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Nódulo no testículo? Entenda os sinais, o diagnóstico e o tratamento do seminoma

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O seminoma1 é o tipo mais comum de tumor2 germinativo testicular e afeta principalmente homens entre 30 e 45 anos. Costuma manifestar-se como aumento indolor de um dos testículos3, sendo diagnosticado por ultrassonografia4, marcadores tumorais e orquiectomia5 radical inguinal. Apresenta elevada sensibilidade à quimioterapia6 e excelente prognóstico7, com taxas de cura superiores a 95% na maioria dos casos. O diagnóstico8 precoce é fundamental para maximizar as chances de cura e minimizar as complicações do tratamento.

O que é seminoma1?

O seminoma1 é um tipo de tumor2 maligno originado nas células germinativas10 dos testículos3. As células germinativas10 são responsáveis pela produção dos espermatozoides11 e, quando sofrem alterações genéticas, podem transformar-se em células12 tumorais.

Esse tumor2 faz parte do grupo dos tumores germinativos testiculares, que também inclui outros tipos, como carcinoma13 embrionário, teratoma, tumor2 do saco vitelino e coriocarcinoma. O seminoma1 é o subtipo mais comum dos tumores germinativos testiculares puros e é mais frequentemente diagnosticado em homens jovens, geralmente entre 30 e 45 anos, embora possa ocorrer em outras faixas etárias.

Confira no infográfico abaixo um resumo sobre o seminoma1 (clique sobre a imagem para visualizá-la ampliada). Continue lendo o artigo para tirar todas as suas dúvidas sobre esse tumor2 testicular.

Infográfico - Seminoma

Quais são as causas do seminoma1?

As causas exatas do seminoma1 ainda não são completamente conhecidas. Entretanto, diversos fatores de risco foram identificados e parecem aumentar a probabilidade de desenvolvimento dessa neoplasia14. Um dos principais fatores de risco é o criptorquidismo, condição em que o testículo15 não desce adequadamente do abdome16 para o escroto17 durante o desenvolvimento fetal. Homens que tiveram essa alteração apresentam risco significativamente maior de desenvolver câncer18 testicular, incluindo seminoma1, mesmo após correção cirúrgica, embora a orquidopexia precoce reduza esse risco e facilite o diagnóstico8 precoce.

Outro fator importante é a história familiar de câncer18 testicular. Indivíduos que possuem parentes de primeiro grau com essa doença podem apresentar predisposição genética aumentada. Alterações genéticas específicas também têm sido associadas ao desenvolvimento do seminoma1, especialmente a presença de isocromossomo do braço curto do cromossomo19 12 [i(12p)], alteração frequentemente observada nos tumores germinativos testiculares.

Outros fatores associados incluem infertilidade20 masculina, síndrome21 de disgenesia22 gonadal, síndrome21 de Klinefelter em alguns contextos relacionados aos tumores germinativos, exposição a determinados agentes ambientais e alterações hormonais durante o desenvolvimento fetal.

Qual é a fisiopatologia9 do seminoma1?

A fisiopatologia9 do seminoma1 está relacionada à transformação maligna das células germinativas10 do testículo15. Esse processo geralmente se inicia a partir de uma lesão23 pré-invasiva denominada neoplasia14 germinativa de células12 in situ24 (GCNIS, do inglês germ cell neoplasia14 in situ24), anteriormente chamada de neoplasia14 germinativa intratubular. Nessa condição, as células germinativas10 passam a apresentar alterações genéticas e morfológicas que favorecem o crescimento descontrolado.

Com o tempo, essas células12 anormais proliferam dentro dos túbulos seminíferos e acabam invadindo o tecido25 testicular adjacente, formando o tumor2 propriamente dito. As células12 do seminoma1 são geralmente grandes, com citoplasma26 claro rico em glicogênio27, membranas celulares bem definidas e núcleos proeminentes. Ao exame histológico28, costuma haver infiltrado linfocitário associado e, ocasionalmente, granulomas29.

Em estágios mais avançados, o tumor2 pode invadir estruturas vizinhas e disseminar-se para outras partes do corpo. A disseminação ocorre principalmente por via linfática, atingindo inicialmente os linfonodos30 retroperitoneais. Em casos mais avançados, podem ocorrer metástases31 para pulmões32, fígado33, ossos e outros órgãos.

Quais são as características clínicas do seminoma1?

O sintoma34 mais comum do seminoma1 é o aumento indolor de um dos testículos3. O paciente percebe uma massa ou nódulo35 testicular durante o autoexame ou ao realizar sua higiene pessoal. Em muitos casos, o testículo15 afetado apresenta aumento de volume e consistência endurecida. Apesar disso, a dor nem sempre está presente, o que pode atrasar a procura por atendimento médico.

Alguns pacientes podem apresentar sensação de peso, desconforto ou aumento do volume escrotal. Menos frequentemente, pode ocorrer dor testicular, especialmente quando há sangramento intratumoral ou crescimento rápido da lesão23. Em estágios mais avançados, podem surgir sintomas36 relacionados à disseminação da doença, como dor lombar causada pelo comprometimento de linfonodos30 retroperitoneais.

Embora seja mais comum em tumores germinativos não seminomatosos, alguns pacientes podem apresentar elevação do beta-hCG, o que ocasionalmente pode estar associado a ginecomastia37. Mais raramente, podem ocorrer manifestações sistêmicas, como perda de peso, fadiga38 ou sintomas36 respiratórios caso haja metástases31 pulmonares.

Veja também sobre "Doenças do pênis39", "Oligospermia", "Azoospermia40" e "Vasectomia".

Como o médico diagnostica o seminoma1?

O diagnóstico8 do seminoma1 envolve uma combinação de avaliação clínica, exames laboratoriais e exames de imagem. Inicialmente, o médico realiza o exame físico, avaliando a presença de aumento, endurecimento ou massa testicular. Em seguida, costuma solicitar uma ultrassonografia4 escrotal, que é o principal exame de imagem para avaliação de lesões41 testiculares. Esse exame permite identificar massas suspeitas e diferenciar tumores sólidos de outras alterações, como cistos ou hidrocele42.

Exames laboratoriais também são importantes. Alguns marcadores tumorais podem ser avaliados no sangue43, como a gonadotrofina coriônica humana44 (beta-hCG), a alfafetoproteína (AFP) e a desidrogenase láctica45 (LDH). No seminoma1 clássico, a AFP permanece normal. A elevação da AFP sugere a presença de componente não seminomatoso e deve levar à reconsideração do diagnóstico8 de seminoma1 puro. O beta-hCG pode estar discretamente elevado em parte dos pacientes, enquanto a LDH pode refletir maior carga tumoral.

A biópsia46 testicular por via escrotal não é recomendada devido ao risco de disseminação tumoral e alteração da drenagem47 linfática. O diagnóstico8 definitivo ocorre após a remoção cirúrgica do testículo15 afetado por meio da orquiectomia5 radical inguinal. O material removido é analisado por exame anatomopatológico, que confirma o tipo de tumor2.

Após o diagnóstico8, são realizados exames de estadiamento, principalmente tomografia computadorizada48 de abdome16 e pelve49, frequentemente associada à tomografia de tórax50, para avaliar a extensão da doença e a presença de metástases31.

Como o médico trata o seminoma1?

O primeiro passo terapêutico é a orquiectomia5 radical inguinal, que consiste na remoção cirúrgica do testículo15 afetado por acesso inguinal. Esse procedimento é fundamental tanto para o diagnóstico8 definitivo quanto para o tratamento inicial.

Após a cirurgia, o médico define a conduta de acordo com o estágio da doença. Nos casos de seminoma1 estágio I, a vigilância ativa é atualmente uma das estratégias preferidas para muitos pacientes, devido às elevadas taxas de cura e ao baixo risco de mortalidade51 específica pela doença. Em situações selecionadas, pode ser utilizada quimioterapia6 adjuvante, geralmente com carboplatina, para reduzir o risco de recidiva52.

A radioterapia53 foi amplamente utilizada no passado devido à elevada radiossensibilidade do seminoma1. Entretanto, seu uso tornou-se mais restrito em razão do potencial aumento do risco de neoplasias54 secundárias e de efeitos cardiovasculares tardios, sendo atualmente menos empregada em comparação com estratégias de vigilância ativa e quimioterapia6.

Nos estágios mais avançados, quando há disseminação da doença, a quimioterapia6 sistêmica é o tratamento principal. Os esquemas mais utilizados incluem medicamentos à base de platina, como bleomicina, etoposídeo e cisplatina (BEP) ou regimes alternativos conforme o perfil clínico do paciente. Esse tratamento apresenta elevadas taxas de resposta, mesmo em doença metastática55.

Antes do início da quimioterapia6, recomenda-se discutir preservação da fertilidade por meio de criopreservação de sêmen56 quando apropriado.

Como evolui o seminoma1?

O seminoma1 costuma apresentar crescimento relativamente lento e, quando diagnosticado precocemente, possui altas taxas de cura. Em comparação com muitos outros tumores malignos, apresenta comportamento biológico favorável e excelente resposta ao tratamento.

A evolução depende principalmente do estágio em que a doença é diagnosticada. Quando identificado precocemente e tratado adequadamente, o prognóstico7 é extremamente favorável. As taxas de sobrevida57 específica para a doença ultrapassam 95% e, nos estágios iniciais, aproximam-se de 99%. Mesmo em casos mais avançados, muitos pacientes respondem muito bem à quimioterapia6 baseada em platina.

Após o tratamento, os pacientes devem ser acompanhados regularmente por meio de avaliações clínicas, marcadores tumorais e exames de imagem, especialmente nos primeiros anos, período em que ocorre a maioria das recidivas58.

Quais são as complicações possíveis com o seminoma1?

Embora o seminoma1 apresente excelente prognóstico7, algumas complicações podem ocorrer. Uma das principais é a disseminação metastática para linfonodos30 retroperitoneais, pulmões32, fígado33, ossos e outros órgãos. Essa disseminação pode causar sintomas36 adicionais e exigir tratamentos mais intensivos.

Outra possível complicação está relacionada aos efeitos do tratamento. A quimioterapia6 e a radioterapia53 podem causar fadiga38, náuseas59, redução da fertilidade e aumento do risco de complicações tardias. A cisplatina pode estar associada a neuropatia periférica60, perda auditiva, disfunção renal61 e aumento do risco cardiovascular a longo prazo. A radioterapia53, quando utilizada, pode aumentar o risco de neoplasias54 secundárias após muitos anos.

A infertilidade20 pode ocorrer, especialmente quando há comprometimento prévio da função testicular ou quando os tratamentos afetam a produção de espermatozoides11. Por isso, muitos médicos recomendam a preservação de sêmen56 antes do início da terapia.

Além das repercussões físicas, podem ocorrer complicações psicológicas relacionadas ao diagnóstico8 de câncer18, alterações na imagem corporal após a retirada do testículo15 e impacto emocional sobre a sexualidade, autoestima e qualidade de vida. Quando necessário, o implante62 de prótese63 testicular pode ser discutido para fins estéticos e psicossociais.

Leia sobre "Principais distúrbios testiculares", "Torção64 do testículo15", "Epididimite" e "Criptorquidia65".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Rede D’Or São Luiz e da Sociedade Brasileira de Urologia.

ABCMED, 2026. Nódulo no testículo? Entenda os sinais, o diagnóstico e o tratamento do seminoma. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/saude-do-homem/1507595/nodulo-no-testiculo-entenda-os-sinais-o-diagnostico-e-o-tratamento-do-seminoma.htm>. Acesso em: 6 jun. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Seminoma: Tumor maligno derivado das células germinativas do testículo. É capaz de produzir metástases à distância. Os homens podem apresentar aumento do tamanho do testículo e tumor palpável no mesmo. Também pode originar-se fora da gônada, no mediastino.
2 Tumor: Termo que literalmente significa massa ou formação de tecido. É utilizado em geral para referir-se a uma formação neoplásica.
3 Testículos: Os testículos são as gônadas sexuais masculinas que produzem as células de fecundação ou espermatozóides. Nos mamíferos ocorrem aos pares e são protegidos fora do corpo por uma bolsa chamada escroto. Têm função de glândula produzindo hormônios masculinos.
4 Ultrassonografia: Ultrassonografia ou ecografia é um exame complementar que usa o eco produzido pelo som para observar em tempo real as reflexões produzidas pelas estruturas internas do organismo (órgãos internos). Os aparelhos de ultrassonografia utilizam uma frequência variada, indo de 2 até 14 MHz, emitindo através de uma fonte de cristal que fica em contato com a pele e recebendo os ecos gerados, os quais são interpretados através de computação gráfica.
5 Orquiectomia: Remoção cirúrgica do testículo.
6 Quimioterapia: Método que utiliza compostos químicos, chamados quimioterápicos, no tratamento de doenças causadas por agentes biológicos. Quando aplicada ao câncer, a quimioterapia é chamada de quimioterapia antineoplásica ou quimioterapia antiblástica.
7 Prognóstico: 1. Juízo médico, baseado no diagnóstico e nas possibilidades terapêuticas, em relação à duração, à evolução e ao termo de uma doença. Em medicina, predição do curso ou do resultado provável de uma doença; prognose. 2. Predição, presságio, profecia relativos a qualquer assunto. 3. Relativo a prognose. 4. Que traça o provável desenvolvimento futuro ou o resultado de um processo. 5. Que pode indicar acontecimentos futuros (diz-se de sinal, sintoma, indício, etc.). 6. No uso pejorativo, pernóstico, doutoral, professoral; prognóstico.
8 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
9 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.
10 Células Germinativas: São as células responsáveis pela reprodução sexuada e contêm metade do número total de cromossomos de uma espécie. Os espermatozoides (homem) e os ovócitos (mulher) são células germinativas.
11 Espermatozóides: Células reprodutivas masculinas.
12 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
13 Carcinoma: Tumor maligno ou câncer, derivado do tecido epitelial.
14 Neoplasia: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
15 Testículo: A gônada masculina contendo duas partes funcionais Sinônimos: Testículos
16 Abdome: Região do corpo que se localiza entre o TÓRAX e a PELVE.
17 Escroto:
18 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
19 Cromossomo: Cromossomos (Kroma=cor, soma=corpo) são filamentos espiralados de cromatina, existente no suco nuclear de todas as células, composto por DNA e proteínas, sendo observável à microscopia de luz durante a divisão celular.
20 Infertilidade: Capacidade diminuída ou ausente de gerar uma prole. O termo não implica a completa inabilidade para ter filhos e não deve ser confundido com esterilidade. Os clínicos introduziram elementos físicos e temporais na definição. Infertilidade é, portanto, freqüentemente diagnosticada quando, após um ano de relações sexuais não protegidas, não ocorre a concepção.
21 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
22 Disgenesia: 1. Distúrbio da capacidade reprodutiva. 2. Qualquer anomalia do desenvolvimento. 3. Esterilidade devido a um cruzamento entre espécimes estéreis entre si.
23 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
24 In situ: Mesmo que in loco , ou seja, que está em seu lugar natural ou normal (diz-se de estrutura ou órgão). Em oncologia, é o que permanece confinado ao local de origem, sem invadir os tecidos vizinhos (diz-se de tumor).
25 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
26 Citoplasma: A parte da célula que contém o CITOSSOL e pequenas estruturas, excluindo o NÚCLEO CELULAR, MITOCÔNDRIA e os VACÚOLOS grandes. (Tradução livre do original
27 Glicogênio: Polissacarídeo formado a partir de moléculas de glicose, utilizado como reserva energética e abundante nas células hepáticas e musculares.
28 Histológico: Relativo à histologia, ou seja, relativo à disciplina biomédica que estuda a estrutura microscópica, composição e função dos tecidos vivos.
29 Granulomas: Formação composta por tecido de granulação que se encontra em processos infecciosos e outras doenças. É, na maioria das vezes, reacional a algum tipo de agressão (corpo estranho, ferimentos, parasitas, etc.).
30 Linfonodos: Gânglios ou nodos linfáticos.
31 Metástases: Formação de tecido tumoral, localizada em um lugar distante do sítio de origem. Por exemplo, pode se formar uma metástase no cérebro originário de um câncer no pulmão. Sua gravidade depende da localização e da resposta ao tratamento instaurado.
32 Pulmões: Órgãos do sistema respiratório situados na cavidade torácica e responsáveis pelas trocas gasosas entre o ambiente e o sangue. São em número de dois, possuem forma piramidal, têm consistência esponjosa e medem cerca de 25 cm de comprimento. Os pulmões humanos são divididos em segmentos denominados lobos. O pulmão esquerdo possui dois lobos e o direito possui três. Os pulmões são compostos de brônquios que se dividem em bronquíolos e alvéolos pulmonares. Nos alvéolos se dão as trocas gasosas ou hematose pulmonar entre o meio ambiente e o corpo, com a entrada de oxigênio na hemoglobina do sangue (formando a oxiemoglobina) e saída do gás carbônico ou dióxido de carbono (que vem da célula como carboemoglobina) dos capilares para o alvéolo.
33 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
34 Sintoma: Qualquer alteração da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. O sintoma é a queixa relatada pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
35 Nódulo: Lesão de consistência sólida, maior do que 0,5cm de diâmetro, saliente na hipoderme. Em geral não produz alteração na epiderme que a recobre.
36 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
37 Ginecomastia: Aumento anormal de uma ou ambas as glândulas mamárias no homem. Associa-se a diferentes enfermidades como cirrose, tumores testiculares, etc. Em certas ocasiões ocorrem de forma idiopática.
38 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
39 Pênis: Órgão reprodutor externo masculino. É composto por uma massa de tecido erétil encerrada em três compartimentos cilíndricos fibrosos. Dois destes compartimentos, os corpos cavernosos, ficam lado a lado ao longo da parte superior do órgão. O terceiro compartimento (na parte inferior), o corpo esponjoso, abriga a uretra.
40 Azoospermia: Ausência de espermatozódes no líquido seminal.
41 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
42 Hidrocele: Coleção de líquido em uma cavidade em forma de saco ou bolsa do corpo, especialmente no testículo. Muitas crianças nascem com hidrocele testicular, que é reabsorvida ao longo do tempo, raramente necessitando de algum tratamento.
43 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
44 Gonadotrofina coriônica humana: Gonadotrofina coriônica humana ou HCG é uma glicoproteína hormonal produzida pelas células trofoblásticas sinciciais nos líquidos maternos. No início da gravidez as concentrações de HCG no soro e na urina da mulher aumentam rapidamente, sendo um bom marcador para testes de gravidez. Sete a dez dias após a concepção, a concentração de HCG alcança 25 mUI/mL e aumenta ao pico de 37.000-50.000 mUI/mL entre oito e onze semanas. É o único hormônio exclusivo da gravidez, fazendo com que o teste de gravidez pela análise de HCG tenha acerto de quase 100%. É o único exame que comprova exatamente a gravidez.
45 Láctica: Diz-se de ou ácido usado como acidulante e intermediário químico; lática.
46 Biópsia: 1. Retirada de material celular ou de um fragmento de tecido de um ser vivo para determinação de um diagnóstico. 2. Exame histológico e histoquímico. 3. Por metonímia, é o próprio material retirado para exame.
47 Drenagem: Saída ou retirada de material líquido (sangue, pus, soro), de forma espontânea ou através de um tubo colocado no interior da cavidade afetada (dreno).
48 Tomografia computadorizada: Exame capaz de obter imagens em tons de cinza de “fatias†de partes do corpo ou de órgãos selecionados, as quais são geradas pelo processamento por um computador de uma sucessão de imagens de raios X de alta resolução em diversos segmentos sucessivos de partes do corpo ou de órgãos.
49 Pelve: 1. Cavidade no extremo inferior do tronco, formada pelos dois ossos do quadril (ossos ilíacos), sacro e cóccix; bacia. 2. Qualquer cavidade em forma de bacia ou taça (por exemplo, a pelve renal).
50 Tórax: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original Sinônimos: Peito; Caixa Torácica
51 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
52 Recidiva: 1. Em medicina, é o reaparecimento de uma doença ou de um sintoma, após período de cura mais ou menos longo; recorrência. 2. Em direito penal, significa recaída na mesma falta, no mesmo crime; reincidência.
53 Radioterapia: Método que utiliza diversos tipos de radiação ionizante para tratamento de doenças oncológicas.
54 Neoplasias: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
55 Doença metastática: Câncer que se espalhou do seu local de origem a outras partes do organismo.
56 Sêmen: Sêmen ou esperma. Líquido denso, gelatinoso, branco acinzentado e opaco, que contém espermatozoides e que serve para conduzi-los até o óvulo. O sêmen é o líquido da ejaculação. Ele é composto de plasma seminal e espermatozoides. Este plasma contém nutrientes que alimentam e protegem os espermatozoides.
57 Sobrevida: Prolongamento da vida além de certo limite; prolongamento da existência além da morte, vida futura.
58 Recidivas: 1. Em medicina, é o reaparecimento de uma doença ou de um sintoma, após período de cura mais ou menos longo; recorrência. 2. Em direito penal, significa recaída na mesma falta, no mesmo crime; reincidência.
59 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
60 Neuropatia periférica: Dano causado aos nervos que afetam os pés, as pernas e as mãos. A neuropatia causa dor, falta de sensibilidade ou formigamentos no local.
61 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
62 Implante: 1. Em cirurgia e odontologia é o material retirado do próprio indivíduo, de outrem ou artificialmente elaborado que é inserido ou enxertado em uma estrutura orgânica, de modo a fazer parte integrante dela. 2. Na medicina, é qualquer material natural ou artificial inserido ou enxertado no organismo. 3. Em patologia, é uma célula ou fragmento de tecido, especialmente de tumores, que migra para outro local do organismo, com subsequente crescimento.
63 Prótese: Elemento artificial implantado para substituir a função de um órgão alterado. Existem próteses de quadril, de rótula, próteses dentárias, etc.
64 Torção: 1. Ato ou efeito de torcer. 2. Na geometria diferencial, é a medida da derivada do vetor binormal em relação ao comprimento de arco. 3. Em física, é a deformação de um sólido em que os planos vizinhos, transversais a um eixo comum, sofrem, cada um deles, um deslocamento angular relativo aos outros planos. 4. Em medicina, é o mesmo que entorse. 5. Na patologia, é o movimento de rotação de um órgão sobre si mesmo. 6. Em veterinária, é a cólica de alguns animais, especialmente a do cavalo.
65 Criptorquidia: 1. Falha na descida de testículo para o escroto, também conhecida como criptorquia.
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