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Síndrome de Wolff-Parkinson-White: por que um "atalho elétrico" no coração pode provocar taquicardia?

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O coração1 funciona graças a um sistema elétrico organizado, responsável por coordenar cada batimento. Normalmente, o impulso elétrico nasce no nó sinoatrial2, percorre os átrios e chega aos ventrículos pelo nó atrioventricular3 e pelo sistema His-Purkinje.

Na síndrome4 de Wolff-Parkinson-White (WPW), existe uma conexão elétrica adicional entre átrios e ventrículos, a chamada via acessória, capaz de participar de circuitos anormais e provocar episódios de taquicardia5.

A condição recebeu esse nome após a descrição clássica publicada em 1930 por Louis Wolff, John Parkinson e Paul Dudley White.

Entender a síndrome4 de WPW é importante porque, embora muitas pessoas com pré-excitação permaneçam assintomáticas, algumas desenvolvem taquicardias recorrentes e, raramente, arritmias6 potencialmente graves. O eletrocardiograma7 costuma fornecer pistas características, e a avaliação cardiológica permite definir o risco individual e a necessidade de tratamento.

O que é a Síndrome4 de Wolff-Parkinson-White?

A síndrome4 de Wolff-Parkinson-White é uma condição relacionada à presença de uma via acessória atrioventricular capaz de participar de arritmias6. Quando essa via conduz impulsos dos átrios para os ventrículos durante o ritmo sinusal, ocorre a chamada pré-excitação ventricular: parte do miocárdio9 ventricular é ativada antes de o impulso percorrer normalmente o nó atrioventricular3 e o sistema His-Purkinje.

É importante diferenciar “padrão de WPW” de “síndrome de WPW”. O padrão de WPW corresponde aos achados eletrocardiográficos de pré-excitação em uma pessoa sem taquiarritmia10 clínica atribuível à via acessória. Já a síndrome4 de WPW é tradicionalmente definida pela presença de pré-excitação associada a episódios de taquiarritmia10 relacionados à via acessória.

A prevalência11 do padrão de pré-excitação ventricular na população geral é estimada em aproximadamente 0,1% a 0,3%, embora os valores variem conforme a população estudada.

Quais são as causas da Síndrome4 de Wolff-Parkinson-White?

A principal causa da síndrome4 é uma alteração congênita12 na formação do isolamento elétrico entre os átrios e os ventrículos. Durante o desenvolvimento fetal, o tecido13 fibroso que normalmente separa eletricamente essas câmaras pode apresentar uma ou mais conexões musculares persistentes, formando as chamadas vias acessórias atrioventriculares, historicamente denominadas feixes de Kent.

Na maioria dos casos, a síndrome4 ocorre de maneira isolada e esporádica, sem um padrão hereditário definido. Entretanto, algumas famílias apresentam predisposição genética. Formas familiares são incomuns e podem estar associadas, por exemplo, a variantes patogênicas no gene PRKAG2, particularmente quando a pré-excitação ocorre em conjunto com hipertrofia14 ventricular e alterações do sistema de condução.

A síndrome4 também pode estar associada a cardiopatias congênitas15, sobretudo à anomalia de Ebstein. Outras associações estruturais podem ocorrer, mas a maioria das pessoas com WPW não apresenta cardiopatia estrutural significativa.

Leia sobre "Taquicardia5 ventricular", "Extrassístoles" e "Arritmias6 cardíacas benignas e malignas".

Qual é a fisiopatologia8 da Síndrome4 de Wolff-Parkinson-White?

O mecanismo básico envolve a presença de uma via elétrica acessória entre átrios e ventrículos. Em condições normais, o nó atrioventricular3 retarda fisiologicamente a condução do estímulo elétrico, permitindo que os átrios se contraiam antes dos ventrículos e limitando a quantidade de impulsos atriais que alcançam os ventrículos em frequências muito elevadas.

Na síndrome4 de WPW, uma via acessória com condução anterógrada pode contornar esse atraso fisiológico16. Parte do ventrículo é então despolarizada precocemente pela via acessória, enquanto o restante é ativado pelo sistema normal de condução. Essa fusão das duas frentes de ativação ventricular produz os achados clássicos de pré-excitação no eletrocardiograma7:

  • intervalo PR curto, geralmente inferior a 120 ms;
  • onda delta, caracterizada pelo início lentificado do complexo QRS;
  • e alargamento do QRS.

A intensidade desses achados pode variar e, em algumas pessoas, a pré-excitação pode ser intermitente17. A principal consequência fisiopatológica é a predisposição a circuitos de reentrada envolvendo a via acessória e o sistema normal de condução, originando a taquicardia5 por reentrada atrioventricular (TRAV).

Na forma ortodrômica, a mais frequente, o impulso desce aos ventrículos pelo nó atrioventricular3 e retorna aos átrios pela via acessória. Na forma antidrômica, menos comum, ocorre o sentido inverso, geralmente produzindo uma taquicardia5 de QRS largo.

Outra situação particularmente importante é a fibrilação atrial pré-excitada. Se a via acessória apresentar período refratário curto, numerosos impulsos atriais podem alcançar rapidamente os ventrículos sem a proteção fisiológica18 do nó atrioventricular3. Isso pode gerar frequências ventriculares extremamente elevadas e, raramente, degenerar para fibrilação ventricular.

Quais são as características clínicas da Síndrome4 de Wolff-Parkinson-White?

A condição pode ser identificada em qualquer idade, inclusive em recém-nascidos e crianças, mas a pré-excitação ou suas arritmias6 frequentemente são reconhecidas na infância, adolescência ou vida adulta jovem. Embora a via acessória esteja presente desde o nascimento, os sintomas19 podem surgir apenas anos mais tarde, dependendo das propriedades eletrofisiológicas da via e da ocorrência de circuitos capazes de sustentar uma arritmia20.

Muitas pessoas com padrão de WPW nunca apresentam sintomas19. Quando ocorrem taquiarritmias21, a manifestação mais comum é a palpitação22 de início súbito, frequentemente descrita como uma aceleração abrupta dos batimentos cardíacos. Os episódios também costumam terminar de maneira repentina e podem durar de segundos a horas.

Durante uma crise podem ocorrer tontura23, fraqueza, dispneia24, desconforto ou dor torácica, sudorese25, sensação de ansiedade e pré-síncope26. Em episódios mais importantes pode ocorrer síncope26, especialmente quando a taquicardia5 provoca comprometimento hemodinâmico.

Nos lactentes27 e crianças pequenas, as manifestações podem ser menos específicas, incluindo irritabilidade, dificuldade para mamar, palidez, sudorese25, taquipneia28 e redução da atividade. Taquicardias prolongadas, especialmente em lactentes27, podem ocasionalmente causar insuficiência cardíaca29.

Algumas pessoas relatam episódios durante exercício, estresse ou após consumo de estimulantes, mas as crises também podem ocorrer em repouso e sem um desencadeante identificável. Cafeína, álcool ou privação de sono não são causas da via acessória, embora possam favorecer palpitações30 ou arritmias6 em indivíduos suscetíveis.

Infográfico - Síndrome de Wolff-Parkinson-White

Como o médico diagnostica a Síndrome4 de Wolff-Parkinson-White?

O médico baseia o diagnóstico31 na história clínica e nos exames cardiológicos, especialmente no eletrocardiograma7 (ECG). Durante o ritmo sinusal, o padrão clássico de pré-excitação inclui intervalo PR curto (<120 ms), onda delta e complexo QRS alargado (>120 ms). Entretanto, a expressão eletrocardiográfica pode variar conforme a localização da via acessória e o grau de fusão entre a condução pela via normal e pela via acessória.

É importante lembrar que nem todas as vias acessórias apresentam pré-excitação no ECG de repouso. Algumas conduzem somente dos ventrículos para os átrios — as chamadas vias acessórias ocultas — e podem participar de taquicardias por reentrada mesmo sem onda delta durante o ritmo sinusal.

Como as alterações e as arritmias6 podem ser intermitentes32, podem ser utilizados Holter33, monitores de eventos ou outros dispositivos de monitorização prolongada do ritmo. O teste ergométrico pode auxiliar na avaliação não invasiva das propriedades da via acessória em determinados pacientes.

O estudo eletrofisiológico invasivo permite caracterizar e localizar a via acessória, induzir determinadas arritmias6 e medir parâmetros relacionados ao risco de condução ventricular rápida. Ele é especialmente importante quando se considera a ablação34 por cateter ou quando a estratificação não invasiva não esclarece adequadamente o risco. Nesse exame, cateteres com eletrodos são introduzidos, geralmente por acesso venoso, e posicionados em diferentes regiões do coração1 para registrar e estimular sua atividade elétrica.

O ecocardiograma35 também pode ser realizado para investigar cardiopatias estruturais associadas, particularmente quando existem achados clínicos sugestivos.

Como o médico trata a Síndrome4 de Wolff-Parkinson-White?

O tratamento depende do tipo de arritmia20, da estabilidade hemodinâmica36, da presença e frequência dos sintomas19 e das características da via acessória. A abordagem de uma crise aguda é diferente do tratamento destinado a prevenir novos episódios.

Na taquicardia5 regular de QRS estreito compatível com TRAV ortodrômica, em um paciente hemodinamicamente estável, podem ser tentadas inicialmente manobras vagais, preferencialmente a manobra de Valsalva modificada. A massagem do seio carotídeo37 é atualmente pouco utilizada e deve ser evitada em pessoas com suspeita de doença carotídea ou risco cerebrovascular.

Se as manobras vagais não forem eficazes, a adenosina intravenosa pode ser empregada em situações apropriadas e sob monitorização.

Se houver instabilidade hemodinâmica36 como hipotensão38 importante, alteração do estado mental, sinais39 de choque40, dor torácica isquêmica ou insuficiência cardíaca29 aguda atribuíveis à taquiarritmia10, está indicada cardioversão elétrica sincronizada imediata.

Uma situação que exige atenção especial é a fibrilação atrial pré-excitada, geralmente caracterizada por taquicardia5 irregular de QRS largo e frequências ventriculares muito elevadas. Nessa circunstância, fármacos que bloqueiam predominantemente o nó atrioventricular3, como adenosina, verapamil, diltiazem, betabloqueadores e digoxina, devem ser evitados, pois podem favorecer a condução pela via acessória e aumentar o risco de fibrilação ventricular. Em pacientes estáveis, a procainamida intravenosa ou o ibutilide podem ser utilizados, conforme disponibilidade e contexto clínico; diante de instabilidade, realiza-se cardioversão elétrica sincronizada. A amiodarona intravenosa não é considerada a opção preferencial para fibrilação atrial pré-excitada.

Para muitos pacientes sintomáticos, o tratamento definitivo de escolha é a ablação34 por cateter da via acessória. Durante o procedimento, a via é localizada por estudo eletrofisiológico e eliminada, mais frequentemente por energia de radiofrequência; a crioablação pode ser utilizada em situações selecionadas, sobretudo quando a localização da via torna desejável reduzir o risco de lesão41 do sistema normal de condução.

A ablação34 apresenta elevada eficácia, geralmente superior a 90% e frequentemente próxima ou acima de 95% em centros experientes, embora o sucesso e o risco de complicações dependam da localização e das características da via acessória.

Em pessoas assintomáticas com padrão de WPW, a ablação34 não é obrigatória em todos os casos. A conduta deve ser individualizada após estratificação de risco, considerando as propriedades da via acessória, a profissão, a prática esportiva competitiva, as preferências do paciente e outros fatores clínicos.

Como evolui a Síndrome4 de Wolff-Parkinson-White?

A evolução clínica é bastante variável. Muitas pessoas com padrão de WPW permanecem assintomáticas e nunca desenvolvem eventos importantes. Entre os pacientes sintomáticos, os episódios de taquicardia5 podem ser esporádicos ou recorrentes e apresentar intensidade variável.

Na infância, as taquicardias associadas às vias acessórias podem desaparecer clinicamente por períodos prolongados, sobretudo após episódios ocorridos no primeiro ano de vida, mas podem reaparecer posteriormente. Portanto, o desaparecimento das crises não significa necessariamente que a via acessória tenha deixado de existir.

A ablação34 por cateter transformou o prognóstico42 dos pacientes sintomáticos. Quando a via acessória é eliminada com sucesso, a recorrência43 da arritmia20 relacionada a essa via torna-se incomum, embora seja possível em uma pequena proporção dos casos.

Quais são as complicações da Síndrome4 de Wolff-Parkinson-White?

As principais complicações estão relacionadas às taquiarritmias21. Episódios prolongados ou muito rápidos podem provocar hipotensão38, síncope26 e, ocasionalmente, insuficiência cardíaca29 ou cardiomiopatia induzida por taquicardia5.

A fibrilação atrial merece atenção especial porque, quando conduzida muito rapidamente por uma via acessória, pode desencadear instabilidade hemodinâmica36 e, raramente, fibrilação ventricular e parada cardíaca.

A morte súbita cardíaca é uma complicação rara, mas é a mais temida. O risco não é igual para todas as pessoas com pré-excitação e está relacionado principalmente às propriedades eletrofisiológicas da via acessória, sobretudo à capacidade de conduzir impulsos atriais em frequências muito elevadas para os ventrículos. Por esse motivo, a estratificação de risco é importante mesmo em determinados pacientes que nunca apresentaram sintomas19.

Veja também "Choque40 cardiogênico", "Bloqueio de ramo", "Assistolia" e "Parada cardiorrespiratória".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Biblioteca Virtual em Saúde, da U.S. National Library of Medicine e da Mayo Clinic.

ABCMED, 2026. Síndrome de Wolff-Parkinson-White: por que um "atalho elétrico" no coração pode provocar taquicardia?. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1515685/sindrome-de-wolff-parkinson-white-por-que-um-quot-atalho-eletrico-quot-no-coracao-pode-provocar-taquicardia.htm>. Acesso em: 30 set. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
2 Nó Sinoatrial: Pequena massa de fibras musculares cardíacas modificadas, localizada na junção da VEIA CAVA SUPERIOR com o átrio direito. Os impulsos da contração provavelmente começam neste nó, propagam-se pelo átrio (ÁTRIO CARDÍACO) sendo então transmitidos pelo feixe de His (FEIXE ATRIOVENTRICULAR) para o ventrículo (VENTRÍCULO CARDÍACO).
3 Nó atrioventricular: Pequena massa nodular formada por fibras musculares especializadas que estão localizadas no septo interatrial próximo ao óstio do seio coronário. Dá origem ao feixe atriventricular do sistema de condução do coração.
4 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
5 Taquicardia: Aumento da frequência cardíaca. Pode ser devido a causas fisiológicas (durante o exercício físico ou gravidez) ou por diversas doenças como sepse, hipertireoidismo e anemia. Pode ser assintomática ou provocar palpitações.
6 Arritmias: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
7 Eletrocardiograma: Registro da atividade elétrica produzida pelo coração através da captação e amplificação dos pequenos potenciais gerados por este durante o ciclo cardíaco.
8 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.
9 Miocárdio: Tecido muscular do CORAÇÃO. Composto de células musculares estriadas e involuntárias (MIÓCITOS CARDÍACOS) conectadas, que formam a bomba contrátil geradora do fluxo sangüíneo. Sinônimos: Músculo Cardíaco; Músculo do Coração
10 Taquiarritmia: Cadência rápida do ritmo do coração, arritmia rápida.
11 Prevalência: Número de pessoas em determinado grupo ou população que são portadores de uma doença. Número de casos novos e antigos desta doença.
12 Congênita: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
13 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
14 Hipertrofia: 1. Desenvolvimento ou crescimento excessivo de um órgão ou de parte dele devido a um aumento do tamanho de suas células constituintes. 2. Desenvolvimento ou crescimento excessivo, em tamanho ou em complexidade (de alguma coisa). 3. Em medicina, é aumento do tamanho (mas não da quantidade) de células que compõem um tecido. Pode ser acompanhada pelo aumento do tamanho do órgão do qual faz parte.
15 Congênitas: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
16 Fisiológico: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
17 Intermitente: Nos quais ou em que ocorrem interrupções; que cessa e recomeça por intervalos; intervalado, descontínuo. Em medicina, diz-se de episódios de febre alta que se alternam com intervalos de temperatura normal ou cujas pulsações têm intervalos desiguais entre si.
18 Fisiológica: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
19 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
20 Arritmia: Arritmia cardíaca é o nome dado a diversas perturbações que alteram a frequência ou o ritmo dos batimentos cardíacos.
21 Taquiarritmias: Cadência rápida do ritmo do coração, arritmias rápidas.
22 Palpitação: Designa a sensação de consciência do batimento do coração, que habitualmente não se sente. As palpitações são detectadas usualmente após um exercício violento, em situações de tensão ou depois de um grande susto, quando o coração bate com mais força e/ou mais rapidez que o normal.
23 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
24 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
25 Sudorese: Suor excessivo
26 Síncope: Perda breve e repentina da consciência, geralmente com rápida recuperação. Comum em pessoas idosas. Suas causas são múltiplas: doença cerebrovascular, convulsões, arritmias, doença cardíaca, embolia pulmonar, hipertensão pulmonar, hipoglicemia, intoxicações, hipotensão postural, síncope situacional ou vasopressora, infecções, causas psicogênicas e desconhecidas.
27 Lactentes: Que ou aqueles que mamam, bebês. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
28 Taquipneia: Aceleração do ritmo respiratório.
29 Insuficiência Cardíaca: É uma condição na qual a quantidade de sangue bombeada pelo coração a cada minuto (débito cardíaco) é insuficiente para suprir as demandas normais de oxigênio e de nutrientes do organismo. Refere-se à diminuição da capacidade do coração suportar a carga de trabalho.
30 Palpitações: Designa a sensação de consciência do batimento do coração, que habitualmente não se sente. As palpitações são detectadas usualmente após um exercício violento, em situações de tensão ou depois de um grande susto, quando o coração bate com mais força e/ou mais rapidez que o normal.
31 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
32 Intermitentes: Nos quais ou em que ocorrem interrupções; que cessa e recomeça por intervalos; intervalado, descontínuo. Em medicina, diz-se de episódios de febre alta que se alternam com intervalos de temperatura normal ou cujas pulsações têm intervalos desiguais entre si.
33 Holter: Dispositivo portátil, projetado para registrar de forma contínua, diferentes variáveis fisiológicas ou atividade elétrica durante um período pré-estabelecido de tempo. Os mais utilizados são o Holter eletrocardiográfico e o Holter de pressão.
34 Ablação: Extirpação de qualquer órgão do corpo.
35 Ecocardiograma: Método diagnóstico não invasivo que permite visualizar a morfologia e o funcionamento cardíaco, através da emissão e captação de ultra-sons.
36 Hemodinâmica: Ramo da fisiologia que estuda as leis reguladoras da circulação do sangue nos vasos sanguíneos tais como velocidade, pressão etc.
37 Seio carotídeo: Porção dilatada da artéria carótida primitiva no nível da ramificação em artérias carótidas interna e externa. Esta região contém barorreceptores, que quendo estimulados, causam diminuição dos batimentos cardíacos, vasodilatação e diminuição da pressão sangüínea. Pressorreceptores;
38 Hipotensão: Pressão sanguínea baixa ou queda repentina na pressão sanguínea. A hipotensão pode ocorrer quando uma pessoa muda rapidamente de uma posição sentada ou deitada para a posição de pé, causando vertigem ou desmaio.
39 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
40 Choque: 1. Estado de insuficiência circulatória a nível celular, produzido por hemorragias graves, sepse, reações alérgicas graves, etc. Pode ocasionar lesão celular irreversível se a hipóxia persistir por tempo suficiente. 2. Encontro violento, com impacto ou abalo brusco, entre dois corpos. Colisão ou concussão. 3. Perturbação brusca no equilíbrio mental ou emocional. Abalo psíquico devido a uma causa externa.
41 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
42 Prognóstico: 1. Juízo médico, baseado no diagnóstico e nas possibilidades terapêuticas, em relação à duração, à evolução e ao termo de uma doença. Em medicina, predição do curso ou do resultado provável de uma doença; prognose. 2. Predição, presságio, profecia relativos a qualquer assunto. 3. Relativo a prognose. 4. Que traça o provável desenvolvimento futuro ou o resultado de um processo. 5. Que pode indicar acontecimentos futuros (diz-se de sinal, sintoma, indício, etc.). 6. No uso pejorativo, pernóstico, doutoral, professoral; prognóstico.
43 Recorrência: 1. Retorno, repetição. 2. Em medicina, é o reaparecimento dos sintomas característicos de uma doença, após a sua completa remissão. 3. Em informática, é a repetição continuada da mesma operação ou grupo de operações. 4. Em psicologia, é a volta à memória.
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