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Prematuridade extrema: o que acontece quando o bebê nasce antes de 28 semanas?

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A prematuridade extrema ocorre quando o bebê nasce antes de 28 semanas completas de gestação, período em que vários órgãos ainda estão imaturos. Esses recém-nascidos apresentam maior risco de complicações respiratórias, neurológicas, cardiovasculares, intestinais, infecciosas e oftalmológicas.

O tratamento começa ainda antes do nascimento e pode incluir corticosteroides antenatais e neuroproteção fetal, seguido de cuidados intensivos e suporte neonatal especializado.

O que é prematuridade extrema?

Prematuridade extrema é o nascimento do bebê antes de 28 semanas completas de idade gestacional. Considera-se prematuro todo recém-nascido que nasce antes de 37 semanas completas, enquanto a gestação a termo compreende o período de 37 semanas a 41 semanas e 6 dias. Quanto menor a idade gestacional ao nascimento, maior tende a ser a vulnerabilidade e o risco de complicações.

Muitos desses bebês2 apresentam extremo baixo peso ao nascer, definido como peso inferior a 1.000 gramas, embora prematuridade e baixo peso sejam conceitos distintos. Nessa fase, pulmões3, cérebro4, intestino, pele5 e sistema imunológico6 ainda estão em intenso amadurecimento, o que explica a necessidade frequente de cuidados em unidade de terapia intensiva7 neonatal (UTIN).

Quais são as causas da prematuridade extrema?

A prematuridade extrema é multifatorial e pode resultar da interação entre fatores maternos, fetais, placentários, infecciosos e ambientais. O nascimento pode ocorrer espontaneamente, após trabalho de parto prematuro ou ruptura pré-termo das membranas, ou ser indicado pela equipe obstétrica quando a continuidade da gestação representa risco para a mãe ou para o feto8.

Entre os principais fatores associados estão:

Também estão associados gestação múltipla, algumas malformações17 congênitas18, restrição do crescimento fetal e comprometimento do bem-estar fetal. Em muitos casos, entretanto, não é possível identificar uma causa específica.

Leia sobre "Diabetes gestacional19", "Toxemia20 gravídica" e "Síndrome21 HELLP".

Qual é a fisiopatologia1 da prematuridade extrema?

O parto prematuro pode decorrer de diferentes mecanismos, como inflamação22 ou infecção23 intrauterina, hemorragia24 decidual, sobredistensão uterina e alterações cervicais. Independentemente da causa, o nascimento extremamente precoce interrompe uma fase essencial de amadurecimento fetal.

Nos pulmões3, a imaturidade estrutural e a deficiência de surfactante favorecem atelectasias25 e síndrome21 do desconforto respiratório neonatal, enquanto a imaturidade do controle respiratório aumenta o risco de apneias. No cérebro4, a fragilidade vascular26 e a autorregulação ainda imatura do fluxo sanguíneo aumentam a suscetibilidade à hemorragia24 intraventricular e às lesões27 da substância branca.

A adaptação cardiovascular incompleta pode favorecer a persistência do canal arterial28. A imaturidade intestinal aumenta o risco de dificuldades alimentares e enterocolite necrosante29. As defesas imunológicas pouco desenvolvidas e a menor transferência transplacentária30 de anticorpos31 aumentam a vulnerabilidade a infecções13.

Além disso, a pouca gordura32 corporal e a imaturidade da pele5 dificultam a manutenção da temperatura.

Quais são as características clínicas da prematuridade extrema?

Os recém-nascidos extremamente prematuros geralmente apresentam pele5 fina, avermelhada e translúcida, pouca gordura subcutânea33, cabeça34 proporcionalmente maior, tônus muscular35 reduzido, choro fraco e dificuldade para manter a temperatura corporal. A sucção e a deglutição36 ainda são imaturas e pouco coordenadas.

Clinicamente, podem ocorrer desconforto respiratório, apneias, episódios de dessaturação e bradicardia37, instabilidade cardiovascular, dificuldade para alimentação, alterações da glicemia38 e dos eletrólitos39, icterícia40 e maior suscetibilidade a infecções13. A intensidade dessas manifestações varia principalmente conforme a idade gestacional e as complicações associadas.

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Como o médico diagnostica a prematuridade extrema?

O diagnóstico41 baseia-se fundamentalmente na determinação da idade gestacional. Durante o pré-natal, ela é estabelecida pela data da última menstruação42, quando confiável, e principalmente pela ultrassonografia43 obstétrica precoce.

Após o nascimento, utiliza-se preferencialmente a idade gestacional obstétrica previamente estabelecida. Quando essa informação é desconhecida ou incerta, métodos clínicos de avaliação da maturidade, como o escore de New Ballard, podem auxiliar, embora tenham limitações nos prematuros extremos.

Exames laboratoriais e de imagem não diagnosticam a prematuridade propriamente dita, mas permitem avaliar a adaptação do recém-nascido e identificar complicações. Conforme a necessidade, podem ser realizados gasometria, hemograma, glicemia38, eletrólitos39, radiografia de tórax44, ultrassonografia43 transfontanelar, ecocardiograma45 e rastreamento para retinopatia da prematuridade, além de monitorização contínua dos sinais vitais46.

Como o médico trata a prematuridade extrema?

O cuidado começa antes do nascimento sempre que o risco de parto prematuro é reconhecido. Quando possível, a gestante deve ser encaminhada para um centro com assistência obstétrica de alto risco e suporte neonatal especializado.

Quando não há contraindicação à continuidade temporária da gestação, tocolíticos47 podem ser utilizados por curto período em situações selecionadas, principalmente para permitir a administração de corticosteroides antenatais ou a transferência da gestante. Os corticosteroides antenatais reduzem complicações como síndrome21 do desconforto respiratório, hemorragia24 intraventricular e mortalidade48 neonatal. O sulfato de magnésio pode ser administrado antes de partos prematuros precoces para neuroproteção fetal e redução do risco de paralisia49 cerebral. Antibióticos são utilizados quando há infecção23 materna e em determinadas situações de ruptura pré-termo das membranas.

Após o nascimento, a maioria desses bebês2 necessita de internação em UTIN. O suporte respiratório deve ser individualizado, preferindo-se métodos menos invasivos, como pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP), quando adequado. Ventilação50 mecânica é utilizada quando necessária, e o oxigênio deve ser cuidadosamente titulado. Surfactante exógeno é indicado para determinados prematuros com síndrome21 do desconforto respiratório, e cafeína é amplamente utilizada para prevenção ou tratamento da apneia51 da prematuridade.

Também são fundamentais o controle térmico, a monitorização metabólica e a nutrição52 adequada. Pode ser necessária nutrição parenteral53 inicialmente, enquanto a alimentação enteral é introduzida progressivamente. O leite da própria mãe é a primeira escolha e pode ser administrado por sonda até que o bebê consiga coordenar sucção, deglutição36 e respiração; frequentemente é necessária sua fortificação.

A prevenção de infecções13 exige higiene rigorosa, cuidados com dispositivos invasivos e uso criterioso de antibióticos. O Método Canguru, o contato pele5 a pele5 e a participação ativa da família também são componentes importantes da assistência.

Como evolui a prematuridade extrema?

Com os avanços da Neonatologia, o prognóstico54 melhorou significativamente, embora permaneçam riscos relacionados à imaturidade dos órgãos. A evolução depende principalmente da idade gestacional, peso ao nascer, crescimento fetal, complicações neonatais e qualidade da assistência perinatal.

Durante a internação, espera-se progressivamente maior estabilidade respiratória e cardiovascular, ganho de peso, amadurecimento neurológico e desenvolvimento da capacidade de alimentação oral. A alta ocorre quando o bebê apresenta estabilidade clínica, consegue manter a temperatura corporal, alimenta-se com segurança e demonstra crescimento satisfatório.

Após a alta, é necessário acompanhamento pediátrico e, frequentemente, multiprofissional. Nos primeiros anos, o desenvolvimento deve ser avaliado considerando a idade corrigida, especialmente até aproximadamente 2 anos. Também são importantes o acompanhamento da visão55, audição, crescimento, nutrição52 e neurodesenvolvimento.

Muitas crianças apresentam bom desenvolvimento global. Entretanto, quanto menor a idade gestacional ao nascimento, maior o risco de alterações motoras, cognitivas, comportamentais, visuais, auditivas e respiratórias a longo prazo.

Quais são as complicações possíveis com a prematuridade extrema?

Apesar dos avanços terapêuticos, a prematuridade extrema permanece associada a risco elevado de complicações. Entre as principais estão:

  • síndrome21 do desconforto respiratório;
  • apneia51 da prematuridade;
  • displasia broncopulmonar56;
  • persistência do canal arterial28;
  • hemorragia24 intraventricular;
  • lesões27 da substância branca cerebral;
  • enterocolite necrosante29;
  • sepse57 neonatal;
  • retinopatia da prematuridade;
  • e anemia58 da prematuridade.

A longo prazo, algumas crianças podem apresentar dificuldades de crescimento e alimentação, paralisia49 cerebral, alterações cognitivas ou comportamentais, dificuldades escolares, deficiência visual ou auditiva e problemas respiratórios persistentes. O risco dessas complicações diminui progressivamente à medida que aumenta a idade gestacional ao nascimento, mas a evolução é individual.

A prematuridade extrema representa uma das situações mais complexas da medicina neonatal. O nascimento antes de 28 semanas ocorre em uma fase de intensa maturação dos órgãos e exige assistência obstétrica e neonatal altamente especializada. Corticosteroides antenatais e neuroproteção fetal quando indicados, suporte respiratório adequado, nutrição52, controle térmico, prevenção de infecções13, Método Canguru e acompanhamento do desenvolvimento são fundamentais para melhorar a sobrevivência59 e reduzir complicações.

Os avanços na assistência perinatal têm permitido que um número crescente de recém-nascidos extremamente prematuros sobreviva e apresente evolução favorável.

Veja também sobre "Bronquiolite em bebês2", "Doença da Membrana Hialina", "Hipoglicemia60 neonatal" e "Síndrome21 de aspiração de mecônio61".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites do Nationwide Children's Hospital e da U.S. National Library of Medicine.

ABCMED, 2026. Prematuridade extrema: o que acontece quando o bebê nasce antes de 28 semanas?. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/saude-da-crianca/1512475/prematuridade-extrema-o-que-acontece-quando-o-bebe-nasce-antes-de-28-semanas.htm>. Acesso em: 13 ago. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.
2 Bebês: Lactentes. Inclui o período neonatal e se estende até 1 ano de idade (12 meses).
3 Pulmões: Órgãos do sistema respiratório situados na cavidade torácica e responsáveis pelas trocas gasosas entre o ambiente e o sangue. São em número de dois, possuem forma piramidal, têm consistência esponjosa e medem cerca de 25 cm de comprimento. Os pulmões humanos são divididos em segmentos denominados lobos. O pulmão esquerdo possui dois lobos e o direito possui três. Os pulmões são compostos de brônquios que se dividem em bronquíolos e alvéolos pulmonares. Nos alvéolos se dão as trocas gasosas ou hematose pulmonar entre o meio ambiente e o corpo, com a entrada de oxigênio na hemoglobina do sangue (formando a oxiemoglobina) e saída do gás carbônico ou dióxido de carbono (que vem da célula como carboemoglobina) dos capilares para o alvéolo.
4 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
5 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
6 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
7 Terapia intensiva: Tratamento para diabetes no qual os níveis de glicose são mantidos o mais próximo do normal possível através de injeções freqüentes ou uso de bomba de insulina, planejamento das refeições, ajuste em medicamentos hipoglicemiantes e exercícios baseados nos resultados de testes de glicose além de contatos freqüentes entre o diabético e o profissional de saúde.
8 Feto: Filhote por nascer de um mamífero vivíparo no período pós-embrionário, depois que as principais estruturas foram delineadas. Em humanos, do filhote por nascer vai do final da oitava semana após a CONCEPÇÃO até o NASCIMENTO, diferente do EMBRIÃO DE MAMÍFERO prematuro.
9 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
10 Pré-eclâmpsia: É caracterizada por hipertensão, edema (retenção de líquidos) e proteinúria (presença de proteína na urina). Manifesta-se na segunda metade da gravidez (após a 20a semana de gestação) e pode evoluir para convulsão e coma, mas essas condições melhoram com a saída do feto e da placenta. No meio médico, o termo usado é Moléstia Hipertensiva Específica da Gravidez. É a principal causa de morte materna no Brasil atualmente.
11 Eclâmpsia: Ocorre quando a mulher com pré-eclâmpsia grave apresenta covulsão ou entra em coma. As convulsões ocorrem porque a pressão sobe muito e, em decorrência disso, diminui o fluxo de sangue que vai para o cérebro.
12 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
13 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
14 Autoimunes: 1. Relativo à autoimunidade (estado patológico de um organismo atingido por suas próprias defesas imunitárias). 2. Produzido por autoimunidade. 3. Autoalergia.
15 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
16 Líquido amniótico: Fluido viscoso, incolor ou levemente esbranquiçado, que preenche a bolsa amniótica e envolve o embrião durante toda a gestação, protegendo-o contra infecções e choques mecânicos e térmicos.
17 Malformações: 1. Defeito na forma ou na formação; anomalia, aberração, deformação. 2. Em patologia, é vício de conformação de uma parte do corpo, de origem congênita ou hereditária, geralmente curável por cirurgia. Ela é diferente da deformação (que é adquirida) e da monstruosidade (que é incurável).
18 Congênitas: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
19 Diabetes gestacional: Tipo de diabetes melito que se desenvolve durante a gravidez e habitualmente desaparece após o parto, mas aumenta o risco da mãe desenvolver diabetes no futuro. O diabetes gestacional é controlado com planejamento das refeições, atividade física e, em alguns casos, com o uso de insulina.
20 Toxemia: Intoxicação resultante do acúmulo excessivo de toxinas endógenas ou exógenas no sangue, em virtude de insuficiência relativa ou absoluta dos órgãos excretores (rins, fígado, etc.).
21 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
22 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
23 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
24 Hemorragia: Saída de sangue dos vasos sanguíneos ou do coração para o exterior, para o interstício ou para cavidades pré-formadas do organismo.
25 Atelectasias: Colapso total ou parcial de um órgão do corpo, geralmente do pulmão. Ocorre uma falta de expansão dos alvéolos de uma parte do pulmão ou do pulmão inteiro devido a uma ausência de ventilação consecutiva à obstrução total ou parcial de um brônquio.
26 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
27 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
28 Canal Arterial: Vaso sangüíneo fetal que conecta a artéria pulmonar à aorta descendente.
29 Necrosante: Que necrosa ou que sofre gangrena; que provoca necrose, necrotizante.
30 Transplacentária: Que atravessa a placenta ou que se processa através dela, por exemplo, as infecções transplacentárias.
31 Anticorpos: Proteínas produzidas pelo organismo para se proteger de substâncias estranhas como bactérias ou vírus. As pessoas que têm diabetes tipo 1 produzem anticorpos que destroem as células beta produtoras de insulina do próprio organismo.
32 Gordura: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Os alimentos que fornecem gordura são: manteiga, margarina, óleos, nozes, carnes vermelhas, peixes, frango e alguns derivados do leite. O excesso de calorias é estocado no organismo na forma de gordura, fornecendo uma reserva de energia ao organismo.
33 Gordura Subcutânea: Tecido gorduroso abaixo da pele em todo o corpo.
34 Cabeça:
35 Tônus muscular: Estado de tensão elástica (contração ligeira) que o músculo apresenta em repouso e que lhe permite iniciar a contração imediatamente depois de receber o impulso dos centros nervosos. Num estado de relaxamento completo (sem tônus), o músculo levaria mais tempo para iniciar a contração.
36 Deglutição: Passagem dos alimentos desde a boca até o esôfago; ação ou efeito de deglutir; engolir. É um mecanismo em parte voluntário e em parte automático (reflexo) que envolve a musculatura faríngea e o esfíncter esofágico superior.
37 Bradicardia: Diminuição da freqüência cardíaca a menos de 60 batimentos por minuto. Pode estar associada a distúrbios da condução cardíaca, ao efeito de alguns medicamentos ou a causas fisiológicas (bradicardia do desportista).
38 Glicemia: Valor de concentração da glicose do sangue. Seus valores normais oscilam entre 70 e 110 miligramas por decilitro de sangue (mg/dl).
39 Eletrólitos: Em eletricidade, é um condutor elétrico de natureza líquida ou sólida, no qual cargas são transportadas por meio de íons. Em química, é uma substância que dissolvida em água se torna condutora de corrente elétrica.
40 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
41 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
42 Menstruação: Sangramento cíclico através da vagina, que é produzido após um ciclo ovulatório normal e que corresponde à perda da camada mais superficial do endométrio uterino.
43 Ultrassonografia: Ultrassonografia ou ecografia é um exame complementar que usa o eco produzido pelo som para observar em tempo real as reflexões produzidas pelas estruturas internas do organismo (órgãos internos). Os aparelhos de ultrassonografia utilizam uma frequência variada, indo de 2 até 14 MHz, emitindo através de uma fonte de cristal que fica em contato com a pele e recebendo os ecos gerados, os quais são interpretados através de computação gráfica.
44 Tórax: Parte superior do tronco entre o PESCOÇO e o ABDOME; contém os principais órgãos dos sistemas circulatório e respiratório. (Tradução livre do original Sinônimos: Peito; Caixa Torácica
45 Ecocardiograma: Método diagnóstico não invasivo que permite visualizar a morfologia e o funcionamento cardíaco, através da emissão e captação de ultra-sons.
46 Sinais vitais: Conjunto de variáveis fisiológicas que são pressão arterial, freqüência cardíaca, freqüência respiratória e temperatura corporal.
47 Tocolíticos: Medicação usada para suprimir o trabalho de parto prematuro, pois inibem as contrações uterinas.
48 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
49 Paralisia: Perda total da força muscular que produz incapacidade para realizar movimentos nos setores afetados. Pode ser produzida por doença neurológica, muscular, tóxica, metabólica ou ser uma combinação das mesmas.
50 Ventilação: 1. Ação ou efeito de ventilar, passagem contínua de ar fresco e renovado, num espaço ou recinto. 2. Agitação ou movimentação do ar, natural ou provocada para estabelecer sua circulação dentro de um ambiente. 3. Em fisiologia, é o movimento de ar nos pulmões. Perfusão Em medicina, é a introdução de substância líquida nos tecidos por meio de injeção em vasos sanguíneos.
51 Apnéia: É uma parada respiratória provocada pelo colabamento total das paredes da faringe que ocorre principalmente enquanto a pessoa está dormindo e roncando. No adulto, considera-se apnéia após 10 segundos de parada respiratória. Como a criança tem uma reserva menor, às vezes, depois de dois ou três segundos, o sangue já se empobrece de oxigênio.
52 Nutrição: Incorporação de vitaminas, minerais, proteínas, lipídios, carboidratos, oligoelementos, etc. indispensáveis para o desenvolvimento e manutenção de um indivíduo normal.
53 Nutrição parenteral: Administração de alimentos utilizando um acesso venoso. Utilizada em situações nas quais o trato digestivo encontra-se seriamente danificado (pancreatite grave, sepse grave, etc.). Os alimentos são administrados em sua forma mais simples, como se fossem digeridos, para que possam ser absorvidos pelas células.
54 Prognóstico: 1. Juízo médico, baseado no diagnóstico e nas possibilidades terapêuticas, em relação à duração, à evolução e ao termo de uma doença. Em medicina, predição do curso ou do resultado provável de uma doença; prognose. 2. Predição, presságio, profecia relativos a qualquer assunto. 3. Relativo a prognose. 4. Que traça o provável desenvolvimento futuro ou o resultado de um processo. 5. Que pode indicar acontecimentos futuros (diz-se de sinal, sintoma, indício, etc.). 6. No uso pejorativo, pernóstico, doutoral, professoral; prognóstico.
55 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
56 Displasia broncopulmonar: Doença pulmonar crônica, de etiologia multifatorial e complexa. Acomete, em geral, os recém-nascidos prematuros submetidos à oxigenioterapia e à ventilação mecânica nos primeiros dias de vida.
57 Sepse: Infecção produzida por um germe capaz de provocar uma resposta inflamatória em todo o organismo. Os sintomas associados a sepse são febre, hipotermia, taquicardia, taquipnéia e elevação na contagem de glóbulos brancos. Pode levar à morte, se não tratada a tempo e corretamente.
58 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
59 Sobrevivência: 1. Ato ou efeito de sobreviver, de continuar a viver ou a existir. 2. Característica, condição ou virtude daquele ou daquilo que subsiste a um outro. Condição ou qualidade de quem ainda vive após a morte de outra pessoa. 3. Sequência ininterrupta de algo; o que subsiste de (alguma coisa remota no tempo); continuidade, persistência, duração.
60 Hipoglicemia: Condição que ocorre quando há uma queda excessiva nos níveis de glicose, freqüentemente abaixo de 70 mg/dL, com aparecimento rápido de sintomas. Os sinais de hipoglicemia são: fome, fadiga, tremores, tontura, taquicardia, sudorese, palidez, pele fria e úmida, visão turva e confusão mental. Se não for tratada, pode levar ao coma. É tratada com o consumo de alimentos ricos em carboidratos como pastilhas ou sucos com glicose. Pode também ser tratada com uma injeção de glucagon caso a pessoa esteja inconsciente ou incapaz de engolir. Também chamada de reação à insulina.
61 Mecônio: Material mucilaginoso (espesso, de cor variando entre verde e preto) encontrado nos intestinos de fetos à termo. Constituído por secreções de glândulas intestinais, PIGMENTOS BILIARES, ÁCIDOS GRAXOS, LÍQUIDO AMNIÓTICO e fragmentos intra-uterinos. O mecônio constitui as primeiras evacuações feitas pelo recém-nascido.
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