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Vólvulo intestinal - quando a torção do intestino se torna uma emergência!

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O que é vólvulo intestinal?

O vólvulo intestinal é uma condição médica grave caracterizada pela torção1 de uma alça do intestino em torno de seu próprio eixo ou do mesentério2, estrutura que fixa o intestino à parede abdominal3 posterior e contém vasos sanguíneos4, nervos e vasos linfáticos. Essa torção1 provoca obstrução do trânsito intestinal e pode comprometer o suprimento sanguíneo da região afetada, levando a isquemia5, necrose6 intestinal e perfuração, caso não seja tratada rapidamente.

O vólvulo pode acometer diferentes segmentos do trato gastrointestinal, sendo mais comum no cólon7 sigmoide8 e no ceco9, embora também possa ocorrer no intestino delgado10, especialmente em recém-nascidos e lactentes11. Trata-se de uma emergência12 cirúrgica, pois a evolução pode ser rápida e fatal se não houver intervenção adequada.

Quais são as causas do vólvulo intestinal?

As causas do vólvulo intestinal estão relacionadas a alterações anatômicas, funcionais ou adquiridas que facilitam a mobilidade excessiva do intestino. Entre as principais causas, destacam-se:

  • anomalias congênitas13, como má rotação intestinal (principal causa em neonatos14);
  • alongamento ou redundância do cólon7 e do mesentério2;
  • constipação15 crônica, especialmente em idosos;
  • megacólon16 (incluindo o megacólon16 chagásico);
  • cirurgias abdominais prévias e aderências;
  • gravidez17;
  • e distúrbios neurológicos ou psiquiátricos associados à imobilidade e uso crônico18 de laxantes19 ou psicotrópicos20.

Em regiões endêmicas para a doença de Chagas21, o vólvulo de sigmoide8 é particularmente frequente.

Veja sobre "Meu filho tem constipação15", "Encoprese", e "Laxantes19: tipos, efeitos e riscos".

Qual é a fisiopatologia22 do vólvulo intestinal?

A fisiopatologia22 do vólvulo intestinal envolve uma torção1 mecânica do intestino, que resulta em dois processos principais: obstrução intestinal mecânica e comprometimento vascular23 progressivo. Inicialmente, a torção1 impede a progressão normal do conteúdo intestinal24, causando acúmulo de gases e líquidos proximalmente ao ponto de obstrução. Esse acúmulo leva à distensão das alças intestinais, aumentando a pressão intraluminal.

Com a progressão da torção1, ocorre compressão das veias mesentéricas25, resultando em congestão venosa, edema26 da parede intestinal e redução progressiva do fluxo arterial. Esse processo caracteriza uma obstrução em alça fechada, com risco elevado de rápida deterioração vascular23.

A diminuição do suprimento sanguíneo causa isquemia5, que, se persistente, evolui para necrose6 intestinal. A necrose6 enfraquece a parede do intestino, favorecendo perfuração, extravasamento do conteúdo intestinal24 para a cavidade abdominal27 e desenvolvimento de peritonite28 e sepse29, condições potencialmente fatais.

Quais são as características clínicas do vólvulo intestinal?

As manifestações clínicas do vólvulo intestinal variam conforme o segmento afetado, a idade do paciente e a rapidez da evolução, mas geralmente são agudas e intensas. Os principais sinais30 e sintomas31 incluem:

  • dor abdominal súbita e intensa, frequentemente em cólica no início e que pode tornar-se contínua;
  • distensão abdominal progressiva (mais pronunciada nos vólvulos de cólon7);
  • parada da eliminação de fezes e gases (obstipação32);
  • náuseas33 e vômitos34, que podem ser biliosos ou fecaloides em fases avançadas;
  • sensibilidade abdominal à palpação35;
  • e alterações dos ruídos hidroaéreos, que costumam estar aumentados nas fases iniciais e diminuídos ou ausentes nas fases tardias.

Podem também ocorrer sinais30 sistêmicos36, como febre37, taquicardia38, hipotensão39 e mal-estar geral.

Quando há isquemia5 ou perfuração, o paciente pode apresentar sinais30 de irritação peritoneal, como dor à descompressão40 brusca, rigidez abdominal (abdome41 em tábua), além de choque42 séptico e alteração do estado de consciência, indicando gravidade extrema.

Como o médico diagnostica o vólvulo intestinal?

O diagnóstico43 do vólvulo intestinal baseia-se na avaliação clínica associada a exames de imagem, sendo fundamental a rapidez na confirmação do quadro. Inicialmente, o médico realiza anamnese44 detalhada e exame físico completo, avaliando dor, distensão abdominal, ruídos intestinais e sinais30 de irritação peritoneal.

Os principais exames complementares incluem:

  • radiografia simples de abdome41, que pode mostrar distensão de alças e sinais30 sugestivos, como o “sinal do grão de café” no vólvulo de sigmoide8;
  • tomografia computadorizada45 de abdome41, que é o exame de escolha, pois permite identificar o ponto de torção1 (sinal46 do redemoinho), avaliar a viabilidade intestinal e detectar sinais30 de isquemia5 ou perfuração;
  • enema47 contrastado (preferencialmente hidrossolúvel), que pode ter papel diagnóstico43 e terapêutico em casos selecionados;
  • e exames laboratoriais, que podem evidenciar leucocitose48, acidose metabólica49 (sugestiva de isquemia5) e distúrbios hidroeletrolíticos.

Como o médico trata o vólvulo intestinal?

O tratamento do vólvulo intestinal depende da localização, da presença de isquemia5 e das condições clínicas do paciente, mas geralmente envolve abordagem urgente ou emergencial. As medidas iniciais incluem ressuscitação volêmica com fluidos intravenosos, correção de distúrbios eletrolíticos, jejum, descompressão40 com sonda nasogástrica50 e antibioticoterapia de amplo espectro quando há suspeita de isquemia5, necrose6 ou perfuração.

Em casos de vólvulo de sigmoide8 sem sinais30 de isquemia5 ou perfuração, pode-se tentar a desvolvulação endoscópica por retossigmoidoscopia51 ou colonoscopia52, frequentemente com colocação de sonda retal para descompressão40, método eficaz em muitos pacientes.

Entretanto, a maioria dos casos requer tratamento cirúrgico, que pode incluir desrotação da alça, ressecção do segmento comprometido com anastomose53 primária (quando viável) ou confecção de estoma54 (colostomia55 ou ileostomia) em situações de instabilidade ou contaminação abdominal significativa.

Como evolui o vólvulo intestinal?

A evolução do vólvulo intestinal está diretamente relacionada à precocidade do diagnóstico43 e do tratamento. Quando identificado e tratado rapidamente, o prognóstico56 pode ser favorável, com recuperação completa do paciente. Por outro lado, atrasos no tratamento levam à progressão da isquemia5, necrose6 intestinal e sepse29, aumentando significativamente a mortalidade57.

Em pacientes idosos ou com múltiplas comorbidades58, a evolução tende a ser mais grave. Mesmo após tratamento bem-sucedido, existe risco de recidiva59, especialmente após desvolvulação endoscópica isolada, sendo frequentemente indicada cirurgia eletiva60 posterior para prevenção de novos episódios.

Quais são as complicações possíveis com o vólvulo intestinal?

As principais complicações do vólvulo intestinal incluem isquemia5 e necrose6 intestinal, perfuração do intestino, peritonite28 difusa, sepse29, choque42 séptico, insuficiência61 múltipla de órgãos e óbito62 em casos não tratados adequadamente.

Complicações tardias podem envolver aderências intestinais, obstruções recorrentes e alterações permanentes do trânsito intestinal. Assim, o vólvulo intestinal configura uma condição potencialmente fatal que exige reconhecimento precoce e intervenção imediata, sendo o manejo rápido determinante para reduzir morbidade63 e mortalidade57.

Leia também sobre "Íleo paralítico64", "Enterostomia" e "Colostomia55".

 

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da U.S. National Library of Medicine e da University of California - San Francisco.

ABCMED, 2026. Vólvulo intestinal - quando a torção do intestino se torna uma emergência!. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1502295/volvulo-intestinal-quando-a-torcao-do-intestino-se-torna-uma-emergencia.htm>. Acesso em: 30 mar. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Torção: 1. Ato ou efeito de torcer. 2. Na geometria diferencial, é a medida da derivada do vetor binormal em relação ao comprimento de arco. 3. Em física, é a deformação de um sólido em que os planos vizinhos, transversais a um eixo comum, sofrem, cada um deles, um deslocamento angular relativo aos outros planos. 4. Em medicina, é o mesmo que entorse. 5. Na patologia, é o movimento de rotação de um órgão sobre si mesmo. 6. Em veterinária, é a cólica de alguns animais, especialmente a do cavalo.
2 Mesentério: Camada do peritônio que liga as vísceras abdominais à PAREDE ABDOMINAL e transporta seus vasos sangüíneos e nervos.
3 Parede Abdominal: Margem externa do ABDOME que se estende da cavidade torácica osteocartilaginosa até a PELVE. Embora sua maior parte seja muscular, a parede abdominal consiste em pelo menos sete camadas Músculos Abdominais;
4 Vasos Sanguíneos: Qualquer vaso tubular que transporta o sangue (artérias, arteríolas, capilares, vênulas e veias).
5 Isquemia: Insuficiência absoluta ou relativa de aporte sanguíneo a um ou vários tecidos. Suas manifestações dependem do tecido comprometido, sendo a mais frequente a isquemia cardíaca, capaz de produzir infartos, isquemia cerebral, produtora de acidentes vasculares cerebrais, etc.
6 Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
7 Cólon:
8 Sigmóide: Segmento do COLO entre o RETO e o colo descendente.
9 Ceco: Bolsa cega (ou área em fundo-de-saco) do INTESTINO GROSSO, localizada abaixo da entrada do INTESTINO DELGADO. Apresenta uma extensão em forma de verme, o APÊNDICE vermiforme.
10 Intestino delgado: O intestino delgado é constituído por três partes: duodeno, jejuno e íleo. A partir do intestino delgado, o bolo alimentar é transformado em um líquido pastoso chamado quimo. Com os movimentos desta porção do intestino e com a ação dos sucos pancreático e intestinal, o quimo é transformado em quilo, que é o produto final da digestão. Depois do alimento estar transformado em quilo, os produtos úteis para o nosso organismo são absorvidos pelas vilosidades intestinais, passando para os vasos sanguíneos.
11 Lactentes: Que ou aqueles que mamam, bebês. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
12 Emergência: 1. Ato ou efeito de emergir. 2. Situação grave, perigosa, momento crítico ou fortuito. 3. Setor de uma instituição hospitalar onde são atendidos pacientes que requerem tratamento imediato; pronto-socorro. 4. Eclosão. 5. Qualquer excrescência especializada ou parcial em um ramo ou outro órgão, formada por tecido epidérmico (ou da camada cortical) e um ou mais estratos de tecido subepidérmico, e que pode originar nectários, acúleos, etc. ou não se desenvolver em um órgão definido.
13 Congênitas: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
14 Neonatos: Refere-se a bebês nos seus primeiros 28 dias (mês) de vida. O termo “recentemente-nascido“ refere-se especificamente aos primeiros minutos ou horas que se seguem ao nascimento. Esse termo é utilizado para enfocar os conhecimentos e treinamento da ressuscitação imediatamente após o nascimento e durante as primeiras horas de vida.
15 Constipação: Retardo ou dificuldade nas defecações, suficiente para causar desconforto significativo para a pessoa. Pode significar que as fezes são duras, difíceis de serem expelidas ou infreqüentes (evacuações inferiores a três vezes por semana), ou ainda a sensação de esvaziamento retal incompleto, após as defecações.
16 Megacólon: Dilatação anormal do intestino grosso, produzida por defeitos congênitos (megacólon congênito ou doença de Hischprung) ou adquiridos (megacólon tóxico, hipotireoidismo, doença de Chagas, etc.) Associa-se à constipação persistente e episódios de obstrução intestinal.
17 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
18 Crônico: Descreve algo que existe por longo período de tempo. O oposto de agudo.
19 Laxantes: Medicamentos que tratam da constipação intestinal; purgantes, purgativos, solutivos.
20 Psicotrópicos: Que ou o que atua quimicamente sobre o psiquismo, a atividade mental, o comportamento, a percepção, etc. (diz-se de medicamento, droga, substância, etc.). Alguns psicotrópicos têm efeito sedativo, calmante ou antidepressivo; outros, especialmente se usados indevidamente, podem causar perturbações psíquicas.
21 Doença de Chagas: Doença parasitária transmitida ao homem através da picada do Triatoma infestans (barbeiro). É endêmica em alguns países da América do Sul e associa-se a condições precárias de habitação. Produz em sua forma crônica um distúrbio cardíaco que termina por causar insuficiência cardíaca e distúrbios do ritmo cardíaco.
22 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.
23 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
24 Conteúdo Intestinal: Conteúdo compreendido em todo ou qualquer segmento do TRATO GASTROINTESTINAL
25 Veias Mesentéricas: Veias que drenam sangue dos intestinos. A veia mesentérica inferior drena para a veia esplênica, enquanto que a veia mesentérica superior uni-se à veia esplênica para formar a veia porta.
26 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
27 Cavidade Abdominal: Região do abdome que se estende do DIAFRAGMA torácico até o plano da abertura superior da pelve (passagem pélvica). A cavidade abdominal contém o PERiTÔNIO e as VÍSCERAS abdominais, assim como, o espaço extraperitoneal que inclui o ESPAÇO RETROPERITONEAL.
28 Peritonite: Inflamação do peritônio. Pode ser produzida pela entrada de bactérias através da perfuração de uma víscera (apendicite, colecistite), como complicação de uma cirurgia abdominal, por ferida penetrante no abdome ou, em algumas ocasiões, sem causa aparente. É uma doença grave que pode levar pacientes à morte.
29 Sepse: Infecção produzida por um germe capaz de provocar uma resposta inflamatória em todo o organismo. Os sintomas associados a sepse são febre, hipotermia, taquicardia, taquipnéia e elevação na contagem de glóbulos brancos. Pode levar à morte, se não tratada a tempo e corretamente.
30 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
31 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
32 Obstipação: Prisão de ventre ou constipação rebelde.
33 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
34 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
35 Palpação: Ato ou efeito de palpar. Toque, sensação ou percepção pelo tato. Em medicina, é o exame feito com os dedos ou com a mão inteira para explorar clinicamente os órgãos e determinar certas características, como temperatura, resistência, tamanho etc.
36 Sistêmicos: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
37 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
38 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
39 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
40 Descompressão: Ato ou efeito de descomprimir, de aliviar o que está sob efeito de pressão ou de compressão.
41 Abdome: Região do corpo que se localiza entre o TÓRAX e a PELVE.
42 Choque: 1. Estado de insuficiência circulatória a nível celular, produzido por hemorragias graves, sepse, reações alérgicas graves, etc. Pode ocasionar lesão celular irreversível se a hipóxia persistir por tempo suficiente. 2. Encontro violento, com impacto ou abalo brusco, entre dois corpos. Colisão ou concussão. 3. Perturbação brusca no equilíbrio mental ou emocional. Abalo psíquico devido a uma causa externa.
43 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
44 Anamnese: Lembrança pouco precisa, reminiscência, recordação. Na filosofia platônica, é a rememoração gradativa através da qual o filósofo redescobre dentro de si as verdades essenciais e latentes que remontam a um tempo anterior ao de sua existência empírica. Na medicina, é o histórico de todos os sintomas narrados pelo paciente sobre o seu caso clínico. É uma espécie de “entrevista†feita pelo profissional da saúde, em que o paciente é submetido a perguntas que ajudarão na condução a um diagnóstico mais preciso. Ela precede o exame físico em uma consulta médica.
45 Tomografia computadorizada: Exame capaz de obter imagens em tons de cinza de “fatias†de partes do corpo ou de órgãos selecionados, as quais são geradas pelo processamento por um computador de uma sucessão de imagens de raios X de alta resolução em diversos segmentos sucessivos de partes do corpo ou de órgãos.
46 Sinal: 1. É uma alteração percebida ou medida por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida. 2. Som ou gesto que indica algo, indício. 3. Dinheiro que se dá para garantir um contrato.
47 Enema: Introdução de substâncias líquidas ou semilíquidas através do esfíncter anal, com o objetivo de induzir a defecação ou administrar medicamentos.
48 Leucocitose: É o aumento no número de glóbulos brancos (leucócitos) no sangue, geralmente maior que 8.000 por mm³. Ocorre em diferentes patologias como em resposta a infecções ou processos inflamatórios. Entretanto, também pode ser o resultado de uma reação normal em certas condições como a gravidez, a menstruação e o exercício muscular.
49 Acidose metabólica: A acidose metabólica é uma acidez excessiva do sangue caracterizada por uma concentração anormalmente baixa de bicarbonato no sangue. Quando um aumento do ácido ultrapassa o sistema tampão de amortecimento do pH do organismo, o sangue pode acidificar-se. Quando o pH do sangue diminui, a respiração torna-se mais profunda e mais rápida, porque o corpo tenta liberar o excesso de ácido diminuindo o volume do anidrido carbônico. Os rins também tentam compensá-lo por meio da excreção de uma maior quantidade de ácido na urina. Contudo, ambos os mecanismos podem ser ultrapassados se o corpo continuar a produzir excesso de ácido, o que conduz a uma acidose grave e ao coma. A gasometria arterial é essencial para o seu diagnóstico. O pH está baixo (menor que 7,35) e os níveis de bicarbonato estão diminuídos (<24 mmol/l). Devido à compensação respiratória (hiperventilação), o dióxido de carbono está diminuído e o oxigênio está aumentado.
50 Sonda nasogástrica: Equipamento de uso médico que pode servir tanto para alimentar pacientes que não conseguem realizar a deglutição, como para drenar líquidos do estômago (em casos de intoxicação ou cirurgias, por exemplo). A sonda é um equipamento que consiste basicamente em um tubo com duas aberturas para comunicação entre o interior e o exterior do corpo do paciente.
51 Retossigmoidoscopia: Exploração visual do reto e da porção terminal do intestino grosso através de um instrumento de fibra óptica (retossigmoidoscópio). Permite também a obtenção de biópsias da mucosa intestinal.
52 Colonoscopia: Estudo endoscópico do intestino grosso, no qual o colonoscópio é introduzido pelo ânus. A colonoscopia permite o estudo de todo o intestino grosso e porção distal do intestino delgado. É um exame realizado na investigação de sangramentos retais, pesquisa de diarreias, alterações do hábito intestinal, dores abdominais e na detecção e remoção de neoplasias.
53 Anastomose: 1. Na anatomia geral, é a comunicação natural direta ou indireta entre dois vasos sanguíneos, entre dois canais da mesma natureza, entre dois nervos ou entre duas fibras musculares. 2. Na anatomia botânica, é a união total ou parcial de duas estruturas como vasos, ramos, raízes. 3. Formação cirúrgica de uma passagem entre duas estruturas tubulares ou ocas ou também é a junção ou ligação patológica entre dois espaços ou órgãos normalmente separados.
54 Estoma: 1. Na anatomia geral, é um orifício ou poro diminuto. 2. Em cirurgia, é uma abertura feita na parede abdominal por meio de colostomia, ileostomia, etc., ou seja, abertura entre duas porções do intestino em uma anastomose.
55 Colostomia: Procedimento cirúrgico que consiste em seccionar uma extremidade do intestino grosso e expô-lo através de uma abertura na parede abdominal anterior, pela qual será eliminado o material fecal. É utilizada em diferentes doenças que afetam o trânsito intestinal normal, podendo ser transitória (quando em uma segunda cirurgia o trânsito intestinal é restabelecido) ou definitiva.
56 Prognóstico: 1. Juízo médico, baseado no diagnóstico e nas possibilidades terapêuticas, em relação à duração, à evolução e ao termo de uma doença. Em medicina, predição do curso ou do resultado provável de uma doença; prognose. 2. Predição, presságio, profecia relativos a qualquer assunto. 3. Relativo a prognose. 4. Que traça o provável desenvolvimento futuro ou o resultado de um processo. 5. Que pode indicar acontecimentos futuros (diz-se de sinal, sintoma, indício, etc.). 6. No uso pejorativo, pernóstico, doutoral, professoral; prognóstico.
57 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
58 Comorbidades: Coexistência de transtornos ou doenças.
59 Recidiva: 1. Em medicina, é o reaparecimento de uma doença ou de um sintoma, após período de cura mais ou menos longo; recorrência. 2. Em direito penal, significa recaída na mesma falta, no mesmo crime; reincidência.
60 Eletiva: 1. Relativo à eleição, escolha, preferência. 2. Em medicina, sujeito à opção por parte do médico ou do paciente. Por exemplo, uma cirurgia eletiva é indicada ao paciente, mas não é urgente. 3. Cujo preenchimento depende de eleição (diz-se de cargo). 4. Em bioquímica ou farmácia, aquilo que tende a se combinar com ou agir sobre determinada substância mais do que com ou sobre outra.
61 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
62 Óbito: Morte de pessoa; passamento, falecimento.
63 Morbidade: Morbidade ou morbilidade é a taxa de portadores de determinada doença em relação à população total estudada, em determinado local e em determinado momento.
64 Íleo paralítico: O íleo adinâmico, também denominado íleo paralítico, reflexo, por inibição ou pós-operatório, é definido como uma atonia reflexa gastrintestinal, onde o conteúdo não é propelido através do lúmen, devido à parada da atividade peristáltica, sem uma causa mecânica. É distúrbio comum do pós-operatório podendo-se afirmar que ocorre após toda cirurgia abdominal, como resposta “fisiológica“ à intervenção, variando somente sua intensidade, afetando todo o aparelho digestivo ou parte dele.
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