Calendário de Vacinação: o que é recomendado fazer para evitar doenças?
As vacinas são uma das estratégias de saúde1 pública mais importantes da história. Elas protegem contra doenças infecciosas graves sem que a pessoa precise adoecer para desenvolver imunidade2.
O calendário de vacinação organiza quais vacinas devem ser aplicadas em cada fase da vida, desde o nascimento até a velhice, e é atualizado periodicamente conforme surgem novas vacinas e novas evidências científicas.
- Qual é a finalidade das vacinas?
- O que é o calendário de vacinação?
- Quando as vacinas devem ser tomadas?
- Em crianças
- Em adolescentes e jovens
- Em adultos
- Em idosos
- Em gestantes
- Por que o calendário de vacinação muda ao longo do tempo?
- O que fazer se o cartão de vacinas estiver atrasado?
- Vacinar é uma proteção individual e coletiva
Qual é a finalidade das vacinas?
Desde o momento do nascimento, as pessoas ficam expostas a vírus3, bactérias e outros agentes infecciosos presentes no ambiente. Quando uma pessoa adoece por causa de uma infecção4 e se recupera, o organismo pode desenvolver defesas contra aquele agente. No entanto, essa “proteção natural” pode custar caro: muitas doenças infecciosas são capazes de causar complicações graves, sequelas5 permanentes e até morte.
As vacinas foram desenvolvidas justamente para evitar esse risco. Elas estimulam o sistema imunológico6 a reconhecer determinados agentes infecciosos, ou partes deles, sem que a pessoa precise passar pela doença para desenvolver proteção. Algumas vacinas são feitas com micro-organismos atenuados, outras usam micro-organismos inativados, fragmentos7, proteínas8, toxoides, polissacarídeos conjugados ou tecnologias mais recentes, como as vacinas de RNA mensageiro.
Ao receber uma vacina9, o organismo produz uma resposta imunológica capaz de reduzir o risco de infecção4, doença grave, hospitalização e morte. Em muitos casos, a vacinação também diminui a circulação10 de agentes infecciosos na comunidade, ajudando a proteger pessoas que ainda não podem ser vacinadas ou que têm menor resposta imunológica, como recém-nascidos, idosos, gestantes e pessoas imunossuprimidas.
A vacinação é uma das estratégias de saúde1 pública mais importantes da história. Graças a ela, doenças como a varíola foram erradicadas no mundo, e outras, como poliomielite11, sarampo12, rubéola13, difteria14, tétano15 neonatal e formas graves de tuberculose16, puderam ser controladas em muitos países.
No entanto, a redução ou desaparecimento de uma doença em determinada região não significa que a vacinação possa ser abandonada. Em um mundo com grande circulação10 de pessoas, agentes infecciosos podem voltar a circular quando a cobertura vacinal cai. Por isso, manter o calendário de vacinação atualizado continua sendo essencial.
Saiba mais sobre "Vacinas - como funcionam e quais são os prós e contras" e "Antígenos17 e anticorpos18 - o que são".
O que é o calendário de vacinação?
O calendário de vacinação é uma orientação organizada sobre quais vacinas devem ser aplicadas em cada fase da vida. Ele considera a idade em que cada pessoa apresenta maior risco para determinadas doenças, a melhor resposta esperada para cada vacina9, a necessidade de doses de reforço e a proteção de grupos mais vulneráveis.
No Brasil, a vacinação é coordenada pelo Ministério da Saúde1, por meio do Programa Nacional de Imunizações, o PNI. O Calendário Nacional de Vacinação contempla vacinas para crianças, adolescentes, adultos, idosos, gestantes e pessoas com condições clínicas especiais.
Além do calendário público, sociedades médicas, como a Sociedade Brasileira de Imunizações e a Sociedade Brasileira de Pediatria, publicam recomendações complementares, que podem incluir vacinas disponíveis na rede privada ou esquemas mais amplos para grupos específicos. Essas recomendações não substituem o calendário nacional, mas ajudam a orientar situações em que há possibilidade de ampliar a proteção individual, sempre considerando idade, histórico vacinal, condições clínicas, risco epidemiológico e orientação profissional.
Em situações especiais, como imunodeficiências, transplantes, uso de medicamentos imunossupressores, doenças crônicas, gestação, viagens internacionais ou exposição ocupacional, o calendário pode precisar de adaptações. Nesses casos, a orientação deve ser individualizada pelo médico ou por serviços especializados, como os Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais.
Confira abaixo o calendário infantil do Programa Nacional de Imunizações. Clique sobre a imagem para baixar o calendário em formato PDF.
* Covid-19: o esquema primário varia conforme o imunizante19 disponível — duas doses (aos 6 e 7 meses) com a Spikevax, ou três doses (aos 6, 7 e 9 meses) com a Comirnaty. Crianças que não completarem o esquema até os 9 meses podem ser vacinadas até 4 anos, 11 meses e 29 dias, conforme histórico vacinal.
** Febre amarela20 aos 5 anos: aplicada caso a criança não tenha recebido as duas doses recomendadas antes de completar 5 anos.
*** Pneumocócica 23-valente: indicada para grupos de risco específicos, incluindo povos indígenas, crianças com HIV21, doenças crônicas graves, imunossuprimidos e diabetes mellitus22 insulinodependente, entre outros.
**** HPV: dose única para meninas e meninos de 9 a 14 anos. Para vítimas de abuso sexual de 9 a 14 anos: duas doses. De 15 a 45 anos: três doses, considerando o histórico vacinal contra o HPV.
Quando as vacinas devem ser tomadas?
As vacinas não são indicadas apenas para crianças. A proteção deve começar nos primeiros dias de vida, ser reforçada na infância e adolescência e continuar na vida adulta e na velhice.
Algumas vacinas são aplicadas em dose única. Outras exigem duas ou mais doses para completar o esquema inicial. Há ainda vacinas que precisam de reforços periódicos, como a vacina9 contra difteria14 e tétano15, e vacinas que devem ser aplicadas todos os anos, como a vacina9 contra influenza23.
Em geral, quando uma vacina9 está atrasada, não é necessário reiniciar todo o esquema. A equipe de saúde1 avalia as doses já recebidas e completa apenas o que falta, respeitando os intervalos mínimos recomendados. Por isso, é importante guardar o cartão de vacinação e levá-lo às consultas médicas ou às unidades de saúde1.
A seguir, estão as principais vacinas recomendadas de acordo com as fases da vida. As orientações podem mudar ao longo do tempo, conforme novas vacinas são incorporadas, novas evidências científicas surgem e o perfil de circulação10 das doenças se modifica.
Em crianças
1. Vacina9 BCG24
A vacina9 BCG24 deve ser aplicada em dose única ao nascer, preferencialmente ainda na maternidade.
Ela protege principalmente contra formas graves e disseminadas da tuberculose16, como meningite25 tuberculosa e tuberculose16 miliar. Também pode ter efeito protetor contra hanseníase em situações específicas, conforme orientação do Ministério da Saúde1.
A presença de cicatriz26 no braço é comum após a aplicação, mas a ausência de cicatriz26 não significa, por si só, que a criança não tenha sido protegida.
2. Vacina9 contra hepatite27 B
A primeira dose da vacina9 contra hepatite27 B deve ser aplicada ao nascer, preferencialmente nas primeiras horas de vida.
Essa dose precoce é especialmente importante para prevenir a transmissão do vírus3 da mãe para o bebê. Depois, a proteção contra hepatite27 B continua com as doses incluídas na vacina9 pentavalente, aplicadas aos 2, 4 e 6 meses.
A hepatite27 B pode se tornar uma infecção4 crônica e está associada a complicações como cirrose28 hepática29 e câncer30 de fígado31.
3. Vacina9 pentavalente
A vacina9 pentavalente protege contra cinco doenças: difteria14, tétano15, coqueluche32, hepatite27 B e infecções33 causadas por Haemophilus influenzae tipo b.
No calendário infantil, ela deve ser aplicada em três doses:
- 1ª dose aos 2 meses;
- 2ª dose aos 4 meses;
- 3ª dose aos 6 meses.
Essa vacina9 combina proteções importantes em uma única aplicação, reduzindo o número de injeções necessárias nos primeiros meses de vida. Entre as doenças prevenidas, a coqueluche32 e as infecções33 por Haemophilus influenzae tipo b merecem atenção especial em lactentes34, pois podem causar quadros graves, como pneumonia35, meningite25 e insuficiência respiratória36.
4. Vacina9 inativada contra poliomielite11
A vacina9 inativada contra poliomielite11, também chamada VIP, protege contra a poliomielite11, doença viral que pode causar paralisia37 permanente.
No calendário infantil, ela deve ser aplicada nas seguintes idades:
- 1ª dose aos 2 meses;
- 2ª dose aos 4 meses;
- 3ª dose aos 6 meses;
- reforço aos 15 meses (vacina9 oral atenuada, VOP, no calendário do PNI; vacina9 inativada, VIP, recomendada pela Sociedade Brasileira de Pediatria).
A poliomielite11 foi eliminada do Brasil, mas ainda há necessidade de manter alta cobertura vacinal para impedir o risco de reintroduzão do vírus3.
No calendário do Programa Nacional de Imunizações, as três doses primárias são feitas com a VIP (injetável), enquanto os reforços utilizam a VOP (oral atenuada). A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda, sempre que possível, que também os reforços sejam realizados com a VIP, pois ela não apresenta o risco, embora raro, associado ao vírus3 vacinal atenuado.
5. Vacina9 pneumocócica conjugada 10-valente
A vacina9 pneumocócica conjugada 10-valente protege contra doenças causadas pelo Streptococcus pneumoniae, bactéria38 associada a pneumonia35, meningite25, otite média39, bacteremia40 e sepse41.
No calendário infantil, ela deve ser aplicada nas seguintes idades:
- 1ª dose aos 2 meses;
- 2ª dose aos 4 meses;
- reforço aos 12 meses.
Essa vacinação é especialmente importante porque crianças pequenas têm maior risco de doença pneumocócica invasiva.
6. Vacina9 contra rotavírus humano
A vacina9 contra rotavírus humano protege contra gastroenterite42 viral grave, que pode causar vômitos43, diarreia44 intensa, desidratação45 e necessidade de hospitalização.
No calendário infantil, ela deve ser aplicada em duas doses:
- 1ª dose aos 2 meses;
- 2ª dose aos 4 meses.
É importante respeitar os prazos para essa vacina9. A 1ª dose deve ser aplicada entre 1 mês e 15 dias e 3 meses e 15 dias de idade. A 2ª dose deve ser aplicada entre 3 meses e 15 dias e 7 meses e 29 dias de idade, com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses.
Caso a 1ª dose não seja recebida dentro do período indicado, perde-se a oportunidade de vacinação contra o rotavírus.
7. Vacina9 meningocócica C
A vacina9 meningocócica C protege contra doença meningocócica causada pelo sorogrupo C da bactéria38 Neisseria meningitidis. Essa bactéria38 pode causar meningite25 e meningococcemia, quadros graves e de evolução rápida.
No calendário infantil, ela deve ser aplicada em duas doses:
- 1ª dose aos 3 meses;
- 2ª dose aos 5 meses.
Posteriormente, a proteção é ampliada com a vacina9 meningocócica ACWY, aplicada aos 12 meses.
8. Vacina9 contra influenza23
A vacina9 contra influenza23, ou gripe46, é recomendada anualmente a partir dos 6 meses de idade.
No calendário infantil, a primeira dose pode ser aplicada aos 6 meses. Crianças de 6 meses a menores de 6 anos devem ser vacinadas todos os anos. Quando a criança recebe a vacina9 contra influenza23 pela primeira vez, deve tomar duas doses, com intervalo de 30 dias. Nos anos seguintes, recebe uma dose anual.
A vacinação contra influenza23 reduz o risco de gripe46 e de complicações respiratórias, especialmente em crianças pequenas.
9. Vacina9 contra covid-19
A vacina9 contra covid-19 é indicada para crianças a partir dos 6 meses, conforme o esquema disponível e o histórico vacinal.
No calendário atual, o esquema pode ser:
- duas doses, aos 6 e 7 meses, quando utilizada a vacina9 Spikevax;
- ou três doses, aos 6, 7 e 9 meses, quando utilizada a vacina9 Comirnaty.
Crianças que não completarem o esquema até os 9 meses podem ser vacinadas até 4 anos, 11 meses e 29 dias, respeitando os intervalos mínimos recomendados. Crianças imunocomprometidas têm recomendação de esquema específico, com três doses e doses periódicas a cada 6 meses até 4 anos, 11 meses e 29 dias.
10. Vacina9 contra febre amarela20
A vacina9 contra febre amarela20 deve ser aplicada aos 9 meses, com reforço aos 4 anos.
Em situações excepcionais, quando há alto risco de contrair a doença e não é possível adiar a vacinação, ela pode ser recomendada entre 6 e 8 meses, sempre após avaliação do serviço de saúde1.
A febre amarela20 é uma doença viral transmitida por mosquitos, que pode causar quadros graves e fatais. Para viagens a áreas com transmissão ativa ou recomendação de vacina9, a aplicação deve ser feita pelo menos 10 dias antes do deslocamento.
11. Vacina9 tríplice viral
A vacina9 tríplice viral protege contra sarampo12, caxumba47 e rubéola13.
No calendário infantil, ela deve ser aplicada em duas doses:
- 1ª dose aos 12 meses;
- 2ª dose aos 15 meses — administrada como vacina9 tetraviral (que combina sarampo12, caxumba47, rubéola13 e varicela48).
O sarampo12 é uma doença altamente contagiosa49 e pode causar pneumonia35, encefalite50 e morte. A rubéola13, quando ocorre durante a gestação, pode causar síndrome51 da rubéola13 congênita52. A caxumba47 pode levar a complicações como meningite25 e inflamação53 dos testículos54 ou dos ovários55.
12. Vacina9 meningocócica ACWY
A vacina9 meningocócica ACWY amplia a proteção contra os sorogrupos A, C, W e Y da bactéria38 Neisseria meningitidis.
No calendário infantil, ela deve ser aplicada em dose única aos 12 meses, como reforço após as doses iniciais da meningocócica C.
Essa ampliação é importante porque diferentes sorogrupos podem circular e causar meningite25 e doença meningocócica invasiva.
13. Vacina9 contra hepatite27 A
A vacina9 contra hepatite27 A deve ser aplicada em dose única aos 15 meses.
A hepatite27 A é uma infecção4 viral transmitida principalmente por água e alimentos contaminados ou por contato fecal-oral. Embora muitas crianças tenham quadros leves, a doença pode causar hepatite27 aguda sintomática56 e, raramente, formas graves.
14. Vacina9 contra varicela48
A vacina9 contra varicela48 protege contra a catapora57.
No calendário infantil, ela deve ser aplicada em duas doses:
- 1ª dose aos 15 meses — administrada como vacina9 tetraviral (combinada com sarampo12, caxumba47 e rubéola13);
- 2ª dose aos 4 anos (vacina9 varicela48 monovalente).
Embora muitas pessoas considerem a catapora57 uma doença simples da infância, ela pode causar complicações, como infecções33 bacterianas de pele58, pneumonia35, encefalite50 e formas graves em pessoas imunossuprimidas.
A criança que não puder receber a tetraviral deve receber a vacina9 varicela48 monovalente separadamente, conforme orientação do serviço de saúde1.
15. Vacina9 DTP
A vacina9 DTP protege contra difteria14, tétano15 e coqueluche32. Depois das doses iniciais feitas com a vacina9 pentavalente, a DTP é usada como reforço na infância.
No calendário infantil, ela deve ser aplicada em duas doses de reforço:
- 1º reforço aos 15 meses;
- 2º reforço aos 4 anos.
Após essa etapa, a proteção contra difteria14 e tétano15 deve ser mantida com reforços de dT a cada 10 anos, a partir da idade indicada, podendo esse intervalo ser antecipado para 5 anos em caso de exposição ao risco de tétano15 ou difteria14.
16. Vacina9 pneumocócica 23-valente
A vacina9 pneumocócica 23-valente é indicada aos 5 anos para grupos de risco específicos, incluindo povos indígenas, crianças com infecção4 pelo HIV21, doenças crônicas graves (pulmonar, cardíaca, renal59), imunossuprimidos, diabetes mellitus22 insulinodependente e outras condições previstas no calendário nacional, que não completaram esquema prévio com vacina9 pneumocócica conjugada.
Ela protege contra doenças pneumocócicas invasivas causadas pelos sorogrupos incluídos na vacina9. Quando indicada, uma segunda dose deve ser administrada com intervalo de 5 anos após a primeira.
17. Vacina9 dupla adulto contra difteria14 e tétano15
A vacina9 dT é indicada a partir dos 7 anos para completar esquemas em atraso ou para doses de reforço contra difteria14 e tétano15.
Ela não substitui as doses infantis de DTP quando estas ainda podem ser aplicadas na idade adequada, mas passa a ser usada nas idades posteriores, conforme o histórico vacinal.
Saiba mais sobre "BCG24: o que é", "Vacina9 Salk" e "Vacina9 Sabin".
Em adolescentes e jovens
1. Vacina9 contra HPV
A vacina9 contra HPV é uma das principais vacinas dessa fase. É recomendada para meninas e meninos de 9 a 14 anos, em dose única no Calendário Nacional de Vacinação.
Ela protege contra infecções33 causadas pelo papilomavírus humano, vírus3 associado a verrugas anogenitais e a diversos tipos de câncer30, incluindo câncer30 de colo do útero60, vulva61, vagina62, ânus63, pênis64, boca65 e orofaringe66. A vacinação nessa idade é importante porque a resposta imunológica costuma ser melhor e porque a proteção ideal ocorre antes do início da vida sexual.
2. Vacina9 contra dengue67
A vacina9 contra dengue67 é recomendada para a faixa de 10 a 14 anos dentro da estratégia pública vigente.
Como a incorporação da vacina9 contra dengue67 segue critérios de prioridade definidos pelo Ministério da Saúde1, a disponibilidade pode variar de acordo com a localidade, o período e a situação epidemiológica. O esquema deve ser completado conforme orientação do serviço de saúde1.
3. Vacina9 meningocócica ACWY
A vacina9 meningocócica ACWY é indicada para adolescentes de 11 a 14 anos.
Ela protege contra meningites68 e outras formas graves de doença meningocócica causadas pelos sorogrupos A, C, W e Y. A adolescência é uma faixa etária importante para essa vacinação, pois adolescentes podem apresentar maior risco de transmissão da bactéria38.
4. Vacina9 contra hepatite27 B
Adolescentes e jovens que não receberam todas as doses contra hepatite27 B, ou que não têm comprovação vacinal, devem completar o esquema.
A hepatite27 B pode ser transmitida por sangue69, relações sexuais e da mãe para o bebê. Como pode evoluir para infecção4 crônica, cirrose28 e câncer30 de fígado31, a atualização vacinal é importante mesmo quando a pessoa passou da infância.
5. Vacina9 dupla adulto contra difteria14 e tétano15
A vacina9 dupla adulto, ou dT, protege contra difteria14 e tétano15. Adolescentes e jovens sem esquema completo devem receber as doses necessárias para completar a proteção.
Depois do esquema básico, são recomendados reforços periódicos ao longo da vida. Em caso de ferimentos com risco para tétano15, a necessidade de reforço deve ser avaliada pelo serviço de saúde1.
6. Vacina9 contra febre amarela20
A vacina9 contra febre amarela20 deve ser avaliada conforme histórico vacinal e risco epidemiológico.
Quem vive em área com recomendação de vacina9 ou vai viajar para regiões com transmissão ou risco de transmissão deve manter a vacinação em dia. Para viagens, a aplicação deve ocorrer pelo menos 10 dias antes do deslocamento.
7. Vacina9 tríplice viral
A tríplice viral protege contra sarampo12, caxumba47 e rubéola13. Adolescentes e jovens devem ter o esquema adequado documentado.
Essa atualização é especialmente importante porque surtos de sarampo12 podem ocorrer quando a cobertura vacinal diminui. Pessoas sem comprovação vacinal devem procurar uma unidade de saúde1 para avaliação.
8. Vacina9 contra hepatite27 A
Adolescentes que não receberam a vacina9 contra hepatite27 A na infância, ou que não têm comprovação vacinal, devem atualizar o esquema. A hepatite27 A é transmitida principalmente por água e alimentos contaminados e, embora frequentemente autolimitada, pode causar quadros sintomáticos importantes e, raramente, formas graves. O calendário nacional prevê a atualização de vacinas em atraso em qualquer faixa etária.
Em adultos
1. Vacina9 contra hepatite27 B
Adultos que não têm comprovação de esquema completo contra hepatite27 B devem atualizar a vacinação.
A hepatite27 B pode se tornar crônica e causar cirrose28 e câncer30 de fígado31. A vacinação é uma forma segura e eficaz de prevenção e pode ser indicada em qualquer fase da vida para pessoas sem proteção documentada.
2. Vacina9 dupla adulto contra difteria14 e tétano15
A vacina9 dT deve ser mantida atualizada na vida adulta. Pessoas sem comprovação de vacinação devem completar o esquema de três doses.
Depois do esquema básico, recomenda-se reforço a cada 10 anos. Em caso de ferimentos com risco para tétano15, o reforço pode ser antecipado conforme o intervalo desde a última dose e a avaliação do serviço de saúde1.
3. Vacina9 dTpa
A vacina9 dTpa protege contra difteria14, tétano15 e coqueluche32. Ela pode ser indicada para grupos específicos, como profissionais de saúde1, parteiras tradicionais, estagiários da área da saúde1 que atuam em maternidades e unidades neonatais, além de pessoas com contato próximo com recém-nascidos.
Essa vacinação ajuda a reduzir o risco de transmissão da coqueluche32 para bebês70 pequenos, que ainda não completaram seu próprio esquema vacinal e são mais vulneráveis a formas graves da doença.
4. Vacina9 contra febre amarela20
A vacina9 contra febre amarela20 deve ser avaliada conforme histórico vacinal e risco epidemiológico.
Adultos que vivem em áreas com recomendação de vacina9 ou que irão viajar para regiões com risco devem verificar se estão protegidos. Para viajantes, a vacina9 deve ser aplicada pelo menos 10 dias antes da viagem.
5. Vacina9 tríplice viral
A vacina9 tríplice viral protege contra sarampo12, caxumba47 e rubéola13.
Adultos jovens devem manter duas doses documentadas. Para pessoas de 30 a 59 anos, uma dose pode ser suficiente quando não há comprovação anterior, conforme orientação do calendário nacional. Trabalhadores da saúde1 devem ter atenção especial, pois precisam estar adequadamente protegidos contra doenças transmissíveis.
6. Vacina9 contra varicela48
A vacina9 contra varicela48 pode ser indicada para adultos suscetíveis em situações específicas, especialmente em grupos com maior risco de exposição ou transmissão, como trabalhadores da saúde1, conforme avaliação do histórico vacinal e das recomendações vigentes.
A varicela48 em adultos pode ser mais grave do que na infância e causar complicações como pneumonia35 e infecções33 bacterianas secundárias.
7. Vacina9 pneumocócica
A vacina9 pneumocócica pode ser indicada para adultos pertencentes a grupos específicos, conforme condição clínica, risco aumentado ou recomendações para populações especiais.
Ela protege contra infecções33 causadas pelo pneumococo, como pneumonia35, meningite25 e sepse41. Pessoas com doenças crônicas, imunossupressão71 ou outras condições de risco devem receber orientação individualizada, podendo ser encaminhadas aos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais.
8. Vacina9 contra influenza23
A vacina9 contra influenza23 é recomendada anualmente para adultos pertencentes a grupos prioritários, como trabalhadores de saúde1, gestantes, pessoas com doenças crônicas (respiratórias, cardíacas, renais, diabéticos, imunossuprimidos) e outros grupos definidos pelo Ministério da Saúde1. Como os vírus3 influenza23 se modificam com frequência, a vacina9 é atualizada e deve ser aplicada todo ano, independentemente de ter sido vacinado na temporada anterior.
Em idosos
1. Vacina9 contra hepatite27 B
Idosos sem comprovação de esquema completo contra hepatite27 B devem atualizar a vacinação.
A prevenção permanece importante ao longo do envelhecimento, especialmente porque a hepatite27 B pode evoluir para doença hepática29 crônica, cirrose28 e câncer30 de fígado31.
2. Vacina9 dupla adulto contra difteria14 e tétano15
A vacina9 dT deve ser mantida atualizada em idosos. Quem não tem comprovação de esquema completo deve receber as doses necessárias.
Depois do esquema básico, o reforço é recomendado a cada 10 anos. Em caso de ferimentos com risco para tétano15, a necessidade de reforço deve ser avaliada imediatamente, pois o tétano15 é uma doença grave e potencialmente fatal.
3. Vacina9 contra influenza23
A vacina9 contra influenza23 deve ser aplicada todos os anos em idosos.
A gripe46 pode causar complicações importantes nessa faixa etária, como pneumonia35, descompensação de doenças crônicas, hospitalização e morte. Como os vírus3 influenza23 mudam com frequência, a vacinação anual é necessária mesmo para quem recebeu a dose no ano anterior.
4. Vacina9 contra covid-19
A vacinação contra covid-19 deve ser mantida atualizada em idosos. No calendário vigente, pessoas a partir de 60 anos têm indicação de doses periódicas, com intervalo semestral.
Essa recomendação busca manter proteção contra formas graves da doença, especialmente porque o risco de hospitalização e morte por covid-19 aumenta com a idade e com a presença de doenças crônicas.
5. Vacina9 pneumocócica 23-valente
A vacina9 pneumocócica 23-valente é indicada para grupos definidos de idosos, como idosos acamados e/ou institucionalizados sem esquema vacinal completo, além de populações específicas previstas no calendário nacional.
Ela protege contra infecções33 causadas pelo pneumococo, como pneumonia35, meningite25, bacteremia40 e sepse41. Como essas doenças podem ser mais graves em idosos, a indicação deve ser avaliada conforme o histórico vacinal e a condição clínica.
6. Vacina9 contra febre amarela20
A vacina9 contra febre amarela20 em idosos exige avaliação individual.
Para pessoas a partir de 60 anos que nunca foram vacinadas, a decisão deve considerar o risco de exposição ao vírus3, a presença de doenças associadas, o uso de medicamentos e possíveis contraindicações. Em alguns casos, o risco da doença pode justificar a vacinação; em outros, o risco de eventos adversos pode ser maior que o benefício.
7. Vacina9 tríplice viral
A tríplice viral não é uma vacina9 de rotina para idosos.
Em situações excepcionais, como bloqueio vacinal diante de contato com caso suspeito ou confirmado de sarampo12, a vacinação pode ser considerada após avaliação caso a caso.
Veja também sobre "Imunossupressão71 e imunodepressão" e "Conheça o sistema imunológico6".
Em gestantes
1. Vacina9 contra hepatite27 B
Gestantes sem comprovação de esquema completo contra hepatite27 B devem atualizar a vacinação.
A hepatite27 B pode ser transmitida da mãe para o bebê, especialmente no momento do parto. Por isso, a verificação do cartão vacinal e a atualização do esquema são medidas importantes durante o pré-natal.
2. Vacina9 dupla adulto contra difteria14 e tétano15
A vacina9 dT pode ser indicada para gestantes que não têm esquema completo contra difteria14 e tétano15.
A proteção contra tétano15 é importante para prevenir o tétano15 materno e neonatal. Quando a gestante já tem esquema completo, a necessidade de novas doses deve ser avaliada conforme o intervalo desde a última vacinação.
3. Vacina9 dTpa
A vacina9 dTpa é recomendada a partir da 20ª semana de gestação, em cada gestação.
Ela protege contra difteria14, tétano15 e coqueluche32, mas sua principal importância durante a gravidez72 é proteger o recém-nascido contra coqueluche32 nos primeiros meses de vida. A vacinação materna permite a transferência de anticorpos18 para o bebê antes do nascimento.
4. Vacina9 contra influenza23
A vacina9 contra influenza23 é recomendada para gestantes a cada temporada.
A gripe46 pode ser mais grave durante a gestação e aumentar o risco de complicações respiratórias. A vacinação protege a gestante e também contribui para a proteção do bebê nos primeiros meses de vida.
5. Vacina9 contra covid-19
A vacina9 contra covid-19 é recomendada para gestantes conforme as orientações vigentes.
A covid-19 durante a gestação pode aumentar o risco de formas graves, internação e complicações obstétricas. Por isso, manter a vacinação atualizada é uma medida importante de proteção materna e fetal.
6. Vacina9 contra o vírus3 sincicial respiratório
A vacina9 contra o vírus3 sincicial respiratório, ou VSR, foi incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação da Gestante e passou a ser oferecida gratuitamente pelo SUS em dezembro de 2025. A recomendação é de dose única a partir da 28ª semana de gestação, em cada gestação, sem restrição de idade materna. A vacina9 também está disponível na rede privada desde setembro de 2024.
O objetivo é proteger o bebê nos primeiros meses de vida contra bronquiolite, pneumonia35 e outras complicações respiratórias causadas pelo VSR. Essa proteção ocorre pela passagem de anticorpos18 da mãe para o bebê durante a gestação.
7. Vacina9 contra febre amarela20
A vacina9 contra febre amarela20 pode ser considerada em gestantes apenas em situações excepcionais, quando há risco epidemiológico relevante, como residência ou viagem para área com transmissão ativa.
Por ser uma vacina9 de vírus3 vivo atenuado, sua indicação durante a gestação deve ser individualizada, considerando riscos e benefícios.
8. Vacinas contraindicadas na gestação
Vacinas de vírus3 vivos atenuados, como tríplice viral e varicela48, são contraindicadas durante a gestação.
Por isso, mulheres em idade fértil devem manter o cartão vacinal atualizado preferencialmente antes de engravidar. Caso a necessidade de vacinação seja identificada durante a gestação, o serviço de saúde1 deve orientar quais vacinas podem ser aplicadas durante o pré-natal e quais devem ser deixadas para depois do parto.
Por que o calendário de vacinação muda ao longo do tempo?
O calendário de vacinação não é fixo. Ele muda conforme novas vacinas são incorporadas, novas evidências científicas surgem, o perfil de circulação10 das doenças se altera e o país define novas estratégias de prevenção.
Nos últimos anos, algumas mudanças importantes ocorreram ou ganharam destaque no calendário brasileiro. A vacinação contra covid-19 passou a fazer parte da rotina para crianças pequenas, gestantes e idosos. A vacina9 contra dengue67 foi incorporada para adolescentes de 10 a 14 anos dentro da estratégia pública. A vacina9 meningocócica ACWY passou a ocupar espaço mais amplo no calendário. A vacina9 contra HPV foi simplificada no SUS para meninas e meninos de 9 a 14 anos. A vacina9 contra o vírus3 sincicial respiratório foi incluída no PNI em dezembro de 2025 e passou a ser oferecida gratuitamente pelo SUS para gestantes a partir da 28ª semana, com o objetivo de proteger o bebê nos primeiros meses de vida.
Outra mudança relevante diz respeito à poliomielite11. O calendário atual do Programa Nacional de Imunizações já utiliza a vacina9 inativada (VIP) nas três doses primárias, mantendo a vacina9 oral atenuada (VOP) nos reforços. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda ampliar o uso da VIP também para os reforços, acompanhando uma tendência de segurança que busca eliminar o risco, embora raro, associado ao vírus3 vacinal atenuado.
Essas atualizações mostram por que é importante consultar periodicamente o cartão de vacinação em uma unidade de saúde1. Mesmo quem foi corretamente vacinado no passado pode precisar de reforços, novas vacinas ou atualização do esquema conforme a idade, profissão, condição de saúde1, gestação ou viagem.
O que fazer se o cartão de vacinas estiver atrasado?
Quando há atraso vacinal, geralmente não é necessário reiniciar todo o esquema. Na maior parte das situações, o serviço de saúde1 avalia as doses já recebidas e completa apenas o que falta, respeitando os intervalos mínimos recomendados.
Na ausência de comprovante, a equipe de saúde1 pode indicar a atualização conforme a idade, o risco individual e as recomendações vigentes. Por isso, é importante guardar o cartão de vacinação e levá-lo às consultas médicas, às unidades de saúde1 e a atendimentos em que o histórico vacinal possa influenciar a conduta.
Pessoas com doenças crônicas, imunodeficiências, uso de imunossupressores, câncer30, transplantes, ausência de baço73, HIV21, doenças renais, doenças pulmonares ou cardiovasculares importantes podem ter recomendações específicas. Nesses casos, a vacinação deve ser individualizada, muitas vezes com apoio dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais.
Vacinar é uma proteção individual e coletiva
Manter a vacinação em dia protege a própria pessoa, mas também contribui para a proteção da comunidade. Quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de circulação10 de agentes infecciosos e menor o risco para bebês70, idosos, gestantes, imunossuprimidos e pessoas que não podem receber determinadas vacinas.
A decisão de vacinar não deve ser baseada apenas na percepção de risco individual. Muitas doenças preveníveis por vacinas se tornam raras justamente porque a vacinação é mantida. Quando a cobertura cai, doenças antes controladas podem voltar a causar surtos.
Por isso, o calendário de vacinação deve ser visto como uma ferramenta de cuidado contínuo, da infância à velhice. Atualizar o cartão vacinal é uma das medidas mais simples, seguras e eficazes para prevenir doenças graves ao longo da vida.
Leia sobre "Por que vacinar?"
Referências:
As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente do site do Ministério da Saúde, páginas do Calendário de Vacinação e do Programa Nacional de Imunizações.
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.











