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Gastroenterite viral: o que você precisa saber sobre a virose intestinal!

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O que é virose intestinal?

A virose intestinal, também conhecida como gastroenterite1 viral aguda, é uma infecção2 do trato gastrointestinal que acomete predominantemente o intestino delgado3, sendo provocada por diferentes tipos de vírus4. Trata-se de uma condição extremamente comum em todas as faixas etárias, especialmente em crianças pequenas, idosos e indivíduos imunocomprometidos.

Esses agentes infecciosos infectam os enterócitos5 da mucosa intestinal6, prejudicando a absorção de água e nutrientes e levando ao aumento da secreção e/ou redução da absorção de líquidos, resultando em diarreia7.

É uma das principais causas de diarreia7 aguda no mundo, responsável por milhões de casos anuais, sobretudo em países em desenvolvimento. A doença costuma ter curso autolimitado, com duração de poucos dias, mas pode evoluir de forma grave em grupos de risco.

A transmissão ocorre com facilidade, principalmente em ambientes coletivos como creches, escolas, hospitais e instituições de longa permanência.

Quais são as causas da virose intestinal?

A virose intestinal é causada por diferentes vírus4, sendo os mais comuns:

  • o rotavírus (principal causa de gastroenterite1 grave em crianças menores de cinco anos);
  • o norovírus (frequente em surtos, com alta transmissibilidade entre adultos e crianças);
  • os adenovírus entéricos (tipos 40 e 41), associados a quadros mais prolongados;
  • e os astrovírus, geralmente relacionados a quadros mais leves.

A transmissão ocorre principalmente pela via fecal-oral, por meio da ingestão de água ou alimentos contaminados e contato direto com pessoas infectadas ou superfícies contaminadas. A elevada resistência ambiental de alguns vírus4, especialmente o norovírus, contribui para surtos em ambientes fechados.

Fatores como saneamento inadequado, higiene deficiente das mãos8 e manipulação incorreta de alimentos aumentam significativamente o risco de infecção2.

Qual é a fisiopatologia9 da virose intestinal?

A fisiopatologia9 envolve a infecção2, replicação e lesão10 dos enterócitos5, especialmente nas vilosidades do intestino delgado3. Isso leva a atrofia11 vilositária transitória, redução da atividade das enzimas da borda em escova (como a lactase) e consequente má absorção de carboidratos, aumentando a osmolaridade12 intraluminal. Como resultado, ocorre diarreia7 osmótica13.

Além disso, alguns vírus4, como o rotavírus, produzem enterotoxinas (por exemplo, NSP4) que estimulam a secreção de água e eletrólitos14, acrescentando um componente secretor ao quadro diarreico.

O processo inflamatório costuma ser leve a moderado, o que explica a ausência habitual de sangue15 nas fezes, diferenciando-se das diarreias bacterianas invasivas. Náuseas16, vômitos17 e dor abdominal decorrem da estimulação do sistema nervoso18 entérico e mediadores inflamatórios locais.

Leia também sobre "Disbiose intestinal19", "Microbioma20 intestinal humano" e "As relações ente intestino e cérebro21".

Quais são as características clínicas da virose intestinal?

Clinicamente, a virose intestinal caracteriza-se por diarreia7 aguda de início súbito, associada a náuseas16, vômitos17, dor abdominal e, em alguns casos, febre22. As manifestações variam conforme o agente viral, idade e estado imunológico. Os principais sintomas23 incluem:

  • diarreia7 aquosa, geralmente sem sangue15 ou muco;
  • náuseas16;
  • vômitos17;
  • dor abdominal em cólicas24;
  • distensão abdominal;
  • febre22 baixa a moderada;
  • mal-estar;
  • e redução do apetite.

Em crianças pequenas, a diarreia7 pode ser mais intensa e frequente, com maior risco de desidratação25. Sinais26 de alerta incluem mucosas27 secas, diminuição da diurese28, choro sem lágrimas, letargia29 ou irritabilidade. Em adultos, os sintomas23 costumam ser mais leves, mas podem causar impacto funcional importante.

Como o médico diagnostica a virose intestinal?

O diagnóstico30 é predominantemente clínico, baseado na história e no quadro de diarreia7 aguda associada a vômitos17, com ou sem febre22, especialmente em contextos de surtos ou exposição recente.

Exames laboratoriais não são necessários na maioria dos casos leves. Podem ser indicados em situações específicas, como desidratação25 moderada a grave, diarreia7 persistente (≥14 dias), imunossupressão31, presença de sangue15 nas fezes ou suspeita de etiologia32 não viral.

Entre os exames disponíveis estão testes de antígeno33 viral nas fezes e métodos moleculares (PCR34), além de exames laboratoriais para avaliação de eletrólitos14, função renal35 e estado de hidratação.

Como o médico trata a virose intestinal?

O tratamento é essencialmente de suporte, pois não há antivirais específicos para a maioria dos casos. A medida mais importante é a reidratação, preferencialmente por via oral, com soluções de reidratação oral (SRO) padronizadas pela OMS, que contêm proporções adequadas de glicose36 e eletrólitos14. A alimentação deve ser mantida, evitando jejuns prolongados; em crianças, recomenda-se manter o aleitamento materno37.

Podem ser utilizados antitérmicos38 e analgésicos39 para alívio sintomático40. Em casos selecionados, antieméticos41 como ondansetrona podem ser utilizados, especialmente em crianças com vômitos17 que dificultam a hidratação oral. Antidiarreicos geralmente não são recomendados em crianças pequenas e devem ser usados com cautela em adultos.

A hospitalização é indicada quando há desidratação25 grave, incapacidade de hidratação oral, distúrbios eletrolíticos significativos ou presença de comorbidades42 relevantes.

Como evolui a virose intestinal?

Na maioria dos casos, a evolução é benigna e autolimitada, com resolução dos sintomas23 em 2 a 7 dias, podendo ser mais breve em infecções43 por norovírus. A diarreia7 tende a reduzir progressivamente, acompanhada da melhora do estado geral.

A vacinação contra rotavírus, incluída no calendário infantil, reduz significativamente a gravidade dos quadros. A recuperação completa ocorre sem sequelas44 na maioria dos indivíduos saudáveis, embora a duração dos sintomas23 possa ser maior em lactentes45, idosos e imunocomprometidos.

Quais são as complicações possíveis com a virose intestinal?

Embora geralmente benigna, a virose intestinal pode levar a complicações, especialmente quando há hidratação inadequada. A principal complicação é a desidratação25, que pode ser grave. Outras complicações incluem distúrbios hidroeletrolíticos (como hiponatremia46 e hipocalemia47), hipoglicemia48 (especialmente em crianças), perda ponderal49 e, em casos mais graves, insuficiência renal50 aguda secundária à hipovolemia51. Pode haver também descompensação de doenças crônicas pré-existentes.

Evolução fatal é rara, mas pode ocorrer em populações vulneráveis sem acesso a tratamento adequado.

Em síntese, a virose intestinal é uma condição frequente, altamente transmissível e, na maioria dos casos, autolimitada. O reconhecimento precoce, a hidratação adequada e as medidas de prevenção, como higiene das mãos8, saneamento básico e vacinação, são fundamentais para reduzir sua incidência52 e evitar complicações.

Veja sobre "Sangue15 nas fezes do bebê", "Probióticos53 e Prebióticos" e "Transplante de fezes ou terapia bacteriana".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Mayo Clinic e do Hospital Alemão Oswaldo Cruz.

ABCMED, 2026. Gastroenterite viral: o que você precisa saber sobre a virose intestinal!. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1504555/gastroenterite-viral-o-que-voce-precisa-saber-sobre-a-virose-intestinal.htm>. Acesso em: 30 abr. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Gastroenterite: Inflamação do estômago e intestino delgado caracterizada por náuseas, vômitos, diarréia e dores abdominais. É produzida pela ingestão de vírus, bactérias ou suas toxinas, ou agressão da mucosa intestinal por diversos mecanismos.
2 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
3 Intestino delgado: O intestino delgado é constituído por três partes: duodeno, jejuno e íleo. A partir do intestino delgado, o bolo alimentar é transformado em um líquido pastoso chamado quimo. Com os movimentos desta porção do intestino e com a ação dos sucos pancreático e intestinal, o quimo é transformado em quilo, que é o produto final da digestão. Depois do alimento estar transformado em quilo, os produtos úteis para o nosso organismo são absorvidos pelas vilosidades intestinais, passando para os vasos sanguíneos.
4 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
5 Enterócitos: Células de absorção que revestem a MUCOSA INTESTINAL. São CÉLULAS EPITELIAIS diferenciadas com MICROVILOSIDADES apicais direcionadas para o lúmen intestinal. Os enterócitos são mais abundantes no INTESTINO DELGADO do que no INTESTINO GROSSO. Suas microvilosidades aumentam a área da superfície luminal da célula de 14 a 40 vezes.
6 Mucosa Intestinal: Revestimento dos INTESTINOS, consistindo em um EPITÉLIO interior, uma LÂMINA PRÓPRIA média, e uma MUSCULARIS MUCOSAE exterior. No INTESTINO DELGADO, a mucosa é caracterizada por várias dobras e muitas células absortivas (ENTERÓCITOS) com MICROVILOSIDADES.
7 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
8 Mãos: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
9 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.
10 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
11 Atrofia: 1. Em biologia, é a falta de desenvolvimento de corpo, órgão, tecido ou membro. 2. Em patologia, é a diminuição de peso e volume de órgão, tecido ou membro por nutrição insuficiente das células ou imobilização. 3. No sentido figurado, é uma debilitação ou perda de alguma faculdade mental ou de um dos sentidos, por exemplo, da memória em idosos.
12 Osmolaridade: Molaridade de uma solução que exerce a mesma pressão osmótica que uma solução ideal de uma substância não dissociada. É uma medida indireta da concentração somada de todos os solutos de uma determinada solução.
13 Osmótica: Relativo à osmose, ou seja, ao fluxo do solvente de uma solução pouco concentrada, em direção a outra mais concentrada, que se dá através de uma membrana semipermeável.
14 Eletrólitos: Em eletricidade, é um condutor elétrico de natureza líquida ou sólida, no qual cargas são transportadas por meio de íons. Em química, é uma substância que dissolvida em água se torna condutora de corrente elétrica.
15 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
16 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
17 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
18 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
19 Disbiose intestinal: Definida como o desequilíbrio da flora intestinal, entre os microrganismos benéficos e patogênicos, que resulta em uma situação desfavorável à saúde do indivíduo.
20 Microbioma: Comunidade ecológica de microrganismos comensais, simbióticos e patogênicos que compartilham nosso espaço corporal. Microbioma humano é o conjunto de microrganismos que reside no corpo do Homo sapiens, mantendo uma relação simbiótica com o hospedeiro. O conceito vai além do termo microbiota, incluindo também a relação entre as células microbianas e as células e sistemas humanos, por meio de seus genomas, transcriptomas, proteomas e metabolomas.
21 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
22 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
23 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
24 Cólicas: Dor aguda, produzida pela dilatação ou contração de uma víscera oca (intestino, vesícula biliar, ureter, etc.). Pode ser de início súbito, com exacerbações e períodos de melhora parcial ou total, nos quais o paciente pode estar sentindo-se bem ou apresentar dor leve.
25 Desidratação: Perda de líquidos do organismo pelo aumento importante da freqüência urinária, sudorese excessiva, diarréia ou vômito.
26 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
27 Mucosas: Tipo de membranas, umidificadas por secreções glandulares, que recobrem cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
28 Diurese: Diurese é excreção de urina, fenômeno que se dá nos rins. É impróprio usar esse termo na acepção de urina, micção, freqüência miccional ou volume urinário. Um paciente com retenção urinária aguda pode, inicialmente, ter diurese normal.
29 Letargia: Em psicopatologia, é o estado de profunda e prolongada inconsciência, semelhante ao sono profundo, do qual a pessoa pode ser despertada, mas ao qual retorna logo a seguir. Por extensão de sentido, é a incapacidade de reagir e de expressar emoções; apatia, inércia e/ou desinteresse.
30 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
31 Imunossupressão: Supressão das reações imunitárias do organismo, induzida por medicamentos (corticosteroides, ciclosporina A, etc.) ou agentes imunoterápicos (anticorpos monoclonais, por exemplo); que é utilizada em alergias, doenças autoimunes, etc. A imunossupressão é impropriamente tomada por alguns como sinônimo de imunodepressão.
32 Etiologia: 1. Ramo do conhecimento cujo objeto é a pesquisa e a determinação das causas e origens de um determinado fenômeno. 2. Estudo das causas das doenças.
33 Antígeno: 1. Partícula ou molécula capaz de deflagrar a produção de anticorpo específico. 2. Substância que, introduzida no organismo, provoca a formação de anticorpo.
34 PCR: Reação em cadeia da polimerase (em inglês Polymerase Chain Reaction - PCR) é um método de amplificação de DNA (ácido desoxirribonucleico).
35 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
36 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
37 Aleitamento Materno: Compreende todas as formas do lactente receber leite humano ou materno e o movimento social para a promoção, proteção e apoio à esta cultura. Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
38 Antitérmicos: Medicamentos que combatem a febre. Também pode ser chamado de febrífugo, antifebril e antipirético.
39 Analgésicos: Grupo de medicamentos usados para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
40 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
41 Antieméticos: Substância que evita o vômito.
42 Comorbidades: Coexistência de transtornos ou doenças.
43 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
44 Sequelas: 1. Na medicina, é a anomalia consequente a uma moléstia, da qual deriva direta ou indiretamente. 2. Ato ou efeito de seguir. 3. Grupo de pessoas que seguem o interesse de alguém; bando. 4. Efeito de uma causa; consequência, resultado. 5. Ato ou efeito de dar seguimento a algo que foi iniciado; sequência, continuação. 6. Sequência ou cadeia de fatos, coisas, objetos; série, sucessão. 7. Possibilidade de acompanhar a coisa onerada nas mãos de qualquer detentor e exercer sobre ela as prerrogativas de seu direito.
45 Lactentes: Que ou aqueles que mamam, bebês. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
46 Hiponatremia: Concentração de sódio sérico abaixo do limite inferior da normalidade; na maioria dos laboratórios, isto significa [Na+] < 135 meq/L, mas o ponto de corte [Na+] < 136 meq/L também é muito utilizado.
47 Hipocalemia: Concentração sérica de potássio inferior a 3,5 mEq/l. Pode ocorrer por alterações na distribuição de potássio (desvio do compartimento extracelular para intracelular) ou de reduções efetivas no conteúdo corporal de potássio por uma menor ingesta ou por perda aumentada. Fraqueza muscular e arritimias cardíacas são os sinais e sintomas mais comuns, podendo haver também poliúria, polidipsia e constipação. Pode ainda ser assintomática.
48 Hipoglicemia: Condição que ocorre quando há uma queda excessiva nos níveis de glicose, freqüentemente abaixo de 70 mg/dL, com aparecimento rápido de sintomas. Os sinais de hipoglicemia são: fome, fadiga, tremores, tontura, taquicardia, sudorese, palidez, pele fria e úmida, visão turva e confusão mental. Se não for tratada, pode levar ao coma. É tratada com o consumo de alimentos ricos em carboidratos como pastilhas ou sucos com glicose. Pode também ser tratada com uma injeção de glucagon caso a pessoa esteja inconsciente ou incapaz de engolir. Também chamada de reação à insulina.
49 Ponderal: Relativo a peso, equilíbrio. Exemplos: Perda ponderal = perda de peso, emagrecimento. Ganho ponderal = ganho de peso.
50 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
51 Hipovolemia: Diminuição do volume de sangue secundário a hemorragias, desidratação ou seqüestro de sangue para um terceiro espaço (p. ex. peritônio).
52 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
53 Probióticos: Suplemento alimentar, rico em micro-organismos vivos, que afeta de forma benéfica seu consumidor, através da melhoria do balanço microbiano intestinal.
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