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Síndrome do vômito cíclico: a doença que provoca episódios repetidos e intensos de náuseas e vômitos

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O que é a síndrome1 do vômito2 cíclico?

A Síndrome1 do Vômito2 Cíclico (SVC) é um distúrbio funcional do trato gastrointestinal classificado atualmente entre os distúrbios da interação intestino–cérebro, caracterizado por episódios recorrentes, estereotipados e intensos de vômitos3 incoercíveis, separados por períodos completamente assintomáticos ou com sintomas4 mínimos.

Trata-se de uma condição sem causa estrutural identificável, na qual o paciente apresenta crises abruptas de náusea5 intensa seguidas de vômitos3 repetitivos que podem ocorrer várias vezes por hora durante o pico da crise, e que duram de algumas horas a até cerca de 5 a 10 dias (mais frequentemente entre 24 e 72 horas). Entre as crises, o paciente retorna ao seu estado basal, sem sintomas4 gastrointestinais significativos, o que diferencia a SVC de doenças com sintomas4 persistentes, como gastroparesia6, dispepsia7 funcional grave ou refluxo gastroesofágico8 complicado.

A intensidade das crises pode ser extremamente incapacitante e muitos pacientes descrevem o quadro como um dos episódios de náusea5 mais intensos já experimentados, sendo frequente a necessidade de atendimento emergencial para hidratação intravenosa e controle dos sintomas4.

A síndrome1 foi descrita pela primeira vez em 1882 pelo médico inglês Samuel Gee, inicialmente em crianças, mas hoje se sabe que pode ocorrer em todas as faixas etárias, inclusive em adultos. Embora seja considerada relativamente rara, com prevalência9 estimada de aproximadamente 0,3% a 2% na população pediátrica, acredita-se que seja subdiagnosticada, especialmente em adultos.

Quais são as causas da síndrome1 do vômito2 cíclico?

A causa exata da Síndrome1 do Vômito2 Cíclico permanece incompletamente compreendida, sendo considerada uma condição multifatorial que envolve fatores genéticos, neuroendócrinos, autonômicos e ambientais. Há forte evidência de participação genética, particularmente relacionada a alterações na função mitocondrial, e estudos identificaram polimorfismos em genes mitocondriais, como MT-TL1 e MT-ND1, em parte dos pacientes, especialmente em casos familiares. Essas alterações ajudam a explicar o padrão de transmissão materna observado em algumas famílias, já que o DNA mitocondrial é herdado da mãe.

Existe também forte associação com enxaqueca10. Entre 50% e 80% dos pacientes ou de seus familiares de primeiro grau apresentam história de enxaqueca10, o que levou muitos especialistas a considerar a SVC uma condição pertencente ao espectro das síndromes relacionadas à enxaqueca10, especialmente em crianças.

Outros fatores que parecem contribuir para o desenvolvimento ou desencadeamento das crises incluem disfunção do eixo hipotálamo11-hipófise12-adrenal com resposta exagerada ao estresse, alterações do sistema nervoso autônomo13, hiperexcitabilidade neuronal central, alterações na microbiota14 intestinal e o uso crônico15 de cannabis. Neste último caso, deve-se considerar a síndrome1 da hiperêmese canabinoide, que pode simular ou coexistir com a SVC, sendo considerada atualmente uma condição distinta, mas frequentemente incluída no diagnóstico16 diferencial.

Leia sobre "Mitos e verdades sobre dor de cabeça17" e "Orientações para tratamento da cefaleia18".

Qual é a fisiopatologia19 da síndrome1 do vômito2 cíclico?

A fisiopatologia19 da Síndrome1 do Vômito2 Cíclico envolve uma complexa interação entre sistema nervoso central20, sistema nervoso21 entérico, vias autonômicas e mecanismos neuroendócrinos. De forma simplificada, acredita-se que estímulos desencadeantes ativem circuitos centrais responsáveis pela resposta ao estresse e pelo controle do vômito2.

O processo provavelmente começa com ativação de estruturas do sistema límbico e do hipotálamo11, que desencadeiam liberação do hormônio22 liberador de corticotropina (CRH). Isso leva à ativação do eixo hipotálamo11-hipófise12-adrenal, com aumento de catecolaminas e outros mediadores do estresse. Paralelamente, ocorre ativação de circuitos neurais que envolvem o núcleo do trato solitário e a área postrema23, regiões do tronco cerebral24 responsáveis pelo controle do reflexo do vômito2.

Diversos neurotransmissores participam desse processo, incluindo serotonina (especialmente via receptores 5-HT3), substância P (via receptores de neurocinina-1 – NK1) e dopamina25. Esses mecanismos ajudam a explicar a eficácia de medicamentos antieméticos26 serotoninérgicos, antagonistas de NK1 e terapias antimigranosas em muitos pacientes.

Outra hipótese fisiopatológica importante envolve disfunção mitocondrial, que comprometeria a produção energética neuronal e aumentaria a susceptibilidade27 a crises desencadeadas por estresse metabólico. Durante as crises, podem ser observadas manifestações de hiperatividade autonômica, como taquicardia28, hipertensão arterial29, sudorese30, febre31 baixa, leucocitose32 e elevação do cortisol plasmático, reforçando o conceito de tempestade autonômica associada ao estresse fisiológico33.

Quais são as características clínicas da síndrome1 do vômito2 cíclico?

A apresentação clínica da Síndrome1 do Vômito2 Cíclico costuma ser altamente estereotipada para cada paciente, o que frequentemente permite suspeita diagnóstica baseada na história clínica.

As crises geralmente evoluem em fases clínicas relativamente bem definidas. A primeira é a fase prodrômica, que pode ocorrer horas antes do início dos vômitos3 e é caracterizada por náusea5 crescente, ansiedade intensa, sensação de pânico, palidez, sudorese30 e dor abdominal. Muitos pacientes reconhecem essa fase e conseguem prever o início da crise.

Em seguida ocorre a fase emética (ou fase de vômitos3), marcada por vômitos3 repetitivos, intensos e frequentemente incapacitantes, acompanhados de náusea5 persistente, hipersalivação, fadiga34 extrema e incapacidade de tolerar ingestão oral. Os vômitos3 podem ocorrer diversas vezes por hora e podem conter conteúdo gástrico35, biliar e, ocasionalmente, pequenas quantidades de sangue36 decorrentes de irritação da mucosa37.

Durante essa fase, alguns pacientes relatam alívio parcial ao tomar banhos quentes ou permanecer sob água quente, um comportamento também descrito na síndrome1 da hiperêmese canabinoide.

A terceira fase é a fase de recuperação, na qual ocorre cessação relativamente abrupta dos vômitos3, seguida por melhora progressiva da náusea5, retorno do apetite e recuperação da energia nas horas ou dias seguintes.

O início das crises costuma ocorrer durante a madrugada ou nas primeiras horas da manhã, e a duração média varia entre 24 e 72 horas, embora alguns episódios possam durar mais. A frequência é variável, podendo ocorrer desde um episódio por ano até vários episódios por mês, sempre com intervalos assintomáticos entre eles.

Em crianças, é comum a associação com palidez intensa, dor abdominal, vertigem38 e sintomas4 compatíveis com variantes de enxaqueca10. Em adultos, observa-se com maior frequência comorbidades39 psiquiátricas, como ansiedade, depressão e transtorno do pânico.

Veja mais em "Crise de ansiedade" e "A ansiedade pode não ser patológica?"

Como o médico diagnostica a síndrome1 do vômito2 cíclico?

O diagnóstico16 da Síndrome1 do Vômito2 Cíclico é fundamentalmente clínico, baseado na história típica e na exclusão de outras causas de vômitos3 recorrentes.

Atualmente, os critérios diagnósticos mais utilizados derivam dos critérios de Roma IV para distúrbios da interação intestino–cérebro. De forma geral, eles incluem episódios recorrentes de vômitos3 intensos e estereotipados, com duração limitada, separados por períodos de bem-estar, e ausência de outra doença que explique os sintomas4 após avaliação adequada.

Exames complementares são frequentemente solicitados não para confirmar a SVC, mas para excluir diagnósticos alternativos. Entre eles podem ser solicitados hemograma, eletrólitos40, função renal41, glicemia42, provas de função hepática43, amilase ou lipase e gasometria, especialmente durante crises intensas.

Dependendo do contexto clínico, pode ser necessário investigar obstrução intestinal, doenças metabólicas, tumores intracranianos, insuficiência44 adrenal (doença de Addison), porfiria45 aguda intermitente46 ou distúrbios neurológicos. Exames como endoscopia47 digestiva alta, ultrassonografia48 abdominal, tomografia ou ressonância magnética49 do encéfalo50 podem ser indicados em situações selecionadas.

Em crianças pequenas ou quando há suspeita clínica, pode ser realizada triagem metabólica com dosagem de ácidos orgânicos urinários ou outros testes metabólicos.

Como o médico trata a síndrome1 do vômito2 cíclico?

O tratamento da Síndrome1 do Vômito2 Cíclico envolve estratégias para controle das crises agudas e terapias preventivas destinadas a reduzir a frequência e a intensidade dos episódios.

Durante as crises, o tratamento é principalmente de suporte, com hidratação intravenosa, correção de distúrbios eletrolíticos e controle intensivo da náusea5 e dos vômitos3. Antieméticos26 como ondansetrona ou outros antagonistas de receptores 5-HT3 são frequentemente utilizados. Em alguns pacientes, especialmente aqueles com história de enxaqueca10, triptanos administrados precocemente na fase prodrômica podem abortar ou reduzir a intensidade da crise.

Medicamentos sedativos, como benzodiazepínicos, podem ajudar a reduzir ansiedade e hiperatividade autonômica durante episódios graves. Anti-histamínicos sedativos, como difenidramina, também podem ser utilizados em alguns protocolos terapêuticos.

O tratamento profilático é indicado principalmente em pacientes com crises frequentes ou graves. Entre as terapias mais utilizadas está a amitriptilina, considerada uma das principais opções de primeira linha, especialmente em adolescentes e adultos. Outras opções incluem topiramato, propranolol (mais utilizado em crianças), aprepitanto, zonisamida ou levetiracetam, dependendo do perfil do paciente.

Além do tratamento farmacológico, é importante identificar e evitar fatores desencadeantes, como estresse intenso, privação de sono, jejum prolongado, infecções51 ou determinados alimentos. Intervenções comportamentais, como terapia cognitivo52-comportamental e técnicas de biofeedback, podem ser úteis em alguns pacientes.

Nos casos associados ao uso de cannabis, a suspensão completa da substância é essencial, pois a continuidade do consumo pode perpetuar ou agravar os episódios.

Como evolui a síndrome1 do vômito2 cíclico?

A Síndrome1 do Vômito2 Cíclico pode ser uma condição crônica e desafiadora, mas o reconhecimento precoce e a adoção de estratégias terapêuticas adequadas melhoraram significativamente o prognóstico53 nas últimas décadas.

Com tratamento profilático adequado e manejo adequado das crises, muitos pacientes conseguem reduzir substancialmente a frequência, a intensidade e a duração dos episódios, mantendo qualidade de vida satisfatória entre as crises.

Em crianças, aproximadamente 50% a 70% dos casos apresentam remissão ou melhora significativa ao longo da adolescência, e parte desses pacientes evolui posteriormente para enxaqueca10 típica na vida adulta. Em adultos, o curso tende a ser crônico15 e intermitente46, com períodos de melhora e recaída ao longo dos anos.

Mesmo com tratamento otimizado, uma parcela dos pacientes continua apresentando crises graves, o que pode gerar impacto importante na qualidade de vida.

Quais são as complicações da síndrome1 do vômito2 cíclico?

As complicações da Síndrome1 do Vômito2 Cíclico estão geralmente relacionadas à intensidade e à repetição dos episódios de vômitos3. Entre as complicações médicas mais comuns estão desidratação54 grave, hipocalemia55, alcalose56 metabólica, lesões57 da mucosa37 esofágica e lacerações de Mallory-Weiss, que podem causar hemorragia digestiva alta58. Em situações raras podem ocorrer hematoma59 intramural do esôfago60 ou ruptura esofágica (síndrome1 de Boerhaave).

Episódios repetidos também podem levar a desnutrição61, perda de peso e comprometimento nutricional, especialmente em pacientes com crises frequentes.

Além das complicações físicas, a síndrome1 pode causar impacto psicossocial significativo, incluindo absenteísmo escolar ou profissional, ansiedade antecipatória relacionada às crises, depressão e redução da qualidade de vida. Em alguns casos, pode ocorrer uso excessivo ou inadequado de analgésicos62 opioides ou sedativos, especialmente quando há dor abdominal intensa associada.

Em gestantes com história prévia de SVC, pode haver maior risco de quadros graves de vômitos3 durante a gestação, o que exige acompanhamento médico cuidadoso.

Apesar dessas possíveis complicações, a maioria dos pacientes apresenta melhora significativa com diagnóstico16 correto, tratamento adequado e acompanhamento clínico regular, podendo manter vida funcional entre os episódios.

Saiba mais sobre "Depressão reativa", "Tipos de depressão" e "Psicoterapias".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da U.S. National Library of Medicine e da Cleveland Clinic.

ABCMED, 2026. Síndrome do vômito cíclico: a doença que provoca episódios repetidos e intensos de náuseas e vômitos. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1500912/sindrome-do-vomito-ciclico-a-doenca-que-provoca-episodios-repetidos-e-intensos-de-nauseas-e-vomitos.htm>. Acesso em: 11 mar. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
2 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
3 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
4 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
5 Náusea: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc.
6 Gastroparesia: Tipo de neuropatia que afeta o estômago. A digestão dos alimentos pode ser incompleta ou retardada, resultando em náuseas, vômitos ou sensação de plenitude gástrica, tornando o controle glicêmico difícil.
7 Dispepsia: Dor ou mal-estar localizado no abdome superior. O mal-estar pode caracterizar-se por saciedade precoce, sensação de plenitude, distensão ou náuseas. A dispepsia pode ser intermitente ou contínua, podendo estar relacionada com os alimentos.
8 Refluxo gastroesofágico: Presença de conteúdo ácido proveniente do estômago na luz esofágica. Como o dito órgão não está adaptado fisiologicamente para suportar a acidez do suco gástrico, pode ser produzida inflamação de sua mucosa (esofagite).
9 Prevalência: Número de pessoas em determinado grupo ou população que são portadores de uma doença. Número de casos novos e antigos desta doença.
10 Enxaqueca: Sinônimo de migrânea. É a cefaléia cuja prevalência varia de 10 a 20% da população. Ocorre principalmente em mulheres com uma proporção homem:mulher de 1:2-3. As razões para esta preponderância feminina ainda não estão bem entendidas, mas suspeita-se de alguma relação com o hormônio feminino. Resulta da pressão exercida por vasos sangüíneos dilatados no tecido nervoso cerebral subjacente. O tratamento da enxaqueca envolve normalmente drogas vaso-constritoras para aliviar esta pressão. No entanto, esta medicamentação pode causar efeitos secundários no sistema circulatório e é desaconselhada a pessoas com problemas cardiológicos.
11 Hipotálamo: Parte ventral do diencéfalo extendendo-se da região do quiasma óptico à borda caudal dos corpos mamilares, formando as paredes lateral e inferior do terceiro ventrículo.
12 Hipófise:
13 Sistema nervoso autônomo: Parte do sistema nervoso que controla funções como respiração, circulação do sangue, controle de temperatura e da digestão.
14 Microbiota: Em ecologia, chama-se microbiota ao conjunto dos microrganismos que habitam um ecossistema, principalmente bactérias, protozoários e outros microrganismos que têm funções importantes na decomposição da matéria orgânica e, portanto, na reciclagem dos nutrientes. Fazem parte da microbiota humana uma quantidade enorme de bactérias que vivem em harmonia no organismo e auxiliam a ação do sistema imunológico e a nutrição, por exemplo.
15 Crônico: Descreve algo que existe por longo período de tempo. O oposto de agudo.
16 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
17 Cabeça:
18 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
19 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.
20 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
21 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
22 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
23 Área Postrema: Eminência pequena arredondada (em cada lado do QUARTO VENTRÍCULO) que recebe fibras nervosas do NÚCLEO SOLITÁRIO, MEDULA ESPINAL e áreas adjacentes da medula. A área postrema se localiza fora da BARREIRA HEMATOENCEFÁLICA e entre suas funções atua como quimiorreceptor emético.
24 Tronco Cerebral: Parte do encéfalo que conecta os hemisférios cerebrais à medula espinhal. É formado por MESENCÉFALO, PONTE e MEDULA OBLONGA.
25 Dopamina: É um mediador químico presente nas glândulas suprarrenais, indispensável para a atividade normal do cérebro.
26 Antieméticos: Substância que evita o vômito.
27 Susceptibilidade: 1. Ato, característica ou condição do que é suscetível. 2. Capacidade de receber as impressões que põem em exercício as ações orgânicas; sensibilidade. 3. Disposição ou tendência para se ofender e se ressentir com (algo, geralmente sem importância); delicadeza, melindre. 4. Em física, é o coeficiente de proporcionalidade entre o campo magnético aplicado a um material e a sua magnetização.
28 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
29 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
30 Sudorese: Suor excessivo
31 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
32 Leucocitose: É o aumento no número de glóbulos brancos (leucócitos) no sangue, geralmente maior que 8.000 por mm³. Ocorre em diferentes patologias como em resposta a infecções ou processos inflamatórios. Entretanto, também pode ser o resultado de uma reação normal em certas condições como a gravidez, a menstruação e o exercício muscular.
33 Fisiológico: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
34 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
35 Conteúdo Gástrico: Conteúdo compreendido em todo ou qualquer segmento do TRATO GASTROINTESTINAL
36 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
37 Mucosa: Tipo de membrana, umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
38 Vertigem: O termo vem do latim “vertere” e quer dizer rodar. A definição clássica de vertigem é alucinação do movimento. O indivíduo vê os objetos do ambiente rodarem ao seu redor ou seu corpo rodar em relação ao ambiente.
39 Comorbidades: Coexistência de transtornos ou doenças.
40 Eletrólitos: Em eletricidade, é um condutor elétrico de natureza líquida ou sólida, no qual cargas são transportadas por meio de íons. Em química, é uma substância que dissolvida em água se torna condutora de corrente elétrica.
41 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
42 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 70 e 110 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).
43 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
44 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
45 Porfiria: Constituem um grupo de pelo menos oito doenças genéticas distintas, além de formas adquiridas, decorrentes de deficiências enzimáticas específicas na via de biossíntese do heme, que levam à superprodução e acumulação de precursores metabólicos, para cada qual correspondendo um tipo particular de porfiria. Fatores ambientais, tais como: medicamentos, álcool, hormônios, dieta, estresse, exposição solar e outros desempenham um papel importante no desencadeamento e curso destas doenças.
46 Intermitente: Nos quais ou em que ocorrem interrupções; que cessa e recomeça por intervalos; intervalado, descontínuo. Em medicina, diz-se de episódios de febre alta que se alternam com intervalos de temperatura normal ou cujas pulsações têm intervalos desiguais entre si.
47 Endoscopia: Método no qual se visualiza o interior de órgãos e cavidades corporais por meio de um instrumento óptico iluminado.
48 Ultrassonografia: Ultrassonografia ou ecografia é um exame complementar que usa o eco produzido pelo som para observar em tempo real as reflexões produzidas pelas estruturas internas do organismo (órgãos internos). Os aparelhos de ultrassonografia utilizam uma frequência variada, indo de 2 até 14 MHz, emitindo através de uma fonte de cristal que fica em contato com a pele e recebendo os ecos gerados, os quais são interpretados através de computação gráfica.
49 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.
50 Encéfalo: A parte do SISTEMA NERVOSO CENTRAL contida no CRÂNIO. O encéfalo embrionário surge do TUBO NEURAL, sendo composto de três partes principais, incluindo o PROSENCÉFALO (cérebro anterior), o MESENCÉFALO (cérebro médio) e o ROMBENCÉFALO (cérebro posterior). O encéfalo desenvolvido consiste em CÉREBRO, CEREBELO e outras estruturas do TRONCO ENCEFÁLICO (MeSH). Conjunto de órgãos do sistema nervoso central que compreende o cérebro, o cerebelo, a protuberância anular (ou ponte de Varólio) e a medula oblonga, estando todos contidos na caixa craniana e protegidos pela meninges e pelo líquido cefalorraquidiano. É a maior massa de tecido nervoso do organismo e contém bilhões de células nervosas. Seu peso médio, em um adulto, é da ordem de 1.360 g, nos homens e 1.250 g nas mulheres. Embriologicamente, corresponde ao conjunto de prosencéfalo, mesencéfalo e rombencéfalo. Seu crescimento é rápido entre o quinto ano de vida e os vinte anos. Na velhice diminui de peso. Inglês
51 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
52 Cognitivo: 1. Relativo ao conhecimento, à cognição. 2. Relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
53 Prognóstico: 1. Juízo médico, baseado no diagnóstico e nas possibilidades terapêuticas, em relação à duração, à evolução e ao termo de uma doença. Em medicina, predição do curso ou do resultado provável de uma doença; prognose. 2. Predição, presságio, profecia relativos a qualquer assunto. 3. Relativo a prognose. 4. Que traça o provável desenvolvimento futuro ou o resultado de um processo. 5. Que pode indicar acontecimentos futuros (diz-se de sinal, sintoma, indício, etc.). 6. No uso pejorativo, pernóstico, doutoral, professoral; prognóstico.
54 Desidratação: Perda de líquidos do organismo pelo aumento importante da freqüência urinária, sudorese excessiva, diarréia ou vômito.
55 Hipocalemia: Concentração sérica de potássio inferior a 3,5 mEq/l. Pode ocorrer por alterações na distribuição de potássio (desvio do compartimento extracelular para intracelular) ou de reduções efetivas no conteúdo corporal de potássio por uma menor ingesta ou por perda aumentada. Fraqueza muscular e arritimias cardíacas são os sinais e sintomas mais comuns, podendo haver também poliúria, polidipsia e constipação. Pode ainda ser assintomática.
56 Alcalose: Desequilíbrio do meio interno, produzido por uma diminuição na concentração de íons hidrogênio ou aumento da concentração de bases orgânicas nos líquidos corporais.
57 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
58 Hemorragia digestiva alta: É um termo que se refere a qualquer sangramento proveniente do gastrointestinal superior. O limite anatômico para o sangramento gastrointestinal superior é o ligamento de Treitz, que liga a quarta porção do duodeno ao diafragma, perto da flexura esplênica do cólon.
59 Hematoma: Acúmulo de sangue em um órgão ou tecido após uma hemorragia.
60 Esôfago: Segmento muscular membranoso (entre a FARINGE e o ESTÔMAGO), no TRATO GASTRINTESTINAL SUPERIOR.
61 Desnutrição: Estado carencial produzido por ingestão insuficiente de calorias, proteínas ou ambos. Manifesta-se por distúrbios do desenvolvimento (na infância), atrofia de tecidos músculo-esqueléticos e caquexia.
62 Analgésicos: Grupo de medicamentos usados para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
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