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Por que a síndrome cardiorrenal metabólica preocupa cada vez mais os médicos?

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A síndrome1 cardiorrenal metabólica (CKM) reúne alterações do coração2, dos rins3 e do metabolismo4 que se influenciam mutuamente. Cada vez mais frequente, está fortemente associada à obesidade5, ao diabetes6 e à hipertensão7, aumentando o risco de complicações cardiovasculares e renais.

O que é a síndrome1 cardiorrenal metabólica?

A síndrome1 cardiorrenal metabólica (CKM – Cardio-Kidney-Metabolic Syndrome, em inglês) é um conceito clínico recentemente formalizado pela American Heart Association (AHA) que integra alterações do sistema cardiovascular9, renal10 e metabólico em um mesmo espectro patológico. Trata-se de uma condição complexa e multifatorial, frequentemente associada ao estilo de vida moderno e ao envelhecimento populacional, com impacto significativo na morbimortalidade global. A síndrome1 é caracterizada pela interação bidirecional entre doenças cardíacas, disfunção renal10 e distúrbios metabólicos, como obesidade5, resistência à insulina11, diabetes mellitus12 tipo 2 e dislipidemia. Esses componentes se agravam mutuamente por meio de mecanismos fisiopatológicos interligados. Esse modelo amplia a visão13 tradicional da síndrome1 cardiorrenal ao reconhecer que os fatores metabólicos desempenham papel central no desenvolvimento e na progressão das doenças cardiovasculares14 e renais. Assim, o paciente não apresenta apenas doenças isoladas, mas um conjunto de alterações sistêmicas que compartilham fatores de risco e vias patogênicas comuns.

Quais são as causas da síndrome1 cardiorrenal metabólica?

As causas da condição são multifatoriais, envolvendo fatores genéticos, ambientais e comportamentais. Entre os principais fatores de risco estão a obesidade5, especialmente a visceral; o sedentarismo15; a alimentação rica em gorduras saturadas16, açúcares refinados e sódio; a hipertensão arterial17 sistêmica; o diabetes mellitus12 tipo 2; e a dislipidemia, caracterizada pelo aumento de colesterol18 LDL19 e dos triglicerídeos e pela redução de colesterol18 HDL20. Também contribuem o tabagismo; o envelhecimento, a privação crônica do sono e os fatores psicossociais, que também vêm sendo associados ao aumento do risco cardiometabólico. Além disso, fatores inflamatórios, hormonais e neuro-hormonais desempenham papel importante, incluindo o aumento de citocinas21 pró-inflamatórias, o estresse oxidativo e alterações no sistema renina-angiotensina-aldosterona.

Qual é a fisiopatologia8 da síndrome1 cardiorrenal metabólica?

A fisiopatologia8 da síndrome1 cardiorrenal metabólica é complexa e envolve múltiplos mecanismos interdependentes. Um dos principais fatores é a resistência à insulina11, que leva à hiperglicemia22 crônica e promove alterações vasculares23, metabólicas e inflamatórias. A obesidade5 visceral contribui para um estado inflamatório crônico24 de baixo grau, com liberação de adipocinas e citocinas21 inflamatórias que afetam simultaneamente o coração2, os rins3 e os vasos sanguíneos25. Esse ambiente inflamatório favorece a aterosclerose26, a fibrose27 miocárdica e a lesão28 renal10 progressiva.

A ativação do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) e do sistema nervoso29 simpático30 também é central nesse processo, levando à vasoconstrição31, retenção de sódio e de água, hipertensão arterial17 e remodelamento cardíaco. Além disso, ocorre disfunção endotelial, caracterizada pela redução da biodisponibilidade de óxido nítrico, o que contribui para o aumento da resistência vascular32 e da pressão arterial33. A lipotoxicidade decorrente do excesso de tecido adiposo34 e o estresse oxidativo também participam da lesão28 tecidual progressiva.

Nos rins3, pode ocorrer hiperfiltração35 glomerular nas fases iniciais, especialmente em indivíduos com obesidade5 e diabetes6, evoluindo posteriormente para albuminúria36, dano glomerular e perda progressiva da função renal10. No coração2, observam-se hipertrofia37 ventricular esquerda, disfunção diastólica e aumento do risco de insuficiência cardíaca38, especialmente da forma com fração de ejeção preservada.

Quais são as características clínicas da síndrome1 cardiorrenal metabólica?

As manifestações clínicas da síndrome1 cardiorrenal metabólica variam de acordo com o estágio da doença e os órgãos mais comprometidos. Entre os principais sinais39 e sintomas40 estão: hipertensão arterial17 persistente, ganho de peso corporal ou obesidade5 abdominal, edema41, especialmente em membros inferiores, fadiga42, intolerância ao esforço, dispneia43, principalmente em casos de insuficiência cardíaca38, alterações urinárias, como albuminúria36 ou proteinúria44, além de hiperglicemia22 e sintomas40 relacionados ao diabetes mellitus12. Alguns pacientes também podem apresentar aumento da circunferência abdominal, apneia obstrutiva do sono45 e manifestações de doença cardiovascular aterosclerótica.

Em muitos casos, os pacientes permanecem assintomáticos nas fases iniciais, sendo o diagnóstico46 realizado por meio de exames laboratoriais e de imagem solicitados durante avaliações de rotina ou investigação de fatores de risco cardiovascular.

Como o médico diagnostica a síndrome1 cardiorrenal metabólica?

O diagnóstico46 da síndrome1 cardiorrenal metabólica é clínico e laboratorial, baseado na identificação dos componentes da síndrome1 e na avaliação da interação entre eles. O médico deve realizar uma história clínica detalhada e um exame físico completo, buscando fatores de risco e sinais39 clínicos de comprometimento cardiovascular, renal10 e metabólico.

Os exames complementares geralmente incluem glicemia de jejum47, hemoglobina glicada48, perfil lipídico49, creatinina50 sérica com estimativa da taxa de filtração glomerular (TFG), exame de urina51 e relação albumina52-creatinina50 urinária, que permite detectar precocemente a lesão28 renal10. Também podem ser solicitados eletrocardiograma53, ecocardiograma54 e monitorização da pressão arterial33. Além disso, a avaliação da circunferência abdominal e do índice de massa corporal55 (IMC56) auxilia na identificação do excesso de adiposidade.

A AHA propôs um sistema de estadiamento da síndrome1 CKM, que vai desde indivíduos com fatores de risco metabólicos até aqueles com doença cardiovascular estabelecida, permitindo melhor estratificação do risco e direcionamento das intervenções preventivas. O diagnóstico46 precoce é fundamental para evitar a progressão da doença e suas complicações.

Leia também sobre "Pré-diabetes57", "Pré-hipertensão7" e "O que afeta o comportamento da sua glicemia58?"

Como o médico trata a síndrome1 cardiorrenal metabólica?

O tratamento da síndrome1 cardiorrenal metabólica é multidisciplinar e envolve mudanças no estilo de vida, controle rigoroso dos fatores de risco e tratamento medicamentoso individualizado.

As medidas não farmacológicas incluem alimentação equilibrada, com redução do consumo de sal, açúcares e gorduras saturadas16, prática regular de atividade física, perda de peso quando indicada, cessação do tabagismo e melhora da qualidade do sono.

Quando necessário, podem ser utilizados medicamentos para controlar os diferentes componentes da síndrome1. Entre eles estão os anti-hipertensivos, especialmente os inibidores da enzima59 conversora da angiotensina (IECA) e os bloqueadores dos receptores da angiotensina II (BRA), que oferecem benefícios cardiovasculares e renais. Para o diabetes mellitus12 tipo 2, podem ser utilizados metformina60, inibidores do cotransportador sódio-glicose61 tipo 2 (iSGLT2) e agonistas do receptor do GLP-1, conforme as características clínicas do paciente. Estatinas são amplamente empregadas para o controle da dislipidemia e redução do risco cardiovascular, enquanto diuréticos62 podem ser necessários em casos de retenção hídrica e insuficiência cardíaca38.

Os inibidores de SGLT2 têm recebido destaque nas diretrizes atuais por reduzirem o risco de progressão da doença renal10 crônica, hospitalizações por insuficiência cardíaca38 e eventos cardiovasculares, inclusive em determinados pacientes sem diabetes mellitus12. Da mesma forma, os agonistas do receptor de GLP-1 demonstraram benefícios relevantes na perda de peso e na redução do risco cardiovascular em indivíduos selecionados.

O acompanhamento regular é essencial para monitorar a resposta ao tratamento, ajustar as terapias e reduzir a progressão das lesões63 cardiovasculares e renais.

Como evolui a síndrome1 cardiorrenal metabólica?

A evolução da síndrome1 cardiorrenal metabólica depende do controle dos fatores de risco e da adesão ao tratamento. Quando não tratada adequadamente, a doença tende a progredir de forma silenciosa ao longo dos anos, levando ao agravamento simultâneo das alterações metabólicas, cardiovasculares e renais.

Por outro lado, intervenções precoces e estratégias terapêuticas direcionadas podem retardar significativamente a progressão da doença, reduzir complicações e melhorar tanto a qualidade quanto a expectativa de vida64 dos pacientes.

Quais são as complicações possíveis da síndrome1 cardiorrenal metabólica?

As complicações podem ser graves e ocorrem principalmente quando a síndrome1 cardiorrenal metabólica não é diagnosticada ou tratada adequadamente. Entre as principais estão insuficiência cardíaca38, doença renal10 crônica avançada com eventual necessidade de terapia renal10 substitutiva, infarto65 agudo66 do miocárdio67, acidente vascular cerebral68 (AVC), arritmias69 cardíacas e morte súbita.

Além disso, há aumento do risco de hospitalizações recorrentes, e de progressão da aterosclerose26, além de redução significativa da capacidade funcional e piora importante da qualidade de vida.

Em resumo, a síndrome1 cardiorrenal metabólica ajuda a compreender, de forma integrada, a relação entre obesidade5, diabetes6, doença renal10 crônica e doença cardiovascular. Sua prevalência70 tende a aumentar em razão do envelhecimento populacional e da crescente frequência dos fatores de risco cardiometabólicos. O reconhecimento precoce, a estratificação adequada do risco e a implementação de medidas preventivas e terapêuticas baseadas em evidências são fundamentais para reduzir a morbimortalidade e melhorar o prognóstico71 dos pacientes.

Veja mais em "Apolipoproteínas", "Cinco estratégias simples para proteger seu coração2 agora" e "Saúde72 cardiovascular ideal na infância".

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da National Library of Medicine – USA e da SBN - Sociedade Brasileira de Nefrologia.

ABCMED, 2026. Por que a síndrome cardiorrenal metabólica preocupa cada vez mais os médicos?. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1509405/por-que-a-sindrome-cardiorrenal-metabolica-preocupa-cada-vez-mais-os-medicos.htm>. Acesso em: 24 jun. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
2 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
3 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
4 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
5 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
6 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
7 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
8 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.
9 Sistema cardiovascular: O sistema cardiovascular ou sistema circulatório sanguíneo é formado por um circuito fechado de tubos (artérias, veias e capilares) dentro dos quais circula o sangue e por um órgão central, o coração, que atua como bomba. Ele move o sangue através dos vasos sanguíneos e distribui substâncias por todo o organismo.
10 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
11 Resistência à insulina: Inabilidade do corpo para responder e usar a insulina produzida. A resistência à insulina pode estar relacionada à obesidade, hipertensão e altos níveis de colesterol no sangue.
12 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
13 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
14 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
15 Sedentarismo: Qualidade de quem ou do que é sedentário, ou de quem tem vida e/ou hábitos sedentários. Sedentário é aquele que se exercita pouco, que não se movimenta muito.
16 Gorduras saturadas: Elas são encontradas principalmente em produtos de origem animal. Em temperatura ambiente, apresentam-se em estado sólido. Estão nas carnes vermelhas e brancas (principalmente gordura da carne e pele das aves e peixes), leite e seus derivados integrais (manteiga, creme de leite, iogurte, nata) e azeite de dendê.
17 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
18 Colesterol: Tipo de gordura produzida pelo fígado e encontrada no sangue, músculos, fígado e outros tecidos. O colesterol é usado pelo corpo para a produção de hormônios esteróides (testosterona, estrógeno, cortisol e progesterona). O excesso de colesterol pode causar depósito de gordura nos vasos sangüíneos. Seus componentes são: HDL-Colesterol: tem efeito protetor para as artérias, é considerado o bom colesterol. LDL-Colesterol: relacionado às doenças cardiovasculares, é o mau colesterol. VLDL-Colesterol: representa os triglicérides (um quinto destes).
19 LDL: Lipoproteína de baixa densidade, encarregada de transportar colesterol através do sangue. Devido à sua tendência em depositar o colesterol nas paredes arteriais e a produzir aterosclerose, tem sido denominada ”mau colesterol”.
20 HDL: Abreviatura utilizada para denominar um tipo de proteína encarregada de transportar o colesterol sanguíneo, que se relaciona com menor risco cardiovascular. Também é conhecido como “Bom Colesterolâ€. Seus valores normais são de 35-50mg/dl.
21 Citocinas: Citoquina ou citocina é a designação genérica de certas substâncias segregadas por células do sistema imunitário que controlam as reações imunes do organismo.
22 Hiperglicemia: Excesso de glicose no sangue. Hiperglicemia de jejum é o nível de glicose acima dos níveis considerados normais após jejum de 8 horas. Hiperglicemia pós-prandial acima de níveis considerados normais após 1 ou 2 horas após alimentação.
23 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
24 Crônico: Descreve algo que existe por longo período de tempo. O oposto de agudo.
25 Vasos Sanguíneos: Qualquer vaso tubular que transporta o sangue (artérias, arteríolas, capilares, vênulas e veias).
26 Aterosclerose: Tipo de arteriosclerose caracterizado pela formação de placas de ateroma sobre a parede das artérias.
27 Fibrose: 1. Aumento das fibras de um tecido. 2. Formação ou desenvolvimento de tecido conjuntivo em determinado órgão ou tecido como parte de um processo de cicatrização ou de degenerescência fibroide.
28 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
29 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
30 Simpático: 1. Relativo à simpatia. 2. Que agrada aos sentidos; aprazível, atraente. 3. Em fisiologia, diz-se da parte do sistema nervoso vegetativo que põe o corpo em estado de alerta e o prepara para a ação.
31 Vasoconstrição: Diminuição do diâmetro dos vasos sanguíneos.
32 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
33 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
34 Tecido Adiposo: Tecido conjuntivo especializado composto por células gordurosas (ADIPÓCITOS). É o local de armazenamento de GORDURAS, geralmente na forma de TRIGLICERÍDEOS. Em mamíferos, existem dois tipos de tecido adiposo, a GORDURA BRANCA e a GORDURA MARROM. Suas distribuições relativas variam em diferentes espécies sendo que a maioria do tecido adiposo compreende o do tipo branco.
35 Hiperfiltração: Uma função renal normal é aquela que se situa entre 70 e 140 ml/min de sangue filtrado por dia. Esse valor varia com a idade, o tamanho e o sexo. Quando o clearance é menor que 70 ml/min há insuficiência renal e quando é maior que 140 ml/min chamamos de hiperfiltração, que também é um sinal de doença renal.
36 Albuminúria: Presença de albumina na urina. A albuminúria pode ser um sinal de nefropatia diabética (doença nos rins causada pelas complicações do diabetes mal controlado) ou aparecer em infecções urinárias.
37 Hipertrofia: 1. Desenvolvimento ou crescimento excessivo de um órgão ou de parte dele devido a um aumento do tamanho de suas células constituintes. 2. Desenvolvimento ou crescimento excessivo, em tamanho ou em complexidade (de alguma coisa). 3. Em medicina, é aumento do tamanho (mas não da quantidade) de células que compõem um tecido. Pode ser acompanhada pelo aumento do tamanho do órgão do qual faz parte.
38 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
39 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
40 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
41 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
42 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
43 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
44 Proteinúria: Presença de proteínas na urina, indicando que os rins não estão trabalhando apropriadamente.
45 Apnéia obstrutiva do sono: Pausas na respiração durante o sono.
46 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
47 Glicemia de jejum: Teste que checa os níveis de glicose após um período de jejum de 8 a 12 horas (frequentemente dura uma noite). Este teste é usado para diagnosticar o pré-diabetes e o diabetes. Também pode ser usado para monitorar pessoas com diabetes.
48 Hemoglobina glicada: Hemoglobina glicada, hemoglobina glicosilada, glico-hemoglobina ou HbA1C e, mais recentemente, apenas como A1C é uma ferramenta de diagnóstico na avaliação do controle glicêmico em pacientes diabéticos. Atualmente, a manutenção do nível de A1C abaixo de 7% é considerada um dos principais objetivos do controle glicêmico de pacientes diabéticos. Algumas sociedades médicas adotam metas terapêuticas mais rígidas de 6,5% para os valores de A1C.
49 Perfil lipídico: Exame laboratorial que mede colesterol total, triglicérides, HDL. O LDL é calculado por estes resultados. O perfil lipídico é uma das medidas de risco para as doenças cardiovasculares.
50 Creatinina: Produto residual das proteínas da dieta e dos músculos do corpo. É excretada do organismo pelos rins. Uma vez que as doenças renais progridem, o nível de creatinina aumenta no sangue.
51 Exame de urina: Também chamado de urinálise, o teste de urina é feito através de uma amostra de urina e pode diagnosticar doenças do sistema urinário e outros sistemas do organismo. Alguns testes são feitos em uma amostra simples e outros pela coleta da urina durante 24 horas. Pode ser feita uma cultura da urina para verificar o crescimento de bactérias na urina.
52 Albumina: Proteína encontrada no plasma, com importantes funções, como equilíbrio osmótico, transporte de substâncias, etc.
53 Eletrocardiograma: Registro da atividade elétrica produzida pelo coração através da captação e amplificação dos pequenos potenciais gerados por este durante o ciclo cardíaco.
54 Ecocardiograma: Método diagnóstico não invasivo que permite visualizar a morfologia e o funcionamento cardíaco, através da emissão e captação de ultra-sons.
55 Índice de massa corporal: Medida usada para avaliar se uma pessoa está abaixo do peso, com peso normal, com sobrepeso ou obesa. É a medida mais usada na prática para saber se você é considerado obeso ou não. Também conhecido como IMC. É calculado dividindo-se o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Existe uma tabela da Organização Mundial de Saúde que classifica as medidas de acordo com o resultado encontrado.
56 IMC: Medida usada para avaliar se uma pessoa está abaixo do peso, com peso normal, com sobrepeso ou obesa. É a medida mais usada na prática para saber se você é considerado obeso ou não. Também conhecido como IMC. É calculado dividindo-se o peso corporal em quilogramas pelo quadrado da altura em metros. Existe uma tabela da Organização Mundial de Saúde que classifica as medidas de acordo com o resultado encontrado.
57 Pré-diabetes: Condição em que um teste de glicose, feito após 8 a 12 horas de jejum, mostra um nível de glicose mais alto que o normal mas não tão alto para um diagnóstico de diabetes. A medida está entre 100 mg/dL e 125 mg/dL. A maioria das pessoas com pré-diabetes têm um risco aumentado de desenvolver diabetes tipo 2.
58 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 70 e 110 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).
59 Enzima: Proteína produzida pelo organismo que gera uma reação química. Por exemplo, as enzimas produzidas pelo intestino que ajudam no processo digestivo.
60 Metformina: Medicamento para uso oral no tratamento do diabetes tipo 2. Reduz a glicemia por reduzir a quantidade de glicose produzida pelo fígado e ajudando o corpo a responder melhor à insulina produzida pelo pâncreas. Pertence à classe das biguanidas.
61 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
62 Diuréticos: Grupo de fármacos que atuam no rim, aumentando o volume e o grau de diluição da urina. Eles depletam os níveis de água e cloreto de sódio sangüíneos. São usados no tratamento da hipertensão arterial, insuficiência renal, insuficiência cardiaca ou cirrose do fígado. Há dois tipos de diuréticos, os que atuam diretamente nos túbulos renais, modificando a sua atividade secretora e absorvente; e aqueles que modificam o conteúdo do filtrado glomerular, dificultando indiretamente a reabsorção da água e sal.
63 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
64 Expectativa de vida: A expectativa de vida ao nascer é o número de anos que se calcula que um recém-nascido pode viver caso as taxas de mortalidade registradas da população residente, no ano de seu nascimento, permaneçam as mesmas ao longo de sua vida.
65 Infarto: Morte de um tecido por irrigação sangüínea insuficiente. O exemplo mais conhecido é o infarto do miocárdio, no qual se produz a obstrução das artérias coronárias com conseqüente lesão irreversível do músculo cardíaco.
66 Agudo: Descreve algo que acontece repentinamente e por curto período de tempo. O oposto de crônico.
67 Miocárdio: Tecido muscular do CORAÇÃO. Composto de células musculares estriadas e involuntárias (MIÓCITOS CARDÍACOS) conectadas, que formam a bomba contrátil geradora do fluxo sangüíneo. Sinônimos: Músculo Cardíaco; Músculo do Coração
68 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
69 Arritmias: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
70 Prevalência: Número de pessoas em determinado grupo ou população que são portadores de uma doença. Número de casos novos e antigos desta doença.
71 Prognóstico: 1. Juízo médico, baseado no diagnóstico e nas possibilidades terapêuticas, em relação à duração, à evolução e ao termo de uma doença. Em medicina, predição do curso ou do resultado provável de uma doença; prognose. 2. Predição, presságio, profecia relativos a qualquer assunto. 3. Relativo a prognose. 4. Que traça o provável desenvolvimento futuro ou o resultado de um processo. 5. Que pode indicar acontecimentos futuros (diz-se de sinal, sintoma, indício, etc.). 6. No uso pejorativo, pernóstico, doutoral, professoral; prognóstico.
72 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
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