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6 prejuízos do cigarro para o organismo - e o que muda quando você para de fumar

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O tabagismo é um dos mais importantes problemas de saúde1 pública em todo o mundo. O hábito de fumar está associado a milhões de mortes anuais e representa uma das principais causas evitáveis de doenças, incapacidades e mortes prematuras.

Seus efeitos atingem praticamente todos os sistemas do organismo, favorecendo o surgimento de doenças cardiovasculares2, respiratórias, cânceres, problemas reprodutivos, envelhecimento precoce e comprometimento imunológico.

O fumo não afeta apenas os fumantes ativos, mas também as pessoas expostas involuntariamente à fumaça do tabaco, situação denominada tabagismo passivo. Apesar da ampla divulgação dos riscos, o cigarro continua sendo consumido por milhões de pessoas, contribuindo para o desenvolvimento de inúmeras enfermidades e para a redução da expectativa e da qualidade de vida.

A prevenção do início do hábito de fumar e o incentivo à cessação do tabagismo constituem medidas fundamentais para a promoção da saúde1. Embora abandonar o cigarro possa ser um desafio devido à dependência da nicotina, os benefícios obtidos são amplos, duradouros e capazes de melhorar significativamente a qualidade e a expectativa de vida3. Esses benefícios começam pouco tempo após o último cigarro e continuam aumentando ao longo dos anos.

Combater o tabagismo continua sendo uma das estratégias mais eficazes para reduzir a ocorrência de doenças crônicas e promover uma vida mais saudável.

O que é o fumo? Como ele prejudica o organismo?

O fumo consiste na inalação da fumaça produzida pela queima do tabaco, presente em cigarros, charutos, cachimbos e outros produtos derivados. A fumaça do cigarro contém milhares de substâncias químicas, muitas delas tóxicas e várias comprovadamente cancerígenas. Entre os componentes mais conhecidos estão a nicotina; o monóxido de carbono4; substâncias presentes na fase particulada da fumaça, frequentemente chamadas de alcatrão; o benzeno; o formaldeído; e diversos metais pesados.

A nicotina é a principal substância responsável pelo desenvolvimento e pela manutenção da dependência do tabaco. Ela atua no sistema nervoso central5, ligando-se a receptores nicotínicos de acetilcolina6 e aumentando, entre outros efeitos, a liberação de dopamina7 nos circuitos cerebrais de recompensa. Essa ação favorece o desenvolvimento da dependência e explica sintomas8 de abstinência, como irritabilidade, ansiedade, dificuldade de concentração e forte desejo de fumar, que podem surgir após a interrupção do consumo.

Os danos provocados pelo cigarro começam logo após a inalação da fumaça. As substâncias tóxicas alcançam rapidamente os pulmões9 e entram na corrente sanguínea, distribuindo-se por praticamente todos os órgãos e tecidos do corpo.

O monóxido de carbono4 liga-se à hemoglobina10 com grande afinidade, formando carboxi-hemoglobina10 e diminuindo a disponibilidade de oxigênio para os tecidos. As partículas e substâncias tóxicas presentes na fumaça lesionam o epitélio11 das vias respiratórias, comprometem os mecanismos de defesa pulmonar e favorecem inflamação12, doenças respiratórias e câncer13. Já a nicotina estimula o sistema nervoso14 simpático15, podendo aumentar temporariamente a frequência cardíaca e a pressão arterial16 e promover vasoconstrição17.

A exposição contínua aos componentes da fumaça do tabaco provoca disfunção endotelial, inflamação12, estresse oxidativo, alterações da coagulação18 e danos ao DNA, mecanismos envolvidos no desenvolvimento de doenças cardiovasculares2, pulmonares e neoplásicas19.

Infográfico - Prejuízos Tabagismo

Quais são os principais efeitos desfavoráveis do fumo sobre o organismo?

Doenças cardiovasculares2

As doenças cardiovasculares2 estão entre as principais consequências do tabagismo. O cigarro lesiona o endotélio vascular20, favorece a inflamação12, aumenta a ativação plaquetária e contribui para a formação e a progressão de placas21 ateroscleróticas. Essas placas21 podem estreitar ou obstruir os vasos sanguíneos22, reduzindo o fluxo de sangue23 para órgãos vitais ou romper-se e desencadear a formação de trombos24.

Assim, os fumantes apresentam maior risco de desenvolver:

O risco cardiovascular aumenta com a intensidade e a duração da exposição ao tabaco; entretanto, não existe um nível seguro de consumo. Mesmo fumar poucos cigarros por dia está associado a aumento importante do risco cardiovascular em comparação com nunca fumar.

Doenças respiratórias

O sistema respiratório33 é um dos mais afetados pelo tabagismo. A fumaça do cigarro agride continuamente as vias aéreas e os pulmões9, provocando inflamação12 crônica, aumento da produção de muco, comprometimento da depuração mucociliar34 e destruição progressiva do parênquima35 pulmonar.

Uma das principais consequências é a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), condição caracterizada por sintomas8 respiratórios persistentes e limitação do fluxo aéreo, frequentemente associada a alterações compatíveis com bronquite crônica36 e/ou enfisema37. A doença pode provocar falta de ar, tosse persistente, expectoração38 e limitação progressiva da capacidade respiratória.

Além disso, o tabagismo aumenta o risco de infecções39 respiratórias e pneumonia40, piora o controle da asma41 e está associado a maior risco de tuberculose42 e de formas mais graves da doença. Também pode contribuir para doenças das vias aéreas superiores e, nos casos avançados de doença pulmonar, para insuficiência respiratória43.

Parte das alterações inflamatórias e funcionais pode melhorar após a cessação, mas danos estruturais já estabelecidos, como a destruição alveolar do enfisema37, não são completamente reversíveis. Ainda assim, parar de fumar reduz a velocidade de perda da função pulmonar e o risco de exacerbações e outras complicações.

Cânceres relacionados ao tabagismo

O câncer13 é uma das consequências mais graves do fumo. O cigarro é responsável por grande parte dos casos e das mortes por câncer13 de pulmão44, considerado um dos tumores mais letais do mundo. Contudo, os efeitos cancerígenos do tabaco não se limitam aos pulmões9.

O tabagismo aumenta comprovadamente o risco de câncer13 de boca45, lábios, faringe46, laringe47, esôfago48, estômago49, fígado50, pâncreas51, rim52, ureter53, bexiga54, colo do útero55, cólon56 e reto57, além de leucemia58 mieloide aguda, entre outros tumores.

As substâncias cancerígenas presentes na fumaça podem provocar danos ao DNA e interferir nos mecanismos celulares responsáveis por reparar essas lesões59 e controlar a proliferação celular. Ao longo dos anos, o acúmulo dessas alterações pode favorecer a transformação maligna das células60 e o desenvolvimento de câncer13.

Efeitos sobre o sistema reprodutivo e a gestação

O tabagismo também afeta significativamente a saúde1 reprodutiva masculina e feminina. Nos homens, pode causar disfunção erétil e redução da fertilidade, além de estar associado a alterações na concentração, motilidade, morfologia e integridade do DNA dos espermatozoides61. Nas mulheres, está associado à diminuição da fertilidade, redução da reserva e da função ovariana e antecipação da menopausa62.

Durante a gestação, o tabagismo aumenta o risco de complicações como aborto espontâneo, gravidez ectópica63, alterações placentárias, restrição do crescimento fetal, baixo peso ao nascer, parto prematuro e morte fetal. Recém-nascidos expostos ao tabaco durante a gestação ou após o nascimento também apresentam maior risco de problemas respiratórios e síndrome64 da morte súbita do lactente65, entre outras consequências adversas.

Envelhecimento precoce e outros efeitos sobre a aparência

O tabagismo acelera diversos processos relacionados ao envelhecimento, especialmente na pele66 e no sistema vascular32. A vasoconstrição17, a redução da oferta de oxigênio aos tecidos, o estresse oxidativo e a degradação de componentes estruturais da pele66, como colágeno67 e elastina, favorecem o envelhecimento cutâneo68 precoce.

Entre os efeitos observados destacam-se rugas mais acentuadas, perda de elasticidade69 e aspecto envelhecido da pele66, além de manchas e amarelamento dos dentes e dos dedos e maior ocorrência de doenças periodontais70.

O tabagismo também contribui para envelhecimento vascular32 e está associado a alterações dos cabelos, embora a relação com queda capilar71 seja menos direta do que a observada com o envelhecimento cutâneo68 e vascular32.

Comprometimento do sistema imunológico72 e da cicatrização

O cigarro altera diferentes componentes da resposta imunológica e compromete mecanismos de defesa do organismo. A exposição contínua às substâncias tóxicas prejudica tanto respostas imunes inatas quanto adaptativas e compromete as defesas das mucosas73 respiratórias, aumentando a suscetibilidade a determinadas infecções39 e dificultando a recuperação de algumas doenças. Os fumantes tendem a apresentar maior incidência74 de infecções39 respiratórias, doenças periodontais70 e complicações pós-operatórias.

Além disso, a redução da perfusão e da oxigenação dos tecidos, associada a alterações inflamatórias e vasculares75, prejudica a cicatrização de feridas, aumentando o risco de deiscência76, infecção77 e outras complicações após procedimentos cirúrgicos.

Leia sobre "Parar de fumar: como é", "Tabagismo" e "Cigarro eletrônico".

O fumo passivo também faz mal?

Os prejuízos do tabagismo não se restringem aos fumantes. A exposição passiva ocorre quando uma pessoa inala a fumaça proveniente da queima do produto de tabaco e a fumaça exalada pelo fumante. Essa mistura contém numerosas substâncias tóxicas e cancerígenas, e não há nível de exposição ao fumo passivo considerado seguro.

Pessoas expostas regularmente ao fumo passivo apresentam maior risco de doença cardiovascular, acidente vascular cerebral29 e câncer13 de pulmão44, mesmo que nunca tenham fumado. As crianças constituem um grupo particularmente vulnerável. A exposição à fumaça do cigarro aumenta a ocorrência de infecções39 respiratórias, doença da orelha média78, piora da asma41 e redução da função pulmonar, além de elevar o risco de síndrome64 da morte súbita do lactente65.

Durante a gestação, a exposição materna ao fumo passivo também está associada a desfechos adversos para a mãe e o feto79.

Quais são os benefícios de parar de fumar?

Parar de fumar proporciona benefícios em qualquer idade, inclusive para pessoas que fumaram durante muitos anos ou que já apresentam doenças relacionadas ao tabagismo. Algumas mudanças começam em minutos, enquanto a redução dos riscos de doenças cardiovasculares2, respiratórias e cânceres ocorre progressivamente ao longo dos anos.

Pouco após o último cigarro, a frequência cardíaca e a pressão arterial16 começam a diminuir. Em aproximadamente 12 horas, a concentração de monóxido de carbono4 no sangue23 cai para níveis próximos do normal.

Nas semanas seguintes, a circulação80 e a função pulmonar começam a melhorar; ao longo dos primeiros meses, tosse e falta de ar podem diminuir. Cerca de 1 a 2 anos após a cessação, o risco de infarto26 diminui acentuadamente.

Entre 5 e 10 anos, o risco de acidente vascular cerebral29 se reduz e o risco de vários cânceres relacionados ao tabaco, como os de boca45, garganta81 e laringe47, cai de forma importante. Após aproximadamente 10 a 15 anos, o risco adicional de câncer13 de pulmão44 cai para cerca da metade daquele observado em quem continua fumando.

Por volta de 15 anos após parar, o risco de doença arterial coronariana aproxima-se do observado em pessoas que não fumam.

Esses intervalos são estimativas populacionais e podem variar de acordo com a intensidade e a duração prévia do tabagismo, a idade, a presença de outras doenças e outros fatores individuais. Além disso, alguns riscos podem permanecer acima dos observados em pessoas que nunca fumaram por muitos anos.

Ainda assim, a cessação reduz substancialmente o risco de adoecimento e morte e aumenta a expectativa de vida3. Quanto mais cedo a pessoa parar de fumar, maior tende a ser o benefício, mas nunca é tarde para abandonar o cigarro.

Veja também: "9 prejuízos que o consumo pode causar ao organismo".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da FIOCRUZ e da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina.

ABCMED, 2026. 6 prejuízos do cigarro para o organismo - e o que muda quando você para de fumar. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/vida-saudavel/1513215/6-prejuizos-do-cigarro-para-o-organismo-e-o-que-muda-quando-voce-para-de-fumar.htm>. Acesso em: 28 ago. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
2 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
3 Expectativa de vida: A expectativa de vida ao nascer é o número de anos que se calcula que um recém-nascido pode viver caso as taxas de mortalidade registradas da população residente, no ano de seu nascimento, permaneçam as mesmas ao longo de sua vida.
4 Monóxido de carbono: Gás levemente inflamável, incolor, inodoro e muito tóxico ao organismo.
5 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
6 Acetilcolina: A acetilcolina é um neurotransmissor do sistema colinérgico amplamente distribuído no sistema nervoso autônomo.
7 Dopamina: É um mediador químico presente nas glândulas suprarrenais, indispensável para a atividade normal do cérebro.
8 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
9 Pulmões: Órgãos do sistema respiratório situados na cavidade torácica e responsáveis pelas trocas gasosas entre o ambiente e o sangue. São em número de dois, possuem forma piramidal, têm consistência esponjosa e medem cerca de 25 cm de comprimento. Os pulmões humanos são divididos em segmentos denominados lobos. O pulmão esquerdo possui dois lobos e o direito possui três. Os pulmões são compostos de brônquios que se dividem em bronquíolos e alvéolos pulmonares. Nos alvéolos se dão as trocas gasosas ou hematose pulmonar entre o meio ambiente e o corpo, com a entrada de oxigênio na hemoglobina do sangue (formando a oxiemoglobina) e saída do gás carbônico ou dióxido de carbono (que vem da célula como carboemoglobina) dos capilares para o alvéolo.
10 Hemoglobina: Proteína encarregada de transportar o oxigênio desde os pulmões até os tecidos do corpo. Encontra-se em altas concentrações nos glóbulos vermelhos.
11 Epitélio: Uma ou mais camadas de CÉLULAS EPITELIAIS, sustentadas pela lâmina basal, que recobrem as superfícies internas e externas do corpo.
12 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
13 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
14 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
15 Simpático: 1. Relativo à simpatia. 2. Que agrada aos sentidos; aprazível, atraente. 3. Em fisiologia, diz-se da parte do sistema nervoso vegetativo que põe o corpo em estado de alerta e o prepara para a ação.
16 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
17 Vasoconstrição: Diminuição do diâmetro dos vasos sanguíneos.
18 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
19 Neoplásicas: Que apresentam neoplasias, ou seja, que apresentam processo patológico que resulta no desenvolvimento de neoplasma ou tumor. Um neoplasma é uma neoformação de crescimento anormal, incontrolado e progressivo de tecido, mediante proliferação celular.
20 Endotélio Vascular: Camada única de células que alinha-se na superfície luminal em todo o sistema vascular. Regulam o transporte de macromoléculas e componentes do sangue do interstício ao lúmem. Sua função tem sido mas amplamente estudada nos capilares sangüíneos.
21 Placas: 1. Lesões achatadas, semelhantes à pápula, mas com diâmetro superior a um centímetro. 2. Folha de material resistente (metal, vidro, plástico etc.), mais ou menos espessa. 3. Objeto com formato de tabuleta, geralmente de bronze, mármore ou granito, com inscrição comemorativa ou indicativa. 4. Chapa que serve de suporte a um aparelho de iluminação que se fixa em uma superfície vertical ou sobre uma peça de mobiliário, etc. 5. Placa de metal que, colocada na dianteira e na traseira de um veículo automotor, registra o número de licenciamento do veículo. 6. Chapa que, emitida pela administração pública, representa sinal oficial de concessão de certas licenças e autorizações. 7. Lâmina metálica, polida, usualmente como forma em processos de gravura. 8. Área ou zona que difere do resto de uma superfície, ordinariamente pela cor. 9. Mancha mais ou menos espessa na pele, como resultado de doença, escoriação, etc. 10. Em anatomia geral, estrutura ou órgão chato e em forma de placa, como uma escama ou lamela. 11. Em informática, suporte plano, retangular, de fibra de vidro, em que se gravam chips e outros componentes eletrônicos do computador. 12. Em odontologia, camada aderente de bactérias que se forma nos dentes.
22 Vasos Sanguíneos: Qualquer vaso tubular que transporta o sangue (artérias, arteríolas, capilares, vênulas e veias).
23 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
24 Trombos: Coágulo aderido à parede interna de uma veia ou artéria. Pode ocasionar a diminuição parcial ou total da luz do mesmo com sintomas de isquemia.
25 Angina: Inflamação dos elementos linfáticos da garganta (amígdalas, úvula). Também é um termo utilizado para se referir à sensação opressiva que decorre da isquemia (falta de oxigênio) do músculo cardíaco (angina do peito).
26 Infarto: Morte de um tecido por irrigação sangüínea insuficiente. O exemplo mais conhecido é o infarto do miocárdio, no qual se produz a obstrução das artérias coronárias com conseqüente lesão irreversível do músculo cardíaco.
27 Agudo: Descreve algo que acontece repentinamente e por curto período de tempo. O oposto de crônico.
28 Miocárdio: Tecido muscular do CORAÇÃO. Composto de células musculares estriadas e involuntárias (MIÓCITOS CARDÍACOS) conectadas, que formam a bomba contrátil geradora do fluxo sangüíneo. Sinônimos: Músculo Cardíaco; Músculo do Coração
29 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
30 Aneurisma: Alargamento anormal da luz de um vaso sangüíneo. Pode ser produzida por uma alteração congênita na parede do mesmo ou por efeito de diferentes doenças (hipertensão, aterosclerose, traumatismo arterial, doença de Marfán, etc.).
31 Aorta: Principal artéria do organismo. Surge diretamente do ventrículo esquerdo e através de suas ramificações conduz o sangue a todos os órgãos do corpo.
32 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
33 Sistema Respiratório: Órgãos e estruturas tubulares e cavernosas, por meio das quais a ventilação pulmonar e as trocas gasosas entre o ar externo e o sangue são realizadas.
34 Mucociliar: O aparelho mucociliar tem como principal função a remoção de partículas ou substâncias potencialmente agressivas ao trato respiratório através do transporte pelos cílios, ou alternativamente, pela tosse e espirro, nos quadros de hiperprodução de muco, como rinite alérgica, rinossinusites, bronquite crônica, fibrose cística e asma.
35 Parênquima: 1. Célula específica de uma glândula ou de um órgão, contida no tecido conjuntivo. 2. Na anatomia botânica, é o tecido vegetal fundamental, que constitui a maior parte da massa dos vegetais, formado por células poliédricas, quase isodiamétricas e com paredes não lignificadas, a partir das quais os outros tecidos se desenvolvem. 3. Na anatomia zoológica, é a substância celular mole que preenche o espaço entre os órgãos.
36 Bronquite crônica: Inflamação persistente da mucosa dos brônquios, em geral produzida por tabagismo, e caracterizada por um grande aumento na produção de muco bronquial que produz tosse e expectoração durante pelo menos três meses consecutivos durante dois anos.
37 Enfisema: Doença respiratória caracterizada por destruição das paredes que separam um alvéolo de outro, com conseqüente perda da retração pulmonar normal. É produzida pelo hábito de fumar e, em algumas pessoas, pela deficiência de uma proteína chamada Antitripsina.
38 Expectoração: Ato ou efeito de expectorar. Em patologia, é a expulsão, por meio da tosse, de secreções provenientes da traqueia, brônquios e pulmões; escarro.
39 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
40 Pneumonia: Inflamação do parênquima pulmonar. Sua causa mais freqüente é a infecção bacteriana, apesar de que pode ser produzida por outros microorganismos. Manifesta-se por febre, tosse, expectoração e dor torácica. Em pacientes idosos ou imunodeprimidos pode ser uma doença fatal.
41 Asma: Doença das vias aéreas inferiores (brônquios), caracterizada por uma diminuição aguda do calibre bronquial em resposta a um estímulo ambiental. Isto produz obstrução e dificuldade respiratória que pode ser revertida de forma espontânea ou com tratamento médico.
42 Tuberculose: Doença infecciosa crônica produzida pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis). Produz doença pulmonar, podendo disseminar-se para qualquer outro órgão. Os sintomas de tuberculose pulmonar consistem em febre, tosse, expectoração, hemoptise, acompanhada de perda de peso e queda do estado geral. Em países em desenvolvimento (como o Brasil) aconselha-se a vacinação com uma cepa atenuada desta bactéria (vacina BCG).
43 Insuficiência respiratória: Condição clínica na qual o sistema respiratório não consegue manter os valores da pressão arterial de oxigênio (PaO2) e/ou da pressão arterial de gás carbônico (PaCO2) dentro dos limites da normalidade, para determinada demanda metabólica. Como a definição está relacionada à incapacidade do sistema respiratório em manter níveis adequados de oxigenação e gás carbônico, foram estabelecidos, para sua caracterização, pontos de corte na gasometria arterial: PaO2 50 mmHg.
44 Pulmão: Cada um dos órgãos pareados que ocupam a cavidade torácica que tem como função a oxigenação do sangue.
45 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
46 Faringe: Canal músculo-membranoso comum aos sistemas digestivo e respiratório. Comunica-se com a boca e com as fossas nasais. É dividida em três partes: faringe superior (nasofaringe ou rinofaringe), faringe bucal (orofaringe) e faringe inferior (hipofaringe, laringofaringe ou faringe esofagiana), sendo um órgão indispensável para a circulação do ar e dos alimentos.
47 Laringe: É um órgão fibromuscular, situado entre a traqueia e a base da língua que permite a passagem de ar para a traquéia. Consiste em uma série de cartilagens, como a tiroide, a cricóide e a epiglote e três pares de cartilagens: aritnoide, corniculada e cuneiforme, todas elas revestidas de membrana mucosa que são movidas pelos músculos da laringe. As dobras da membrana mucosa dão origem às pregas vocais.
48 Esôfago: Segmento muscular membranoso (entre a FARINGE e o ESTÔMAGO), no TRATO GASTRINTESTINAL SUPERIOR.
49 Estômago: Órgão da digestão, localizado no quadrante superior esquerdo do abdome, entre o final do ESÔFAGO e o início do DUODENO.
50 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
51 Pâncreas: Órgão nodular (no ABDOME) que abriga GLÂNDULAS ENDÓCRINAS e GLÂNDULAS EXÓCRINAS. A pequena porção endócrina é composta pelas ILHOTAS DE LANGERHANS, que secretam vários hormônios na corrente sangüínea. A grande porção exócrina (PÂNCREAS EXÓCRINO) é uma glândula acinar composta, que secreta várias enzimas digestivas no sistema de ductos pancreáticos (que desemboca no DUODENO).
52 Rim: Os rins são órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
53 Ureter: Estrutura tubular que transporta a urina dos rins até a bexiga.
54 Bexiga: Órgão cavitário, situado na cavidade pélvica, no qual é armazenada a urina, que é produzida pelos rins. É uma víscera oca caracterizada por sua distensibilidade. Tem a forma de pêra quando está vazia e a forma de bola quando está cheia.
55 Colo do útero: Porção compreendendo o pescoço do ÚTERO (entre o ístmo inferior e a VAGINA), que forma o canal cervical.
56 Cólon:
57 Reto: Segmento distal do INTESTINO GROSSO, entre o COLO SIGMÓIDE e o CANAL ANAL.
58 Leucemia: Doença maligna caracterizada pela proliferação anormal de elementos celulares que originam os glóbulos brancos (leucócitos). Como resultado, produz-se a substituição do tecido normal por células cancerosas, com conseqüente diminuição da capacidade imunológica, anemia, distúrbios da função plaquetária, etc.
59 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
60 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
61 Espermatozóides: Células reprodutivas masculinas.
62 Menopausa: Estado fisiológico caracterizado pela interrupção dos ciclos menstruais normais, acompanhada de alterações hormonais em mulheres após os 45 anos.
63 Gravidez ectópica: Implantação do produto da fecundação fora da cavidade uterina (trompas, peritôneo, etc.).
64 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
65 Lactente: Que ou aquele que mama, bebê. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
66 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
67 Colágeno: Principal proteína fibrilar, de função estrutural, presente no tecido conjuntivo de animais.
68 Cutâneo: Que diz respeito à pele, à cútis.
69 Elasticidade: 1. Propriedade de um corpo sofrer deformação, quando submetido à tração, e retornar parcial ou totalmente à forma original. 2. Flexibilidade, agilidade física. 3. Ausência de senso moral.
70 Periodontais: Relativo ao ou próprio do tecido em torno dos dentes, o periodonto. O periodonto é o tecido conjuntivo que fixa o dente no alvéolo.
71 Capilar: 1. Na medicina, diz-se de ou tubo endotelial muito fino que liga a circulação arterial à venosa. Qualquer vaso. 2. Na física, diz-se de ou tubo, em geral de vidro, cujo diâmetro interno é diminuto. 3. Relativo a cabelo, fino como fio de cabelo.
72 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
73 Mucosas: Tipo de membranas, umidificadas por secreções glandulares, que recobrem cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
74 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
75 Vasculares: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
76 Deiscência: 1. Em medicina, é uma abertura espontânea de suturas cirúrgicas. Pode ocorrer na pele e em outras regiões do corpo. 2. Em botânica, é o fenômeno em que um órgão vegetal (fruto, esporângio, antera etc.) abre-se naturalmente ao alcançar a maturação.
77 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
78 Orelha Média: Espaço e estruturas internas à MEMBRANA TIMPÂNICA e externas à orelha interna (LABIRINTO). Entre os componentes principais estão os OSSÍCULOS DA AUDIÇÃO e a TUBA AUDITIVA, que conecta a cavidade da orelha média (cavidade timpânica) à parte superior da garganta.
79 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
80 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
81 Garganta: Tubo fibromuscular em forma de funil, que leva os alimentos ao ESÔFAGO e o ar à LARINGE e PULMÕES. Situa-se posteriormente à CAVIDADE NASAL, à CAVIDADE ORAL e à LARINGE, extendendo-se da BASE DO CRÂNIO à borda inferior da CARTILAGEM CRICÓIDE (anteriormente) e à borda inferior da vértebra C6 (posteriormente). É dividida em NASOFARINGE, OROFARINGE e HIPOFARINGE (laringofaringe).
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