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Cefaleia neuralgiforme: quando a dor dura segundos, mas se repete centenas de vezes!

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O que é cefaleia1 neuralgiforme?

A cefaleia1 neuralgiforme, denominada mais precisamente como cefaleia1 neuralgiforme unilateral de curta duração (Short-lasting Unilateral Neuralgiform headache attacks), é um tipo raro de cefaleia1 primária pertencente ao grupo das cefaleias2 autonômicas trigeminais. Esse grupo inclui condições como a cefaleia1 em salvas, porém a cefaleia1 neuralgiforme se diferencia pela duração extremamente curta e pela alta frequência das crises.

Ela é subdividida em dois subtipos principais: (1) SUNCT (Short-lasting Unilateral Neuralgiform headache attacks with Conjunctival injection and Tearing) e (2) SUNA (Short-lasting Unilateral Neuralgiform headache attacks with cranial Autonomic symptoms). Na primeira, os sintomas3 incluem injeção4 conjuntival e lacrimejamento ipsilateral obrigatórios, enquanto na segunda há pelo menos um sintoma5 autonômico craniano, sem necessidade de ambos os sinais6 oculares clássicos. Essa condição é caracterizada por ataques unilaterais de dor intensa, em pontadas, choques ou sensação lancinante, localizados sobretudo na região orbital, supraorbital ou temporal, seguindo a distribuição do nervo trigêmeo7.

É uma das cefaleias2 mais raras, com prevalência8 estimada em cerca de 6 a 7 casos por 100.000 habitantes e incidência9 anual aproximada de 1 caso por 100.000 habitantes. Afeta predominantemente adultos entre 35 e 65 anos, com idade média de início ao redor dos 40–50 anos. Há discreta predominância masculina no SUNCT e distribuição mais equilibrada ou levemente feminina no SUNA. Embora geralmente idiopática10 (primária), uma proporção não desprezível pode ser secundária a lesões11 estruturais, o que exige investigação cuidadosa.

Quais são as causas da cefaleia1 neuralgiforme?

A maioria dos casos de cefaleia1 neuralgiforme é primária, ou seja, sem etiologia12 identificável, sendo considerada um distúrbio idiopático13. No entanto, formas secundárias podem ocorrer devido a patologias que afetam estruturas cranianas ou cerebrais.

Entre as causas secundárias mais relevantes estão lesões11 da região selar e paraselar (especialmente tumores hipofisários), lesões11 da fossa posterior e conflitos neurovasculares envolvendo o nervo trigêmeo7. Outras etiologias incluem malformações14 arteriovenosas, tumores intracranianos, esclerose múltipla15, infecções16 do sistema nervoso central17 e, raramente, sinusopatias.

Nos casos de etiologia12 estrutural ressecável (como tumores e malformações14 arteriovenosas), diferentemente do que se supunha anteriormente, a remoção da lesão18 nem sempre leva à resolução completa da cefaleia1, embora frequentemente resulte em melhora significativa.

Fatores desencadeantes são comuns e incluem toque na face19, mastigação, fala, escovação dentária, exposição à luz intensa e movimentos da cabeça20. Ao contrário da neuralgia21 do trigêmeo, esses estímulos não seguem zonas de gatilho tão bem definidas e não produzem período refratário consistente. Não há relação clara com álcool ou odores fortes, o que ajuda na diferenciação com outras cefaleias2 autonômicas trigeminais.

A distinção entre formas primárias e secundárias é crucial, pois a identificação de uma causa estrutural pode modificar completamente a abordagem terapêutica22.

Leia sobre "Enxaqueca23", "Cefaleia1 tensional" e "Orientações para tratamento da cefaleia1".

Qual é a fisiopatologia24 da cefaleia1 neuralgiforme?

A fisiopatologia24 da cefaleia1 neuralgiforme permanece incompletamente compreendida, mas envolve mecanismos centrais e periféricos. Há evidências de disfunção hipotalâmica, com ativação de circuitos relacionados à modulação da dor, sem comprovação consistente de superprodução de orexina B como mecanismo central isolado.

O processo envolve ativação do complexo trigêmino-cervical, responsável pela transmissão da dor facial, e do reflexo trigêmino-autonômico, que conecta o nervo trigêmeo7 ao sistema parassimpático via núcleo salivatório superior. Essa ativação explica os sintomas3 autonômicos, como lacrimejamento e hiperemia25 conjuntival.

Estudos de neuroimagem funcional demonstram ativação do hipotálamo26 posterior durante as crises, semelhante ao observado na cefaleia1 em salvas. A ausência de período refratário distingue essa condição da neuralgia21 do trigêmeo, sugerindo mecanismos fisiopatológicos distintos.

Além disso, há evidências de possível papel de compressão neurovascular em alguns casos, especialmente nas formas secundárias ou refratárias27, reforçando a natureza heterogênea da doença.

Quais são as características clínicas da cefaleia1 neuralgiforme?

As características clínicas incluem crises unilaterais de dor intensa a muito intensa, descrita como em choque28, pontada ou perfurante, afetando a região orbital, supraorbital ou temporal. Cada ataque dura de 1 a 600 segundos (até 10 minutos), podendo ocorrer de poucas até centenas de vezes por dia.

A dor é estritamente unilateral e não alterna de lado durante o mesmo período de atividade da doença. Sintomas3 autonômicos ipsilaterais são característicos, de forma que no SUNCT ocorrem obrigatoriamente injeção4 conjuntival e lacrimejamento, enquanto no SUNA ocorre pelo menos um dos seguintes: congestão nasal, rinorreia29, edema30 palpebral, sudorese31 facial, miose32 ou ptose33.

As crises podem ocorrer em padrão isolado, em salvas ou em padrão contínuo com exacerbações. A ausência de período refratário após as crises é um achado importante. Diferentemente da neuralgia21 do trigêmeo, os gatilhos não são necessariamente restritos a zonas específicas e podem ser menos previsíveis.

A doença pode ser episódica, com períodos de remissão, ou crônica, quando não há intervalos livres de crises por mais de três meses.

Como o médico diagnostica a cefaleia1 neuralgiforme?

O diagnóstico34 é primariamente clínico, baseado nos critérios da Classificação Internacional das Cefaleias2 (ICHD-3). São necessários pelo menos 20 ataques com características típicas de dor unilateral breve, associada a sintomas3 autonômicos cranianos e alta frequência.

A realização de anamnese35 detalhada pelo médico é essencial para diferenciar de outras condições, como cefaleia1 em salvas (duração maior), hemicrania paroxística (resposta absoluta à indometacina) e neuralgia21 do trigêmeo (presença de período refratário e menor componente autonômico).

Exames complementares são obrigatórios para excluir causas secundárias. A ressonância magnética36 de encéfalo37 com estudo da região selar e da fossa posterior é o exame de escolha. Avaliação da função hipofisária pode ser indicada. A tomografia computadorizada38 tem papel limitado, sendo usada quando a RM não está disponível.

O uso de diário de cefaleia1 pode auxiliar na confirmação diagnóstica e no acompanhamento da resposta ao tratamento.

Como o médico trata a cefaleia1 neuralgiforme?

O tratamento visa reduzir a frequência e intensidade das crises, uma vez que o tratamento abortivo é limitado pela curta duração dos ataques.

A lidocaína intravenosa pode ser utilizada em ambiente hospitalar para controle de crises graves, com monitorização rigorosa devido ao risco de efeitos cardiovasculares.

Para prevenção, os anticonvulsivantes são a base do tratamento, especialmente lamotrigina (primeira escolha), topiramato, carbamazepina e oxcarbazepina. A lamotrigina apresenta melhor evidência de eficácia, embora exija titulação lenta devido ao risco de erupção39 cutânea40.

Bloqueios de nervos periféricos e estimulação do nervo occipital podem ser úteis em casos refratários41. Em situações graves, a estimulação cerebral profunda do hipotálamo26 posterior pode ser considerada, embora seja reservada para casos altamente selecionados.

Triptanos e indometacina, em geral, não são eficazes, o que auxilia na diferenciação com outras cefaleias2.

Nas formas secundárias, o tratamento da causa subjacente é fundamental e pode levar à melhora significativa ou resolução dos sintomas3.

Como evolui a cefaleia1 neuralgiforme?

A evolução é variável. A maioria dos pacientes apresenta forma crônica, mas formas episódicas com remissões prolongadas podem ocorrer. Sem tratamento, as crises tendem a persistir, com impacto significativo na qualidade de vida.

Com tratamento adequado, muitos pacientes alcançam redução importante na frequência e intensidade das crises, embora a remissão completa seja incomum nas formas primárias.

Não há evidência de progressão neurológica degenerativa42 associada, e alguns pacientes apresentam estabilização ou melhora com o tempo.

Quais são as complicações possíveis a partir da cefaleia1 neuralgiforme?

As complicações estão principalmente relacionadas ao impacto da dor crônica, incluindo ansiedade, depressão e prejuízo funcional significativo. Pode haver uso crônico43 de medicamentos com risco de efeitos adversos, especialmente com anticonvulsivantes.

A falta de diagnóstico34 adequado pode levar a tratamentos inadequados e sofrimento prolongado. Em casos secundários, as complicações dependem da doença de base, podendo incluir déficits neurológicos ou disfunções hormonais.

O acompanhamento regular e o manejo adequado reduzem significativamente esses riscos e melhoram o prognóstico44 global.

Veja também: "Mitos e verdades sobre dor de cabeça20" e "Neuralgia21 occipital".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da U.S. National Library of Medicine, da Science Direct e da Oxford Academic.

ABCMED, 2026. Cefaleia neuralgiforme: quando a dor dura segundos, mas se repete centenas de vezes!. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1503685/cefaleia-neuralgiforme-quando-a-dor-dura-segundos-mas-se-repete-centenas-de-vezes.htm>. Acesso em: 23 abr. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
2 Cefaléias: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaléia ou dor de cabeça tensional, cefaléia cervicogênica, cefaléia em pontada, cefaléia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaléias ou dores de cabeça. A cefaléia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
3 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
4 Injeção: Infiltração de medicação ou nutrientes líquidos no corpo através de uma agulha e seringa.
5 Sintoma: Qualquer alteração da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. O sintoma é a queixa relatada pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
6 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
7 Nervo Trigêmeo: O quinto e maior nervo craniano. O nervo trigêmeo é um nervo misto, composto de uma parte motora e sensitiva. A parte sensitiva, maior, forma os nervos oftálmico, mandibular e maxilar que transportam fibras aferentes sensitivas de estímulos internos e externos provenientes da pele, músculos e junturas da face e boca, e dentes. A maioria destas fibras se originam de células do gânglio trigeminal e projetam para o núcleo do trigêmeo no tronco encefálico. A parte motora, menor, nasce do núcleo motor do trigêmeo no tronco encefálico e inerva os músculos da mastigação. Sinônimos: V Nervo Craniano; V Par Craniano; Nervo Craniano V; Quinto Nervo Craniano
8 Prevalência: Número de pessoas em determinado grupo ou população que são portadores de uma doença. Número de casos novos e antigos desta doença.
9 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
10 Idiopática: 1. Relativo a idiopatia; que se forma ou se manifesta espontaneamente ou a partir de causas obscuras ou desconhecidas; não associado a outra doença. 2. Peculiar a um indivíduo.
11 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
12 Etiologia: 1. Ramo do conhecimento cujo objeto é a pesquisa e a determinação das causas e origens de um determinado fenômeno. 2. Estudo das causas das doenças.
13 Idiopático: 1. Relativo a idiopatia; que se forma ou se manifesta espontaneamente ou a partir de causas obscuras ou desconhecidas; não associado a outra doença. 2. Peculiar a um indivíduo.
14 Malformações: 1. Defeito na forma ou na formação; anomalia, aberração, deformação. 2. Em patologia, é vício de conformação de uma parte do corpo, de origem congênita ou hereditária, geralmente curável por cirurgia. Ela é diferente da deformação (que é adquirida) e da monstruosidade (que é incurável).
15 Esclerose múltipla: Doença degenerativa que afeta o sistema nervoso, produzida pela alteração na camada de mielina. Caracteriza-se por alterações sensitivas e de motilidade que evoluem através do tempo produzindo dano neurológico progressivo.
16 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
17 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
18 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
19 Face: Parte anterior da cabeça que inclui a pele, os músculos e as estruturas da fronte, olhos, nariz, boca, bochechas e mandíbula.
20 Cabeça:
21 Neuralgia: Dor aguda produzida pela irritação de um nervo. Caracteriza-se por ser muito intensa, em queimação, pulsátil ou semelhante a uma descarga elétrica. Suas causas mais freqüentes são infecção, lesão metabólica ou tóxica do nervo comprometido.
22 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
23 Enxaqueca: Sinônimo de migrânea. É a cefaléia cuja prevalência varia de 10 a 20% da população. Ocorre principalmente em mulheres com uma proporção homem:mulher de 1:2-3. As razões para esta preponderância feminina ainda não estão bem entendidas, mas suspeita-se de alguma relação com o hormônio feminino. Resulta da pressão exercida por vasos sangüíneos dilatados no tecido nervoso cerebral subjacente. O tratamento da enxaqueca envolve normalmente drogas vaso-constritoras para aliviar esta pressão. No entanto, esta medicamentação pode causar efeitos secundários no sistema circulatório e é desaconselhada a pessoas com problemas cardiológicos.
24 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.
25 Hiperemia: Congestão sanguínea em qualquer órgão ou parte do corpo.
26 Hipotálamo: Parte ventral do diencéfalo extendendo-se da região do quiasma óptico à borda caudal dos corpos mamilares, formando as paredes lateral e inferior do terceiro ventrículo.
27 Refratárias: 1. Que resiste à ação física ou química. 2. Que resiste às leis ou a princípios de autoridade. 3. No sentido figurado, que não se ressente de ataques ou ações exteriores; insensível, indiferente, resistente. 4. Imune a certas doenças.
28 Choque: 1. Estado de insuficiência circulatória a nível celular, produzido por hemorragias graves, sepse, reações alérgicas graves, etc. Pode ocasionar lesão celular irreversível se a hipóxia persistir por tempo suficiente. 2. Encontro violento, com impacto ou abalo brusco, entre dois corpos. Colisão ou concussão. 3. Perturbação brusca no equilíbrio mental ou emocional. Abalo psíquico devido a uma causa externa.
29 Rinorreia: Escoamento abundante de fluido pelo nariz, com ausência de fenômeno inflamatório.
30 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
31 Sudorese: Suor excessivo
32 Miose: Contração da pupila, que pode ser fisiológica, patológica ou terapêutica.
33 Ptose: Literalmente significa “queda” e aplica-se em distintas situações para significar uma localização inferior de um órgão ou parte dele (ptose renal, ptose palpebral, etc.).
34 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
35 Anamnese: Lembrança pouco precisa, reminiscência, recordação. Na filosofia platônica, é a rememoração gradativa através da qual o filósofo redescobre dentro de si as verdades essenciais e latentes que remontam a um tempo anterior ao de sua existência empírica. Na medicina, é o histórico de todos os sintomas narrados pelo paciente sobre o seu caso clínico. É uma espécie de “entrevista†feita pelo profissional da saúde, em que o paciente é submetido a perguntas que ajudarão na condução a um diagnóstico mais preciso. Ela precede o exame físico em uma consulta médica.
36 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.
37 Encéfalo: A parte do SISTEMA NERVOSO CENTRAL contida no CRÂNIO. O encéfalo embrionário surge do TUBO NEURAL, sendo composto de três partes principais, incluindo o PROSENCÉFALO (cérebro anterior), o MESENCÉFALO (cérebro médio) e o ROMBENCÉFALO (cérebro posterior). O encéfalo desenvolvido consiste em CÉREBRO, CEREBELO e outras estruturas do TRONCO ENCEFÁLICO (MeSH). Conjunto de órgãos do sistema nervoso central que compreende o cérebro, o cerebelo, a protuberância anular (ou ponte de Varólio) e a medula oblonga, estando todos contidos na caixa craniana e protegidos pela meninges e pelo líquido cefalorraquidiano. É a maior massa de tecido nervoso do organismo e contém bilhões de células nervosas. Seu peso médio, em um adulto, é da ordem de 1.360 g, nos homens e 1.250 g nas mulheres. Embriologicamente, corresponde ao conjunto de prosencéfalo, mesencéfalo e rombencéfalo. Seu crescimento é rápido entre o quinto ano de vida e os vinte anos. Na velhice diminui de peso. Inglês
38 Tomografia computadorizada: Exame capaz de obter imagens em tons de cinza de “fatias†de partes do corpo ou de órgãos selecionados, as quais são geradas pelo processamento por um computador de uma sucessão de imagens de raios X de alta resolução em diversos segmentos sucessivos de partes do corpo ou de órgãos.
39 Erupção: 1. Ato, processo ou efeito de irromper. 2. Aumento rápido do brilho de uma estrela ou de pequena região da atmosfera solar. 3. Aparecimento de lesões de natureza inflamatória ou infecciosa, geralmente múltiplas, na pele e mucosas, provocadas por vírus, bactérias, intoxicações, etc. 4. Emissão de materiais magmáticos por um vulcão (lava, cinzas etc.).
40 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
41 Refratários: 1. Que resiste à ação física ou química. 2. Que resiste às leis ou a princípios de autoridade. 3. No sentido figurado, que não se ressente de ataques ou ações exteriores; insensível, indiferente, resistente. 4. Imune a certas doenças.
42 Degenerativa: Relativa a ou que provoca degeneração.
43 Crônico: Descreve algo que existe por longo período de tempo. O oposto de agudo.
44 Prognóstico: 1. Juízo médico, baseado no diagnóstico e nas possibilidades terapêuticas, em relação à duração, à evolução e ao termo de uma doença. Em medicina, predição do curso ou do resultado provável de uma doença; prognose. 2. Predição, presságio, profecia relativos a qualquer assunto. 3. Relativo a prognose. 4. Que traça o provável desenvolvimento futuro ou o resultado de um processo. 5. Que pode indicar acontecimentos futuros (diz-se de sinal, sintoma, indício, etc.). 6. No uso pejorativo, pernóstico, doutoral, professoral; prognóstico.
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