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Fragilidade óssea inexplicada? Pode ser displasia fibrosa

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O que é displasia1 fibrosa?

A displasia1 fibrosa é uma doença óssea benigna de origem genética somática, caracterizada pela substituição do osso normal por tecido2 fibro-ósseo imaturo e estruturalmente frágil, decorrente de uma alteração na diferenciação e maturação dos osteoblastos. Essa condição ocorre quando o tecido2 fibro-ósseo anormal substitui o osso saudável, enfraquecendo sua estrutura e podendo levar a complicações como dor, deformidades progressivas, fraturas patológicas e, em alguns casos, compressão de estruturas neurovasculares adjacentes.

Ela pode se manifestar em duas formas principais: (1) monostótica, quando apenas um osso é afetado, o que representa cerca de 70–80% dos casos, e (2) poliostótica, quando múltiplos ossos estão envolvidos, geralmente com início mais precoce e maior impacto clínico. A forma poliostótica costuma se manifestar na infância, enquanto a forma monostótica é frequentemente descoberta incidentalmente em adolescentes ou adultos jovens durante exames de imagem realizados por outros motivos.

Condições associadas incluem:

  • A síndrome3 de McCune-Albright, caracterizada pela associação de displasia1 fibrosa poliostótica, manchas cutâneas4 café-com-leite com bordas irregulares e hiperfunção endócrina, como puberdade precoce, hipertireoidismo5, acromegalia6, síndrome de Cushing7 ou excesso de produção de hormônio8 do crescimento.
  • A síndrome3 de Mazabraud, uma condição rara caracterizada pela coexistência de displasia1 fibrosa e mixomas intramusculares benignos.

A transformação maligna é rara, ocorrendo em menos de 1% dos casos, mas o risco é significativamente maior em pacientes previamente submetidos à radioterapia9.

Quais são as causas da displasia1 fibrosa?

A displasia1 fibrosa é causada por uma mutação10 ativadora no gene GNAS, localizado no cromossomo11 20q13, que codifica a subunidade alfa da proteína G estimuladora (Gsα). Essa mutação10 resulta em ativação constitutiva da adenilato ciclase, aumento dos níveis intracelulares de AMP cíclico e alteração na diferenciação das células12 precursoras osteoblásticas, levando à formação de tecido2 fibro-ósseo anormal.

Trata-se de uma mutação10 somática pós-zigótica, ou seja, adquirida durante o desenvolvimento embrionário e não herdada dos pais, o que explica o caráter esporádico da doença e a ausência de transmissão hereditária. A extensão da doença depende do momento em que ocorre a mutação10 durante o desenvolvimento: mutações precoces tendem a causar formas poliostóticas e síndromes associadas, enquanto mutações tardias resultam em formas monostóticas.

Não há associação comprovada com fatores ambientais ou estilo de vida. No entanto, alterações hormonais, como aquelas observadas na puberdade ou durante a gravidez13, podem aumentar a atividade metabólica das lesões14 e exacerbar sintomas15, especialmente dor óssea. A radioterapia9 prévia é um fator de risco16 conhecido para transformação maligna secundária.

Qual é a fisiopatologia17 da displasia1 fibrosa?

A fisiopatologia17 da displasia1 fibrosa envolve uma alteração na diferenciação das células-tronco18 mesenquimais19 da medula óssea20, que passam a produzir tecido2 fibro-ósseo imaturo em vez de osso lamelar maduro. Esse tecido2 é composto por uma matriz fibrocelular com trabéculas21 ósseas imaturas e desorganizadas.

Histologicamente, observam-se trabéculas21 ósseas imaturas em formato irregular, frequentemente descritas como semelhantes a “letras chinesas”, imersas em estroma22 fibroso, e tipicamente sem o revestimento osteoblástico (“rim”) característico do osso normal. A transição entre o osso normal e o tecido2 displásico é geralmente gradual, e não abrupta, o que ajuda a diferenciar essa condição de outras lesões14 ósseas. Esse tecido2 anormal apresenta menor resistência mecânica, o que explica a predisposição a deformidades e fraturas.

Radiologicamente, a lesão23 apresenta frequentemente o aspecto clássico em “vidro fosco”, devido à mistura de matriz fibrosa e mineralização incompleta, embora esse padrão possa variar conforme a idade do paciente e a fase evolutiva da lesão23.

Na síndrome3 de McCune-Albright, a mesma mutação10 no gene GNAS afeta também tecidos endócrinos, resultando em hiperatividade hormonal autônoma, independente da regulação fisiológica24 normal.

Quais são as características clínicas da displasia1 fibrosa?

As manifestações clínicas variam conforme a extensão, localização e atividade da doença. Na forma monostótica, muitos pacientes são assintomáticos e o diagnóstico25 ocorre incidentalmente. Quando sintomática26, a doença pode causar dor óssea localizada, deformidade progressiva ou fratura27 patológica após trauma mínimo ou mesmo espontaneamente.

Na forma poliostótica, os sintomas15 são mais evidentes e podem incluir dor crônica, deformidades esqueléticas e discrepâncias no comprimento dos membros. Uma deformidade característica é o encurvamento progressivo do fêmur28 proximal29, conhecido como deformidade em “báculo de pastor”, resultante da fragilidade estrutural do osso.

O envolvimento craniofacial é relativamente comum e pode causar assimetria facial, aumento mandibular ou maxilar, proptose, alterações visuais, perda auditiva, obstrução nasal ou compressão de nervos cranianos, dependendo da localização da lesão23.

Na síndrome3 de McCune-Albright, observam-se manchas café-com-leite com bordas irregulares, geralmente respeitando a linha média corporal, além de alterações endócrinas como puberdade precoce, hipertireoidismo5, excesso de hormônio8 do crescimento ou síndrome de Cushing7.

Os ossos mais frequentemente afetados incluem costelas30, fêmur28, tíbia31, ossos craniofaciais e pelve32, enquanto o envolvimento das mãos33, coluna e esterno34 é menos comum. 

A atividade da doença costuma ser maior durante a infância e adolescência e frequentemente se estabiliza após a maturidade esquelética, embora a dor possa persistir na vida adulta.

Leia sobre "Cifose e escoliose35", "Desvios da coluna" e "Alterações posturais".

Como o médico diagnostica a displasia1 fibrosa?

O diagnóstico25 baseia-se principalmente em exames de imagem, associados à avaliação clínica. A radiografia simples é geralmente o exame inicial e pode mostrar uma lesão23 com aspecto clássico em “vidro fosco”, associada à expansão óssea, adelgaçamento cortical e deformidade estrutural, sem características agressivas típicas de tumores malignos.

A tomografia computadorizada36 é particularmente útil na avaliação de lesões14 craniofaciais, permitindo melhor definição anatômica e identificação de compressão de estruturas adjacentes. A ressonância magnética37 pode auxiliar na avaliação de complicações, mas é menos específica para o diagnóstico25 primário.

A cintilografia38 óssea com Tecnécio-99m é útil para identificar todas as áreas afetadas e determinar a extensão da doença, especialmente na forma poliostótica.

Os exames de imagem não são utilizados para diagnosticar diretamente alterações endócrinas, mas podem identificar lesões14 associadas; a avaliação hormonal é feita por exames laboratoriais específicos.

A biópsia39 óssea não é necessária na maioria dos casos, sendo reservada para situações em que há dúvida diagnóstica ou suspeita de transformação maligna.

Como o médico trata a displasia1 fibrosa?

O tratamento depende da presença de sintomas15, da localização e do impacto funcional da doença. Pacientes assintomáticos, especialmente com doença monostótica, podem ser tratados apenas com acompanhamento clínico e radiológico periódico. O tratamento medicamentoso é indicado principalmente para o controle da dor. Os bifosfonatos, como pamidronato intravenoso ou alendronato oral, podem reduzir a dor óssea em alguns pacientes, embora não revertam a lesão23 nem interrompam completamente sua progressão. Esses medicamentos atuam reduzindo a atividade osteoclástica e o remodelamento ósseo anormal. O uso de bifosfonatos deve ser individualizado, e sua eficácia é maior no controle da dor do que na prevenção de deformidades ou fraturas.

A cirurgia é indicada quando há fraturas, deformidades progressivas, compressão nervosa ou comprometimento funcional significativo. Os procedimentos podem incluir fixação interna com hastes intramedulares, osteotomias corretivas e estabilização estrutural, especialmente em ossos de carga como o fêmur28.

A curetagem40 isolada com enxerto41 ósseo apresenta altas taxas de recorrência42 e geralmente não é recomendada como tratamento único em ossos de carga.

No envolvimento craniofacial, a cirurgia pode ser necessária para descompressão43 de nervos ou correção estética e funcional.

Nas formas associadas à síndrome3 de McCune-Albright, o tratamento adequado das alterações endócrinas é essencial e deve ser conduzido por endocrinologista44.

Como evolui a displasia1 fibrosa?

A displasia1 fibrosa é uma condição benigna, com evolução geralmente lenta. A forma monostótica frequentemente permanece estável após a maturidade esquelética e tem excelente prognóstico45. As formas poliostóticas podem apresentar maior morbidade46, especialmente quando associadas a deformidades, fraturas ou alterações endócrinas.

A transformação maligna é rara, ocorrendo em menos de 1% dos casos, e os tumores mais frequentemente associados incluem osteossarcoma, fibrossarcoma e condrossarcoma, principalmente em pacientes previamente submetidos à radioterapia9.

A maioria dos pacientes tem expectativa de vida47 normal, especialmente quando acompanhada adequadamente. O manejo multidisciplinar, envolvendo ortopedistas, endocrinologistas e radiologistas, contribui significativamente para melhores resultados clínicos.

Quais são as complicações possíveis da displasia1 fibrosa?

As complicações incluem deformidades ósseas progressivas, fraturas patológicas e dor crônica. Em ossos de carga, essas alterações podem levar a limitação funcional e incapacidade. O envolvimento da coluna pode causar escoliose35, enquanto o acometimento craniofacial pode resultar em compressão de nervos cranianos, levando a perda visual, perda auditiva ou alterações neurológicas.

Alterações biomecânicas secundárias às deformidades podem predispor ao desenvolvimento precoce de osteoartrite48 nas articulações49 adjacentes.

Na síndrome3 de McCune-Albright, complicações endócrinas podem incluir puberdade precoce, hipertireoidismo5, acromegalia6 e síndrome de Cushing7, que requerem tratamento específico.

Embora rara, a transformação maligna é a complicação mais grave e deve ser suspeitada diante de dor progressiva inexplicada, crescimento rápido da lesão23 ou alterações radiológicas sugestivas de agressividade.

Com diagnóstico25 adequado e acompanhamento regular, a maioria dos pacientes apresenta boa qualidade de vida e controle satisfatório dos sintomas15.

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da ANDO - Associação Nacional de Displasia Óssea e da Science Direct.

ABCMED, 2026. Fragilidade óssea inexplicada? Pode ser displasia fibrosa. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1499950/fragilidade-ossea-inexplicada-pode-ser-displasia-fibrosa.htm>. Acesso em: 23 fev. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Displasia: Desenvolvimento ou crescimento anormal de um tecido ou órgão.
2 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
3 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
4 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
5 Hipertireoidismo: Doença caracterizada por um aumento anormal da atividade dos hormônios tireoidianos. Pode ser produzido pela administração externa de hormônios tireoidianos (hipertireoidismo iatrogênico) ou pelo aumento de uma produção destes nas glândulas tireóideas. Seus sintomas, entre outros, são taquicardia, tremores finos, perda de peso, hiperatividade, exoftalmia.
6 Acromegalia: Síndrome causada pelo aumento da secreção do hormônio de crescimento (GH e IGF-I) ,quando este aumento ocorre em idade adulta. Quando ocorre na adolescência chama-se gigantismo.
7 Síndrome de Cushing: A síndrome de Cushing, hipercortisolismo ou hiperadrenocortisolismo, é um conjunto de sinais e sintomas que indicam excesso de cortisona (hormônio) no sangue. Esse hormônio é liberado pela glândula adrenal (também conhecida como suprarrenal) em resposta à liberação de ACTH pela hipófise no cérebro. Níveis elevados de cortisol (ou cortisona) também podem ocorrer devido à administração de certos medicamentos, como hormônios glicocorticoides. A síndrome de Cushing e a doença de Cushing são muito parecidas, já que o que a causa de ambas é o elevado nível de cortisol no sangue. O que difere é a origem dessa elevação. A doença de Cushing diz respeito, exclusivamente, a um tumor na hipófise que passa a secretar grande quantidade de ACTH e, consequentemente, há um aumento na liberação de cortisol pelas adrenais. Já a síndrome de Cushing pode ocorrer, por exemplo, devido a um tumor presente nas glândulas suprarrenais ou pela administração excessiva de corticoides.
8 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
9 Radioterapia: Método que utiliza diversos tipos de radiação ionizante para tratamento de doenças oncológicas.
10 Mutação: 1. Ato ou efeito de mudar ou mudar-se. Alteração, modificação, inconstância. Tendência, facilidade para mudar de ideia, atitude etc. 2. Em genética, é uma alteração súbita no genótipo de um indivíduo, sem relação com os ascendentes, mas passível de ser herdada pelos descendentes.
11 Cromossomo: Cromossomos (Kroma=cor, soma=corpo) são filamentos espiralados de cromatina, existente no suco nuclear de todas as células, composto por DNA e proteínas, sendo observável à microscopia de luz durante a divisão celular.
12 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
13 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
14 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
15 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
16 Fator de risco: Qualquer coisa que aumente a chance de uma pessoa desenvolver uma doença.
17 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.
18 Células-tronco: São células primárias encontradas em todos os organismos multicelulares que retêm a habilidade de se renovar por meio da divisão celular mitótica e podem se diferenciar em uma vasta gama de tipos de células especializadas.
19 Mesenquimais: Relativo ao mesênquima; mesenquimático, mesenquimatoso. Mesênquima, na embriologia, é o tecido mesodérmico embrionário dos vertebrados, pouco diferenciado, que origina os tecidos conjuntivos no adulto. Na anatomia geral, no adulto, é o tecido conjuntivo comum e indiferenciado.
20 Medula Óssea: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
21 Trabéculas: 1. Em Anatomia, é a estrutura filamentar ou linear de certos tecidos orgânicos, como o tecido ósseo esponjoso, o tecido pulmonar ou a parede vesical. 2. Em Botânica, é o filamento ou fileira de células que atravessam uma lacuna ou um espaço em um tecido, em uma célula ou no espaço entre células. 3. Trave pequena.
22 Estroma: 1. Na anatomia geral e em patologia, é o tecido conjuntivo vascularizado que forma o tecido nutritivo e de sustentação de um órgão, glândula ou de estruturas patológicas. 2. Na anatomia botânica, é a matriz semifluida dos cloroplastos na qual se encontram os grana, grânulos de amido, ribossomas, etc. 3. Em micologia, é a massa de tecido de um fungo, formada a partir de hifas entrelaçadas e que, nos cogumelos, geralmente corresponde à maior parte do corpo.
23 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
24 Fisiológica: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
25 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
26 Sintomática: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
27 Fratura: Solução de continuidade de um osso. Em geral é produzida por um traumatismo, mesmo que possa ser produzida na ausência do mesmo (fratura patológica). Produz como sintomas dor, mobilidade anormal e ruídos (crepitação) na região afetada.
28 Fêmur: O mais longo e o maior osso do esqueleto; está situado entre o quadril e o joelho. Sinônimos: Trocanter
29 Proximal: 1. Que se localiza próximo do centro, do ponto de origem ou do ponto de união. 2. Em anatomia geral, significa o mais próximo do tronco (no caso dos membros) ou do ponto de origem (no caso de vasos e nervos). Ou também o que fica voltado para a cabeça (diz-se de qualquer formação). 3. Em botânica, o que fica próximo ao ponto de origem ou à base. 4. Em odontologia, é o mais próximo do ponto médio do arco dental.
30 Costelas:
31 Tíbia: Osso localizado no lado ântero-medial da perna. Ela apresenta duas epífises e uma diáfise e articula-se proximalmente com o fêmur e a fíbula e distalmente com o tálus e a fíbula.
32 Pelve: 1. Cavidade no extremo inferior do tronco, formada pelos dois ossos do quadril (ossos ilíacos), sacro e cóccix; bacia. 2. Qualquer cavidade em forma de bacia ou taça (por exemplo, a pelve renal).
33 Mãos: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
34 Esterno: Osso longo e achatado, situado na parte vertebral do tórax dos vertebrados (com exceção dos peixes), e que no homem se articula com as primeiras sete costelas e com a clavícula. Ele é composto de três partes: corpo, manúbrio e apêndice xifoide. Nos artrópodes, é uma placa quitinosa ventral do tórax.
35 Escoliose: Deformidade no alinhamento da coluna vertebral, que produz uma curvatura da mesma para um dos lados. Pode ser devido a distúrbios ósteo-articulares e a problemas posturais.
36 Tomografia computadorizada: Exame capaz de obter imagens em tons de cinza de “fatias†de partes do corpo ou de órgãos selecionados, as quais são geradas pelo processamento por um computador de uma sucessão de imagens de raios X de alta resolução em diversos segmentos sucessivos de partes do corpo ou de órgãos.
37 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.
38 Cintilografia: Procedimento que permite assinalar num tecido ou órgão interno a presença de um radiofármaco e acompanhar seu percurso graças à emissão de radiações gama que fazem aparecer na tela uma série de pontos brilhantes (cintilação); também chamada de cintigrafia ou gamagrafia.
39 Biópsia: 1. Retirada de material celular ou de um fragmento de tecido de um ser vivo para determinação de um diagnóstico. 2. Exame histológico e histoquímico. 3. Por metonímia, é o próprio material retirado para exame.
40 Curetagem: Operação ou cirurgia que consiste em esvaziar o interior de uma cavidade natural ou patológica com o auxílio de uma cureta; raspagem.
41 Enxerto: 1. Na agricultura, é uma operação que se caracteriza pela inserção de uma gema, broto ou ramo de um vegetal em outro vegetal, para que se desenvolva como na planta que o originou. Também é uma técnica agrícola de multiplicação assexuada de plantas florais e frutíferas, que permite associar duas plantas diferentes, mas gerações próximas, muito usada na produção de híbridos, na qual uma das plantas assegura a nutrição necessária à gema, ao broto ou ao ramo da outra, cujas características procura-se desenvolver; enxertia. 2. Na medicina, é a transferência especialmente de células ou de tecido (por exemplo, da pele) de um local para outro do corpo de um mesmo indivíduo ou de um indivíduo para outro.
42 Recorrência: 1. Retorno, repetição. 2. Em medicina, é o reaparecimento dos sintomas característicos de uma doença, após a sua completa remissão. 3. Em informática, é a repetição continuada da mesma operação ou grupo de operações. 4. Em psicologia, é a volta à memória.
43 Descompressão: Ato ou efeito de descomprimir, de aliviar o que está sob efeito de pressão ou de compressão.
44 Endocrinologista: Médico que trata pessoas que apresentam problemas nas glândulas endócrinas.
45 Prognóstico: 1. Juízo médico, baseado no diagnóstico e nas possibilidades terapêuticas, em relação à duração, à evolução e ao termo de uma doença. Em medicina, predição do curso ou do resultado provável de uma doença; prognose. 2. Predição, presságio, profecia relativos a qualquer assunto. 3. Relativo a prognose. 4. Que traça o provável desenvolvimento futuro ou o resultado de um processo. 5. Que pode indicar acontecimentos futuros (diz-se de sinal, sintoma, indício, etc.). 6. No uso pejorativo, pernóstico, doutoral, professoral; prognóstico.
46 Morbidade: Morbidade ou morbilidade é a taxa de portadores de determinada doença em relação à população total estudada, em determinado local e em determinado momento.
47 Expectativa de vida: A expectativa de vida ao nascer é o número de anos que se calcula que um recém-nascido pode viver caso as taxas de mortalidade registradas da população residente, no ano de seu nascimento, permaneçam as mesmas ao longo de sua vida.
48 Osteoartrite: Termo geral que se emprega para referir-se ao processo degenerativo da cartilagem articular, manifestado por dor ao movimento, derrame articular, etc. Também denominado artrose.
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