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Vitiligo ocular: sintomas, diagnóstico e cuidados importantes

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O que é vitiligo1 ocular?

O vitiligo1 ocular é uma manifestação menos conhecida do vitiligo1, uma doença crônica caracterizada pela perda de melanócitos2, as células3 responsáveis pela produção de melanina4. Enquanto o vitiligo1 cutâneo5 se manifesta principalmente por manchas brancas na pele6, o vitiligo1 ocular envolve alterações nas estruturas do olho7 que contêm melanina4, como a íris8, a coroide9, o epitélio10 pigmentar da retina11 e, mais raramente, o corpo ciliar12.

A melanina4 desempenha um papel fundamental no olho7, contribuindo para a proteção contra a luz excessiva, absorção de parte da radiação ultravioleta e redução da dispersão da luz dentro do globo ocular13, além da manutenção da função visual adequada. No vitiligo1 ocular, a destruição ou disfunção dos melanócitos2 oculares pode levar a alterações anatômicas e funcionais, embora muitos pacientes permaneçam assintomáticos por longos períodos.

O vitiligo1 ocular pode ocorrer isoladamente, mas é mais frequentemente observado em pacientes com vitiligo1 cutâneo5, especialmente naqueles com formas extensas ou de longa duração da doença. Apesar disso, o acometimento ocular clinicamente significativo é incomum, e nem todos os indivíduos com vitiligo1 cutâneo5 desenvolvem alterações oculares, o que sugere uma interação complexa entre fatores genéticos, imunológicos e ambientais.

Quais são as causas do vitiligo1 ocular?

As causas do vitiligo1 ocular estão intimamente relacionadas às causas do vitiligo1 sistêmico14. A principal hipótese etiológica aceita atualmente é a de um mecanismo autoimune15. Nesse contexto, o sistema imunológico16 passa a reconhecer os melanócitos2 como estruturas estranhas e os destrói por meio de linfócitos T autorreativos, especialmente linfócitos T CD8+, além da participação de mediadores inflamatórios e autoanticorpos.

Além da autoimunidade17, fatores genéticos exercem papel importante. Estudos mostram que pessoas com vitiligo1 frequentemente possuem histórico familiar da doença ou de outras condições autoimunes18, como tireoidite de Hashimoto, diabetes mellitus19 tipo 1 e anemia perniciosa20. Certos genes relacionados à regulação imunológica e à sobrevivência21 dos melanócitos2 estão associados a maior risco de desenvolvimento do vitiligo1, inclusive de possíveis manifestações oculares.

Fatores ambientais também podem atuar como gatilhos, incluindo estresse físico ou emocional intenso, infecções22, exposição a substâncias químicas e traumas. No caso do olho7, processos inflamatórios locais podem facilitar o ataque imunológico aos melanócitos2 oculares.

Adicionalmente, teorias envolvendo estresse oxidativo sugerem que o acúmulo de espécies reativas de oxigênio pode levar à morte dos melanócitos2, tornando-os mais vulneráveis à resposta autoimune15.

Qual é a fisiopatologia23 do vitiligo1 ocular?

A fisiopatologia23 do vitiligo1 ocular baseia-se na perda progressiva ou disfunção dos melanócitos2 presentes nas estruturas oculares. No olho7, essas células3 são encontradas principalmente na íris8, na coroide9 e no epitélio10 pigmentar da retina11.

O processo inicia-se, em geral, por uma ativação anormal do sistema imunológico16. Linfócitos T autorreativos infiltram os tecidos oculares e liberam citocinas24 inflamatórias, como interferon-gama25 e fator de necrose26 tumoral alfa. Essas substâncias promovem inflamação27 local e induzem apoptose28 dos melanócitos2.

A perda da melanina4 na íris8 pode resultar em áreas de hipopigmentação, alterando sua coloração. Na coroide9 e no epitélio10 pigmentar da retina11, a diminuição da melanina4 compromete a absorção adequada da luz e a proteção contra danos foto-oxidativos, podendo afetar a função visual em situações específicas.

O estresse oxidativo contribui para esse processo, uma vez que os melanócitos2 são particularmente sensíveis a danos causados por espécies reativas de oxigênio. Quando os mecanismos antioxidantes falham, ocorre maior destruição celular, perpetuando a doença.

Apesar dessas alterações, a maioria dos pacientes não desenvolve comprometimento visual importante.

Veja sobre "Perda súbita da visão29", "Vista cansada", "Vista embaçada" e "Hipertensão30 intraocular".

Quais são as características clínicas do vitiligo1 ocular?

As características clínicas do vitiligo1 ocular variam amplamente. Muitos pacientes são assintomáticos e descobrem o envolvimento ocular apenas durante exames oftalmológicos de rotina. Quando presentes, os sinais31 clínicos mais comuns incluem alterações na pigmentação da íris8, como áreas mais claras ou heterocromia, que corresponde à diferença de coloração entre os olhos32 ou dentro do mesmo olho7.

Em alguns casos, observa-se despigmentação da coroide9, identificada em exames de fundo de olho33. Essa alteração geralmente não causa sintomas34 imediatos, mas pode estar associada a maior sensibilidade à luz, conhecida como fotofobia35.

Sintomas34 visuais, quando ocorrem, podem incluir visão29 embaçada, dificuldade de adaptação a ambientes muito claros e desconforto ocular. Episódios de inflamação27 ocular, como uveíte36 anterior ou posterior, são incomuns, mas podem ocorrer, sugerindo associação com mecanismos autoimunes18.

Alguns estudos também descrevem alterações discretas do filme lacrimal e maior frequência de sintomas34 de olho7 seco em pacientes com vitiligo1. O vitiligo1 ocular não costuma causar perda visual severa na maioria dos casos, diferentemente de outras doenças inflamatórias oculares mais agressivas.

Como o médico diagnostica o vitiligo1 ocular?

O diagnóstico37 do vitiligo1 ocular é realizado principalmente pelo oftalmologista38, geralmente em conjunto com o dermatologista. Ele se baseia na avaliação clínica, no histórico do paciente e em exames oftalmológicos específicos. A anamnese39 detalhada é fundamental, incluindo a presença de vitiligo1 cutâneo5, doenças autoimunes18 associadas e sintomas34 oculares.

No exame físico, a biomicroscopia com lâmpada de fenda permite avaliar a íris8 e identificar áreas de despigmentação. O exame de fundo de olho33 é essencial para detectar alterações na coroide9 e no epitélio10 pigmentar da retina11. Em alguns casos, exames complementares como a tomografia de coerência óptica (OCT) e a angiografia40 fluoresceínica podem ser utilizados para avaliar a integridade das camadas retinianas e possíveis alterações estruturais. A autofluorescência de fundo e a retinografia41 também podem auxiliar na documentação das alterações pigmentares.

Não existem exames laboratoriais específicos para confirmar o vitiligo1 ocular, mas testes podem ser solicitados para investigar doenças autoimunes18 associadas, especialmente alterações da tireoide42.

O diagnóstico37 diferencial pode incluir outras causas de hipopigmentação ocular, como síndrome43 de Vogt-Koyanagi-Harada, inflamações44 oculares crônicas, trauma ocular e algumas doenças congênitas45 da pigmentação.

Como o médico trata o vitiligo1 ocular?

O tratamento do vitiligo1 ocular depende da presença ou não de sintomas34 e de complicações associadas. Em pacientes assintomáticos, geralmente não é necessário tratamento específico, sendo recomendado apenas acompanhamento oftalmológico periódico.

Quando há inflamação27 ocular, como uveíte36, o tratamento pode incluir colírios corticosteroides e, em alguns casos, midriáticos/cicloplégicos e medicamentos imunossupressores tópicos ou sistêmicos46, sempre sob rigorosa supervisão médica.

Em situações mais graves ou recorrentes, pode ser necessária terapia imunomoduladora sistêmica conduzida por especialista.

Medidas de proteção ocular são frequentemente indicadas, como o uso de óculos escuros com filtro ultravioleta, especialmente para pacientes47 com fotofobia35 ou despigmentação significativa.

Atualmente, não existem terapias capazes de restaurar a pigmentação ocular de forma consistente. O foco do tratamento é o controle da inflamação27, a prevenção de complicações e a preservação da função visual. Nos pacientes com sintomas34 de olho7 seco, lágrimas artificiais podem proporcionar alívio sintomático48.

Como evolui o vitiligo1 ocular?

A evolução do vitiligo1 ocular é variável e, na maioria dos casos, benigna. Muitos pacientes permanecem estáveis ao longo dos anos, sem progressão significativa das alterações pigmentares ou comprometimento visual. Em alguns indivíduos, o vitiligo1 ocular pode acompanhar a evolução do vitiligo1 cutâneo5, apresentando períodos de estabilidade intercalados com fases de progressão.

A presença de doenças autoimunes18 associadas pode influenciar o curso da doença. O acompanhamento regular é importante para identificar precocemente possíveis inflamações44 oculares ou outras alterações que possam impactar a visão29. De modo geral, o prognóstico49 visual costuma ser favorável quando o paciente é adequadamente acompanhado.

Quais são as complicações possíveis com o vitiligo1 ocular?

As complicações do vitiligo1 ocular são relativamente raras, mas podem ocorrer. A principal delas é a uveíte36, uma inflamação27 das estruturas internas do olho7, que pode causar dor, vermelhidão, fotofobia35 e redução da acuidade visual50 se não tratada adequadamente. Outras possíveis complicações incluem aumento da sensibilidade à luz, desconforto ocular crônico51 e, em casos excepcionais, alterações visuais associadas à disfunção do epitélio10 pigmentar da retina11.

Em pacientes com uveíte36 persistente ou recorrente, podem ocorrer complicações secundárias, como catarata52, glaucoma53 e edema macular54 inflamatório. Embora o vitiligo1 ocular raramente leve à cegueira, seu reconhecimento é importante para garantir acompanhamento adequado e prevenir consequências mais graves, especialmente em pacientes com doenças autoimunes18 sistêmicas associadas.

Leia também sobre "Diferenças entre Oftalmologia, Optometria e Ortóptica55" e "Fundo de olho33" e "Gonioscopia56".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da U.S. National Library of Medicine e do JAAD - Journal of American Academy of Dermatology.

ABCMED, 2026. Vitiligo ocular: sintomas, diagnóstico e cuidados importantes. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/saude-dos-olhos/1505995/vitiligo-ocular-sintomas-diagnostico-e-cuidados-importantes.htm>. Acesso em: 16 mai. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Vitiligo: Doença benigna da pele, caracterizada pela ausência de pigmentação normal nas regiões afetadas, frequentemente face e mãos. Hoje já há tratamento, porém este é demorado e com resultados variáveis de pessoa para pessoa. CÓDIGO INTERNACIONAL DE DOENÇAS (CID): L80- VITILIGO.
2 Melanócitos: Células da pele que produzem o pigmento melanina.
3 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
4 Melanina: Cada uma das diversas proteínas de cor marrom ou preta, encontrada como pigmento em vegetais e animais.
5 Cutâneo: Que diz respeito à pele, à cútis.
6 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
7 Olho: s. m. (fr. oeil; ing. eye). Órgão da visão, constituído pelo globo ocular (V. este termo) e pelos diversos meios que este encerra. Está situado na órbita e ligado ao cérebro pelo nervo óptico. V. ocular, oftalm-. Sinônimos: Olhos
8 Íris: Membrana arredondada, retrátil, diversamente pigmentada, com um orifício central, a pupila, que se situa na parte anterior do olho, por trás da córnea e à frente do cristalino. A íris é a estrutura que dá a cor ao olho. Ela controla a abertura da pupila, regulando a quantidade de luz que entra no olho.
9 Coroide: 1. Que se assemelha a qualquer membrana e especialmente ao cório. 2. Na oftalmologia, diz-se de ou membrana que envolve o olho, situada entre a esclera e a retina.
10 Epitélio: Uma ou mais camadas de CÉLULAS EPITELIAIS, sustentadas pela lâmina basal, que recobrem as superfícies internas e externas do corpo.
11 Retina: Parte do olho responsável pela formação de imagens. É como uma tela onde se projetam as imagens: retém as imagens e as traduz para o cérebro através de impulsos elétricos enviados pelo nervo óptico. Possui duas partes: a retina periférica e a mácula.
12 Corpo Ciliar: Um anel de tecido que se estende do esporão escleral à ora serrata da retina. Consiste de uma porção uveal e uma porção epitelial. O músculo ciliar localiza-se na porção uveal e os processos ciliares na porção epitelial.
13 Globo ocular: O globo ocular recebe este nome por ter a forma de um globo, que por sua vez fica acondicionado dentro de uma cavidade óssea e protegido pelas pálpebras. Ele possui em seu exterior seis músculos, que são responsáveis pelos movimentos oculares, e por três camadas concêntricas aderidas entre si com a função de visão, nutrição e proteção. A camada externa (protetora) é constituída pela córnea e a esclera. A camada média (vascular) é formada pela íris, a coroide e o corpo ciliar. A camada interna (nervosa) é constituída pela retina.
14 Sistêmico: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
15 Autoimune: 1. Relativo à autoimunidade (estado patológico de um organismo atingido por suas próprias defesas imunitárias). 2. Produzido por autoimunidade. 3. Autoalergia.
16 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
17 Autoimunidade: 1. Estado patológico de um organismo atingido por suas próprias defesas imunitárias. 2. Autoalergia.
18 Autoimunes: 1. Relativo à autoimunidade (estado patológico de um organismo atingido por suas próprias defesas imunitárias). 2. Produzido por autoimunidade. 3. Autoalergia.
19 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
20 Anemia Perniciosa: Doença causada pela incapacidade do organismo absorver a vitamina B12. Mais corretamente, ela se refere a uma doença autoimune que resulta na perda da função das células gástricas parietais, que secretam ácido clorídrico para acidificar o estômago e o fator intrínseco gástrico que facilita a absorção da vitamina B12.
21 Sobrevivência: 1. Ato ou efeito de sobreviver, de continuar a viver ou a existir. 2. Característica, condição ou virtude daquele ou daquilo que subsiste a um outro. Condição ou qualidade de quem ainda vive após a morte de outra pessoa. 3. Sequência ininterrupta de algo; o que subsiste de (alguma coisa remota no tempo); continuidade, persistência, duração.
22 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
23 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.
24 Citocinas: Citoquina ou citocina é a designação genérica de certas substâncias segregadas por células do sistema imunitário que controlam as reações imunes do organismo.
25 Interferon-gama: Interferons (IFNs) são gicoproteínas naturais de sinalização celular que pertencem à classe das citocinas. Eles participam do controle e da replicação celular e são modificadores da resposta imunológica, com efeitos antiviral, antiproliferativo e imunomodulador. Os IFNs podem ser divididos em 3 grupos distintos. O tipo I inclui o IFN-α (alfa) e o β (beta), produzidos por células epiteliais e fibroblastos, contribuem para a primeira linha de defesa antiviral.
26 Necrose: Conjunto de processos irreversíveis através dos quais se produz a degeneração celular seguida de morte da célula.
27 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
28 Apoptose: Morte celular não seguida de autólise, também conhecida como ”morte celular programada”.
29 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
30 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
31 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
32 Olhos:
33 Fundo de olho: Fundoscopia, oftalmoscopia ou exame de fundo de olho é o exame em que se visualizam as estruturas do segmento posterior do olho (cabeça do nervo óptico, retina, vasos retinianos e coroide), dando atenção especialmente a região central da retina, denominada mácula. O principal aparelho utilizado pelo clínico para realização do exame de fundo de olho é o oftalmoscópio direto. O oftalmologista usa o oftalmoscópio indireto e a lâmpada de fenda.
34 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
35 Fotofobia: Dor ocular ou cefaléia produzida perante estímulos visuais. É um sintoma freqüente na meningite, hemorragia subaracnóidea, enxaqueca, etc.
36 Uveíte: Uveíte é uma inflamação intraocular que compromete total ou parcialmente a íris, o corpo ciliar e a coroide (o conjunto dos três forma a úvea), com envolvimento frequente do vítreo, retina e vasos sanguíneos.
37 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
38 Oftalmologista: Médico especializado em diagnosticar e tratar as doenças que acometem os olhos. Podem prescrever óculos de grau e lentes de contato.
39 Anamnese: Lembrança pouco precisa, reminiscência, recordação. Na filosofia platônica, é a rememoração gradativa através da qual o filósofo redescobre dentro de si as verdades essenciais e latentes que remontam a um tempo anterior ao de sua existência empírica. Na medicina, é o histórico de todos os sintomas narrados pelo paciente sobre o seu caso clínico. É uma espécie de “entrevista†feita pelo profissional da saúde, em que o paciente é submetido a perguntas que ajudarão na condução a um diagnóstico mais preciso. Ela precede o exame físico em uma consulta médica.
40 Angiografia: Método diagnóstico que, através do uso de uma substância de contraste, permite observar a morfologia dos vasos sangüíneos. O contraste é injetado dentro do vaso sangüíneo e o trajeto deste é acompanhado através de radiografias seriadas da área a ser estudada.
41 Retinografia: É uma fotografia da retina ou do nervo óptico que é feita com auxílio do retinógrafo. As principais indicações são para diagnóstico e acompanhamento das doenças vítreo retinianas, glaucoma e doenças do nervo óptico. O exame deve ser feito com a pupila dilatada e demora cerca de 5 a 10 minutos.
42 Tireoide: Glândula endócrina altamente vascularizada, constituída por dois lobos (um em cada lado da TRAQUÉIA) unidos por um feixe de tecido delgado. Secreta os HORMÔNIOS TIREOIDIANOS (produzidos pelas células foliculares) e CALCITONINA (produzida pelas células para-foliculares), que regulam o metabolismo e o nível de CÁLCIO no sangue, respectivamente.
43 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
44 Inflamações: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc. Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
45 Congênitas: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
46 Sistêmicos: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
47 Para pacientes: Você pode utilizar este texto livremente com seus pacientes, inclusive alterando-o, de acordo com a sua prática e experiência. Conheça todos os materiais Para Pacientes disponíveis para auxiliar, educar e esclarecer seus pacientes, colaborando para a melhoria da relação médico-paciente, reunidos no canal Para Pacientes . As informações contidas neste texto são baseadas em uma compilação feita pela equipe médica da Centralx. Você deve checar e confirmar as informações e divulgá-las para seus pacientes de acordo com seus conhecimentos médicos.
48 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
49 Prognóstico: 1. Juízo médico, baseado no diagnóstico e nas possibilidades terapêuticas, em relação à duração, à evolução e ao termo de uma doença. Em medicina, predição do curso ou do resultado provável de uma doença; prognose. 2. Predição, presságio, profecia relativos a qualquer assunto. 3. Relativo a prognose. 4. Que traça o provável desenvolvimento futuro ou o resultado de um processo. 5. Que pode indicar acontecimentos futuros (diz-se de sinal, sintoma, indício, etc.). 6. No uso pejorativo, pernóstico, doutoral, professoral; prognóstico.
50 Acuidade visual: Grau de aptidão do olho para discriminar os detalhes espaciais, ou seja, a capacidade de perceber a forma e o contorno dos objetos.
51 Crônico: Descreve algo que existe por longo período de tempo. O oposto de agudo.
52 Catarata: Opacificação das lentes dos olhos (opacificação do cristalino).
53 Glaucoma: É quando há aumento da pressão intra-ocular e danos ao nervo óptico decorrentes desse aumento de pressão. Esses danos se expressam no exame de fundo de olho e por alterações no campo de visão.
54 Edema macular: Inchaço na mácula.
55 Ortóptica: Ortóptica quer dizer visão correta, orto = correto e óptica = visão. A ortóptica é o ramo da oftalmologia que se ocupa da avaliação, medida dos desvios oculares e reeducação dos olhos em caso de problemas da visão binocular, como estrabismo, heteroforia, etc.
56 Gonioscopia: É um exame de visão que utiliza uma lente especial para o estudo do ângulo da câmara anterior do olho, onde é realizada a drenagem do humor aquoso.
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