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Aspiração brônquica - um problema comum e potencialmente grave!

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O que é aspiração brônquica?

Aspiração brônquica é a entrada inadvertida de material estranho nas vias aéreas inferiores, especialmente nos brônquios1 e alvéolos pulmonares2. Essas substâncias podem incluir alimentos, líquidos, secreções orofaríngeas, conteúdo gástrico3 ácido ou corpos estranhos sólidos.

Em condições normais, mecanismos de defesa como o reflexo da tosse, o fechamento glótico e a coordenação da deglutição4 impedem que materiais estranhos alcancem o trato respiratório inferior. Quando esses mecanismos falham, ocorre a aspiração.

A aspiração brônquica pode ser aguda, como no engasgamento súbito, ou crônica, quando pequenas quantidades de material são aspiradas repetidamente ao longo do tempo, muitas vezes de forma silenciosa, sem sinais5 evidentes de aspiração. Dependendo do tipo, volume e composição do material aspirado, podem surgir quadros como pneumonite6 química, pneumonia7 aspirativa ou obstrução de vias aéreas.

Trata-se de um evento clínico relevante, especialmente em ambientes hospitalares e em populações vulneráveis, como idosos, crianças pequenas e pacientes com doenças neurológicas ou disfagia8. É uma condição potencialmente grave, podendo variar de quadros leves até insuficiência respiratória aguda9 e risco de morte.

Quais são as causas mais comuns da aspiração brônquica?

As causas da aspiração brônquica estão geralmente relacionadas a condições que comprometem os mecanismos de proteção das vias aéreas. Entre as principais, destacam-se:

  • alterações do nível de consciência, como em pacientes sob efeito de álcool, drogas sedativas, anestesia10 geral ou em estado de coma11;
  • doenças neurológicas, incluindo acidente vascular cerebral12, doença de Parkinson13, esclerose14 lateral amiotrófica, demências e traumatismo15 cranioencefálico, que prejudicam a coordenação da deglutição4;
  • disfagia8, comum em idosos e em pacientes com doenças neuromusculares ou tumores de cabeça16 e pescoço17;
  • refluxo gastroesofágico18, especialmente quando associado a regurgitação19 ou episódios noturnos;
  • intubação orotraqueal20 e ventilação21 mecânica, que favorecem microaspirações;
  • e aspiração de corpos estranhos, mais frequente em crianças pequenas, como alimentos mal mastigados, brinquedos ou objetos pequenos.

Qual é a fisiopatologia22 da aspiração brônquica?

A fisiopatologia22 da aspiração brônquica depende da natureza do material aspirado. Quando o conteúdo aspirado é ácido, como o suco gástrico, ocorre pneumonite6 química (síndrome de Mendelson23), caracterizada por lesão24 direta do epitélio25 respiratório, inflamação26 intensa, aumento da permeabilidade27 capilar28, edema29 alveolar e prejuízo das trocas gasosas.

Quando o material aspirado contém bactérias, como secreções orais colonizadas, pode ocorrer pneumonia7 aspirativa, com infecção30 pulmonar, resposta inflamatória e possível formação de abscessos31, especialmente em pacientes com fatores de risco.

A aspiração de corpos estranhos sólidos pode causar obstrução parcial ou completa das vias aéreas, levando a atelectasia32, hiperinsuflação33 distal34 ou infecção30 secundária.

Já na aspiração crônica, pequenas quantidades repetidas de material resultam em inflamação26 persistente, remodelamento das vias aéreas, bronquiectasias e, em alguns casos, fibrose35 pulmonar localizada, com comprometimento progressivo da função respiratória.

Veja sobre "Traqueostomia36", "Intubação endotraqueal" e "Quando a ventilação21 mecânica é necessária".

Quais são as características clínicas da aspiração brônquica?

As manifestações clínicas são variáveis e dependem do volume, da natureza do material aspirado e da condição clínica do paciente. Nos quadros agudos, são comuns tosse súbita, sensação de engasgamento, dispneia37, sibilos, estridor e desconforto torácico. Em casos mais graves, podem ocorrer insuficiência respiratória38 aguda, hipoxemia39, necessidade de ventilação21 mecânica e instabilidade hemodinâmica40.

Na aspiração crônica, os sintomas41 tendem a ser mais insidiosos, como tosse persistente, infecções42 respiratórias recorrentes, expectoração43 purulenta44, febre45 baixa e perda ponderal46. Em idosos e pacientes com doenças neurológicas, a aspiração pode ser silenciosa, sem tosse evidente, o que dificulta o reconhecimento precoce.

Como o médico diagnostica a aspiração brônquica?

Para o diagnóstico47, o médico baseia-se na correlação entre história clínica, exame físico e exames complementares. A suspeita surge diante de episódios de engasgamento, disfagia8, alterações neurológicas ou pneumonias de repetição.

O exame físico pode evidenciar estertores, roncos, sibilos e sinais5 de desconforto respiratório. A radiografia de tórax48 é geralmente o primeiro exame, podendo mostrar infiltrados em regiões dependentes do pulmão49, como o lobo inferior direito.

A tomografia computadorizada50 de tórax48 apresenta maior sensibilidade, permitindo identificar consolidações, abscessos31, atelectasias51 e corpos estranhos. A broncoscopia52 é indicada em situações selecionadas, sendo diagnóstica e terapêutica53, especialmente na suspeita de corpo estranho.

A avaliação da deglutição4, por meio de videofluoroscopia ou endoscopia54 funcional da deglutição4 (FEES), é fundamental nos casos crônicos para identificar e tratar a causa subjacente.

Como o médico trata a aspiração brônquica?

O tratamento depende da gravidade e da etiologia55. Em situações agudas, a prioridade é garantir via aérea pérvia e adequada oxigenação, podendo ser necessária oxigenoterapia, ventilação21 não invasiva ou intubação orotraqueal20.

Na suspeita de corpo estranho, a broncoscopia52 é o método de escolha para remoção.

Nos casos de pneumonia7 aspirativa, indicam-se antibióticos com cobertura para flora oral, incluindo anaeróbios, sendo ajustados conforme a gravidade e o contexto clínico.

Na pneumonite6 química, o tratamento é predominantemente de suporte, com oxigênio, monitorização e suporte ventilatório quando necessário. O uso rotineiro de antibióticos não é recomendado inicialmente, salvo se houver evidência de infecção30 secundária. O uso de corticosteroides não é rotineiramente indicado, sendo reservado para situações específicas.

O manejo da causa predisponente é essencial e inclui reabilitação fonoaudiológica, adaptações dietéticas, elevação da cabeceira do leito, medidas para prevenção de aspiração e tratamento do refluxo gastroesofágico18.

Como evolui a aspiração brônquica?

A evolução é variável. Em casos leves e tratados precocemente, pode haver recuperação completa sem sequelas56. Entretanto, episódios graves ou recorrentes podem levar a internações prolongadas, necessidade de suporte ventilatório e aumento da mortalidade57.

Pacientes idosos, com doenças neurológicas ou com múltiplas comorbidades58 apresentam pior prognóstico59. A aspiração crônica pode resultar em dano pulmonar progressivo, com impacto significativo na qualidade de vida.

Quais são as complicações possíveis com a aspiração brônquica?

As principais complicações incluem pneumonia7 aspirativa recorrente, abscesso60 pulmonar, insuficiência respiratória aguda9, síndrome61 do desconforto respiratório agudo62 (SDRA), bronquiectasias, sepse63 e choque64 séptico, podendo evoluir para óbito65 nos casos mais graves.

O reconhecimento precoce e o manejo adequado são fundamentais para reduzir a morbimortalidade e melhorar o prognóstico59 dos pacientes.

Leia também sobre "Doenças respiratórias", "Síndrome61 respiratória aguda grave (SARS)" e "Fisioterapia66 respiratória" e "Fonoaudiologia".

 

ABCMED, 2026. Aspiração brônquica - um problema comum e potencialmente grave!. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1504905/aspiracao-bronquica-um-problema-comum-e-potencialmente-grave.htm>. Acesso em: 6 mai. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Brônquios: A maior passagem que leva ar aos pulmões originando-se na bifurcação terminal da traquéia. Sinônimos: Bronquíolos
2 Alvéolos Pulmonares: Pequenas bolsas poliédricas localizadas ao longo das paredes dos sacos alveolares, ductos alveolares e bronquíolos terminais. A troca gasosa entre o ar alveolar e o sangue capilar pulmonar ocorre através das suas paredes. DF
3 Conteúdo Gástrico: Conteúdo compreendido em todo ou qualquer segmento do TRATO GASTROINTESTINAL
4 Deglutição: Passagem dos alimentos desde a boca até o esôfago; ação ou efeito de deglutir; engolir. É um mecanismo em parte voluntário e em parte automático (reflexo) que envolve a musculatura faríngea e o esfíncter esofágico superior.
5 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
6 Pneumonite: Inflamação dos pulmões que compromete principalmente o espaço que separa um alvéolo de outro (interstício pulmonar). Pode ser produzida por uma infecção viral ou lesão causada por radiação ou exposição a diferentes agentes químicos.
7 Pneumonia: Inflamação do parênquima pulmonar. Sua causa mais freqüente é a infecção bacteriana, apesar de que pode ser produzida por outros microorganismos. Manifesta-se por febre, tosse, expectoração e dor torácica. Em pacientes idosos ou imunodeprimidos pode ser uma doença fatal.
8 Disfagia: Sensação consciente da passagem dos alimentos através do esôfago. Pode estar associado a doenças motoras, inflamatórias ou tumorais deste órgão.
9 Insuficiência respiratória aguda: Impossibilidade do sistema respiratório em atender a manutenção da oxigenação e/ou ventilação de um indivíduo, que se instala de modo abrupto e leva ao surgimento de manifestações clínicas intensas. O sangue venoso que retorna aos pulmões não é suficientemente oxigenado, assim como o dióxido de carbono não é adequadamente eliminado. Este quadro tem como expressão gasométrica: PaO2 50mmHg (com pH < 7.35 ).
10 Anestesia: Diminuição parcial ou total da sensibilidade dolorosa. Pode ser induzida por diferentes medicamentos ou ser parte de uma doença neurológica.
11 Estado de coma: Alteração do estado normal de consciência caracterizado pela falta de abertura ocular e diminuição ou ausência de resposta a estímulos externos. Pode ser reversível ou evoluir para a morte.
12 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
13 Doença de Parkinson: Doença degenerativa que afeta uma região específica do cérebro (gânglios da base), e caracteriza-se por tremores em repouso, rigidez ao realizar movimentos, falta de expressão facial e, em casos avançados, demência. Os sintomas podem ser aliviados por medicamentos adequados, mas ainda não se conhece, até o momento, uma cura definitiva.
14 Esclerose: 1. Em geriatria e reumatologia, é o aumento patológico de tecido conjuntivo em um órgão, que ocorre em várias estruturas como nervos, pulmões etc., devido à inflamação crônica ou por razões desconhecidas. 2. Em anatomia botânica, é o enrijecimento das paredes celulares das plantas, por espessamento e/ou pela deposição de lignina. 3. Em fitopatologia, é o endurecimento anormal de um tecido vegetal, especialemnte da polpa dos frutos.
15 Traumatismo: Lesão produzida pela ação de um agente vulnerante físico, químico ou biológico e etc. sobre uma ou várias partes do organismo.
16 Cabeça:
17 Pescoço:
18 Refluxo gastroesofágico: Presença de conteúdo ácido proveniente do estômago na luz esofágica. Como o dito órgão não está adaptado fisiologicamente para suportar a acidez do suco gástrico, pode ser produzida inflamação de sua mucosa (esofagite).
19 Regurgitação: Presença de conteúdo gástrico na cavidade oral, na ausência do reflexo de vômito. É muito freqüente em lactentes.
20 Orotraqueal: Relativo à boca e à traqueia.
21 Ventilação: 1. Ação ou efeito de ventilar, passagem contínua de ar fresco e renovado, num espaço ou recinto. 2. Agitação ou movimentação do ar, natural ou provocada para estabelecer sua circulação dentro de um ambiente. 3. Em fisiologia, é o movimento de ar nos pulmões. Perfusão Em medicina, é a introdução de substância líquida nos tecidos por meio de injeção em vasos sanguíneos.
22 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.
23 Síndrome de Mendelson: Síndrome da aspiração ácida, pneumonite por broncoaspiração ou Síndrome de Mendelson é uma pneumonite química. Refere-se à lesão pulmonar aguda causada por aspiração de substâncias tóxicas às vias aéreas inferiores.
24 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
25 Epitélio: Uma ou mais camadas de CÉLULAS EPITELIAIS, sustentadas pela lâmina basal, que recobrem as superfícies internas e externas do corpo.
26 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
27 Permeabilidade: Qualidade dos corpos que deixam passar através de seus poros outros corpos (fluidos, líquidos, gases, etc.).
28 Capilar: 1. Na medicina, diz-se de ou tubo endotelial muito fino que liga a circulação arterial à venosa. Qualquer vaso. 2. Na física, diz-se de ou tubo, em geral de vidro, cujo diâmetro interno é diminuto. 3. Relativo a cabelo, fino como fio de cabelo.
29 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
30 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
31 Abscessos: Acumulação de pus em uma cavidade formada acidentalmente nos tecidos orgânicos, ou mesmo em órgão cavitário, em consequência de inflamação seguida de infecção.
32 Atelectasia: Colapso total ou parcial de um órgão do corpo, geralmente do pulmão. Ocorre uma falta de expansão dos alvéolos de uma parte do pulmão ou do pulmão inteiro devido a uma ausência de ventilação consecutiva à obstrução total ou parcial de um brônquio.
33 Hiperinsuflação: Aumento da capacidade residual funcional (CRF) acima do valor teórico previsto, sob o ponto de vista clínico, respirar com pulmões hiperinsuflados exige maior esforço e contribui para a sensação de falta de ar.
34 Distal: 1. Que se localiza longe do centro, do ponto de origem ou do ponto de união. 2. Espacialmente distante; remoto. 3. Em anatomia geral, é o mais afastado do tronco (diz-se de membro) ou do ponto de origem (diz-se de vasos ou nervos). Ou também o que é voltado para a direção oposta à cabeça. 4. Em odontologia, é o mais distante do ponto médio do arco dental.
35 Fibrose: 1. Aumento das fibras de um tecido. 2. Formação ou desenvolvimento de tecido conjuntivo em determinado órgão ou tecido como parte de um processo de cicatrização ou de degenerescência fibroide.
36 Traqueostomia: Procedimento cirúrgico mediante o qual se produz um orifício na região anterior do pescoço, para permitir a entrada de ar na traquéia quando existe uma obstrução ao fluxo aéreo acima desta. Pode ser temporária (necessária apenas durante uma doença aguda e revertida posteriormente) ou permanente (como em caso de ablação da laringe devido a câncer laríngeo, no qual a traqueostomia passa a ser a via aérea definitiva).
37 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
38 Insuficiência respiratória: Condição clínica na qual o sistema respiratório não consegue manter os valores da pressão arterial de oxigênio (PaO2) e/ou da pressão arterial de gás carbônico (PaCO2) dentro dos limites da normalidade, para determinada demanda metabólica. Como a definição está relacionada à incapacidade do sistema respiratório em manter níveis adequados de oxigenação e gás carbônico, foram estabelecidos, para sua caracterização, pontos de corte na gasometria arterial: PaO2 50 mmHg.
39 Hipoxemia: É a insuficiência de oxigênio no sangue.
40 Hemodinâmica: Ramo da fisiologia que estuda as leis reguladoras da circulação do sangue nos vasos sanguíneos tais como velocidade, pressão etc.
41 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
42 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
43 Expectoração: Ato ou efeito de expectorar. Em patologia, é a expulsão, por meio da tosse, de secreções provenientes da traqueia, brônquios e pulmões; escarro.
44 Purulenta: Em que há pus ou cheio de pus; infeccionada. Que segrega pus. No sentido figurado, cuja conduta inspira nojo; repugnante, asqueroso, sórdido.
45 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
46 Ponderal: Relativo a peso, equilíbrio. Exemplos: Perda ponderal = perda de peso, emagrecimento. Ganho ponderal = ganho de peso.
47 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
48 Tórax: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original Sinônimos: Peito; Caixa Torácica
49 Pulmão: Cada um dos órgãos pareados que ocupam a cavidade torácica que tem como função a oxigenação do sangue.
50 Tomografia computadorizada: Exame capaz de obter imagens em tons de cinza de “fatias†de partes do corpo ou de órgãos selecionados, as quais são geradas pelo processamento por um computador de uma sucessão de imagens de raios X de alta resolução em diversos segmentos sucessivos de partes do corpo ou de órgãos.
51 Atelectasias: Colapso total ou parcial de um órgão do corpo, geralmente do pulmão. Ocorre uma falta de expansão dos alvéolos de uma parte do pulmão ou do pulmão inteiro devido a uma ausência de ventilação consecutiva à obstrução total ou parcial de um brônquio.
52 Broncoscopia: Método de diagnóstico que permite observar através dos brônquios utilizando um dispositivo óptico (fibroendoscópio), obter biópsias e realizar culturas de secreções.
53 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
54 Endoscopia: Método no qual se visualiza o interior de órgãos e cavidades corporais por meio de um instrumento óptico iluminado.
55 Etiologia: 1. Ramo do conhecimento cujo objeto é a pesquisa e a determinação das causas e origens de um determinado fenômeno. 2. Estudo das causas das doenças.
56 Sequelas: 1. Na medicina, é a anomalia consequente a uma moléstia, da qual deriva direta ou indiretamente. 2. Ato ou efeito de seguir. 3. Grupo de pessoas que seguem o interesse de alguém; bando. 4. Efeito de uma causa; consequência, resultado. 5. Ato ou efeito de dar seguimento a algo que foi iniciado; sequência, continuação. 6. Sequência ou cadeia de fatos, coisas, objetos; série, sucessão. 7. Possibilidade de acompanhar a coisa onerada nas mãos de qualquer detentor e exercer sobre ela as prerrogativas de seu direito.
57 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
58 Comorbidades: Coexistência de transtornos ou doenças.
59 Prognóstico: 1. Juízo médico, baseado no diagnóstico e nas possibilidades terapêuticas, em relação à duração, à evolução e ao termo de uma doença. Em medicina, predição do curso ou do resultado provável de uma doença; prognose. 2. Predição, presságio, profecia relativos a qualquer assunto. 3. Relativo a prognose. 4. Que traça o provável desenvolvimento futuro ou o resultado de um processo. 5. Que pode indicar acontecimentos futuros (diz-se de sinal, sintoma, indício, etc.). 6. No uso pejorativo, pernóstico, doutoral, professoral; prognóstico.
60 Abscesso: Acumulação de pus em uma cavidade formada acidentalmente nos tecidos orgânicos, ou mesmo em órgão cavitário, em consequência de inflamação seguida de infecção.
61 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
62 Agudo: Descreve algo que acontece repentinamente e por curto período de tempo. O oposto de crônico.
63 Sepse: Infecção produzida por um germe capaz de provocar uma resposta inflamatória em todo o organismo. Os sintomas associados a sepse são febre, hipotermia, taquicardia, taquipnéia e elevação na contagem de glóbulos brancos. Pode levar à morte, se não tratada a tempo e corretamente.
64 Choque: 1. Estado de insuficiência circulatória a nível celular, produzido por hemorragias graves, sepse, reações alérgicas graves, etc. Pode ocasionar lesão celular irreversível se a hipóxia persistir por tempo suficiente. 2. Encontro violento, com impacto ou abalo brusco, entre dois corpos. Colisão ou concussão. 3. Perturbação brusca no equilíbrio mental ou emocional. Abalo psíquico devido a uma causa externa.
65 Óbito: Morte de pessoa; passamento, falecimento.
66 Fisioterapia: Especialidade paramédica que emprega agentes físicos (água doce ou salgada, sol, calor, eletricidade, etc.), massagens e exercícios no tratamento de doenças.
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