes em regiões CpG. Em determinadas regiões regulatórias, especialmente nos promotores gênicos, níveis elevados de metilação costumam estar associados à redução da transcrição. Esse mecanismo participa do desenvolvimento embrionário, da diferenciação celular, da estabilidade do genoma, da inativação do cromossomo7 X e do imprinting genômico. Alterações anormais na metilação estão associadas a diversas doenças, incluindo o câncer2.
  • Modificações das histonas e da cromatina6: o DNA encontra-se associado a proteínas8 chamadas histonas, formando a cromatina6. Modificações químicas dessas proteínas8, como acetilação, fosforilação e metilação, alteram a acessibilidade do DNA. De modo geral, uma cromatina6 mais aberta facilita a transcrição, enquanto regiões mais compactadas tendem a apresentar menor atividade gênica, embora o efeito dependa do tipo e da localização da modificação.
  • RNAs não codificantes: são moléculas de RNA que não produzem proteínas8, mas podem regular a expressão gênica. Os microRNAs, por exemplo, podem reduzir a tradução ou favorecer a degradação de RNAs mensageiros. Outros, como os RNAs longos não codificantes (lncRNAs), interagem com proteínas8 e com a cromatina6 e participam de mecanismos regulatórios mais complexos.

Como a epigenética atua no organismo?

A epigenética desempenha papel fundamental desde a formação do embrião até o envelhecimento. Durante o desenvolvimento embrionário e fetal, mecanismos epigenéticos orientam quais genes serão ativados ou reprimidos em cada tecido5, permitindo que células1 com praticamente o mesmo DNA adquiram funções distintas.

Ao longo da vida, o epigenoma permanece parcialmente dinâmico. Alimentação, atividade física, tabagismo, consumo de álcool, estresse, sono, poluição, infecções9, exposição a substâncias tóxicas e envelhecimento podem estar associados a mudanças epigenéticas. Seus efeitos variam conforme o tipo e o momento da exposição, o tecido5 envolvido e as características individuais.

É importante destacar que encontrar uma alteração epigenética associada a uma doença não significa necessariamente que ela seja sua causa. Em alguns casos, a alteração pode contribuir para a doença; em outros, pode ser consequência dela ou refletir outros processos biológicos.

Infográfico - Epigenética

As alterações epigenéticas podem ser herdadas?

Algumas alterações epigenéticas são transmitidas de uma célula3 para suas células1-filhas durante as divisões celulares. Já sua transmissão de pais para filhos, especialmente por várias gerações, é mais complexa. Durante a formação dos gametas10 e no início do desenvolvimento embrionário ocorre ampla reprogramação epigenética, que elimina ou redefine grande parte das marcas existentes. Algumas regiões, porém, escapam desse processo, como ocorre fisiologicamente no imprinting genômico.

O imprinting genômico é um mecanismo epigenético pelo qual determinados genes são expressos de acordo com sua origem parental, ou seja, dependendo de terem sido herdados da mãe ou do pai. Isso ocorre por marcas epigenéticas estabelecidas nos gametas10, principalmente pela metilação do DNA, que podem silenciar o alelo11 de origem materna ou paterna.

Experimentos, sobretudo em animais, demonstram que determinadas informações epigenéticas podem atravessar gerações. Em seres humanos, entretanto, ainda é difícil comprovar uma verdadeira herança epigenética transgeracional independente de fatores genéticos, ambientais, sociais e culturais. Existem evidências de efeitos intergeracionais, mas a extensão desse fenômeno em humanos permanece em investigação.

Qual é a relação entre epigenética, alimentação e estilo de vida?

A alimentação pode influenciar processos epigenéticos. Nutrientes como ácido fólico, vitamina12 B12, colina e metionina participam do metabolismo13 de um carbono e da produção de S-adenosilmetionina, importante doadora de grupos metila utilizada nas reações de metilação.

Estudos relacionam determinados padrões alimentares a diferenças na metilação do DNA e em outros mecanismos regulatórios. Entretanto, não é possível afirmar que alimentos isolados produzam padrões epigenéticos universalmente “bons” ou “ruins”.

Dietas de baixa qualidade nutricional e consumo excessivo de alimentos ultraprocessados estão associados a obesidade14, diabetes tipo 215 e doenças cardiovasculares16, e mecanismos epigenéticos podem participar dessas relações. Por outro lado, padrões alimentares ricos em frutas, verduras, legumes, cereais integrais e fibras estão associados a melhores desfechos metabólicos e cardiovasculares, embora esses benefícios ocorram por múltiplos mecanismos.

Atividade física regular, alimentação adequada, sono suficiente, não fumar, limitar o consumo de álcool e reduzir a exposição a poluentes também contribuem para a saúde17 por diferentes vias, algumas relacionadas à regulação epigenética. Isso não significa que hábitos saudáveis possam “corrigir” genes desfavoráveis, mas demonstra a complexa interação entre genética e ambiente.

Qual é a relação entre epigenética e envelhecimento?

O envelhecimento está associado a alterações progressivas na metilação do DNA, nas histonas e na organização da cromatina6. Essas mudanças podem afetar a expressão gênica e estão relacionadas a processos como senescência celular, inflamação18 crônica de baixo grau e redução da capacidade de manutenção dos tecidos.

A partir dessas alterações foram desenvolvidos os chamados “relógios epigenéticos”, que estimam a idade biológica principalmente por padrões de metilação do DNA. A idade epigenética pode diferir da idade cronológica, e essa diferença vem sendo estudada em relação ao risco de doenças e mortalidade19. Esses testes, entretanto, ainda possuem limitações e, em geral, não são recomendados como exames de rotina para orientar tratamentos antienvelhecimento.

Qual é a relação entre epigenética, gestação e desenvolvimento fetal?

O ambiente dentro do útero20 tem grande influência sobre o desenvolvimento do bebê. Durante a gestação, fatores como alimentação materna inadequada, tabagismo, consumo de álcool, estresse e exposição a determinadas substâncias podem provocar alterações epigenéticas, modificando a maneira como alguns genes do feto21 são ativados ou desativados, sem alterar seu DNA.

Algumas alterações podem ajudar o organismo do bebê a se adaptar às condições encontradas durante a gestação. Em alguns casos, porém, podem estar associadas a maior risco de problemas de saúde17 no futuro, como obesidade14, hipertensão arterial22, diabetes tipo 215 e doenças cardiovasculares16

Isso reforça a importância dos cuidados com a saúde17 antes e durante a gravidez23. No entanto, essas alterações não determinam o futuro da criança: genética, alimentação, estilo de vida, ambiente e muitos outros fatores continuam influenciando sua saúde17 ao longo da vida.

Qual é a relação entre epigenética e câncer2?

O câncer2 é uma das doenças em que as alterações epigenéticas estão mais bem caracterizadas. Em muitos tumores, genes envolvidos no controle da proliferação celular, reparo do DNA e supressão tumoral podem ser silenciados por mecanismos epigenéticos.

Tumores frequentemente apresentam padrões anormais de metilação do DNA e alterações nas histonas e na cromatina6. A hipermetilação de determinadas regiões pode silenciar genes supressores tumorais, enquanto a hipometilação genômica pode contribuir para instabilidade do genoma. Essas alterações podem favorecer proliferação celular, sobrevivência24 tumoral, invasão, metástases25 e resistência ao tratamento.

Essa descoberta levou ao desenvolvimento das chamadas terapias epigenéticas. Fármacos que inibem DNA-metiltransferases ou histona-desacetilases já são utilizados principalmente em algumas neoplasias26 hematológicas. Em situações específicas, biomarcadores epigenéticos também podem auxiliar na classificação dos tumores, avaliação prognóstica, escolha do tratamento e monitoramento terapêutico.

Qual é a relação entre epigenética e doenças neurológicas e psiquiátricas?

Mecanismos epigenéticos são estudados em doenças como Alzheimer27Parkinson, esquizofrenia28, transtorno bipolar, depressão e transtorno do espectro autista. Alterações na regulação gênica podem influenciar desenvolvimento neuronal, plasticidade sináptica, memória e resposta ao estresse. Isso não significa, porém, que essas doenças sejam causadas exclusivamente por alterações epigenéticas. Fatores genéticos, ambientais e biológicos interagem de maneira complexa, e ainda não existe um padrão epigenético único capaz de explicar ou diagnosticar a maioria dessas condições.

O estresse crônico29, especialmente quando ocorre precocemente na vida, também tem sido associado a modificações epigenéticas em sistemas envolvidos na resposta ao estresse. Grande parte dessas evidências, entretanto, é observacional ou proveniente de modelos experimentais, tornando difícil estabelecer relações diretas de causa e efeito em seres humanos.

A epigenética já é utilizada na medicina?

Sua aplicação clínica mais estabelecida encontra-se principalmente na oncologia e na hematologia. Alterações epigenéticas específicas podem funcionar como biomarcadores e auxiliar na classificação de determinados tumores, na estimativa do prognóstico30 e, em situações selecionadas, na escolha e no acompanhamento do tratamento.

Também existem medicamentos capazes de atuar sobre enzimas e proteínas8 envolvidas na regulação epigenética. Esse campo é particularmente interessante porque determinadas alterações epigenéticas, ao contrário de mutações na sequência do DNA, podem ser potencialmente reversíveis.

Fora de indicações clínicas específicas, entretanto, testes comerciais que prometem medir “idade biológica”, prever amplamente o risco de doenças ou indicar dietas e tratamentos personalizados devem ser interpretados com cautela, pois a utilidade clínica de muitas dessas aplicações ainda não está estabelecida.

Quais são as perspectivas futuras da epigenética?

A epigenética abriu novas perspectivas para a medicina de precisão. A integração de informações genômicas, epigenômicas e de outros dados moleculares poderá melhorar a classificação das doenças e ajudar a identificar pacientes com diferentes prognósticos ou respostas aos tratamentos.

Uma área promissora é o desenvolvimento de terapias cada vez mais seletivas sobre enzimas, proteínas8 da cromatina6 e outros mecanismos epigenéticos envolvidos em doenças. Também estão sendo investigadas estratégias de edição epigenética, capazes de modificar a atividade de genes específicos sem alterar permanentemente sua sequência de DNA.

Ainda existem desafios importantes. O epigenoma varia entre tecidos e tipos celulares, muda ao longo da vida e sofre influência de inúmeros fatores. Nem sempre é fácil determinar se determinada alteração epigenética é causa, consequência ou apenas um marcador de uma doença.

A epigenética, portanto, não substitui a genética clássica, mas amplia a compreensão sobre o funcionamento do genoma e ajuda a explicar como genes, desenvolvimento, ambiente e envelhecimento interagem, abrindo novas possibilidades para compreender doenças e desenvolver métodos diagnósticos e terapêuticos mais precisos.

Veja sobre "Como parar de fumar", "Higiene do sono" e "Aliviando o estresse".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Rede D’Or São Luiz e dos Blogs de ciência da UNICAMP.

ABCMED, 2026. Epigenética: como ambiente e estilo de vida influenciam a atividade dos nossos genes. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/vida-saudavel/1512775/epigenetica-como-ambiente-e-estilo-de-vida-influenciam-a-atividade-dos-nossos-genes.htm>. Acesso em: 19 ago. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
2 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
3 Célula: Unidade funcional básica de todo tecido, capaz de se duplicar (porém algumas células muito especializadas, como os neurônios, não conseguem se duplicar), trocar substâncias com o meio externo à célula, etc. Possui subestruturas (organelas) distintas como núcleo, parede celular, membrana celular, mitocôndrias, etc. que são as responsáveis pela sobrevivência da mesma.
4 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
5 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
6 Cromatina: Também conhecida como cariotina. É a substância constituinte do cromossomo da célula eucarionte e composta de ADN, ARN e proteínas.
7 Cromossomo: Cromossomos (Kroma=cor, soma=corpo) são filamentos espiralados de cromatina, existente no suco nuclear de todas as células, composto por DNA e proteínas, sendo observável à microscopia de luz durante a divisão celular.
8 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
9 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
10 Gametas: Células reprodutoras encontradas em organismos multicelulares.
11 Alelo: 1. Que ocupa os mesmos loci (locais) nos cromossomos (diz-se de gene). 2. Em genética, é cada uma das formas que um gene pode apresentar e que determina características diferentes.
12 Vitamina: Compostos presentes em pequenas quantidades nos diversos alimentos e nutrientes e que são indispensáveis para o desenvolvimento dos processos biológicos normais.
13 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
14 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
15 Diabetes tipo 2: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada tanto por graus variáveis de resistência à insulina quanto por deficiência relativa na secreção de insulina. O tipo 2 se desenvolve predominantemente em pessoas na fase adulta, mas pode aparecer em jovens.
16 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
17 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
18 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
19 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
20 Útero: Orgão muscular oco (de paredes espessas), na pelve feminina. Constituído pelo fundo (corpo), local de IMPLANTAÇÃO DO EMBRIÃO e DESENVOLVIMENTO FETAL. Além do istmo (na extremidade perineal do fundo), encontra-se o COLO DO ÚTERO (pescoço), que se abre para a VAGINA. Além dos istmos (na extremidade abdominal superior do fundo), encontram-se as TUBAS UTERINAS.
21 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
22 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
23 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
24 Sobrevivência: 1. Ato ou efeito de sobreviver, de continuar a viver ou a existir. 2. Característica, condição ou virtude daquele ou daquilo que subsiste a um outro. Condição ou qualidade de quem ainda vive após a morte de outra pessoa. 3. Sequência ininterrupta de algo; o que subsiste de (alguma coisa remota no tempo); continuidade, persistência, duração.
25 Metástases: Formação de tecido tumoral, localizada em um lugar distante do sítio de origem. Por exemplo, pode se formar uma metástase no cérebro originário de um câncer no pulmão. Sua gravidade depende da localização e da resposta ao tratamento instaurado.
26 Neoplasias: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
27 Alzheimer: Doença degenerativa crônica que produz uma deterioração insidiosa e progressiva das funções intelectuais superiores. É uma das causas mais freqüentes de demência. Geralmente começa a partir dos 50 anos de idade e tem incidência similar entre homens e mulheres.
28 Esquizofrenia: Doença mental do grupo das Psicoses, caracterizada por alterações emocionais, de conduta e intelectuais, caracterizadas por uma relação pobre com o meio social, desorganização do pensamento, alucinações auditivas, etc.
29 Crônico: Descreve algo que existe por longo período de tempo. O oposto de agudo.
30 Prognóstico: 1. Juízo médico, baseado no diagnóstico e nas possibilidades terapêuticas, em relação à duração, à evolução e ao termo de uma doença. Em medicina, predição do curso ou do resultado provável de uma doença; prognose. 2. Predição, presságio, profecia relativos a qualquer assunto. 3. Relativo a prognose. 4. Que traça o provável desenvolvimento futuro ou o resultado de um processo. 5. Que pode indicar acontecimentos futuros (diz-se de sinal, sintoma, indício, etc.). 6. No uso pejorativo, pernóstico, doutoral, professoral; prognóstico.
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