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Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina: por que a antiga SOP está mudando de nome?

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O que é a Síndrome1 Ovariana Metabólica Poliendócrina?

A Síndrome1 Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP) é uma condição endocrinometabólica crônica caracterizada pela associação entre disfunção ovulatória, hiperandrogenismo e alterações metabólicas, especialmente resistência à insulina2.

Nos últimos anos, grupos internacionais passaram a discutir a necessidade de modificar o nome clássico da doença. O termo “Síndrome1 dos Ovários3 Policísticos” (SOP) passou a ser considerado biologicamente limitado, pois muitas mulheres afetadas não apresentam ovários3 policísticos à ultrassonografia4, enquanto mulheres sem a síndrome1 podem apresentar morfologia ovariana policística sem alterações clínicas ou hormonais relevantes.

Além disso, o nome antigo enfatiza excessivamente um aspecto ovariano anatômico e deixa em segundo plano os importantes componentes metabólicos, hormonais, inflamatórios e cardiovasculares envolvidos na doença. A proposta da nomenclatura “Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina” procura refletir de forma mais fiel a natureza sistêmica e multifatorial da condição.

Confira no infográfico abaixo um resumo sobre a condição (clique sobre a imagem para visualizá-la ampliada). Continue lendo o artigo para tirar todas as suas dúvidas sobre a SOMP.

Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP)

A SOMP é uma doença frequente?

Trata-se de uma das endocrinopatias5 mais comuns em mulheres em idade reprodutiva. Estima-se que a síndrome1 acometa aproximadamente 6% a 13% das mulheres. A frequência da doença aumentou nas últimas décadas, especialmente em associação à obesidade6, ao sedentarismo7 e ao crescimento global da resistência à insulina2. Entretanto, a síndrome1 também pode ocorrer em mulheres magras e metabolicamente menos comprometidas.

O que causa a Síndrome1 Ovariana Metabólica Poliendócrina?

A SOMP possui origem multifatorial, envolvendo predisposição genética associada a fatores hormonais, metabólicos, ambientais e inflamatórios. A resistência à insulina2 desempenha papel central em grande parte dos casos. Quando os tecidos do organismo respondem inadequadamente à ação da insulina8, o pâncreas9 aumenta sua produção para compensar essa dificuldade. A hiperinsulinemia10 resultante estimula diretamente as células11 da teca ovariana a produzirem mais androgênios, como testosterona e androstenediona12.

Ao mesmo tempo, a insulina8 reduz a produção hepática13 da globulina14 ligadora dos hormônios sexuais (SHBG), aumentando a quantidade de testosterona livre circulante. O excesso de androgênios interfere na maturação folicular normal e contribui para anovulação15 crônica, irregularidade menstrual e infertilidade16.

Também parecem participar da fisiopatologia17 alterações do eixo hipotálamo18-hipófise19-ovariano, inflamação20 crônica de baixo grau, disfunção do tecido adiposo21, alterações do microbioma22 intestinal e fatores epigenéticos.

Por que os ovários3 ficam “policísticos”?

Apesar do nome tradicional, os chamados “cistos” não são cistos verdadeiros. O que ocorre é o acúmulo de múltiplos pequenos folículos ovarianos que interrompem seu desenvolvimento antes da ovulação23. Esses folículos ficam distribuídos principalmente na periferia do ovário24, produzindo o aspecto ultrassonográfico clássico.

Essa alteração, porém, não é obrigatória para o diagnóstico25 da síndrome1 e pode ocorrer isoladamente em mulheres saudáveis, especialmente adolescentes e mulheres jovens.

Quais são os principais sintomas26?

Os sintomas26 variam bastante entre as pacientes. Algumas apresentam manifestações predominantemente reprodutivas, enquanto outras desenvolvem alterações metabólicas mais importantes.

A irregularidade menstrual é uma das manifestações mais comuns e pode incluir oligomenorreia27, amenorreia28 ou ciclos anovulatórios frequentes.

O hiperandrogenismo pode provocar acne29 persistente, oleosidade excessiva da pele30, queda capilar31 de padrão androgenético e hirsutismo32, especialmente em face33, tórax34, abdome35 inferior e região lombar36.

Muitas mulheres apresentam dificuldade para emagrecer, aumento da gordura abdominal37 e fadiga38 persistente. Também são frequentes ansiedade, depressão, alterações da imagem corporal e piora da qualidade de vida.

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A síndrome1 pode causar infertilidade16?

A anovulação15 crônica é uma das principais causas de infertilidade16 associadas à SOMP. Sem ovulação23 regular, a fecundação39 torna-se mais difícil. No entanto, isso não significa infertilidade16 definitiva. Grande parte das mulheres consegue engravidar após tratamento adequado, principalmente com melhora metabólica e indução da ovulação23 quando necessário.

A SOMP aumenta o risco de diabetes40 e doenças cardiovasculares41?

Mulheres com SOMP apresentam maior prevalência42 de resistência à insulina2, intolerância à glicose43, diabetes mellitus44 tipo 2, hipertensão arterial45 sistêmica, dislipidemia, síndrome metabólica46 e esteatose hepática47 metabólica.

Há evidências crescentes de aumento do risco cardiovascular a longo prazo, especialmente em pacientes com obesidade6 visceral e hiperinsulinemia10 importantes.

Mulheres magras também podem apresentar a síndrome1?

Existe um fenótipo48 conhecido informalmente como “SOMP magra”. Nessas pacientes, o índice de massa corporal49 pode ser normal, mas ainda existem alterações hormonais e metabólicas relevantes. Mesmo sem obesidade6, pode haver resistência à insulina2 em nível hepático e muscular. Por esse motivo, mulheres magras com irregularidade menstrual e hiperandrogenismo também devem ser investigadas.

Como é feito o diagnóstico25?

Os critérios diagnósticos mais utilizados ainda são os Critérios de Rotterdam, posteriormente refinados pelas diretrizes internacionais modernas. O diagnóstico25 é estabelecido quando a paciente apresenta pelo menos dois dos seguintes critérios:

  • Disfunção ovulatória
  • Hiperandrogenismo clínico ou laboratorial
  • Morfologia ovariana policística à ultrassonografia4

É fundamental excluir outras doenças que podem produzir manifestações semelhantes, como hiperplasia50 adrenal congênita51 não clássica, hiperprolactinemia, hipotireoidismo52, síndrome de Cushing53 e tumores secretores de androgênios.

Quais exames costumam ser solicitados?

A investigação hormonal geralmente inclui testosterona total e livre, SHBG, DHEAS, LH, FSH, prolactina54 e TSH. Do ponto de vista metabólico, frequentemente são solicitados glicemia de jejum55, hemoglobina glicada56, perfil lipídico57 e, em muitos casos, teste oral de tolerância à glicose43.

A ultrassonografia4 transvaginal pode demonstrar aumento do número de folículos ovarianos e aumento do volume ovariano.

Com a evolução tecnológica dos aparelhos de ultrassonografia4, houve necessidade de atualização dos critérios diagnósticos relacionados à contagem folicular. Consensos recentes passaram a utilizar limites maiores de folículos por ovário24, reduzindo o risco de sobrediagnóstico58.

Como é feito o tratamento?

O tratamento depende dos sintomas26 predominantes e dos objetivos da paciente, especialmente desejo reprodutivo, controle metabólico e manejo do hiperandrogenismo.

Mudanças no estilo de vida permanecem como base terapêutica59. Alimentação equilibrada, atividade física regular, melhora da composição corporal e redução da gordura60 visceral podem melhorar significativamente ovulação23, sensibilidade à insulina8 e parâmetros metabólicos. Mesmo perdas entre 5% e 10% do peso corporal podem produzir melhora clínica importante.

Saiba mais sobre "Quero engravidar! Quando devo usar indutores da ovulação23?", "Irregularidades do ciclo menstrual" e "Dia da ovulação23".

Quais medicamentos podem ser utilizados?

Os anticoncepcionais hormonais combinados continuam sendo uma das principais opções para mulheres sem desejo imediato de gestação. Eles ajudam a reduzir a produção ovariana de androgênios, regularizar o ciclo menstrual e melhorar acne29 e hirsutismo32. Formulações contendo progestagênios menos androgênicos61 costumam ser preferidas.

A metformina62 permanece amplamente utilizada, especialmente em pacientes com resistência à insulina2, obesidade6, pré-diabetes63 ou intolerância à glicose43. O medicamento melhora a sensibilidade insulínica e pode contribuir para regularização menstrual e perda de peso.

Em pacientes com hirsutismo32 importante, podem ser utilizados antiandrogênios, como espironolactona, geralmente associados à contracepção64 adequada devido ao risco de feminização fetal.

Medicamentos modernos para obesidade6 podem ajudar?

Agonistas do receptor de GLP-1, como semaglutida, e agonistas duplos GIP/GLP-1, como tirzepatida, vêm sendo cada vez mais estudados em mulheres com SOMP associada à obesidade6. Esses medicamentos podem promover perda ponderal65 significativa, melhora da resistência à insulina2 e redução da inflamação20 metabólica. Em algumas pacientes, observa-se inclusive melhora da função ovulatória.

O tratamento deve ser individualizado e ainda não existe recomendação para uso universal desses medicamentos em todas as pacientes com a síndrome1.

Como é tratado o desejo de engravidar?

Nas pacientes com infertilidade16 anovulatória, o tratamento costuma envolver indução da ovulação23. Atualmente, o letrozol é frequentemente considerado primeira escolha em muitos consensos internacionais, por apresentar melhores taxas de ovulação23 e nascidos vivos em comparação ao citrato de clomifeno em diversos estudos.

A metformina62 pode ser associada em casos selecionados, especialmente quando existe resistência à insulina2 importante.

Mulheres com SOMP precisam de acompanhamento contínuo?

A síndrome1 não deve ser encarada apenas como um problema ginecológico ou reprodutivo. Existe necessidade de acompanhamento longitudinal devido ao risco metabólico, cardiovascular e emocional associado à doença. O monitoramento deve incluir avaliação de peso corporal, circunferência abdominal, glicemia66, perfil lipídico57, pressão arterial67 e saúde68 mental.

Por que a terminologia antiga, “Síndrome dos Ovários3 Policísticos”, está sendo substituída?

A principal razão é que o nome antigo passou a ser considerado cientificamente incompleto. O termo reduz uma condição sistêmica complexa a um achado anatômico ovariano e não representa adequadamente seus componentes metabólicos, hormonais e inflamatórios. A mudança também procura aumentar a conscientização sobre os riscos metabólicos e cardiovasculares frequentemente subestimados.

O que permanece igual no diagnóstico25?

Os pilares diagnósticos permanecem essencialmente os mesmos, e os Critérios de Rotterdam continuam sendo a principal base diagnóstica internacional. Portanto, a mudança atual é predominantemente conceitual e terminológica.

O que mudará na prática clínica?

A principal mudança será a forma de compreender e comunicar a doença. A nova nomenclatura tende a valorizar os componentes metabólicos da síndrome1, reduzir o foco excessivo na ultrassonografia4 ovariana, estimular abordagem multidisciplinar e favorecer avaliação cardiovascular precoce.

Também existe expectativa de que a mudança reduza atrasos diagnósticos e melhore a compreensão da doença pelas pacientes.

Como será feita a substituição da nomenclatura?

A transição deverá ocorrer gradualmente. Inicialmente, diretrizes, artigos científicos e sociedades médicas provavelmente utilizarão os dois termos simultaneamente, como “Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (antiga SOP)”. Com o tempo, a tendência é que o novo termo se consolide em publicações acadêmicas, materiais educacionais e prática clínica.

Esse processo é semelhante ao que ocorreu com diversas outras doenças cuja nomenclatura foi atualizada para refletir melhor os avanços científicos modernos.

A mudança de nome altera a doença?

Não. A condição clínica permanece essencialmente a mesma. O que muda é a forma científica de descrevê-la, buscando representar de maneira mais precisa sua natureza sistêmica, metabólica e endócrina.

Leia sobre "Cistos ovarianos", "Sintomas26 precoces de gravidez69" e "Endometriose70".

 

ABCMED, 2026. Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina: por que a antiga SOP está mudando de nome?. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1506385/sindrome-ovariana-metabolica-poliendocrina-por-que-a-antiga-sop-esta-mudando-de-nome.htm>. Acesso em: 22 mai. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
2 Resistência à insulina: Inabilidade do corpo para responder e usar a insulina produzida. A resistência à insulina pode estar relacionada à obesidade, hipertensão e altos níveis de colesterol no sangue.
3 Ovários: São órgãos pares com aproximadamente 3cm de comprimento, 2cm de largura e 1,5cm de espessura cada um. Eles estão presos ao útero e à cavidade pelvina por meio de ligamentos. Na puberdade, os ovários começam a secretar os hormônios sexuais, estrógeno e progesterona. As células dos folículos maduros secretam estrógeno, enquanto o corpo lúteo produz grandes quantidades de progesterona e pouco estrógeno.
4 Ultrassonografia: Ultrassonografia ou ecografia é um exame complementar que usa o eco produzido pelo som para observar em tempo real as reflexões produzidas pelas estruturas internas do organismo (órgãos internos). Os aparelhos de ultrassonografia utilizam uma frequência variada, indo de 2 até 14 MHz, emitindo através de uma fonte de cristal que fica em contato com a pele e recebendo os ecos gerados, os quais são interpretados através de computação gráfica.
5 Endocrinopatias: Quaisquer afecções de glândulas endócrinas.
6 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
7 Sedentarismo: Qualidade de quem ou do que é sedentário, ou de quem tem vida e/ou hábitos sedentários. Sedentário é aquele que se exercita pouco, que não se movimenta muito.
8 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
9 Pâncreas: Órgão nodular (no ABDOME) que abriga GLÂNDULAS ENDÓCRINAS e GLÂNDULAS EXÓCRINAS. A pequena porção endócrina é composta pelas ILHOTAS DE LANGERHANS, que secretam vários hormônios na corrente sangüínea. A grande porção exócrina (PÂNCREAS EXÓCRINO) é uma glândula acinar composta, que secreta várias enzimas digestivas no sistema de ductos pancreáticos (que desemboca no DUODENO).
10 Hiperinsulinemia: Condição em que os níveis de insulina no sangue estão mais altos que o normal. Causada pela superprodução de insulina pelo organismo. Relacionado à resistência insulínica.
11 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
12 Androstenediona: Esteróide androgênico produzido pelos testículos, córtex adrenal e ovários. Enquanto as androstenedionas são convertidas metabolicamente à testoterona e outros andrógenos, elas são também um estrutura que origina a estrona. O uso de androstenediona como um suplemento para esportes e fisiculturismo foi banido pelo Comitê Olímpico Internacional, bem como em outras comitês esportivos.
13 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
14 Globulina: Qualquer uma das várias proteínas globulares pouco hidrossolúveis de uma mesma família que inclui os anticorpos e as proteínas envolvidas no transporte de lipídios pelo plasma.
15 Anovulação: Alteração no funcionamento dos ovários, capaz de alterar a produção, maturação ou liberação normal de óvulos. Esta alteração pode ser intencional (como a induzida pelas pílulas anticoncepcionais) ou ser endógena. Pode ser uma causa de infertilidade.
16 Infertilidade: Capacidade diminuída ou ausente de gerar uma prole. O termo não implica a completa inabilidade para ter filhos e não deve ser confundido com esterilidade. Os clínicos introduziram elementos físicos e temporais na definição. Infertilidade é, portanto, freqüentemente diagnosticada quando, após um ano de relações sexuais não protegidas, não ocorre a concepção.
17 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.
18 Hipotálamo: Parte ventral do diencéfalo extendendo-se da região do quiasma óptico à borda caudal dos corpos mamilares, formando as paredes lateral e inferior do terceiro ventrículo.
19 Hipófise:
20 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
21 Tecido Adiposo: Tecido conjuntivo especializado composto por células gordurosas (ADIPÓCITOS). É o local de armazenamento de GORDURAS, geralmente na forma de TRIGLICERÍDEOS. Em mamíferos, existem dois tipos de tecido adiposo, a GORDURA BRANCA e a GORDURA MARROM. Suas distribuições relativas variam em diferentes espécies sendo que a maioria do tecido adiposo compreende o do tipo branco.
22 Microbioma: Comunidade ecológica de microrganismos comensais, simbióticos e patogênicos que compartilham nosso espaço corporal. Microbioma humano é o conjunto de microrganismos que reside no corpo do Homo sapiens, mantendo uma relação simbiótica com o hospedeiro. O conceito vai além do termo microbiota, incluindo também a relação entre as células microbianas e as células e sistemas humanos, por meio de seus genomas, transcriptomas, proteomas e metabolomas.
23 Ovulação: Ovocitação, oocitação ou ovulação nos seres humanos, bem como na maioria dos mamíferos, é o processo que libera o ovócito II em metáfase II do ovário. (Em outras espécies em vez desta célula é liberado o óvulo.) Nos dias anteriores à ovocitação, o folículo secundário cresce rapidamente, sob a influência do FSH e do LH. Ao mesmo tempo que há o desenvolvimento final do folículo, há um aumento abrupto de LH, fazendo com que o ovócito I no seu interior complete a meiose I, e o folículo passe ao estágio de pré-ovocitação. A meiose II também é iniciada, mas é interrompida em metáfase II aproximadamente 3 horas antes da ovocitação, caracterizando a formação do ovócito II. A elevada concentração de LH provoca a digestão das fibras colágenas em torno do folículo, e os níveis mais altos de prostaglandinas causam contrações na parede ovariana, que provocam a extrusão do ovócito II.
24 Ovário: Órgão reprodutor (GÔNADAS) feminino. Nos vertebrados, o ovário contém duas partes funcionais Sinônimos: Ovários
25 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
26 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
27 Oligomenorréia: Menstruação produzida a intervalos prolongados. Pode ser a expressão de anormalidades na função ovariana.
28 Amenorréia: É a ausência de menstruação pelo período equivalente a 3 ciclos menstruais ou 6 meses (o que ocorrer primeiro). Para períodos inferiores, utiliza-se o termo atraso menstrual.
29 Acne: Doença de predisposição genética cujas manifestações dependem da presença dos hormônios sexuais. As lesões começam a surgir na puberdade, atingindo a maioria dos jovens de ambos os sexos. Os cravos e espinhas ocorrem devido ao aumento da secreção sebácea associada ao estreitamento e obstrução da abertura do folículo pilosebáceo, dando origem aos comedões abertos (cravos pretos) e fechados (cravos brancos). Estas condições favorecem a proliferação de microorganismos que provocam a inflamação característica das espinhas, sendo o Propionibacterium acnes o agente infeccioso mais comumente envolvido.
30 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
31 Capilar: 1. Na medicina, diz-se de ou tubo endotelial muito fino que liga a circulação arterial à venosa. Qualquer vaso. 2. Na física, diz-se de ou tubo, em geral de vidro, cujo diâmetro interno é diminuto. 3. Relativo a cabelo, fino como fio de cabelo.
32 Hirsutismo: Presença de pêlos terminais (mais grossos e escuros) na mulher, em áreas anatômicas características de distribuição masculina, como acima dos lábios, no mento, em torno dos mamilos e ao longo da linha alba no abdome inferior. Pode manifestar-se como queixa isolada ou como parte de um quadro clínico mais amplo, acompanhado de outros sinais de hiperandrogenismo (acne, seborréia, alopécia), virilização (hipertrofia do clitóris, aumento da massa muscular, modificação do tom de voz), distúrbios menstruais e/ou infertilidade.
33 Face: Parte anterior da cabeça que inclui a pele, os músculos e as estruturas da fronte, olhos, nariz, boca, bochechas e mandíbula.
34 Tórax: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original Sinônimos: Peito; Caixa Torácica
35 Abdome: Região do corpo que se localiza entre o TÓRAX e a PELVE.
36 Região Lombar:
37 Gordura Abdominal: Tecido gorduroso da região do ABDOME. Dela fazem parte as GORDURAS SUBCUTÂNEAS ABDOMINAL e a INTRA-ABDOMINAL
38 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
39 Fecundação: 1. Junção de gametas que resulta na formação de um zigoto; anfigamia, fertilização. 2. Ato ou efeito de fecundar (-se).
40 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
41 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
42 Prevalência: Número de pessoas em determinado grupo ou população que são portadores de uma doença. Número de casos novos e antigos desta doença.
43 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
44 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
45 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
46 Síndrome metabólica: Tendência de várias doenças ocorrerem ao mesmo tempo. Incluindo obesidade, resistência insulínica, diabetes ou pré-diabetes, hipertensão e hiperlipidemia.
47 Esteatose hepática: Esteatose hepática ou ”fígado gorduroso” é o acúmulo de gorduras nas células do fígado.
48 Fenótipo: Características apresentadas por um indivíduo sejam elas morfológicas, fisiológicas ou comportamentais. Também fazem parte do fenótipo as características microscópicas e de natureza bioquímica, que necessitam de testes especiais para a sua identificação, como, por exemplo, o tipo sanguíneo do indivíduo.
49 Índice de massa corporal: Medida usada para avaliar se uma pessoa está abaixo do peso, com peso normal, com sobrepeso ou obesa. É a medida mais usada na prática para saber se você é considerado obeso ou não. Também conhecido como IMC. É calculado dividindo-se o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Existe uma tabela da Organização Mundial de Saúde que classifica as medidas de acordo com o resultado encontrado.
50 Hiperplasia: Aumento do número de células de um tecido. Pode ser conseqüência de um estímulo hormonal fisiológico ou não, anomalias genéticas no tecido de origem, etc.
51 Congênita: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
52 Hipotireoidismo: Distúrbio caracterizado por uma diminuição da atividade ou concentração dos hormônios tireoidianos. Manifesta-se por engrossamento da voz, aumento de peso, diminuição da atividade, depressão.
53 Síndrome de Cushing: A síndrome de Cushing, hipercortisolismo ou hiperadrenocortisolismo, é um conjunto de sinais e sintomas que indicam excesso de cortisona (hormônio) no sangue. Esse hormônio é liberado pela glândula adrenal (também conhecida como suprarrenal) em resposta à liberação de ACTH pela hipófise no cérebro. Níveis elevados de cortisol (ou cortisona) também podem ocorrer devido à administração de certos medicamentos, como hormônios glicocorticoides. A síndrome de Cushing e a doença de Cushing são muito parecidas, já que o que a causa de ambas é o elevado nível de cortisol no sangue. O que difere é a origem dessa elevação. A doença de Cushing diz respeito, exclusivamente, a um tumor na hipófise que passa a secretar grande quantidade de ACTH e, consequentemente, há um aumento na liberação de cortisol pelas adrenais. Já a síndrome de Cushing pode ocorrer, por exemplo, devido a um tumor presente nas glândulas suprarrenais ou pela administração excessiva de corticoides.
54 Prolactina: Hormônio secretado pela adeno-hipófise. Estimula a produção de leite pelas glândulas mamárias. O aumento de produção da prolactina provoca a hiperprolactinemia, podendo causar alteração menstrual e infertilidade nas mulheres. No homem, gera impotência sexual (por prejudicar a produção de testosterona) e ginecomastia (aumento das mamas).
55 Glicemia de jejum: Teste que checa os níveis de glicose após um período de jejum de 8 a 12 horas (frequentemente dura uma noite). Este teste é usado para diagnosticar o pré-diabetes e o diabetes. Também pode ser usado para monitorar pessoas com diabetes.
56 Hemoglobina glicada: Hemoglobina glicada, hemoglobina glicosilada, glico-hemoglobina ou HbA1C e, mais recentemente, apenas como A1C é uma ferramenta de diagnóstico na avaliação do controle glicêmico em pacientes diabéticos. Atualmente, a manutenção do nível de A1C abaixo de 7% é considerada um dos principais objetivos do controle glicêmico de pacientes diabéticos. Algumas sociedades médicas adotam metas terapêuticas mais rígidas de 6,5% para os valores de A1C.
57 Perfil lipídico: Exame laboratorial que mede colesterol total, triglicérides, HDL. O LDL é calculado por estes resultados. O perfil lipídico é uma das medidas de risco para as doenças cardiovasculares.
58 Sobrediagnóstico: Diagnóstico de uma doença que nunca provocará sintomas ou a morte de um(a) paciente.
59 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
60 Gordura: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Os alimentos que fornecem gordura são: manteiga, margarina, óleos, nozes, carnes vermelhas, peixes, frango e alguns derivados do leite. O excesso de calorias é estocado no organismo na forma de gordura, fornecendo uma reserva de energia ao organismo.
61 Androgênicos: Relativos à androgenia e a androgênios. Androgênios são hormônios esteroides, controladores do crescimento dos órgãos sexuais masculinos. O hormônio natural masculino é a testosterona.
62 Metformina: Medicamento para uso oral no tratamento do diabetes tipo 2. Reduz a glicemia por reduzir a quantidade de glicose produzida pelo fígado e ajudando o corpo a responder melhor à insulina produzida pelo pâncreas. Pertence à classe das biguanidas.
63 Pré-diabetes: Condição em que um teste de glicose, feito após 8 a 12 horas de jejum, mostra um nível de glicose mais alto que o normal mas não tão alto para um diagnóstico de diabetes. A medida está entre 100 mg/dL e 125 mg/dL. A maioria das pessoas com pré-diabetes têm um risco aumentado de desenvolver diabetes tipo 2.
64 Contracepção: Qualquer processo que evite a fertilização do óvulo ou a implantação do ovo. Os métodos de contracepção podem ser classificados de acordo com o seu objetivo em barreiras mecânicas ou químicas, impeditivas de nidação e contracepção hormonal.
65 Ponderal: Relativo a peso, equilíbrio. Exemplos: Perda ponderal = perda de peso, emagrecimento. Ganho ponderal = ganho de peso.
66 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 70 e 110 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).
67 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
68 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
69 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
70 Endometriose: Doença que acomete as mulheres em idade reprodutiva e consiste na presença de endométrio em locais fora do útero. Endométrio é a camada interna do útero que é renovada mensalmente pela menstruação. Os locais mais comuns da endometriose são: Fundo de Saco de Douglas (atrás do útero), septo reto-vaginal (tecido entre a vagina e o reto ), trompas, ovários, superfície do reto, ligamentos do útero, bexiga e parede da pélvis.
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