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10 hábitos que ajudam a tornar sua alimentação mais saudável

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A alimentação é um dos pilares da saúde1 e do bem-estar. Por meio dos alimentos, o organismo obtém energia e nutrientes essenciais para o funcionamento adequado de todos os sistemas do corpo. Não basta apenas comer; é necessário adotar hábitos alimentares saudáveis, que envolvem escolhas conscientes dos alimentos, equilíbrio nutricional e boas práticas durante as refeições.

Uma alimentação saudável contribui para a prevenção de diversas doenças, melhora a qualidade de vida e reduz o risco de doenças crônicas, como obesidade2, diabetes mellitus3 tipo 2, hipertensão arterial4 e doenças cardiovasculares5.

O que são modos saudáveis para se alimentar?

Modos saudáveis para se alimentar correspondem a um conjunto de hábitos relacionados à escolha, ao preparo, ao armazenamento e ao consumo dos alimentos que promovem a saúde1. Esses hábitos incluem uma alimentação variada e equilibrada, adequada às necessidades nutricionais de cada pessoa, com preferência por alimentos in natura ou minimamente processados e limitação dos alimentos ultraprocessados.

Uma alimentação saudável deve fornecer carboidratos, proteínas6, gorduras, vitaminas, minerais, fibras e água em quantidades adequadas. Esses nutrientes fornecem energia, participam da formação e reparo dos tecidos, regulam processos metabólicos e contribuem para o funcionamento adequado do sistema imunológico7 e dos demais órgãos.

Além da qualidade nutricional, a alimentação também envolve aspectos comportamentais, culturais e sociais. O ato de comer inclui o prazer da refeição, a convivência, o respeito às tradições alimentares e a atenção ao ambiente e aos hábitos adotados à mesa. Também é importante considerar a qualidade, a procedência, a higiene e a segurança dos alimentos durante o preparo e o armazenamento, reduzindo o risco de doenças transmitidas por alimentos contaminados.

Uma alimentação saudável depende não apenas do que se come, mas também da forma como os alimentos são escolhidos, preparados e consumidos. Além disso, ela deve ser adaptada à idade, ao estado de saúde1, ao nível de atividade física e a condições especiais, como gravidez8, lactação9 e doenças crônicas.

Leia sobre "Macronutrientes10", "Micronutrientes11" e "Dicas para melhorar a sua alimentação".

Quais práticas devem ser observadas para uma alimentação correta?

Para manter uma alimentação adequada e saudável, alguns princípios ajudam a garantir o equilíbrio nutricional e contribuem para a manutenção da saúde1 ao longo da vida.

  • Manter uma alimentação variada, incluindo regularmente frutas, verduras, legumes, cereais (preferencialmente integrais), leguminosas, oleaginosas, carnes, peixes, ovos, leite e derivados ou outros alimentos que atendam às necessidades nutricionais individuais.
  • Priorizar alimentos in natura ou minimamente processados, pois costumam apresentar melhor qualidade nutricional. Em contrapartida, alimentos ultraprocessados, como refrigerantes, salgadinhos, embutidos, biscoitos recheados e refeições prontas, geralmente contêm excesso de sódio, açúcares, gorduras e aditivos, estando associados ao aumento do risco de obesidade2 e outras doenças crônicas.
  • Controlar as porções, respeitando os sinais12 de fome e saciedade, já que mesmo alimentos saudáveis podem contribuir para o excesso de calorias13 quando consumidos em grandes quantidades.
  • Manter horários relativamente regulares para as refeições, adaptando sua distribuição à rotina, ao nível de atividade física e às condições de saúde1 de cada pessoa.
  • Adotar uma hidratação adequada, pois a água é indispensável para o transporte de nutrientes, a regulação da temperatura corporal, a digestão14, o funcionamento dos rins15 e diversas outras funções do organismo.
  • Reduzir o consumo de sal, açúcares adicionados, gorduras saturadas16 e gorduras trans17 industriais, devido à associação com hipertensão arterial4, obesidade2, diabetes mellitus3 tipo 2, aumento do colesterol18 LDL19 e doenças cardiovasculares5.
  • Valorizar o preparo caseiro das refeições, que permite maior controle sobre os ingredientes utilizados e reduz a dependência de alimentos ultraprocessados.
  • Dar preferência a métodos de preparo mais saudáveis, como cozinhar, assar, grelhar ou preparar os alimentos no vapor, limitando frituras.
  • Realizar as refeições com calma e atenção, evitando distrações constantes, como televisão, computadores ou celulares, o que favorece a alimentação consciente e melhora a percepção da fome e da saciedade.

Uma alimentação saudável deve ser flexível e sustentável, baseada no equilíbrio e não em restrições extremas, permitindo escolhas alimentares saudáveis que possam ser mantidas ao longo da vida.

Infográfico Alimentação saudável

Modos alimentares à mesa  - 10 hábitos que melhoram as refeições

Comer com atenção e tranquilidade, respeitando os horários das refeições, faz parte de uma alimentação saudável.

Os modos alimentares à mesa variam de acordo com a cultura, as tradições e os costumes de cada sociedade. Entretanto, existem princípios gerais amplamente reconhecidos que favorecem uma alimentação equilibrada, consciente e harmoniosa. Eles vão além das regras de etiqueta e representam um conjunto de hábitos que contribuem para o bem-estar físico, social e emocional.

Outro aspecto importante é o respeito aos alimentos. Demonstrar cuidado ao servir-se, evitar desperdícios e valorizar o trabalho envolvido na produção dos alimentos são atitudes que fazem parte de uma relação saudável e responsável com a alimentação.

Diversos comportamentos contribuem para tornar as refeições mais agradáveis, organizadas e saudáveis:

  1. Manter uma postura adequada à mesa. Sentar-se corretamente, com o corpo confortável e próximo à mesa, facilita o uso dos utensílios e torna a refeição mais agradável. Evitar apoiar continuamente os cotovelos sobre a mesa é uma recomendação tradicional de etiqueta, embora não tenha importância para a saúde1.
  2. Comer devagar e mastigar bem os alimentos. A mastigação adequada facilita a digestão14 e permite que os mecanismos naturais de saciedade atuem, ajudando a evitar o consumo excessivo de alimentos.
  3. Evitar falar com a boca20 cheia. Esse comportamento é recomendado tanto por questões de educação quanto para reduzir o risco de engasgos.
  4. Utilizar corretamente os utensílios de mesa. Em geral, a faca é utilizada para cortar os alimentos e o garfo para levá-los à boca20. A forma de segurá-los pode variar conforme os costumes e a cultura de cada país. A colher deve ser utilizada para alimentos líquidos ou pastosos.
  5. Servir-se com moderação. Colocar no prato apenas a quantidade de alimento que se pretende consumir ajuda a evitar desperdícios e favorece o controle das porções. Caso ainda haja fome, pode-se servir novamente.
  6. Evitar fazer barulho ao comer. Mastigar de boca20 aberta ou produzir ruídos excessivos com os utensílios pode causar desconforto às demais pessoas presentes.
  7. Manter a mesa organizada e limpa durante a refeição. Utilizar o guardanapo adequadamente e evitar derramar alimentos contribui para um ambiente mais agradável.
  8. Respeitar o tempo e o espaço das outras pessoas à mesa. A refeição é frequentemente um momento de convivência familiar e social, devendo ser marcada pela cordialidade e pelo respeito.
  9. Evitar distrações excessivas, como o uso constante de celulares, computadores ou televisão durante a refeição. Essa prática favorece a alimentação consciente e melhora a percepção da fome e da saciedade.
  10. Valorizar a refeição. Reconhecer o trabalho de quem produziu e preparou os alimentos e demonstrar gratidão pela refeição fortalece valores de respeito e valorização da alimentação.
Veja também sobre "Hara Hachi Bu: coma21 menos, viva mais", "Psiquiatria nutricional" e "Índice glicêmico".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Universidade de Caxias do Sul - RS e da Secretaria do Estado de Saúde de Minas Gerais.

ABCMED, 2026. 10 hábitos que ajudam a tornar sua alimentação mais saudável. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/vida-saudavel/1509705/10-habitos-que-ajudam-a-tornar-sua-alimentacao-mais-saudavel.htm>. Acesso em: 30 jun. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
2 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
3 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
4 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
5 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
6 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
7 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
8 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
9 Lactação: Fenômeno fisiológico neuro-endócrino (hormonal) de produção de leite materno pela puérpera no pós-parto; independente dela estar ou não amamentando.Toda mulher após o parto tem produção de leite - lactação; mas, infelizmente nem todas amamentam.
10 Macronutrientes: Os macronutrientes fornecem as calorias aos alimentos. São eles: carboidratos, proteínas e lipídeos.
11 Micronutrientes: No grupo dos micronutrientes estão as vitaminas e os minerais. Esses nutrientes estão presentes nos alimentos em pequenas quantidades e são indispensáveis para o funcionamento adequado do nosso organismo. Exemplos: cálcio, ferro, sódio, etc.
12 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
13 Calorias: Dizemos que um alimento tem ”x” calorias, para nos referirmos à quantidade de energia que ele pode fornecer ao organismo, ou seja, à energia que será utilizada para o corpo realizar suas funções de respiração, digestão, prática de atividades físicas, etc.
14 Digestão: Dá-se este nome a todo o conjunto de processos enzimáticos, motores e de transporte através dos quais os alimentos são degradados a compostos mais simples para permitir sua melhor absorção.
15 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
16 Gorduras saturadas: Elas são encontradas principalmente em produtos de origem animal. Em temperatura ambiente, apresentam-se em estado sólido. Estão nas carnes vermelhas e brancas (principalmente gordura da carne e pele das aves e peixes), leite e seus derivados integrais (manteiga, creme de leite, iogurte, nata) e azeite de dendê.
17 Gorduras trans: Tipo específico de gordura formada por um processo de hidrogenação natural (ocorrido no rúmen de animais) ou industrial. Esta hidrogenação industrial transforma óleos vegetais líquidos em gordura sólida à temperatura ambiente e são utilizadas para melhorar a consistência dos alimentos e também aumentar a vida de prateleira de alguns produtos. Mas o consumo excessivo de alimentos ricos em gorduras trans pode causar aumento do colesterol total e do colesterol ruim (LDL-colesterol) e também redução dos níveis de colesterol bom (HDL-colesterol).
18 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
19 LDL: Lipoproteína de baixa densidade, encarregada de transportar colesterol através do sangue. Devido à sua tendência em depositar o colesterol nas paredes arteriais e a produzir aterosclerose, tem sido denominada “mau colesterol“.
20 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
21 Coma: 1. Alteração do estado normal de consciência caracterizado pela falta de abertura ocular e diminuição ou ausência de resposta a estímulos externos. Pode ser reversível ou evoluir para a morte. 2. Presente do subjuntivo ou imperativo do verbo ”comer.”
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