Gostou do artigo? Compartilhe!

Quando pensar em pneumonia atípica?

A+ A- Alterar tamanho da letra
Avalie este artigo

O que é pneumonia1 atípica?

Pneumonia1 atípica é uma infecção2 do trato respiratório inferior caracterizada por inflamação3 do parênquima4 pulmonar causada por microrganismos que não se comportam como as bactérias clássicas da pneumonia1 típica, como o Streptococcus pneumoniae. Ela se diferencia da pneumonia1 bacteriana clássica tanto pelos agentes causadores quanto pela apresentação clínica, evolução e achados diagnósticos.

O termo “atípica” não significa rara, mas sim que a doença apresenta características clínicas, radiológicas e laboratoriais distintas das pneumonias bacterianas tradicionais. Embora seja, na maioria das vezes, menos grave, pode cursar com sintomas5 persistentes, manifestações extrapulmonares e, em grupos vulneráveis, evoluir com complicações importantes.

Essa forma de pneumonia1 costuma ter início mais insidioso, sintomas5 sistêmicos6 proeminentes e menor produção de escarro purulento7. Além disso, os agentes envolvidos não costumam ser visíveis em colorações bacterianas comuns, como o Gram, e não respondem aos antibióticos beta-lactâmicos clássicos.

A pneumonia1 atípica é frequente em crianças, adolescentes e adultos jovens, mas pode acometer indivíduos de qualquer faixa etária.

Quais são as causas da pneumonia1 atípica?

As causas da pneumonia1 atípica estão relacionadas principalmente a microrganismos intracelulares ou de crescimento especial, além de alguns vírus8 respiratórios. Entre os principais agentes etiológicos, destacam-se:

  1. Mycoplasma pneumoniae: causa mais comum, especialmente em crianças maiores, adolescentes e adultos jovens; transmite-se por gotículas respiratórias.
  2. Chlamydophila pneumoniae: associada a quadros respiratórios leves a moderados, muitas vezes recorrentes.
  3. Legionella pneumophila: responsável pela chamada doença dos legionários, adquirida pela inalação de aerossóis de água contaminada.
  4. Vírus8 respiratórios: como influenza9, vírus8 sincicial respiratório, adenovírus, rinovírus e coronavírus.
  5. Coxiella burnetii: agente da febre10 Q, mais rara, associada à exposição a animais.

Fatores como aglomerações, ambientes fechados, contato próximo entre pessoas, imunossupressão11, tabagismo e doenças crônicas aumentam o risco de desenvolvimento da pneumonia1 atípica.

Leia sobre "Pneumonia1 em adultos: Parte I e Parte II"e "Pneumonia1 em crianças"

Qual é a fisiopatologia12 da pneumonia1 atípica?

A fisiopatologia12 da pneumonia1 atípica difere da pneumonia1 típica principalmente pelo local e mecanismo de agressão pulmonar. Os agentes causadores atingem o trato respiratório inferior por inalação de partículas infecciosas, aderindo ao epitélio13 respiratório.

No caso do Mycoplasma pneumoniae, o microrganismo se fixa às células14 epiteliais ciliadas, causando lesão15 direta, disfunção do transporte mucociliar16 e resposta inflamatória predominantemente intersticial17. Já Chlamydophila e Legionella são intracelulares, multiplicando-se dentro de macrófagos18 e células14 epiteliais, o que desencadeia intensa resposta imune celular.

O processo inflamatório ocorre principalmente no interstício19 pulmonar, com infiltração de linfócitos, macrófagos18 e edema20 intersticial17, em vez de exsudato21 alveolar purulento7 exuberante. Isso explica os achados radiológicos difusos e a relativa preservação da ausculta22 pulmonar.

Em infecções23 virais, há destruição direta das células14 epiteliais e aumento da permeabilidade24 capilar25, contribuindo para hipoxemia26.

Quais são as características clínicas da pneumonia1 atípica?

A apresentação clínica da pneumonia1 atípica costuma ser subaguda27, com sintomas5 que se instalam ao longo de dias. As manifestações mais comuns incluem:

  • Febre10 baixa a moderada
  • Tosse seca ou pouco produtiva
  • Mal-estar geral e fadiga28 intensa
  • Cefaleia29
  • Dor de garganta30
  • Mialgias31 e artralgias32

Ao contrário da pneumonia1 típica, a expectoração33 purulenta34 e a dor torácica pleurítica são menos frequentes. A ausculta22 pulmonar pode ser surpreendentemente pobre, com poucos estertores, apesar de achados radiológicos significativos.

Um aspecto importante é a presença de manifestações extrapulmonares, especialmente na infecção2 por Mycoplasma pneumoniae, como exantemas35 cutâneos, anemia hemolítica36, alterações neurológicas (encefalite37, meningite38), comprometimento gastrointestinal e alterações cardíacas, como miocardite39.

Em idosos, os sintomas5 podem ser atípicos, com confusão mental, queda do estado geral e ausência de febre10.

Como o médico diagnostica a pneumonia1 atípica?

O diagnóstico40 da pneumonia1 atípica baseia-se na combinação de dados clínicos, epidemiológicos, exames de imagem e testes laboratoriais. A suspeita clínica surge diante de um quadro respiratório subagudo41, tosse seca, sintomas5 sistêmicos6 e resposta insatisfatória a antibióticos convencionais. A radiografia de tórax42 mostra infiltrados intersticiais difusos, padrões reticulonodulares ou áreas de consolidação não lobar. Em alguns casos, a tomografia computadorizada43 pode ser necessária para melhor caracterização. O exame laboratorial costuma revelar leucograma (glóbulos brancos) normal ou discretamente alterado, com elevação moderada de marcadores inflamatórios.

A identificação do agente pode ser feita por sorologia (especialmente para Mycoplasma e Chlamydophila), testes de PCR44 em secreções respiratórias, testes virais quando há suspeita de etiologia45 viral ou detecção de antígeno46 urinário no caso de Legionella pneumophila.

Na prática clínica, muitas vezes o tratamento é iniciado de forma empírica, sem identificação etiológica definitiva.

Como o médico trata a pneumonia1 atípica?

O tratamento da pneumonia1 atípica é baseado principalmente no uso de antibióticos eficazes contra os agentes envolvidos. Como esses microrganismos não respondem aos beta-lactâmicos, os medicamentos mais utilizados incluem:

  • Macrolídeos, como azitromicina e claritromicina
  • Tetraciclinas, como a doxiciclina
  • Fluoroquinolonas respiratórias, como levofloxacino e moxifloxacino

A escolha depende da idade do paciente, gravidade do quadro, comorbidades47 e perfil de resistência local. Em casos leves, o tratamento pode ser ambulatorial, com duração geralmente de 5 a 7 dias, podendo ser ajustada conforme a evolução clínica.

Nos quadros virais, o tratamento é principalmente de suporte, podendo ser indicado antiviral específico em situações selecionadas, como influenza9. Medidas de suporte incluem hidratação adequada, repouso, controle da febre10 e oxigenoterapia, quando necessário.

Veja também sobre "Oximetria", "Dor no peito48 ao respirar" e "Asma49".

Como evolui a pneumonia1 atípica?

Na maioria dos casos, a pneumonia1 atípica apresenta evolução favorável, com melhora gradual dos sintomas5 ao longo de uma a três semanas. A tosse e o cansaço podem persistir por mais tempo, mesmo após resolução da infecção2.

Pacientes jovens e sem comorbidades47 recuperam-se completamente. Em idosos, imunossuprimidos ou portadores de doenças crônicas, a evolução pode ser mais prolongada e exigir internação hospitalar. O acompanhamento clínico é importante para garantir a resolução dos sintomas5 e dos achados radiológicos, especialmente em casos com evolução arrastada.

Quais são as complicações possíveis com a pneumonia1 atípica?

Embora geralmente benigna, a pneumonia1 atípica pode cursar com complicações, especialmente quando o diagnóstico40 é tardio ou o paciente apresenta fatores de risco. Entre as principais complicações, destacam-se:

  1. Insuficiência respiratória50
  2. Derrame51 pleural
  3. Abscesso52 pulmonar (raro)
  4. Complicações extrapulmonares, como encefalite37, miocardite39 e anemia hemolítica36
  5. Síndrome53 do desconforto respiratório agudo54, em casos graves
  6. Descompensação de doenças crônicas preexistentes

Em infecções23 por Legionella pneumophila, a evolução pode ser mais grave, com necessidade de terapia intensiva55 e risco aumentado de mortalidade56 se não tratada precocemente.

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Rede D’Or São Luiz e da BMJ Best Practice.

ABCMED, 2026. Quando pensar em pneumonia atípica?. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1502665/quando-pensar-em-pneumonia-atipica.htm>. Acesso em: 6 abr. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Pneumonia: Inflamação do parênquima pulmonar. Sua causa mais freqüente é a infecção bacteriana, apesar de que pode ser produzida por outros microorganismos. Manifesta-se por febre, tosse, expectoração e dor torácica. Em pacientes idosos ou imunodeprimidos pode ser uma doença fatal.
2 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
3 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
4 Parênquima: 1. Célula específica de uma glândula ou de um órgão, contida no tecido conjuntivo. 2. Na anatomia botânica, é o tecido vegetal fundamental, que constitui a maior parte da massa dos vegetais, formado por células poliédricas, quase isodiamétricas e com paredes não lignificadas, a partir das quais os outros tecidos se desenvolvem. 3. Na anatomia zoológica, é a substância celular mole que preenche o espaço entre os órgãos.
5 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
6 Sistêmicos: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
7 Purulento: Em que há pus ou cheio de pus; infeccionado. Que segrega pus. No sentido figurado, cuja conduta inspira nojo; repugnante, asqueroso, sórdido.
8 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
9 Influenza: Doença infecciosa, aguda, de origem viral que acomete o trato respiratório, ocorrendo em epidemias ou pandemias e frequentemente se complicando pela associação com outras infecções bacterianas.
10 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
11 Imunossupressão: Supressão das reações imunitárias do organismo, induzida por medicamentos (corticosteroides, ciclosporina A, etc.) ou agentes imunoterápicos (anticorpos monoclonais, por exemplo); que é utilizada em alergias, doenças autoimunes, etc. A imunossupressão é impropriamente tomada por alguns como sinônimo de imunodepressão.
12 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.
13 Epitélio: Uma ou mais camadas de CÉLULAS EPITELIAIS, sustentadas pela lâmina basal, que recobrem as superfícies internas e externas do corpo.
14 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
15 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
16 Mucociliar: O aparelho mucociliar tem como principal função a remoção de partículas ou substâncias potencialmente agressivas ao trato respiratório através do transporte pelos cílios, ou alternativamente, pela tosse e espirro, nos quadros de hiperprodução de muco, como rinite alérgica, rinossinusites, bronquite crônica, fibrose cística e asma.
17 Intersticial: Relativo a ou situado em interstícios, que são pequenos espaços entre as partes de um todo ou entre duas coisas contíguas (por exemplo, entre moléculas, células, etc.). Na anatomia geral, diz-se de tecido de sustentação localizado nos interstícios de um órgão, especialmente de vasos sanguíneos e tecido conjuntivo.
18 Macrófagos: É uma célula grande, derivada do monócito do sangue. Ela tem a função de englobar e destruir, por fagocitose, corpos estranhos e volumosos.
19 Interstício: Interstício, em histologia, refere-se à pequena área ou espaço existente na estrutura de um órgão ou tecido orgânico. Embora possa ser usado como sinônimo de espaço extracelular (fora das células) é mais corretamente utilizado para referir-se ao espaço intercelular (entre as células) de um tecido.
20 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
21 Exsudato: Líquido com alto teor de proteínas séricas e leucócitos, produzido como reação a danos nos tecidos e vasos sanguíneos.
22 Ausculta: Ato de escutar os ruídos internos do organismo, para controlar o funcionamento de um órgão ou perceber uma anomalia; auscultação.
23 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
24 Permeabilidade: Qualidade dos corpos que deixam passar através de seus poros outros corpos (fluidos, líquidos, gases, etc.).
25 Capilar: 1. Na medicina, diz-se de ou tubo endotelial muito fino que liga a circulação arterial à venosa. Qualquer vaso. 2. Na física, diz-se de ou tubo, em geral de vidro, cujo diâmetro interno é diminuto. 3. Relativo a cabelo, fino como fio de cabelo.
26 Hipoxemia: É a insuficiência de oxigênio no sangue.
27 Subaguda: Levemente aguda ou que apresenta sintomas pouco intensos, mas que só se atenuam muito lentamente (diz-se de afecção ou doença).
28 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
29 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
30 Garganta: Tubo fibromuscular em forma de funil, que leva os alimentos ao ESÔFAGO e o ar à LARINGE e PULMÕES. Situa-se posteriormente à CAVIDADE NASAL, à CAVIDADE ORAL e à LARINGE, extendendo-se da BASE DO CRÂNIO à borda inferior da CARTILAGEM CRICÓIDE (anteriormente) e à borda inferior da vértebra C6 (posteriormente). É dividida em NASOFARINGE, OROFARINGE e HIPOFARINGE (laringofaringe).
31 Mialgias: Dor que se origina nos músculos. Pode acompanhar outros sintomas como queda no estado geral, febre e dor de cabeça nas doenças infecciosas. Também pode estar associada a diferentes doenças imunológicas.
32 Artralgias: Dor em articulações.
33 Expectoração: Ato ou efeito de expectorar. Em patologia, é a expulsão, por meio da tosse, de secreções provenientes da traqueia, brônquios e pulmões; escarro.
34 Purulenta: Em que há pus ou cheio de pus; infeccionada. Que segrega pus. No sentido figurado, cuja conduta inspira nojo; repugnante, asqueroso, sórdido.
35 Exantemas: Alteração difusa da coloração cutânea, caracterizada por eritema, com elevação das camadas mais superficiais da pele (pápulas), vesículas, etc. Pode ser produzido por uma infecção geralmente viral (rubéola, varicela, sarampo), por alergias a medicamentos, etc.
36 Anemia hemolítica: Doença hereditária que faz com que os glóbulos vermelhos do sangue se desintegrem no interior dos veios sangüíneos (hemólise intravascular) ou em outro lugar do organismo (hemólise extravascular). Pode ter várias causas e ser congênita ou adquirida. O tratamento depende da causa.
37 Encefalite: Inflamação do tecido encefálico produzida por uma infecção viral, bacteriana ou micótica (fungos).
38 Meningite: Inflamação das meninges, aguda ou crônica, quase sempre de origem infecciosa, com ou sem reação purulenta do líquido cefalorraquidiano. As meninges são três membranas superpostas (dura-máter, aracnoide e pia-máter) que envolvem o encéfalo e a medula espinhal.
39 Miocardite: 1. Inflamação das paredes musculares do coração. 2. Infecção do miocárdio causada por bactéria, vírus ou outros microrganismos.
40 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
41 Subagudo: Levemente agudo ou que apresenta sintomas pouco intensos, mas que só se atenuam muito lentamente (diz-se de afecção ou doença).
42 Tórax: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original Sinônimos: Peito; Caixa Torácica
43 Tomografia computadorizada: Exame capaz de obter imagens em tons de cinza de “fatias†de partes do corpo ou de órgãos selecionados, as quais são geradas pelo processamento por um computador de uma sucessão de imagens de raios X de alta resolução em diversos segmentos sucessivos de partes do corpo ou de órgãos.
44 PCR: Reação em cadeia da polimerase (em inglês Polymerase Chain Reaction - PCR) é um método de amplificação de DNA (ácido desoxirribonucleico).
45 Etiologia: 1. Ramo do conhecimento cujo objeto é a pesquisa e a determinação das causas e origens de um determinado fenômeno. 2. Estudo das causas das doenças.
46 Antígeno: 1. Partícula ou molécula capaz de deflagrar a produção de anticorpo específico. 2. Substância que, introduzida no organismo, provoca a formação de anticorpo.
47 Comorbidades: Coexistência de transtornos ou doenças.
48 Peito: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original
49 Asma: Doença das vias aéreas inferiores (brônquios), caracterizada por uma diminuição aguda do calibre bronquial em resposta a um estímulo ambiental. Isto produz obstrução e dificuldade respiratória que pode ser revertida de forma espontânea ou com tratamento médico.
50 Insuficiência respiratória: Condição clínica na qual o sistema respiratório não consegue manter os valores da pressão arterial de oxigênio (PaO2) e/ou da pressão arterial de gás carbônico (PaCO2) dentro dos limites da normalidade, para determinada demanda metabólica. Como a definição está relacionada à incapacidade do sistema respiratório em manter níveis adequados de oxigenação e gás carbônico, foram estabelecidos, para sua caracterização, pontos de corte na gasometria arterial: PaO2 50 mmHg.
51 Derrame: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
52 Abscesso: Acumulação de pus em uma cavidade formada acidentalmente nos tecidos orgânicos, ou mesmo em órgão cavitário, em consequência de inflamação seguida de infecção.
53 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
54 Agudo: Descreve algo que acontece repentinamente e por curto período de tempo. O oposto de crônico.
55 Terapia intensiva: Tratamento para diabetes no qual os níveis de glicose são mantidos o mais próximo do normal possível através de injeções freqüentes ou uso de bomba de insulina, planejamento das refeições, ajuste em medicamentos hipoglicemiantes e exercícios baseados nos resultados de testes de glicose além de contatos freqüentes entre o diabético e o profissional de saúde.
56 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
Gostou do artigo? Compartilhe!

Pergunte diretamente a um especialista

Sua pergunta será enviada aos especialistas do CatalogoMed, veja as dúvidas já respondidas.