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Paralisia cerebral em adultos

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O que é paralisia1 cerebral em adultos?

A paralisia1 cerebral é um grupo de distúrbios permanentes do desenvolvimento do movimento e da postura, atribuídos a uma lesão2 ou anormalidade não progressiva no cérebro3 em desenvolvimento, ocorrida durante o período pré-natal, perinatal ou pós-natal precoce. Trata-se de um distúrbio do neurodesenvolvimento, e não de uma doença degenerativa4.

Em adultos, o termo não se refere a uma nova doença adquirida na idade adulta, mas sim à continuidade da condição diagnosticada na infância. Portanto, não existe “paralisia cerebral adquirida na vida adulta”; lesões5 cerebrais após o período de maturação encefálica6 configuram outras entidades clínicas.

Nos adultos, a paralisia1 cerebral manifesta-se como um quadro crônico7, com limitações motoras variáveis, que podem estar associadas a alterações sensoriais, cognitivas, de comunicação, comportamentais e epilepsia8. Apesar de a lesão2 cerebral ser estática, as manifestações clínicas podem mudar ao longo da vida em função do envelhecimento, do uso prolongado de músculos9 e articulações10, da sobrecarga biomecânica e da presença de comorbidades11 clínicas.

Leia também "Paralisia1 cerebral infantil", "Hipóxia12 cerebral" e "Doenças cerebrovasculares".

Quais são as causas da paralisia1 cerebral em adultos?

As causas da paralisia1 cerebral em adultos são as mesmas que originaram a condição na infância. A maioria dos casos está relacionada a eventos ocorridos durante a gestação ou no período neonatal, sendo menos frequentes as causas pós-natais precoces. Entre as principais etiologias estão:

  • infecções13 maternas (como toxoplasmose14, rubéola15 e citomegalovírus16);
  • hipóxia12 intrauterina;
  • malformações17 cerebrais;
  • exposição a drogas ou toxinas18;
  • alterações genéticas;
  • asfixia19 neonatal;
  • prematuridade extrema;
  • baixo peso ao nascer;
  • e hemorragia20 intraventricular, especialmente em recém-nascidos prematuros.

Também podem estar envolvidas complicações graves no período neonatal, infecções13 do sistema nervoso central21 (como meningite22 e encefalite23), traumatismo24 cranioencefálico nos primeiros anos de vida, icterícia25 grave com encefalopatia26 bilirrubínica (kernicterus27) e eventos hipóxico-isquêmicos precoces.

Essas ocorrências levam a uma lesão2 cerebral irreversível e não progressiva, cujos efeitos funcionais persistem na idade adulta.

Qual é a fisiopatologia28 da paralisia1 cerebral em adultos?

A fisiopatologia28 da paralisia1 cerebral está relacionada ao dano em áreas específicas do cérebro3 imaturo, especialmente o córtex motor, as vias corticoespinhais, os gânglios29 da base e o cerebelo30. A depender da localização e da extensão da lesão2, surgem diferentes padrões motores, tradicionalmente classificados como espástico, discinético (incluindo distonia31 e coreoatetose), atáxico ou misto.

A lesão2 cerebral interfere na organização e na modulação dos circuitos neurais responsáveis pelo controle motor voluntário e pelo tônus muscular32, resultando em alterações do tônus, da coordenação, do equilíbrio e do planejamento motor. Na forma espástica, há predomínio de hiperexcitabilidade do reflexo de estiramento e aumento do tônus dependente da velocidade; nas formas discinéticas, predominam movimentos involuntários relacionados a disfunção dos gânglios29 da base; e nas formas atáxicas, há comprometimento cerebelar com instabilidade postural e dismetria.

Em adultos, essas alterações podem ser agravadas por fenômenos secundários, como encurtamentos musculotendíneos, contraturas fixas, deformidades osteoarticulares, subluxação ou luxação33 de quadril, escoliose34, desgaste articular precoce e dor crônica. Além disso, o envelhecimento pode reduzir a reserva funcional e a capacidade adaptativa, favorecendo declínio de mobilidade mesmo na ausência de progressão da lesão2 cerebral.

Quais são as características clínicas da paralisia1 cerebral em adultos?

As características clínicas variam amplamente conforme o tipo, a topografia (hemiparesia35, diparesia, tetraparesia) e a gravidade da condição. As manifestações motoras incluem espasticidade36, distonia31, movimentos involuntários, ataxia37, fraqueza muscular e dificuldade de coordenação. Distúrbios da marcha e da postura são frequentes, podendo haver necessidade de órteses38, bengalas, andadores ou cadeira de rodas.

A dor musculoesquelética crônica é extremamente comum na vida adulta, muitas vezes relacionada a sobrecarga articular, desalinhamentos biomecânicos e contraturas antigas. Contraturas e deformidades articulares são observadas especialmente em quadris, joelhos, tornozelos e coluna vertebral39.

Alterações da fala (disartria40) e da deglutição41 (disfagia42) podem persistir, com risco de aspiração e complicações respiratórias. Parte dos indivíduos apresenta comprometimento cognitivo43, dificuldades de aprendizagem ou epilepsia8 associada. Transtornos emocionais, como ansiedade e depressão, também são frequentes, muitas vezes relacionados às limitações funcionais, à dor crônica e às barreiras sociais.

Como o médico diagnostica a paralisia1 cerebral em adultos?

O diagnóstico44 da paralisia1 cerebral em adultos é fundamentalmente clínico, baseado na história detalhada e no exame neurológico. Na maioria dos casos, trata-se de indivíduos com diagnóstico44 estabelecido na infância. No entanto, alguns adultos podem chegar ao atendimento especializado sem documentação formal prévia.

O médico investiga história de atraso no desenvolvimento motor, presença de alterações motoras desde os primeiros anos de vida e padrão clínico compatível com lesão2 não progressiva do sistema nervoso central21. É essencial excluir doenças neurológicas progressivas, como mielopatias, doenças neurodegenerativas ou distúrbios hereditários do movimento, especialmente quando há dúvida diagnóstica.

A ressonância magnética45 de encéfalo46 pode evidenciar lesões5 compatíveis com encefalopatia26 hipóxico-isquêmica, leucomalácia periventricular, malformações17 corticais ou sequelas47 hemorrágicas48. Avaliações funcionais, fonoaudiológicas, ortopédicas e, quando necessário, neuropsicológicas são importantes para caracterizar o perfil funcional e orientar o plano terapêutico.

Como o médico trata a paralisia1 cerebral em adultos?

O tratamento deve ser individualizado, contínuo e multidisciplinar, com foco na funcionalidade, na autonomia, na prevenção de complicações e na qualidade de vida. Não há cura para a paralisia1 cerebral, mas diversas estratégias terapêuticas podem reduzir limitações e complicações secundárias.

A fisioterapia49 é fundamental para manutenção da mobilidade, prevenção de contraturas, treinamento de marcha, fortalecimento muscular e manejo da dor. A terapia ocupacional50 contribui para maior independência nas atividades da vida diária e adaptação ambiental. A fonoaudiologia atua nos distúrbios da fala e da deglutição41.

No tratamento da espasticidade36, podem ser utilizados medicamentos de ação sistêmica, como baclofeno, tizanidina ou diazepam, sempre com monitoramento de efeitos adversos como sedação51 e fraqueza muscular excessiva. A toxina52 botulínica tipo A é indicada para espasticidade36 focal, com benefício funcional quando associada à reabilitação. Em casos selecionados de espasticidade36 grave e generalizada, pode-se considerar bomba intratecal de baclofeno, conforme critérios especializados. Analgésicos53 e estratégias não farmacológicas são empregados no controle da dor crônica.

Intervenções ortopédicas, como uso de órteses38, cirurgias corretivas ou procedimentos para estabilização articular, podem ser indicadas em situações específicas. O acompanhamento psicológico e psiquiátrico é recomendado quando há sofrimento emocional significativo. A transição estruturada do cuidado pediátrico para o cuidado adulto também é considerada boa prática assistencial nas diretrizes contemporâneas.

Como evolui a paralisia1 cerebral em adultos?

Embora a lesão2 cerebral seja não progressiva, a condição funcional pode se modificar ao longo da vida. Muitos adultos com paralisia1 cerebral experimentam declínio funcional, especialmente após a terceira ou quarta décadas, relacionado ao envelhecimento do sistema musculoesquelético, à fadiga54 acumulada e à dor crônica.

Fatores como sedentarismo55, obesidade56, baixa adesão à reabilitação e presença de comorbidades11 clínicas podem acelerar essa perda funcional. Por outro lado, acompanhamento regular, prática orientada de atividade física e intervenções precoces diante de dor ou deformidades contribuem para manutenção da independência e participação social.

Quais são as complicações possíveis na paralisia1 cerebral em adultos?

As complicações mais frequentes incluem dor crônica musculoesquelética, artrose57 precoce, degeneração58 articular, osteoporose59 com maior risco de fraturas, disfagia42 com risco de aspiração, complicações respiratórias, fadiga54 persistente, transtornos depressivos e redução progressiva da mobilidade. Também podem ocorrer distúrbios do sono, alterações urinárias e intestinais e maior risco cardiometabólico, especialmente em indivíduos com mobilidade reduzida.

Essas complicações reforçam a importância de cuidado contínuo, vigilância clínica periódica e abordagem integral centrada na pessoa, pois trata-se de uma condição crônica complexa, decorrente de lesão2 não progressiva do cérebro3 em desenvolvimento, mas com repercussões dinâmicas ao longo da vida. O acompanhamento interdisciplinar, a reavaliação funcional periódica e a atenção às demandas do envelhecimento são pilares do cuidado moderno, permitindo promover melhor qualidade de vida, autonomia e inclusão social.

Leia também sobre "Pré-natal", "Transmissão vertical" e "Sofrimento fetal".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Cerebral Palsy Guide, da U.S. National Library of Medicine e da Cleveland Clinic.

ABCMED, 2026. Paralisia cerebral em adultos. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1500320/paralisia-cerebral-em-adultos.htm>. Acesso em: 3 mar. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Paralisia: Perda total da força muscular que produz incapacidade para realizar movimentos nos setores afetados. Pode ser produzida por doença neurológica, muscular, tóxica, metabólica ou ser uma combinação das mesmas.
2 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
3 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
4 Degenerativa: Relativa a ou que provoca degeneração.
5 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
6 Encefálica: Referente a encéfalo.
7 Crônico: Descreve algo que existe por longo período de tempo. O oposto de agudo.
8 Epilepsia: Alteração temporária e reversível do funcionamento cerebral, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Quando restritos, a crise será chamada crise epiléptica parcial; quando envolverem os dois hemisférios cerebrais, será uma crise epiléptica generalizada. O paciente pode ter distorções de percepção, movimentos descontrolados de uma parte do corpo, medo repentino, desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente e até perder a consciência - neste caso é chamada de crise complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Existem outros tipos de crises epilépticas.
9 Músculos: Tecidos contráteis que produzem movimentos nos animais.
10 Articulações:
11 Comorbidades: Coexistência de transtornos ou doenças.
12 Hipóxia: Estado de baixo teor de oxigênio nos tecidos orgânicos que pode ocorrer por diversos fatores, tais como mudança repentina para um ambiente com ar rarefeito (locais de grande altitude) ou por uma alteração em qualquer mecanismo de transporte de oxigênio, desde as vias respiratórias superiores até os tecidos orgânicos.
13 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
14 Toxoplasmose: Infecção produzida por um parasita unicelular denominado Toxoplasma gondii. Este parasita cumpre um primeiro ciclo no interior do tubo digestivo de certos animais domésticos como o gato. A infecção é produzida ao ingerir alimentos contaminados e pode ocasionar graves transtornos durante a gestação e em pessoas imunossuprimidas.
15 Rubéola: Doença infecciosa imunoprevenível de transmissão respiratória. Causada pelo vírus da rubéola. Resulta em manifestações discretas ou é assintomática. Quando ocorrem, as manifestações clínicas mais comuns são febre baixa, aumento dos gânglios do pescoço, manchas avermelhadas na pele, 70% das mulheres apresentam artralgia e artrite. Geralmente tem evolução benigna, é mais comum em crianças e resulta em imunidade permanente. Durante a gravidez, a infecção pelo vírus da rubéola pode resultar em aborto, parto prematuro e mal-formações congênitas.
16 Citomegalovírus: Citomegalovírus (CMV) é um vírus pertence à família do herpesvírus, a mesma dos vírus da catapora, herpes simples, herpes genital e do herpes zóster.
17 Malformações: 1. Defeito na forma ou na formação; anomalia, aberração, deformação. 2. Em patologia, é vício de conformação de uma parte do corpo, de origem congênita ou hereditária, geralmente curável por cirurgia. Ela é diferente da deformação (que é adquirida) e da monstruosidade (que é incurável).
18 Toxinas: Substâncias tóxicas, especialmente uma proteína, produzidas durante o metabolismo e o crescimento de certos microrganismos, animais e plantas, capazes de provocar a formação de anticorpos ou antitoxinas.
19 Asfixia: 1. Dificuldade ou impossibilidade de respirar, que pode levar à anóxia. Ela pode ser causada por estrangulamento, afogamento, inalação de gases tóxicos, obstruções mecânicas ou infecciosas das vias aéreas superiores, etc. 2. No sentido figurado, significa sujeição à tirania; opressão e/ou cobrança de posições morais ou sociais que dão origem à privação de certas liberdades.
20 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
21 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
22 Meningite: Inflamação das meninges, aguda ou crônica, quase sempre de origem infecciosa, com ou sem reação purulenta do líquido cefalorraquidiano. As meninges são três membranas superpostas (dura-máter, aracnoide e pia-máter) que envolvem o encéfalo e a medula espinhal.
23 Encefalite: Inflamação do tecido encefálico produzida por uma infecção viral, bacteriana ou micótica (fungos).
24 Traumatismo: Lesão produzida pela ação de um agente vulnerante físico, químico ou biológico e etc. sobre uma ou várias partes do organismo.
25 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
26 Encefalopatia: Qualquer patologia do encéfalo. O encéfalo é um conjunto que engloba o tronco cerebral, o cerebelo e o cérebro.
27 Kernicterus: Forma de icterícia que surge no recém nascido, de especial gravidade pela tendência a produzir alterações neurológicas irreversíveis por impregnação da bilirrubina em áreas do cérebro. Seu tratamento é a fototerapia, que transforma a bilirrubina em uma forma mais estável, incapaz de penetrar no sistema nervoso central, e passível de ser eliminada na urina.
28 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.
29 Gânglios: 1. Na anatomia geral, são corpos arredondados de tamanho e estrutura variáveis; nodos, nódulos. 2. Em patologia, são pequenos tumores císticos localizados em uma bainha tendinosa ou em uma cápsula articular, especialmente nas mãos, punhos e pés.
30 Cerebelo: Parte do encéfalo que fica atrás do TRONCO ENCEFÁLICO, na base posterior do crânio (FOSSA CRANIANA POSTERIOR). Também conhecido como ”encéfalo pequeno”, com convoluções semelhantes àquelas do CÓRTEX CEREBRAL, substância branca interna e núcleos cerebelares profundos. Sua função é coordenar movimentos voluntários, manter o equilíbrio e aprender habilidades motoras.
31 Distonia: Contração muscular involuntária causando distúrbios funcionais, dolorosos e estéticos.
32 Tônus muscular: Estado de tensão elástica (contração ligeira) que o músculo apresenta em repouso e que lhe permite iniciar a contração imediatamente depois de receber o impulso dos centros nervosos. Num estado de relaxamento completo (sem tônus), o músculo levaria mais tempo para iniciar a contração.
33 Luxação: É o deslocamento de um ou mais ossos para fora da sua posição normal na articulação.
34 Escoliose: Deformidade no alinhamento da coluna vertebral, que produz uma curvatura da mesma para um dos lados. Pode ser devido a distúrbios ósteo-articulares e a problemas posturais.
35 Hemiparesia: Paralisia branda de uma das metades do corpo.
36 Espasticidade: Hipertonia exagerada dos músculos esqueléticos com rigidez e hiperreflexia osteotendinosa.
37 Ataxia: Reflete uma condição de falta de coordenação dos movimentos musculares voluntários podendo afetar a força muscular e o equilíbrio de uma pessoa. É normalmente associada a uma degeneração ou bloqueio de áreas específicas do cérebro e cerebelo. É um sintoma, não uma doença específica ou um diagnóstico.
38 Órteses: Quaisquer aparelhos externos usados para imobilizar ou auxiliar os movimentos dos membros ou da coluna vertebral.
39 Coluna vertebral:
40 Disartria: Distúrbio neurológico caracterizado pela incapacidade de articular as palavras de maneira correta (dificuldade na produção de fonemas). Entre as suas principais causas estão as lesões nos nervos centrais e as doenças neuromusculares.
41 Deglutição: Passagem dos alimentos desde a boca até o esôfago; ação ou efeito de deglutir; engolir. É um mecanismo em parte voluntário e em parte automático (reflexo) que envolve a musculatura faríngea e o esfíncter esofágico superior.
42 Disfagia: Sensação consciente da passagem dos alimentos através do esôfago. Pode estar associado a doenças motoras, inflamatórias ou tumorais deste órgão.
43 Cognitivo: 1. Relativo ao conhecimento, à cognição. 2. Relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
44 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
45 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.
46 Encéfalo: A parte do SISTEMA NERVOSO CENTRAL contida no CRÂNIO. O encéfalo embrionário surge do TUBO NEURAL, sendo composto de três partes principais, incluindo o PROSENCÉFALO (cérebro anterior), o MESENCÉFALO (cérebro médio) e o ROMBENCÉFALO (cérebro posterior). O encéfalo desenvolvido consiste em CÉREBRO, CEREBELO e outras estruturas do TRONCO ENCEFÁLICO (MeSH). Conjunto de órgãos do sistema nervoso central que compreende o cérebro, o cerebelo, a protuberância anular (ou ponte de Varólio) e a medula oblonga, estando todos contidos na caixa craniana e protegidos pela meninges e pelo líquido cefalorraquidiano. É a maior massa de tecido nervoso do organismo e contém bilhões de células nervosas. Seu peso médio, em um adulto, é da ordem de 1.360 g, nos homens e 1.250 g nas mulheres. Embriologicamente, corresponde ao conjunto de prosencéfalo, mesencéfalo e rombencéfalo. Seu crescimento é rápido entre o quinto ano de vida e os vinte anos. Na velhice diminui de peso. Inglês
47 Sequelas: 1. Na medicina, é a anomalia consequente a uma moléstia, da qual deriva direta ou indiretamente. 2. Ato ou efeito de seguir. 3. Grupo de pessoas que seguem o interesse de alguém; bando. 4. Efeito de uma causa; consequência, resultado. 5. Ato ou efeito de dar seguimento a algo que foi iniciado; sequência, continuação. 6. Sequência ou cadeia de fatos, coisas, objetos; série, sucessão. 7. Possibilidade de acompanhar a coisa onerada nas mãos de qualquer detentor e exercer sobre ela as prerrogativas de seu direito.
48 Hemorrágicas: Relativo à hemorragia, ou seja, ao escoamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.
49 Fisioterapia: Especialidade paramédica que emprega agentes físicos (água doce ou salgada, sol, calor, eletricidade, etc.), massagens e exercícios no tratamento de doenças.
50 Terapia ocupacional: A terapia ocupacional trabalha com a reabilitação das pessoas para as atividades que elas deixaram de fazer devido a algum problema físico (derrame, amputação, tetraplegia), psiquiátrico (esquizofrenia, depressão), mental (Síndrome de Down, autismo), geriátrico (Doença de Alzheimer, Doença de Parkinson) ou social (ex-presidiários, moradores de rua), objetivando melhorar a qualidade de vida dessas pessoas. Além disso, ela faz a organização e as adaptações do domicílio para facilitar o trânsito dessa pessoa e as medidas preventivas para impedir o aparecimento de deformidades nos braços fazendo exercícios e confeccionando órteses (aparelhos confeccionados sob medida para posicionar partes do corpo).
51 Sedação: 1. Ato ou efeito de sedar. 2. Aplicação de sedativo visando aliviar sensação física, por exemplo, de dor. 3. Diminuição de irritabilidade, de nervosismo, como efeito de sedativo. 4. Moderação de hiperatividade orgânica.
52 Toxina: Substância tóxica, especialmente uma proteína, produzida durante o metabolismo e o crescimento de certos microrganismos, animais e plantas, capaz de provocar a formação de anticorpos ou antitoxinas.
53 Analgésicos: Grupo de medicamentos usados para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
54 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
55 Sedentarismo: Qualidade de quem ou do que é sedentário, ou de quem tem vida e/ou hábitos sedentários. Sedentário é aquele que se exercita pouco, que não se movimenta muito.
56 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
57 Artrose: Também chamada de osteoartrose ou processo degenerativo articular, resulta de um processo anormal entre a destruição cartilaginosa e a reparação da mesma. Entende-se por cartilagem articular, um tipo especial de tecido que reveste a extremidade de dois ossos justapostos que possuem algum grau de movimentação entre eles, sua função básica é a de diminuir o atrito entre duas superfícies ósseas quando estas executam qualquer tipo de movimento, funcionando como mecanismo de absorção de choque. O estado de hidratação da cartilagem e a integridade da mesma, é fator preponderante para o não desenvolvimento da artrose.
58 Degeneração: 1. Ato ou efeito de degenerar (-se). 2. Perda ou alteração (no ser vivo) das qualidades de sua espécie; abastardamento. 3. Mudança para um estado pior; decaimento, declínio. 4. No sentido figurado, é o estado de depravação. 5. Degenerescência.
59 Osteoporose: Doença óssea caracterizada pela diminuição da formação de matriz óssea que predispõe a pessoa a sofrer fraturas com traumatismos mínimos ou mesmo na ausência deles. É influenciada por hormônios, sendo comum nas mulheres pós-menopausa. A terapia de reposição hormonal, que administra estrógenos a mulheres que não mais o produzem, tem como um dos seus objetivos minimizar esta doença.
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