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Asterixis e o alerta silencioso das encefalopatias

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O que é asterixis?

A asterixis é um sinal1 neurológico caracterizado por lapsos breves e involuntários na manutenção do tônus muscular2, resultando em movimentos irregulares, geralmente descritos como “batimentos” ou flapping (movimento de “bater de asas”), sendo classicamente definida como um “tremor negativo”.

Diferentemente do tremor clássico, que decorre de contrações musculares rítmicas, a asterixis ocorre devido à interrupção momentânea da contração muscular sustentada. Trata-se, portanto, de uma forma de mioclonia3 negativa, e não de um tremor verdadeiro.

Esse sinal1 é mais frequentemente observado quando o paciente mantém os braços estendidos à frente do corpo, com os punhos em extensão e os dedos abertos. Nessa posição, surgem movimentos abruptos de flexão dos punhos e dos dedos, que se repetem de forma irregular.

A asterixis não é uma doença em si, mas um achado clínico importante que geralmente indica a presença de encefalopatia4 difusa, especialmente de origem metabólica ou tóxica.

Quais são as causas de asterixis?

A asterixis está classicamente associada a distúrbios metabólicos e tóxicos que afetam o sistema nervoso central5. A causa mais comum é a encefalopatia4 hepática6, decorrente da insuficiência hepática7 aguda ou crônica, na qual toxinas8, especialmente a amônia, acumulam-se no organismo e exercem efeito neurotóxico.

Outras causas relevantes incluem:

  • insuficiência renal9 (encefalopatia4 urêmica), especialmente quando produtos nitrogenados se acumulam no sangue10;
  • distúrbios respiratórios, como hipercapnia11 (retenção de dióxido de carbono) em doenças pulmonares avançadas;
  • alterações eletrolíticas, como hiponatremia12, hipocalcemia13, hipocalemia14 e hipomagnesemia;
  • hipoglicemia15 e, menos frequentemente, hiperglicemia16 grave;
  • intoxicações medicamentosas, especialmente por sedativos, benzodiazepínicos, barbitúricos, opioides e anticonvulsivantes;
  • lesões17 estruturais cerebrais, como acidentes vasculares18 cerebrais, particularmente quando acometem regiões talâmicas ou do tronco encefálico19, podendo causar asterixis unilateral;
  • e encefalopatias20 metabólicas diversas, incluindo encefalopatia4 hipóxica e séptica.

De forma geral, a presença de asterixis sugere disfunção cerebral difusa, exceto quando unilateral, situação em que se deve suspeitar de lesão21 focal.

Leia sobre "Tremor essencial", "Os diversos tipos de tremores" e "Delirium tremens22".

Qual é a fisiopatologia23 da asterixis?

A fisiopatologia23 da asterixis envolve uma falha na manutenção do controle postural sustentado, que depende da integridade de circuitos neurológicos corticais, subcorticais e do tronco encefálico19. Em condições normais, o córtex motor, os núcleos da base, o cerebelo24 e o sistema reticular25 trabalham de forma integrada para manter a contração muscular contínua necessária à postura. Na asterixis, ocorre uma interrupção transitória desses circuitos, resultando em lapsos breves de inibição do tônus muscular2. Esses lapsos duram frações de segundo, mas são suficientes para causar movimentos abruptos de flexão ou “queda” do segmento corporal afetado.

Nas encefalopatias20 metabólicas, substâncias tóxicas como amônia, ureia26 e outros metabólitos27 alteram a neurotransmissão excitatória e inibitória, especialmente envolvendo os sistemas GABAérgico e glutamatérgico.

Na encefalopatia4 hepática6, destaca-se ainda o acúmulo de glutamina nos astrócitos28, levando a edema29 cerebral de baixo grau e disfunção da regulação osmótica30. Além disso, há comprometimento da função dos astrócitos28 e disfunção da atividade elétrica cortical, favorecendo a instabilidade do controle motor.

Em casos de lesão21 focal, como no AVC, a interrupção direta das vias motoras31 ou dos núcleos responsáveis pelo controle postural pode gerar asterixis localizada, geralmente unilateral.

Quais são as características clínicas da asterixis?

A principal característica clínica da asterixis é o movimento involuntário, irregular e não rítmico, observado durante a tentativa de manter uma postura fixa. O achado clássico é o movimento de “bater de asas” dos membros superiores, que corresponde a quedas súbitas seguidas de correção postural. Em geral, não há tremor em repouso.

O acometimento é bilateral na maioria dos casos metabólicos, mas pode ser unilateral em lesões17 cerebrais focais. Frequentemente, está associada a sintomas32 neurológicos e sistêmicos33, como confusão mental, sonolência, desorientação, fala arrastada e alteração do nível de consciência.

A asterixis também pode ser observada em outros grupos musculares, como língua34, mandíbula35 e membros inferiores, embora isso seja menos comum. Sua presença costuma indicar encefalopatia4 de grau moderado, especialmente no contexto da encefalopatia4 hepática6 (grau II–III).

Como o médico diagnostica a asterixis?

O diagnóstico36 da asterixis é essencialmente clínico, baseado na observação direta durante o exame neurológico. O médico solicita que o paciente estenda os braços à frente do corpo, mantenha os punhos estendidos e os dedos abertos por alguns segundos. A presença de movimentos irregulares e abruptos confirma o achado. Outra manobra útil é solicitar dorsiflexão dos punhos com os cotovelos apoiados, o que pode facilitar a visualização do sinal1.

Após identificar a asterixis, a investigação diagnóstica deve ser direcionada à identificação da causa subjacente. Os exames complementares podem incluir:

  • exames laboratoriais, como função hepática6, função renal37, eletrólitos38, glicemia39, gasometria arterial e dosagem de amônia (esta última com utilidade limitada isoladamente, devendo ser interpretada no contexto clínico);
  • exames de imagem cerebral, como tomografia computadorizada40 ou ressonância magnética41, quando se suspeita de lesão21 estrutural;
  • e eletroencefalograma42 (EEG), que pode mostrar lentificação difusa nas encefalopatias20 metabólicas.

O diagnóstico36 diferencial inclui tremores de outras etiologias, mioclonias e distúrbios do movimento associados a doenças neurodegenerativas.

Como o médico trata a asterixis?

O tratamento da asterixis consiste fundamentalmente no manejo da causa subjacente, já que o sinal1 desaparece à medida que a disfunção metabólica ou neurológica é corrigida. Não há um tratamento específico direcionado apenas à asterixis. As principais estratégias terapêuticas incluem:

  • o tratamento da encefalopatia4 hepática6, com redução da amônia por meio de lactulose (ajustada para promover 2–3 evacuações/dia), rifaximina, ajuste dietético com ingestão proteica adequada (evitando restrição excessiva) e controle de fatores precipitantes;
  • correção de distúrbios metabólicos, como eletrólitos38 e glicemia39;
  • tratamento da insuficiência renal9, incluindo diálise43 quando indicada;
  • suspensão ou ajuste de medicamentos neurotóxicos;
  • tratamento da hipercapnia11, com suporte ventilatório quando necessário;
  • e manejo de lesões17 cerebrais conforme a etiologia44.

Em casos graves, pode ser necessário suporte intensivo para manutenção das funções vitais. A rápida identificação e correção da causa são fundamentais para reversibilidade do quadro.

Veja também sobre "Síndromes hipercinéticas", "Mioclonias" e "Doença ou Mal de Parkinson".

Como evolui a asterixis?

A evolução da asterixis depende diretamente da causa e da rapidez com que o tratamento é instituído. Em muitos casos, especialmente nas encefalopatias20 metabólicas reversíveis, a asterixis desaparece completamente após a correção do distúrbio subjacente.

Quando associada a doenças crônicas, como cirrose45 hepática6 avançada ou insuficiência renal9 terminal, a asterixis pode reaparecer durante episódios de descompensação. Nos casos de lesão21 estrutural cerebral, a recuperação pode ser parcial ou limitada, dependendo da extensão do dano neurológico. A persistência do sinal1 geralmente indica controle inadequado da condição de base.

Quais são as complicações possíveis com a asterixis?

Embora a asterixis em si não seja uma condição grave, ela sinaliza doenças potencialmente sérias. As principais complicações estão relacionadas à causa subjacente e incluem:

  • progressão para coma46 em encefalopatias20 graves;
  • quedas e acidentes devido à instabilidade motora;
  • agravamento do estado neurológico;
  • comprometimento da autonomia funcional;
  • e mortalidade47 aumentada quando associada a insuficiência hepática7 ou renal37 avançada.

Assim, a asterixis deve ser encarada como um marcador clínico de alerta para disfunção sistêmica significativa. A identificação precoce da asterixis é fundamental, pois permite reconhecer distúrbios sistêmicos33 graves e iniciar tratamento oportuno, melhorando significativamente o prognóstico48 do paciente.

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da U.S. National Library of Medicine e da Cleveland Clinic.

ABCMED, 2026. Asterixis e o alerta silencioso das encefalopatias. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1501615/asterixis-e-o-alerta-silencioso-das-encefalopatias.htm>. Acesso em: 20 mar. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.
2 Tônus muscular: Estado de tensão elástica (contração ligeira) que o músculo apresenta em repouso e que lhe permite iniciar a contração imediatamente depois de receber o impulso dos centros nervosos. Num estado de relaxamento completo (sem tônus), o músculo levaria mais tempo para iniciar a contração.
3 Mioclonia: Contração muscular súbita e involuntária que se verifica especialmente nas mãos e nos pés, devido à descarga patológica de um grupo de células nervosas.
4 Encefalopatia: Qualquer patologia do encéfalo. O encéfalo é um conjunto que engloba o tronco cerebral, o cerebelo e o cérebro.
5 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
6 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
7 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
8 Toxinas: Substâncias tóxicas, especialmente uma proteína, produzidas durante o metabolismo e o crescimento de certos microrganismos, animais e plantas, capazes de provocar a formação de anticorpos ou antitoxinas.
9 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
10 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
11 Hipercapnia: É a presença de doses excessivas de dióxido de carbono no sangue.
12 Hiponatremia: Concentração de sódio sérico abaixo do limite inferior da normalidade; na maioria dos laboratórios, isto significa [Na+] < 135 meq/L, mas o ponto de corte [Na+] < 136 meq/L também é muito utilizado.
13 Hipocalcemia: É a existência de uma fraca concentração de cálcio no sangue. A manifestação clínica característica da hipocalcemia aguda é a crise de tetania.
14 Hipocalemia: Concentração sérica de potássio inferior a 3,5 mEq/l. Pode ocorrer por alterações na distribuição de potássio (desvio do compartimento extracelular para intracelular) ou de reduções efetivas no conteúdo corporal de potássio por uma menor ingesta ou por perda aumentada. Fraqueza muscular e arritimias cardíacas são os sinais e sintomas mais comuns, podendo haver também poliúria, polidipsia e constipação. Pode ainda ser assintomática.
15 Hipoglicemia: Condição que ocorre quando há uma queda excessiva nos níveis de glicose, freqüentemente abaixo de 70 mg/dL, com aparecimento rápido de sintomas. Os sinais de hipoglicemia são: fome, fadiga, tremores, tontura, taquicardia, sudorese, palidez, pele fria e úmida, visão turva e confusão mental. Se não for tratada, pode levar ao coma. É tratada com o consumo de alimentos ricos em carboidratos como pastilhas ou sucos com glicose. Pode também ser tratada com uma injeção de glucagon caso a pessoa esteja inconsciente ou incapaz de engolir. Também chamada de reação à insulina.
16 Hiperglicemia: Excesso de glicose no sangue. Hiperglicemia de jejum é o nível de glicose acima dos níveis considerados normais após jejum de 8 horas. Hiperglicemia pós-prandial acima de níveis considerados normais após 1 ou 2 horas após alimentação.
17 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
18 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
19 Tronco Encefálico: Parte do encéfalo que conecta os hemisférios cerebrais à medula espinhal. É formado por MESENCÉFALO, PONTE e MEDULA OBLONGA.
20 Encefalopatias: Qualquer patologia do encéfalo. O encéfalo é um conjunto que engloba o tronco cerebral, o cerebelo e o cérebro.
21 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
22 Delirium tremens: Variedade de delírio associado ao consumo ou abstinência de álcool.
23 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.
24 Cerebelo: Parte do encéfalo que fica atrás do TRONCO ENCEFÁLICO, na base posterior do crânio (FOSSA CRANIANA POSTERIOR). Também conhecido como “encéfalo pequeno“, com convoluções semelhantes àquelas do CÓRTEX CEREBRAL, substância branca interna e núcleos cerebelares profundos. Sua função é coordenar movimentos voluntários, manter o equilíbrio e aprender habilidades motoras.
25 Reticular: Dar formato de rede a alguma coisa ou guarnecer de retículo ou retícula.
26 Ureia: 1. Resíduo tóxico produzido pelo organismo, resulta da quebra de proteínas pelo fígado. É normalmente removida do organismo pelos rins e excretada na urina. 2. Substância azotada. Composto orgânico cristalino, incolor, de fórmula CO(NH2)2 (ou CH4N2O), com um ponto de fusão de 132,7 °C.
27 Metabólitos: Qualquer composto intermediário das reações enzimáticas do metabolismo.
28 Astrócitos: Classe de grandes células da neuroglia (macrogliais) no sistema nervoso central (as maiores e mais numerosas células da neuroglia localizadas no cérebro e na medula espinhal). Os astrócitos (células ”estrela”) têm forma irregular, com vários processos longos, incluindo aqueles com ”pés terminais”; estes formam a membrana glial (limitante) e, direta ou indiretamente, contribuem para a BARREIRA HEMATO-ENCEFÁLICA. Regulam o meio extracelular químico e iônico e os ”astrócitos reativos” (junto com a MICROGLIA) respondem a lesão. Barreira Hematoencefálica;
29 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
30 Osmótica: Relativo à osmose, ou seja, ao fluxo do solvente de uma solução pouco concentrada, em direção a outra mais concentrada, que se dá através de uma membrana semipermeável.
31 Vias Motoras: Estruturas nervosas através das quais os impulsos são conduzidos do centro nervoso para um sítio periférico. Estes impulsos são conduzidos por NEURÔNIOS EFERENTES, como os NEURÔNIOS MOTORES, neurônios autonômicos e hipofisários.
32 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
33 Sistêmicos: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
34 Língua:
35 Mandíbula: O maior (e o mais forte) osso da FACE; constitui o maxilar inferior, que sustenta os dentes inferiores. Sinônimos: Forame Mandibular; Forame Mentoniano; Sulco Miloióideo; Maxilar Inferior
36 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
37 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
38 Eletrólitos: Em eletricidade, é um condutor elétrico de natureza líquida ou sólida, no qual cargas são transportadas por meio de íons. Em química, é uma substância que dissolvida em água se torna condutora de corrente elétrica.
39 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 70 e 110 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).
40 Tomografia computadorizada: Exame capaz de obter imagens em tons de cinza de “fatias†de partes do corpo ou de órgãos selecionados, as quais são geradas pelo processamento por um computador de uma sucessão de imagens de raios X de alta resolução em diversos segmentos sucessivos de partes do corpo ou de órgãos.
41 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.
42 Eletroencefalograma: Registro da atividade elétrica cerebral mediante a utilização de eletrodos cutâneos que recebem e amplificam os potenciais gerados em cada região encefálica.
43 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
44 Etiologia: 1. Ramo do conhecimento cujo objeto é a pesquisa e a determinação das causas e origens de um determinado fenômeno. 2. Estudo das causas das doenças.
45 Cirrose: Substituição do tecido normal de um órgão (freqüentemente do fígado) por um tecido cicatricial fibroso. Deve-se a uma agressão persistente, infecciosa, tóxica ou metabólica, que produz perda progressiva das células funcionalmente ativas. Leva progressivamente à perda funcional do órgão.
46 Coma: 1. Alteração do estado normal de consciência caracterizado pela falta de abertura ocular e diminuição ou ausência de resposta a estímulos externos. Pode ser reversível ou evoluir para a morte. 2. Presente do subjuntivo ou imperativo do verbo ”comer.”
47 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
48 Prognóstico: 1. Juízo médico, baseado no diagnóstico e nas possibilidades terapêuticas, em relação à duração, à evolução e ao termo de uma doença. Em medicina, predição do curso ou do resultado provável de uma doença; prognose. 2. Predição, presságio, profecia relativos a qualquer assunto. 3. Relativo a prognose. 4. Que traça o provável desenvolvimento futuro ou o resultado de um processo. 5. Que pode indicar acontecimentos futuros (diz-se de sinal, sintoma, indício, etc.). 6. No uso pejorativo, pernóstico, doutoral, professoral; prognóstico.
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