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Síndrome HELLP: entenda os sintomas, o diagnóstico e os riscos dessa grave complicação da gravidez

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A síndrome1 HELLP é uma grave complicação da gestação, geralmente associada à pré-eclâmpsia2, caracterizada por hemólise3, elevação das enzimas hepáticas4 e redução das plaquetas5. Sua origem está relacionada a disfunção placentária, lesão6 endotelial e ativação da coagulação7, podendo causar comprometimento materno e fetal significativo.

Os sintomas8 mais comuns incluem dor no lado direito do abdome9, náuseas10, vômitos11, cefaleia12 e hipertensão13. O tratamento exige internação, estabilização materna, uso de sulfato de magnésio quando indicado e, na maioria dos casos, realização do parto como medida definitiva.

O que é síndrome1 HELLP?

A Síndrome1 HELLP é uma condição médica grave e potencialmente fatal que ocorre durante a gravidez14 ou no período pós-parto, sendo considerada uma das formas mais graves das síndromes hipertensivas da gestação e frequentemente associada à pré-eclâmpsia2 grave.

Cerca de 70% dos casos ocorrem antes do parto e aproximadamente 30% surgem nas primeiras 48 horas após o nascimento do bebê, embora possa ocorrer mais tardiamente. Ela é mais comum em mulheres com hipertensão arterial15 ou pré-eclâmpsia2, mas até mesmo pacientes sem hipertensão13 significativa ou proteinúria16 evidente podem desenvolver a síndrome1.

O termo "HELLP" é um acrônimo em inglês formado pelas iniciais de Hemolysis (hemólise3), Elevated Liver Enzymes (elevação das enzimas hepáticas4) e Low Platelet Count (plaquetopenia17), que representam as três principais alterações características da doença. A síndrome1 foi descrita por Louis Weinstein, médico norte-americano, em 1982.

Quais são as causas da síndrome1 HELLP?

Embora as causas exatas da Síndrome1 HELLP ainda não sejam completamente compreendidas, ela está relacionada a alterações na placenta e a uma resposta materna anormal vascular18, inflamatória e imunológica. A maioria dos casos ocorre em mulheres com pré-eclâmpsia2 ou eclâmpsia19, mas a síndrome1 também pode surgir de forma isolada.

Acredita-se que uma placentação inadequada no início da gestação leve à liberação de substâncias que provocam lesão6 endotelial, inflamação20 sistêmica e ativação da coagulação7. Alterações na formação e no funcionamento da placenta podem causar redução da perfusão uteroplacentária, desencadeando estresse oxidativo e resposta inflamatória capazes de afetar o fígado21, os vasos sanguíneos22, as plaquetas5 e outros órgãos maternos.

Uma resposta imunológica materna inadequada ao tecido23 placentário também pode contribuir para o desenvolvimento da síndrome1. Além disso, há evidências de predisposição genética, uma vez que mulheres com histórico familiar de pré-eclâmpsia2, síndrome1 HELLP ou outras doenças hipertensivas da gestação apresentam risco aumentado.

Entre os principais fatores de risco estão:

Leia sobre "Gravidez14 de alto risco", "Toxemia28 gravídica" e "Hipertensão13 na gravidez14".

Qual é o substrato fisiopatológico da síndrome1 HELLP?

O substrato fisiopatológico da Síndrome1 HELLP é complexo e multifatorial, envolvendo disfunção endotelial generalizada, inflamação20 sistêmica, ativação da coagulação7 e lesão6 microvascular.

A fisiopatologia29 tem início com alterações na placenta que levam à liberação de fatores antiangiogênicos30, como o sFlt-1 (receptor solúvel do fator de crescimento endotelial vascular18), capazes de bloquear a ação de substâncias pró-angiogênicas, como o VEGF e o PlGF. Isso resulta em lesão6 endotelial difusa, vasoconstrição31, hipertensão arterial15 e aumento da permeabilidade32 vascular18.

A lesão6 endotelial favorece a formação de microtrombos na circulação33, especialmente nos pequenos vasos. Quando os eritrócitos34 atravessam esses vasos parcialmente obstruídos, sofrem fragmentação mecânica, produzindo uma anemia hemolítica35 microangiopática, caracterizada pela presença de esquizócitos no esfregaço de sangue36 periférico e pela elevação da lactato37 desidrogenase (LDH).

No fígado21, a obstrução da microcirculação provoca isquemia38 e lesão6 hepatocelular, resultando na elevação das aminotransferases, principalmente AST (TGO) e ALT (TGP). Nos casos mais graves podem ocorrer hematoma39 hepático subcapsular e ruptura hepática40, complicações associadas a elevada mortalidade41 materna.

Ao mesmo tempo, ocorre ativação e consumo de plaquetas5 na formação dos microtrombos, levando à trombocitopenia42. Em situações mais graves, a síndrome1 pode evoluir para coagulação7 intravascular43 disseminada (CIVD).

Todo esse processo é amplificado pela resposta inflamatória sistêmica e pelo aumento do estresse oxidativo.

Quais são as características clínicas da síndrome1 HELLP?

A síndrome1 HELLP geralmente surge após a 20ª semana de gestação, sendo mais frequente entre a 27ª e a 37ª semana, embora também possa ocorrer no período pós-parto.

Os sintomas8 costumam ser inespecíficos e podem dificultar o diagnóstico44 inicial. A manifestação mais característica é a dor no quadrante superior direito do abdome9 ou na região epigástrica, frequentemente descrita como dor abaixo das costelas45 do lado direito ou na “boca do estômago”. Também são comuns náuseas10, vômitos11, mal-estar, fadiga46 intensa e cefaleia12.

Outros sinais47 e sintomas8 incluem hipertensão arterial15, alterações visuais como visão48 turva ou escotomas49 luminosos, edema50, dispneia51, sangramentos decorrentes da trombocitopenia42 e, em alguns casos, icterícia52. A ausência de hipertensão13 significativa não exclui o diagnóstico44.

Nas fases iniciais, os sintomas8 podem ser confundidos com gastrite53, hepatite54 viral, doença da vesícula biliar55, gastroenterite56 ou outras condições clínicas comuns. Por esse motivo, a síndrome1 HELLP deve ser considerada em qualquer gestante ou puérpera57 com dor epigástrica ou em hipocôndrio58 direito associada a alterações laboratoriais compatíveis.

Confira no infográfico abaixo um resumo sobre a condição (clique sobre a imagem para visualizá-la ampliada). Continue lendo o artigo para saber sobre o diagnóstico44 e o tratamento.

Infográfico - Síndrome HELLP

Como o médico diagnostica a síndrome1 HELLP?

O diagnóstico44 da síndrome1 HELLP é baseado na combinação de achados clínicos e laboratoriais. O hemograma permite identificar a redução da contagem de plaquetas5 e sinais47 indiretos de hemólise3. Além disso, são solicitados exames laboratoriais para avaliação da função hepática40, incluindo AST (TGO), ALT (TGP), bilirrubinas59 e LDH. Os critérios laboratoriais clássicos incluem hemólise3, elevação das enzimas hepáticas4 e plaquetopenia17, embora existam diferentes sistemas de classificação, como os critérios de Tennessee e do Mississippi.

A hemólise3 pode ser evidenciada pela elevação da LDH, aumento da bilirrubina60 indireta, redução da haptoglobina e presença de esquizócitos no sangue36 periférico. A trombocitopenia42 geralmente corresponde a contagem de plaquetas5 inferior a 100.000/mm³, enquanto as aminotransferases costumam estar elevadas.

Exames complementares, como ultrassonografia61, tomografia computadorizada62 ou ressonância magnética63, podem ser necessários quando há suspeita de complicações hepáticas64, como hematoma39 subcapsular ou ruptura hepática40.

Como o médico trata a síndrome1 HELLP?

A síndrome1 HELLP é uma emergência65 obstétrica e requer internação hospitalar, geralmente em unidade de terapia intensiva66 ou em centro com suporte materno-fetal especializado. O tratamento tem como principais objetivos estabilizar a mãe, prevenir complicações e definir o momento mais seguro para o parto.

O sulfato de magnésio deve ser administrado para prevenção e tratamento de convulsões, independentemente da presença de eclâmpsia19. A hipertensão13 grave deve ser controlada com medicamentos anti-hipertensivos apropriados, como hidralazina, labetalol ou nifedipina. 

Quando a idade gestacional é inferior a 34 semanas e as condições maternas e fetais permitem, recomenda-se a administração de corticosteroides antenatais, como betametasona ou dexametasona, para acelerar a maturação pulmonar fetal. O uso de corticosteroides com a finalidade de tratar especificamente a síndrome1 HELLP e aumentar a contagem plaquetária permanece controverso e não é recomendado rotineiramente pelas principais diretrizes.

A transfusão67 de concentrado de hemácias68 pode ser necessária em casos de anemia69 importante ou sangramento significativo. A transfusão67 de plaquetas5 é indicada principalmente quando há sangramento ativo, necessidade de procedimento invasivo ou contagens muito baixas de plaquetas5.

O tratamento definitivo da síndrome1 HELLP é o parto. A decisão sobre o momento e a via de parto depende da idade gestacional, da gravidade do quadro materno, das condições fetais e da resposta ao tratamento inicial.

Após o parto, a maioria das pacientes apresenta melhora progressiva dos parâmetros clínicos e laboratoriais ao longo de alguns dias, embora seja necessário acompanhamento rigoroso devido ao risco de complicações maternas e neonatais.

Veja mais em "Como é a cesárea", "Atonia uterina", "Baixo peso ao nascer" e "Morte fetal".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente do site do BMJ Best Practice.

ABCMED, 2026. Síndrome HELLP: entenda os sintomas, o diagnóstico e os riscos dessa grave complicação da gravidez. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/gravidez/1507245/sindrome-hellp-entenda-os-sintomas-o-diagnostico-e-os-riscos-dessa-grave-complicacao-da-gravidez.htm>. Acesso em: 2 jun. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
2 Pré-eclâmpsia: É caracterizada por hipertensão, edema (retenção de líquidos) e proteinúria (presença de proteína na urina). Manifesta-se na segunda metade da gravidez (após a 20a semana de gestação) e pode evoluir para convulsão e coma, mas essas condições melhoram com a saída do feto e da placenta. No meio médico, o termo usado é Moléstia Hipertensiva Específica da Gravidez. É a principal causa de morte materna no Brasil atualmente.
3 Hemólise: Alteração fisiológica ou patológica, com dissolução ou destruição dos glóbulos vermelhos do sangue causando liberação de hemoglobina. É também conhecida por hematólise, eritrocitólise ou eritrólise. Pode ser produzida por algumas anemias congênitas ou adquiridas, como consequência de doenças imunológicas, etc.
4 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
5 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
6 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
7 Coagulação: Ato ou efeito de coagular(-se), passando do estado líquido ao sólido.
8 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
9 Abdome: Região do corpo que se localiza entre o TÓRAX e a PELVE.
10 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
11 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
12 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
13 Hipertensão: Condição presente quando o sangue flui através dos vasos com força maior que a normal. Também chamada de pressão alta. Hipertensão pode causar esforço cardíaco, dano aos vasos sangüíneos e aumento do risco de um ataque cardíaco, derrame ou acidente vascular cerebral, além de problemas renais e morte.
14 Gravidez: Condição de ter um embrião ou feto em desenvolvimento no trato reprodutivo feminino após a união de ovo e espermatozóide.
15 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
16 Proteinúria: Presença de proteínas na urina, indicando que os rins não estão trabalhando apropriadamente.
17 Plaquetopenia: Plaquetopenia ou trombocitopenia é a diminuição do número de plaquetas (trombócitos) que participam na coagulação. Habitualmente o sangue contém de 150.000 a 350.000 plaquetas por microlitro. Muitas doenças podem reduzir o número de plaquetas, as principais causas são uma produção insuficiente na medula óssea, o sequestro das plaquetas por um baço grande, o aumento do uso dos trombócitos, da sua destruição ou a sua diluição no sangue.
18 Vascular: Relativo aos vasos sanguíneos do organismo.
19 Eclâmpsia: Ocorre quando a mulher com pré-eclâmpsia grave apresenta covulsão ou entra em coma. As convulsões ocorrem porque a pressão sobe muito e, em decorrência disso, diminui o fluxo de sangue que vai para o cérebro.
20 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
21 Fígado: Órgão que transforma alimento em energia, remove álcool e toxinas do sangue e fabrica bile. A bile, produzida pelo fígado, é importante na digestão, especialmente das gorduras. Após secretada pelas células hepáticas ela é recolhida por canalículos progressivamente maiores que a levam para dois canais que se juntam na saída do fígado e a conduzem intermitentemente até o duodeno, que é a primeira porção do intestino delgado. Com esse canal biliar comum, chamado ducto hepático, comunica-se a vesícula biliar através de um canal sinuoso, chamado ducto cístico. Quando recebe esse canal de drenagem da vesícula biliar, o canal hepático comum muda de nome para colédoco. Este, ao entrar na parede do duodeno, tem um músculo circular, designado esfíncter de Oddi, que controla o seu esvaziamento para o intestino.
22 Vasos Sanguíneos: Qualquer vaso tubular que transporta o sangue (artérias, arteríolas, capilares, vênulas e veias).
23 Tecido: Conjunto de células de características semelhantes, organizadas em estruturas complexas para cumprir uma determinada função. Exemplo de tecido: o tecido ósseo encontra-se formado por osteócitos dispostos em uma matriz mineral para cumprir funções de sustentação.
24 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
25 Obesidade: Condição em que há acúmulo de gorduras no organismo além do normal, mais severo que o sobrepeso. O índice de massa corporal é igual ou maior que 30.
26 Autoimunes: 1. Relativo à autoimunidade (estado patológico de um organismo atingido por suas próprias defesas imunitárias). 2. Produzido por autoimunidade. 3. Autoalergia.
27 Renal: Relacionado aos rins. Uma doença renal é uma doença dos rins. Insuficiência renal significa que os rins pararam de funcionar.
28 Toxemia: Intoxicação resultante do acúmulo excessivo de toxinas endógenas ou exógenas no sangue, em virtude de insuficiência relativa ou absoluta dos órgãos excretores (rins, fígado, etc.).
29 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.
30 Antiangiogênicos: São agentes inibidores da angiogênese. A angiogênese é o processo de obtenção de novos vasos a partir de vasos já existentes. Apesar da aparente simplicidade, trata-se de processo complexo, controlado delicadamente por uma variedade de fatores promotores e inibidores da angiogênese.
31 Vasoconstrição: Diminuição do diâmetro dos vasos sanguíneos.
32 Permeabilidade: Qualidade dos corpos que deixam passar através de seus poros outros corpos (fluidos, líquidos, gases, etc.).
33 Circulação: 1. Ato ou efeito de circular. 2. Facilidade de se mover usando as vias de comunicação; giro, curso, trânsito. 3. Movimento do sangue, fluxo de sangue através dos vasos sanguíneos do corpo e do coração.
34 Eritrócitos: Células vermelhas do sangue. Os eritrócitos maduros são anucleados, têm forma de disco bicôncavo e contêm HEMOGLOBINA, cuja função é transportar OXIGÊNIO. Sinônimos: Corpúsculos Sanguíneos Vermelhos; Corpúsculos Vermelhos Sanguíneos; Corpúsculos Vermelhos do Sangue; Glóbulos Vermelhos; Hemácias
35 Anemia hemolítica: Doença hereditária que faz com que os glóbulos vermelhos do sangue se desintegrem no interior dos veios sangüíneos (hemólise intravascular) ou em outro lugar do organismo (hemólise extravascular). Pode ter várias causas e ser congênita ou adquirida. O tratamento depende da causa.
36 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
37 Lactato: Sal ou éster do ácido láctico ou ânion dele derivado.
38 Isquemia: Insuficiência absoluta ou relativa de aporte sanguíneo a um ou vários tecidos. Suas manifestações dependem do tecido comprometido, sendo a mais frequente a isquemia cardíaca, capaz de produzir infartos, isquemia cerebral, produtora de acidentes vasculares cerebrais, etc.
39 Hematoma: Acúmulo de sangue em um órgão ou tecido após uma hemorragia.
40 Hepática: Relativa a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
41 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
42 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
43 Intravascular: Relativo ao interior dos vasos sanguíneos e linfáticos, ou que ali se situa ou ocorre.
44 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
45 Costelas:
46 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
47 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
48 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
49 Escotomas: Regiões da retina em que há perda ou ausência da acuidade visual devido a patologias oculares.
50 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
51 Dispnéia: Falta de ar ou dificuldade para respirar caracterizada por respiração rápida e curta, geralmente está associada a alguma doença cardíaca ou pulmonar.
52 Icterícia: Coloração amarelada da pele e mucosas devido a uma acumulação de bilirrubina no organismo. Existem dois tipos de icterícia que têm etiologias e sintomas distintos: icterícia por acumulação de bilirrubina conjugada ou direta e icterícia por acumulação de bilirrubina não conjugada ou indireta.
53 Gastrite: Inflamação da mucosa do estômago.
54 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
55 Vesícula Biliar: Reservatório para armazenar secreção da BILE. Através do DUCTO CÍSTICO, a vesícula libera para o DUODENO ácidos biliares em alta concentração (e de maneira controlada), que degradam os lipídeos da dieta.
56 Gastroenterite: Inflamação do estômago e intestino delgado caracterizada por náuseas, vômitos, diarréia e dores abdominais. É produzida pela ingestão de vírus, bactérias ou suas toxinas, ou agressão da mucosa intestinal por diversos mecanismos.
57 Puérpera: Parturiente. Mulher que está prestes a dar à luz ou deu à luz há pouco tempo.
58 Hipocôndrio: Cada uma das duas partes laterais e superiores do abdome, separadas pelo epigástrio.
59 Bilirrubinas: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (por exemplo, cálculos biliares, hepatite).
60 Bilirrubina: Pigmento amarelo que é produto da degradação da hemoglobina. Quando aumenta no sangue, acima de seus valores normais, pode produzir uma coloração amarelada da pele e mucosas, denominada icterícia. Pode estar aumentado no sangue devido a aumento da produção do mesmo (excesso de degradação de hemoglobina) ou por dificuldade de escoamento normal (por exemplo, cálculos biliares, hepatite).
61 Ultrassonografia: Ultrassonografia ou ecografia é um exame complementar que usa o eco produzido pelo som para observar em tempo real as reflexões produzidas pelas estruturas internas do organismo (órgãos internos). Os aparelhos de ultrassonografia utilizam uma frequência variada, indo de 2 até 14 MHz, emitindo através de uma fonte de cristal que fica em contato com a pele e recebendo os ecos gerados, os quais são interpretados através de computação gráfica.
62 Tomografia computadorizada: Exame capaz de obter imagens em tons de cinza de “fatias†de partes do corpo ou de órgãos selecionados, as quais são geradas pelo processamento por um computador de uma sucessão de imagens de raios X de alta resolução em diversos segmentos sucessivos de partes do corpo ou de órgãos.
63 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.
64 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
65 Emergência: 1. Ato ou efeito de emergir. 2. Situação grave, perigosa, momento crítico ou fortuito. 3. Setor de uma instituição hospitalar onde são atendidos pacientes que requerem tratamento imediato; pronto-socorro. 4. Eclosão. 5. Qualquer excrescência especializada ou parcial em um ramo ou outro órgão, formada por tecido epidérmico (ou da camada cortical) e um ou mais estratos de tecido subepidérmico, e que pode originar nectários, acúleos, etc. ou não se desenvolver em um órgão definido.
66 Terapia intensiva: Tratamento para diabetes no qual os níveis de glicose são mantidos o mais próximo do normal possível através de injeções freqüentes ou uso de bomba de insulina, planejamento das refeições, ajuste em medicamentos hipoglicemiantes e exercícios baseados nos resultados de testes de glicose além de contatos freqüentes entre o diabético e o profissional de saúde.
67 Transfusão: Introdução na corrente sangüínea de sangue ou algum de seus componentes. Podem ser transfundidos separadamente glóbulos vermelhos, plaquetas, plasma, fatores de coagulação, etc.
68 Hemácias: Também chamadas de glóbulos vermelhos, eritrócitos ou células vermelhas. São produzidas no interior dos ossos a partir de células da medula óssea vermelha e estão presentes no sangue em número de cerca de 4,5 a 6,5 milhões por milímetro cúbico, em condições normais.
69 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
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