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Epilepsia rolândica: conheça uma das formas mais comuns de epilepsia infantil

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A epilepsia1 autolimitada com pontas centrotemporais é uma das síndromes epilépticas focais mais comuns da infância e costuma desaparecer até a adolescência. As crises ocorrem principalmente durante o sono e podem causar contrações na face2, formigamento na boca3, dificuldade para falar e salivação excessiva.

O diagnóstico4 é baseado nas características das crises e no eletroencefalograma5, que geralmente mostra pontas centrotemporais típicas. O prognóstico6 é geralmente favorável, embora algumas crianças possam apresentar alterações transitórias de linguagem, aprendizagem, atenção ou comportamento.

O que é a epilepsia1 autolimitada com pontas centrotemporais?

A epilepsia1 autolimitada com pontas centrotemporais (SeLECTS, do inglês self-limited epilepsy with centrotemporal spikes), anteriormente conhecida como epilepsia1 benigna da infância com pontas centrotemporais ou epilepsia1 rolândica, é uma das síndromes epilépticas focais autolimitadas mais comuns da infância. A denominação “rolândica” faz referência à região do córtex situada ao redor do sulco central, historicamente denominado fissura7 de Rolando.

A International League Against Epilepsy (ILAE) recomenda atualmente a denominação SeLECTS e desaconselha o termo “benigna”, pois, embora o prognóstico6 das crises seja geralmente excelente, algumas crianças podem apresentar dificuldades transitórias ou persistentes de linguagem, aprendizagem, atenção ou comportamento.

As crises envolvem redes sensório-motoras que controlam principalmente a face2, a boca3, a língua8 e a faringe9. A síndrome10 é considerada autolimitada porque as crises habitualmente desaparecem espontaneamente até a adolescência, refletindo seu forte caráter dependente da idade e da maturação cerebral.

Quais são as causas da epilepsia1 autolimitada com pontas centrotemporais?

As causas exatas não estão completamente esclarecidas, mas fatores genéticos e relacionados à maturação cerebral desempenham papel importante. Não existe, entretanto, um único gene responsável pela forma típica da doença. A ocorrência de epilepsia1 e de alterações centrotemporais no eletroencefalograma5 (EEG) em familiares reforça a participação de fatores genéticos.

A síndrome10 apresenta forte dependência da idade, surge tipicamente durante a infância e desaparece com a maturação cerebral. No EEG, são observadas descargas epileptiformes focais características, denominadas pontas centrotemporais, geralmente acentuadas pela sonolência e pelo sono.

Variantes em determinados genes, particularmente GRIN2A, podem estar relacionadas a fenótipos menos típicos e mais graves dentro do espectro das epilepsias com ativação de descargas durante o sono, mas não são a causa habitual da SeLECTS clássica.

Qual é o substrato fisiopatológico da epilepsia1 autolimitada com pontas centrotemporais?

A síndrome10 está associada a uma hiperexcitabilidade dependente da idade de redes corticais sensório-motoras centrotemporais, particularmente aquelas relacionadas à representação da face2 e da região orofaríngea11. Essa atividade neuronal anormal produz as descargas epileptiformes características observadas no EEG e explica as manifestações motoras e sensitivas da face2, língua8, boca3 e faringe9 durante as crises.

Não se trata, em sua forma típica, de uma epilepsia1 causada por uma lesão12 estrutural cerebral. Crianças com SeLECTS geralmente apresentam exame neurológico normal e, quando a neuroimagem é realizada, não há lesão12 estrutural responsável pelas crises.

Embora seja uma síndrome10 autolimitada e a grande maioria das crianças apresente excelente prognóstico6 quanto ao controle das crises, atualmente não se considera correto afirmar que ela nunca esteja associada a repercussões cognitivas. Algumas crianças podem apresentar alterações de linguagem, atenção, aprendizagem ou comportamento, especialmente quando há intensa atividade epileptiforme13 durante o sono. Raramente, pode ocorrer evolução atípica para quadros do espectro das encefalopatias14 do desenvolvimento e/ou epilépticas com ativação de ponta-onda durante o sono (D/EE-SWAS).

Leia sobre "Crises de ausência", "Estado crepuscular" e "Status epilepticus".

Quais são as características clínicas da epilepsia1 autolimitada com pontas centrotemporais?

A SeLECTS ocorre em crianças previamente hígidas, geralmente com desenvolvimento e exame neurológico normais. O início costuma ocorrer entre aproximadamente 4 e 10 anos, embora uma faixa etária mais ampla possa ser observada. As crises são focais e envolvem principalmente a face2 e a região orofaríngea11, podendo posteriormente se propagar para outras regiões.

É uma das epilepsias focais autolimitadas mais frequentes da infância. As crises ocorrem predominantemente durante o sono, especialmente logo após adormecer ou pouco antes de despertar. Existe discreto predomínio no sexo masculino, mas a diferença entre meninos e meninas é menor do que sugeriam algumas descrições históricas.

Os sintomas15 são característicos e ajudam a diferenciá-la de outros tipos de epilepsia1. A criança pode apresentar contrações clônicas ou rigidez de um lado da face2, especialmente dos lábios e da boca3, além de manifestações sensitivas, como formigamento ou dormência16 na língua8, lábios, gengivas ou região interna da bochecha17. Também podem ocorrer dificuldade ou incapacidade transitória de falar, sons guturais, dificuldade para engolir e sialorreia18 intensa.

A consciência frequentemente permanece preservada nas crises focais típicas, embora possa haver comprometimento da consciência em algumas crises, sobretudo quando ocorre propagação da atividade epiléptica. A crise também pode evoluir de focal para bilateral tônico-clônica, especialmente durante o sono.

As crises costumam ser breves, geralmente com duração de segundos a poucos minutos, e muitas crianças apresentam poucas crises durante toda a evolução da doença. Apesar do prognóstico6 geralmente favorável, o desempenho escolar, a linguagem, a atenção e o comportamento devem ser acompanhados, principalmente quando as descargas no EEG são muito frequentes ou quando surgem dificuldades cognitivas ou acadêmicas.

Infográfico - Epilepsia autolimitada infantil (SeLECTS)

Como o médico diagnostica a epilepsia1 autolimitada com pontas centrotemporais?

O diagnóstico4 é essencialmente clínico e eletroencefalográfico, baseado na combinação entre idade de início compatível, características típicas das crises, desenvolvimento prévio geralmente normal e padrão característico no EEG. História familiar de epilepsia1 pode estar presente, mas não é necessária para estabelecer o diagnóstico4.

O EEG costuma mostrar atividade de base normal e pontas ou complexos de ponta-onda de alta amplitude nas regiões centrotemporais. Essas descargas são marcadamente ativadas pela sonolência e pelo sono, razão pela qual um EEG que inclua registro durante o sono pode aumentar a sensibilidade diagnóstica.

A ressonância magnética19 do encéfalo20 não é obrigatória em todas as crianças com apresentação clínica e eletroencefalográfica clássica. Ela deve ser considerada quando existem características atípicas, como exame neurológico anormal, crises incomuns ou resistentes ao tratamento, início ou evolução fora do padrão esperado, ou alterações eletroencefalográficas não características, principalmente para excluir uma causa estrutural.

O aparecimento de regressão da linguagem, deterioração do rendimento escolar, alterações comportamentais importantes, novos tipos de crise ou aumento acentuado das descargas epileptiformes deve motivar reavaliação, incluindo EEG durante o sono, para investigar uma possível evolução para o espectro D/EE-SWAS.

Como o médico trata a epilepsia1 autolimitada com pontas centrotemporais?

O tratamento depende da frequência e da gravidade das crises, de sua ocorrência durante o dia ou exclusivamente durante o sono, do risco de traumatismos, do impacto sobre a criança e a família e da presença de repercussões cognitivas ou escolares. Como muitas crianças apresentam poucas crises e a síndrome10 tende à remissão espontânea, o uso diário de medicamento antiepiléptico, atualmente denominado medicamento anticrise, não é obrigatório em todos os casos.

Quando as crises são raras, breves e predominantemente noturnas, pode-se optar, após discussão com a família, por acompanhamento clínico sem tratamento farmacológico contínuo. A decisão deve ponderar os benefícios do controle das crises contra os possíveis efeitos adversos dos medicamentos.

Quando o tratamento farmacológico é indicado, levetiracetam e lamotrigina estão entre as opções de primeira linha recomendadas em algumas diretrizes atuais. Carbamazepina, oxcarbazepina e outros medicamentos anticrise também podem ser utilizados em situações selecionadas, considerando idade, características individuais, disponibilidade, perfil de efeitos adversos e experiência do especialista. A escolha e a dose devem ser individualizadas pelo neurologista21 ou neurologista21 pediátrico.

Alguns medicamentos, incluindo carbamazepina, oxcarbazepina e lamotrigina, podem, raramente, exacerbar determinados padrões de crises ou de atividade epileptiforme13 e devem ser reavaliados se houver piora clínica, cognitiva22 ou eletroencefalográfica.

O acompanhamento médico é essencial para avaliar não apenas a ocorrência de crises, mas também aprendizagem, linguagem, comportamento e desempenho escolar. Se houver piora nessas áreas, pode ser necessário realizar EEG durante o sono e avaliação neuropsicológica.

A retirada do medicamento pode ser considerada após período prolongado sem crises, frequentemente após pelo menos dois anos de controle, ou conforme a criança se aproxima da idade em que se espera a remissão da síndrome10. A decisão deve ser individualizada e a suspensão, quando indicada, realizada de forma gradual e sob supervisão médica.

Além do tratamento médico, é importante orientar familiares, cuidadores e a escola sobre primeiros socorros durante uma crise epiléptica23, medidas de segurança e situações que exigem atendimento de emergência24.

Como evolui a epilepsia1 autolimitada com pontas centrotemporais?

A SeLECTS apresenta prognóstico6 muito favorável em relação às crises epilépticas. Na forma típica, as crises desaparecem espontaneamente até a puberdade ou adolescência, e a necessidade de tratamento medicamentoso permanente é excepcional.

Apesar disso, o antigo termo “benigna” deve ser interpretado com cautela. Algumas crianças podem apresentar dificuldades de linguagem, aprendizagem, atenção ou comportamento durante a fase ativa da síndrome10, geralmente leves ou transitórias, mas que justificam acompanhamento.

Uma evolução atípica, com regressão cognitiva22 ou de linguagem e intensa ativação de descargas epileptiformes durante o sono, é rara e exige investigação especializada.

Na grande maioria dos casos típicos, entretanto, as crises entram em remissão e a criança mantém evolução neurológica favorável, podendo chegar à adolescência sem crises e sem necessidade de tratamento anticrise.

Veja também "Como é a crise parcial complexa", "Anticonvulsivantes" e "Dor de barriga pode ser enxaqueca25 abdominal".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Epilepsy Foundation e da U.S. National Library of Medicine.

ABCMED, 2026. Epilepsia rolândica: conheça uma das formas mais comuns de epilepsia infantil. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1513365/epilepsia-rolandica-conheca-uma-das-formas-mais-comuns-de-epilepsia-infantil.htm>. Acesso em: 9 set. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Epilepsia: Alteração temporária e reversível do funcionamento cerebral, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Quando restritos, a crise será chamada crise epiléptica parcial; quando envolverem os dois hemisférios cerebrais, será uma crise epiléptica generalizada. O paciente pode ter distorções de percepção, movimentos descontrolados de uma parte do corpo, medo repentino, desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente e até perder a consciência - neste caso é chamada de crise complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Existem outros tipos de crises epilépticas.
2 Face: Parte anterior da cabeça que inclui a pele, os músculos e as estruturas da fronte, olhos, nariz, boca, bochechas e mandíbula.
3 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
4 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
5 Eletroencefalograma: Registro da atividade elétrica cerebral mediante a utilização de eletrodos cutâneos que recebem e amplificam os potenciais gerados em cada região encefálica.
6 Prognóstico: 1. Juízo médico, baseado no diagnóstico e nas possibilidades terapêuticas, em relação à duração, à evolução e ao termo de uma doença. Em medicina, predição do curso ou do resultado provável de uma doença; prognose. 2. Predição, presságio, profecia relativos a qualquer assunto. 3. Relativo a prognose. 4. Que traça o provável desenvolvimento futuro ou o resultado de um processo. 5. Que pode indicar acontecimentos futuros (diz-se de sinal, sintoma, indício, etc.). 6. No uso pejorativo, pernóstico, doutoral, professoral; prognóstico.
7 Fissura: 1. Pequena abertura longitudinal em; fenda, rachadura, sulco. 2. Em geologia, é qualquer fratura ou fenda pouco alargada em terreno, rocha ou mesmo mineral. 3. Na medicina, é qualquer ulceração alongada e superficial. Também pode significar uma fenda profunda, sulco ou abertura nos ossos; cesura, cissura. 4. Rachadura na pele calosa das mãos ou dos pés, geralmente de pessoas que executam trabalhos rudes. 5. Na odontologia, é uma falha no esmalte de um dente. 6. No uso informal, significa apego extremo; forte inclinação; loucura, paixão, fissuração.
8 Língua:
9 Faringe: Canal músculo-membranoso comum aos sistemas digestivo e respiratório. Comunica-se com a boca e com as fossas nasais. É dividida em três partes: faringe superior (nasofaringe ou rinofaringe), faringe bucal (orofaringe) e faringe inferior (hipofaringe, laringofaringe ou faringe esofagiana), sendo um órgão indispensável para a circulação do ar e dos alimentos.
10 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
11 Orofaríngea: Relativo à orofaringe.
12 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
13 Epileptiforme: Semelhante à epilepsia, a seus sintomas ou às suas manifestações.
14 Encefalopatias: Qualquer patologia do encéfalo. O encéfalo é um conjunto que engloba o tronco cerebral, o cerebelo e o cérebro.
15 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
16 Dormência: 1. Estado ou característica de quem ou do que dorme. 2. No sentido figurado, inércia com relação a se fazer alguma coisa, a se tomar uma atitude, etc., resultando numa abulia ou falta de ação; entorpecimento, estagnação, marasmo. 3. Situação de total repouso; quietação. 4. No sentido figurado, insensibilidade espiritual de um ser diante do mundo. Sensação desagradável caracterizada por perda da sensibilidade e sensação de formigamento, e que geralmente ocorre nas extremidades dos membros. 5. Em biologia, é um período longo de inatividade, com metabolismo reduzido ou suspenso, geralmente associado a condições ambientais desfavoráveis; estivação.
17 Bochecha:
18 Sialorreia: Produção excessiva de saliva; hipersialose. Escoamento de saliva para fora da boca, geralmente por causa de problemas de deglutição ou paralisia facial.
19 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.
20 Encéfalo: A parte do SISTEMA NERVOSO CENTRAL contida no CRÂNIO. O encéfalo embrionário surge do TUBO NEURAL, sendo composto de três partes principais, incluindo o PROSENCÉFALO (cérebro anterior), o MESENCÉFALO (cérebro médio) e o ROMBENCÉFALO (cérebro posterior). O encéfalo desenvolvido consiste em CÉREBRO, CEREBELO e outras estruturas do TRONCO ENCEFÁLICO (MeSH). Conjunto de órgãos do sistema nervoso central que compreende o cérebro, o cerebelo, a protuberância anular (ou ponte de Varólio) e a medula oblonga, estando todos contidos na caixa craniana e protegidos pela meninges e pelo líquido cefalorraquidiano. É a maior massa de tecido nervoso do organismo e contém bilhões de células nervosas. Seu peso médio, em um adulto, é da ordem de 1.360 g, nos homens e 1.250 g nas mulheres. Embriologicamente, corresponde ao conjunto de prosencéfalo, mesencéfalo e rombencéfalo. Seu crescimento é rápido entre o quinto ano de vida e os vinte anos. Na velhice diminui de peso. Inglês
21 Neurologista: Médico especializado em problemas do sistema nervoso.
22 Cognitiva: 1. Relativa ao conhecimento, à cognição. 2. Relativa ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
23 Crise epiléptica: Emergência médica caracterizada pela presença de episódios convulsivos associados a transtornos de consciência, alterações de conduta, relaxamento dos esfíncteres, etc., sendo que após o episódio pode haver amnésia com relação ao mesmo.
24 Emergência: 1. Ato ou efeito de emergir. 2. Situação grave, perigosa, momento crítico ou fortuito. 3. Setor de uma instituição hospitalar onde são atendidos pacientes que requerem tratamento imediato; pronto-socorro. 4. Eclosão. 5. Qualquer excrescência especializada ou parcial em um ramo ou outro órgão, formada por tecido epidérmico (ou da camada cortical) e um ou mais estratos de tecido subepidérmico, e que pode originar nectários, acúleos, etc. ou não se desenvolver em um órgão definido.
25 Enxaqueca: Sinônimo de migrânea. É a cefaléia cuja prevalência varia de 10 a 20% da população. Ocorre principalmente em mulheres com uma proporção homem:mulher de 1:2-3. As razões para esta preponderância feminina ainda não estão bem entendidas, mas suspeita-se de alguma relação com o hormônio feminino. Resulta da pressão exercida por vasos sangüíneos dilatados no tecido nervoso cerebral subjacente. O tratamento da enxaqueca envolve normalmente drogas vaso-constritoras para aliviar esta pressão. No entanto, esta medicamentação pode causar efeitos secundários no sistema circulatório e é desaconselhada a pessoas com problemas cardiológicos.
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