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Miopatias metabólicas - quando o músculo não consegue produzir energia adequadamente

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As miopatias metabólicas são doenças genéticas raras que prejudicam a produção de energia nas fibras musculares1, levando a sintomas2 como fadiga3, dores musculares, fraqueza e intolerância ao exercício. Elas podem resultar de alterações no metabolismo4 do glicogênio5, dos ácidos graxos ou das mitocôndrias6. Algumas formas afetam também coração7, sistema nervoso8 e fígado9, podendo causar manifestações multissistêmicas. O diagnóstico10 precoce e o tratamento multidisciplinar ajudam a reduzir complicações e melhorar a qualidade de vida.

O que são miopatias metabólicas?

As miopatias metabólicas são doenças musculares causadas por defeitos nos processos bioquímicos responsáveis pela produção de energia nas fibras musculares1. Quando ocorre alteração em qualquer uma dessas vias metabólicas, o músculo passa a ter dificuldade em gerar energia suficiente para manter sua função normal, especialmente durante o exercício físico ou situações de maior demanda metabólica.

Essa energia é produzida principalmente a partir do metabolismo4 do glicogênio5, dos ácidos graxos e da fosforilação oxidativa mitocondrial. Como consequência, surgem sintomas2 como fraqueza muscular, fadiga3 precoce, dores musculares, câimbras12, intolerância ao exercício e episódios de rabdomiólise13.

As miopatias metabólicas fazem parte do campo das doenças neuromusculares e dos erros inatos do metabolismo4, sendo consideradas doenças relativamente raras. Em geral, são de origem genética e podem manifestar-se desde o período neonatal até a idade adulta, com apresentações clínicas bastante variáveis. Algumas formas apresentam sintomas2 leves e intermitentes14, enquanto outras podem causar comprometimento multissistêmico grave.

Miopatias metabólicas

Quais são as principais miopatias metabólicas?

As miopatias metabólicas correspondem a alterações genéticas que afetam enzimas ou proteínas15 envolvidas no metabolismo4 energético muscular. Essas mutações impedem que determinadas substâncias sejam adequadamente utilizadas para produzir ATP16, principal fonte de energia celular.

De forma geral, as miopatias metabólicas podem ser classificadas em três grandes grupos:

  1. Defeitos do metabolismo4 do glicogênio5 (glicogenoses musculares)
  2. Defeitos da oxidação dos ácidos graxos e do metabolismo4 lipídico
  3. Miopatias mitocondriais

Os sintomas2 variam conforme a via metabólica afetada. Os defeitos do metabolismo4 do glicogênio5 costumam provocar intolerância a exercícios de alta intensidade e curta duração, enquanto os defeitos da oxidação dos ácidos graxos geralmente desencadeiam sintomas2 durante exercícios prolongados, jejum ou infecções17. Já as miopatias mitocondriais frequentemente apresentam manifestações multissistêmicas, envolvendo músculos18, sistema nervoso central19, coração7, olhos20 e fígado9.

Leia sobre "Sarcopenia", "Lesões21 musculares" e "Miopatias".

Quais são os principais defeitos do metabolismo4 do glicogênio5?


Doença de McArdle (glicogenose tipo V)

A doença de McArdle, também conhecida como glicogenose tipo V, é uma miopatia22 genética rara causada por deficiência da enzima23 miofosforilase, responsável pela degradação do glicogênio5 no músculo esquelético24. As glicogenoses são doenças hereditárias que afetam o metabolismo4 do glicogênio5 no fígado9, nos músculos18 ou em ambos os tecidos. O glicogênio5 representa a principal forma de armazenamento de glicose25 no organismo e funciona como importante reserva energética.

Na doença de McArdle, o músculo não consegue utilizar adequadamente o glicogênio5 armazenado durante o exercício físico, levando à deficiência energética muscular. Estima-se que a doença afete aproximadamente 1 em cada 100.000 pessoas. Ela foi descrita inicialmente por Brian McArdle, em 1951.

Os sintomas2 geralmente começam na infância, adolescência ou início da vida adulta e incluem fadiga3 precoce, dores musculares, câimbras12 e intolerância ao exercício. Muitos pacientes apresentam o chamado “fenômeno do segundo fôlego”, no qual ocorre melhora parcial da tolerância ao exercício após alguns minutos de atividade leve, devido ao aumento do fluxo sanguíneo muscular e maior utilização de outras fontes energéticas.

Episódios de rabdomiólise13 com liberação de mioglobina na urina26 podem ocorrer após esforço intenso, podendo levar à insuficiência renal27 aguda em casos graves.

O diagnóstico10 pode ser sugerido pela história clínica, elevação de creatinoquinase (CK) e teste ergométrico com ausência de aumento do lactato28, e pode ser confirmado por testes genéticos. Atualmente, a análise molecular do gene PYGM tornou-se o principal método confirmatório, reduzindo a necessidade de biópsia29 muscular em muitos casos.

O tratamento baseia-se principalmente em adaptação do exercício físico, evitando atividades anaeróbicas intensas e priorizando exercícios aeróbicos leves a moderados. A ingestão de carboidratos antes da atividade física pode reduzir sintomas2 em alguns pacientes.

Doença de Pompe (glicogenose tipo II)

A doença de Pompe é uma doença genética rara causada pela deficiência da enzima23 alfa-glicosidase ácida lisossômica, levando ao acúmulo progressivo de glicogênio5 nos lisossomos, especialmente em músculos18 esqueléticos, cardíacos e respiratórios. Trata-se de uma glicogenose com importante comprometimento sistêmico30.

A doença pode manifestar-se na forma infantil clássica, geralmente nos primeiros meses de vida, ou em formas tardias, que surgem na infância, adolescência ou idade adulta. A forma infantil costuma apresentar hipotonia31 grave, cardiomiopatia hipertrófica, insuficiência respiratória32 e elevada mortalidade33 quando não tratada.

As formas tardias caracterizam-se principalmente por fraqueza muscular proximal34 progressiva e comprometimento respiratório, especialmente dos músculos respiratórios35 e do diafragma36.

A incidência37 varia conforme a população estudada, com estimativas entre 1 em 14.000 e 1 em 300.000 indivíduos. A doença foi originalmente descrita por Joannes Cassianus Pompe, em 1932.

O diagnóstico10 pode ser realizado pela dosagem da atividade da enzima23 alfa-glicosidase ácida em sangue38 seco, leucócitos39 ou fibroblastos40, sendo posteriormente confirmado por testes genéticos no gene GAA.

Atualmente, a terapia de reposição enzimática com alfa-alglicosidase representa o tratamento específico da doença e modificou significativamente o prognóstico41, sobretudo quando iniciada precocemente. O acompanhamento multidisciplinar inclui fisioterapia42 motora e respiratória, suporte nutricional e monitorização cardiológica e pulmonar.

Doença de Tarui (glicogenose tipo VII)

A doença de Tarui, também conhecida como glicogenose tipo VII, é uma doença metabólica hereditária rara causada por mutações no gene PFKM, responsável pela produção da enzima23 fosfofrutoquinase muscular. Essa enzima23 desempenha papel fundamental na glicólise anaeróbica, processo importante para geração rápida de energia durante exercícios intensos.

Quando há deficiência dessa enzima23, o músculo não consegue utilizar adequadamente glicose25 e glicogênio5 como fonte energética, levando ao comprometimento da produção de ATP16. Como consequência, ocorre intolerância ao exercício, fadiga3 muscular, câimbras12 e episódios de rabdomiólise13.

Na doença de Tarui, diferentemente do que ocorre na doença de McArdle, não há o chamado “segundo fôlego”. Ao contrário, a ingestão de carboidratos antes do exercício pode piorar a intolerância ao esforço, quadro descrito como “out-of-wind phenomenon”, ou fenômeno de “perda do fôlego”.

Além das manifestações musculares, alguns pacientes podem apresentar anemia hemolítica43, já que a enzima23 também está presente nos eritrócitos44.

O diagnóstico10 envolve avaliação clínica, elevação de CK, estudos metabólicos e confirmação genética. O tratamento é principalmente de suporte, com adaptação das atividades físicas e orientação nutricional individualizada.

Quais são os principais defeitos do metabolismo4 dos lipídios?


Deficiência primária de carnitina

A deficiência primária de carnitina é um distúrbio metabólico hereditário caracterizado pela incapacidade de transportar adequadamente a carnitina para dentro das células45. A carnitina é fundamental para o transporte dos ácidos graxos de cadeia longa para o interior das mitocôndrias6, onde ocorre a β-oxidação e produção de energia.

Quando há deficiência dessa substância, o organismo apresenta dificuldade em utilizar gorduras como fonte energética, especialmente durante períodos de jejum prolongado, exercício físico ou infecções17. Como consequência, podem surgir hipoglicemia46 hipocetótica, fraqueza muscular, miocardiopatia47, fadiga3 e disfunção hepática48.

A doença geralmente decorre de mutações no gene SLC22A5, responsável pelo transportador OCTN2. O diagnóstico10 pode ser realizado pela identificação de baixos níveis plasmáticos de carnitina livre, associados à confirmação genética.

O tratamento consiste principalmente na suplementação49 oral de L-carnitina, além da prevenção de jejum prolongado e do manejo adequado de situações catabólicas. Quando tratada precocemente, a doença pode apresentar excelente prognóstico41.

Deficiência de carnitina palmitoiltransferase II

A deficiência de carnitina palmitoiltransferase II (CPT II) é uma doença metabólica hereditária pertencente ao grupo dos defeitos da oxidação dos ácidos graxos. Ela ocorre devido à deficiência da enzima23 CPT II, responsável por etapa essencial do transporte de ácidos graxos de cadeia longa para o interior das mitocôndrias6.

Essa condição compromete a utilização de gorduras como fonte energética, principalmente em situações de maior demanda metabólica, como exercício prolongado, jejum, infecções17, frio intenso ou estresse fisiológico50.

A forma miopática do adulto é a apresentação mais comum e caracteriza-se por episódios recorrentes de mialgia51, fraqueza muscular e rabdomiólise13 desencadeados por esforço físico. Em alguns casos, pode ocorrer insuficiência renal27 aguda secundária à mioglobinúria.

O diagnóstico10 pode envolver perfil de acilcarnitinas, testes genéticos e, ocasionalmente, biópsia29 muscular. O tratamento baseia-se em evitar jejum prolongado e exercícios extenuantes, além de estratégias dietéticas individualizadas. Em alguns pacientes, recomenda-se dieta pobre em gorduras de cadeia longa e suplementação49 com triglicerídeos de cadeia média.

Deficiência de acil-CoA desidrogenase de cadeia média

A deficiência de acil-CoA desidrogenase de cadeia média (MCAD) é um erro inato do metabolismo4 que afeta a capacidade do organismo de utilizar ácidos graxos de cadeia média como fonte energética. A doença ocorre devido à deficiência da enzima23 acil-CoA desidrogenase de cadeia média, participante da β-oxidação mitocondrial.

Em situações de jejum prolongado ou aumento da demanda energética, o organismo não consegue produzir energia adequadamente a partir das gorduras. Como consequência, podem surgir episódios de hipoglicemia46 hipocetótica, vômitos52, letargia53, convulsões, encefalopatia54 e, em casos graves, morte súbita metabólica.

Embora seja tradicionalmente classificada como um defeito da oxidação de ácidos graxos sistêmico30, alguns pacientes podem apresentar manifestações musculares, especialmente intolerância ao exercício e rabdomiólise13.

O diagnóstico10 é frequentemente realizado por triagem neonatal ampliada, por meio da detecção de alterações no perfil de acilcarnitinas. A confirmação ocorre com testes genéticos. O tratamento consiste principalmente em evitar jejum prolongado e garantir aporte adequado de carboidratos durante doenças intercorrentes.

Saiba mais sobre "Como ganhar massa muscular", "Hipertrofia55" e "Musculação para idosos".

Quais são as principais miopatias mitocondriais?


Síndrome11 de Kearns-Sayre

A síndrome11 de Kearns-Sayre é uma doença genética rara pertencente ao grupo das doenças mitocondriais, caracterizadas por alterações na produção de energia celular. A condição geralmente está associada a grandes deleções do DNA mitocondrial.

Trata-se de uma doença progressiva que afeta principalmente músculos18, olhos20, coração7 e sistema nervoso central19. Costuma iniciar-se antes dos 20 anos de idade e caracteriza-se pela tríade clássica formada por oftalmoplegia externa progressiva, retinopatia pigmentar e distúrbios de condução cardíaca. Além dessas manifestações, podem ocorrer perda auditiva neurossensorial, baixa estatura, diabetes mellitus56, ataxia57 cerebelar e alterações endócrinas.

O diagnóstico10 é baseado na combinação de achados clínicos, exames laboratoriais, neuroimagem, biópsia29 muscular e estudos genéticos. O tratamento é de suporte e envolve acompanhamento multidisciplinar. Os distúrbios de condução cardíaca podem exigir implante58 de marcapasso59 devido ao risco de bloqueio cardíaco60 grave e morte súbita.

Síndrome11 MELAS

A síndrome11 MELAS, sigla para “Mitochondrial Encephalomyopathy, Lactic Acidosis and Stroke-like Episodes”, é uma doença mitocondrial causada principalmente por mutações no DNA mitocondrial, especialmente na variante m.3243A>G. As mutações comprometem a produção de ATP16, tornando tecidos com alta demanda energética particularmente vulneráveis, como cérebro61 e músculos18.

A doença geralmente manifesta-se na infância ou adolescência, embora existam formas de início tardio. Os pacientes podem apresentar episódios semelhantes a acidente vascular cerebral62, crises convulsivas, cefaleia63, intolerância ao exercício, fraqueza muscular, perda auditiva, diabetes mellitus56 e acidose64 láctica65. Os episódios semelhantes a AVC frequentemente não respeitam territórios vasculares66 típicos, característica importante para diferenciação diagnóstica.

O diagnóstico10 envolve avaliação clínica, exames laboratoriais com elevação do lactato28, neuroimagem e testes genéticos. O tratamento é principalmente de suporte, podendo incluir controle rigoroso das crises epilépticas, fisioterapia42, suporte nutricional e medidas para prevenção de descompensações metabólicas.

Síndrome11 MERRF

A síndrome11 MERRF, sigla para “Myoclonic Epilepsy with Ragged Red Fibers”, é uma doença genética rara pertencente ao grupo das encefalomiopatias mitocondriais. A condição ocorre devido a mutações no DNA mitocondrial, mais frequentemente na mutação67 m.8344A>G, comprometendo a produção de energia celular. Como consequência, tecidos com alta demanda energética, especialmente cérebro61 e músculos18, tornam-se particularmente vulneráveis.

A doença geralmente inicia-se na infância ou adolescência, embora existam casos de início tardio. As manifestações mais comuns incluem epilepsia68 mioclônica69, fraqueza muscular, ataxia57, intolerância ao exercício, neuropatia periférica70 e déficit cognitivo71 progressivo.

O termo “fibras vermelhas rasgadas” refere-se ao aspecto observado na biópsia29 muscular com coloração especial, refletindo acúmulo anormal de mitocôndrias6 nas fibras musculares1.

O diagnóstico10 é realizado com base na avaliação clínica, exames laboratoriais, eletroneuromiografia, biópsia29 muscular e testes genéticos. O tratamento é sintomático72 e multidisciplinar, incluindo controle das crises convulsivas, fisioterapia42, terapia ocupacional73 e suporte clínico individualizado.

Alguns medicamentos potencialmente tóxicos para as mitocôndrias6, como o ácido valproico em determinadas situações, devem ser utilizados com cautela.

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Muscular Dystrophy Association, da U.S. National Library of Medicine e da Johns Hopkins Medicine.

ABCMED, 2026. Miopatias metabólicas - quando o músculo não consegue produzir energia adequadamente. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1506155/miopatias-metabolicas-quando-o-musculo-nao-consegue-produzir-energia-adequadamente.htm>. Acesso em: 20 mai. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Fibras Musculares: Células grandes, multinucleadas e individuais (cilídricas ou prismáticas) que formam a unidade básica do tecido muscular esquelético. Constituídas por uma substância mole contrátil, revestida por uma bainha tubular. Derivam da união de MIOBLASTOS ESQUELÉTICOS com o sincício, seguida de diferenciação.
2 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
3 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
4 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
5 Glicogênio: Polissacarídeo formado a partir de moléculas de glicose, utilizado como reserva energética e abundante nas células hepáticas e musculares.
6 Mitocôndrias: Organelas semi-autônomas que se auto-reproduzem, encontradas na maioria do citoplasma de todas as células, mas não de todos os eucariotos. Cada mitocôndria é envolvida por uma membrana dupla limitante. A membrana interna é altamente invaginada e suas projeções são denominadas cristas. As mitocôndrias são os locais das reações de fosforilação oxidativa, que resultam na formação de ATP. Elas contêm RIBOSSOMOS característicos, RNA DE TRANSFERÊNCIA, AMINOACIL-T RNA SINTASES e fatores de alongação e terminação. A mitocôndria depende dos genes contidos no núcleo das células no qual se encontram muitos RNAs mensageiros essenciais (RNA MENSAGEIRO). Acredita-se que a mitocôndria tenha se originado a partir de bactérias aeróbicas que estabeleceram uma relação simbiótica com os protoeucariotos primitivos.
7 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
8 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
9 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
10 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
11 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
12 Câimbras: Contrações involuntárias, espasmódicas e dolorosas de um ou mais músculos.
13 Rabdomiólise: Síndrome caracterizada por destruição muscular, com liberação de conteúdo intracelular na circulação sanguínea. Atualmente, a rabdomiólise é considerada quando há dano secundário em algum órgão associado ao aumento das enzimas musculares. A gravidade da doença é variável, indo de casos de elevações assintomáticas de enzimas musculares até situações ameaçadoras à vida, com insuficiência renal aguda ou distúrbios hidroeletrolíticos. As causas da rabdomiólise podem ser classificadas em quatro grandes grupos: trauma ou lesão muscular direta, excesso de atividade muscular, defeitos enzimáticos hereditários ou outras condições clínicas.
14 Intermitentes: Nos quais ou em que ocorrem interrupções; que cessa e recomeça por intervalos; intervalado, descontínuo. Em medicina, diz-se de episódios de febre alta que se alternam com intervalos de temperatura normal ou cujas pulsações têm intervalos desiguais entre si.
15 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
16 ATP: Adenosina Trifosfato (ATP) é nucleotídeo responsável pelo armazenamento de energia. Ela é composta pela adenina (base azotada), uma ribose (açúcar com cinco carbonos) e três grupos de fosfato conectados em cadeia. A energia é armazenada nas ligações entre os fosfatos. O ATP armazena energia proveniente da respiração celular e da fotossíntese, para consumo imediato, não podendo ser estocada. A energia pode ser utilizada em diversos processos biológicos, tais como o transporte ativo de moléculas, síntese e secreção de substâncias, locomoção e divisão celular, dentre outros.
17 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
18 Músculos: Tecidos contráteis que produzem movimentos nos animais.
19 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
20 Olhos:
21 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
22 Miopatia: Qualquer afecção das fibras musculares, especialmente dos músculos esqueléticos.
23 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
24 Músculo Esquelético: Subtipo de músculo estriado fixado por TENDÕES ao ESQUELETO. Os músculos esqueléticos são inervados e seu movimento pode ser conscientemente controlado. Também são chamados de músculos voluntários.
25 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
26 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
27 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
28 Lactato: Sal ou éster do ácido láctico ou ânion dele derivado.
29 Biópsia: 1. Retirada de material celular ou de um fragmento de tecido de um ser vivo para determinação de um diagnóstico. 2. Exame histológico e histoquímico. 3. Por metonímia, é o próprio material retirado para exame.
30 Sistêmico: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
31 Hipotonia: 1. Em biologia, é a condição da solução que apresenta menor concentração de solutos do que outra. 2. Em fisiologia, é a redução ou perda do tono muscular ou a redução da tensão em qualquer parte do corpo (por exemplo, no globo ocular, nas artérias, etc.)
32 Insuficiência respiratória: Condição clínica na qual o sistema respiratório não consegue manter os valores da pressão arterial de oxigênio (PaO2) e/ou da pressão arterial de gás carbônico (PaCO2) dentro dos limites da normalidade, para determinada demanda metabólica. Como a definição está relacionada à incapacidade do sistema respiratório em manter níveis adequados de oxigenação e gás carbônico, foram estabelecidos, para sua caracterização, pontos de corte na gasometria arterial: PaO2 50 mmHg.
33 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
34 Proximal: 1. Que se localiza próximo do centro, do ponto de origem ou do ponto de união. 2. Em anatomia geral, significa o mais próximo do tronco (no caso dos membros) ou do ponto de origem (no caso de vasos e nervos). Ou também o que fica voltado para a cabeça (diz-se de qualquer formação). 3. Em botânica, o que fica próximo ao ponto de origem ou à base. 4. Em odontologia, é o mais próximo do ponto médio do arco dental.
35 Músculos Respiratórios: Neste grupo de músculos estão incluídos o DIAFRAGMA e os MÚSCULOS INTERCOSTAIS.
36 Diafragma: 1. Na anatomia geral, é um feixe muscular e tendinoso que separa a cavidade torácica da cavidade abdominal. 2. Qualquer membrana ou placa que divide duas cavidades ou duas partes da mesma cavidade. 3. Em engenharia mecânica, em um veículo automotor, é uma membrana da bomba injetora de combustível. 4. Na física, é qualquer anteparo com um orifício ou fenda, ajustável ou não, que regule o fluxo de uma substância ou de um feixe de radiação. 5. Em ginecologia, é um método contraceptivo formado por uma membrana de material elástico que envolve um anel flexível, usado no fundo da vagina de modo a obstruir o colo do útero. 6. Em um sistema óptico, é uma abertura que controla a seção reta de um feixe luminoso que passa através desta, com a finalidade de regular a intensidade luminosa, reduzir a aberração ou aumentar a profundidade focal.
37 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
38 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
39 Leucócitos: Células sangüíneas brancas. Compreendem tanto os leucócitos granulócitos (BASÓFILOS, EOSINÓFILOS e NEUTRÓFILOS) como os não granulócitos (LINFÓCITOS e MONÓCITOS). Sinônimos: Células Brancas do Sangue; Corpúsculos Sanguíneos Brancos; Corpúsculos Brancos Sanguíneos; Corpúsculos Brancos do Sangue; Células Sanguíneas Brancas
40 Fibroblastos: Células do tecido conjuntivo que secretam uma matriz extracelular rica em colágeno e outras macromoléculas.
41 Prognóstico: 1. Juízo médico, baseado no diagnóstico e nas possibilidades terapêuticas, em relação à duração, à evolução e ao termo de uma doença. Em medicina, predição do curso ou do resultado provável de uma doença; prognose. 2. Predição, presságio, profecia relativos a qualquer assunto. 3. Relativo a prognose. 4. Que traça o provável desenvolvimento futuro ou o resultado de um processo. 5. Que pode indicar acontecimentos futuros (diz-se de sinal, sintoma, indício, etc.). 6. No uso pejorativo, pernóstico, doutoral, professoral; prognóstico.
42 Fisioterapia: Especialidade paramédica que emprega agentes físicos (água doce ou salgada, sol, calor, eletricidade, etc.), massagens e exercícios no tratamento de doenças.
43 Anemia hemolítica: Doença hereditária que faz com que os glóbulos vermelhos do sangue se desintegrem no interior dos veios sangüíneos (hemólise intravascular) ou em outro lugar do organismo (hemólise extravascular). Pode ter várias causas e ser congênita ou adquirida. O tratamento depende da causa.
44 Eritrócitos: Células vermelhas do sangue. Os eritrócitos maduros são anucleados, têm forma de disco bicôncavo e contêm HEMOGLOBINA, cuja função é transportar OXIGÊNIO. Sinônimos: Corpúsculos Sanguíneos Vermelhos; Corpúsculos Vermelhos Sanguíneos; Corpúsculos Vermelhos do Sangue; Glóbulos Vermelhos; Hemácias
45 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
46 Hipoglicemia: Condição que ocorre quando há uma queda excessiva nos níveis de glicose, freqüentemente abaixo de 70 mg/dL, com aparecimento rápido de sintomas. Os sinais de hipoglicemia são: fome, fadiga, tremores, tontura, taquicardia, sudorese, palidez, pele fria e úmida, visão turva e confusão mental. Se não for tratada, pode levar ao coma. É tratada com o consumo de alimentos ricos em carboidratos como pastilhas ou sucos com glicose. Pode também ser tratada com uma injeção de glucagon caso a pessoa esteja inconsciente ou incapaz de engolir. Também chamada de reação à insulina.
47 Miocardiopatia: Termo utilizado para se referir a doenças que afetam o músculo cardíaco.Suas causas são variadas sendo as mais freqüentes a isquemia e a hipertensão. Na América do Sul é importante a infecção pelo Tripanosoma Cruzi, causa da miocardiopatia chagásica. Quando não se encontra uma causa para a doença, ela é chamada miocardiopatia idiopática.
48 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
49 Suplementação: Que serve de suplemento para suprir o que falta, que completa ou amplia.
50 Fisiológico: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
51 Mialgia: Dor que se origina nos músculos. Pode acompanhar outros sintomas como queda no estado geral, febre e dor de cabeça nas doenças infecciosas. Também pode estar associada a diferentes doenças imunológicas.
52 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
53 Letargia: Em psicopatologia, é o estado de profunda e prolongada inconsciência, semelhante ao sono profundo, do qual a pessoa pode ser despertada, mas ao qual retorna logo a seguir. Por extensão de sentido, é a incapacidade de reagir e de expressar emoções; apatia, inércia e/ou desinteresse.
54 Encefalopatia: Qualquer patologia do encéfalo. O encéfalo é um conjunto que engloba o tronco cerebral, o cerebelo e o cérebro.
55 Hipertrofia: 1. Desenvolvimento ou crescimento excessivo de um órgão ou de parte dele devido a um aumento do tamanho de suas células constituintes. 2. Desenvolvimento ou crescimento excessivo, em tamanho ou em complexidade (de alguma coisa). 3. Em medicina, é aumento do tamanho (mas não da quantidade) de células que compõem um tecido. Pode ser acompanhada pelo aumento do tamanho do órgão do qual faz parte.
56 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
57 Ataxia: Reflete uma condição de falta de coordenação dos movimentos musculares voluntários podendo afetar a força muscular e o equilíbrio de uma pessoa. É normalmente associada a uma degeneração ou bloqueio de áreas específicas do cérebro e cerebelo. É um sintoma, não uma doença específica ou um diagnóstico.
58 Implante: 1. Em cirurgia e odontologia é o material retirado do próprio indivíduo, de outrem ou artificialmente elaborado que é inserido ou enxertado em uma estrutura orgânica, de modo a fazer parte integrante dela. 2. Na medicina, é qualquer material natural ou artificial inserido ou enxertado no organismo. 3. Em patologia, é uma célula ou fragmento de tecido, especialmente de tumores, que migra para outro local do organismo, com subsequente crescimento.
59 Marcapasso: Dispositivo eletrônico utilizado para proporcionar um estímulo elétrico periódico para excitar o músculo cardíaco em algumas arritmias do coração. Em geral são implantados sob a pele do tórax.
60 Bloqueio cardíaco: Transtorno da condução do impulso elétrico no tecido cardíaco especializado, manifestado por uma diminuição variável da freqüência dos batimentos cardíacos.
61 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
62 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
63 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
64 Acidose: Desequilíbrio do meio interno caracterizado por uma maior concentração de íons hidrogênio no organismo. Pode ser produzida pelo ganho de substâncias ácidas ou perda de substâncias alcalinas (básicas).
65 Láctica: Diz-se de ou ácido usado como acidulante e intermediário químico; lática.
66 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
67 Mutação: 1. Ato ou efeito de mudar ou mudar-se. Alteração, modificação, inconstância. Tendência, facilidade para mudar de ideia, atitude etc. 2. Em genética, é uma alteração súbita no genótipo de um indivíduo, sem relação com os ascendentes, mas passível de ser herdada pelos descendentes.
68 Epilepsia: Alteração temporária e reversível do funcionamento cerebral, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Quando restritos, a crise será chamada crise epiléptica parcial; quando envolverem os dois hemisférios cerebrais, será uma crise epiléptica generalizada. O paciente pode ter distorções de percepção, movimentos descontrolados de uma parte do corpo, medo repentino, desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente e até perder a consciência - neste caso é chamada de crise complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Existem outros tipos de crises epilépticas.
69 Mioclônica: Contração muscular súbita e involuntária que se verifica especialmente nas mãos e nos pés, devido à descarga patológica de um grupo de células nervosas.
70 Neuropatia periférica: Dano causado aos nervos que afetam os pés, as pernas e as mãos. A neuropatia causa dor, falta de sensibilidade ou formigamentos no local.
71 Cognitivo: 1. Relativo ao conhecimento, à cognição. 2. Relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
72 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
73 Terapia ocupacional: A terapia ocupacional trabalha com a reabilitação das pessoas para as atividades que elas deixaram de fazer devido a algum problema físico (derrame, amputação, tetraplegia), psiquiátrico (esquizofrenia, depressão), mental (Síndrome de Down, autismo), geriátrico (Doença de Alzheimer, Doença de Parkinson) ou social (ex-presidiários, moradores de rua), objetivando melhorar a qualidade de vida dessas pessoas. Além disso, ela faz a organização e as adaptações do domicílio para facilitar o trânsito dessa pessoa e as medidas preventivas para impedir o aparecimento de deformidades nos braços fazendo exercícios e confeccionando órteses (aparelhos confeccionados sob medida para posicionar partes do corpo).

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