Gostou do artigo? Compartilhe!

Como reconhecer e tratar a fístula arteriovenosa?

A+ A- Alterar tamanho da letra
Avalie este artigo

O que é fístula1 arteriovenosa?

Normalmente, o sangue2 flui das artérias3 para as veias4 após atravessar os capilares5, que funcionam como leito de troca entre o sistema arterial6 e venoso. As fístulas7 arteriovenosas (FAVs) são comunicações anormais diretas entre uma artéria8 e uma veia, sem a interposição do leito capilar9. Essas conexões podem ocorrer em praticamente qualquer região do corpo, variando conforme a etiologia10 e o território vascular11 envolvido.

As FAVs podem ser classificadas em congênitas12 ou adquiridas. As formas congênitas12 são frequentemente chamadas de malformações13 arteriovenosas (MAVs), enquanto as adquiridas podem ser subdivididas em iatrogênicas14 (decorrentes de procedimentos médicos), traumáticas ou criadas cirurgicamente com finalidade terapêutica15, como no caso das FAVs para hemodiálise16.

Qual é a causa (ou causas) da fístula1 arteriovenosa?

A fístula1 arteriovenosa pode ter múltiplas causas. Pode ser intencionalmente criada em contexto médico, como para acesso vascular11 em hemodiálise16, ou resultar de alterações congênitas12 no desenvolvimento vascular11. Também pode surgir de forma adquirida, secundária a traumas penetrantes ou contusos, especialmente em regiões onde artérias3 e veias4 estão próximas, ou ainda ser iatrogênica17, associada a procedimentos como cateterismo18 cardíaco, inserção de cateteres venosos centrais ou biópsias19 percutâneas.

As fístulas7 iatrogênicas14 são relativamente frequentes, particularmente após procedimentos invasivos vasculares20. Fístulas7 decorrentes de biópsias19 renais, por exemplo, são geralmente pequenas e autolimitadas, raramente necessitando de intervenção. Já as fístulas7 traumáticas estão frequentemente associadas a traumas penetrantes (como ferimentos por arma de fogo ou arma branca), sendo responsáveis por cerca de 90% dos casos traumáticos. Podem também ocorrer após fraturas de ossos longos21.

As fístulas7 carótido-cavernosas são um subtipo importante, geralmente relacionadas a trauma craniano ou ruptura de aneurismas, enquanto as FAVs cervicais podem estar associadas a hiperextensão22 cervical ou cirurgias da coluna. As formas congênitas12 têm etiologia10 ainda não completamente esclarecida, podendo envolver alterações no desenvolvimento vascular11 embrionário. No sistema nervoso central23, podem ser classificadas como durais ou piais, dependendo da localização.

Leia mais sobre "Aneurisma24 de aorta abdominal25", "Aneurisma24 cerebral" e "Aneurisma24 de artéria8 coronariana".

Qual é o substrato fisiopatológico da fístula1 arteriovenosa?

A fisiopatologia26 da fístula1 arteriovenosa baseia-se na comunicação direta entre o sistema arterial6 de alta pressão e o sistema venoso27 de baixa pressão, sem a resistência oferecida pelos capilares5. Isso resulta em um shunt28 arteriovenoso, com várias consequências hemodinâmicas.

Há aumento do retorno venoso29 e do débito cardíaco30, podendo evoluir para insuficiência cardíaca31 de alto débito, especialmente em fístulas7 de grande volume. Simultaneamente, ocorre redução da resistência vascular11 periférica, o que pode comprometer a perfusão distal32, levando à chamada síndrome33 do roubo arterial.

A veia que recebe o fluxo arterial sofre dilatação progressiva e espessamento de sua parede, fenômeno conhecido como arterialização venosa. Além disso, pode haver hipertensão34 venosa local, contribuindo para edema35 e alterações cutâneas36.

A perfusão tecidual distal32 pode ser prejudicada, levando a isquemia37, dor e até necrose38 em casos mais graves. A longo prazo, há também remodelação vascular11, mediada por alterações no estresse de cisalhamento39 e na liberação de substâncias vasoativas, como o óxido nítrico.

Quais são as características clínicas da fístula1 arteriovenosa?

As manifestações clínicas variam conforme o tamanho, localização, fluxo e tempo de evolução da fístula1. FAVs para hemodiálise16 são geralmente criadas nos membros superiores, preferencialmente no antebraço40 ou braço, por melhor prognóstico41 funcional.

Nas fístulas7 periféricas, é comum observar uma massa pulsátil, com frêmito palpável e sopro contínuo à ausculta42, característico do fluxo turbulento. Pode haver edema35 do membro afetado, devido à hipertensão34 venosa, além de aumento da temperatura local e alterações de coloração da pele43, que pode se tornar eritematosa44 ou cianótica45.

Nas fístulas7 de alto fluxo, pode ocorrer síndrome33 do roubo, caracterizada por baixa temperatura, palidez, dor, parestesias46 e fraqueza muscular distal32. Em casos crônicos, podem surgir varicosidades, hiperpigmentação cutânea47, úlceras48 e até necrose38.

Fístulas7 extensas ou de longa evolução podem causar sobrecarga cardíaca, levando a sinais49 de insuficiência cardíaca31 de alto débito, como dispneia50, fadiga51 e taquicardia52.

Veja também sobre "Fístulas7", "Fístula1 liquórica cerebral" e "Fístula1 anal".

Como o médico diagnostica a fístula1 arteriovenosa?

O diagnóstico53 é baseado na suspeita clínica associada a métodos de imagem. Ao exame físico, o médico pode identificar pulsação anormal, frêmito e sopro contínuo, além de sinais49 de congestão venosa ou isquemia37 distal32.

O ultrassom Doppler é o exame inicial de escolha, por ser não invasivo, acessível e altamente sensível, permitindo identificar o fluxo turbulento e a comunicação entre artéria8 e veia.

Exames complementares como angiotomografia computadorizada ou angiorressonância magnética são úteis para melhor caracterização anatômica. A angiografia54 convencional permanece o padrão-ouro, especialmente quando se planeja tratamento endovascular.

Fístulas7 traumáticas são frequentemente diagnosticadas precocemente (em até uma semana), mas algumas podem ter apresentação tardia, surgindo meses ou anos após o evento inicial.

Como o médico trata a fístula1 arteriovenosa?

O tratamento depende de fatores como tamanho, localização, sintomas55 e risco de complicações. Fístulas7 pequenas, assintomáticas e sem repercussão hemodinâmica56 podem ser apenas acompanhadas com vigilância clínica e por imagem, pois algumas podem regredir espontaneamente.

Em casos selecionados, especialmente fístulas7 iatrogênicas14 recentes, pode-se tentar compressão guiada por ultrassom como medida inicial.

A embolização57 endovascular é atualmente uma das principais opções terapêuticas. Nesse procedimento, um cateter é introduzido no sistema vascular11, e materiais como coils, plugues ou agentes esclerosantes são utilizados para ocluir a comunicação anormal.

Fístulas7 maiores, complexas ou associadas a complicações podem exigir tratamento cirúrgico, com ligadura da fístula1 ou reconstrução vascular11.

Quando há repercussões sistêmicas, como insuficiência cardíaca31 de alto débito ou isquemia37, essas condições devem ser tratadas concomitantemente, com abordagem individualizada e multidisciplinar.

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da U.S. National Library of Medicine e da Cleveland Clinic.

ABCMED, 2026. Como reconhecer e tratar a fístula arteriovenosa?. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1503565/como-reconhecer-e-tratar-a-fistula-arteriovenosa.htm>. Acesso em: 18 abr. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Fístula: Comunicação anormal entre dois órgãos ou duas seções de um mesmo órgão entre si ou com a superfície. Possui um conduto de paredes próprias.
2 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
3 Artérias: Os vasos que transportam sangue para fora do coração.
4 Veias: Vasos sangüíneos que levam o sangue ao coração.
5 Capilares: Minúsculos vasos que conectam as arteríolas e vênulas.
6 Sistema arterial: O sistema arterial possui basicamente a propriedade de condução e distribuição do volume sanguíneo aos tecidos, e de variação da resistência ao fluxo de sangue, para a manutenção da pressão intravascular e da adequada oferta de fluxo.
7 Fístulas: Comunicação anormal entre dois órgãos ou duas seções de um mesmo órgão entre si ou com a superfície. Possui um conduto de paredes próprias.
8 Artéria: Vaso sangüíneo de grande calibre que leva sangue oxigenado do coração a todas as partes do corpo.
9 Capilar: 1. Na medicina, diz-se de ou tubo endotelial muito fino que liga a circulação arterial à venosa. Qualquer vaso. 2. Na física, diz-se de ou tubo, em geral de vidro, cujo diâmetro interno é diminuto. 3. Relativo a cabelo, fino como fio de cabelo.
10 Etiologia: 1. Ramo do conhecimento cujo objeto é a pesquisa e a determinação das causas e origens de um determinado fenômeno. 2. Estudo das causas das doenças.
11 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
12 Congênitas: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
13 Malformações: 1. Defeito na forma ou na formação; anomalia, aberração, deformação. 2. Em patologia, é vício de conformação de uma parte do corpo, de origem congênita ou hereditária, geralmente curável por cirurgia. Ela é diferente da deformação (que é adquirida) e da monstruosidade (que é incurável).
14 Iatrogênicas: Relativo à ou próprio da iatrogenia, que significa geração de atos ou pensamentos a partir da prática médica.
15 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
16 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
17 Iatrogênica: Relativo à ou próprio da iatrogenia, que significa geração de atos ou pensamentos a partir da prática médica. É frequentemente empregado para designar os erros da conduta médica.
18 Cateterismo: Exame invasivo de artérias ou estruturas tubulares (uretra, ureteres, etc.), utilizando um dispositivo interno, capaz de injetar substâncias de contraste ou realizar procedimentos corretivos.
19 Biópsias: 1. Retirada de material celular ou de um fragmento de tecido de um ser vivo para determinação de um diagnóstico. 2. Exame histológico e histoquímico. 3. Por metonímia, é o próprio material retirado para exame.
20 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
21 Ossos longos: Exemplo: Fêmur
22 Hiperextensão: Extensão máxima ou excessiva. Em medicina, é a extensão de um membro ou parte dele além de sua capacidade normal.
23 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
24 Aneurisma: Alargamento anormal da luz de um vaso sangüíneo. Pode ser produzida por uma alteração congênita na parede do mesmo ou por efeito de diferentes doenças (hipertensão, aterosclerose, traumatismo arterial, doença de Marfán, etc.).
25 Aorta Abdominal: Porção da aorta que tem início no DIAFRAGMA e termina na bifurcação em artérias ílicas comuns direita e esquerda.
26 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.
27 Sistema venoso: O sistema venoso possui a propriedade de variação da sua complacência, para permitir o retorno de um variável volume sanguíneo ao coração e a manutenção de uma reserva deste volume.
28 Shunt: 1. Em cirurgia, é o desvio de depósitos de líquido para uma estrutura que o absorva ou o excrete. O shunt é feito por meio da criação de uma fístula ou de um dispositivo mecânico. 2. Em patologia, é a passagem anormal de sangue de uma cavidade para outra. 3. Em eletricidade, é o condutor que liga dois pontos num circuito elétrico e forma um caminho paralelo ou alternativo através do qual parte da corrente pode passar.
29 Retorno venoso: Quantidade de sangue que chega ao coração por minuto. Somos capazes de manter o débito cardíaco se, proporcionalmente, tivermos retorno venoso adequado. Ele só é possível devido à contração dos músculos esqueléticos que ajudam a comprimir as veias impulsionando o sangue e devido às válvulas existentes nas paredes das veias que impedem o refluxo do sangue. Outro mecanismo que favorece o retorno venoso é a respiração. Durante a inspiração, pela contração da musculatura inspiratória, faz-se um “vácuo†dentro da cavidade torácica, favorecendo o retorno venoso.
30 Débito cardíaco: Quantidade de sangue bombeada pelo coração para a aorta a cada minuto.
31 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
32 Distal: 1. Que se localiza longe do centro, do ponto de origem ou do ponto de união. 2. Espacialmente distante; remoto. 3. Em anatomia geral, é o mais afastado do tronco (diz-se de membro) ou do ponto de origem (diz-se de vasos ou nervos). Ou também o que é voltado para a direção oposta à cabeça. 4. Em odontologia, é o mais distante do ponto médio do arco dental.
33 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
34 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
35 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
36 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
37 Isquemia: Insuficiência absoluta ou relativa de aporte sanguíneo a um ou vários tecidos. Suas manifestações dependem do tecido comprometido, sendo a mais frequente a isquemia cardíaca, capaz de produzir infartos, isquemia cerebral, produtora de acidentes vasculares cerebrais, etc.
38 Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
39 Cisalhamento: 1. Ato ou efeito de cisalhar, ou seja, de fazer cortes em ou de cortar as bordas de alguma coisa. 2. Em física, é o fenômeno de deformação ao qual um corpo está sujeito quando as forças que agem sobre ele provocam um deslocamento em planos diferentes, mantendo o volume constante. 3. Em geologia, é a fraturação das rochas sob a ação de esforços tectônicos, ou seja, dois esforços paralelos em sentidos opostos.
40 Antebraço:
41 Prognóstico: 1. Juízo médico, baseado no diagnóstico e nas possibilidades terapêuticas, em relação à duração, à evolução e ao termo de uma doença. Em medicina, predição do curso ou do resultado provável de uma doença; prognose. 2. Predição, presságio, profecia relativos a qualquer assunto. 3. Relativo a prognose. 4. Que traça o provável desenvolvimento futuro ou o resultado de um processo. 5. Que pode indicar acontecimentos futuros (diz-se de sinal, sintoma, indício, etc.). 6. No uso pejorativo, pernóstico, doutoral, professoral; prognóstico.
42 Ausculta: Ato de escutar os ruídos internos do organismo, para controlar o funcionamento de um órgão ou perceber uma anomalia; auscultação.
43 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
44 Eritematosa: Relativo a ou próprio de eritema. Que apresenta eritema. Eritema é uma vermelhidão da pele, devido à vasodilatação dos capilares cutâneos.
45 Cianótica: Relativo à cianose, ou seja, à coloração azul violácea da pele e das mucosas devida à oxigenação insuficiente do sangue e ligada a várias causas (distúrbio de hematose, insuficiência cardíaca etc.).
46 Parestesias: São sensações cutâneas subjetivas (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) que são vivenciadas espontaneamente na ausência de estimulação.
47 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
48 Úlceras: Feridas superficiais em tecido cutâneo ou mucoso que podem ocorrer em diversas partes do organismo. Uma afta é, por exemplo, uma úlcera na boca. A úlcera péptica ocorre no estômago ou no duodeno (mais freqüente). Pessoas que sofrem de estresse são mais susceptíveis a úlcera.
49 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
50 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
51 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
52 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
53 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
54 Angiografia: Método diagnóstico que, através do uso de uma substância de contraste, permite observar a morfologia dos vasos sangüíneos. O contraste é injetado dentro do vaso sangüíneo e o trajeto deste é acompanhado através de radiografias seriadas da área a ser estudada.
55 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
56 Hemodinâmica: Ramo da fisiologia que estuda as leis reguladoras da circulação do sangue nos vasos sanguíneos tais como velocidade, pressão etc.
57 Embolização: Técnica que consiste em injetar, em uma artéria, material capaz de obstrui-la completamente.
Gostou do artigo? Compartilhe!

Pergunte diretamente a um especialista

Sua pergunta será enviada aos especialistas do CatalogoMed, veja as dúvidas já respondidas.