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Álcool e saúde: 9 prejuízos que o consumo pode causar ao organismo

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O consumo de bebidas alcoólicas é uma prática social amplamente difundida em diversas culturas e sociedades. Embora os padrões de consumo variem amplamente, o álcool não é uma substância isenta de riscos: mesmo quantidades relativamente pequenas podem aumentar a probabilidade de alguns problemas de saúde1, enquanto o consumo excessivo, frequente ou prolongado eleva substancialmente o risco de danos.

O álcool é uma substância psicoativa que afeta praticamente todos os órgãos e sistemas do corpo humano2. Seus efeitos podem variar desde alterações temporárias do comportamento e da coordenação motora até transtorno por uso de álcool e doenças graves, incapacitantes ou potencialmente fatais, incluindo lesões3 neurológicas, hepáticas4, cardiovasculares e digestivas, alterações imunológicas e metabólicas e aumento do risco de diversos tipos de câncer5. Além disso, seu consumo está relacionado a acidentes, violência e outras consequências sociais e comportamentais.

A prevenção dos danos relacionados ao álcool depende da conscientização sobre seus riscos, da adoção de hábitos de vida saudáveis e da busca de assistência profissional diante de um padrão de consumo de risco, dificuldade para reduzir ou interromper o uso ou sinais6 de dependência. De modo geral, quanto menor o consumo, menor o risco; para algumas pessoas e situações, a recomendação é não consumir álcool. A redução ou interrupção do consumo pode proporcionar benefícios importantes à saúde1 e diminuir o risco de diversas doenças e complicações relacionadas ao álcool.

O que é o “álcool”?

O álcool presente nas bebidas alcoólicas é o etanol, uma substância produzida principalmente pela fermentação de açúcares realizada por microrganismos. Após ser ingerido, o etanol é rapidamente absorvido pelo trato gastrointestinal, sobretudo no intestino delgado14 e, em menor proporção, no estômago15, alcançando a corrente sanguínea e distribuindo-se por todo o organismo. Como atravessa facilmente a barreira hematoencefálica, o álcool exerce efeitos diretos sobre o sistema nervoso central16.

O fígado9 é o principal órgão responsável pela metabolização do álcool, processo realizado principalmente pelas enzimas álcool desidrogenase e aldeído desidrogenase. O etanol é inicialmente convertido em acetaldeído, composto tóxico e carcinogênico, e posteriormente em acetato. Como a velocidade de metabolização é limitada, o consumo de grandes quantidades em pouco tempo favorece o aumento da concentração de álcool no sangue17 e a intoxicação.

O consumo crônico18 também desencadeia alterações metabólicas, inflamatórias e oxidativas que contribuem para lesões3 em diferentes órgãos.

Quais são os principais efeitos prejudiciais do álcool sobre o organismo humano?

Continue lendo depois do infográfico para saber os detalhes sobre cada efeito no organismo.

Infográfico - Prejuízos Álcool

1. Quais alterações o álcool pode causar no cérebro7 e no sistema nervoso8?

O cérebro7 é um dos órgãos mais afetados pelo álcool. Inicialmente, o consumo pode provocar sensação de relaxamento, diminuição da ansiedade e desinibição social. Contudo, à medida que a concentração sanguínea aumenta, surgem prejuízos na coordenação motora, no equilíbrio, nos reflexos, na memória, na atenção, no tempo de reação e na capacidade de julgamento.

O consumo excessivo em curto período pode levar à intoxicação alcoólica aguda, caracterizada por confusão mental, vômitos19, sonolência intensa, fala arrastada, dificuldade para caminhar, redução do nível de consciência e, em casos graves, comprometimento respiratório, aspiração de vômito20, coma21 e morte por depressão do sistema nervoso central16.

O uso crônico18 e intenso está associado a alterações estruturais e funcionais do cérebro7, comprometimento cognitivo22, dificuldades de aprendizado e alterações de memória. Deficiências nutricionais, especialmente de tiamina (vitamina23 B1), podem causar complicações neurológicas graves, como encefalopatia24 de Wernicke e síndrome25 de Korsakoff. O consumo problemático também pode estar associado ou agravar transtornos mentais, como depressão e ansiedade, além de aumentar o risco de comportamento suicida.

A dependência alcoólica, termo tradicionalmente chamado de alcoolismo, atualmente é compreendida dentro do transtorno por uso de álcool, uma condição caracterizada por um padrão problemático de consumo que causa sofrimento ou prejuízo significativo. Pode envolver dificuldade para controlar a quantidade ingerida, desejo intenso de beber, tolerância, abandono de atividades importantes e sintomas26 de abstinência após redução ou interrupção do consumo.

2. Quais alterações o álcool pode causar no fígado9?

O fígado9 é particularmente vulnerável aos efeitos tóxicos do álcool. A doença hepática27 associada ao álcool abrange diferentes manifestações que podem coexistir e apresentar graus variados de gravidade. Uma das alterações iniciais mais frequentes é a esteatose hepática28 associada ao álcool, popularmente conhecida como gordura29 no fígado9. Nessa fase, ocorre acúmulo de gordura29 nas células30 hepáticas4. Embora possa regredir com a interrupção do consumo, a continuidade da exposição favorece inflamação31, fibrose32 e progressão da doença hepática27.

Uma forma mais grave é a hepatite33 associada ao álcool, caracterizada por inflamação31 e lesão34 hepatocelular (fibrose32), que pode ocorrer especialmente em pessoas com consumo intenso e prolongado. Os sintomas26 podem incluir fadiga35, perda de apetite, dor abdominal, náuseas36 e icterícia37, além de febre38 e, nos quadros graves, insuficiência hepática39.

Com a progressão da fibrose32, pode ocorrer cirrose40, na qual a arquitetura normal do fígado9 é substituída por fibrose32 extensa e nódulos regenerativos, comprometendo progressivamente sua função. A cirrose40 pode resultar em insuficiência hepática39; hemorragias41 digestivas por hipertensão42 portal e varizes43 gastroesofágicas; ascite44 (acúmulo de líquido no abdome45); encefalopatia24 hepática27; maior risco de carcinoma46 hepatocelular; e aumento significativo do risco de morte.

3. Quais são os efeitos do álcool sobre o coração10 e os vasos sanguíneos11?

Embora durante muitos anos tenha sido difundida a ideia de que pequenas quantidades de álcool poderiam trazer benefícios cardiovasculares, as evidências atuais não justificam recomendar o início do consumo de bebidas alcoólicas com a finalidade de proteger o coração10. Estudos observacionais que sugeriam benefício, especialmente com o vinho, podem ter sido influenciados por diferenças de estilo de vida e outros fatores entre consumidores e não consumidores.

O uso excessivo de álcool está associado ao aumento da pressão arterial47, favorecendo o desenvolvimento de hipertensão arterial48 sistêmica. Também pode provocar arritmias49 cardíacas, especialmente fibrilação atrial, além de enfraquecimento do músculo cardíaco50, condição denominada cardiomiopatia alcoólica.

O consumo elevado também está associado a maior risco de acidente vascular cerebral51, insuficiência cardíaca52 e outras complicações cardiovasculares. Além disso, episódios de consumo intenso em curto período podem desencadear arritmias49 mesmo em pessoas sem doença cardíaca conhecida.

Portanto, não é recomendado começar a beber, nem aumentar o consumo, buscando supostos benefícios cardiovasculares.

4. Quais danos o álcool pode causar ao sistema digestivo12?

O álcool exerce ação irritante e pode alterar a função de diferentes segmentos do trato gastrointestinal. No estômago15, pode causar inflamação31 da mucosa53, gastrite54 e sintomas26 como queimação, náuseas36, vômitos19 e desconforto abdominal, além de poder agravar sintomas26 de refluxo gastroesofágico55.

Embora o álcool possa lesar a mucosa53 digestiva, não é considerado isoladamente uma das principais causas de úlcera péptica56, que está mais frequentemente relacionada à infecção57 por Helicobacter pylori e ao uso de anti-inflamatórios não esteroides.

O pâncreas58 é outro órgão frequentemente afetado. O consumo excessivo de álcool constitui importante fator de risco59 para pancreatite60 aguda e pancreatite60 crônica. Essas doenças podem provocar dor abdominal intensa e alterações digestivas e, particularmente na pancreatite60 crônica, evoluir para má digestão61 e má absorção dos alimentos, insuficiência62 pancreática exócrina e diabetes mellitus63.

Além disso, o consumo crônico18 e excessivo de álcool pode interferir na ingestão, digestão61, absorção, armazenamento e utilização de nutrientes essenciais, contribuindo para deficiências vitamínicas e desnutrição64, especialmente de vitaminas do complexo B, incluindo a tiamina, além de folato e outros micronutrientes65.

5. Como o álcool afeta o sistema imunológico13?

O consumo crônico18 e excessivo de álcool prejudica diferentes mecanismos da imunidade66 inata e adaptativa, tornando o indivíduo mais suscetível a determinadas infecções67. Pessoas que consomem álcool em excesso apresentam maior risco de infecções67 respiratórias, incluindo pneumonia68, além de tuberculose69 e outras complicações infecciosas, especialmente quando coexistem desnutrição64, doença hepática27 ou outras condições clínicas.

O consumo elevado também pode comprometer mecanismos de defesa das vias respiratórias, alterar a microbiota70 intestinal e prejudicar a cicatrização e a resposta do organismo a infecções67.

6. Qual é a relação entre álcool e câncer5?

O álcool é classificado como carcinógeno para seres humanos e constitui um importante fator de risco59 para diversos tipos de câncer5. Durante sua metabolização, forma-se o acetaldeído, uma substância carcinogênica capaz de causar danos ao DNA e interferir em mecanismos de reparo celular. Outros mecanismos, como estresse oxidativo, alterações hormonais e prejuízo da absorção de nutrientes envolvidos na manutenção do DNA, também podem participar da carcinogênese.

O consumo alcoólico aumenta o risco de câncer5 da cavidade oral71, faringe72, laringe73, esôfago74, fígado9, cólon75 e reto76 e de mama77 em mulheres. O risco torna-se ainda maior para alguns tumores (particularmente os da boca78, faringe72, laringe73 e esôfago74) quando o álcool está associado ao tabagismo, devido à interação entre essas exposições.

Em geral, quanto maior a quantidade de álcool consumida ao longo do tempo, maior o risco de câncer5. Entretanto, para algumas neoplasias79, especialmente o câncer5 de mama77, o aumento do risco já pode ser observado com níveis relativamente baixos de consumo.

7. Quais são as consequências metabólicas e hormonais do consumo de álcool?

O álcool interfere em diversos processos metabólicos. Seu consumo frequente pode contribuir para o ganho de peso, pois o etanol fornece aproximadamente 7 kcal por grama80 e muitas bebidas contêm ainda açúcares e outros componentes calóricos. Entretanto, a relação entre álcool e peso corporal varia conforme a quantidade ingerida, o padrão de consumo, a alimentação e outros fatores individuais.

O álcool também pode alterar o metabolismo81 dos lipídios, favorecendo hipertrigliceridemia, além de contribuir para esteatose hepática28 e alterações da glicemia82. Em pessoas com diabetes83, o álcool pode tanto elevar a glicose84, dependendo da bebida e da alimentação associada, quanto favorecer hipoglicemia85, sobretudo quando consumido em jejum ou em conjunto com determinados medicamentos.

No sistema endócrino86 e reprodutivo, o consumo crônico18 e intenso pode reduzir a produção de testosterona nos homens, causando diminuição da libido87, disfunção erétil, infertilidade88 e perda de massa muscular. Nas mulheres, pode provocar alterações menstruais e da ovulação89, além de dificuldades reprodutivas.

O consumo excessivo também pode interferir no metabolismo81 ósseo e, em longo prazo, contribuir para redução da massa óssea e maior risco de fraturas.

8. Quais são os efeitos do álcool durante a gestação?

O consumo de álcool durante a gravidez90 representa risco para o desenvolvimento embrionário e fetal. Não existe quantidade, período da gestação ou tipo de bebida alcoólica comprovadamente seguros durante a gravidez90; por isso, a recomendação é evitar completamente o consumo.

O etanol atravessa facilmente a placenta e alcança o feto91, cujo organismo possui capacidade limitada para metabolizar a substância. A exposição fetal ao álcool está associada a maior risco de aborto espontâneo, natimortalidade, parto prematuro, restrição do crescimento fetal e baixo peso ao nascer, além de alterações permanentes do neurodesenvolvimento.

As consequências da exposição pré-natal são reunidas sob o termo transtornos do espectro alcoólico fetal (TEAF), que engloba diferentes manifestações físicas, cognitivas, comportamentais e do desenvolvimento. A síndrome25 alcoólica fetal é uma das apresentações mais graves desse espectro e pode incluir alterações características do crescimento e da face92, além de comprometimento do sistema nervoso central16.

Como o cérebro7 fetal se desenvolve durante toda a gestação, a exposição ao álcool pode produzir efeitos em diferentes fases da gravidez90. Mulheres que consumiram álcool antes de saber que estavam grávidas devem interromper o consumo assim que possível e conversar com o profissional responsável pelo pré-natal, sem presumir que necessariamente haverá dano fetal.

9. Quais são os impactos sociais e comportamentais relacionados ao álcool?

Além dos danos físicos, o álcool produz importantes consequências sociais e aumenta o risco de lesões3 e mortes por causas externas. O comprometimento do julgamento, da coordenação e dos reflexos aumenta significativamente o risco de acidentes de trânsito, acidentes de trabalho, afogamentos, quedas e outras situações traumáticas. Também pode favorecer comportamentos de risco, relações sexuais desprotegidas e situações de violência interpessoal.

O consumo problemático também está associado a conflitos familiares, violência doméstica, dificuldades profissionais, problemas financeiros e isolamento social. Esses efeitos podem atingir não apenas a pessoa que consome álcool, mas também familiares, parceiros, crianças e outras pessoas da comunidade.

Além disso, o álcool pode causar dependência e sintomas26 de abstinência. Em pessoas com dependência física, a interrupção abrupta do consumo pode provocar tremores, sudorese93, ansiedade, náuseas36, insônia, taquicardia94 e aumento da pressão arterial47; nos casos graves, podem ocorrer convulsões, alucinações95 e delirium tremens96. Por isso, pessoas que bebem grandes quantidades diariamente ou apresentam histórico de abstinência grave não devem necessariamente interromper o consumo por conta própria, sem avaliação médica.

Existe uma quantidade segura de álcool?

Não existe um nível de consumo completamente isento de riscos para todos os desfechos de saúde1. Isso não significa que uma pequena quantidade ocasional produza o mesmo risco que o consumo intenso: de modo geral, os riscos aumentam conforme crescem a quantidade, a frequência e a duração do consumo. Assim, quanto menos álcool uma pessoa consumir, menor tende a ser o risco relacionado à bebida.

Algumas pessoas devem evitar completamente o álcool, como gestantes ou mulheres que possam estar grávidas, menores de idade, pessoas que irão dirigir ou operar máquinas, indivíduos que utilizam medicamentos incompatíveis com bebidas alcoólicas e pessoas com determinadas doenças ou histórico de transtorno por uso de álcool.

Também é importante evitar episódios de consumo intenso em curto período, frequentemente chamados de binge drinking97, pois eles aumentam significativamente o risco de intoxicação, acidentes, violência, arritmias49, pancreatite60 e outras complicações agudas.

Quando o consumo de álcool deve ser motivo de preocupação?

O consumo merece atenção quando a pessoa:

  • bebe mais ou por mais tempo do que pretendia;
  • tenta reduzir sem conseguir;
  • sente forte desejo de beber;
  • precisa de quantidades progressivamente maiores para obter o mesmo efeito;
  • apresenta sintomas26 de abstinência;
  • ou continua bebendo apesar de problemas familiares, profissionais, sociais ou de saúde1 relacionados ao álcool.

Esses sinais6 podem indicar transtorno por uso de álcool e justificam avaliação profissional.

O tratamento pode envolver intervenções psicossociais, acompanhamento médico e, em casos selecionados, medicamentos destinados a reduzir o consumo, prevenir recaídas ou auxiliar na manutenção da abstinência. A estratégia deve ser individualizada de acordo com a gravidade do transtorno, as condições clínicas associadas e os objetivos definidos em conjunto com o paciente.

Reduzir o consumo já pode trazer benefícios, mas, para pessoas com transtorno por uso de álcool, doenças agravadas pela bebida ou outras contraindicações, a abstinência pode ser a opção mais segura. Reconhecer precocemente um padrão problemático de consumo permite intervir antes que ocorram complicações mais graves e pode melhorar significativamente a saúde1 e a qualidade de vida.

Leia sobre "Como manter mais baixo o risco do consumo de bebidas alcoólicas", "Cirrose40 hepática27" e "Carcinoma46 hepatocelular".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites do National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism e do Hospital Israelita Albert Einstein.

ABCMED, 2026. Álcool e saúde: 9 prejuízos que o consumo pode causar ao organismo. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/vida-saudavel/1512885/alcool-e-saude-9-prejuizos-que-o-consumo-pode-causar-ao-organismo.htm>. Acesso em: 20 ago. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
2 Corpo humano: O corpo humano é a substância física ou estrutura total e material de cada homem. Ele divide-se em cabeça, pescoço, tronco e membros. A anatomia humana estuda as grandes estruturas e sistemas do corpo humano.
3 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
4 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
5 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
6 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
7 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
8 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
9 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
10 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
11 Vasos Sanguíneos: Qualquer vaso tubular que transporta o sangue (artérias, arteríolas, capilares, vênulas e veias).
12 Sistema digestivo: O sistema digestivo ou digestório realiza a digestão, processo que transforma os alimentos em substâncias passíveis de serem absorvidas pelo organismo. Os materiais não absorvidos são eliminados por este sistema. Ele é composto pelo tubo digestivo e por glândulas anexas.
13 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
14 Intestino delgado: O intestino delgado é constituído por três partes: duodeno, jejuno e íleo. A partir do intestino delgado, o bolo alimentar é transformado em um líquido pastoso chamado quimo. Com os movimentos desta porção do intestino e com a ação dos sucos pancreático e intestinal, o quimo é transformado em quilo, que é o produto final da digestão. Depois do alimento estar transformado em quilo, os produtos úteis para o nosso organismo são absorvidos pelas vilosidades intestinais, passando para os vasos sanguíneos.
15 Estômago: Órgão da digestão, localizado no quadrante superior esquerdo do abdome, entre o final do ESÔFAGO e o início do DUODENO.
16 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
17 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
18 Crônico: Descreve algo que existe por longo período de tempo. O oposto de agudo.
19 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
20 Vômito: É a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Pode ser classificado como: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
21 Coma: 1. Alteração do estado normal de consciência caracterizado pela falta de abertura ocular e diminuição ou ausência de resposta a estímulos externos. Pode ser reversível ou evoluir para a morte. 2. Presente do subjuntivo ou imperativo do verbo ”comer.”
22 Cognitivo: 1. Relativo ao conhecimento, à cognição. 2. Relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
23 Vitamina: Compostos presentes em pequenas quantidades nos diversos alimentos e nutrientes e que são indispensáveis para o desenvolvimento dos processos biológicos normais.
24 Encefalopatia: Qualquer patologia do encéfalo. O encéfalo é um conjunto que engloba o tronco cerebral, o cerebelo e o cérebro.
25 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
26 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
27 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
28 Esteatose hepática: Esteatose hepática ou “fígado gorduroso“ é o acúmulo de gorduras nas células do fígado.
29 Gordura: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Os alimentos que fornecem gordura são: manteiga, margarina, óleos, nozes, carnes vermelhas, peixes, frango e alguns derivados do leite. O excesso de calorias é estocado no organismo na forma de gordura, fornecendo uma reserva de energia ao organismo.
30 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
31 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
32 Fibrose: 1. Aumento das fibras de um tecido. 2. Formação ou desenvolvimento de tecido conjuntivo em determinado órgão ou tecido como parte de um processo de cicatrização ou de degenerescência fibroide.
33 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
34 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
35 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
36 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
37 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
38 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
39 Insuficiência hepática: Deterioração grave da função hepática. Pode ser decorrente de hepatite viral, cirrose e hepatopatia alcoólica (lesão hepática devido ao consumo de álcool) ou medicamentosa (causada por medicamentos como, por exemplo, o acetaminofeno). Para que uma insuficiência hepática ocorra, deve haver uma lesão de grande porção do fígado.
40 Cirrose: Substituição do tecido normal de um órgão (freqüentemente do fígado) por um tecido cicatricial fibroso. Deve-se a uma agressão persistente, infecciosa, tóxica ou metabólica, que produz perda progressiva das células funcionalmente ativas. Leva progressivamente à perda funcional do órgão.
41 Hemorragias: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
42 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
43 Varizes: Dilatação anormal de uma veia. Podem ser dolorosas ou causar problemas estéticos quando são superficiais como nas pernas. Podem também ser sede de trombose, devido à estase sangüínea.
44 Ascite: Acúmulo anormal de líquido na cavidade peritoneal. Pode estar associada a diferentes doenças como cirrose, insuficiência cardíaca, câncer de ovário, esquistossomose, etc.
45 Abdome: Região do corpo que se localiza entre o TÓRAX e a PELVE.
46 Carcinoma: Tumor maligno ou câncer, derivado do tecido epitelial.
47 Pressão arterial: A relação que define a pressão arterial é o produto do fluxo sanguíneo pela resistência. Considerando-se a circulação como um todo, o fluxo total é denominado débito cardíaco, enquanto a resistência é denominada de resistência vascular periférica total.
48 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
49 Arritmias: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
50 Músculo Cardíaco: Tecido muscular do CORAÇÃO. Composto de células musculares estriadas e involuntárias (MIÓCITOS CARDÍACOS) conectadas, que formam a bomba contrátil geradora do fluxo sangüíneo.
51 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
52 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
53 Mucosa: Tipo de membrana, umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
54 Gastrite: Inflamação aguda ou crônica da mucosa do estômago. Manifesta-se por dor na região superior do abdome, acidez, ardor, náuseas, vômitos, etc. Pode ser produzida por infecções, consumo de medicamentos (aspirina), estresse, etc.
55 Refluxo gastroesofágico: Presença de conteúdo ácido proveniente do estômago na luz esofágica. Como o dito órgão não está adaptado fisiologicamente para suportar a acidez do suco gástrico, pode ser produzida inflamação de sua mucosa (esofagite).
56 Úlcera péptica: Lesão na mucosa do esôfago, estômago ou duodeno. Também chamada de úlcera gástrica ou duodenal. Pode ser provocada por excesso de ácido clorídrico produzido pelo próprio estômago ou por medicamentos como antiinflamatórios ou aspirina. É uma doença infecciosa, causada pela bactéria Helicobacter pylori em quase 100% dos casos. Os principais sintomas são: dor, má digestão, enjôo, queimação (azia), sensação de estômago vazio.
57 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
58 Pâncreas: Órgão nodular (no ABDOME) que abriga GLÂNDULAS ENDÓCRINAS e GLÂNDULAS EXÓCRINAS. A pequena porção endócrina é composta pelas ILHOTAS DE LANGERHANS, que secretam vários hormônios na corrente sangüínea. A grande porção exócrina (PÂNCREAS EXÓCRINO) é uma glândula acinar composta, que secreta várias enzimas digestivas no sistema de ductos pancreáticos (que desemboca no DUODENO).
59 Fator de risco: Qualquer coisa que aumente a chance de uma pessoa desenvolver uma doença.
60 Pancreatite: Inflamação do pâncreas. A pancreatite aguda pode ser produzida por cálculos biliares, alcoolismo, drogas, etc. Pode ser uma doença grave e fatal. Os primeiros sintomas consistem em dor abdominal, vômitos e distensão abdominal.
61 Digestão: Dá-se este nome a todo o conjunto de processos enzimáticos, motores e de transporte através dos quais os alimentos são degradados a compostos mais simples para permitir sua melhor absorção.
62 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
63 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
64 Desnutrição: Estado carencial produzido por ingestão insuficiente de calorias, proteínas ou ambos. Manifesta-se por distúrbios do desenvolvimento (na infância), atrofia de tecidos músculo-esqueléticos e caquexia.
65 Micronutrientes: No grupo dos micronutrientes estão as vitaminas e os minerais. Esses nutrientes estão presentes nos alimentos em pequenas quantidades e são indispensáveis para o funcionamento adequado do nosso organismo. Exemplos: cálcio, ferro, sódio, etc.
66 Imunidade: Capacidade que um indivíduo tem de defender-se perante uma agressão bacteriana, viral ou perante qualquer tecido anormal (tumores, enxertos, etc.).
67 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
68 Pneumonia: Inflamação do parênquima pulmonar. Sua causa mais freqüente é a infecção bacteriana, apesar de que pode ser produzida por outros microorganismos. Manifesta-se por febre, tosse, expectoração e dor torácica. Em pacientes idosos ou imunodeprimidos pode ser uma doença fatal.
69 Tuberculose: Doença infecciosa crônica produzida pelo bacilo de Koch (Mycobacterium tuberculosis). Produz doença pulmonar, podendo disseminar-se para qualquer outro órgão. Os sintomas de tuberculose pulmonar consistem em febre, tosse, expectoração, hemoptise, acompanhada de perda de peso e queda do estado geral. Em países em desenvolvimento (como o Brasil) aconselha-se a vacinação com uma cepa atenuada desta bactéria (vacina BCG).
70 Microbiota: Em ecologia, chama-se microbiota ao conjunto dos microrganismos que habitam um ecossistema, principalmente bactérias, protozoários e outros microrganismos que têm funções importantes na decomposição da matéria orgânica e, portanto, na reciclagem dos nutrientes. Fazem parte da microbiota humana uma quantidade enorme de bactérias que vivem em harmonia no organismo e auxiliam a ação do sistema imunológico e a nutrição, por exemplo.
71 Cavidade Oral: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
72 Faringe: Canal músculo-membranoso comum aos sistemas digestivo e respiratório. Comunica-se com a boca e com as fossas nasais. É dividida em três partes: faringe superior (nasofaringe ou rinofaringe), faringe bucal (orofaringe) e faringe inferior (hipofaringe, laringofaringe ou faringe esofagiana), sendo um órgão indispensável para a circulação do ar e dos alimentos.
73 Laringe: É um órgão fibromuscular, situado entre a traqueia e a base da língua que permite a passagem de ar para a traquéia. Consiste em uma série de cartilagens, como a tiroide, a cricóide e a epiglote e três pares de cartilagens: aritnoide, corniculada e cuneiforme, todas elas revestidas de membrana mucosa que são movidas pelos músculos da laringe. As dobras da membrana mucosa dão origem às pregas vocais.
74 Esôfago: Segmento muscular membranoso (entre a FARINGE e o ESTÔMAGO), no TRATO GASTRINTESTINAL SUPERIOR.
75 Cólon:
76 Reto: Segmento distal do INTESTINO GROSSO, entre o COLO SIGMÓIDE e o CANAL ANAL.
77 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
78 Boca: Cavidade oral ovalada (localizada no ápice do trato digestivo) composta de duas partes
79 Neoplasias: Termo que denomina um conjunto de doenças caracterizadas pelo crescimento anormal e em certas situações pela invasão de órgãos à distância (metástases). As neoplasias mais frequentes são as de mama, cólon, pele e pulmões.
80 Grama: 1. Designação comum a diversas ervas da família das gramíneas que formam forrações espontâneas ou que são cultivadas para criar gramados em jardins e parques ou como forrageiras, em pastagens; relva. 2. Unidade de medida de massa no sistema c.g.s., equivalente a 0,001 kg . Símbolo: g.
81 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
82 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 70 e 110 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).
83 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
84 Glicose: Uma das formas mais simples de açúcar.
85 Hipoglicemia: Condição que ocorre quando há uma queda excessiva nos níveis de glicose, freqüentemente abaixo de 70 mg/dL, com aparecimento rápido de sintomas. Os sinais de hipoglicemia são: fome, fadiga, tremores, tontura, taquicardia, sudorese, palidez, pele fria e úmida, visão turva e confusão mental. Se não for tratada, pode levar ao coma. É tratada com o consumo de alimentos ricos em carboidratos como pastilhas ou sucos com glicose. Pode também ser tratada com uma injeção de glucagon caso a pessoa esteja inconsciente ou incapaz de engolir. Também chamada de reação à insulina.
86 Sistema Endócrino: Sistema de glândulas que liberam sua secreção (hormônios) diretamente no sistema circulatório. Em adição às GLÂNDULAS ENDÓCRINAS, o SISTEMA CROMAFIM e os SISTEMAS NEUROSSECRETORES estão inclusos.
87 Libido: Desejo. Procura instintiva do prazer sexual.
88 Infertilidade: Capacidade diminuída ou ausente de gerar uma prole. O termo não implica a completa inabilidade para ter filhos e não deve ser confundido com esterilidade. Os clínicos introduziram elementos físicos e temporais na definição. Infertilidade é, portanto, freqüentemente diagnosticada quando, após um ano de relações sexuais não protegidas, não ocorre a concepção.
89 Ovulação: Ovocitação, oocitação ou ovulação nos seres humanos, bem como na maioria dos mamíferos, é o processo que libera o ovócito II em metáfase II do ovário. (Em outras espécies em vez desta célula é liberado o óvulo.) Nos dias anteriores à ovocitação, o folículo secundário cresce rapidamente, sob a influência do FSH e do LH. Ao mesmo tempo que há o desenvolvimento final do folículo, há um aumento abrupto de LH, fazendo com que o ovócito I no seu interior complete a meiose I, e o folículo passe ao estágio de pré-ovocitação. A meiose II também é iniciada, mas é interrompida em metáfase II aproximadamente 3 horas antes da ovocitação, caracterizando a formação do ovócito II. A elevada concentração de LH provoca a digestão das fibras colágenas em torno do folículo, e os níveis mais altos de prostaglandinas causam contrações na parede ovariana, que provocam a extrusão do ovócito II.
90 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
91 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
92 Face: Parte anterior da cabeça que inclui a pele, os músculos e as estruturas da fronte, olhos, nariz, boca, bochechas e mandíbula.
93 Sudorese: Suor excessivo
94 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
95 Alucinações: Perturbações mentais que se caracterizam pelo aparecimento de sensações (visuais, auditivas, etc.) atribuídas a causas objetivas que, na realidade, inexistem; sensações sem objeto. Impressões ou noções falsas, sem fundamento na realidade; devaneios, delírios, enganos, ilusões.
96 Delirium tremens: Variedade de delírio associado ao consumo ou abstinência de álcool.
97 Binge drinking: O National Institute of Alcohol Abuse and Alcoholism (NIAAA) define ”binge drinking” como o padrão de beber bebidas alcoólicas que provoca uma concentração alcoólica sanguínea igual ou acima de 0,8 g/L. Isso significa, em um adulto típico, um consumo de 70 gramas de etanol ou mais para homens ou de 56 gramas ou mais para mulheres em um período de duas horas.
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