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Metformina: vantagens, desvantagens e quando ela realmente é indicada

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A metformina1 é o medicamento mais utilizado no tratamento do diabetes tipo 22, ajudando a reduzir a glicose3 no sangue4 e a melhorar a sensibilidade à insulina5. Além de controlar a glicemia6, apresenta baixo risco de hipoglicemia7, não costuma causar ganho de peso e pode ser utilizada em outras condições, como a Síndrome8 Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP) e o pré-diabetes9. Seus efeitos adversos mais comuns são gastrointestinais, e o uso prolongado pode reduzir os níveis de vitamina10 B12. Embora seja considerada segura para a maioria dos pacientes, existem contraindicações e situações que exigem monitoramento médico cuidadoso.

O que é metformina1?

A metformina1 é um medicamento pertencente à classe das biguanidas11, utilizado principalmente para tratar o diabetes mellitus12 tipo 2. Esse tipo de diabetes13 ocorre quando o organismo apresenta resistência à ação da insulina5 e, com o passar do tempo, pode também haver redução da capacidade do pâncreas14 de produzir insulina5 em quantidade suficiente para manter os níveis de glicose3 dentro da faixa normal. Assim, o principal objetivo da metformina1 é reduzir os níveis de glicose3 no sangue4 e melhorar a sensibilidade do organismo à insulina5.

Esse medicamento permanece como o tratamento farmacológico inicial de escolha para a maioria dos pacientes com diabetes tipo 22, principalmente quando mudanças no estilo de vida não são suficientes para controlar a doença. No entanto, pacientes com doença cardiovascular aterosclerótica estabelecida, insuficiência cardíaca15 ou doença renal16 crônica podem se beneficiar da introdução precoce de outras classes de medicamentos, como os inibidores de SGLT2 e os agonistas do receptor de GLP-1, conforme as recomendações mais recentes.

Como a metformina1 age no organismo?

Diferentemente de alguns outros medicamentos usados no tratamento do diabetes13, a metformina1 não estimula diretamente a produção de insulina5 pelo pâncreas14, mas atua melhorando a forma como o corpo utiliza a glicose3 já presente na circulação17.

Essa ação envolve vários mecanismos fisiológicos importantes. O principal deles ocorre no fígado18. A metformina1 reduz a produção hepática19 de glicose3, especialmente por meio da diminuição da gliconeogênese20 hepática19, o que ajuda a reduzir a quantidade de açúcar21 liberada na corrente sanguínea.

Outro efeito importante da metformina1 é o aumento da sensibilidade das células22 à insulina5. Em pessoas com diabetes tipo 22, muitas células22 do corpo tornam-se resistentes à ação desse hormônio23. Isso faz com que a glicose3 permaneça circulando no sangue4 em vez de ser utilizada como fonte de energia. A metformina1 ajuda a melhorar essa resposta celular, permitindo que a glicose3 seja mais eficientemente captada e utilizada pelos tecidos.

Além disso, o medicamento também pode reduzir a absorção intestinal de glicose3 e favorecer o metabolismo24 energético celular. Esses efeitos combinados resultam em melhor controle glicêmico.

Como não estimula diretamente a secreção de insulina5 pelo pâncreas14, a metformina1 apresenta risco muito baixo de hipoglicemia7 quando utilizada isoladamente, diferentemente de alguns outros tratamentos para diabetes13.

Infográfico - Metformina e sua ação no organismo

Como usar a metformina1?

O uso da metformina1 deve sempre ser orientado por um médico, pois a dose e a forma de administração podem variar conforme as necessidades de cada paciente. Em geral, o tratamento começa com doses baixas, que são aumentadas gradualmente ao longo do tempo. Esse ajuste progressivo tem como objetivo reduzir efeitos colaterais25, principalmente os gastrointestinais.

Normalmente, a metformina1 é administrada por via oral, em comprimidos que podem ser tomados uma ou mais vezes ao dia, geralmente durante ou após as refeições. Tomar o medicamento junto com alimentos ajuda a diminuir desconfortos digestivos, como náuseas26 e diarreia27. Existem também formulações de liberação prolongada, que liberam o medicamento lentamente no organismo, permitindo menor frequência de administração e, em alguns pacientes, melhor tolerabilidade gastrointestinal.

A metformina1 costuma ser mais eficaz quando combinada com hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, controle do peso corporal e prática regular de atividade física.

Veja sobre "Opções de tratamentos para o diabetes13",  "Prevenção do diabetes13 e suas complicações" e "Avanços recentes no tratamento do diabetes13". 

Vantagens do uso da metformina1

Uma das principais vantagens da metformina1 é sua eficácia no controle da glicemia6. O medicamento ajuda a reduzir os níveis de glicose3 no sangue4 de forma consistente, contribuindo para a prevenção de complicações associadas ao diabetes13, como doenças cardiovasculares28, doença renal16 crônica, neuropatia29 diabética e outras alterações decorrentes da hiperglicemia30 persistente.

Outra vantagem importante é que a metformina1 não costuma causar ganho de peso. Em alguns casos, ela pode até contribuir para uma leve redução do peso corporal, o que é especialmente benéfico para muitos pacientes com diabetes tipo 22 que apresentam sobrepeso31 ou obesidade32.

Além disso, o risco de hipoglicemia7 é muito baixo quando a metformina1 é utilizada isoladamente, o que aumenta a segurança do tratamento.

O medicamento também apresenta custo relativamente baixo e ampla disponibilidade, inclusive em sistemas públicos de saúde33, facilitando o acesso ao tratamento para uma grande parcela da população.

A metformina1 apresenta longo histórico de segurança cardiovascular e alguns estudos sugerem redução do risco cardiovascular em determinados grupos de pacientes, embora os benefícios cardiovasculares mais robustamente demonstrados atualmente sejam observados com os agonistas do receptor de GLP-1 e os inibidores de SGLT2.

Desvantagens do uso da metformina1

Apesar de suas vantagens, a metformina1 também apresenta algumas desvantagens e possíveis efeitos adversos que devem ser considerados.

Os efeitos colaterais25 mais comuns são gastrointestinais. Entre eles estão náuseas26, diarreia27, dor abdominal, sensação de estufamento, desconforto digestivo e perda de apetite. Esses sintomas34 geralmente surgem no início do tratamento e tendem a diminuir ou desaparecer com o tempo, especialmente quando a dose é aumentada gradualmente.

Outro possível problema associado ao uso prolongado da metformina1 é a redução dos níveis de vitamina10 B12 no organismo. Esse risco parece ser maior em pacientes que utilizam doses elevadas por longos períodos, motivo pelo qual o médico pode solicitar monitorização periódica dos níveis dessa vitamina10, especialmente diante de sintomas34 como anemia35 ou alterações neurológicas.

Uma complicação rara, porém potencialmente grave, é a acidose36 láctica37. Trata-se de uma condição caracterizada pelo acúmulo de ácido lático no sangue4. Embora seja uma complicação extremamente incomum, o risco aumenta em situações específicas, como insuficiência renal38 avançada, doença hepática19 grave, hipóxia39 tecidual importante ou outras condições médicas que favoreçam o acúmulo de lactato40.

Outras indicações da metformina1 além do diabetes tipo 22

Uma das indicações mais conhecidas da metformina1 além do diabetes tipo 22 é a Síndrome8 Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP), anteriormente conhecida como síndrome8 dos ovários41 policísticos (SOP).

Nessa condição, muitas mulheres apresentam resistência à insulina42, e a metformina1 pode ajudar a melhorar esse problema, contribuindo para a regularização dos ciclos menstruais e favorecendo a ovulação43 em algumas pacientes.

Embora possa auxiliar a fertilidade em determinadas situações, a metformina1 não é considerada o tratamento farmacológico de primeira escolha para indução da ovulação43 em mulheres com infertilidade44 associada à Síndrome8 Ovariana Metabólica Poliendócrina, papel atualmente ocupado pelo letrozol em muitas diretrizes.

O medicamento também pode ser utilizado em casos de pré-diabetes9, quando os níveis de glicose3 estão elevados, mas ainda não atingem os critérios diagnósticos para diabetes13. Nessas situações, a metformina1 pode ajudar a reduzir o risco de progressão para diabetes tipo 22, especialmente em pessoas com obesidade32, idade inferior a 60 anos, histórico de diabetes gestacional45 ou outros fatores de alto risco para progressão da doença.

Pesquisas vêm investigando o uso da metformina1 em outras áreas, como controle do peso, envelhecimento saudável e algumas doenças metabólicas. No entanto, muitas dessas aplicações ainda estão em estudo e não são consideradas indicações estabelecidas para a maioria dos pacientes.

Contraindicações da metformina1

A metformina1 não deve ser utilizada indiscriminadamente por todas as pessoas. Existem algumas situações em que seu uso é contraindicado ou requer monitorização cuidadosa.

Uma das principais limitações está relacionada à função renal16. Atualmente, a metformina1 é contraindicada em pacientes com taxa de filtração glomerular estimada inferior a 30 mL/min/1,73 m². Em pacientes com taxa de filtração glomerular entre 30 e 45 mL/min/1,73 m², o uso pode ser possível em situações selecionadas, geralmente com redução de dose e acompanhamento mais rigoroso.

Também deve ser utilizada com cautela ou evitada em pacientes com doença hepática19 grave, insuficiência cardíaca15 descompensada, histórico de acidose metabólica46, consumo excessivo de álcool ou situações de desidratação47 importante.

Em alguns procedimentos diagnósticos que utilizam contraste iodado, pode ser necessário suspender temporariamente o uso da metformina1, especialmente em pacientes com fatores de risco para comprometimento da função renal16.

Durante a gravidez48, a metformina1 pode ser utilizada em situações específicas, como diabetes tipo 22, diabetes gestacional45 e Síndrome8 Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP), sempre sob acompanhamento médico. Embora seja amplamente utilizada em diversos cenários, a insulina5 permanece como o tratamento de escolha quando é necessário controle rigoroso da glicemia6 durante a gestação. Durante a amamentação49, seu uso também pode ser considerado em muitos casos, desde que avaliado individualmente pelo profissional responsável.

Leia também sobre "Como medir os níveis de glicose3 no sangue4", "Hemoglobina glicosilada50" e "Curva glicêmica51".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites do Hospital Einstein, da U.S. National Library of Medicine e da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

ABCMED, 2026. Metformina: vantagens, desvantagens e quando ela realmente é indicada. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/diabetes-mellitus/1508615/metformina-vantagens-desvantagens-e-quando-ela-realmente-e-indicada.htm>. Acesso em: 16 jun. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Metformina: Medicamento para uso oral no tratamento do diabetes tipo 2. Reduz a glicemia por reduzir a quantidade de glicose produzida pelo fígado e ajudando o corpo a responder melhor à insulina produzida pelo pâncreas. Pertence à classe das biguanidas.
2 Diabetes tipo 2: Condição caracterizada por altos níveis de glicose causada tanto por graus variáveis de resistência à insulina quanto por deficiência relativa na secreção de insulina. O tipo 2 se desenvolve predominantemente em pessoas na fase adulta, mas pode aparecer em jovens.
3 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
4 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
5 Insulina: Hormônio que ajuda o organismo a usar glicose como energia. As células-beta do pâncreas produzem insulina. Quando o organismo não pode produzir insulna em quantidade suficiente, ela é usada por injeções ou bomba de insulina.
6 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 70 e 110 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).
7 Hipoglicemia: Condição que ocorre quando há uma queda excessiva nos níveis de glicose, freqüentemente abaixo de 70 mg/dL, com aparecimento rápido de sintomas. Os sinais de hipoglicemia são: fome, fadiga, tremores, tontura, taquicardia, sudorese, palidez, pele fria e úmida, visão turva e confusão mental. Se não for tratada, pode levar ao coma. É tratada com o consumo de alimentos ricos em carboidratos como pastilhas ou sucos com glicose. Pode também ser tratada com uma injeção de glucagon caso a pessoa esteja inconsciente ou incapaz de engolir. Também chamada de reação à insulina.
8 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
9 Pré-diabetes: Condição em que um teste de glicose, feito após 8 a 12 horas de jejum, mostra um nível de glicose mais alto que o normal mas não tão alto para um diagnóstico de diabetes. A medida está entre 100 mg/dL e 125 mg/dL. A maioria das pessoas com pré-diabetes têm um risco aumentado de desenvolver diabetes tipo 2.
10 Vitamina: Compostos presentes em pequenas quantidades nos diversos alimentos e nutrientes e que são indispensáveis para o desenvolvimento dos processos biológicos normais.
11 Biguanidas: Classe de medicamento oral usado para tratar diabetes tipo 2. Diminui a glicemia por reduzir a quantidade de glicose produzida pelo fígado e por ajudar o corpo a responder melhor à insulina. Aumenta a sensibilidade da insulina nos tecidos periféricos, principalmente no fígado.
12 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
13 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
14 Pâncreas: Órgão nodular (no ABDOME) que abriga GLÂNDULAS ENDÓCRINAS e GLÂNDULAS EXÓCRINAS. A pequena porção endócrina é composta pelas ILHOTAS DE LANGERHANS, que secretam vários hormônios na corrente sangüínea. A grande porção exócrina (PÂNCREAS EXÓCRINO) é uma glândula acinar composta, que secreta várias enzimas digestivas no sistema de ductos pancreáticos (que desemboca no DUODENO).
15 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
16 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
17 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
18 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
19 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
20 Gliconeogênese: Formação de novo açúcar. É o caminho pelo qual é produzida a glicose a partir de compostos aglicanos (não-açúcares ou não-carboidratos), sendo a maior parte deste processo realizado no fígado (principalmente em jejum) e uma menor parte realizada no córtex renal.
21 Açúcar: 1. Classe de carboidratos com sabor adocicado, incluindo glicose, frutose e sacarose. 2. Termo usado para se referir à glicemia sangüínea.
22 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
23 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
24 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
25 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
26 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
27 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
28 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
29 Neuropatia: Doença do sistema nervoso. As três principais formas de neuropatia em pessoas diabéticas são a neuropatia periférica, neuropatia autonômica e mononeuropatia. A forma mais comum é a neuropatia periférica, que afeta principalmente pernas e pés.
30 Hiperglicemia: Excesso de glicose no sangue. Hiperglicemia de jejum é o nível de glicose acima dos níveis considerados normais após jejum de 8 horas. Hiperglicemia pós-prandial acima de níveis considerados normais após 1 ou 2 horas após alimentação.
31 Sobrepeso: Peso acima do normal, índice de massa corporal entre 25 e 29,9.
32 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
33 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
34 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
35 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
36 Acidose: Desequilíbrio do meio interno caracterizado por uma maior concentração de íons hidrogênio no organismo. Pode ser produzida pelo ganho de substâncias ácidas ou perda de substâncias alcalinas (básicas).
37 Láctica: Diz-se de ou ácido usado como acidulante e intermediário químico; lática.
38 Insuficiência renal: Condição crônica na qual o corpo retém líquido e excretas pois os rins não são mais capazes de trabalhar apropriadamente. Uma pessoa com insuficiência renal necessita de diálise ou transplante renal.
39 Hipóxia: Estado de baixo teor de oxigênio nos tecidos orgânicos que pode ocorrer por diversos fatores, tais como mudança repentina para um ambiente com ar rarefeito (locais de grande altitude) ou por uma alteração em qualquer mecanismo de transporte de oxigênio, desde as vias respiratórias superiores até os tecidos orgânicos.
40 Lactato: Sal ou éster do ácido láctico ou ânion dele derivado.
41 Ovários: São órgãos pares com aproximadamente 3cm de comprimento, 2cm de largura e 1,5cm de espessura cada um. Eles estão presos ao útero e à cavidade pelvina por meio de ligamentos. Na puberdade, os ovários começam a secretar os hormônios sexuais, estrógeno e progesterona. As células dos folículos maduros secretam estrógeno, enquanto o corpo lúteo produz grandes quantidades de progesterona e pouco estrógeno.
42 Resistência à insulina: Inabilidade do corpo para responder e usar a insulina produzida. A resistência à insulina pode estar relacionada à obesidade, hipertensão e altos níveis de colesterol no sangue.
43 Ovulação: Ovocitação, oocitação ou ovulação nos seres humanos, bem como na maioria dos mamíferos, é o processo que libera o ovócito II em metáfase II do ovário. (Em outras espécies em vez desta célula é liberado o óvulo.) Nos dias anteriores à ovocitação, o folículo secundário cresce rapidamente, sob a influência do FSH e do LH. Ao mesmo tempo que há o desenvolvimento final do folículo, há um aumento abrupto de LH, fazendo com que o ovócito I no seu interior complete a meiose I, e o folículo passe ao estágio de pré-ovocitação. A meiose II também é iniciada, mas é interrompida em metáfase II aproximadamente 3 horas antes da ovocitação, caracterizando a formação do ovócito II. A elevada concentração de LH provoca a digestão das fibras colágenas em torno do folículo, e os níveis mais altos de prostaglandinas causam contrações na parede ovariana, que provocam a extrusão do ovócito II.
44 Infertilidade: Capacidade diminuída ou ausente de gerar uma prole. O termo não implica a completa inabilidade para ter filhos e não deve ser confundido com esterilidade. Os clínicos introduziram elementos físicos e temporais na definição. Infertilidade é, portanto, freqüentemente diagnosticada quando, após um ano de relações sexuais não protegidas, não ocorre a concepção.
45 Diabetes gestacional: Tipo de diabetes melito que se desenvolve durante a gravidez e habitualmente desaparece após o parto, mas aumenta o risco da mãe desenvolver diabetes no futuro. O diabetes gestacional é controlado com planejamento das refeições, atividade física e, em alguns casos, com o uso de insulina.
46 Acidose metabólica: A acidose metabólica é uma acidez excessiva do sangue caracterizada por uma concentração anormalmente baixa de bicarbonato no sangue. Quando um aumento do ácido ultrapassa o sistema tampão de amortecimento do pH do organismo, o sangue pode acidificar-se. Quando o pH do sangue diminui, a respiração torna-se mais profunda e mais rápida, porque o corpo tenta liberar o excesso de ácido diminuindo o volume do anidrido carbônico. Os rins também tentam compensá-lo por meio da excreção de uma maior quantidade de ácido na urina. Contudo, ambos os mecanismos podem ser ultrapassados se o corpo continuar a produzir excesso de ácido, o que conduz a uma acidose grave e ao coma. A gasometria arterial é essencial para o seu diagnóstico. O pH está baixo (menor que 7,35) e os níveis de bicarbonato estão diminuídos (<24 mmol/l). Devido à compensação respiratória (hiperventilação), o dióxido de carbono está diminuído e o oxigênio está aumentado.
47 Desidratação: Perda de líquidos do organismo pelo aumento importante da freqüência urinária, sudorese excessiva, diarréia ou vômito.
48 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
49 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
50 Hemoglobina glicosilada: Hemoglobina glicada, hemoglobina glicosilada, glico-hemoglobina ou HbA1C e, mais recentemente, apenas como A1C é uma ferramenta de diagnóstico na avaliação do controle glicêmico em pacientes diabéticos. Atualmente, a manutenção do nível de A1C abaixo de 7% é considerada um dos principais objetivos do controle glicêmico de pacientes diabéticos. Algumas sociedades médicas adotam metas terapêuticas mais rígidas de 6,5% para os valores de A1C.
51 Curva Glicêmica: Ou TOTG. Segundo a NDDG (National Diabetes Data Group) o teste é feito após jejum de 12 a 16 horas, 3 dias de dieta prévia contendo no mínimo 150 gramas de carboidrato/dia. Durante o teste: não pode fumar ou comer e deve permanecer em repouso total, pode ingerir apenas água. Coleta-se uma amostra de glicemia de jejum. Administra-se ao paciente sobrecarga de glicose: No adulto: 75g Na gestante: até 100g a critério médico Em crianças: 1,75 g/ kg de peso. A concentração da solução não deve ultrapassar 25 g/dl, e o tempo de ingestão deve ser inferior a 5 minutos. Coleta-se amostras de sangue a cada 30 minutos, até 120 minutos de teste - 5 amostras. Na interpretação do teste: Normal: Glicemia de jejum inferior a 110 mg/dl Glicemia após 120 minutos inferior a 140 mg/dl Nenhum valor durante o teste superior a 200 mg/dl Tolerância Diminuída à Glicose: Glicemia de jejum inferior a 140 mg/dl Glicemia após 120 minutos entre 140 e 200 mg/dl No máximo um valor durante o teste superior a 200 mg/dl Diabetes Melito: Glicemia de jejum superior a 140 mg/dl Todos os outros resultados da curva superiores a 200 mg/dl Diabetes Gestacional: pelo menos 2 resultados como se segue: Glicemia de jejum superior a 105,0 mg/dl Glicemia de 1 hora superior a 190,0 mg/dl Glicemia de 2 horas superior a 165,0 mg/dl Glicemia de 3 horas superior a 145,0 mg/dl.
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