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Parvovírus B19: tudo o que você precisa saber sobre o eritema infeccioso

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O que é eritema1 infeccioso?

O eritema1 infeccioso é uma doença infecciosa viral aguda, geralmente benigna e autolimitada, que acomete principalmente crianças em idade escolar, embora também possa afetar adolescentes e adultos. É conhecido popularmente como “quinta doença”, por fazer parte do grupo clássico dos exantemas2 infantis historicamente descritos.

A enfermidade caracteriza-se pelo surgimento de um exantema3 cutâneo4 típico, associado ou não a sintomas5 sistêmicos6 leves. Trata-se de uma condição de grande relevância clínica e epidemiológica, não apenas pela sua frequência na infância, mas também pelas possíveis repercussões em grupos específicos, como gestantes, indivíduos com anemias hemolíticas crônicas e pacientes imunocomprometidos.

O reconhecimento adequado do eritema1 infeccioso é fundamental para evitar diagnósticos equivocados, reduzir ansiedade desnecessária e orientar corretamente o acompanhamento clínico.

Quais são as causas do eritema1 infeccioso?

O eritema1 infeccioso é causado pelo parvovírus humano B19, atualmente denominado erythroparvovirus B19, um vírus7 de DNA simples pertencente à família Parvoviridae. Esse agente apresenta tropismo8 especial pelas células9 precursoras eritroides da medula óssea10, o que explica algumas das manifestações clínicas e complicações associadas à infecção11.

A transmissão ocorre principalmente por via respiratória, através de gotículas eliminadas ao falar, tossir ou espirrar. Também pode ocorrer transmissão por contato com secreções respiratórias, por transfusão12 sanguínea ou hemoderivados, transplante de órgãos e, em casos específicos, por via vertical, da mãe para o feto13 durante a gestação.

O período de maior transmissibilidade costuma ocorrer antes do aparecimento do exantema3, durante a fase de viremia, o que contribui para a disseminação silenciosa da infecção11, sobretudo em ambientes escolares e domiciliares. Após o surgimento das lesões14 cutâneas15 típicas, a maioria dos pacientes imunocompetentes já não apresenta infectividade16 significativa.

Saiba mais sobre "O que são vírus7" e "Transmissão de doenças".

Qual é a fisiopatologia17 do eritema1 infeccioso?

A fisiopatologia17 do eritema1 infeccioso envolve a interação direta do parvovírus B19 com o sistema hematopoiético18 e o sistema imunológico19 do hospedeiro. Após a entrada do vírus7 no organismo, ocorre replicação inicial no trato respiratório superior, seguida de viremia, que permite a disseminação viral para diversos tecidos, especialmente a medula óssea10. O vírus7 infecta preferencialmente os precursores eritroides, levando à interrupção temporária da eritropoiese20.

Em indivíduos saudáveis, essa supressão é transitória e geralmente assintomática. No entanto, em pacientes com aumento da destruição de hemácias21, como aqueles com anemias hemolíticas crônicas, essa inibição pode resultar em crises aplásticas agudas. Em indivíduos imunocomprometidos, a incapacidade de eliminar adequadamente o vírus7 pode favorecer infecção11 persistente, associada à aplasia eritroide crônica e anemia22 prolongada.

O exantema3 característico não decorre diretamente da ação viral, mas sim de uma resposta imunomediada, associada à formação de complexos antígeno23-anticorpo24. Essa reação inflamatória cutânea25 explica o intervalo entre os sintomas5 iniciais inespecíficos e o surgimento das lesões14 na pele26, além da recorrência27 do exantema3 diante de estímulos como calor, exposição solar, exercício físico, banho quente ou estresse emocional.

As manifestações articulares observadas principalmente em adolescentes e adultos também parecem decorrer de mecanismos imunomediados.

Quais são as características clínicas do eritema1 infeccioso?

O quadro clínico do eritema1 infeccioso costuma evoluir em fases distintas. A primeira fase, ou prodrômica, é geralmente leve e pode passar despercebida. Nessa etapa, o paciente pode apresentar febre28 baixa, cefaleia29, coriza30, dor de garganta31, fadiga32 e mal-estar geral, sintomas5 semelhantes aos de uma infecção11 viral inespecífica.

Após alguns dias, surge a segunda fase, marcada pelo aparecimento do eritema1 facial intenso, descrito classicamente como aspecto de “face esbofeteada”. A região perioral costuma permanecer relativamente poupada, criando contraste característico. Em seguida, o exantema3 dissemina-se para o tronco e os membros, assumindo padrão rendilhado ou reticulado, de coloração rósea ou avermelhada. As lesões14 geralmente não são pruriginosas33, embora prurido34 leve possa ocorrer, especialmente em adolescentes e adultos.

Em adolescentes e adultos, é relativamente comum a presença de artralgias35 ou artrite36, principalmente em mãos37, punhos, joelhos e tornozelos. Essas manifestações articulares costumam ser simétricas e autolimitadas, mas podem persistir por semanas ou, mais raramente, por meses. Em adultos, especialmente mulheres, os sintomas5 articulares podem predominar mesmo na ausência do exantema3 típico.

Como o médico diagnostica o eritema1 infeccioso?

O diagnóstico38 do eritema1 infeccioso é, na maioria das vezes, clínico, baseado na história epidemiológica, na faixa etária do paciente e nas características típicas do exantema3. A presença do eritema1 facial seguido pelo exantema3 rendilhado é altamente sugestiva da doença. Exames laboratoriais não costumam ser necessários em crianças saudáveis com quadro típico.

No entanto, em situações especiais, como gestantes, pacientes imunodeprimidos, indivíduos com doenças hematológicas ou casos com apresentações atípicas, podem ser solicitados exames específicos. A confirmação laboratorial pode ser feita por meio da sorologia, com detecção de anticorpos39 IgM e IgG contra o parvovírus B19, ou por técnicas moleculares, como a reação em cadeia da polimerase (PCR40), para identificação do DNA viral. A PCR40 é particularmente útil em pacientes imunocomprometidos, nos quais a resposta sorológica pode ser insuficiente.

O diagnóstico38 diferencial inclui outras doenças exantemáticas, como rubéola41, sarampo42, escarlatina, roséola infantil, enteroviroses, dengue43, reações medicamentosas e manifestações cutâneas15 alérgicas. Em adultos com artralgias35 importantes, também pode ser necessário diferenciar a infecção11 pelo parvovírus B19 de doenças reumatológicas autoimunes44, como artrite reumatoide45 inicial e lúpus46 eritematoso47 sistêmico48.

Leia sobre "Rubéola41", "Sarampo42", "Escarlatina" e "Dengue43".

Como o médico trata o eritema1 infeccioso?

Não existe tratamento antiviral específico para o eritema1 infeccioso em indivíduos imunocompetentes. O tratamento é sintomático49 e de suporte, visando o alívio dos sintomas5. Antitérmicos50 e analgésicos51 podem ser utilizados para controle da febre28 e das dores, preferencialmente paracetamol ou dipirona, conforme a faixa etária e as condições clínicas do paciente. Anti-inflamatórios não esteroides podem ser indicados em casos de artralgias35 mais intensas. O repouso relativo e a hidratação adequada são medidas importantes durante a fase aguda da doença.

Antibióticos não têm indicação, uma vez que se trata de uma infecção11 viral. O ácido acetilsalicílico deve ser evitado em crianças e adolescentes com infecções52 virais devido ao risco de síndrome53 de Reye.

Em pacientes imunodeprimidos ou com infecção11 crônica pelo parvovírus B19, pode ser necessário tratamento específico com imunoglobulina54 intravenosa, especialmente em casos de anemia22 persistente ou aplasia eritroide. Pacientes com crise aplástica grave podem necessitar de transfusão12 de concentrado de hemácias21 e monitorização hospitalar.

Como evolui o eritema1 infeccioso?

Na maioria dos casos, o eritema1 infeccioso apresenta evolução favorável, com resolução espontânea em uma a três semanas. O exantema3 pode reaparecer de forma intermitente55 por várias semanas, especialmente após exposição ao calor, exercício físico, banho quente, estresse emocional ou exposição solar, sem que isso represente nova infecção11 ou recaída verdadeira da doença.

Após a infecção11, o indivíduo geralmente adquire imunidade56 duradoura, o que reduz significativamente o risco de reinfecção. As manifestações articulares, quando presentes, tendem a desaparecer gradualmente, embora possam persistir por períodos prolongados em alguns adultos. Na maioria das crianças imunocompetentes, a recuperação ocorre sem sequelas57.

Quais são as complicações possíveis com o eritema1 infeccioso?

Embora geralmente benigno, o eritema1 infeccioso pode cursar com complicações em grupos específicos. Em pacientes com anemias hemolíticas crônicas, como anemia falciforme58, talassemia59 ou esferocitose hereditária, pode ocorrer crise aplástica transitória, caracterizada por queda acentuada da hemoglobina60 e redução importante da produção de reticulócitos.

Em gestantes, a infecção11 pelo parvovírus B19 pode atravessar a placenta e infectar o feto13, levando a complicações como anemia22 fetal grave, miocardite61 fetal, hidropsia62 fetal não imune e, em casos mais graves, óbito63 intrauterino. O risco de complicações fetais é maior quando a infecção11 materna ocorre antes da 20ª semana de gestação. Nessas situações, o acompanhamento obstétrico especializado, com avaliação ultrassonográfica seriada, torna-se fundamental.

Indivíduos imunocomprometidos podem desenvolver infecção11 persistente, associada a anemia22 crônica e necessidade de tratamento prolongado. Raramente, podem ocorrer manifestações neurológicas, como encefalite64, meningite65, neuropatias periféricas e crises convulsivas. Também foram descritas manifestações cardíacas, hepáticas66 e vasculíticas, embora incomuns.

Em síntese, o eritema1 infeccioso é uma doença viral comum, geralmente leve e autolimitada, mas que exige atenção especial em populações de risco. O reconhecimento clínico adequado, aliado ao manejo correto e ao acompanhamento quando necessário, é essencial para garantir evolução favorável, evitar intervenções desnecessárias e prevenir complicações potencialmente graves.

Veja também sobre "Hemograma", "Reticulocitose" e "Reticulopenia"

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites do Hospital Infantil Sabará, da Rede D’Or São Luís e do BMJ Best Practice.

ABCMED, 2026. Parvovírus B19: tudo o que você precisa saber sobre o eritema infeccioso. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1505215/parvovirus-b19-tudo-o-que-voce-precisa-saber-sobre-o-eritema-infeccioso.htm>. Acesso em: 9 mai. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Eritema: Vermelhidão da pele, difusa ou salpicada, que desaparece à pressão.
2 Exantemas: Alteração difusa da coloração cutânea, caracterizada por eritema, com elevação das camadas mais superficiais da pele (pápulas), vesículas, etc. Pode ser produzido por uma infecção geralmente viral (rubéola, varicela, sarampo), por alergias a medicamentos, etc.
3 Exantema: Alteração difusa da coloração cutânea, caracterizada por eritema, com elevação das camadas mais superficiais da pele (pápulas), vesículas, etc. Pode ser produzido por uma infecção geralmente viral (rubéola, varicela, sarampo), por alergias a medicamentos, etc.
4 Cutâneo: Que diz respeito à pele, à cútis.
5 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
6 Sistêmicos: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
7 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
8 Tropismo: Reação de organismos fixos ou de suas partes, que consiste na mudança de orientação determinada por estímulos externos, dita positiva quando em direção ao estímulo e negativa quando se afasta do mesmo.
9 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
10 Medula Óssea: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
11 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
12 Transfusão: Introdução na corrente sangüínea de sangue ou algum de seus componentes. Podem ser transfundidos separadamente glóbulos vermelhos, plaquetas, plasma, fatores de coagulação, etc.
13 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
14 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
15 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
16 Infectividade: Nome que se dá à capacidade que tem certos organismos de penetrar, de se desenvolver ou de se multiplicar em um novo hospedeiro ocasionando infecção.
17 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.
18 Sistema Hematopoiético: Sistema do corpo composto primariamente pela medulla óssea, baço, lifonodos (gânglios linfáticos) e tonsilas, envolvido na produção do sangue.
19 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
20 Eritropoiese: Formação de hemácias.
21 Hemácias: Também chamadas de glóbulos vermelhos, eritrócitos ou células vermelhas. São produzidas no interior dos ossos a partir de células da medula óssea vermelha e estão presentes no sangue em número de cerca de 4,5 a 6,5 milhões por milímetro cúbico, em condições normais.
22 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
23 Antígeno: 1. Partícula ou molécula capaz de deflagrar a produção de anticorpo específico. 2. Substância que, introduzida no organismo, provoca a formação de anticorpo.
24 Anticorpo: Proteína circulante liberada pelos linfócitos em reação à presença no organismo de uma substância estranha (antígeno).
25 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
26 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
27 Recorrência: 1. Retorno, repetição. 2. Em medicina, é o reaparecimento dos sintomas característicos de uma doença, após a sua completa remissão. 3. Em informática, é a repetição continuada da mesma operação ou grupo de operações. 4. Em psicologia, é a volta à memória.
28 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
29 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
30 Coriza: Inflamação da mucosa das fossas nasais; rinite, defluxo.
31 Garganta: Tubo fibromuscular em forma de funil, que leva os alimentos ao ESÔFAGO e o ar à LARINGE e PULMÕES. Situa-se posteriormente à CAVIDADE NASAL, à CAVIDADE ORAL e à LARINGE, extendendo-se da BASE DO CRÂNIO à borda inferior da CARTILAGEM CRICÓIDE (anteriormente) e à borda inferior da vértebra C6 (posteriormente). É dividida em NASOFARINGE, OROFARINGE e HIPOFARINGE (laringofaringe).
32 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
33 Pruriginosas: Relativas a ou próprias de prurido, que coçam, que causam coceira ou comichão. Em medicina, é o que produz prurido; prurientes, prurígenas.
34 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
35 Artralgias: Dor em articulações.
36 Artrite: Inflamação de uma articulação, caracterizada por dor, aumento da temperatura, dificuldade de movimentação, inchaço e vermelhidão da área afetada.
37 Mãos: Articulação entre os ossos do metacarpo e as falanges.
38 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
39 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
40 PCR: Reação em cadeia da polimerase (em inglês Polymerase Chain Reaction - PCR) é um método de amplificação de DNA (ácido desoxirribonucleico).
41 Rubéola: Doença infecciosa imunoprevenível de transmissão respiratória. Causada pelo vírus da rubéola. Resulta em manifestações discretas ou é assintomática. Quando ocorrem, as manifestações clínicas mais comuns são febre baixa, aumento dos gânglios do pescoço, manchas avermelhadas na pele, 70% das mulheres apresentam artralgia e artrite. Geralmente tem evolução benigna, é mais comum em crianças e resulta em imunidade permanente. Durante a gravidez, a infecção pelo vírus da rubéola pode resultar em aborto, parto prematuro e mal-formações congênitas.
42 Sarampo: Doença infecciosa imunoprevenível, altamente transmissível por via respiratória, causada pelo vírus do sarampo e de imunidade permanente. Geralmente ocorre na infância, mas pode afetar adultos susceptíveis (não imunes). As manifestações clínicas são febre alta, tosse seca persistente, coriza, conjuntivite, aumento dos linfonodos do pescoço e manchas avermelhadas na pele. Em cerca de 30% das pessoas com sarampo podem ocorrer complicações como diarréia, otite, pneumonia e encefalite.
43 Dengue: Infecção viral aguda transmitida para o ser humano através da picada do mosquito Aedes aegypti, freqüente em regiões de clima quente. Caracteriza-se por apresentar febre, cefaléia, dores musculares e articulares e uma erupção cutânea característica. Existe uma variedade de dengue que é potencialmente fatal, chamada dengue hemorrágica.
44 Autoimunes: 1. Relativo à autoimunidade (estado patológico de um organismo atingido por suas próprias defesas imunitárias). 2. Produzido por autoimunidade. 3. Autoalergia.
45 Artrite reumatóide: Doença auto-imune de etiologia desconhecida, caracterizada por poliartrite periférica, simétrica, que leva à deformidade e à destruição das articulações por erosão do osso e cartilagem. Afeta mulheres duas vezes mais do que os homens e sua incidência aumenta com a idade. Em geral, acomete grandes e pequenas articulações em associação com manifestações sistêmicas como rigidez matinal, fadiga e perda de peso. Quando envolve outros órgãos, a morbidade e a gravidade da doença são maiores, podendo diminuir a expectativa de vida em cinco a dez anos.
46 Lúpus: 1. É uma inflamação crônica da pele, caracterizada por ulcerações ou manchas, conforme o tipo específico. 2. Doença autoimune rara, mais frequente nas mulheres, provocada por um desequilíbrio do sistema imunológico. Nesta patologia, a defesa imunológica do indivíduo se vira contra os tecidos do próprio organismo como pele, articulações, fígado, coração, pulmão, rins e cérebro. Essas múltiplas formas de manifestação clínica, às vezes, podem confundir e retardar o diagnóstico. Lúpus exige tratamento cuidadoso por médicos especializados no assunto.
47 Eritematoso: Relativo a ou próprio de eritema. Que apresenta eritema. Eritema é uma vermelhidão da pele, devido à vasodilatação dos capilares cutâneos.
48 Sistêmico: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
49 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
50 Antitérmicos: Medicamentos que combatem a febre. Também pode ser chamado de febrífugo, antifebril e antipirético.
51 Analgésicos: Grupo de medicamentos usados para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
52 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
53 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
54 Imunoglobulina: Proteína do soro sanguíneo, sintetizada pelos plasmócitos provenientes dos linfócitos B como reação à entrada de uma substância estranha (antígeno) no organismo; anticorpo.
55 Intermitente: Nos quais ou em que ocorrem interrupções; que cessa e recomeça por intervalos; intervalado, descontínuo. Em medicina, diz-se de episódios de febre alta que se alternam com intervalos de temperatura normal ou cujas pulsações têm intervalos desiguais entre si.
56 Imunidade: Capacidade que um indivíduo tem de defender-se perante uma agressão bacteriana, viral ou perante qualquer tecido anormal (tumores, enxertos, etc.).
57 Sequelas: 1. Na medicina, é a anomalia consequente a uma moléstia, da qual deriva direta ou indiretamente. 2. Ato ou efeito de seguir. 3. Grupo de pessoas que seguem o interesse de alguém; bando. 4. Efeito de uma causa; consequência, resultado. 5. Ato ou efeito de dar seguimento a algo que foi iniciado; sequência, continuação. 6. Sequência ou cadeia de fatos, coisas, objetos; série, sucessão. 7. Possibilidade de acompanhar a coisa onerada nas mãos de qualquer detentor e exercer sobre ela as prerrogativas de seu direito.
58 Anemia falciforme: Doença hereditária que causa a má formação das hemácias, que assumem forma semelhante a foices (de onde vem o nome da doença), com maior ou menor severidade de acordo com o caso, o que causa deficiência do transporte de gases nos indivíduos que possuem a doença. É comum na África, na Europa Mediterrânea, no Oriente Médio e em certas regiões da Índia.
59 Talassemia: Anemia mediterrânea ou talassemia. Tipo de anemia hereditária, de transmissão recessiva, causada pela redução ou ausência da síntese da cadeia de hemoglobina, uma proteína situada no interior do glóbulos vermelhos e que tem a função de transportar o oxigênio. É classificada dentro das hemoglobinopatias. Afeta principalmente populações da Itália e da Grécia (e seus descendentes), banhadas pelo Mar Mediterrâneo.
60 Hemoglobina: Proteína encarregada de transportar o oxigênio desde os pulmões até os tecidos do corpo. Encontra-se em altas concentrações nos glóbulos vermelhos.
61 Miocardite: 1. Inflamação das paredes musculares do coração. 2. Infecção do miocárdio causada por bactéria, vírus ou outros microrganismos.
62 Hidropsia: Edema fetal generalizado habitualmente produzido por doença hemolítica. Acumulam-se quantidades anormais de líquido em duas ou mais áreas do corpo de um feto ou de um recém-nascido.
63 Óbito: Morte de pessoa; passamento, falecimento.
64 Encefalite: Inflamação do tecido encefálico produzida por uma infecção viral, bacteriana ou micótica (fungos).
65 Meningite: Inflamação das meninges, aguda ou crônica, quase sempre de origem infecciosa, com ou sem reação purulenta do líquido cefalorraquidiano. As meninges são três membranas superpostas (dura-máter, aracnoide e pia-máter) que envolvem o encéfalo e a medula espinhal.
66 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
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