Gostou do artigo? Compartilhe!

Visão em risco: como o edema macular diabético pode roubar sua visão sem causar sintomas

A+ A- Alterar tamanho da letra
Avalie este artigo

O diabetes1 pode afetar os olhos2 de forma silenciosa. Entre suas complicações mais importantes está o edema macular3 diabético, uma condição que pode comprometer a visão central4 se não for tratada.

O edema macular3 diabético é uma das principais causas de perda visual em pessoas com diabetes1 e resulta do vazamento de líquido dos vasos da retina5 para a mácula6. Inicialmente pode não causar sintomas7, mas pode evoluir com visão8 borrada, dificuldade para leitura e perda progressiva da visão central4.

O diagnóstico9 é feito principalmente pela tomografia de coerência óptica (OCT) e o tratamento inclui controle rigoroso do diabetes1, injeções intravítreas de anti-VEGF, corticosteroides e, em casos selecionados, laser ou cirurgia. O diagnóstico9 precoce e o acompanhamento oftalmológico regular são fundamentais para preservar a visão8.

O que é edema macular3 diabético?

O edema macular3 diabético é uma complicação comum da retinopatia diabética10, uma doença ocular que ocorre em pessoas com diabetes1. Ele acontece quando os vasos sanguíneos11 da retina5, enfraquecidos ou danificados pelos níveis elevados de glicose12 no sangue13, passam a vazar líquido, proteínas14 e outros componentes do plasma15 para a mácula6, a região central da retina5 responsável pela visão8 de detalhes.

Esse acúmulo de líquido provoca espessamento e inchaço16 (edema17) da mácula6, comprometendo a visão central4. O paciente pode apresentar dificuldade para ler, reconhecer rostos, dirigir e realizar atividades que exigem precisão visual

O edema macular3 diabético é uma das principais causas de perda visual em pessoas com diabetes1 e uma importante causa de deficiência visual evitável quando não diagnosticado e tratado precocemente.

Quais são as causas do edema macular3 diabético?

O edema macular3 diabético é causado pelas alterações provocadas pela hiperglicemia18 crônica nos pequenos vasos sanguíneos11 da retina5. O excesso de glicose12 não faz com que os vasos "absorvam mais líquido", mas sim aumenta sua permeabilidade19, permitindo o extravasamento de líquido, proteínas14 e lipídios para o tecido20 retiniano.

Diversos fatores contribuem para o desenvolvimento da doença, incluindo o tempo de duração do diabetes1, controle inadequado da glicemia21, hipertensão arterial22, dislipidemia, doença renal23 crônica e tabagismo.

Leia também sobre "Complicações do diabetes24 mellitus", "Nefropatia25 diabética" e "Albuminúria26".

Qual é o substrato fisiopatológico do edema macular3 diabético?

A fisiopatologia27 do edema macular3 diabético envolve alterações da barreira hematorretiniana, cuja função é controlar a passagem de substâncias entre os vasos sanguíneos11 e a retina5. A hiperglicemia18 crônica provoca lesão28 das células29 endoteliais e perda dos pericitos30, células29 fundamentais para a estabilidade dos capilares31 retinianos, aumentando a permeabilidade19 vascular32.

Além disso, o diabetes1 estimula a produção de espécies reativas de oxigênio, ativa vias inflamatórias e aumenta a liberação de citocinas33 e do fator de crescimento endotelial vascular32 (VEGF), um dos principais mediadores do edema macular3 diabético. Essas alterações favorecem o vazamento de líquido e proteínas14 para a retina5. Embora o VEGF também esteja envolvido na formação de neovasos na retinopatia diabética10 proliferativa, no edema macular3 diabético seu principal papel é aumentar a permeabilidade19 vascular32.

Além do componente líquido, lipídios plasmáticos extravasam para a retina5 e formam os exsudatos34 duros intrarretinianos, frequentemente observados ao exame de fundo de olho35. O acúmulo de líquido provoca espessamento da retina5 e pode levar à formação de espaços císticos intrarretinianos.

Quando persistente, o edema17 causa dano progressivo aos fotorreceptores36 e às demais células29 retinianas, podendo resultar em perda visual permanente.

Quais são as características clínicas do edema macular3 diabético?

Nas fases iniciais, o edema macular3 diabético pode não causar sintomas7 ou provocar apenas alterações discretas da visão8. À medida que a doença evolui, surgem:

  • visão8 borrada;
  • dificuldade para leitura;
  • redução da acuidade visual37;
  • percepção de linhas tortas (metamorfopsia);
  • diminuição da sensibilidade ao contraste;
  • alterações na percepção das cores;
  • e escotomas38 centrais, que correspondem a pequenas áreas de falha na visão8.

A fotofobia39 não é um sintoma40 característico do edema macular3 diabético, embora possa estar presente em outras doenças oculares.

Se não tratado adequadamente, o edema17 pode provocar dano irreversível às células29 da mácula6 e perda permanente da visão central4. Entretanto, o edema macular3 diabético isoladamente raramente causa cegueira total, pois geralmente preserva a visão periférica41.

Infográfico - Edema macular diabético

Como o médico diagnostica o edema macular3 diabético?

O diagnóstico9 começa com a história clínica, avaliação da acuidade visual37 e exame oftalmológico completo com dilatação da pupila. O exame de fundo de olho35 permite identificar alterações típicas da retinopatia diabética10, como microaneurismas, hemorragias42, exsudatos34 duros e sinais43 sugestivos de edema macular3.

A tomografia de coerência óptica (OCT) é atualmente o principal exame para confirmar o diagnóstico9 e acompanhar a evolução da doença, pois fornece imagens de alta resolução da retina5, permitindo medir seu espessamento, identificar líquido intrarretiniano e sub-retiniano e avaliar a resposta ao tratamento.

A angiografia44 fluoresceínica continua sendo um exame importante em casos selecionados, permitindo identificar áreas de vazamento vascular32, isquemia45 macular e orientar algumas indicações de tratamento a laser. Em alguns centros especializados, a angiotomografia por OCT (OCT-A) pode complementar a avaliação da circulação46 retiniana sem necessidade de contraste.

A Tela de Amsler pode ser utilizada como método simples para detectar alterações da visão central4 e acompanhar sintomas7, mas não substitui o exame oftalmológico nem confirma o diagnóstico9.

Como o médico trata o edema macular3 diabético?

O tratamento depende da localização do edema17, da intensidade da perda visual e das características clínicas de cada paciente. O controle adequado da glicemia21, da pressão arterial47, dos lipídios e da função renal23 é parte fundamental do tratamento, pois reduz a progressão da doença e melhora os resultados das terapias oftalmológicas.

Atualmente, as injeções intravítreas de medicamentos anti-VEGF constituem o tratamento de primeira linha para a maioria dos pacientes com edema macular3 diabético envolvendo o centro da mácula6. Esses medicamentos bloqueiam a ação do fator de crescimento endotelial vascular32, reduzindo a permeabilidade19 dos vasos, diminuindo o edema17 e melhorando ou estabilizando a visão8.

Os corticosteroides intravítreos, como os implantes de dexametasona ou fluocinolona, são indicados em pacientes selecionados, especialmente quando há resposta insuficiente aos anti-VEGF ou contraindicação ao seu uso. Entretanto, aumentam o risco de catarata48 e hipertensão49 ocular.

A fotocoagulação a laser permanece indicada principalmente para alguns casos de edema macular3 focal, embora atualmente seja utilizada com menor frequência devido à eficácia das terapias anti-VEGF. A vitrectomia pode beneficiar pacientes que apresentam tração vítreo50-macular, membrana epirretiniana ou edema17 persistente relacionado a alterações da interface vítreo50-retiniana.

Sem tratamento adequado, o edema macular3 diabético pode causar perda visual permanente. Mesmo quando não há recuperação completa da visão8, o tratamento costuma reduzir o edema17, estabilizar a doença e preservar a função visual por muitos anos.

Veja sobre "Descolamento de retina5", "A presença de sangue13 nos olhos2" e "Degeneração macular51".

Como evolui o edema macular3 diabético?

Inicialmente, os pequenos vasos da retina5 tornam-se mais permeáveis em decorrência da hiperglicemia18 prolongada, permitindo o extravasamento de líquido para a mácula6. Esse acúmulo provoca espessamento da retina5 e comprometimento progressivo da visão central4. Com a persistência da doença, o edema17 pode tornar-se crônico52, levando à desorganização das camadas retinianas, degeneração53 dos fotorreceptores36 e perda visual permanente. Quanto maior o tempo de duração do edema17, menor tende a ser a recuperação da visão8, mesmo após o tratamento.

Nos casos em que há retinopatia diabética10 proliferativa associada, podem surgir neovasos, hemorragia54 vítrea e descolamento tracional da retina5. Essas complicações estão relacionadas à progressão da retinopatia diabética10 e não ao edema macular3 isoladamente.

A evolução depende também da resposta ao tratamento. Muitos pacientes apresentam redução significativa do edema17 e melhora da visão8, enquanto outros necessitam de aplicações intravítreas repetidas e acompanhamento oftalmológico contínuo.

Como prevenir o edema macular3 diabético?

O controle rigoroso da glicemia21 continua sendo a principal medida para prevenir ou retardar o desenvolvimento do edema macular3 diabético. Além disso, o controle adequado da pressão arterial47, dos níveis de colesterol55, da função renal23 e a interrupção do tabagismo também reduzem o risco de progressão da doença.

Consultas oftalmológicas periódicas são fundamentais para detectar alterações precocemente, mesmo quando o paciente não apresenta sintomas7, permitindo iniciar o tratamento antes que ocorram danos irreversíveis à retina5 e aumentando as chances de preservar a visão8.

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Rede D’Or São Luiz e da Revista Brasileira de Oftalmologia.

ABCMED, 2026. Visão em risco: como o edema macular diabético pode roubar sua visão sem causar sintomas. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/diabetes-mellitus/1511425/visao-em-risco-como-o-edema-macular-diabetico-pode-roubar-sua-visao-sem-causar-sintomas.htm>. Acesso em: 28 jul. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
2 Olhos:
3 Edema macular: Inchaço na mácula.
4 Visão central: Visão central é aquela na qual a imagem cai no centro da retina, em uma área chamada mácula. Esta visão é cheia de detalhes.
5 Retina: Parte do olho responsável pela formação de imagens. É como uma tela onde se projetam as imagens: retém as imagens e as traduz para o cérebro através de impulsos elétricos enviados pelo nervo óptico. Possui duas partes: a retina periférica e a mácula.
6 Mácula: Área central da retina, é a parte da retina que usamos para ler, ver televisão, dirigir e ver detalhes.
7 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
8 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
9 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
10 Retinopatia diabética: Dano causado aos pequenos vasos da retina dos diabéticos. Pode levar à perda da visão. Retinopatia não proliferativa ou retinopatia background Caracterizada por alterações intra-retinianas associadas ao aumento da permeabilidade capilar e à oclusão vascular que pode ou não ocorrer. São encontrados microaneurismas, edema macular e exsudatos duros (extravasamento de lipoproteínas). Também chamada de retinopatia simples.
11 Vasos Sanguíneos: Qualquer vaso tubular que transporta o sangue (artérias, arteríolas, capilares, vênulas e veias).
12 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
13 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
14 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
15 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
16 Inchaço: Inchação, edema.
17 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
18 Hiperglicemia: Excesso de glicose no sangue. Hiperglicemia de jejum é o nível de glicose acima dos níveis considerados normais após jejum de 8 horas. Hiperglicemia pós-prandial acima de níveis considerados normais após 1 ou 2 horas após alimentação.
19 Permeabilidade: Qualidade dos corpos que deixam passar através de seus poros outros corpos (fluidos, líquidos, gases, etc.).
20 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
21 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 70 e 110 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).
22 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
23 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
24 Complicações do diabetes: São os efeitos prejudiciais do diabetes no organismo, tais como: danos aos olhos, coração, vasos sangüíneos, sistema nervoso, dentes e gengivas, pés, pele e rins. Os estudos mostram que aqueles que mantêm os níveis de glicose do sangue, a pressão arterial e o colesterol próximos aos níveis normais podem ajudar a impedir ou postergar estes problemas.
25 Nefropatia: Lesão ou doença do rim.
26 Albuminúria: Presença de albumina na urina. A albuminúria pode ser um sinal de nefropatia diabética (doença nos rins causada pelas complicações do diabetes mal controlado) ou aparecer em infecções urinárias.
27 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.
28 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
29 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
30 Pericitos: Células delgadas únicas com vários processos estendendo-se ao longo do eixo do vaso capilar e circundando a parede vascular, também denominadas células murais. Os pericitos estão imersos na MEMBRANA BASAL e compartilhados com as CÉLULAS ENDOTELIAIS do vaso. Os pericitos são importantes na manutenção da integridade do vaso, angiogênese e na remodelagem vascular.
31 Capilares: Minúsculos vasos que conectam as arteríolas e vênulas.
32 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
33 Citocinas: Citoquina ou citocina é a designação genérica de certas substâncias segregadas por células do sistema imunitário que controlam as reações imunes do organismo.
34 Exsudatos: Líquido com alto teor de proteínas séricas e leucócitos, produzido como reação a danos nos tecidos e vasos sanguíneos.
35 Fundo de olho: Fundoscopia, oftalmoscopia ou exame de fundo de olho é o exame em que se visualizam as estruturas do segmento posterior do olho (cabeça do nervo óptico, retina, vasos retinianos e coroide), dando atenção especialmente a região central da retina, denominada mácula. O principal aparelho utilizado pelo clínico para realização do exame de fundo de olho é o oftalmoscópio direto. O oftalmologista usa o oftalmoscópio indireto e a lâmpada de fenda.
36 Fotorreceptores: Células especializadas em detectar e transducir luz.
37 Acuidade visual: Grau de aptidão do olho para discriminar os detalhes espaciais, ou seja, a capacidade de perceber a forma e o contorno dos objetos.
38 Escotomas: Regiões da retina em que há perda ou ausência da acuidade visual devido a patologias oculares.
39 Fotofobia: Dor ocular ou cefaléia produzida perante estímulos visuais. É um sintoma freqüente na meningite, hemorragia subaracnóidea, enxaqueca, etc.
40 Sintoma: Qualquer alteração da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. O sintoma é a queixa relatada pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
41 Visão periférica: É a propriedade da visão de perceber o que está fora do foco principal de visão. Capacidade do individuo enxergar pontos a sua frente e ao redor do seu campo visual, ou seja, é aquela que se forma fora da mácula, na periferia da retina.
42 Hemorragias: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
43 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
44 Angiografia: Método diagnóstico que, através do uso de uma substância de contraste, permite observar a morfologia dos vasos sangüíneos. O contraste é injetado dentro do vaso sangüíneo e o trajeto deste é acompanhado através de radiografias seriadas da área a ser estudada.
45 Isquemia: Insuficiência absoluta ou relativa de aporte sanguíneo a um ou vários tecidos. Suas manifestações dependem do tecido comprometido, sendo a mais frequente a isquemia cardíaca, capaz de produzir infartos, isquemia cerebral, produtora de acidentes vasculares cerebrais, etc.
46 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
47 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
48 Catarata: Opacificação das lentes dos olhos (opacificação do cristalino).
49 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
50 Vítreo: 1. Substância gelatinosa e transparente que preenche o espaço interno do olho. 2. Com a transparência do vidro; claro, límpido, translúcido. 3. Relativo a ou próprio de vidro.
51 Degeneração macular: A degeneração macular destrói gradualmente a visão central, afetando a mácula, parte do olho que permite enxergar detalhes finos necessários para realizar tarefas diárias tais como ler e dirigir. Existem duas formas - úmida e seca. Na forma úmida, há crescimento anormal de vasos sanguíneos no fundo do olho, podendo extravasar fluidos que prejudicam a visão central. Na forma seca, que é a mais comum e menos grave, há acúmulo de resíduos do metabolismo celular da retina, aliado a graus variáveis de atrofia do tecido retiniano, causando uma perda visual central, de progressão lenta, podendo dificultar a realização de algumas atividades como ler e escrever ou a identificação de traços de fisionomia.
52 Crônico: Descreve algo que existe por longo período de tempo. O oposto de agudo.
53 Degeneração: 1. Ato ou efeito de degenerar (-se). 2. Perda ou alteração (no ser vivo) das qualidades de sua espécie; abastardamento. 3. Mudança para um estado pior; decaimento, declínio. 4. No sentido figurado, é o estado de depravação. 5. Degenerescência.
54 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
55 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
Gostou do artigo? Compartilhe!

Pergunte diretamente a um especialista

Sua pergunta será enviada aos especialistas do CatalogoMed, veja as dúvidas já respondidas.