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Doença do núcleo central: sintomas, causas, diagnóstico e tratamento da miopatia congênita

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O que é a doença do núcleo central?

A Doença do Núcleo Central ou Central Core Disease é uma miopatia1 congênita2 rara, caracterizada por alterações estruturais nas fibras musculares3 esqueléticas que levam à fraqueza muscular e hipotonia4. Apesar de, historicamente, alguns textos associarem a doença às miopatias centronucleares, a doença do núcleo central e a miopatia1 centronuclear são entidades distintas. A doença recebe esse nome porque, ao se analisar uma amostra muscular ao microscópio, observam-se áreas centrais nas fibras musculares3 com redução ou ausência de atividade oxidativa e diminuição de mitocôndrias5, chamadas de “cores” ou “núcleos centrais”. Essas regiões correspondem a áreas de desorganização miofibrilar e não a núcleos celulares propriamente ditos.

A doença pode manifestar-se desde o nascimento ou durante a infância, embora existam casos diagnosticados apenas na adolescência ou vida adulta. A apresentação clínica é bastante variável, desde formas leves, com discreta dificuldade para exercícios físicos, até quadros graves com comprometimento motor importante e insuficiência respiratória6.

Quais são as causas da doença do núcleo central?

As causas dessa doença estão relacionadas a mutações genéticas que afetam a função muscular. A maioria dos casos de doença do núcleo central é causada por mutações no gene RYR1, que codifica o receptor de rianodina, uma proteína essencial para a liberação de cálcio do retículo sarcoplasmático7 dentro das células musculares8. O cálcio é fundamental para a contração muscular, e mutações nesse gene interferem na regulação adequada desse processo, prejudicando a contração muscular. O gene RYR1 também está associado à susceptibilidade9 à hipertermia maligna, motivo pelo qual muitos pacientes com doença do núcleo central apresentam risco aumentado para essa complicação anestésica. Embora o gene RYR1 seja o mais frequentemente envolvido, outros genes, como o CACNA1S, também podem estar associados à doença. Esse gene codifica uma subunidade do canal de cálcio dependente de voltagem presente na membrana das fibras musculares3 e participa do acoplamento excitação-contração. De maneira geral, a doença está ligada a alterações na homeostase do cálcio dentro das células musculares8. Quando o cálcio não é liberado adequadamente ou ocorre desregulação do seu fluxo intracelular, a função muscular fica comprometida, resultando em fraqueza muscular e alterações estruturais nas fibras musculares3.

A doença do núcleo central pode apresentar herança autossômica10 dominante ou autossômica10 recessiva. As formas dominantes costumam ser mais frequentes e, em geral, associam-se a quadros clínicos mais leves, enquanto algumas formas recessivas podem apresentar manifestações mais graves, inclusive no período neonatal. A gravidade da doença pode variar significativamente entre indivíduos da mesma família.

Qual é o substrato fisiopatológico da doença do núcleo central?

O substrato fisiopatológico da doença do núcleo central envolve principalmente alterações na estrutura e na função do músculo esquelético11 causadas por desregulação do cálcio intracelular. Isso ocorre em função de mutações em genes responsáveis pela homeostase do cálcio, especialmente o RYR1 e, em menor frequência, o CACNA1S. Na doença do núcleo central, há áreas de desorganização estrutural no interior das fibras musculares3, caracterizadas por perda de miofibrilas12, redução de mitocôndrias5 e diminuição da atividade enzimática oxidativa. Essas regiões são chamadas de “cores centrais” e correspondem às áreas típicas observadas na biópsia13 muscular. As mutações no gene RYR1 alteram o funcionamento do receptor de rianodina, responsável pela liberação de cálcio do retículo sarcoplasmático7 durante o processo de contração muscular. Como consequência, ocorre um acoplamento excitação-contração inadequado, levando a contrações musculares menos eficientes. Essa alteração no manejo do cálcio compromete a força muscular e reduz a capacidade do músculo de responder adequadamente aos estímulos nervosos, contribuindo para a hipotonia4 e a fraqueza muscular observadas clinicamente.

Embora as fibras musculares3 do tipo I (contração lenta) frequentemente sejam mais acometidas, a doença pode afetar diferentes grupos de fibras musculares3 dependendo do padrão genético envolvido. Portanto, o substrato fisiopatológico da doença do núcleo central resulta da combinação entre alterações estruturais das fibras musculares3 e disfunção do metabolismo14 intracelular do cálcio.

Leia sobre "Hipotonia4 muscular", "Escala de Alberta para para avaliação do desenvolvimento motor infantil" e "Doença do neurônio motor".

Quais são as características clínicas da doença do núcleo central?

A doença do núcleo central provoca fraqueza muscular de intensidade variável, geralmente percebida desde a infância. Em muitos casos, observa-se hipotonia4 neonatal, atraso no desenvolvimento motor e dificuldade para adquirir marcos motores, como sustentar a cabeça15, sentar, engatinhar e caminhar. A fraqueza muscular costuma predominar nos músculos16 proximais17, especialmente dos membros inferiores e da cintura pélvica18. A musculatura facial geralmente é pouco acometida, mas alguns pacientes podem apresentar face19 alongada, palato ogival20 e alterações ortopédicas associadas. Com o passar do tempo, muitos pacientes relatam fadiga21 muscular e intolerância ao exercício físico. Atividades como correr, subir escadas ou levantar objetos podem tornar-se progressivamente mais difíceis. Dor muscular pode ocorrer, embora não seja considerada uma manifestação universal da doença.

Também podem ocorrer alterações ortopédicas, como escoliose22, luxação23 congênita2 do quadril, deformidades dos pés e contraturas articulares. Em casos mais graves, pode haver comprometimento da musculatura respiratória, resultando em insuficiência respiratória6, especialmente durante o sono.

A gravidade dos sintomas24 varia amplamente. Alguns indivíduos apresentam apenas discreta limitação funcional, enquanto outros necessitam de suporte motor e respiratório desde os primeiros anos de vida.

Como o médico diagnostica a doença do núcleo central?

A doença do núcleo central pode ser diagnosticada em diferentes fases da vida, dependendo da intensidade dos sintomas24. O diagnóstico25 inicia-se com avaliação clínica detalhada, observando-se hipotonia4, fraqueza muscular proximal26, atraso motor e possíveis alterações ortopédicas. O histórico familiar pode sugerir herança genética, especialmente em famílias com casos semelhantes de fraqueza muscular ou episódios de hipertermia maligna.

A biópsia13 muscular foi historicamente considerada o principal exame diagnóstico25 da doença. O achado clássico consiste em áreas centrais nas fibras musculares3 com ausência ou redução da atividade oxidativa, formando os chamados “cores centrais”. Essas alterações são mais bem visualizadas por técnicas histoquímicas específicas, como NADH, SDH e citocromo oxidase. Atualmente, os testes genéticos moleculares têm assumido papel central no diagnóstico25, permitindo a identificação de mutações nos genes associados, principalmente no RYR1. Em muitos centros especializados, o teste genético pode inclusive reduzir a necessidade de biópsia13 muscular. A eletromiografia27 pode demonstrar padrão miopático, embora seja inespecífica. Os níveis séricos de creatinoquinase (CK) costumam ser normais ou discretamente elevados. A ressonância magnética28 muscular pode auxiliar na identificação do padrão de acometimento muscular e contribuir para o diagnóstico25 diferencial com outras miopatias congênitas29.

Como pacientes com mutações no RYR1 apresentam risco aumentado de hipertermia maligna, é importante que o diagnóstico25 seja registrado adequadamente no prontuário e informado antes de qualquer procedimento anestésico.

Como o médico trata a doença do núcleo central?

Não existe cura definitiva para a doença do núcleo central. O tratamento é multidisciplinar e direcionado ao controle dos sintomas24, prevenção de complicações e melhora da funcionalidade.

A fisioterapia30 motora é fundamental para preservar a força muscular, prevenir contraturas e melhorar a mobilidade. A terapia ocupacional31 e a reabilitação motora individualizada também podem auxiliar na adaptação funcional e na qualidade de vida. Pacientes com deformidades ortopédicas importantes podem necessitar de acompanhamento ortopédico especializado, incluindo órteses32 ou procedimentos cirúrgicos para correção de escoliose22, luxação23 do quadril ou deformidades dos pés. Nos casos com comprometimento respiratório, pode ser necessário acompanhamento pneumológico, fisioterapia30 respiratória e, eventualmente, suporte ventilatório não invasivo, especialmente durante o sono.

Um aspecto fundamental do manejo é a prevenção da hipertermia maligna. Pacientes com doença do núcleo central devem evitar anestésicos desencadeantes, como halogenados voláteis e succinilcolina. Sempre que possível, procedimentos anestésicos devem ser planejados por equipes familiarizadas com doenças neuromusculares e hipertermia maligna.

O prognóstico33 depende da gravidade clínica. Muitos indivíduos apresentam evolução relativamente estável ao longo da vida, enquanto outros podem desenvolver limitações motoras importantes e complicações respiratórias. O aconselhamento genético é recomendado para pacientes34 e familiares, especialmente em famílias com histórico conhecido da doença ou de hipertermia maligna.

Veja mais sobre "Tônus muscular35", "Espasmos36 musculares" e "Espasticidade37 muscular".

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da NORD - National Organization for Rare Deseases - USA, do Hospital Israelita Albert Einstein e da National Library of Medicine.

ABCMED, 2026. Doença do núcleo central: sintomas, causas, diagnóstico e tratamento da miopatia congênita. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1505375/doenca-do-nucleo-central-sintomas-causas-diagnostico-e-tratamento-da-miopatia-congenita.htm>. Acesso em: 11 mai. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Miopatia: Qualquer afecção das fibras musculares, especialmente dos músculos esqueléticos.
2 Congênita: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
3 Fibras Musculares: Células grandes, multinucleadas e individuais (cilídricas ou prismáticas) que formam a unidade básica do tecido muscular esquelético. Constituídas por uma substância mole contrátil, revestida por uma bainha tubular. Derivam da união de MIOBLASTOS ESQUELÉTICOS com o sincício, seguida de diferenciação.
4 Hipotonia: 1. Em biologia, é a condição da solução que apresenta menor concentração de solutos do que outra. 2. Em fisiologia, é a redução ou perda do tono muscular ou a redução da tensão em qualquer parte do corpo (por exemplo, no globo ocular, nas artérias, etc.)
5 Mitocôndrias: Organelas semi-autônomas que se auto-reproduzem, encontradas na maioria do citoplasma de todas as células, mas não de todos os eucariotos. Cada mitocôndria é envolvida por uma membrana dupla limitante. A membrana interna é altamente invaginada e suas projeções são denominadas cristas. As mitocôndrias são os locais das reações de fosforilação oxidativa, que resultam na formação de ATP. Elas contêm RIBOSSOMOS característicos, RNA DE TRANSFERÊNCIA, AMINOACIL-T RNA SINTASES e fatores de alongação e terminação. A mitocôndria depende dos genes contidos no núcleo das células no qual se encontram muitos RNAs mensageiros essenciais (RNA MENSAGEIRO). Acredita-se que a mitocôndria tenha se originado a partir de bactérias aeróbicas que estabeleceram uma relação simbiótica com os protoeucariotos primitivos.
6 Insuficiência respiratória: Condição clínica na qual o sistema respiratório não consegue manter os valores da pressão arterial de oxigênio (PaO2) e/ou da pressão arterial de gás carbônico (PaCO2) dentro dos limites da normalidade, para determinada demanda metabólica. Como a definição está relacionada à incapacidade do sistema respiratório em manter níveis adequados de oxigenação e gás carbônico, foram estabelecidos, para sua caracterização, pontos de corte na gasometria arterial: PaO2 50 mmHg.
7 Retículo Sarcoplasmático: Rede de túbulos e cisternas localizada no citoplasma de músculos esqueléticos. Participam na contração e no relaxamento dos músculos através da liberação e armazenamento de íons cálcio.
8 Células Musculares: Células contráteis maduras, geralmente conhecidas como miócitos, que formam um dos três tipos de músculo. Os três tipos de músculo são esquelético (FIBRAS MUSCULARES), cardíaco (MIÓCITOS CARDÍACOS) e liso (MIÓCITOS DE MÚSCULO LISO). Provêm de células musculares embrionárias (precursoras) denominadas MIOBLASTOS.
9 Susceptibilidade: 1. Ato, característica ou condição do que é suscetível. 2. Capacidade de receber as impressões que põem em exercício as ações orgânicas; sensibilidade. 3. Disposição ou tendência para se ofender e se ressentir com (algo, geralmente sem importância); delicadeza, melindre. 4. Em física, é o coeficiente de proporcionalidade entre o campo magnético aplicado a um material e a sua magnetização.
10 Autossômica: 1. Referente a autossomo, ou seja, ao cromossomo que não participa da determinação do sexo; eucromossomo. 2. Cujo gene está localizado em um dos autossomos (diz-se da herança de características). As doenças gênicas podem ser classificadas segundo o seu padrão de herança genética em: autossômica dominante (só basta um alelo afetado para que se manifeste a afecção), autossômica recessiva (são necessários dois alelos com mutação para que se manifeste a afecção), ligada ao cromossomo sexual X e as de herança mitocondrial (necessariamente herdadas da mãe).
11 Músculo Esquelético: Subtipo de músculo estriado fixado por TENDÕES ao ESQUELETO. Os músculos esqueléticos são inervados e seu movimento pode ser conscientemente controlado. Também são chamados de músculos voluntários.
12 Miofibrilas: Feixes altamente organizados de actina (ACTINAS), MIOSINAS e outras proteínas encontradas no citoplasma de células musculares (esqueléticas e cardíacas), que se contraem devido a um mecanismo de filamentos deslizantes.
13 Biópsia: 1. Retirada de material celular ou de um fragmento de tecido de um ser vivo para determinação de um diagnóstico. 2. Exame histológico e histoquímico. 3. Por metonímia, é o próprio material retirado para exame.
14 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
15 Cabeça:
16 Músculos: Tecidos contráteis que produzem movimentos nos animais.
17 Proximais: 1. Que se localiza próximo do centro, do ponto de origem ou do ponto de união. 2. Em anatomia geral, significa o mais próximo do tronco (no caso dos membros) ou do ponto de origem (no caso de vasos e nervos). Ou também o que fica voltado para a cabeça (diz-se de qualquer formação). 3. Em botânica, o que fica próximo ao ponto de origem ou à base. 4. Em odontologia, é o mais próximo do ponto médio do arco dental.
18 Pélvica: Relativo a ou próprio de pelve. A pelve é a cavidade no extremo inferior do tronco, formada pelos dois ossos do quadril (ilíacos), sacro e cóccix; bacia. Ou também é qualquer cavidade em forma de bacia ou taça (por exemplo, a pelve renal).
19 Face: Parte anterior da cabeça que inclui a pele, os músculos e as estruturas da fronte, olhos, nariz, boca, bochechas e mandíbula.
20 Palato ogival: Céu da boca profundo e estreito, típico de pessoas atópicas ou alérgicas.
21 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
22 Escoliose: Deformidade no alinhamento da coluna vertebral, que produz uma curvatura da mesma para um dos lados. Pode ser devido a distúrbios ósteo-articulares e a problemas posturais.
23 Luxação: É o deslocamento de um ou mais ossos para fora da sua posição normal na articulação.
24 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
25 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
26 Proximal: 1. Que se localiza próximo do centro, do ponto de origem ou do ponto de união. 2. Em anatomia geral, significa o mais próximo do tronco (no caso dos membros) ou do ponto de origem (no caso de vasos e nervos). Ou também o que fica voltado para a cabeça (diz-se de qualquer formação). 3. Em botânica, o que fica próximo ao ponto de origem ou à base. 4. Em odontologia, é o mais próximo do ponto médio do arco dental.
27 Eletromiografia: Técnica voltada para o estudo da função muscular através da pesquisa do sinal elétrico que o músculo emana, abrangendo a detecção, a análise e seu uso.
28 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.
29 Congênitas: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
30 Fisioterapia: Especialidade paramédica que emprega agentes físicos (água doce ou salgada, sol, calor, eletricidade, etc.), massagens e exercícios no tratamento de doenças.
31 Terapia ocupacional: A terapia ocupacional trabalha com a reabilitação das pessoas para as atividades que elas deixaram de fazer devido a algum problema físico (derrame, amputação, tetraplegia), psiquiátrico (esquizofrenia, depressão), mental (Síndrome de Down, autismo), geriátrico (Doença de Alzheimer, Doença de Parkinson) ou social (ex-presidiários, moradores de rua), objetivando melhorar a qualidade de vida dessas pessoas. Além disso, ela faz a organização e as adaptações do domicílio para facilitar o trânsito dessa pessoa e as medidas preventivas para impedir o aparecimento de deformidades nos braços fazendo exercícios e confeccionando órteses (aparelhos confeccionados sob medida para posicionar partes do corpo).
32 Órteses: Quaisquer aparelhos externos usados para imobilizar ou auxiliar os movimentos dos membros ou da coluna vertebral.
33 Prognóstico: 1. Juízo médico, baseado no diagnóstico e nas possibilidades terapêuticas, em relação à duração, à evolução e ao termo de uma doença. Em medicina, predição do curso ou do resultado provável de uma doença; prognose. 2. Predição, presságio, profecia relativos a qualquer assunto. 3. Relativo a prognose. 4. Que traça o provável desenvolvimento futuro ou o resultado de um processo. 5. Que pode indicar acontecimentos futuros (diz-se de sinal, sintoma, indício, etc.). 6. No uso pejorativo, pernóstico, doutoral, professoral; prognóstico.
34 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
35 Tônus muscular: Estado de tensão elástica (contração ligeira) que o músculo apresenta em repouso e que lhe permite iniciar a contração imediatamente depois de receber o impulso dos centros nervosos. Num estado de relaxamento completo (sem tônus), o músculo levaria mais tempo para iniciar a contração.
36 Espasmos: 1. Contrações involuntárias, não ritmadas, de um ou vários músculos, podendo ocorrer isolada ou continuamente, sendo dolorosas ou não. 2. Qualquer contração muscular anormal. 3. Sentido figurado: arrebatamento, exaltação, espanto.
37 Espasticidade: Hipertonia exagerada dos músculos esqueléticos com rigidez e hiperreflexia osteotendinosa.

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