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Síndrome de Gitelman: a doença genética que provoca perda de potássio e magnésio pelos rins

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A síndrome1 de Gitelman é uma doença genética rara dos rins2 que provoca perda excessiva de potássio e magnésio pela urina3, levando a sintomas4 como fadiga5, cãibras, fraqueza muscular e tonturas6. A condição resulta de mutações no gene SLC12A3, afetando o funcionamento do túbulo contornado distal7 renal8. O diagnóstico9 baseia-se principalmente em alterações laboratoriais típicas e pode ser confirmado por testes genéticos. Embora não tenha cura, o tratamento com reposição de eletrólitos10 e acompanhamento médico adequado permite boa qualidade de vida para a maioria dos pacientes.

O que é a síndrome1 de Gitelman?

A Síndrome1 de Gitelman é uma tubulopatia renal8 hereditária rara, de herança autossômica12 recessiva, caracterizada por alterações no equilíbrio de eletrólitos10, principalmente potássio e magnésio. A doença afeta especificamente o túbulo contornado distal7 dos rins2, levando à perda excessiva de potássio, magnésio, sódio e cloro pela urina3. É considerada uma forma mais branda da síndrome1 de Bartter, embora apresente características próprias que permitem diferenciá-la.

A função glomerular costuma permanecer preservada, e a maioria dos pacientes não evolui para insuficiência renal13 crônica. A prevalência14 estimada é de aproximadamente 1 para cada 40.000 pessoas, embora muitos casos leves provavelmente permaneçam sem diagnóstico9. Homens e mulheres são afetados de maneira semelhante.

A síndrome1 foi descrita pela primeira vez em 1966 pelo nefrologista15 estadunidense Hillel Jonathan Gitelman.

Quais são as causas da síndrome1 de Gitelman?

A principal causa da Síndrome1 de Gitelman é a presença de mutações no gene SLC12A3, localizado no cromossomo16 16, responsável pela produção do cotransportador de sódio e cloro (NCC) sensível às tiazidas presente no túbulo contornado distal7 renal8. Essas mutações reduzem ou impedem o funcionamento adequado desse transportador, comprometendo a reabsorção de sódio e cloro pelos rins2.

A doença possui herança autossômica12 recessiva, ou seja, o indivíduo afetado geralmente recebe uma cópia alterada do gene de cada progenitor. Centenas de variantes patogênicas já foram identificadas, o que ajuda a explicar a ampla variabilidade clínica observada entre os pacientes.

Em situações menos frequentes, mutações em outros genes, como o CLCNKB, podem produzir um quadro clínico semelhante ao da síndrome1 de Gitelman. Fatores ambientais não causam a doença, mas podem agravar os sintomas4. Entre esses fatores estão: vômitos17, diarreia18, sudorese19 intensa, uso de laxantes20 ou diuréticos21 e dietas pobres em potássio e magnésio.

Leia sobre "Insuficiência renal13 aguda", "Hemodiálise22", "Diálise peritoneal23" e "Transplante renal8".

Qual é a fisiopatologia11 da síndrome1 de Gitelman?

A fisiopatologia11 da síndrome1 de Gitelman envolve uma redução da reabsorção de sódio e cloro no túbulo contornado distal7 dos rins2 devido à disfunção do NCC, codificado pelo gene SLC12A3. Como consequência, ocorre aumento da perda urinária de sódio e cloro, levando a uma discreta contração do volume extracelular.

Essa redução do volume circulante ativa o sistema renina-angiotensina-aldosterona. O aumento da aldosterona estimula a reabsorção de sódio nos túbulos coletores em troca da secreção de potássio e hidrogênio, provocando hipocalemia24 e alcalose25 metabólica.

Além disso, há comprometimento da reabsorção tubular de magnésio, resultando em hipomagnesemia. A síndrome1 também se caracteriza por hipocalciúria, ou seja, baixa excreção urinária de cálcio, característica importante para diferenciá-la das formas clássicas da síndrome1 de Bartter, nas quais costuma haver hipercalciúria26.

A hipomagnesemia frequentemente dificulta a correção da hipocalemia24, pois o magnésio participa da regulação dos canais renais de potássio. Por isso, muitos pacientes apresentam hipocalemia24 persistente mesmo após reposição de potássio isoladamente.

Embora exista importante disfunção tubular, os rins2 geralmente mantêm estrutura anatômica normal, sem lesão27 glomerular significativa.

Confira o infográfico sobre a fisiopatologia11 da síndrome1 de Gitelman (clique sobre a imagem para visualizá-la ampliada):

Infográfico - Síndrome de Gitelman

Quais são as características clínicas da síndrome1 de Gitelman?

A síndrome1 de Gitelman costuma manifestar-se no final da infância, adolescência ou vida adulta jovem, embora existam casos diagnosticados em crianças pequenas ou mesmo em adultos assintomáticos.

Os sintomas4 variam bastante entre os pacientes. Alguns apresentam apenas alterações laboratoriais leves, enquanto outros desenvolvem manifestações importantes relacionadas à hipocalemia24 e à hipomagnesemia. Os sintomas4 mais comuns incluem:

  • Fadiga5
  • Fraqueza muscular
  • Cãibras
  • Parestesias28
  • Intolerância ao exercício físico
  • Palpitações29
  • Episódios de tontura30

Também podem ocorrer poliúria31, noctúria e desejo aumentado por sal. A pressão arterial32 geralmente é normal ou baixa. Em casos mais graves, podem surgir tetania33, espasmos34 musculares, paralisia35 periódica e arritmias36 cardíacas.

O eletrocardiograma37 pode mostrar prolongamento do intervalo QT, principalmente em pacientes com hipocalemia24 e hipomagnesemia acentuadas. Em crianças, pode haver déficit de crescimento, atraso puberal e dificuldade de ganho ponderal38.

Os sintomas4 frequentemente pioram durante episódios de vômitos17, diarreia18, febre39, sudorese19 intensa, gravidez40 ou uso de medicamentos que aumentem perdas eletrolíticas.

Como o médico diagnostica a síndrome1 de Gitelman?

O médico baseia o diagnóstico9 na combinação de quadro clínico, exames laboratoriais e testes genéticos. A suspeita geralmente surge em pacientes com hipocalemia24 persistente associada à alcalose25 metabólica, especialmente quando não há história de vômitos17, uso de diuréticos21 ou outras causas evidentes de perda de potássio.

Os exames laboratoriais costumam demonstrar hipocalemia24, hipomagnesemia, alcalose25 metabólica, atividade aumentada de renina plasmática e hiperaldosteronismo secundário. A função renal8 normalmente permanece preservada.

A análise urinária geralmente evidencia perda renal8 inadequada de potássio e magnésio, além de hipocalciúria. A baixa excreção urinária de cálcio é um dos achados mais característicos da síndrome1.

O diagnóstico9 diferencial inclui principalmente síndrome1 de Bartter, abuso de diuréticos21, vômitos17 crônicos, hiperaldosteronismo e síndrome1 de Liddle. A síndrome1 de Bartter tende a apresentar início mais precoce, manifestações mais intensas e hipercalciúria26.

O diagnóstico9 definitivo pode ser confirmado por teste genético identificando variantes patogênicas bialélicas no gene SLC12A3. Entretanto, o diagnóstico9 clínico pode ser estabelecido mesmo sem confirmação genética quando o quadro laboratorial é típico.

O teste de provocação com tiazídicos, anteriormente utilizado em alguns centros, atualmente é pouco empregado na prática clínica devido à maior disponibilidade de testes genéticos.

Como o médico trata a síndrome1 de Gitelman?

O tratamento da síndrome1 de Gitelman é voltado principalmente para a correção dos distúrbios eletrolíticos e o controle dos sintomas4. Não existe cura definitiva para a doença.

A reposição oral de magnésio constitui um dos pilares terapêuticos e frequentemente precisa ser mantida por toda a vida. Diferentes sais de magnésio podem ser utilizados, como cloreto, lactato41, citrato ou óxido de magnésio. O cloreto de magnésio costuma apresentar melhor absorção gastrointestinal, embora possa causar diarreia18 em alguns pacientes.

A suplementação42 de potássio também é frequentemente necessária, especialmente nos pacientes sintomáticos. Em muitos casos, a correção adequada do magnésio facilita a estabilização do potássio sérico.

Medicamentos poupadores de potássio, como amilorida, espironolactona ou eplerenona, podem ser utilizados para reduzir as perdas urinárias de potássio. Inibidores da enzima43 conversora da angiotensina ou bloqueadores dos receptores de angiotensina também podem ser empregados em casos selecionados, embora devam ser usados com cautela devido ao risco de hipotensão arterial44.

Ao contrário do que ocorre em hipertensão arterial45, pacientes com síndrome1 de Gitelman geralmente não devem restringir sal de maneira importante, pois a perda renal8 de sódio já é aumentada. Em muitos casos, recomenda-se inclusive ingestão liberal de sal, especialmente em indivíduos com hipotensão46 ou tonturas6 frequentes.

Em situações graves, como arritmias36, tetania33 ou hipocalemia24 intensa, pode ser necessária reposição intravenosa de potássio e magnésio.

O acompanhamento periódico com avaliação clínica, eletrólitos10 séricos, magnésio, função renal8 e eletrocardiograma37 é importante para reduzir o risco de complicações.

Veja também sobre "Glomerulonefrite47", "Cálculo48 renal8", "Sangue49 na urina3".

Como evolui a síndrome1 de Gitelman?

A evolução da síndrome1 de Gitelman geralmente é benigna, com expectativa de vida50 próxima da população geral quando o tratamento é realizado adequadamente. A doença costuma ser crônica e não progressiva, sem deterioração significativa da função renal8 na maioria dos pacientes.

Apesar disso, os sintomas4 podem causar impacto importante na qualidade de vida, especialmente devido à fadiga5 crônica, intolerância ao exercício, cãibras musculares e episódios recorrentes de fraqueza. Alguns pacientes necessitam de acompanhamento contínuo para ajuste frequente da reposição eletrolítica.

Os sintomas4 tendem a piorar em períodos de desidratação51, infecções52, gravidez40 ou estresse fisiológico53. Em crianças e adolescentes, o diagnóstico9 precoce é importante para evitar comprometimento do crescimento e do desenvolvimento.

Embora a insuficiência renal13 crônica seja incomum, estudos recentes sugerem que alguns pacientes podem apresentar redução discreta da função renal8 ao longo da vida, principalmente quando há episódios repetidos de desidratação51 grave ou hipocalemia24 prolongada.

Quais são as possíveis complicações da síndrome1 de Gitelman?

As principais complicações da síndrome1 de Gitelman decorrem dos distúrbios eletrolíticos persistentes, especialmente hipocalemia24 e hipomagnesemia.

A hipocalemia24 grave pode provocar arritmias36 cardíacas potencialmente fatais, incluindo taquicardia54 ventricular e fibrilação ventricular. O risco aumenta quando há prolongamento do intervalo QT ou uso concomitante de medicamentos que alterem a condução cardíaca.

A hipomagnesemia pode causar tetania33, convulsões, espasmos34 musculares e piora das arritmias36. Alguns pacientes desenvolvem episódios de paralisia35 periódica ou rabdomiólise55.

Uma complicação relativamente característica da doença é a condrocalcinose, causada pelo depósito de cristais de pirofosfato de cálcio nas articulações56, especialmente em adultos de meia-idade com hipomagnesemia crônica. Isso pode levar a dor articular e artrite57 recorrente.

Ao contrário da síndrome1 de Bartter, nefrocalcinose e litíase58 renal8 são incomuns na síndrome1 de Gitelman. Alterações do metabolismo59 ósseo, como osteopenia e osteoporose60, também podem ocorrer em alguns pacientes.

Durante a gravidez40, pode haver piora dos distúrbios eletrolíticos, exigindo monitorização mais frequente. Entretanto, a maioria das gestantes evolui bem quando acompanhada adequadamente.

Com diagnóstico9 precoce, tratamento contínuo e monitoramento regular, as complicações graves tornam-se significativamente menos frequentes.

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da U.S. National Library of Medicine e da Science Direct.

ABCMED, 2026. Síndrome de Gitelman: a doença genética que provoca perda de potássio e magnésio pelos rins. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1506845/sindrome-de-gitelman-a-doenca-genetica-que-provoca-perda-de-potassio-e-magnesio-pelos-rins.htm>. Acesso em: 27 mai. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
2 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
3 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
4 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
5 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
6 Tonturas: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
7 Distal: 1. Que se localiza longe do centro, do ponto de origem ou do ponto de união. 2. Espacialmente distante; remoto. 3. Em anatomia geral, é o mais afastado do tronco (diz-se de membro) ou do ponto de origem (diz-se de vasos ou nervos). Ou também o que é voltado para a direção oposta à cabeça. 4. Em odontologia, é o mais distante do ponto médio do arco dental.
8 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
9 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
10 Eletrólitos: Em eletricidade, é um condutor elétrico de natureza líquida ou sólida, no qual cargas são transportadas por meio de íons. Em química, é uma substância que dissolvida em água se torna condutora de corrente elétrica.
11 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.
12 Autossômica: 1. Referente a autossomo, ou seja, ao cromossomo que não participa da determinação do sexo; eucromossomo. 2. Cujo gene está localizado em um dos autossomos (diz-se da herança de características). As doenças gênicas podem ser classificadas segundo o seu padrão de herança genética em: autossômica dominante (só basta um alelo afetado para que se manifeste a afecção), autossômica recessiva (são necessários dois alelos com mutação para que se manifeste a afecção), ligada ao cromossomo sexual X e as de herança mitocondrial (necessariamente herdadas da mãe).
13 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
14 Prevalência: Número de pessoas em determinado grupo ou população que são portadores de uma doença. Número de casos novos e antigos desta doença.
15 Nefrologista: Médico especialista em tratar pessoas com doenças ou problemas renais.
16 Cromossomo: Cromossomos (Kroma=cor, soma=corpo) são filamentos espiralados de cromatina, existente no suco nuclear de todas as células, composto por DNA e proteínas, sendo observável à microscopia de luz durante a divisão celular.
17 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
18 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
19 Sudorese: Suor excessivo
20 Laxantes: Medicamentos que tratam da constipação intestinal; purgantes, purgativos, solutivos.
21 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
22 Hemodiálise: Tipo de diálise que vai promover a retirada das substâncias tóxicas, água e sais minerais do organismo através da passagem do sangue por um filtro. A hemodiálise, em geral, é realizada 3 vezes por semana, em sessões com duração média de 3 a 4 horas, com o auxílio de uma máquina, dentro de clínicas especializadas neste tratamento. Para que o sangue passe pela máquina, é necessária a colocação de um catéter ou a confecção de uma fístula, que é um procedimento realizado mais comumente nas veias do braço, para permitir que estas fiquem mais calibrosas e, desta forma, forneçam o fluxo de sangue adequado para ser filtrado.
23 Diálise peritoneal: Ao invés de utilizar um filtro artificial para ”limpar” o sangue, é utilizado o peritônio, que é uma membrana localizada dentro do abdômen e que reveste os órgãos internos. Através da colocação de um catéter flexível no abdômen, é feita a infusão de um líquido semelhante a um soro na cavidade abdominal. Este líquido, que chamamos de banho de diálise, vai entrar em contato com o peritônio, e por ele será feita a retirada das substâncias tóxicas do sangue. Após um período de permanência do banho de diálise na cavidade abdominal, este fica saturado de substâncias tóxicas e é então retirado, sendo feita em seguida a infusão de novo banho de diálise. Esse processo é realizado de uma forma contínua e é conhecido por CAPD, sigla em inglês que significa diálise peritoneal ambulatorial contínua. A diálise peritoneal é uma forma segura de tratamento realizada atualmente por mais de 100.000 pacientes no mundo todo.
24 Hipocalemia: Concentração sérica de potássio inferior a 3,5 mEq/l. Pode ocorrer por alterações na distribuição de potássio (desvio do compartimento extracelular para intracelular) ou de reduções efetivas no conteúdo corporal de potássio por uma menor ingesta ou por perda aumentada. Fraqueza muscular e arritimias cardíacas são os sinais e sintomas mais comuns, podendo haver também poliúria, polidipsia e constipação. Pode ainda ser assintomática.
25 Alcalose: Desequilíbrio do meio interno, produzido por uma diminuição na concentração de íons hidrogênio ou aumento da concentração de bases orgânicas nos líquidos corporais.
26 Hipercalciúria: Eliminação de quantidade anormalmente grande de cálcio na urina.
27 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
28 Parestesias: São sensações cutâneas subjetivas (ex.: frio, calor, formigamento, pressão, etc.) que são vivenciadas espontaneamente na ausência de estimulação.
29 Palpitações: Designa a sensação de consciência do batimento do coração, que habitualmente não se sente. As palpitações são detectadas usualmente após um exercício violento, em situações de tensão ou depois de um grande susto, quando o coração bate com mais força e/ou mais rapidez que o normal.
30 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
31 Poliúria: Diurese excessiva, pode ser um sinal de diabetes.
32 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
33 Tetania: Espasmos e contraturas dos músculos das mãos e pés, e menos freqüentemente dos músculos da face, da laringe (cordas vocais) e da coluna vertebral. Inicialmente, são indolores; mas tendem a tornar-se cada vez mais dolorosos. É um sintoma de alterações bioquímicas do corpo humano e não deve ser confundida com o tétano, que é uma infecção. A causa mais comum é a hipocalcemia (nível baixo de cálcio no sangue). Outras causas incluem hipocalemia (nível baixo de potássio no sangue), hiperpnéia (frequência respiratória anormalmente profunda e rápida, levando a baixos níveis de dióxido de carbono), ou mais raramente de hipoparatiroidismo (atividade diminuída das glândulas paratiróides). Recentemente, considera-se que a hipomagnesemia (nível baixo de magnésio no sangue) é também um dos fatores causais desta situação clínica.
34 Espasmos: 1. Contrações involuntárias, não ritmadas, de um ou vários músculos, podendo ocorrer isolada ou continuamente, sendo dolorosas ou não. 2. Qualquer contração muscular anormal. 3. Sentido figurado: arrebatamento, exaltação, espanto.
35 Paralisia: Perda total da força muscular que produz incapacidade para realizar movimentos nos setores afetados. Pode ser produzida por doença neurológica, muscular, tóxica, metabólica ou ser uma combinação das mesmas.
36 Arritmias: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
37 Eletrocardiograma: Registro da atividade elétrica produzida pelo coração através da captação e amplificação dos pequenos potenciais gerados por este durante o ciclo cardíaco.
38 Ponderal: Relativo a peso, equilíbrio. Exemplos: Perda ponderal = perda de peso, emagrecimento. Ganho ponderal = ganho de peso.
39 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
40 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
41 Lactato: Sal ou éster do ácido láctico ou ânion dele derivado.
42 Suplementação: Que serve de suplemento para suprir o que falta, que completa ou amplia.
43 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
44 Hipotensão arterial: Diminuição da pressão arterial abaixo dos valores normais. Estes valores normais são 90 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 50 milímetros de pressão diastólica.
45 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
46 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
47 Glomerulonefrite: Inflamação do glomérulo renal, produzida por diferentes mecanismos imunológicos. Pode produzir uma lesão irreversível do funcionamento renal, causando insuficiência renal crônica.
48 Cálculo: Formação sólida, produto da precipitação de diferentes substâncias dissolvidas nos líquidos corporais, podendo variar em sua composição segundo diferentes condições biológicas. Podem ser produzidos no sistema biliar (cálculos biliares) e nos rins (cálculos renais) e serem formados de colesterol, ácido úrico, oxalato de cálcio, pigmentos biliares, etc.
49 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
50 Expectativa de vida: A expectativa de vida ao nascer é o número de anos que se calcula que um recém-nascido pode viver caso as taxas de mortalidade registradas da população residente, no ano de seu nascimento, permaneçam as mesmas ao longo de sua vida.
51 Desidratação: Perda de líquidos do organismo pelo aumento importante da freqüência urinária, sudorese excessiva, diarréia ou vômito.
52 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
53 Fisiológico: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
54 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
55 Rabdomiólise: Síndrome caracterizada por destruição muscular, com liberação de conteúdo intracelular na circulação sanguínea. Atualmente, a rabdomiólise é considerada quando há dano secundário em algum órgão associado ao aumento das enzimas musculares. A gravidade da doença é variável, indo de casos de elevações assintomáticas de enzimas musculares até situações ameaçadoras à vida, com insuficiência renal aguda ou distúrbios hidroeletrolíticos. As causas da rabdomiólise podem ser classificadas em quatro grandes grupos: trauma ou lesão muscular direta, excesso de atividade muscular, defeitos enzimáticos hereditários ou outras condições clínicas.
56 Articulações:
57 Artrite: Inflamação de uma articulação, caracterizada por dor, aumento da temperatura, dificuldade de movimentação, inchaço e vermelhidão da área afetada.
58 Litíase: Estado caracterizado pela formação de cálculos em diferentes regiões do organismo. A composição destes cálculos e os sintomas que provocam variam de acordo com sua localização no organismo (vesícula biliar, ureter, etc.).
59 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
60 Osteoporose: Doença óssea caracterizada pela diminuição da formação de matriz óssea que predispõe a pessoa a sofrer fraturas com traumatismos mínimos ou mesmo na ausência deles. É influenciada por hormônios, sendo comum nas mulheres pós-menopausa. A terapia de reposição hormonal, que administra estrógenos a mulheres que não mais o produzem, tem como um dos seus objetivos minimizar esta doença.
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