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Síndrome antifosfolípide - Sintomas, diagnóstico, tratamento e evolução

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O fosfolípide é um tipo de molécula de gordura1 (lipídio) muito importante para as células2 do corpo. Ele é um dos principais componentes da membrana celular3, estrutura que envolve e protege cada célula4 do organismo. Quando estão dentro do corpo, os fosfolípides se organizam automaticamente em duas camadas, chamadas de bicamada fosfolipídica, formando a membrana das células2. Essa estrutura cria uma barreira seletiva que protege a célula4, controla o que entra e sai dela e permite a comunicação celular. Os fosfolípides são relevantes em várias áreas da saúde5, porque alterações nas membranas celulares podem influenciar diversas doenças. Eles também participam de processos inflamatórios e imunológicos e, embora os chamados anticorpos6 antifosfolípides não sejam dirigidos diretamente contra os fosfolípides na maioria dos casos, mas sim contra proteínas7 ligadas a eles, os fosfolípides estão envolvidos na chamada síndrome8 antifosfolípide.

O que é síndrome8 antifosfolípide?

A síndrome8 antifosfolípide (SAF) é uma doença autoimune10 caracterizada pela presença persistente de anticorpos6 antifosfolípides no sangue11, associada a episódios de trombose12 (formação de coágulos nos vasos sanguíneos13) e/ou complicações na gravidez14. Esses anticorpos6 reagem contra proteínas7 ligadas aos fosfolípides das membranas celulares, interferindo no funcionamento normal da coagulação15. Trata-se de uma doença que envolve o sistema imunológico16 e o sistema de coagulação15 do sangue11, sendo frequentemente estudada nas áreas da reumatologia, hematologia e obstetrícia. A síndrome8 foi descrita mais detalhadamente a partir da década de 1980 e hoje é reconhecida como uma das causas mais importantes de trombofilia17 adquirida, isto é, uma tendência aumentada à formação de coágulos no sangue11.

Quais são as causas da síndrome8 antifosfolípide?

A causa exata da síndrome8 antifosfolípide ainda não é completamente compreendida. No entanto, sabe-se que a doença envolve uma resposta imunológica anormal, em que o organismo produz anticorpos6 contra componentes do próprio corpo. Entre os fatores associados ao surgimento da síndrome8 destacam-se: predisposição genética, que pode aumentar a tendência ao desenvolvimento de doenças autoimunes18; doenças autoimunes18 associadas, especialmente o lúpus19 eritematoso20 sistêmico21; algumas infecções22, que podem estimular temporariamente a produção de anticorpos6 antifosfolípides; determinados medicamentos, e fatores ambientais e imunológicos ainda em estudo.

Nem todas as pessoas que apresentam anticorpos6 antifosfolípides desenvolvem a doença clínica. Muitas vezes, esses anticorpos6 são detectados incidentalmente em exames laboratoriais, sem que haja trombose12 ou complicações gestacionais. Atualmente, acredita-se que a ocorrência de manifestações clínicas dependa da combinação dos anticorpos6 com fatores desencadeantes adicionais, conceito conhecido como “modelo dos dois eventos” ou two-hit hypothesis.

Qual é a fisiopatologia9 da síndrome8 antifosfolípide?

A fisiopatologia9 da síndrome8 antifosfolípide envolve mecanismos complexos relacionados à coagulação15 sanguínea, à inflamação23 e à função do endotélio vascular24. Os anticorpos6 antifosfolípides mais importantes incluem o anticorpo25 anticardiolipina, o anticoagulante26 lúpico e o anticorpo25 anti-beta-2 glicoproteína I. Apesar do nome, esses anticorpos6 reconhecem principalmente proteínas7 plasmáticas ligadas aos fosfolípides, especialmente a beta-2 glicoproteína I.

Esses anticorpos6 interagem com células2 endoteliais, plaquetas27, monócitos28 e componentes do sistema de coagulação15. Como consequência, ocorre ativação das células2 endoteliais, que passam a favorecer a coagulação15; aumento da ativação e agregação plaquetária; redução da atividade de mecanismos anticoagulantes29 naturais; inibição de processos fibrinolíticos que normalmente ajudam a dissolver coágulos; e ativação do sistema inflamatório e do complemento, contribuindo para lesão30 vascular31 e trombose12.

No contexto da gestação, esses anticorpos6 podem interferir na implantação embrionária, na formação dos vasos placentários e na circulação32 da placenta, levando a problemas como insuficiência33 placentária, abortamentos recorrentes, restrição do crescimento fetal, pré-eclâmpsia34 e parto prematuro. Portanto, a SAF é considerada uma doença em que o sistema imunológico16 altera o equilíbrio entre coagulação15 e anticoagulação do organismo, favorecendo um estado pró-trombótico35.

Quais são as características clínicas da síndrome8 antifosfolípide?

A SAF pode ocorrer de duas formas principais: primária e secundária. A forma primária surge isoladamente, sem associação com outra doença autoimune10 identificável. Já a forma secundária ocorre associada a outras doenças, especialmente o lúpus19 eritematoso20 sistêmico21, que é a condição mais frequentemente relacionada.

As manifestações clínicas da síndrome8 podem variar bastante entre os pacientes. Algumas pessoas apresentam poucos sintomas36, enquanto outras podem desenvolver eventos potencialmente graves. Entre as manifestações mais comuns estão a trombose12 venosa, especialmente a trombose venosa profunda37 dos membros inferiores, que pode causar dor, inchaço38 e aumento da temperatura local; a trombose12 arterial, responsável por eventos como acidente vascular cerebral39 (AVC), ataque isquêmico40 transitório (AIT) e, em alguns casos, infarto do miocárdio41 em indivíduos jovens; e as complicações obstétricas, incluindo perdas gestacionais recorrentes, morte fetal, pré-eclâmpsia34 grave, insuficiência33 placentária, restrição do crescimento fetal e parto prematuro relacionado à insuficiência33 placentária.

Também podem ocorrer alterações hematológicas, principalmente trombocitopenia42 leve a moderada. Entre as manifestações cutâneas43, destaca-se o livedo reticular44, caracterizado por manchas arroxeadas com aspecto rendilhado na pele45. Outras manifestações descritas incluem comprometimento valvar cardíaco, nefropatia46 associada à SAF, enxaqueca47, alterações cognitivas e outros fenômenos trombóticos48 envolvendo diferentes órgãos.

Existe ainda uma forma grave denominada síndrome8 antifosfolípide catastrófica, rara, porém potencialmente fatal, caracterizada pelo desenvolvimento rápido de tromboses49 em múltiplos órgãos, geralmente em um período de dias a semanas, levando à falência orgânica multissistêmica.

Como o médico diagnostica a síndrome8 antifosfolípide?

O diagnóstico50 da síndrome8 antifosfolípide baseia-se na combinação de critérios clínicos e laboratoriais. Do ponto de vista clínico, devem estar presentes eventos trombóticos48 arteriais, venosos ou de pequenos vasos, e/ou complicações obstétricas compatíveis com a doença.

Os critérios laboratoriais incluem a detecção persistente de anticorpos6 antifosfolípides, representados pelo anticoagulante26 lúpico, anticorpos6 anticardiolipina IgG ou IgM e anticorpos6 anti-beta-2 glicoproteína I IgG ou IgM. Esses exames devem permanecer positivos em duas ocasiões separadas por pelo menos 12 semanas, pois resultados transitórios podem ocorrer após infecções22 ou em outras situações clínicas.

Pacientes com positividade simultânea dos três principais anticorpos6 (“tripla positividade”) apresentam risco trombótico35 mais elevado. Além disso, o médico pode solicitar exames complementares para avaliar a coagulação15, investigar danos em órgãos-alvo e pesquisar doenças autoimunes18 associadas.

Como o médico trata a síndrome8 antifosfolípide?

O tratamento da síndrome8 antifosfolípide tem como principal objetivo prevenir novos eventos trombóticos48 e reduzir complicações obstétricas. Nos pacientes com histórico de trombose12, geralmente é necessária anticoagulação prolongada, frequentemente por tempo indeterminado, dependendo das características do evento trombótico35 e do perfil de risco do paciente. Os antagonistas da vitamina51 K, como a varfarina, permanecem como o tratamento padrão para a maioria dos pacientes com SAF trombótica52. Os anticoagulantes29 orais diretos, como rivaroxabana, apixabana e dabigatrana, não são recomendados para determinados grupos de alto risco, especialmente pacientes com tripla positividade ou trombose12 arterial prévia, devido ao maior risco de recorrência53 trombótica52 observado em estudos clínicos.

Nas gestantes com SAF obstétrica, o tratamento costuma envolver ácido acetilsalicílico em baixa dose associado à heparina de baixo peso molecular, estratégia que aumenta significativamente as chances de uma gestação bem-sucedida. A varfarina não deve ser utilizada durante a gravidez14 devido ao risco de embriopatia e outras complicações fetais.

Também é fundamental controlar fatores de risco cardiovascular, como tabagismo, hipertensão arterial54, diabetes55, dislipidemia e obesidade56. Quando a síndrome8 está associada a outra doença autoimune10, como o lúpus19 eritematoso20 sistêmico21, o tratamento da condição de base também faz parte do manejo global do paciente.

Nos casos de síndrome8 antifosfolípide catastrófica, o tratamento é intensivo e pode incluir anticoagulação, corticoides, plasmaférese, imunoglobulina57 intravenosa e, em situações selecionadas, terapias imunossupressoras.

Como evolui a síndrome8 antifosfolípide?

A evolução da síndrome8 antifosfolípide pode variar bastante entre os pacientes. Algumas pessoas apresentam apenas um evento trombótico35 isolado e evoluem favoravelmente com tratamento adequado. Outras podem apresentar recorrência53 de tromboses49 ao longo da vida.

Com diagnóstico50 precoce, acompanhamento regular e tratamento apropriado, muitos pacientes conseguem manter boa qualidade de vida e reduzir significativamente o risco de complicações. No caso das mulheres com histórico de perdas gestacionais associadas à SAF, o tratamento adequado durante a gravidez14 pode aumentar de forma expressiva as taxas de sucesso gestacional.

Entretanto, a doença geralmente exige acompanhamento médico contínuo, pois o risco de trombose12 pode persistir mesmo após longos períodos sem manifestações clínicas.

Quais são as complicações possíveis da síndrome8 antifosfolípide?

Se não for diagnosticada e tratada adequadamente, a síndrome8 antifosfolípide pode levar a diversas complicações importantes. Entre elas estão a recorrência53 de tromboses49 venosas ou arteriais, acidente vascular cerebral39, embolia58 pulmonar, infarto do miocárdio41, insuficiência33 placentária, perdas gestacionais repetidas, pré-eclâmpsia34 grave, parto prematuro, dano progressivo a órgãos como rins59, coração60 e cérebro61 e síndrome8 antifosfolípide catastrófica.

Além disso, o uso prolongado de anticoagulantes29 exige acompanhamento médico cuidadoso, pois pode aumentar o risco de sangramentos. O equilíbrio entre prevenção de tromboses49 e minimização do risco hemorrágico62 é um dos principais desafios no seguimento de longo prazo desses pacientes.

Leia sobre "IgG e IgM", "Hemorragias63" e "Anticoagulantes29: prós e contras".

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Sociedade Brasileira de Reumatologia e da Mayo Clinic.

ABCMED, 2026. Síndrome antifosfolípide - Sintomas, diagnóstico, tratamento e evolução. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/sinais.-sintomas-e-doencas/1508705/sindrome-antifosfolipide-sintomas-diagnostico-tratamento-e-evolucao.htm>. Acesso em: 18 jun. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Gordura: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Os alimentos que fornecem gordura são: manteiga, margarina, óleos, nozes, carnes vermelhas, peixes, frango e alguns derivados do leite. O excesso de calorias é estocado no organismo na forma de gordura, fornecendo uma reserva de energia ao organismo.
2 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
3 Membrana Celular: Membrana seletivamente permeável (contendo lipídeos e proteínas) que envolve o citoplasma em células procarióticas e eucarióticas.
4 Célula: Unidade funcional básica de todo tecido, capaz de se duplicar (porém algumas células muito especializadas, como os neurônios, não conseguem se duplicar), trocar substâncias com o meio externo à célula, etc. Possui subestruturas (organelas) distintas como núcleo, parede celular, membrana celular, mitocôndrias, etc. que são as responsáveis pela sobrevivência da mesma.
5 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
6 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
7 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
8 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
9 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.
10 Autoimune: 1. Relativo à autoimunidade (estado patológico de um organismo atingido por suas próprias defesas imunitárias). 2. Produzido por autoimunidade. 3. Autoalergia.
11 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
12 Trombose: Formação de trombos no interior de um vaso sanguíneo. Pode ser venosa ou arterial e produz diferentes sintomas segundo os territórios afetados. A trombose de uma artéria coronariana pode produzir um infarto do miocárdio.
13 Vasos Sanguíneos: Qualquer vaso tubular que transporta o sangue (artérias, arteríolas, capilares, vênulas e veias).
14 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
15 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
16 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
17 Trombofilia: Tendência aumentada a apresentar fenômenos tromboembólicos, seja esta hereditária ou adquirida.
18 Autoimunes: 1. Relativo à autoimunidade (estado patológico de um organismo atingido por suas próprias defesas imunitárias). 2. Produzido por autoimunidade. 3. Autoalergia.
19 Lúpus: 1. É uma inflamação crônica da pele, caracterizada por ulcerações ou manchas, conforme o tipo específico. 2. Doença autoimune rara, mais frequente nas mulheres, provocada por um desequilíbrio do sistema imunológico. Nesta patologia, a defesa imunológica do indivíduo se vira contra os tecidos do próprio organismo como pele, articulações, fígado, coração, pulmão, rins e cérebro. Essas múltiplas formas de manifestação clínica, às vezes, podem confundir e retardar o diagnóstico. Lúpus exige tratamento cuidadoso por médicos especializados no assunto.
20 Eritematoso: Relativo a ou próprio de eritema. Que apresenta eritema. Eritema é uma vermelhidão da pele, devido à vasodilatação dos capilares cutâneos.
21 Sistêmico: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
22 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
23 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
24 Endotélio Vascular: Camada única de células que alinha-se na superfície luminal em todo o sistema vascular. Regulam o transporte de macromoléculas e componentes do sangue do interstício ao lúmem. Sua função tem sido mas amplamente estudada nos capilares sangüíneos.
25 Anticorpo: Proteína circulante liberada pelos linfócitos em reação à presença no organismo de uma substância estranha (antígeno).
26 Anticoagulante: Substância ou medicamento que evita a coagulação, especialmente do sangue.
27 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
28 Monócitos: É um tipo de leucócito mononuclear fagocitário, que se forma na medula óssea e é posteriormente transportado para os tecidos, onde se desenvolve em macrófagos.
29 Anticoagulantes: Substâncias ou medicamentos que evitam a coagulação, especialmente do sangue.
30 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
31 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
32 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
33 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
34 Pré-eclâmpsia: É caracterizada por hipertensão, edema (retenção de líquidos) e proteinúria (presença de proteína na urina). Manifesta-se na segunda metade da gravidez (após a 20a semana de gestação) e pode evoluir para convulsão e coma, mas essas condições melhoram com a saída do feto e da placenta. No meio médico, o termo usado é Moléstia Hipertensiva Específica da Gravidez. É a principal causa de morte materna no Brasil atualmente.
35 Trombótico: Relativo à trombose, ou seja, à formação ou desenvolvimento de um trombo (coágulo).
36 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
37 Trombose Venosa Profunda: Caracteriza-se pela formação de coágulos no interior das veias profundas da perna. O que mais chama a atenção é o edema (inchaço) e a dor, normalmente restritos a uma só perna. O edema pode se localizar apenas na panturrilha e pé ou estar mais exuberante na coxa, indicando que o trombo se localiza nas veias profundas dessa região ou mais acima da virilha. Uma de suas principais conseqüências a curto prazo é a embolia pulmonar, que pode deixar seqüelas ou mesmo levar à morte. Fatores individuais de risco são: varizes de membros inferiores, idade maior que 40 anos, obesidade, trombose prévia, uso de anticoncepcionais, terapia de reposição hormonal, entre outras.
38 Inchaço: Inchação, edema.
39 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
40 Isquêmico: Relativo à ou provocado pela isquemia, que é a diminuição ou suspensão da irrigação sanguínea, numa parte do organismo, ocasionada por obstrução arterial ou por vasoconstrição.
41 Infarto do miocárdio: Interrupção do suprimento sangüíneo para o coração por estreitamento dos vasos ou bloqueio do fluxo. Também conhecido por ataque cardíaco.
42 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
43 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
44 Reticular: Dar formato de rede a alguma coisa ou guarnecer de retículo ou retícula.
45 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
46 Nefropatia: Lesão ou doença do rim.
47 Enxaqueca: Sinônimo de migrânea. É a cefaléia cuja prevalência varia de 10 a 20% da população. Ocorre principalmente em mulheres com uma proporção homem:mulher de 1:2-3. As razões para esta preponderância feminina ainda não estão bem entendidas, mas suspeita-se de alguma relação com o hormônio feminino. Resulta da pressão exercida por vasos sangüíneos dilatados no tecido nervoso cerebral subjacente. O tratamento da enxaqueca envolve normalmente drogas vaso-constritoras para aliviar esta pressão. No entanto, esta medicamentação pode causar efeitos secundários no sistema circulatório e é desaconselhada a pessoas com problemas cardiológicos.
48 Trombóticos: Relativo à trombose, ou seja, à formação ou desenvolvimento de um trombo (coágulo).
49 Tromboses: Formações de trombos no interior de um vaso sanguíneo. Podem ser venosas ou arteriais e produzem diferentes sintomas segundo os territórios afetados. A trombose de uma artéria coronariana pode produzir um infarto do miocárdio.
50 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
51 Vitamina: Compostos presentes em pequenas quantidades nos diversos alimentos e nutrientes e que são indispensáveis para o desenvolvimento dos processos biológicos normais.
52 Trombótica: Relativo à trombose, ou seja, à formação ou desenvolvimento de um trombo (coágulo).
53 Recorrência: 1. Retorno, repetição. 2. Em medicina, é o reaparecimento dos sintomas característicos de uma doença, após a sua completa remissão. 3. Em informática, é a repetição continuada da mesma operação ou grupo de operações. 4. Em psicologia, é a volta à memória.
54 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
55 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
56 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
57 Imunoglobulina: Proteína do soro sanguíneo, sintetizada pelos plasmócitos provenientes dos linfócitos B como reação à entrada de uma substância estranha (antígeno) no organismo; anticorpo.
58 Embolia: Impactação de uma substância sólida (trombo, colesterol, vegetação, inóculo bacteriano), líquida ou gasosa (embolia gasosa) em uma região do circuito arterial com a conseqüente obstrução do fluxo e isquemia.
59 Rins: Órgãos em forma de feijão que filtram o sangue e formam a urina. Os rins são localizados na região posterior do abdômen, um de cada lado da coluna vertebral.
60 Coração: Órgão muscular, oco, que mantém a circulação sangüínea.
61 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
62 Hemorrágico: Relativo à hemorragia, ou seja, ao escoamento de sangue para fora dos vasos sanguíneos.
63 Hemorragias: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
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