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É importante manter seu cérebro ativo para diminuir o risco de Alzheimer e demência? O que mais pode ser feito para evitar problemas de memória?

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O embaixador José Osvaldo de Meira Penna completou, no último dia 14 de março, 100 anos de vida. Observar a vida e as obras de um dos mais importantes ensaístas brasileiros permite-nos notar que sua produção intelectual cresceu juntamente com o avançar de sua idade.

Meira Penna fez uma das mais completas críticas ao Patrimonialismo brasileiro. Suas obras são recheadas de livros voltados principalmente à história, filosofia política e sociologia, entre os quais podemos mencionar títulos como Quando mudam as capitais, O Evangelho Segundo Marx, Psicologia do Subdesenvolvimento, O Brasil na idade da razão, dentre vários outros.

Um exemplo como esse nos faz questionar sobre o quanto é importante manter nosso cérebro1 ativo para evitar problemas como o déficit cognitivo2 relacionado à idade ou sobre como funciona a prevenção da doença de Alzheimer3 ou da demência4.

Ao contrário da idade e da genética, certos fatores associados ao risco de doença de Alzheimer3 podem ser controlados. Cientistas estão explorando estratégias de prevenção para determinar se exercício físico, dieta e "jogos cerebrais" podem ajudar a retardar ou prevenir a doença de Alzheimer3 e o declínio cognitivo2 relacionado à idade. Eles também investigam como certas condições médicas, como colesterol5 alto, pressão alta e diabetes mellitus6 influenciam o comprometimento cognitivo2. 

Saiba mais sobre "Mal de Alzheimer7" e "Demência4".

O que se sabe até agora?

Até o momento, estudos não demonstraram que, a longo prazo, fatores de saúde8 ou estilo de vida podem prevenir ou retardar a doença de Alzheimer3 ou o declínio cognitivo2 relacionado à idade. Da mesma forma, os resultados dos ensaios clínicos9 não suportam o uso de qualquer medicação particular ou suplemento dietético para prevenir essas condições.

Os resultados dos estudos de pesquisa médica aparecem nas manchetes dos jornais aumentando esperanças de cura para doenças com o Mal de Alzheimer7. No entanto, conhecer o tipo de estudo e como ele foi conduzido pode ajudar a colocar os resultados em uma nova perspectiva.

Um estudo epidemiológico é um estudo observacional que procura fatores comuns que possam explicar porque ou como uma doença ocorre em um determinado grupo de pessoas. Os cientistas coletam informações sobre pessoas em suas rotinas diárias e, em seguida, analisam os dados para ver quais comportamentos ou fatores ambientais estão ligados a uma doença ou a outro resultado. Estudos epidemiológicos não podem nos dizer com certeza se esses fatores realmente podem causar ou prevenir a doença ou condição de saúde8. Com base em estudos epidemiológicos da doença de Alzheimer3, os cientistas podem relatar que uma descoberta está ou não está "associada" à doença de Alzheimer3, mas não se ela afeta diretamente o desenvolvimento ou a progressão da doença.

Por exemplo, alguns estudos epidemiológicos descobriram que pessoas que fazem exercícios físicos são menos prováveis de desenvolver a doença de Alzheimer3 do que pessoas inativas. Mas, pessoas que se exercitam tendem a ser mais saudáveis de outras maneiras do que aqueles que não se exercitam, como ter menos doenças cardíacas, assim como costumam ter uma dieta mais nutritiva. Não sabemos exatamente se o seu menor risco de Alzheimer7 resulta do exercício praticado, de comer de forma mais saudável, se isto reduz o risco de outras doenças, se há uma combinação desses fatores ou algo mais. Dessa forma, não sabemos se o exercício reduzirá diretamente o risco de Alzheimer7.

Os cientistas também usam estudos in vitro (tubo de ensaio) e estudos com animais para aprender sobre uma doença. Este tipo de estudo controla fatores específicos que podem influenciar um resultado de pesquisa, permitindo que os pesquisadores estejam mais certos sobre as possíveis causas de uma doença. No entanto, mostrar uma relação de causa e efeito em amostras de tecido10 ou em animais não significa que a relação será a mesma em seres humanos.

Ensaios clínicos9 randomizados são a melhor maneira de testar diretamente nas pessoas a segurança, eficácia e efeitos colaterais11 de uma medicação ou outro tratamento. Neste tipo de pesquisa, alguns participantes são aleatoriamente designados para receber a intervenção que está sendo testada - digamos, medicação ou exercício - enquanto outros recebem um placebo12 (como uma pílula inativa ou uma intervenção de controle). Quaisquer diferenças nos resultados entre os grupos devem resultar do tratamento em vez de outras diferenças entre os participantes.

Atividade física protege o cérebro1?

Exercícios e outros tipos de atividade física têm muitos benefícios. Estudos mostram que eles são bons para o coração13, manutenção ou diminuição da circunferência da cintura e melhora da capacidade de realizar atividades diárias. Estudos epidemiológicos e alguns estudos de intervenção sugerem que o exercício físico também pode desempenhar um papel na redução do risco de doença de Alzheimer3 e declínio cognitivo2 relacionado à idade.

Leia nosso artigo sobre "Atividade física".

O exercício pode ajudar a atrasar ou retardar o declínio cognitivo2 em idosos. Estudos em animais indicam porque isso pode ser assim. Exercícios aumentam tanto o número de pequenos vasos sanguíneos14 que fornecem sangue15 para o cérebro1 quanto o número de conexões entre as células nervosas16 em ratos. Além disso, os pesquisadores descobriram que o exercício aumenta o nível de um fator de crescimento do nervo (uma proteína chave para a saúde8 do cérebro1) em uma área do cérebro1 que é importante para a memória e o aprendizado.

Os pesquisadores também mostraram que o exercício pode estimular a capacidade do cérebro1 humano para manter conexões de redes antigas e fazer novas conexões que são vitais para a cognição17 saudável. Em um estudo de um ano, 65 idosos se exercitavam diariamente, fazendo um programa de exercício aeróbico com caminhada de 40 minutos ou um programa não aeróbico de exercícios de alongamento e tonificação. No final do ensaio, o grupo da caminhada mostrou melhor conectividade na parte do cérebro1 engajada em "sonhar acordado", imaginando o futuro e relembrando o passado. O grupo da caminhada também melhorou a função executiva18, a capacidade de planejar e organizar tarefas como cozinhar uma refeição, por exemplo. 

A dieta é importante?

A investigação sobre os efeitos da dieta na cognição17 está em andamento.

Alguns estudos sugerem que comer certos alimentos pode ajudar a manter o cérebro1 saudável - e que outros podem ser prejudiciais à saúde8 cognitiva19. Uma dieta que inclui muitas frutas, vegetais e grãos integrais e é pobre em gordura20 e açúcar21 pode reduzir o risco de muitas doenças crônicas, incluindo doenças cardíacas e diabetes22 tipo 2. Os pesquisadores estão analisando se uma dieta saudável também pode ajudar a preservar a função cognitiva19 ou reduzir o risco de Alzheimer7.

Estudos têm encontrado, por exemplo, que uma dieta rica em vegetais, especialmente vegetais de folhas verdes e vegetais crucíferos como brócolis, está associada a uma taxa reduzida de declínio cognitivo2. Um estudo epidemiológico relatou que as pessoas que comiam "dieta mediterrânea23" tinham um risco 28% menor de desenvolver déficit cognitivo leve24 (DCL25) e um risco 48% menor de progredir do DCL25 para a doença de Alzheimer3. A dieta mediterrânea23 inclui legumes, frutas, cereais, peixe, azeite, quantidades moderadas de álcool e baixas quantidades de gorduras saturadas26, produtos lácteos, carne e aves.

Saiba mais sobre "Alimentação saudável" e "Dieta mediterrânea23".

Enquanto alguns alimentos podem evitar o declínio cognitivo2, outros alimentos, como gorduras saturadas26 e carboidratos refinados (açúcar21 branco, por exemplo), podem representar um problema. Em um estudo, os cientistas alimentaram ratos com uma dieta "ocidental" rica em gorduras e carboidratos simples por 90 dias. Nos resultados, os ratos alimentados com esta dieta de alta energia se saíam significativamente pior em alguns testes de memória do que os ratos alimentados com uma dieta contendo um terço da gordura20. Notavelmente, os ratos apresentaram escassos resultados em testes que envolviam o hipocampo27, uma parte do cérebro1 que desempenha um papel importante na aprendizagem e na memória.

Alguns cientistas se concentraram no DHA (ácido docosahexaenoico), um ácido graxo ômega-3 encontrado no salmão e em alguns outros peixes. Estudos em ratos, especialmente criados para ter características de doença de Alzheimer3, descobriram que o DHA reduz placas28 beta-amiloides, depósitos de proteína anormal no cérebro1 que são uma marca registrada da doença de Alzheimer3. Embora um ensaio clínico com DHA não tenha mostrado nenhum impacto em pessoas com doença de Alzheimer3 leve a moderada, é possível que suplementos de DHA possam ser eficazes se iniciados antes de sintomas29 cognitivos30 aparecerem. Estes achados são de grande interesse e sugerem possíveis áreas para estudos futuros. 

E sobre vitaminas e suplementos dietéticos?

Será que vitaminas ou suplementos dietéticos protegem o cérebro1 da doença de Alzheimer3 e do declínio cognitivo2? Uma área de pesquisa se concentra em antioxidantes, substâncias naturais que parecem combater danos causados por moléculas chamadas radicais livres. Outros estudos estão investigando um composto chamado resveratrol.

Quando uma pessoa envelhece, os radicais livres podem se acumular em células nervosas16, causando danos que podem contribuir para a doença de Alzheimer3. Alguns estudos epidemiológicos e laboratoriais sugerem que os antioxidantes de alimentos ou suplementos dietéticos ajudam a prevenir este dano oxidativo - e diminuem o risco de doença de Alzheimer3 - mas outros estudos não mostraram este efeito. Vitamina31 E, vitamina31 C, vitaminas B, ginkgo biloba e coenzima Q foram todos testados em ensaios clínicos9, mas nenhum demonstrou ser eficaz na prevenção ou retardamento da doença de Alzheimer3.

O resveratrol, um composto encontrado em uvas vermelhas bem como suplementos, parece ter propriedades que podem ajudar a proteger o cérebro1. Estudos observacionais mostraram que o consumo moderado de vinho tinto está associado a uma menor incidência32 de doença de Alzheimer3 e estudos em animais mostraram que o resveratrol pode reduzir os depósitos de substância beta-amiloide no cérebro1. Ele também parece afetar os processos biológicos de doenças relacionadas ao envelhecimento, incluindo a doença de Alzheimer3. 

Qual é o efeito de outras doenças crônicas no declínio cognitivo2?

Doenças ou condições de saúde8 relacionadas à idade - como doenças vasculares33, hipertensão arterial34, doenças cardíacas e diabetes22 tipo 2 - podem aumentar o risco de Alzheimer7 e de declínio cognitivo2. Muitos estudos estão analisando se esse risco pode ser reduzido pela prevenção ou controle dessas doenças e condições por meio de medicamentos ou mudanças na dieta e na prática de exercícios físicos.

Grande parte da evidência sobre os possíveis laços entre as doenças vasculares33 e o risco de Alzheimer7 vem de estudos observacionais. Por exemplo, níveis elevados de colesterol5 e obesidade35 durante a vida adulta - conhecidos fatores de risco para a doença cardíaca - também foram associados ao aumento do risco de doença de Alzheimer3. A pressão arterial36 elevada pode ser outro fator de risco37.

Veja mais sobre "Diabetes mellitus6", "Hipertensão arterial34", "Obesidade35" e "Hiperlipidemia38".

Um ensaio clínico do National Institutes of Health (NIH) dos Estados Unidos está investigando como a redução da pressão arterial36 para níveis abaixo ou iguais aos recomendados atualmente pode afetar o declínio cognitivo2 e o desenvolvimento de DCL25 e doença de Alzheimer3. Os participantes são idosos com pressão arterial sistólica39 elevada que têm história de doença cardíaca ou acidente vascular cerebral40 ou estão em risco para essas condições.

A diabetes mellitus6 é outra doença que tem sido associada à doença de Alzheimer3. Pesquisas anteriores sugerem que a produção anormal de insulina41 (insulina41 é o hormônio42 envolvido na diabetes22) contribui para alterações cerebrais relacionadas ao Alzheimer7. Restaurar a função normal da insulina41 no cérebro1 pode fornecer benefícios cognitivos30?

Os resultados até agora são heterogêneos. Um grande estudo clínico financiado pelo NIH comparou o tratamento intensivo de redução da glicose43 com o tratamento padrão em quase 3.000 idosos diabéticos. Após 40 meses, os dois grupos não apresentaram diferença significativa na função cognitiva19. Em contraste, o teste piloto de um spray de insulina41 nasal mostrou resultados promissores. Um ensaio clínico está testando este tratamento potencial em idosos com DCL25 ou doença de Alzheimer3 leve a moderada para ver se ele pode melhorar a memória e o desempenho de funções diárias.

Estudos adicionais e ensaios clínicos9 estão pesquisando se medicações para doenças cardiovasculares44 e diabetes22 podem prevenir a doença de Alzheimer3. Estas terapias incluem aspirina, medicamentos utilizados para tratar a pressão arterial36 elevada e outras condições cardíacas, e os medicamentos para diabetes22 metformina45 e pioglitazona. 

É importante manter seu cérebro1 ativo?

Permanecer cognitivamente ativo ao longo da vida - através de engajamento social ou estimulação intelectual - está associado a um menor risco de doença de Alzheimer3. Vários estudos observacionais ligam a saúde8 cognitiva19 ao engajamento social através do trabalho, do voluntariado ou da convivência com outras pessoas. Atividades mentalmente estimulantes, como ler livros e revistas, ir a palestras e jogar jogos também estão ligados a manter a mente saudável e ativa.

Em um grande estudo com pessoas idosas saudáveis, os pesquisadores observaram uma relação entre a atividade social mais frequente e uma melhor função cognitiva19. Não está claro se a cognição17 melhorada resultou da própria interação social ou de fatores relacionados, como o aumento da estimulação intelectual, que geralmente acompanha a interação social. Outros estudos estão explorando essas relações.

As atividades intelectualmente estimulantes também podem reduzir o risco de Alzheimer7, segundo estudos. Um grande estudo observacional analisou o impacto de atividades comuns como ouvir rádio46, ler jornais, jogar quebra-cabeças e visitar museus. Os investigadores pediram a mais de 700 freiras, sacerdotes e religiosos idosos para descreverem a quantidade de tempo que passaram fazendo essas atividades. Após 4 anos, o risco de desenvolver a doença de Alzheimer3 foi 47% menor, em média, para aqueles que fizeram as atividades em um ritmo mais frequente do que para aqueles que as realizaram menos frequentemente.

Um estudo mais recente mostrou que as pessoas com menos tempo de educação formal que se envolveram em atividades como leitura, palavras cruzadas e escrita de cartas executaram testes de memória tão bem quanto seus pares formalmente educados por mais tempo. Ter menos anos de educação tem sido associado a um maior risco de demência4. São necessárias mais pesquisas para verificar se as atividades cognitivas cotidianas podem reduzir o risco de declínio cognitivo2 em pessoas com menos educação.

O treinamento cognitivo2 formal também parece ter benefícios cognitivos30. No ensaio clínico Advanced Cognitive Training for Independent and Vital Elderly (ACTIVE), por exemplo, adultos saudáveis de 65 anos ou mais participaram de 10 sessões de treinamento em memória, treinamento de raciocínio ou treinamento de velocidade de processamento. As sessões melhoraram as habilidades mentais dos participantes na área em que foram treinados. Essas melhorias persistiram 10 anos após o treinamento ter sido concluído.

Outra abordagem é testar o impacto do treinamento cognitivo2 formal com e sem exercício aeróbico. Por exemplo, um estudo clínico financiado pelo National Institute on Aging (NIA) está investigando a eficácia do treinamento cognitivo2 sozinho e combinado com o exercício aeróbico em pessoas com DCL25 para ver se ele pode prevenir ou retardar a doença de Alzheimer3. Outros estudos estão em andamento em idosos saudáveis para ver se o exercício e/ou o treinamento cognitivo2 (por exemplo, um jogo de videogame mais difícil) pode atrasar ou prevenir o declínio cognitivo2 relacionado à idade.

Outros tipos de treinamento cognitivo2 formal estão sendo estudados em idosos saudáveis para explorar seu impacto no declínio cognitivo2 relacionado à idade, tais como aprendizagem de fotografia digital, quilting e serviços voluntários em escolas. 

Como um cérebro1 ativo pode prevenir a doença de Alzheimer3?

As razões para o aparente vínculo entre engajamento social ou estimulação intelectual e risco de Alzheimer7 não são inteiramente claras, mas os cientistas oferecem essas possibilidades:

Tais atividades podem proteger o cérebro1 estabelecendo uma "reserva cognitiva19", a habilidade do cérebro1 para operar efetivamente mesmo quando está danificado ou quando alguma função cerebral estiver interrompida. Essas atividades podem ajudar o cérebro1 a se tornar mais adaptável em algumas funções mentais, de modo que possam compensar a diminuição de outras funções. Pessoas que se envolvem nessas atividades podem ter outros fatores de estilo de vida que os protegem contra a doença de Alzheimer3.

Considera-se também a possibilidade de que ter menos envolvimento com outras pessoas ou com atividades intelectualmente estimulantes pode ser o resultado de efeitos muito precoces da doença de Alzheimer3, ao invés de ser sua causa.

Leia também: "Quando a perda de memória não é normal?" e "Como melhorar a sua memória?".

 

ABCMED, 2017. É importante manter seu cérebro ativo para diminuir o risco de Alzheimer e demência? O que mais pode ser feito para evitar problemas de memória?. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/vida-saudavel/1292683/e-importante-manter-seu-cerebro-ativo-para-diminuir-o-risco-de-alzheimer-e-demencia-o-que-mais-pode-ser-feito-para-evitar-problemas-de-memoria.htm>. Acesso em: 30 set. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
2 Cognitivo: 1. Relativo ao conhecimento, à cognição. 2. Relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
3 Doença de Alzheimer: É uma doença progressiva, de causa e tratamentos ainda desconhecidos que acomete preferencialmente as pessoas idosas. É uma forma de demência. No início há pequenos esquecimentos, vistos pelos familiares como parte do processo normal de envelhecimento, que se vão agravando gradualmente. Os pacientes tornam-se confusos e por vezes agressivos, passando a apresentar alterações da personalidade, com distúrbios de conduta e acabam por não reconhecer os próprios familiares e até a si mesmos quando colocados frente a um espelho. Tornam-se cada vez mais dependentes de terceiros, iniciam-se as dificuldades de locomoção, a comunicação inviabiliza-se e passam a necessitar de cuidados e supervisão integral, até mesmo para as atividades elementares como alimentação, higiene, vestuário, etc..
4 Demência: Deterioração irreversível e crônica das funções intelectuais de uma pessoa.
5 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
6 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
7 Alzheimer: Doença degenerativa crônica que produz uma deterioração insidiosa e progressiva das funções intelectuais superiores. É uma das causas mais freqüentes de demência. Geralmente começa a partir dos 50 anos de idade e tem incidência similar entre homens e mulheres.
8 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
9 Ensaios clínicos: Há três fases diferentes em um ensaio clínico. A Fase 1 é o primeiro teste de um tratamento em seres humanos para determinar se ele é seguro. A Fase 2 concentra-se em saber se um tratamento é eficaz. E a Fase 3 é o teste final antes da aprovação para determinar se o tratamento tem vantagens sobre os tratamentos padrões disponíveis.
10 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
11 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
12 Placebo: Preparação neutra quanto a efeitos farmacológicos, ministrada em substituição a um medicamento, com a finalidade de suscitar ou controlar as reações, geralmente de natureza psicológica, que acompanham tal procedimento terapêutico.
13 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
14 Vasos Sanguíneos: Qualquer vaso tubular que transporta o sangue (artérias, arteríolas, capilares, vênulas e veias).
15 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
16 Células Nervosas: Unidades celulares básicas do tecido nervoso. Cada neurônio é formado por corpo, axônio e dendritos. Sua função é receber, conduzir e transmitir impulsos no SISTEMA NERVOSO.
17 Cognição: É o conjunto dos processos mentais usados no pensamento, percepção, classificação, reconhecimento e compreensão para o julgamento através do raciocínio para o aprendizado de determinados sistemas e soluções de problemas.
18 Função executiva: Também conhecida como controle cognitivo ou sistema supervisor atencional é um conceito neuropsicológico que se aplica ao processo cognitivo responsável pelo planejamento e execução de atividades, que podem incluir, por exemplo, a iniciação de tarefas, memória de trabalho, atenção sustentada e inibição de impulsos.
19 Cognitiva: 1. Relativa ao conhecimento, à cognição. 2. Relativa ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
20 Gordura: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Os alimentos que fornecem gordura são: manteiga, margarina, óleos, nozes, carnes vermelhas, peixes, frango e alguns derivados do leite. O excesso de calorias é estocado no organismo na forma de gordura, fornecendo uma reserva de energia ao organismo.
21 Açúcar: 1. Classe de carboidratos com sabor adocicado, incluindo glicose, frutose e sacarose. 2. Termo usado para se referir à glicemia sangüínea.
22 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
23 Dieta Mediterrânea: Alimentação rica em carboidratos, fibras, elevado consumo de verduras, legumes e frutas (frescas e secas) e pobre em ácidos graxos saturados. É recomendada uma ingestão maior de gordura monoinsaturada em decorrência da grande utilização do azeite de oliva. Além de vinho.
24 Déficit cognitivo leve: Declínio de uma ou de várias funções cognitivas, sem afetar a funcionalidade do indivíduo, ou seja, a pessoa continua executando as mesmas atividades, embora com uma dificuldade maior e tendo a necessidade de usar algumas estratégias diferenciadas para cumpri-las. A perda de memória é o sintoma mais comum e o mais frequentemente notado.
25 DCL: Declínio de uma ou de várias funções cognitivas, sem afetar a funcionalidade do indivíduo, ou seja, a pessoa continua executando as mesmas atividades, embora com uma dificuldade maior e tendo a necessidade de usar algumas estratégias diferenciadas para cumpri-las. A perda de memória é o sintoma mais comum e o mais frequentemente notado.
26 Gorduras saturadas: Elas são encontradas principalmente em produtos de origem animal. Em temperatura ambiente, apresentam-se em estado sólido. Estão nas carnes vermelhas e brancas (principalmente gordura da carne e pele das aves e peixes), leite e seus derivados integrais (manteiga, creme de leite, iogurte, nata) e azeite de dendê.
27 Hipocampo: Elevação curva da substância cinzenta, que se estende ao longo de todo o assoalho no corno temporal do ventrículo lateral (Tradução livre de Córtex Entorrinal; Via Perfurante;
28 Placas: 1. Lesões achatadas, semelhantes à pápula, mas com diâmetro superior a um centímetro. 2. Folha de material resistente (metal, vidro, plástico etc.), mais ou menos espessa. 3. Objeto com formato de tabuleta, geralmente de bronze, mármore ou granito, com inscrição comemorativa ou indicativa. 4. Chapa que serve de suporte a um aparelho de iluminação que se fixa em uma superfície vertical ou sobre uma peça de mobiliário, etc. 5. Placa de metal que, colocada na dianteira e na traseira de um veículo automotor, registra o número de licenciamento do veículo. 6. Chapa que, emitida pela administração pública, representa sinal oficial de concessão de certas licenças e autorizações. 7. Lâmina metálica, polida, usualmente como forma em processos de gravura. 8. Área ou zona que difere do resto de uma superfície, ordinariamente pela cor. 9. Mancha mais ou menos espessa na pele, como resultado de doença, escoriação, etc. 10. Em anatomia geral, estrutura ou órgão chato e em forma de placa, como uma escama ou lamela. 11. Em informática, suporte plano, retangular, de fibra de vidro, em que se gravam chips e outros componentes eletrônicos do computador. 12. Em odontologia, camada aderente de bactérias que se forma nos dentes.
29 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
30 Cognitivos: 1. Relativo ao conhecimento, à cognição. 2. Relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
31 Vitamina: Compostos presentes em pequenas quantidades nos diversos alimentos e nutrientes e que são indispensáveis para o desenvolvimento dos processos biológicos normais.
32 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
33 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
34 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
35 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
36 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
37 Fator de risco: Qualquer coisa que aumente a chance de uma pessoa desenvolver uma doença.
38 Hiperlipidemia: Condição em que os níveis de gorduras e colesterol estão mais altos que o normal.
39 Pressão arterial sistólica: É a pressão mais elevada (pico) verificada nas artérias durante a fase de sístole do ciclo cardíaco, é também chamada de pressão máxima.
40 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
41 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
42 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
43 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
44 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
45 Metformina: Medicamento para uso oral no tratamento do diabetes tipo 2. Reduz a glicemia por reduzir a quantidade de glicose produzida pelo fígado e ajudando o corpo a responder melhor à insulina produzida pelo pâncreas. Pertence à classe das biguanidas.
46 Rádio:
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