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Medicina ambiental: riscos ambientais que todo mundo deveria conhecer!

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A medicina ambiental estuda como fatores presentes no ambiente, como poluição do ar e da água, substâncias químicas, metais pesados, radiação, qualidade do ar interno e mudanças climáticas, podem afetar a saúde1 humana.

Seu objetivo é identificar riscos ambientais, prevenir doenças, orientar o diagnóstico2 de condições relacionadas à exposição ambiental e promover ambientes mais saudáveis. Compreender a relação entre ambiente e saúde1 é fundamental para reduzir exposições nocivas, proteger a população e melhorar a qualidade de vida ao longo dos anos.

O que é medicina ambiental?

A medicina ambiental é um campo interdisciplinar da saúde1 que investiga como fatores ambientais influenciam o bem-estar humano, a ocorrência de doenças e a qualidade de vida. Trata-se de uma área que estuda as interações entre o ambiente e a saúde1 humana, considerando fatores físicos, químicos, biológicos e sociais presentes no meio ambiente que podem afetar o organismo. Esses fatores incluem:

  • Poluição do ar e da água
  • Exposição a substâncias tóxicas
  • Radiações
  • Mudanças climáticas
  • Entre outros

Quais são os objetivos da medicina ambiental?

Os principais objetivos da medicina ambiental incluem identificar riscos ambientais, compreender seus mecanismos de ação, prevenir doenças causadas por fatores ambientais, promover ambientes saudáveis e reduzir a exposição a agentes nocivos. A área também busca propor estratégias de diagnóstico2, tratamento e controle das doenças relacionadas ao ambiente, além de desenvolver políticas públicas que protejam a saúde1 da população, promover educação ambiental e capacitar profissionais de saúde1 para reconhecer e manejar doenças de origem ambiental.

Outro objetivo importante é a vigilância epidemiológica, que permite identificar surtos, padrões de doenças e eventos relacionados à exposição ambiental, contribuindo para ações de controle e prevenção.

Conheça também: "Medicina alternativa", "Medicina preventiva" e "Medicina do estilo de vida".

Como o ambiente pode causar doenças?

O ambiente exerce uma influência direta e constante sobre a saúde1 humana. Diversos fatores ambientais, físicos, químicos, biológicos e sociais podem contribuir para o desenvolvimento de doenças. A seguir exploramos alguns desses fatores.

Efeitos médicos do ozônio sobre o organismo

O ozônio (O₃), quando presente na camada estratosférica, desempenha um papel protetor contra a radiação ultravioleta. No entanto, quando presente na troposfera, especialmente próximo ao nível do solo, é considerado um importante poluente atmosférico. A exposição ao ozônio pode causar irritação das vias respiratórias, tosse, dor torácica, falta de ar e redução da função pulmonar.

Em indivíduos com doenças respiratórias, como asma3 e doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), o ozônio pode agravar os sintomas4 e aumentar o risco de exacerbações. A exposição prolongada pode levar à inflamação5 crônica das vias aéreas e aumentar a suscetibilidade a infecções6 respiratórias.

Efeitos médicos dos acidentes nucleares sobre o organismo

Acidentes nucleares liberam radiação ionizante no ambiente, que pode causar danos severos ao organismo humano. A exposição aguda a altas doses de radiação pode provocar a síndrome7 aguda da radiação, caracterizada por náuseas8, vômitos9, diarreia10, fadiga11 intensa, queda de cabelo12 e comprometimento da medula óssea13, podendo evoluir para falência de múltiplos órgãos em casos graves.

A longo prazo, a radiação aumenta significativamente o risco de câncer14, especialmente leucemia15 e câncer14 de tireoide16. A exposição ao iodo radioativo17 é particularmente relevante para o desenvolvimento de câncer14 de tireoide16, principalmente em crianças e adolescentes. Além disso, a radiação pode causar mutações genéticas, afetar futuras gerações e comprometer o sistema imunológico18.

Efeitos médicos de substâncias químicas sobre o organismo

Substâncias químicas estão presentes em diversos produtos do cotidiano, como pesticidas, solventes, combustíveis, produtos de limpeza e materiais industriais. A exposição a essas substâncias pode ocorrer por inalação, ingestão ou contato com a pele19. Dependendo da toxicidade20, da dose e do tempo de exposição, os efeitos podem variar de irritações leves a doenças graves, incluindo câncer14, distúrbios hormonais, doenças respiratórias e alterações hepáticas21, renais e neurológicas.

Alguns compostos, como os disruptores endócrinos, interferem no funcionamento hormonal, podendo afetar o crescimento, o desenvolvimento e a reprodução22 humana.

Efeitos médicos do plástico sobre o organismo

O plástico, amplamente utilizado na sociedade moderna, pode liberar substâncias químicas potencialmente nocivas, como bisfenol A (BPA) e ftalatos. Esses compostos podem migrar para alimentos e bebidas, especialmente quando recipientes plásticos são aquecidos ou submetidos ao desgaste. Estudos sugerem que essas substâncias podem atuar como disruptores endócrinos, afetando o funcionamento hormonal e estando associadas a alterações reprodutivas, metabólicas e do desenvolvimento.

Além disso, a ingestão de microplásticos, presentes na água, nos alimentos e até mesmo no ar, tornou-se uma preocupação crescente. Embora seus efeitos a longo prazo ainda estejam sendo investigados, há evidências de que possam induzir processos inflamatórios e estresse oxidativo no organismo.

Efeitos médicos do radônio sobre o organismo

O radônio é um gás radioativo17 natural produzido pela degradação do urânio presente no solo e nas rochas. Ele pode se acumular em ambientes fechados, como residências e edifícios, especialmente em locais com ventilação23 inadequada. Por ser incolor, inodoro e insípido, sua detecção depende de equipamentos específicos.

A inalação prolongada de radônio está associada a um aumento significativo do risco de câncer14 de pulmão24, sendo considerada uma das principais causas dessa doença entre pessoas não fumantes. O risco é ainda maior em indivíduos fumantes, devido ao efeito sinérgico entre o tabagismo e a exposição ao radônio.

Efeitos médicos da poluição da água e do ar sobre o organismo

A poluição do ar está associada a uma ampla variedade de problemas de saúde1, incluindo doenças respiratórias, doenças cardiovasculares25, acidente vascular cerebral26 (AVC), câncer14 de pulmão24 e aumento da mortalidade27 geral. Partículas finas e ultrafinas podem penetrar profundamente nos pulmões28, alcançar a corrente sanguínea e desencadear processos inflamatórios sistêmicos29.

Já a poluição da água pode levar à transmissão de doenças infecciosas, como diarreias, hepatite30 A, cólera31 e febre tifoide32, além de intoxicações por metais pesados e produtos químicos. O consumo de água contaminada representa um importante problema de saúde1 pública em diversas regiões do mundo.

Efeitos médicos do envenenamento por mercúrio sobre o organismo

O mercúrio é um metal pesado altamente tóxico. A exposição pode ocorrer por ingestão de peixes contaminados, inalação de vapores ou contato ocupacional. O metilmercúrio, forma orgânica encontrada principalmente em peixes e frutos do mar contaminados, é particularmente tóxico para o sistema nervoso33.

O mercúrio afeta principalmente o sistema nervoso central34, causando tremores, alterações cognitivas, perda de memória, irritabilidade, distúrbios visuais e comprometimento da coordenação motora. Em casos graves, pode levar a danos neurológicos permanentes. Durante a gestação, a exposição ao mercúrio pode comprometer o desenvolvimento neurológico fetal.

Efeitos médicos do chumbo sobre o organismo

O chumbo é outro metal pesado com efeitos tóxicos significativos, especialmente em crianças. A exposição pode ocorrer por meio de água contaminada, tintas antigas, poeira, solo contaminado e determinadas atividades industriais.

O chumbo afeta principalmente o sistema nervoso33, podendo causar déficit cognitivo35, dificuldades de aprendizado, redução do quociente de inteligência36 (QI37) e alterações comportamentais. Em adultos, está associado a hipertensão arterial38, doenças renais, anemia39 e distúrbios reprodutivos. Atualmente, considera-se que não existe um nível seguro de exposição ao chumbo.

Doenças originárias da água

As doenças de origem hídrica são causadas pelo consumo ou contato com água contaminada por bactérias, vírus40, protozoários41 ou parasitas. Entre as principais doenças estão a cólera31, a febre tifoide32, a hepatite30 A, a giardíase, a amebíase e algumas formas de gastroenterite42 infecciosa. Em determinadas regiões, também podem ocorrer doenças como leptospirose e esquistossomose43.

Essas enfermidades são mais frequentes em locais com saneamento básico inadequado. A prevenção envolve o tratamento adequado da água, boas práticas de higiene e investimentos em infraestrutura sanitária.

Intoxicações alimentares

As intoxicações alimentares ocorrem pela ingestão de alimentos contaminados por microrganismos patogênicos ou por suas toxinas44. Os sintomas4 mais comuns incluem náuseas8, vômitos9, diarreia10, dor abdominal e febre45.

Bactérias como Salmonella, Campylobacter, Escherichia coli e Staphylococcus aureus estão entre as causas mais frequentes. A prevenção depende de boas práticas de higiene durante a manipulação dos alimentos, armazenamento adequado, refrigeração correta e cozimento suficiente para eliminar agentes infecciosos.

Qualidade do ar caseiro

A qualidade do ar dentro das residências é um fator importante para a saúde1. Poluentes internos incluem fumaça de cigarro, mofo, poeira, ácaros, produtos de limpeza, compostos orgânicos voláteis liberados por móveis e materiais de construção, além de gases emitidos por fogões, aquecedores e sistemas de combustão.

A exposição a esses poluentes pode causar alergias, irritação das vias respiratórias, cefaleia46 e agravamento de doenças como asma3 e rinite47 alérgica. Medidas como ventilação23 adequada, controle da umidade, manutenção periódica dos equipamentos e uso consciente de produtos químicos ajudam a melhorar a qualidade do ar interno.

Mudanças climáticas

As mudanças climáticas afetam a saúde1 humana de forma direta e indireta, alterando o equilíbrio fisiológico48 e aumentando o risco de diversas doenças. O organismo humano é altamente sensível a variações ambientais, especialmente de temperatura, umidade e qualidade do ar.

Quando a temperatura externa é muito elevada, o corpo precisa dissipar calor por meio da sudorese49 e da vasodilatação periférica. Se esses mecanismos se tornam insuficientes, podem ocorrer desidratação50, exaustão pelo calor, insolação, hipotensão arterial51 e sobrecarga cardiovascular.

Além disso, as mudanças climáticas favorecem a piora da qualidade do ar, aumentam a frequência de eventos climáticos extremos, ampliam a disseminação de doenças transmitidas por vetores, como dengue52, chikungunya, zika e malária, e podem contribuir para insegurança alimentar, transtornos mentais e aumento da mortalidade27 relacionada ao calor.

Leia também sobre "Ozonioterapia", "Microplásticos", "Acupuntura", "Homeopatia" e "Musicoterapia".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente do site da Academia Internacional de Medicina Ambiental.

ABCMED, 2026. Medicina ambiental: riscos ambientais que todo mundo deveria conhecer!. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/1508425/medicina-ambiental-riscos-ambientais-que-todo-mundo-deveria-conhecer.htm>. Acesso em: 13 jun. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
2 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
3 Asma: Doença das vias aéreas inferiores (brônquios), caracterizada por uma diminuição aguda do calibre bronquial em resposta a um estímulo ambiental. Isto produz obstrução e dificuldade respiratória que pode ser revertida de forma espontânea ou com tratamento médico.
4 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
5 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
6 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
7 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
8 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
9 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
10 Diarréia: Aumento do volume, freqüência ou quantidade de líquido nas evacuações.Deve ser a manifestação mais freqüente de alteração da absorção ou transporte intestinal de substâncias, alterações estas que em geral são devidas a uma infecção bacteriana ou viral, a toxinas alimentares, etc.
11 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
12 Cabelo: Estrutura filamentosa formada por uma haste que se projeta para a superfície da PELE a partir de uma raiz (mais macia que a haste) e se aloja na cavidade de um FOLÍCULO PILOSO. É encontrado em muitas áreas do corpo.
13 Medula Óssea: Tecido mole que preenche as cavidades dos ossos. A medula óssea apresenta-se de dois tipos, amarela e vermelha. A medula amarela é encontrada em cavidades grandes de ossos grandes e consiste em sua grande maioria de células adiposas e umas poucas células sangüíneas primitivas. A medula vermelha é um tecido hematopoiético e é o sítio de produção de eritrócitos e leucócitos granulares. A medula óssea é constituída de um rede, em forma de treliça, de tecido conjuntivo, contendo fibras ramificadas e preenchida por células medulares.
14 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
15 Leucemia: Doença maligna caracterizada pela proliferação anormal de elementos celulares que originam os glóbulos brancos (leucócitos). Como resultado, produz-se a substituição do tecido normal por células cancerosas, com conseqüente diminuição da capacidade imunológica, anemia, distúrbios da função plaquetária, etc.
16 Tireoide: Glândula endócrina altamente vascularizada, constituída por dois lobos (um em cada lado da TRAQUÉIA) unidos por um feixe de tecido delgado. Secreta os HORMÔNIOS TIREOIDIANOS (produzidos pelas células foliculares) e CALCITONINA (produzida pelas células para-foliculares), que regulam o metabolismo e o nível de CÁLCIO no sangue, respectivamente.
17 Radioativo: Que irradia ou emite radiação, que contém radioatividade.
18 Sistema imunológico: Sistema de defesa do organismo contra infecções e outros ataques de micro-organismos que enfraquecem o nosso corpo.
19 Pele: Camada externa do corpo, que o protege do meio ambiente. Composta por DERME e EPIDERME.
20 Toxicidade: Capacidade de uma substância produzir efeitos prejudiciais ao organismo vivo.
21 Hepáticas: Relativas a ou que forma, constitui ou faz parte do fígado.
22 Reprodução: 1. Função pela qual se perpetua a espécie dos seres vivos. 2. Ato ou efeito de reproduzir (-se). 3. Imitação de quadro, fotografia, gravura, etc.
23 Ventilação: 1. Ação ou efeito de ventilar, passagem contínua de ar fresco e renovado, num espaço ou recinto. 2. Agitação ou movimentação do ar, natural ou provocada para estabelecer sua circulação dentro de um ambiente. 3. Em fisiologia, é o movimento de ar nos pulmões. Perfusão Em medicina, é a introdução de substância líquida nos tecidos por meio de injeção em vasos sanguíneos.
24 Pulmão: Cada um dos órgãos pareados que ocupam a cavidade torácica que tem como função a oxigenação do sangue.
25 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
26 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
27 Mortalidade: A taxa de mortalidade ou coeficiente de mortalidade é um dado demográfico do número de óbitos, geralmente para cada mil habitantes em uma dada região, em um determinado período de tempo.
28 Pulmões: Órgãos do sistema respiratório situados na cavidade torácica e responsáveis pelas trocas gasosas entre o ambiente e o sangue. São em número de dois, possuem forma piramidal, têm consistência esponjosa e medem cerca de 25 cm de comprimento. Os pulmões humanos são divididos em segmentos denominados lobos. O pulmão esquerdo possui dois lobos e o direito possui três. Os pulmões são compostos de brônquios que se dividem em bronquíolos e alvéolos pulmonares. Nos alvéolos se dão as trocas gasosas ou hematose pulmonar entre o meio ambiente e o corpo, com a entrada de oxigênio na hemoglobina do sangue (formando a oxiemoglobina) e saída do gás carbônico ou dióxido de carbono (que vem da célula como carboemoglobina) dos capilares para o alvéolo.
29 Sistêmicos: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
30 Hepatite: Inflamação do fígado, caracterizada por coloração amarela da pele e mucosas (icterícia), dor na região superior direita do abdome, cansaço generalizado, aumento do tamanho do fígado, etc. Pode ser produzida por múltiplas causas como infecções virais, toxicidade por drogas, doenças imunológicas, etc.
31 Cólera: Doença aguda ocasionada por infecção bacteriana pelo vibrião colérico, caracterizada por diarréia aquosa muito freqüente e abundante, que pode levar o paciente ao choque por desidratação. É transmitida por ingestão da bactéria através de água e alimentos contaminados.
32 Febre tifóide: Infecção produzida por uma bactéria chamada Salmonella tiphy, adquirida através de alimentos contaminados e caracterizada por febre persistente, aumento do tamanho dos tecidos linfáticos (baço, gânglios linfáticos, etc.) e erupções cutâneas. Sem tratamento adequado pode ser muito grave.
33 Sistema nervoso: O sistema nervoso é dividido em sistema nervoso central (SNC) e o sistema nervoso periférico (SNP). O SNC é formado pelo encéfalo e pela medula espinhal e a porção periférica está constituída pelos nervos cranianos e espinhais, pelos gânglios e pelas terminações nervosas.
34 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
35 Cognitivo: 1. Relativo ao conhecimento, à cognição. 2. Relativo ao processo mental de percepção, memória, juízo e/ou raciocínio. 3. Diz-se de estados e processos relativos à identificação de um saber dedutível e à resolução de tarefas e problemas determinados. 4. Diz-se dos princípios classificatórios derivados de constatações, percepções e/ou ações que norteiam a passagem das representações simbólicas à experiência, e também da organização hierárquica e da utilização no pensamento e linguagem daqueles mesmos princípios.
36 Quociente de inteligência: O QI é utilizado para dimensionar a inteligência humana em relação à faixa etária a que um sujeito pertence. Em 1905, os franceses Alfred Binet e Theodore Simon desenvolveram uma ferramenta para avaliar os potenciais cognitivos dos estudantes, tentando detectar entre eles aqueles que precisavam de um auxílio maior de seus mestres, criando a Escala de Binet-Simon. Outros estudiosos aperfeiçoaram esta metodologia. William Stern foi quem, em 1912, propôs o termo QI. O Quociente de Inteligência é a razão entre a Idade Mental e a Cronológica, multiplicada por 100 para se evitar a utilização dos decimais. Seguindo-se este indicador, é possível avaliar se um infante é precoce ou se apresenta algum retardamento no aprendizado. Os que apresentam o quociente em torno de 100 são considerados normais, os acima deste resultado revelam-se precoces e os que alcançam um valor mais inferior (cerca de 70) são classificados como retardados. Uma alta taxa de QI não indica que o indivíduo seja mentalmente são, ou mesmo feliz, e também não avalia outros potenciais e capacidades, tais como as artísticas e as de natureza espiritual. O QI mede bem os talentos linguísticos, os pensamentos lógicos, matemáticos e analíticos, a facilidade de abstração em construções teóricas, o desenvolvimento escolar, o saber acadêmico acumulado ao longo do tempo. Os grandes gênios do passado, avaliados dessa forma, apresentavam uma taxa de aproximadamente 180, o que caracteriza um superdotado.
37 QI: O QI é utilizado para dimensionar a inteligência humana em relação à faixa etária a que um sujeito pertence. Em 1905, os franceses Alfred Binet e Theodore Simon desenvolveram uma ferramenta para avaliar os potenciais cognitivos dos estudantes, tentando detectar entre eles aqueles que precisavam de um auxílio maior de seus mestres, criando a Escala de Binet-Simon. Outros estudiosos aperfeiçoaram esta metodologia. William Stern foi quem, em 1912, propôs o termo “QI“. O Quociente de Inteligência é a razão entre a Idade Mental e a Cronológica, multiplicada por 100 para se evitar a utilização dos decimais. Seguindo-se este indicador, é possível avaliar se um infante é precoce ou se apresenta algum retardamento no aprendizado. Os que apresentam o quociente em torno de 100 são considerados normais, os acima deste resultado revelam-se precoces e os que alcançam um valor mais inferior (cerca de 70) são classificados como retardados. Uma alta taxa de QI não indica que o indivíduo seja mentalmente são, ou mesmo feliz, e também não avalia outros potenciais e capacidades, tais como as artísticas e as de natureza espiritual. O QI mede bem os talentos linguísticos, os pensamentos lógicos, matemáticos e analíticos, a facilidade de abstração em construções teóricas, o desenvolvimento escolar, o saber acadêmico acumulado ao longo do tempo. Os grandes gênios do passado, avaliados dessa forma, apresentavam uma taxa de aproximadamente 180, o que caracteriza um superdotado.
38 Hipertensão arterial: Aumento dos valores de pressão arterial acima dos valores considerados normais, que no adulto são de 140 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 85 milímetros de pressão diastólica.
39 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
40 Vírus: Pequeno microorganismo capaz de infectar uma célula de um organismo superior e replicar-se utilizando os elementos celulares do hospedeiro. São capazes de causar múltiplas doenças, desde um resfriado comum até a AIDS.
41 Protozoários: Filo do reino animal, de classificação suplantada, que reunia uma grande parcela dos seres unicelulares que possuem organelas celulares envolvidas por membrana. Atualmente, este grupo consiste em muitos e diferentes filos unicelulares incorporados pelo reino protista.
42 Gastroenterite: Inflamação do estômago e intestino delgado caracterizada por náuseas, vômitos, diarréia e dores abdominais. É produzida pela ingestão de vírus, bactérias ou suas toxinas, ou agressão da mucosa intestinal por diversos mecanismos.
43 Esquistossomose: Doença produzida no homem por vermes do gênero Schistosoma, especialmente S. mansoni, S. haematobium e S. japonicum. No Brasil, há apenas a espécie Schistossoma mansoni, que causa diarreia, hepatomegalia e esplenomegalia.
44 Toxinas: Substâncias tóxicas, especialmente uma proteína, produzidas durante o metabolismo e o crescimento de certos microrganismos, animais e plantas, capazes de provocar a formação de anticorpos ou antitoxinas.
45 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
46 Cefaleia: Sinônimo de dor de cabeça. Este termo engloba todas as dores de cabeça existentes, ou seja, enxaqueca ou migrânea, cefaleia ou dor de cabeça tensional, cefaleia cervicogênica, cefaleia em pontada, cefaleia secundária a sinusite, etc... são tipos dentro do grupo das cefaleias ou dores de cabeça. A cefaleia tipo tensional é a mais comum (acomete 78% da população), seguida da enxaqueca ou migrânea (16% da população).
47 Rinite: Inflamação da mucosa nasal, produzida por uma infecção viral ou reação alérgica. Manifesta-se por secreção aquosa e obstrução das fossas nasais.
48 Fisiológico: Relativo à fisiologia. A fisiologia é estudo das funções e do funcionamento normal dos seres vivos, especialmente dos processos físico-químicos que ocorrem nas células, tecidos, órgãos e sistemas dos seres vivos sadios.
49 Sudorese: Suor excessivo
50 Desidratação: Perda de líquidos do organismo pelo aumento importante da freqüência urinária, sudorese excessiva, diarréia ou vômito.
51 Hipotensão arterial: Diminuição da pressão arterial abaixo dos valores normais. Estes valores normais são 90 milímetros de mercúrio de pressão sistólica e 50 milímetros de pressão diastólica.
52 Dengue: Infecção viral aguda transmitida para o ser humano através da picada do mosquito Aedes aegypti, freqüente em regiões de clima quente. Caracteriza-se por apresentar febre, cefaléia, dores musculares e articulares e uma erupção cutânea característica. Existe uma variedade de dengue que é potencialmente fatal, chamada dengue hemorrágica.
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