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Uropatia obstrutiva - os riscos do bloqueio do trato urinário

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O que é a uropatia obstrutiva?

Uropatia obstrutiva é o termo utilizado para designar qualquer condição em que há obstrução parcial ou total do fluxo normal da urina1 em algum ponto do trato urinário2, que compreende os rins3, ureteres4, bexiga5 e uretra6. Trata-se de uma síndrome7 clínica relevante, pois pode comprometer de forma significativa a função do sistema urinário8 e levar a consequências graves se não diagnosticada e tratada precocemente.

Essa obstrução pode ocorrer de maneira aguda ou crônica, unilateral ou bilateral, e resulta em aumento da pressão dentro do sistema urinário8, com repercussões hemodinâmicas e estruturais renais progressivas.

Quando a urina1 não consegue ser eliminada adequadamente, ocorre dilatação das vias urinárias a montante da obstrução, fenômeno conhecido como hidronefrose9 (quando afeta os rins3) ou hidroureter (quando afeta os ureteres4). Em fases iniciais, essas alterações podem ser reversíveis, mas, dependendo da duração e intensidade da obstrução, a uropatia obstrutiva pode levar a lesão10 renal11 permanente.

Quais são as causas da uropatia obstrutiva?

As causas da uropatia obstrutiva são variadas e podem ser classificadas de acordo com a localização da obstrução ou sua natureza congênita12 ou adquirida. Entre as principais causas, destacam-se:

  1. Cálculos urinários (litíase13 urinária), que podem obstruir ureteres4, pelve renal14 ou uretra6.
  2. Hiperplasia15 prostática benigna, principal causa de obstrução infravesical em homens idosos.
  3. Neoplasias16, como câncer17 de próstata18, bexiga5, colo uterino19 ou tumores retroperitoneais que comprimem as vias urinárias.
  4. Estenoses20 uretrais, geralmente secundárias a traumas, infecções21 ou procedimentos cirúrgicos.
  5. Malformações22 congênitas23, como válvula de uretra6 posterior em crianças.
  6. Coágulos sanguíneos, debris inflamatórios ou corpos estranhos.
  7. Fibrose24 retroperitoneal25, que comprime os ureteres4 externamente (causa extrínseca).
  8. Bexiga5 neurogênica, associada a doenças neurológicas que prejudicam o esvaziamento vesical26.

Qual é a fisiopatologia27 da uropatia obstrutiva?

A fisiopatologia27 da uropatia obstrutiva baseia-se no aumento da pressão intraluminal das vias urinárias devido ao bloqueio do fluxo urinário. Inicialmente, ocorre dilatação do segmento proximal28 à obstrução, com elevação da pressão na pelve renal14 e nos túbulos renais. Esse aumento de pressão reduz a taxa de filtração glomerular, inicialmente por vasoconstrição29 da arteríola30 aferente e alterações do fluxo sanguíneo renal11, comprometendo a perfusão renal11 e provocando alterações hemodinâmicas locais.

Com a persistência da obstrução, surgem processos inflamatórios, fibrose24 intersticial31 e atrofia32 tubular, culminando em perda progressiva da função renal11.

Em obstruções bilaterais ou em rim33 único funcional, pode ocorrer rapidamente insuficiência renal34 aguda. Já nas obstruções crônicas, o dano renal11 é mais insidioso, podendo evoluir para doença renal11 crônica, frequentemente de forma silenciosa até fases avançadas.

Leia sobre "Avaliação da função renal11", "Diálise peritoneal35" e "Hidronefrose9 congênita12".

Quais são as características clínicas da uropatia obstrutiva?

As manifestações clínicas da uropatia obstrutiva variam conforme a causa, o local, a extensão e a velocidade de instalação da obstrução. Entre os principais sinais36 e sintomas37, incluem-se:

  • dor lombar ou abdominal, geralmente em cólica, típica de obstrução aguda por cálculo38;
  • diminuição do volume urinário (oligúria39) ou ausência de urina1 (anúria40), especialmente em obstruções bilaterais;
  • sintomas37 urinários baixos, como jato fraco, hesitação miccional, esforço para urinar e sensação de esvaziamento incompleto;
  • infecções21 urinárias de repetição, associadas à estase41 urinária;
  • hematúria42, visível ou microscópica;
  • edema43, hipertensão arterial44 e sintomas37 urêmicos, em casos avançados;
  • e febre45 e mal-estar, quando há infecção46 associada, podendo caracterizar pielonefrite47 obstrutiva, uma emergência48 urológica.

Em crianças, a uropatia obstrutiva pode manifestar-se por atraso no crescimento, infecções21 urinárias recorrentes ou alterações detectadas em exames pré-natais, como hidronefrose9 fetal identificada na ultrassonografia49 obstétrica.

Como o médico diagnostica a uropatia obstrutiva?

O diagnóstico50 da uropatia obstrutiva envolve a integração de dados clínicos, laboratoriais e exames de imagem. A avaliação inicia-se com uma anamnese51 detalhada e exame físico, incluindo palpação52 abdominal e toque retal quando indicado. Os exames laboratoriais incluem:

  • Urina1 tipo I, para detectar infecção46, hematúria42 ou proteinúria53.
  • Dosagem de creatinina54 e ureia55, para avaliação da função renal11.
  • Eletrólitos56 séricos, especialmente potássio, devido ao risco de hipercalemia57 em casos avançados.

Os métodos de imagem são fundamentais e incluem:

  • Ultrassonografia49 do trato urinário2, que é o exame inicial de escolha, capaz de identificar hidronefrose9 e avaliar o volume vesical26.
  • Tomografia computadorizada58, especialmente útil na detecção de cálculos, tumores e causas extrínsecas de obstrução, preferencialmente sem contraste na suspeita de litíase13.
  • Urografia59 excretora, atualmente menos utilizada.
  • Ressonância magnética60, em casos específicos, como avaliação de massas pélvicas61 ou retroperitoneais.
  • Cistoscopia62 ou ureteroscopia63, para avaliação direta da obstrução.

Como o médico trata a uropatia obstrutiva?

O tratamento da uropatia obstrutiva depende da causa, gravidade e tempo de evolução. O princípio fundamental é aliviar a obstrução o mais rapidamente possível, preservando a função renal11. As medidas terapêuticas incluem:

  1. Descompressão64 das vias urinárias, por meio de cateter vesical26, cateter duplo J ou nefrostomia percutânea, escolhidos conforme o nível da obstrução e a condição clínica do paciente.
  2. Tratamento da causa subjacente, como remoção de cálculos, cirurgia prostática, dilatação de estenoses20 ou tratamento oncológico.
  3. Antibioticoterapia, quando há infecção46 associada, devendo ser iniciada precocemente nos casos de suspeita de infecção46 obstrutiva.
  4. Controle hidroeletrolítico65 e suporte renal11 em casos graves.
  5. Diálise66, temporária ou definitiva, nos casos de insuficiência renal34 avançada.

O acompanhamento por urologista67 e, em alguns casos, nefrologista68 é essencial, especialmente nos pacientes com comprometimento renal11 significativo.

Como evolui a uropatia obstrutiva?

A evolução da uropatia obstrutiva está diretamente relacionada à rapidez do diagnóstico50 e tratamento. Obstruções agudas e prontamente tratadas costumam ter recuperação quase completa da função renal11. Já as obstruções crônicas podem levar a danos irreversíveis.

Mesmo após a desobstrução, pode ocorrer uma fase de diurese69 pós-obstrutiva, caracterizada por aumento do volume urinário, podendo levar à desidratação70 e distúrbios eletrolíticos, exigindo monitorização cuidadosa. Em casos prolongados, a função renal11 pode não se recuperar totalmente, evoluindo para doença renal11 crônica.

Quais são as complicações da uropatia obstrutiva?

Quando não tratada adequadamente, a uropatia obstrutiva pode acarretar diversas complicações, tais como:

A uropatia obstrutiva é, pois, uma condição potencialmente grave, porém muitas vezes reversível quando reconhecida precocemente. O conhecimento de suas causas, manifestações clínicas e formas de tratamento é essencial para prevenir complicações e preservar a função renal11, garantindo melhor prognóstico72 ao paciente.

Veja também sobre "Exame de urina73", "Urodinâmica", "Cistite74", "Incontinência urinária75" e "Fisioterapia76 pélvica77".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da BMJ Best Practice, da U.S. National Library of Medicine e da Rede D’Or São Luiz.

ABCMED, 2026. Uropatia obstrutiva - os riscos do bloqueio do trato urinário. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1502375/uropatia-obstrutiva-os-riscos-do-bloqueio-do-trato-urinario.htm>. Acesso em: 1 abr. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
2 Trato Urinário:
3 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
4 Ureteres: Estruturas tubulares que transportam a urina dos rins até a bexiga.
5 Bexiga: Órgão cavitário, situado na cavidade pélvica, no qual é armazenada a urina, que é produzida pelos rins. É uma víscera oca caracterizada por sua distensibilidade. Tem a forma de pêra quando está vazia e a forma de bola quando está cheia.
6 Uretra: É um órgão túbulo-muscular que serve para eliminação da urina.
7 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
8 Sistema urinário: O sistema urinário é constituído pelos rins, pelos ureteres e pela bexiga. Ele remove os resíduos do sangue, mantêm o equilíbrio de água e eletrólitos, armazena e transporta a urina.
9 Hidronefrose: Dilatação da via excretora de um ou ambos os rins. Em geral é produzida por uma obstrução ao nível do ureter ou uretra por cálculos, tumores, etc.
10 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
11 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
12 Congênita: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
13 Litíase: Estado caracterizado pela formação de cálculos em diferentes regiões do organismo. A composição destes cálculos e os sintomas que provocam variam de acordo com sua localização no organismo (vesícula biliar, ureter, etc.).
14 Pelve Renal: Expansão achatada, em forma de funil, conectando o URETER aos CÁLICES RENAIS.
15 Hiperplasia: Aumento do número de células de um tecido. Pode ser conseqüência de um estímulo hormonal fisiológico ou não, anomalias genéticas no tecido de origem, etc.
16 Neoplasias: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
17 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
18 Próstata: Glândula que (nos machos) circunda o colo da BEXIGA e da URETRA. Secreta uma substância que liquefaz o sêmem coagulado. Está situada na cavidade pélvica (atrás da parte inferior da SÍNFISE PÚBICA, acima da camada profunda do ligamento triangular) e está assentada sobre o RETO.
19 Colo Uterino: Porção compreendendo o pescoço do ÚTERO (entre o ístmo inferior e a VAGINA), que forma o canal cervical.
20 Estenoses: Estreitamentos patológicos de um conduto, canal ou orifício.
21 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
22 Malformações: 1. Defeito na forma ou na formação; anomalia, aberração, deformação. 2. Em patologia, é vício de conformação de uma parte do corpo, de origem congênita ou hereditária, geralmente curável por cirurgia. Ela é diferente da deformação (que é adquirida) e da monstruosidade (que é incurável).
23 Congênitas: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
24 Fibrose: 1. Aumento das fibras de um tecido. 2. Formação ou desenvolvimento de tecido conjuntivo em determinado órgão ou tecido como parte de um processo de cicatrização ou de degenerescência fibroide.
25 Retroperitoneal: Área que ocupa a região mais posterior da CAVIDADE ABDOMINAL. Esta área limita-se lateralmente pelas bordas dos músculos quadrados lombares e se estende do DIAFRAGMA à borda da PELVE verdadeira, continuando então como espaço extraperitoneal pélvico.
26 Vesical: Relativo à ou próprio da bexiga.
27 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.
28 Proximal: 1. Que se localiza próximo do centro, do ponto de origem ou do ponto de união. 2. Em anatomia geral, significa o mais próximo do tronco (no caso dos membros) ou do ponto de origem (no caso de vasos e nervos). Ou também o que fica voltado para a cabeça (diz-se de qualquer formação). 3. Em botânica, o que fica próximo ao ponto de origem ou à base. 4. Em odontologia, é o mais próximo do ponto médio do arco dental.
29 Vasoconstrição: Diminuição do diâmetro dos vasos sanguíneos.
30 Arteríola: As menores ramificações das artérias. Estão localizadas entre as artérias musculares e os capilares.
31 Intersticial: Relativo a ou situado em interstícios, que são pequenos espaços entre as partes de um todo ou entre duas coisas contíguas (por exemplo, entre moléculas, células, etc.). Na anatomia geral, diz-se de tecido de sustentação localizado nos interstícios de um órgão, especialmente de vasos sanguíneos e tecido conjuntivo.
32 Atrofia: 1. Em biologia, é a falta de desenvolvimento de corpo, órgão, tecido ou membro. 2. Em patologia, é a diminuição de peso e volume de órgão, tecido ou membro por nutrição insuficiente das células ou imobilização. 3. No sentido figurado, é uma debilitação ou perda de alguma faculdade mental ou de um dos sentidos, por exemplo, da memória em idosos.
33 Rim: Os rins são órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
34 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
35 Diálise peritoneal: Ao invés de utilizar um filtro artificial para “limpar“ o sangue, é utilizado o peritônio, que é uma membrana localizada dentro do abdômen e que reveste os órgãos internos. Através da colocação de um catéter flexível no abdômen, é feita a infusão de um líquido semelhante a um soro na cavidade abdominal. Este líquido, que chamamos de banho de diálise, vai entrar em contato com o peritônio, e por ele será feita a retirada das substâncias tóxicas do sangue. Após um período de permanência do banho de diálise na cavidade abdominal, este fica saturado de substâncias tóxicas e é então retirado, sendo feita em seguida a infusão de novo banho de diálise. Esse processo é realizado de uma forma contínua e é conhecido por CAPD, sigla em inglês que significa diálise peritoneal ambulatorial contínua. A diálise peritoneal é uma forma segura de tratamento realizada atualmente por mais de 100.000 pacientes no mundo todo.
36 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
37 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
38 Cálculo: Formação sólida, produto da precipitação de diferentes substâncias dissolvidas nos líquidos corporais, podendo variar em sua composição segundo diferentes condições biológicas. Podem ser produzidos no sistema biliar (cálculos biliares) e nos rins (cálculos renais) e serem formados de colesterol, ácido úrico, oxalato de cálcio, pigmentos biliares, etc.
39 Oligúria: Clinicamente, a oligúria é o débito urinário menor de 400 ml/24 horas ou menor de 30 ml/hora.
40 Anúria: Clinicamente, a anúria é o débito urinário menor de 400 ml/24 horas.
41 Estase: 1. Estagnação do sangue ou da linfa. 2. Incapacidade de agir; estado de impotência.
42 Hematúria: Eliminação de sangue juntamente com a urina. Sempre é anormal e relaciona-se com infecção do trato urinário, litíase renal, tumores ou doença inflamatória dos rins.
43 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
44 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
45 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
46 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
47 Pielonefrite: Infecção dos rins produzida em geral por bactérias. A forma de aquisição mais comum é por ascensão de bactérias através dos ureteres, como complicação de uma infecção prévia de bexiga. Seus sintomas são febre, dor lombar, calafrios, eliminação de urina turva ou com traços de sangue, etc. Deve ser tratada cuidadosamente com antibióticos pelo risco de lesão permanente dos rins, com perda de função renal.
48 Emergência: 1. Ato ou efeito de emergir. 2. Situação grave, perigosa, momento crítico ou fortuito. 3. Setor de uma instituição hospitalar onde são atendidos pacientes que requerem tratamento imediato; pronto-socorro. 4. Eclosão. 5. Qualquer excrescência especializada ou parcial em um ramo ou outro órgão, formada por tecido epidérmico (ou da camada cortical) e um ou mais estratos de tecido subepidérmico, e que pode originar nectários, acúleos, etc. ou não se desenvolver em um órgão definido.
49 Ultrassonografia: Ultrassonografia ou ecografia é um exame complementar que usa o eco produzido pelo som para observar em tempo real as reflexões produzidas pelas estruturas internas do organismo (órgãos internos). Os aparelhos de ultrassonografia utilizam uma frequência variada, indo de 2 até 14 MHz, emitindo através de uma fonte de cristal que fica em contato com a pele e recebendo os ecos gerados, os quais são interpretados através de computação gráfica.
50 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
51 Anamnese: Lembrança pouco precisa, reminiscência, recordação. Na filosofia platônica, é a rememoração gradativa através da qual o filósofo redescobre dentro de si as verdades essenciais e latentes que remontam a um tempo anterior ao de sua existência empírica. Na medicina, é o histórico de todos os sintomas narrados pelo paciente sobre o seu caso clínico. É uma espécie de “entrevista†feita pelo profissional da saúde, em que o paciente é submetido a perguntas que ajudarão na condução a um diagnóstico mais preciso. Ela precede o exame físico em uma consulta médica.
52 Palpação: Ato ou efeito de palpar. Toque, sensação ou percepção pelo tato. Em medicina, é o exame feito com os dedos ou com a mão inteira para explorar clinicamente os órgãos e determinar certas características, como temperatura, resistência, tamanho etc.
53 Proteinúria: Presença de proteínas na urina, indicando que os rins não estão trabalhando apropriadamente.
54 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
55 Ureia: 1. Resíduo tóxico produzido pelo organismo, resulta da quebra de proteínas pelo fígado. É normalmente removida do organismo pelos rins e excretada na urina. 2. Substância azotada. Composto orgânico cristalino, incolor, de fórmula CO(NH2)2 (ou CH4N2O), com um ponto de fusão de 132,7 °C.
56 Eletrólitos: Em eletricidade, é um condutor elétrico de natureza líquida ou sólida, no qual cargas são transportadas por meio de íons. Em química, é uma substância que dissolvida em água se torna condutora de corrente elétrica.
57 Hipercalemia: É a concentração de potássio sérico maior que 5.5 mmol/L (mEq/L). Uma concentração acima de 6.5 mmol/L (mEq/L) é considerada crítica.
58 Tomografia computadorizada: Exame capaz de obter imagens em tons de cinza de “fatias†de partes do corpo ou de órgãos selecionados, as quais são geradas pelo processamento por um computador de uma sucessão de imagens de raios X de alta resolução em diversos segmentos sucessivos de partes do corpo ou de órgãos.
59 Urografia: Método de diagnóstico radiológico que utiliza uma substância de contraste para visualizar a anatomia interna das vias excretoras do rim.
60 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.
61 Pélvicas: Relativo a ou próprio de pelve. A pelve é a cavidade no extremo inferior do tronco, formada pelos dois ossos do quadril (ilíacos), sacro e cóccix; bacia. Ou também é qualquer cavidade em forma de bacia ou taça (por exemplo, a pelve renal).
62 Cistoscopia: Visualização da bexiga urinária através de um instrumento óptico (cistoscópio) que é introduzido pela uretra.
63 Ureteroscopia: Exame do trato urinário superior, geralmente realizada por um endoscópio que é passado através da uretra, bexiga urinária e então diretamente no ureter. É um procedimento útil no diagnóstico e tratamento de doenças urológicas, como por exemplo, os cálculos renais.
64 Descompressão: Ato ou efeito de descomprimir, de aliviar o que está sob efeito de pressão ou de compressão.
65 Hidroeletrolítico: Aproximadamente 60% do peso de um adulto são representados por líquido (água e eletrólitos). O líquido corporal localiza-se em dois compartimentos, o espaço intracelular (dentro das células) e o espaço extracelular (fora das células). Os eletrólitos nos líquidos corporais são substâncias químicas ativas. Eles são cátions, que carregam cargas positivas, e ânions, que transportam cargas negativas. Os principais cátions são os íons sódio, potássio, cálcio, magnésio e hidrogênio. Os principais ânions são os íons cloreto, bicarbonato, fosfato e sulfato.
66 Diálise: Quando os rins estão muito doentes, eles deixam de realizar suas funções, o que pode levar a risco de vida. Nesta situação, é preciso substituir as funções dos rins de alguma maneira, o que pode ser feito realizando-se um transplante renal, ou através da diálise. A diálise é um tipo de tratamento que visa repor as funções dos rins, retirando as substâncias tóxicas e o excesso de água e sais minerais do organismo, estabelecendo assim uma nova situação de equilíbrio. Existem dois tipos de diálise: a hemodiálise e a diálise peritoneal.
67 Urologista: Médico especializado em tratar pessoas com problemas no trato urinário e homens com problemas nos órgãos genitais, como impotência.
68 Nefrologista: Médico especialista em tratar pessoas com doenças ou problemas renais.
69 Diurese: Diurese é excreção de urina, fenômeno que se dá nos rins. É impróprio usar esse termo na acepção de urina, micção, freqüência miccional ou volume urinário. Um paciente com retenção urinária aguda pode, inicialmente, ter diurese normal.
70 Desidratação: Perda de líquidos do organismo pelo aumento importante da freqüência urinária, sudorese excessiva, diarréia ou vômito.
71 Sepse: Infecção produzida por um germe capaz de provocar uma resposta inflamatória em todo o organismo. Os sintomas associados a sepse são febre, hipotermia, taquicardia, taquipnéia e elevação na contagem de glóbulos brancos. Pode levar à morte, se não tratada a tempo e corretamente.
72 Prognóstico: 1. Juízo médico, baseado no diagnóstico e nas possibilidades terapêuticas, em relação à duração, à evolução e ao termo de uma doença. Em medicina, predição do curso ou do resultado provável de uma doença; prognose. 2. Predição, presságio, profecia relativos a qualquer assunto. 3. Relativo a prognose. 4. Que traça o provável desenvolvimento futuro ou o resultado de um processo. 5. Que pode indicar acontecimentos futuros (diz-se de sinal, sintoma, indício, etc.). 6. No uso pejorativo, pernóstico, doutoral, professoral; prognóstico.
73 Exame de urina: Também chamado de urinálise, o teste de urina é feito através de uma amostra de urina e pode diagnosticar doenças do sistema urinário e outros sistemas do organismo. Alguns testes são feitos em uma amostra simples e outros pela coleta da urina durante 24 horas. Pode ser feita uma cultura da urina para verificar o crescimento de bactérias na urina.
74 Cistite: Inflamação ou infecção da bexiga. É uma das infecções mais freqüentes em mulheres, e manifesta-se por ardor ao urinar, urina escura ou com traços de sangue, aumento na freqüência miccional, etc.
75 Incontinência urinária: Perda do controle da bexiga que provoca a passagem involuntária de urina através da uretra. Existem diversas causas e tipos de incontinência e muitas opções terapêuticas. Estas vão desde simples exercícios de fisioterapia até complicadas cirurgias. As mulheres são mais freqüentemente acometidas por este problema.
76 Fisioterapia: Especialidade paramédica que emprega agentes físicos (água doce ou salgada, sol, calor, eletricidade, etc.), massagens e exercícios no tratamento de doenças.
77 Pélvica: Relativo a ou próprio de pelve. A pelve é a cavidade no extremo inferior do tronco, formada pelos dois ossos do quadril (ilíacos), sacro e cóccix; bacia. Ou também é qualquer cavidade em forma de bacia ou taça (por exemplo, a pelve renal).
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