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Zigomicose ou mucormicose: o que é? Como identificar e tratar?

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O que é zigomicose / mucormicose?

A zigomicose é uma infecção1 fúngica2 invasiva rara, grave e potencialmente fatal, pertencente ao grupo das mucormicoses. Trata-se de uma doença oportunista causada por fungos da ordem Mucorales, especialmente dos gêneros Rhizopus, Mucor, Rhizomucor e Lichtheimia (anteriormente denominada Absidia).

O termo “zigomicose” deriva do antigo enquadramento taxonômico desses fungos como zigomicetos, atualmente em desuso. Na literatura médica contemporânea, o termo preferido é mucormicose, embora “zigomicose” ainda seja encontrado em alguns contextos clínicos e acadêmicos.

A forma mais conhecida é a mucormicose rinocerebral (ou rino-órbito-cerebral), que acomete cavidades nasais, seios paranasais3, órbita e sistema nervoso central4. Outras apresentações incluem as formas pulmonar, cutânea5, gastrointestinal e disseminada, todas com potencial de evolução rápida e grave.

Quais são as causas da zigomicose / mucormicose?

A zigomicose é causada pela inalação, inoculação6 direta na pele7 ou ingestão de esporos8 fúngicos9 amplamente distribuídos no ambiente, incluindo solo, matéria orgânica em decomposição, poeira, ar e alimentos.

Em indivíduos imunocompetentes, o sistema imunológico10 geralmente elimina os esporos8 sem repercussão clínica. No entanto, em pessoas com comprometimento imunológico, os fungos podem germinar, invadir tecidos e causar infecção1 invasiva.

Os principais fatores predisponentes incluem:

Alterações metabólicas como hiperglicemia20, acidose21 e aumento do ferro livre circulante favorecem o crescimento fúngico22, explicando a maior incidência23 em pacientes com diabetes24 descompensado.

Qual é a fisiopatologia25 da zigomicose / mucormicose?

A fisiopatologia25 da mucormicose baseia-se na capacidade dos fungos da ordem Mucorales de invadir tecidos e, principalmente, vasos sanguíneos26 (angioinvasão). Após a entrada dos esporos8 no organismo, ocorre sua germinação27, com formação de hifas28 largas, irregulares, paucisseptadas ou não septadas, de crescimento rápido.

Essas hifas28 aderem ao endotélio vascular29, invadem a parede dos vasos e provocam lesão30 endotelial, trombose31, redução do fluxo sanguíneo, isquemia32 e necrose33 tecidual. Esse processo explica tanto a progressão acelerada da doença quanto a dificuldade de penetração dos antifúngicos em áreas necrosadas.

Além disso, condições como hiperglicemia20, cetoacidose diabética12, neutropenia14 e imunossupressão34 comprometem mecanismos de defesa, especialmente a ação de neutrófilos35 e macrófagos36, reduzindo a contenção da infecção1. O aumento do ferro livre plasmático, comum na cetoacidose diabética12, atua como fator de crescimento para os fungos, agravando ainda mais o quadro e facilitando sua disseminação.

Leia sobre "Micoses da pele7 e de seus anexos37", "Micoses superficiais" e "Exame micológico".

Quais são as características clínicas da zigomicose / mucormicose?

A zigomicose caracteriza-se por evolução rápida, comportamento altamente invasivo e tendência à necrose33 tecidual extensa, com predileção por estruturas vasculares38. As manifestações clínicas variam conforme o local acometido.

Na forma rinocerebral, a mais frequente, os sintomas39 iniciais incluem obstrução nasal, rinorreia40 escura ou sanguinolenta41, dor facial, cefaleia42, febre43 e edema44 facial. Com a progressão, podem surgir lesões45 necróticas enegrecidas na mucosa46 nasal ou no palato47, proptose, diplopia48, perda visual, paralisias de nervos cranianos e rebaixamento do nível de consciência.

Na forma pulmonar, observam-se febre43 persistente, tosse, dor torácica, dispneia49 e, em alguns casos, hemoptise50.

A forma cutânea5 geralmente se manifesta como lesões45 eritematosas51 dolorosas que evoluem rapidamente para necrose33, especialmente em áreas de trauma ou queimadura.

Já a forma disseminada pode acometer múltiplos órgãos, como cérebro52, rins53 e coração54, estando associada a altas taxas de mortalidade55.

Como o médico diagnostica a zigomicose / mucormicose?

O diagnóstico56 da mucormicose requer alto grau de suspeição clínica, especialmente em pacientes com fatores de risco e evolução rápida. A avaliação inclui exame clínico minucioso, com atenção para sinais57 de necrose33 tecidual, além de exames de imagem como tomografia computadorizada58 e ressonância magnética59, que permitem avaliar a extensão da doença e o envolvimento de estruturas profundas, como órbita e sistema nervoso central4.

O exame histopatológico é o padrão-ouro, demonstrando hifas28 largas, irregulares e paucisseptadas invadindo vasos sanguíneos26. A cultura fúngica2 pode ser realizada, mas apresenta sensibilidade limitada e possibilidade de resultados falso-negativos.

A confirmação diagnóstica precoce é fundamental para o início imediato do tratamento e melhora do prognóstico60.

Como o médico trata a zigomicose / mucormicose?

O tratamento da zigomicose deve ser iniciado de forma urgente e agressiva, baseando-se em três pilares principais.

O primeiro consiste na correção dos fatores predisponentes, incluindo controle rigoroso da glicemia61, tratamento da acidose metabólica62 e ajuste da imunossupressão34 sempre que possível.

O segundo pilar é a terapia antifúngica sistêmica, sendo a anfotericina B lipossomal a droga de primeira linha, devido à sua maior eficácia e menor toxicidade63 renal64 em comparação com formulações convencionais. Isavuconazol e posaconazol são alternativas válidas, especialmente em terapia de consolidação ou em casos de intolerância.

O terceiro pilar é o desbridamento65 cirúrgico precoce e agressivo, com remoção de todo o tecido66 necrosado, medida essencial para reduzir a carga fúngica2 e permitir melhor penetração do antifúngico.

A duração do tratamento é prolongada e deve ser individualizada, podendo se estender por semanas ou meses, conforme a resposta clínica, radiológica e imunológica do paciente.

Como evolui a zigomicose / mucormicose?

A evolução da mucormicose é tipicamente rápida e potencialmente devastadora, especialmente quando o diagnóstico56 e o tratamento são tardios. Sem tratamento, a mortalidade55 é extremamente elevada. Mesmo com manejo adequado, a mortalidade55 permanece significativa, variando de acordo com a forma clínica, o tempo até o diagnóstico56 e as condições clínicas do paciente.

Pacientes que recebem diagnóstico56 precoce, tratamento antifúngico adequado e intervenção cirúrgica oportuna apresentam melhores desfechos. A recuperação costuma ser lenta e frequentemente associada a sequelas67 funcionais e estéticas, sobretudo nas formas rinocerebrais.

Quais são as complicações possíveis com a zigomicose / mucormicose?

As complicações da zigomicose são graves e frequentemente fatais, decorrentes da angioinvasão e necrose33 tecidual extensa. Entre as principais estão:

  • destruição de tecidos faciais e ósseos;
  • perda visual irreversível;
  • comprometimento neurológico permanente;
  • trombose31 vascular68;
  • disseminação sistêmica da infecção1;
  • insuficiência respiratória69;
  • e sepse70.

O óbito71 é uma evolução frequente nos casos graves, especialmente na ausência de diagnóstico56 e tratamento precoces.

Devido à elevada complexidade da doença, o manejo deve ser multidisciplinar, envolvendo especialistas em infectologia, otorrinolaringologia, cirurgia, terapia intensiva72 e outras áreas, com o objetivo de reduzir complicações e melhorar a sobrevida73 e a qualidade de vida dos pacientes.

Veja também sobre "Mancha e coceira na virilha: pode ser Tinea cruris", "Geotricose" e "Micose74 de unha ou onicomicose75".

 

ABCMED, 2026. Zigomicose ou mucormicose: o que é? Como identificar e tratar?. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1504075/zigomicose-ou-mucormicose-o-que-e-como-identificar-e-tratar.htm>. Acesso em: 25 abr. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
2 Fúngica: Relativa à ou produzida por fungo.
3 Seios paranasais: Seios paranasais são cavidades preenchidas de ar localizadas no interior dos ossos do crânio e da face, que se comunicam com a cavidade nasal.
4 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
5 Cutânea: Que diz respeito à pele, à cútis.
6 Inoculação: Ato ou efeito de inocular (-se); deixar entrar. Em medicina, significa introduzir (o agente de uma doença) em (organismo), com finalidade preventiva, curativa ou experimental.
7 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
8 Esporos: Estruturas unicelulares e uninucleares, resistentes ao calor e à dessecação, capazes de germinar em determinadas condições e reproduzirem assexuadamente o indivíduo que as originou.
9 Fúngicos: Relativos à ou produzidos por fungo.
10 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
11 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
12 Cetoacidose diabética: Complicação aguda comum do diabetes melito, é caracterizada pela tríade de hiperglicemia, cetose e acidose. Laboratorialmente se caracteriza por pH arterial 250 mg/dl, com moderado grau de cetonemia e cetonúria. Esta condição pode ser precipitada principalmente por infecções, infarto agudo do miocárdio, acidente vascular encefálico, trauma e tratamento inadequado do diabetes. Os sinais clínicos da cetoacidose são náuseas, vômitos, dor epigástrica (no estômago), hálito cetônico e respiração rápida. O não-tratamento desta condição pode levar ao coma e à morte.
13 Quimioterapia: Método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.
14 Neutropenia: Queda no número de neutrófilos no sangue abaixo de 1000 por milímetro cúbico. Esta é a cifra considerada mínima para manter um sistema imunológico funcionando adequadamente contra os agentes infecciosos mais freqüentes. Quando uma pessoa neutropênica apresenta febre, constitui-se uma situação de “emergência infecciosa”.
15 Células-tronco: São células primárias encontradas em todos os organismos multicelulares que retêm a habilidade de se renovar por meio da divisão celular mitótica e podem se diferenciar em uma vasta gama de tipos de células especializadas.
16 Neoplasias: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
17 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
18 Desnutrição: Estado carencial produzido por ingestão insuficiente de calorias, proteínas ou ambos. Manifesta-se por distúrbios do desenvolvimento (na infância), atrofia de tecidos músculo-esqueléticos e caquexia.
19 HIV: Abreviatura em inglês do vírus da imunodeficiência humana. É o agente causador da AIDS.
20 Hiperglicemia: Excesso de glicose no sangue. Hiperglicemia de jejum é o nível de glicose acima dos níveis considerados normais após jejum de 8 horas. Hiperglicemia pós-prandial acima de níveis considerados normais após 1 ou 2 horas após alimentação.
21 Acidose: Desequilíbrio do meio interno caracterizado por uma maior concentração de íons hidrogênio no organismo. Pode ser produzida pelo ganho de substâncias ácidas ou perda de substâncias alcalinas (básicas).
22 Fúngico: Relativo à ou produzido por fungo.
23 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
24 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
25 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.
26 Vasos Sanguíneos: Qualquer vaso tubular que transporta o sangue (artérias, arteríolas, capilares, vênulas e veias).
27 Germinação: O início ou todo o processo de desenvolvimento de um esporo ou de uma semente. Desenvolvimento, evolução.
28 Hifas: Unidade estrutural vegetativa da maioria dos fungos, que possui aparência filamentosa, podendo ser ou não dividida por septos transversais.
29 Endotélio Vascular: Camada única de células que alinha-se na superfície luminal em todo o sistema vascular. Regulam o transporte de macromoléculas e componentes do sangue do interstício ao lúmem. Sua função tem sido mas amplamente estudada nos capilares sangüíneos.
30 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
31 Trombose: Formação de trombos no interior de um vaso sanguíneo. Pode ser venosa ou arterial e produz diferentes sintomas segundo os territórios afetados. A trombose de uma artéria coronariana pode produzir um infarto do miocárdio.
32 Isquemia: Insuficiência absoluta ou relativa de aporte sanguíneo a um ou vários tecidos. Suas manifestações dependem do tecido comprometido, sendo a mais frequente a isquemia cardíaca, capaz de produzir infartos, isquemia cerebral, produtora de acidentes vasculares cerebrais, etc.
33 Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
34 Imunossupressão: Supressão das reações imunitárias do organismo, induzida por medicamentos (corticosteroides, ciclosporina A, etc.) ou agentes imunoterápicos (anticorpos monoclonais, por exemplo); que é utilizada em alergias, doenças autoimunes, etc. A imunossupressão é impropriamente tomada por alguns como sinônimo de imunodepressão.
35 Neutrófilos: Leucócitos granulares que apresentam um núcleo composto de três a cinco lóbulos conectados por filamenos delgados de cromatina. O citoplasma contém grânulos finos e inconspícuos que coram-se com corantes neutros.
36 Macrófagos: É uma célula grande, derivada do monócito do sangue. Ela tem a função de englobar e destruir, por fagocitose, corpos estranhos e volumosos.
37 Anexos: 1. Que se anexa ou anexou, apenso. 2. Contíguo, adjacente, correlacionado. 3. Coisa ou parte que está ligada a outra considerada como principal. 4. Em anatomia geral, parte acessória de um órgão ou de uma estrutura principal. 5. Em informática, arquivo anexado a uma mensagem eletrônica.
38 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
39 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
40 Rinorreia: Escoamento abundante de fluido pelo nariz, com ausência de fenômeno inflamatório.
41 Sanguinolenta: 1. Em que há grande derramamento de sangue; sangrenta. 2. Tinto ou misturado com sangue. 3. Que se compraz em ver ou derramar sangue; sanguinária.
42 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
43 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
44 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
45 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
46 Mucosa: Tipo de membrana, umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
47 Palato: Estrutura que forma o teto da boca. Consiste em palato duro anterior (PALATO DURO) e de palato mole posterior (PALATO MOLE).
48 Diplopia: Visão dupla.
49 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
50 Hemoptise: Eliminação de sangue vivo, vermelho rutilante, procedente das vias aéreas juntamente com a tosse. Pode ser manifestação de um tumor de pulmão, bronquite necrotizante ou tuberculose pulmonar.
51 Eritematosas: Relativas a ou próprias de eritema. Que apresentam eritema. Eritema é uma vermelhidão da pele, devido à vasodilatação dos capilares cutâneos.
52 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
53 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
54 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
55 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
56 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
57 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
58 Tomografia computadorizada: Exame capaz de obter imagens em tons de cinza de “fatias†de partes do corpo ou de órgãos selecionados, as quais são geradas pelo processamento por um computador de uma sucessão de imagens de raios X de alta resolução em diversos segmentos sucessivos de partes do corpo ou de órgãos.
59 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.
60 Prognóstico: 1. Juízo médico, baseado no diagnóstico e nas possibilidades terapêuticas, em relação à duração, à evolução e ao termo de uma doença. Em medicina, predição do curso ou do resultado provável de uma doença; prognose. 2. Predição, presságio, profecia relativos a qualquer assunto. 3. Relativo a prognose. 4. Que traça o provável desenvolvimento futuro ou o resultado de um processo. 5. Que pode indicar acontecimentos futuros (diz-se de sinal, sintoma, indício, etc.). 6. No uso pejorativo, pernóstico, doutoral, professoral; prognóstico.
61 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 70 e 110 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).
62 Acidose metabólica: A acidose metabólica é uma acidez excessiva do sangue caracterizada por uma concentração anormalmente baixa de bicarbonato no sangue. Quando um aumento do ácido ultrapassa o sistema tampão de amortecimento do pH do organismo, o sangue pode acidificar-se. Quando o pH do sangue diminui, a respiração torna-se mais profunda e mais rápida, porque o corpo tenta liberar o excesso de ácido diminuindo o volume do anidrido carbônico. Os rins também tentam compensá-lo por meio da excreção de uma maior quantidade de ácido na urina. Contudo, ambos os mecanismos podem ser ultrapassados se o corpo continuar a produzir excesso de ácido, o que conduz a uma acidose grave e ao coma. A gasometria arterial é essencial para o seu diagnóstico. O pH está baixo (menor que 7,35) e os níveis de bicarbonato estão diminuídos (<24 mmol/l). Devido à compensação respiratória (hiperventilação), o dióxido de carbono está diminuído e o oxigênio está aumentado.
63 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
64 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
65 Desbridamento: Retirada de tecido desvitalizado (necrosado) ou de corpo estranho de uma ferida.
66 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
67 Sequelas: 1. Na medicina, é a anomalia consequente a uma moléstia, da qual deriva direta ou indiretamente. 2. Ato ou efeito de seguir. 3. Grupo de pessoas que seguem o interesse de alguém; bando. 4. Efeito de uma causa; consequência, resultado. 5. Ato ou efeito de dar seguimento a algo que foi iniciado; sequência, continuação. 6. Sequência ou cadeia de fatos, coisas, objetos; série, sucessão. 7. Possibilidade de acompanhar a coisa onerada nas mãos de qualquer detentor e exercer sobre ela as prerrogativas de seu direito.
68 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
69 Insuficiência respiratória: Condição clínica na qual o sistema respiratório não consegue manter os valores da pressão arterial de oxigênio (PaO2) e/ou da pressão arterial de gás carbônico (PaCO2) dentro dos limites da normalidade, para determinada demanda metabólica. Como a definição está relacionada à incapacidade do sistema respiratório em manter níveis adequados de oxigenação e gás carbônico, foram estabelecidos, para sua caracterização, pontos de corte na gasometria arterial: PaO2 50 mmHg.
70 Sepse: Infecção produzida por um germe capaz de provocar uma resposta inflamatória em todo o organismo. Os sintomas associados a sepse são febre, hipotermia, taquicardia, taquipnéia e elevação na contagem de glóbulos brancos. Pode levar à morte, se não tratada a tempo e corretamente.
71 Óbito: Morte de pessoa; passamento, falecimento.
72 Terapia intensiva: Tratamento para diabetes no qual os níveis de glicose são mantidos o mais próximo do normal possível através de injeções freqüentes ou uso de bomba de insulina, planejamento das refeições, ajuste em medicamentos hipoglicemiantes e exercícios baseados nos resultados de testes de glicose além de contatos freqüentes entre o diabético e o profissional de saúde.
73 Sobrevida: Prolongamento da vida além de certo limite; prolongamento da existência além da morte, vida futura.
74 Micose: Infecção produzida por fungos. Pode ser superficial, quando afeta apenas pele, mucosas e seus anexos, ou profunda, quando acomete órgãos profundos como pulmões, intestinos, etc.
75 Onicomicose: Micose de unha. Apresenta-se com descolamento da borda livre da unha, espessamento, manchas brancas na superfície ou deformação da unha. Quando a micose atinge a pele ao redor da unha, causa a paroníquia (”unheiro”). O contorno ungueal fica inflamado, dolorido, inchado e avermelhado e, por consequência, altera a formação da unha, que cresce ondulada.
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