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Calendário de Vacinação: o que é recomendado fazer para evitar doenças?

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As vacinas são uma das estratégias de saúde1 pública mais importantes da história. Elas protegem contra doenças infecciosas graves sem que a pessoa precise adoecer para desenvolver imunidade2.

O calendário de vacinação organiza quais vacinas devem ser aplicadas em cada fase da vida, desde o nascimento até a velhice, e é atualizado periodicamente conforme surgem novas vacinas e novas evidências científicas.

Qual é a finalidade das vacinas?

Desde o momento do nascimento, as pessoas ficam expostas a vírus3, bactérias e outros agentes infecciosos presentes no ambiente. Quando uma pessoa adoece por causa de uma infecção4 e se recupera, o organismo pode desenvolver defesas contra aquele agente. No entanto, essa “proteção natural” pode custar caro: muitas doenças infecciosas são capazes de causar complicações graves, sequelas5 permanentes e até morte.

As vacinas foram desenvolvidas justamente para evitar esse risco. Elas estimulam o sistema imunológico6 a reconhecer determinados agentes infecciosos, ou partes deles, sem que a pessoa precise passar pela doença para desenvolver proteção. Algumas vacinas são feitas com micro-organismos atenuados, outras usam micro-organismos inativados, fragmentos7, proteínas8, toxoides, polissacarídeos conjugados ou tecnologias mais recentes, como as vacinas de RNA mensageiro.

Ao receber uma vacina9, o organismo produz uma resposta imunológica capaz de reduzir o risco de infecção4, doença grave, hospitalização e morte. Em muitos casos, a vacinação também diminui a circulação10 de agentes infecciosos na comunidade, ajudando a proteger pessoas que ainda não podem ser vacinadas ou que têm menor resposta imunológica, como recém-nascidos, idosos, gestantes e pessoas imunossuprimidas.

A vacinação é uma das estratégias de saúde1 pública mais importantes da história. Graças a ela, doenças como a varíola foram erradicadas no mundo, e outras, como poliomielite11, sarampo12, rubéola13, difteria14, tétano15 neonatal e formas graves de tuberculose16, puderam ser controladas em muitos países.

No entanto, a redução ou desaparecimento de uma doença em determinada região não significa que a vacinação possa ser abandonada. Em um mundo com grande circulação10 de pessoas, agentes infecciosos podem voltar a circular quando a cobertura vacinal cai. Por isso, manter o calendário de vacinação atualizado continua sendo essencial.

Saiba mais sobre "Vacinas - como funcionam e quais são os prós e contras" e "Antígenos17 e anticorpos18 - o que são".

O que é o calendário de vacinação?

O calendário de vacinação é uma orientação organizada sobre quais vacinas devem ser aplicadas em cada fase da vida. Ele considera a idade em que cada pessoa apresenta maior risco para determinadas doenças, a melhor resposta esperada para cada vacina9, a necessidade de doses de reforço e a proteção de grupos mais vulneráveis.

No Brasil, a vacinação é coordenada pelo Ministério da Saúde1, por meio do Programa Nacional de Imunizações, o PNI. O Calendário Nacional de Vacinação contempla vacinas para crianças, adolescentes, adultos, idosos, gestantes e pessoas com condições clínicas especiais.

Além do calendário público, sociedades médicas, como a Sociedade Brasileira de Imunizações e a Sociedade Brasileira de Pediatria, publicam recomendações complementares, que podem incluir vacinas disponíveis na rede privada ou esquemas mais amplos para grupos específicos. Essas recomendações não substituem o calendário nacional, mas ajudam a orientar situações em que há possibilidade de ampliar a proteção individual, sempre considerando idade, histórico vacinal, condições clínicas, risco epidemiológico e orientação profissional.

Em situações especiais, como imunodeficiências, transplantes, uso de medicamentos imunossupressores, doenças crônicas, gestação, viagens internacionais ou exposição ocupacional, o calendário pode precisar de adaptações. Nesses casos, a orientação deve ser individualizada pelo médico ou por serviços especializados, como os Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais.

Confira abaixo o calendário infantil do Programa Nacional de Imunizações. Clique sobre a imagem para baixar o calendário em formato PDF.

Calendário Vacinal PNI

* Covid-19: o esquema primário varia conforme o imunizante19 disponível — duas doses (aos 6 e 7 meses) com a Spikevax, ou três doses (aos 6, 7 e 9 meses) com a Comirnaty. Crianças que não completarem o esquema até os 9 meses podem ser vacinadas até 4 anos, 11 meses e 29 dias, conforme histórico vacinal.

** Febre amarela20 aos 5 anos: aplicada caso a criança não tenha recebido as duas doses recomendadas antes de completar 5 anos.

*** Pneumocócica 23-valente: indicada para grupos de risco específicos, incluindo povos indígenas, crianças com HIV21, doenças crônicas graves, imunossuprimidos e diabetes mellitus22 insulinodependente, entre outros.

**** HPV: dose única para meninas e meninos de 9 a 14 anos. Para vítimas de abuso sexual de 9 a 14 anos: duas doses. De 15 a 45 anos: três doses, considerando o histórico vacinal contra o HPV.

Quando as vacinas devem ser tomadas?

As vacinas não são indicadas apenas para crianças. A proteção deve começar nos primeiros dias de vida, ser reforçada na infância e adolescência e continuar na vida adulta e na velhice.

Algumas vacinas são aplicadas em dose única. Outras exigem duas ou mais doses para completar o esquema inicial. Há ainda vacinas que precisam de reforços periódicos, como a vacina9 contra difteria14 e tétano15, e vacinas que devem ser aplicadas todos os anos, como a vacina9 contra influenza23.

Em geral, quando uma vacina9 está atrasada, não é necessário reiniciar todo o esquema. A equipe de saúde1 avalia as doses já recebidas e completa apenas o que falta, respeitando os intervalos mínimos recomendados. Por isso, é importante guardar o cartão de vacinação e levá-lo às consultas médicas ou às unidades de saúde1.

A seguir, estão as principais vacinas recomendadas de acordo com as fases da vida. As orientações podem mudar ao longo do tempo, conforme novas vacinas são incorporadas, novas evidências científicas surgem e o perfil de circulação10 das doenças se modifica.

Em crianças

1. Vacina9 BCG24

A vacina9 BCG24 deve ser aplicada em dose única ao nascer, preferencialmente ainda na maternidade.

Ela protege principalmente contra formas graves e disseminadas da tuberculose16, como meningite25 tuberculosa e tuberculose16 miliar. Também pode ter efeito protetor contra hanseníase em situações específicas, conforme orientação do Ministério da Saúde1.

A presença de cicatriz26 no braço é comum após a aplicação, mas a ausência de cicatriz26 não significa, por si só, que a criança não tenha sido protegida.

2. Vacina9 contra hepatite27 B

A primeira dose da vacina9 contra hepatite27 B deve ser aplicada ao nascer, preferencialmente nas primeiras horas de vida.

Essa dose precoce é especialmente importante para prevenir a transmissão do vírus3 da mãe para o bebê. Depois, a proteção contra hepatite27 B continua com as doses incluídas na vacina9 pentavalente, aplicadas aos 2, 4 e 6 meses.

A hepatite27 B pode se tornar uma infecção4 crônica e está associada a complicações como cirrose28 hepática29 e câncer30 de fígado31.

3. Vacina9 pentavalente

A vacina9 pentavalente protege contra cinco doenças: difteria14, tétano15, coqueluche32, hepatite27 B e infecções33 causadas por Haemophilus influenzae tipo b.

No calendário infantil, ela deve ser aplicada em três doses:

  • 1ª dose aos 2 meses;
  • 2ª dose aos 4 meses;
  • 3ª dose aos 6 meses.

Essa vacina9 combina proteções importantes em uma única aplicação, reduzindo o número de injeções necessárias nos primeiros meses de vida. Entre as doenças prevenidas, a coqueluche32 e as infecções33 por Haemophilus influenzae tipo b merecem atenção especial em lactentes34, pois podem causar quadros graves, como pneumonia35, meningite25 e insuficiência respiratória36.

4. Vacina9 inativada contra poliomielite11

A vacina9 inativada contra poliomielite11, também chamada VIP, protege contra a poliomielite11, doença viral que pode causar paralisia37 permanente.

No calendário infantil, ela deve ser aplicada nas seguintes idades:

  • 1ª dose aos 2 meses;
  • 2ª dose aos 4 meses;
  • 3ª dose aos 6 meses;
  • reforço aos 15 meses (vacina9 oral atenuada, VOP, no calendário do PNI; vacina9 inativada, VIP, recomendada pela Sociedade Brasileira de Pediatria).

A poliomielite11 foi eliminada do Brasil, mas ainda há necessidade de manter alta cobertura vacinal para impedir o risco de reintroduzão do vírus3.

No calendário do Programa Nacional de Imunizações, as três doses primárias são feitas com a VIP (injetável), enquanto os reforços utilizam a VOP (oral atenuada). A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda, sempre que possível, que também os reforços sejam realizados com a VIP, pois ela não apresenta o risco, embora raro, associado ao vírus3 vacinal atenuado.

5. Vacina9 pneumocócica conjugada 10-valente

A vacina9 pneumocócica conjugada 10-valente protege contra doenças causadas pelo Streptococcus pneumoniae, bactéria38 associada a pneumonia35, meningite25, otite média39, bacteremia40 e sepse41.

No calendário infantil, ela deve ser aplicada nas seguintes idades:

  • 1ª dose aos 2 meses;
  • 2ª dose aos 4 meses;
  • reforço aos 12 meses.

Essa vacinação é especialmente importante porque crianças pequenas têm maior risco de doença pneumocócica invasiva.

6. Vacina9 contra rotavírus humano

A vacina9 contra rotavírus humano protege contra gastroenterite42 viral grave, que pode causar vômitos43, diarreia44 intensa, desidratação45 e necessidade de hospitalização.

No calendário infantil, ela deve ser aplicada em duas doses:

  • 1ª dose aos 2 meses;
  • 2ª dose aos 4 meses.

É importante respeitar os prazos para essa vacina9. A 1ª dose deve ser aplicada entre 1 mês e 15 dias e 3 meses e 15 dias de idade. A 2ª dose deve ser aplicada entre 3 meses e 15 dias e 7 meses e 29 dias de idade, com intervalo mínimo de 30 dias entre as doses.

Caso a 1ª dose não seja recebida dentro do período indicado, perde-se a oportunidade de vacinação contra o rotavírus.

7. Vacina9 meningocócica C

A vacina9 meningocócica C protege contra doença meningocócica causada pelo sorogrupo C da bactéria38 Neisseria meningitidis. Essa bactéria38 pode causar meningite25 e meningococcemia, quadros graves e de evolução rápida.

No calendário infantil, ela deve ser aplicada em duas doses:

  • 1ª dose aos 3 meses;
  • 2ª dose aos 5 meses.

Posteriormente, a proteção é ampliada com a vacina9 meningocócica ACWY, aplicada aos 12 meses.

8. Vacina9 contra influenza23

A vacina9 contra influenza23, ou gripe46, é recomendada anualmente a partir dos 6 meses de idade.

No calendário infantil, a primeira dose pode ser aplicada aos 6 meses. Crianças de 6 meses a menores de 6 anos devem ser vacinadas todos os anos. Quando a criança recebe a vacina9 contra influenza23 pela primeira vez, deve tomar duas doses, com intervalo de 30 dias. Nos anos seguintes, recebe uma dose anual.

A vacinação contra influenza23 reduz o risco de gripe46 e de complicações respiratórias, especialmente em crianças pequenas.

9. Vacina9 contra covid-19

A vacina9 contra covid-19 é indicada para crianças a partir dos 6 meses, conforme o esquema disponível e o histórico vacinal.

No calendário atual, o esquema pode ser:

  • duas doses, aos 6 e 7 meses, quando utilizada a vacina9 Spikevax;
  • ou três doses, aos 6, 7 e 9 meses, quando utilizada a vacina9 Comirnaty.

Crianças que não completarem o esquema até os 9 meses podem ser vacinadas até 4 anos, 11 meses e 29 dias, respeitando os intervalos mínimos recomendados. Crianças imunocomprometidas têm recomendação de esquema específico, com três doses e doses periódicas a cada 6 meses até 4 anos, 11 meses e 29 dias.

10. Vacina9 contra febre amarela20

A vacina9 contra febre amarela20 deve ser aplicada aos 9 meses, com reforço aos 4 anos.

Em situações excepcionais, quando há alto risco de contrair a doença e não é possível adiar a vacinação, ela pode ser recomendada entre 6 e 8 meses, sempre após avaliação do serviço de saúde1.

A febre amarela20 é uma doença viral transmitida por mosquitos, que pode causar quadros graves e fatais. Para viagens a áreas com transmissão ativa ou recomendação de vacina9, a aplicação deve ser feita pelo menos 10 dias antes do deslocamento.

11. Vacina9 tríplice viral

A vacina9 tríplice viral protege contra sarampo12, caxumba47 e rubéola13.

No calendário infantil, ela deve ser aplicada em duas doses:

  • 1ª dose aos 12 meses;
  • 2ª dose aos 15 meses — administrada como vacina9 tetraviral (que combina sarampo12, caxumba47, rubéola13 e varicela48).

O sarampo12 é uma doença altamente contagiosa49 e pode causar pneumonia35, encefalite50 e morte. A rubéola13, quando ocorre durante a gestação, pode causar síndrome51 da rubéola13 congênita52. A caxumba47 pode levar a complicações como meningite25 e inflamação53 dos testículos54 ou dos ovários55.

12. Vacina9 meningocócica ACWY

A vacina9 meningocócica ACWY amplia a proteção contra os sorogrupos A, C, W e Y da bactéria38 Neisseria meningitidis.

No calendário infantil, ela deve ser aplicada em dose única aos 12 meses, como reforço após as doses iniciais da meningocócica C.

Essa ampliação é importante porque diferentes sorogrupos podem circular e causar meningite25 e doença meningocócica invasiva.

13. Vacina9 contra hepatite27 A

A vacina9 contra hepatite27 A deve ser aplicada em dose única aos 15 meses.

A hepatite27 A é uma infecção4 viral transmitida principalmente por água e alimentos contaminados ou por contato fecal-oral. Embora muitas crianças tenham quadros leves, a doença pode causar hepatite27 aguda sintomática56 e, raramente, formas graves.

14. Vacina9 contra varicela48

A vacina9 contra varicela48 protege contra a catapora57.

No calendário infantil, ela deve ser aplicada em duas doses:

  • 1ª dose aos 15 meses — administrada como vacina9 tetraviral (combinada com sarampo12, caxumba47 e rubéola13);
  • 2ª dose aos 4 anos (vacina9 varicela48 monovalente).

Embora muitas pessoas considerem a catapora57 uma doença simples da infância, ela pode causar complicações, como infecções33 bacterianas de pele58, pneumonia35, encefalite50 e formas graves em pessoas imunossuprimidas.

A criança que não puder receber a tetraviral deve receber a vacina9 varicela48 monovalente separadamente, conforme orientação do serviço de saúde1.

15. Vacina9 DTP

A vacina9 DTP protege contra difteria14, tétano15 e coqueluche32. Depois das doses iniciais feitas com a vacina9 pentavalente, a DTP é usada como reforço na infância.

No calendário infantil, ela deve ser aplicada em duas doses de reforço:

  • 1º reforço aos 15 meses;
  • 2º reforço aos 4 anos.

Após essa etapa, a proteção contra difteria14 e tétano15 deve ser mantida com reforços de dT a cada 10 anos, a partir da idade indicada, podendo esse intervalo ser antecipado para 5 anos em caso de exposição ao risco de tétano15 ou difteria14.

16. Vacina9 pneumocócica 23-valente

A vacina9 pneumocócica 23-valente é indicada aos 5 anos para grupos de risco específicos, incluindo povos indígenas, crianças com infecção4 pelo HIV21, doenças crônicas graves (pulmonar, cardíaca, renal59), imunossuprimidos, diabetes mellitus22 insulinodependente e outras condições previstas no calendário nacional, que não completaram esquema prévio com vacina9 pneumocócica conjugada.

Ela protege contra doenças pneumocócicas invasivas causadas pelos sorogrupos incluídos na vacina9. Quando indicada, uma segunda dose deve ser administrada com intervalo de 5 anos após a primeira.

17. Vacina9 dupla adulto contra difteria14 e tétano15

A vacina9 dT é indicada a partir dos 7 anos para completar esquemas em atraso ou para doses de reforço contra difteria14 e tétano15.

Ela não substitui as doses infantis de DTP quando estas ainda podem ser aplicadas na idade adequada, mas passa a ser usada nas idades posteriores, conforme o histórico vacinal.

Saiba mais sobre "BCG24: o que é", "Vacina9 Salk" e "Vacina9 Sabin".

Em adolescentes e jovens

1. Vacina9 contra HPV

A vacina9 contra HPV é uma das principais vacinas dessa fase. É recomendada para meninas e meninos de 9 a 14 anos, em dose única no Calendário Nacional de Vacinação.

Ela protege contra infecções33 causadas pelo papilomavírus humano, vírus3 associado a verrugas anogenitais e a diversos tipos de câncer30, incluindo câncer30 de colo do útero60, vulva61, vagina62, ânus63, pênis64, boca65 e orofaringe66. A vacinação nessa idade é importante porque a resposta imunológica costuma ser melhor e porque a proteção ideal ocorre antes do início da vida sexual.

2. Vacina9 contra dengue67

A vacina9 contra dengue67 é recomendada para a faixa de 10 a 14 anos dentro da estratégia pública vigente.

Como a incorporação da vacina9 contra dengue67 segue critérios de prioridade definidos pelo Ministério da Saúde1, a disponibilidade pode variar de acordo com a localidade, o período e a situação epidemiológica. O esquema deve ser completado conforme orientação do serviço de saúde1.

3. Vacina9 meningocócica ACWY

A vacina9 meningocócica ACWY é indicada para adolescentes de 11 a 14 anos.

Ela protege contra meningites68 e outras formas graves de doença meningocócica causadas pelos sorogrupos A, C, W e Y. A adolescência é uma faixa etária importante para essa vacinação, pois adolescentes podem apresentar maior risco de transmissão da bactéria38.

4. Vacina9 contra hepatite27 B

Adolescentes e jovens que não receberam todas as doses contra hepatite27 B, ou que não têm comprovação vacinal, devem completar o esquema.

A hepatite27 B pode ser transmitida por sangue69, relações sexuais e da mãe para o bebê. Como pode evoluir para infecção4 crônica, cirrose28 e câncer30 de fígado31, a atualização vacinal é importante mesmo quando a pessoa passou da infância.

5. Vacina9 dupla adulto contra difteria14 e tétano15

A vacina9 dupla adulto, ou dT, protege contra difteria14 e tétano15. Adolescentes e jovens sem esquema completo devem receber as doses necessárias para completar a proteção.

Depois do esquema básico, são recomendados reforços periódicos ao longo da vida. Em caso de ferimentos com risco para tétano15, a necessidade de reforço deve ser avaliada pelo serviço de saúde1.

6. Vacina9 contra febre amarela20

A vacina9 contra febre amarela20 deve ser avaliada conforme histórico vacinal e risco epidemiológico.

Quem vive em área com recomendação de vacina9 ou vai viajar para regiões com transmissão ou risco de transmissão deve manter a vacinação em dia. Para viagens, a aplicação deve ocorrer pelo menos 10 dias antes do deslocamento.

7. Vacina9 tríplice viral

A tríplice viral protege contra sarampo12, caxumba47 e rubéola13. Adolescentes e jovens devem ter o esquema adequado documentado.

Essa atualização é especialmente importante porque surtos de sarampo12 podem ocorrer quando a cobertura vacinal diminui. Pessoas sem comprovação vacinal devem procurar uma unidade de saúde1 para avaliação.

8. Vacina9 contra hepatite27 A

Adolescentes que não receberam a vacina9 contra hepatite27 A na infância, ou que não têm comprovação vacinal, devem atualizar o esquema. A hepatite27 A é transmitida principalmente por água e alimentos contaminados e, embora frequentemente autolimitada, pode causar quadros sintomáticos importantes e, raramente, formas graves. O calendário nacional prevê a atualização de vacinas em atraso em qualquer faixa etária.

Em adultos

1. Vacina9 contra hepatite27 B

Adultos que não têm comprovação de esquema completo contra hepatite27 B devem atualizar a vacinação.

A hepatite27 B pode se tornar crônica e causar cirrose28 e câncer30 de fígado31. A vacinação é uma forma segura e eficaz de prevenção e pode ser indicada em qualquer fase da vida para pessoas sem proteção documentada.

2. Vacina9 dupla adulto contra difteria14 e tétano15

A vacina9 dT deve ser mantida atualizada na vida adulta. Pessoas sem comprovação de vacinação devem completar o esquema de três doses.

Depois do esquema básico, recomenda-se reforço a cada 10 anos. Em caso de ferimentos com risco para tétano15, o reforço pode ser antecipado conforme o intervalo desde a última dose e a avaliação do serviço de saúde1.

3. Vacina9 dTpa

A vacina9 dTpa protege contra difteria14, tétano15 e coqueluche32. Ela pode ser indicada para grupos específicos, como profissionais de saúde1, parteiras tradicionais, estagiários da área da saúde1 que atuam em maternidades e unidades neonatais, além de pessoas com contato próximo com recém-nascidos.

Essa vacinação ajuda a reduzir o risco de transmissão da coqueluche32 para bebês70 pequenos, que ainda não completaram seu próprio esquema vacinal e são mais vulneráveis a formas graves da doença.

4. Vacina9 contra febre amarela20

A vacina9 contra febre amarela20 deve ser avaliada conforme histórico vacinal e risco epidemiológico.

Adultos que vivem em áreas com recomendação de vacina9 ou que irão viajar para regiões com risco devem verificar se estão protegidos. Para viajantes, a vacina9 deve ser aplicada pelo menos 10 dias antes da viagem.

5. Vacina9 tríplice viral

A vacina9 tríplice viral protege contra sarampo12, caxumba47 e rubéola13.

Adultos jovens devem manter duas doses documentadas. Para pessoas de 30 a 59 anos, uma dose pode ser suficiente quando não há comprovação anterior, conforme orientação do calendário nacional. Trabalhadores da saúde1 devem ter atenção especial, pois precisam estar adequadamente protegidos contra doenças transmissíveis.

6. Vacina9 contra varicela48

A vacina9 contra varicela48 pode ser indicada para adultos suscetíveis em situações específicas, especialmente em grupos com maior risco de exposição ou transmissão, como trabalhadores da saúde1, conforme avaliação do histórico vacinal e das recomendações vigentes.

A varicela48 em adultos pode ser mais grave do que na infância e causar complicações como pneumonia35 e infecções33 bacterianas secundárias.

7. Vacina9 pneumocócica

A vacina9 pneumocócica pode ser indicada para adultos pertencentes a grupos específicos, conforme condição clínica, risco aumentado ou recomendações para populações especiais.

Ela protege contra infecções33 causadas pelo pneumococo, como pneumonia35, meningite25 e sepse41. Pessoas com doenças crônicas, imunossupressão71 ou outras condições de risco devem receber orientação individualizada, podendo ser encaminhadas aos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais.

8. Vacina9 contra influenza23

A vacina9 contra influenza23 é recomendada anualmente para adultos pertencentes a grupos prioritários, como trabalhadores de saúde1, gestantes, pessoas com doenças crônicas (respiratórias, cardíacas, renais, diabéticos, imunossuprimidos) e outros grupos definidos pelo Ministério da Saúde1. Como os vírus3 influenza23 se modificam com frequência, a vacina9 é atualizada e deve ser aplicada todo ano, independentemente de ter sido vacinado na temporada anterior.

Em idosos

1. Vacina9 contra hepatite27 B

Idosos sem comprovação de esquema completo contra hepatite27 B devem atualizar a vacinação.

A prevenção permanece importante ao longo do envelhecimento, especialmente porque a hepatite27 B pode evoluir para doença hepática29 crônica, cirrose28 e câncer30 de fígado31.

2. Vacina9 dupla adulto contra difteria14 e tétano15

A vacina9 dT deve ser mantida atualizada em idosos. Quem não tem comprovação de esquema completo deve receber as doses necessárias.

Depois do esquema básico, o reforço é recomendado a cada 10 anos. Em caso de ferimentos com risco para tétano15, a necessidade de reforço deve ser avaliada imediatamente, pois o tétano15 é uma doença grave e potencialmente fatal.

3. Vacina9 contra influenza23

A vacina9 contra influenza23 deve ser aplicada todos os anos em idosos.

A gripe46 pode causar complicações importantes nessa faixa etária, como pneumonia35, descompensação de doenças crônicas, hospitalização e morte. Como os vírus3 influenza23 mudam com frequência, a vacinação anual é necessária mesmo para quem recebeu a dose no ano anterior.

4. Vacina9 contra covid-19

A vacinação contra covid-19 deve ser mantida atualizada em idosos. No calendário vigente, pessoas a partir de 60 anos têm indicação de doses periódicas, com intervalo semestral.

Essa recomendação busca manter proteção contra formas graves da doença, especialmente porque o risco de hospitalização e morte por covid-19 aumenta com a idade e com a presença de doenças crônicas.

5. Vacina9 pneumocócica 23-valente

A vacina9 pneumocócica 23-valente é indicada para grupos definidos de idosos, como idosos acamados e/ou institucionalizados sem esquema vacinal completo, além de populações específicas previstas no calendário nacional.

Ela protege contra infecções33 causadas pelo pneumococo, como pneumonia35, meningite25, bacteremia40 e sepse41. Como essas doenças podem ser mais graves em idosos, a indicação deve ser avaliada conforme o histórico vacinal e a condição clínica.

6. Vacina9 contra febre amarela20

A vacina9 contra febre amarela20 em idosos exige avaliação individual.

Para pessoas a partir de 60 anos que nunca foram vacinadas, a decisão deve considerar o risco de exposição ao vírus3, a presença de doenças associadas, o uso de medicamentos e possíveis contraindicações. Em alguns casos, o risco da doença pode justificar a vacinação; em outros, o risco de eventos adversos pode ser maior que o benefício.

7. Vacina9 tríplice viral

A tríplice viral não é uma vacina9 de rotina para idosos.

Em situações excepcionais, como bloqueio vacinal diante de contato com caso suspeito ou confirmado de sarampo12, a vacinação pode ser considerada após avaliação caso a caso.

Veja também sobre "Imunossupressão71 e imunodepressão" e "Conheça o sistema imunológico6".

Em gestantes

1. Vacina9 contra hepatite27 B

Gestantes sem comprovação de esquema completo contra hepatite27 B devem atualizar a vacinação.

A hepatite27 B pode ser transmitida da mãe para o bebê, especialmente no momento do parto. Por isso, a verificação do cartão vacinal e a atualização do esquema são medidas importantes durante o pré-natal.

2. Vacina9 dupla adulto contra difteria14 e tétano15

A vacina9 dT pode ser indicada para gestantes que não têm esquema completo contra difteria14 e tétano15.

A proteção contra tétano15 é importante para prevenir o tétano15 materno e neonatal. Quando a gestante já tem esquema completo, a necessidade de novas doses deve ser avaliada conforme o intervalo desde a última vacinação.

3. Vacina9 dTpa

A vacina9 dTpa é recomendada a partir da 20ª semana de gestação, em cada gestação.

Ela protege contra difteria14, tétano15 e coqueluche32, mas sua principal importância durante a gravidez72 é proteger o recém-nascido contra coqueluche32 nos primeiros meses de vida. A vacinação materna permite a transferência de anticorpos18 para o bebê antes do nascimento.

4. Vacina9 contra influenza23

A vacina9 contra influenza23 é recomendada para gestantes a cada temporada.

A gripe46 pode ser mais grave durante a gestação e aumentar o risco de complicações respiratórias. A vacinação protege a gestante e também contribui para a proteção do bebê nos primeiros meses de vida.

5. Vacina9 contra covid-19

A vacina9 contra covid-19 é recomendada para gestantes conforme as orientações vigentes.

A covid-19 durante a gestação pode aumentar o risco de formas graves, internação e complicações obstétricas. Por isso, manter a vacinação atualizada é uma medida importante de proteção materna e fetal.

6. Vacina9 contra o vírus3 sincicial respiratório

A vacina9 contra o vírus3 sincicial respiratório, ou VSR, foi incorporada ao Calendário Nacional de Vacinação da Gestante e passou a ser oferecida gratuitamente pelo SUS em dezembro de 2025. A recomendação é de dose única a partir da 28ª semana de gestação, em cada gestação, sem restrição de idade materna. A vacina9 também está disponível na rede privada desde setembro de 2024.

O objetivo é proteger o bebê nos primeiros meses de vida contra bronquiolite, pneumonia35 e outras complicações respiratórias causadas pelo VSR. Essa proteção ocorre pela passagem de anticorpos18 da mãe para o bebê durante a gestação.

7. Vacina9 contra febre amarela20

A vacina9 contra febre amarela20 pode ser considerada em gestantes apenas em situações excepcionais, quando há risco epidemiológico relevante, como residência ou viagem para área com transmissão ativa.

Por ser uma vacina9 de vírus3 vivo atenuado, sua indicação durante a gestação deve ser individualizada, considerando riscos e benefícios.

8. Vacinas contraindicadas na gestação

Vacinas de vírus3 vivos atenuados, como tríplice viral e varicela48, são contraindicadas durante a gestação.

Por isso, mulheres em idade fértil devem manter o cartão vacinal atualizado preferencialmente antes de engravidar. Caso a necessidade de vacinação seja identificada durante a gestação, o serviço de saúde1 deve orientar quais vacinas podem ser aplicadas durante o pré-natal e quais devem ser deixadas para depois do parto.

Por que o calendário de vacinação muda ao longo do tempo?

O calendário de vacinação não é fixo. Ele muda conforme novas vacinas são incorporadas, novas evidências científicas surgem, o perfil de circulação10 das doenças se altera e o país define novas estratégias de prevenção.

Nos últimos anos, algumas mudanças importantes ocorreram ou ganharam destaque no calendário brasileiro. A vacinação contra covid-19 passou a fazer parte da rotina para crianças pequenas, gestantes e idosos. A vacina9 contra dengue67 foi incorporada para adolescentes de 10 a 14 anos dentro da estratégia pública. A vacina9 meningocócica ACWY passou a ocupar espaço mais amplo no calendário. A vacina9 contra HPV foi simplificada no SUS para meninas e meninos de 9 a 14 anos. A vacina9 contra o vírus3 sincicial respiratório foi incluída no PNI em dezembro de 2025 e passou a ser oferecida gratuitamente pelo SUS para gestantes a partir da 28ª semana, com o objetivo de proteger o bebê nos primeiros meses de vida.

Outra mudança relevante diz respeito à poliomielite11. O calendário atual do Programa Nacional de Imunizações já utiliza a vacina9 inativada (VIP) nas três doses primárias, mantendo a vacina9 oral atenuada (VOP) nos reforços. A Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda ampliar o uso da VIP também para os reforços, acompanhando uma tendência de segurança que busca eliminar o risco, embora raro, associado ao vírus3 vacinal atenuado.

Essas atualizações mostram por que é importante consultar periodicamente o cartão de vacinação em uma unidade de saúde1. Mesmo quem foi corretamente vacinado no passado pode precisar de reforços, novas vacinas ou atualização do esquema conforme a idade, profissão, condição de saúde1, gestação ou viagem.

O que fazer se o cartão de vacinas estiver atrasado?

Quando há atraso vacinal, geralmente não é necessário reiniciar todo o esquema. Na maior parte das situações, o serviço de saúde1 avalia as doses já recebidas e completa apenas o que falta, respeitando os intervalos mínimos recomendados.

Na ausência de comprovante, a equipe de saúde1 pode indicar a atualização conforme a idade, o risco individual e as recomendações vigentes. Por isso, é importante guardar o cartão de vacinação e levá-lo às consultas médicas, às unidades de saúde1 e a atendimentos em que o histórico vacinal possa influenciar a conduta.

Pessoas com doenças crônicas, imunodeficiências, uso de imunossupressores, câncer30, transplantes, ausência de baço73, HIV21, doenças renais, doenças pulmonares ou cardiovasculares importantes podem ter recomendações específicas. Nesses casos, a vacinação deve ser individualizada, muitas vezes com apoio dos Centros de Referência para Imunobiológicos Especiais.

Vacinar é uma proteção individual e coletiva

Manter a vacinação em dia protege a própria pessoa, mas também contribui para a proteção da comunidade. Quanto maior a cobertura vacinal, menor a chance de circulação10 de agentes infecciosos e menor o risco para bebês70, idosos, gestantes, imunossuprimidos e pessoas que não podem receber determinadas vacinas.

A decisão de vacinar não deve ser baseada apenas na percepção de risco individual. Muitas doenças preveníveis por vacinas se tornam raras justamente porque a vacinação é mantida. Quando a cobertura cai, doenças antes controladas podem voltar a causar surtos.

Por isso, o calendário de vacinação deve ser visto como uma ferramenta de cuidado contínuo, da infância à velhice. Atualizar o cartão vacinal é uma das medidas mais simples, seguras e eficazes para prevenir doenças graves ao longo da vida.

Leia sobre "Por que vacinar?"

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente do site do Ministério da Saúde, páginas do Calendário de Vacinação e do Programa Nacional de Imunizações.

ABCMED, 2026. Calendário de Vacinação: o que é recomendado fazer para evitar doenças?. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/vida-saudavel/354924/calendario-de-vacinacao-o-que-e-recomendado-fazer-para-evitar-doencas.htm>. Acesso em: 27 mai. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
2 Imunidade: Capacidade que um indivíduo tem de defender-se perante uma agressão bacteriana, viral ou perante qualquer tecido anormal (tumores, enxertos, etc.).
3 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
4 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
5 Sequelas: 1. Na medicina, é a anomalia consequente a uma moléstia, da qual deriva direta ou indiretamente. 2. Ato ou efeito de seguir. 3. Grupo de pessoas que seguem o interesse de alguém; bando. 4. Efeito de uma causa; consequência, resultado. 5. Ato ou efeito de dar seguimento a algo que foi iniciado; sequência, continuação. 6. Sequência ou cadeia de fatos, coisas, objetos; série, sucessão. 7. Possibilidade de acompanhar a coisa onerada nas mãos de qualquer detentor e exercer sobre ela as prerrogativas de seu direito.
6 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
7 Fragmentos: 1. Pedaço de coisa que se quebrou, cortou, rasgou etc. É parte de um todo; fração. 2. No sentido figurado, é o resto de uma obra literária ou artística cuja maior parte se perdeu ou foi destruída. Ou um trecho extraído de uma obra.
8 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
9 Vacina: Tratamento à base de bactérias, vírus vivos atenuados ou seus produtos celulares, que têm o objetivo de produzir uma imunização ativa no organismo para uma determinada infecção.
10 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
11 Poliomielite: Doença viral que afeta as raízes anteriores dos nervos motores, produzindo paralisia especialmente em crianças pequenas e adolescentes. Sua incidência tem diminuído muito graças ao descobrimento de uma vacina altamente eficaz (Sabin), e de seu uso difundido no mundo inteiro.
12 Sarampo: Doença infecciosa imunoprevenível, altamente transmissível por via respiratória, causada pelo vírus do sarampo e de imunidade permanente. Geralmente ocorre na infância, mas pode afetar adultos susceptíveis (não imunes). As manifestações clínicas são febre alta, tosse seca persistente, coriza, conjuntivite, aumento dos linfonodos do pescoço e manchas avermelhadas na pele. Em cerca de 30% das pessoas com sarampo podem ocorrer complicações como diarréia, otite, pneumonia e encefalite.
13 Rubéola: Doença infecciosa imunoprevenível de transmissão respiratória. Causada pelo vírus da rubéola. Resulta em manifestações discretas ou é assintomática. Quando ocorrem, as manifestações clínicas mais comuns são febre baixa, aumento dos gânglios do pescoço, manchas avermelhadas na pele, 70% das mulheres apresentam artralgia e artrite. Geralmente tem evolução benigna, é mais comum em crianças e resulta em imunidade permanente. Durante a gravidez, a infecção pelo vírus da rubéola pode resultar em aborto, parto prematuro e mal-formações congênitas.
14 Difteria: Doença infecto-contagiosa que afeta as vias respiratórias superiores, caracterizada pela produção de uma falsa membrana na garganta como resultado da ação de uma toxina bacteriana. Este microorganismo é denominado Corinebacterium difteriae, e é capaz de produzir doença neurológica e cardíaca também.Atualmente, está disponível uma vacina eficiente (a tríplice ou DPT) para esta doença, que tem tornado-se rara.
15 Tétano: Toxinfecção produzida por uma bactéria chamada Clostridium tetani. Esta, ao infectar uma ferida cutânea, produz uma toxina (tetanospasmina) altamente nociva para o sistema nervoso que produz espasmos e paralisia dos nervos afetados. Pode ser fatal. Existe vacina contra o tétano (antitetânica) que deve ser tomada sempre que acontecer um traumatismo em que se suspeita da contaminação por esta bactéria. Se a contaminação for confirmada, ou se a pessoa nunca recebeu uma dose da vacina anteriormente, pode ser necessário administrar anticorpos exógenos (de soro de cavalo) contra esta toxina.
16 Tuberculose: Doença infecciosa crônica produzida pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis). Produz doença pulmonar, podendo disseminar-se para qualquer outro órgão. Os sintomas de tuberculose pulmonar consistem em febre, tosse, expectoração, hemoptise, acompanhada de perda de peso e queda do estado geral. Em países em desenvolvimento (como o Brasil) aconselha-se a vacinação com uma cepa atenuada desta bactéria (vacina BCG).
17 Antígenos: 1. Partículas ou moléculas capazes de deflagrar a produção de anticorpo específico. 2. Substâncias que, introduzidas no organismo, provocam a formação de anticorpo.
18 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
19 Imunizante: Que ou o que imuniza; que faz ficar imune ou refratário a um agente patogênico ou a uma moléstia infecciosa.
20 Febre Amarela: Doença infecciosa aguda, de curta duração (no máximo 10 dias), gravidade variável, causada pelo vírus da febre amarela, que ocorre na América do Sul e na África. Os sintomas são: febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (a pele e os olhos ficam amarelos) e hemorragias (de gengivas, nariz, estômago, intestino e urina). A única forma de prevenção é a vacinação contra a doença.
21 HIV: Abreviatura em inglês do vírus da imunodeficiência humana. É o agente causador da AIDS.
22 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
23 Influenza: Doença infecciosa, aguda, de origem viral que acomete o trato respiratório, ocorrendo em epidemias ou pandemias e frequentemente se complicando pela associação com outras infecções bacterianas.
24 BCG: Vacina utilizada para prevenir a tuberculose. Esta é composta por bacilos vivos e atenuados, que não produzem doença em pessoas com imunidade normal.
25 Meningite: Inflamação das meninges, aguda ou crônica, quase sempre de origem infecciosa, com ou sem reação purulenta do líquido cefalorraquidiano. As meninges são três membranas superpostas (dura-máter, aracnoide e pia-máter) que envolvem o encéfalo e a medula espinhal.
26 Cicatriz: Formação de um novo tecido durante o processo de cicatrização de um ferimento.
27 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
28 Cirrose: Substituição do tecido normal de um órgão (freqüentemente do fígado) por um tecido cicatricial fibroso. Deve-se a uma agressão persistente, infecciosa, tóxica ou metabólica, que produz perda progressiva das células funcionalmente ativas. Leva progressivamente à perda funcional do órgão.
29 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
30 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
31 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
32 Coqueluche: Infecção bacteriana das vias aéreas caracterizada por tosse repetitiva de som metálico. Pode também ser denominada tosse ferina, tosse convulsa ou tosse comprida, e é produzida por um microorganismo chamado Bordetella pertussis.
33 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
34 Lactentes: Que ou aqueles que mamam, bebês. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
35 Pneumonia: Inflamação do parênquima pulmonar. Sua causa mais freqüente é a infecção bacteriana, apesar de que pode ser produzida por outros microorganismos. Manifesta-se por febre, tosse, expectoração e dor torácica. Em pacientes idosos ou imunodeprimidos pode ser uma doença fatal.
36 Insuficiência respiratória: Condição clínica na qual o sistema respiratório não consegue manter os valores da pressão arterial de oxigênio (PaO2) e/ou da pressão arterial de gás carbônico (PaCO2) dentro dos limites da normalidade, para determinada demanda metabólica. Como a definição está relacionada à incapacidade do sistema respiratório em manter níveis adequados de oxigenação e gás carbônico, foram estabelecidos, para sua caracterização, pontos de corte na gasometria arterial: PaO2 50 mmHg.
37 Paralisia: Perda total da força muscular que produz incapacidade para realizar movimentos nos setores afetados. Pode ser produzida por doença neurológica, muscular, tóxica, metabólica ou ser uma combinação das mesmas.
38 Bactéria: Organismo unicelular, capaz de auto-reproduzir-se. Existem diferentes tipos de bactérias, classificadas segundo suas características de crescimento (aeróbicas ou anaeróbicas, etc.), sua capacidade de absorver corantes especiais (Gram positivas, Gram negativas), segundo sua forma (bacilos, cocos, espiroquetas, etc.). Algumas produzem infecções no ser humano, que podem ser bastante graves.
39 Otite média: Infecção na orelha média.
40 Bacteremia: Presença de bactérias no sangue, porém sem que as mesmas se multipliquem neste. Quando elas se multiplicam no sangue chamamos “septicemia”.
41 Sepse: Infecção produzida por um germe capaz de provocar uma resposta inflamatória em todo o organismo. Os sintomas associados a sepse são febre, hipotermia, taquicardia, taquipnéia e elevação na contagem de glóbulos brancos. Pode levar à morte, se não tratada a tempo e corretamente.
42 Gastroenterite: Inflamação do estômago e intestino delgado caracterizada por náuseas, vômitos, diarréia e dores abdominais. É produzida pela ingestão de vírus, bactérias ou suas toxinas, ou agressão da mucosa intestinal por diversos mecanismos.
43 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
44 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
45 Desidratação: Perda de líquidos do organismo pelo aumento importante da freqüência urinária, sudorese excessiva, diarréia ou vômito.
46 Gripe: Doença viral adquirida através do contágio interpessoal que se caracteriza por faringite, febre, dores musculares generalizadas, náuseas, etc. Sua duração é de aproximadamente cinco a sete dias e tem uma maior incidência nos meses frios. Em geral desaparece naturalmente sem tratamento, apenas com medidas de controle geral (repouso relativo, ingestão de líquidos, etc.). Os antibióticos não funcionam na gripe e não devem ser utilizados de rotina.
47 Caxumba: Também conhecida como parotidite. É uma doença infecciosa imunoprevenível de transmissão respiratória. Causada pelo vírus da caxumba, resulta em manifestações discretas ou é assintomática. Quando ocorrem, as manifestações clínicas mais comuns são febre baixa, dor no corpo, perda de apetite, fadiga e dor de cabeça. Cerca de 30 a 40% dos indivíduos infectados apresentam dor e aumento uni ou bilateral das glândulas salivares (mais comumente, das parótidas). Geralmente tem evolução benigna, é mais comum em crianças e resulta em imunidade permanente. Em alguns casos pode complicar causando meningite, encefalite, surdez, orquite, ooferite, miocardite ou pancreatite.
48 Varicela: Doença viral freqüente na infância e caracterizada pela presença de febre e comprometimento do estado geral juntamente com a aparição característica de lesões que têm vários estágios. Primeiro são pequenas manchas avermelhadas, a seguir formam-se pequenas bolhas que finalmente rompem-se deixando uma crosta. É contagiosa, mas normalmente não traz maiores conseqüências à criança. As bolhas e suas crostas, se não sofrerem infecção secundária, não deixam cicatriz.
49 Contagiosa: 1. Que é transmitida por contato ou contágio. 2. Que constitui veículo para o contágio. 3. Que se transmite pela intensidade, pela influência, etc.; contagiante.
50 Encefalite: Inflamação do tecido encefálico produzida por uma infecção viral, bacteriana ou micótica (fungos).
51 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
52 Congênita: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
53 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
54 Testículos: Os testículos são as gônadas sexuais masculinas que produzem as células de fecundação ou espermatozóides. Nos mamíferos ocorrem aos pares e são protegidos fora do corpo por uma bolsa chamada escroto. Têm função de glândula produzindo hormônios masculinos.
55 Ovários: São órgãos pares com aproximadamente 3cm de comprimento, 2cm de largura e 1,5cm de espessura cada um. Eles estão presos ao útero e à cavidade pelvina por meio de ligamentos. Na puberdade, os ovários começam a secretar os hormônios sexuais, estrógeno e progesterona. As células dos folículos maduros secretam estrógeno, enquanto o corpo lúteo produz grandes quantidades de progesterona e pouco estrógeno.
56 Sintomática: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
57 Catapora: Doença infecciosa aguda, comum na infância, também chamada de varicela. Ela é provocada por vírus e caracterizada por febre e erupção maculopapular rápida, seguida de erupção de vesículas eritematosas muito pruriginosas.
58 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
59 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
60 Colo do útero: Porção compreendendo o pescoço do ÚTERO (entre o ístmo inferior e a VAGINA), que forma o canal cervical.
61 Vulva: Genitália externa da mulher, compreendendo o CLITÓRIS, os lábios, o vestíbulo e suas glândulas.
62 Vagina: Canal genital, na mulher, que se estende do ÚTERO à VULVA. (Tradução livre do original
63 Ânus: Segmento terminal do INTESTINO GROSSO, começando na ampola do RETO e terminando no ânus.
64 Pênis: Órgão reprodutor externo masculino. É composto por uma massa de tecido erétil encerrada em três compartimentos cilíndricos fibrosos. Dois destes compartimentos, os corpos cavernosos, ficam lado a lado ao longo da parte superior do órgão. O terceiro compartimento (na parte inferior), o corpo esponjoso, abriga a uretra.
65 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
66 Orofaringe: Parte mediana da faringe, entre a boca e a rinofaringe.
67 Dengue: Infecção viral aguda transmitida para o ser humano através da picada do mosquito Aedes aegypti, freqüente em regiões de clima quente. Caracteriza-se por apresentar febre, cefaléia, dores musculares e articulares e uma erupção cutânea característica. Existe uma variedade de dengue que é potencialmente fatal, chamada dengue hemorrágica.
68 Meningites: Inflamação das meninges, aguda ou crônica, quase sempre de origem infecciosa, com ou sem reação purulenta do líquido cefalorraquidiano. As meninges são três membranas superpostas (dura-máter, aracnoide e pia-máter) que envolvem o encéfalo e a medula espinhal.
69 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
70 Bebês: Lactentes. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
71 Imunossupressão: Supressão das reações imunitárias do organismo, induzida por medicamentos (corticosteroides, ciclosporina A, etc.) ou agentes imunoterápicos (anticorpos monoclonais, por exemplo); que é utilizada em alergias, doenças autoimunes, etc. A imunossupressão é impropriamente tomada por alguns como sinônimo de imunodepressão.
72 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
73 Baço:

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Comentários

23/05/2013 - Comentário feito por Augusto
Re: Calendário de Vacinação: o que é recomendado fazer para evitar doenças?
Excelente artigo, se no meu tempo tivesse essas vacinas com certeza meus pais teriam solicitado para aplicar as doses. Valeu

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