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Anticonvulsivantes: o que você deve saber sobre eles

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O manejo adequado da epilepsia1 requer acompanhamento médico contínuo, adesão ao tratamento com anticonvulsivantes e, frequentemente, uma abordagem multidisciplinar. Com os avanços da medicina, tanto no desenvolvimento de novos fármacos quanto nas técnicas cirúrgicas e de neuromodulação, as perspectivas para os pacientes com epilepsia1 têm melhorado de forma significativa ao longo dos anos. Apesar de suas limitações e de seus possíveis efeitos adversos, os anticonvulsivantes são altamente eficazes na maioria dos casos. Em pacientes que não respondem adequadamente ao tratamento medicamentoso, a cirurgia para epilepsia1 e outras terapias avançadas, como a estimulação do nervo vago e a neuroestimulação responsiva, quando realizada em centros especializados, surgem como alternativas promissoras, com taxas significativas de sucesso em casos bem selecionados.

O que são anticonvulsivantes?

Os anticonvulsivantes são medicamentos desenvolvidos para prevenir ou reduzir a frequência e a intensidade das crises epilépticas. As crises ocorrem devido a descargas elétricas excessivas, síncronas e desorganizadas em grupos de neurônios3 cerebrais. Em indivíduos com epilepsia1, essas descargas podem acontecer de forma recorrente e imprevisível. Os anticonculsivantes não curam a epilepsia1, mas atuam no controle das crises, permitindo que muitos pacientes levem uma vida normal ou próxima do normal. Em alguns pacientes, especialmente naqueles que permanecem sem crises por longos períodos, o tratamento pode ser reduzido ou até suspenso sob rigorosa supervisão médica, dependendo do tipo de epilepsia1 e do risco de recorrência4.

Além da epilepsia1, os anticonvulsivantes também são utilizados em outras condições clínicas, como transtornos do humor, especialmente o transtorno bipolar, dor neuropática5, neuralgia6 do trigêmeo, prevenção da enxaqueca7 e algumas síndromes dolorosas crônicas.

Quais são os principais tipos de anticonvulsivantes?

Os anticonvulsivantes podem ser classificados de diferentes formas, seja por sua estrutura química, seja por seu mecanismo de ação. Entre os principais grupos estão:

  • Bloqueadores dos canais de sódio: estabilizam a membrana neuronal e reduzem a excitabilidade dos neurônios3. Nesse grupo destacam-se carbamazepina, fenitoína, lamotrigina, oxcarbazepina, lacosamida e cenobamato.
  • Moduladores dos canais de cálcio: alguns atuam principalmente nos canais de cálcio do tipo T, sendo particularmente úteis em determinados tipos de crises, como as crises de ausência. O principal exemplo é a etossuximida.
  • Potenciadores da neurotransmissão gabaérgica: o ácido gama-aminobutírico (GABA8) é o principal neurotransmissor inibitório do sistema nervoso central9. Medicamentos como ácido valproico, benzodiazepínicos, fenobarbital, vigabatrina e tiagabina aumentam a ação do GABA8 ou favorecem sua disponibilidade, reduzindo a excitabilidade neuronal.
  • Redutores da neurotransmissão excitatória mediada pelo glutamato. Exemplos incluem topiramato, perampanel e felbamato. O perampanel, em particular, atua como antagonista10 seletivo dos receptores AMPA do glutamato.
  • Anticonvulsivantes com mecanismos múltiplos de ação: entre eles destacam-se levetiracetam, brivaracetam, topiramato e ácido valproico, tornando-os eficazes em diferentes tipos de crises epilépticas.

A escolha do anticonvulsivante depende do tipo de crise, da síndrome11 epiléptica, da idade do paciente, da presença de comorbidades12, do potencial de interações medicamentosas, do perfil de efeitos adversos e das características individuais de cada pessoa.

Leia sobre "Crise parcial complexa", "Status epilepticus" e "Benzodiazepínicos".

Qual é o mecanismo de ação dos anticonvulsivantes?

Os anticonvulsivantes atuam principalmente modulando a atividade elétrica dos neurônios3, buscando restaurar o equilíbrio entre os mecanismos de excitação e inibição no cérebro13. De forma geral, muitos desses medicamentos reduzem a excitabilidade neuronal por meio do bloqueio dos canais de sódio dependentes de voltagem, dificultando a propagação de descargas elétricas excessivas. Outros aumentam a inibição sináptica ao potencializar a ação do GABA8, reduzindo a probabilidade de ocorrência de crises. Alguns fármacos diminuem a neurotransmissão excitatória ao inibir a liberação ou a ação do glutamato. Outros atuam sobre canais de cálcio, especialmente os do tipo T, reduzindo a atividade elétrica anormal em circuitos cerebrais específicos. Medicamentos mais recentes podem atuar em proteínas14 relacionadas à liberação de neurotransmissores, como a proteína SV2A, alvo do levetiracetam e do brivaracetam, contribuindo para a estabilização da atividade neuronal.

Esses mecanismos podem atuar isoladamente ou em combinação, dependendo do medicamento. A diversidade de mecanismos explica por que diferentes anticonvulsivantes são indicados para diferentes tipos de epilepsia1 e síndromes epilépticas.

Quais são os efeitos colaterais2 dos anticonvulsivantes?

Embora sejam essenciais para o controle das crises, os anticonvulsivantes podem causar efeitos adversos, cuja frequência e intensidade variam conforme o medicamento, a dose utilizada e a suscetibilidade individual do paciente. Entre os efeitos neurológicos mais comuns estão sonolência, tontura15, ataxia16, tremores, fadiga17 e visão18 dupla, especialmente durante o início do tratamento ou após aumentos de dose.

Os efeitos gastrointestinais incluem náuseas19, vômitos20, perda de apetite e desconforto abdominal, sendo relativamente frequentes com o ácido valproico e alguns outros medicamentos.

Alterações cognitivas e comportamentais também podem ocorrer. Alguns pacientes apresentam dificuldade de concentração, lentificação do raciocínio, alterações de memória, irritabilidade, ansiedade ou sintomas21 depressivos. Em alguns casos, particularmente com levetiracetam, podem ocorrer alterações comportamentais mais evidentes, como irritabilidade e agressividade.

As reações cutâneas22 variam desde erupções leves até quadros raros e potencialmente graves, como a síndrome de Stevens-Johnson23 e a necrólise epidérmica tóxica24, especialmente com lamotrigina, carbamazepina e fenitoína.

Alguns anticonvulsivantes podem causar alterações hematológicas, incluindo leucopenia25, trombocitopenia26, anemia27 e, raramente, agranulocitose28 ou anemia27 aplástica.

Também podem ocorrer efeitos hepáticos. O ácido valproico, por exemplo, pode provocar elevação das enzimas hepáticas29 e, raramente, hepatotoxicidade30 grave, especialmente em crianças pequenas e pacientes com determinadas doenças metabólicas.

O uso prolongado de alguns anticonvulsivantes indutores enzimáticos, como fenitoína, fenobarbital e carbamazepina, pode estar associado à redução da densidade mineral óssea e ao aumento do risco de osteopenia e osteoporose31.

A teratogenicidade merece atenção especial. Alguns anticonvulsivantes podem aumentar o risco de malformações32 congênitas33 quando utilizados durante a gestação. O ácido valproico apresenta o maior potencial teratogênico34 entre os medicamentos amplamente utilizados e, sempre que possível, deve ser evitado em mulheres com potencial reprodutivo, conforme recomendações atuais de diversas diretrizes internacionais.

Devido a esses possíveis efeitos adversos, o acompanhamento médico regular é fundamental, incluindo ajustes de dose, monitoramento clínico e, quando indicado, acompanhamento laboratorial.

Qual é a eficácia da cirurgia para epilepsia1 em comparação com os anticonvulsivantes?

Embora os anticonvulsivantes constituam a primeira linha de tratamento da epilepsia1, aproximadamente 30% dos pacientes apresentam epilepsia1 farmacorresistente, definida como a persistência de crises após tentativas adequadas de tratamento com, pelo menos, dois anticonvulsivantes apropriados, utilizados em monoterapia ou em combinação. Nesses casos, a cirurgia para epilepsia1 pode ser considerada uma alternativa terapêutica35 importante. O procedimento envolve a remoção, desconexão ou modulação da área cerebral responsável pelas crises, desde que essa área possa ser identificada com precisão e que a intervenção não resulte em déficits neurológicos inaceitáveis. A eficácia da cirurgia depende de diversos fatores, como o tipo de epilepsia1, a localização do foco epiléptico e a seleção adequada dos pacientes. Em casos bem selecionados, especialmente na epilepsia1 do lobo temporal36 mesial, a cirurgia pode proporcionar ausência completa de crises em aproximadamente 60% a 80% dos pacientes no seguimento de longo prazo, resultado geralmente superior ao obtido com o tratamento medicamentoso isolado em pacientes farmacorresistentes.

Além do controle das crises, muitos pacientes submetidos à cirurgia apresentam melhora significativa da qualidade de vida, maior independência funcional, redução do uso de medicamentos e menor exposição aos efeitos adversos associados ao tratamento prolongado. No entanto, a cirurgia não é isenta de riscos. Complicações podem incluir déficits neurológicos, alterações cognitivas, infecções37, sangramentos e outras intercorrências relacionadas ao procedimento, dependendo da região cerebral envolvida. Por esse motivo, a indicação cirúrgica deve ser cuidadosamente avaliada por uma equipe multidisciplinar especializada.

Em comparação, os anticonvulsivantes continuam sendo a base do tratamento para a maioria dos pacientes com epilepsia1, especialmente aqueles que apresentam boa resposta medicamentosa. São opções menos invasivas e, quando eficazes, oferecem controle satisfatório das crises com riscos relativamente baixos. Entretanto, em pacientes com epilepsia1 farmacorresistente, o encaminhamento precoce para avaliação em centros especializados é atualmente recomendado, pois o atraso na investigação cirúrgica pode reduzir oportunidades de tratamento mais efetivo e impactar negativamente a qualidade de vida.

Saiba mais sobre "Estado crepuscular", "Convulsões" e "Eletrochoque".

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Cleveland Clinic, da National Library of Medicine e da Epilepsy Society

ABCMED, 2026. Anticonvulsivantes: o que você deve saber sobre eles. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/1509355/anticonvulsivantes-o-que-voce-deve-saber-sobre-eles.htm>. Acesso em: 23 jun. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Epilepsia: Alteração temporária e reversível do funcionamento cerebral, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos. Durante alguns segundos ou minutos, uma parte do cérebro emite sinais incorretos, que podem ficar restritos a esse local ou espalhar-se. Quando restritos, a crise será chamada crise epiléptica parcial; quando envolverem os dois hemisférios cerebrais, será uma crise epiléptica generalizada. O paciente pode ter distorções de percepção, movimentos descontrolados de uma parte do corpo, medo repentino, desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente e até perder a consciência - neste caso é chamada de crise complexa. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória. Existem outros tipos de crises epilépticas.
2 Efeitos colaterais: 1. Ação não esperada de um medicamento. Ou seja, significa a ação sobre alguma parte do organismo diferente daquela que precisa ser tratada pelo medicamento. 2. Possível reação que pode ocorrer durante o uso do medicamento, podendo ser benéfica ou maléfica.
3 Neurônios: Unidades celulares básicas do tecido nervoso. Cada neurônio é formado por corpo, axônio e dendritos. Sua função é receber, conduzir e transmitir impulsos no SISTEMA NERVOSO. Sinônimos: Células Nervosas
4 Recorrência: 1. Retorno, repetição. 2. Em medicina, é o reaparecimento dos sintomas característicos de uma doença, após a sua completa remissão. 3. Em informática, é a repetição continuada da mesma operação ou grupo de operações. 4. Em psicologia, é a volta à memória.
5 Neuropática: Referente à neuropatia, que é doença do sistema nervoso.
6 Neuralgia: Dor aguda produzida pela irritação de um nervo. Caracteriza-se por ser muito intensa, em queimação, pulsátil ou semelhante a uma descarga elétrica. Suas causas mais freqüentes são infecção, lesão metabólica ou tóxica do nervo comprometido.
7 Enxaqueca: Sinônimo de migrânea. É a cefaléia cuja prevalência varia de 10 a 20% da população. Ocorre principalmente em mulheres com uma proporção homem:mulher de 1:2-3. As razões para esta preponderância feminina ainda não estão bem entendidas, mas suspeita-se de alguma relação com o hormônio feminino. Resulta da pressão exercida por vasos sangüíneos dilatados no tecido nervoso cerebral subjacente. O tratamento da enxaqueca envolve normalmente drogas vaso-constritoras para aliviar esta pressão. No entanto, esta medicamentação pode causar efeitos secundários no sistema circulatório e é desaconselhada a pessoas com problemas cardiológicos.
8 GABA: GABA ou Ácido gama-aminobutírico é o neurotransmissor inibitório mais comum no sistema nervoso central.
9 Sistema Nervoso Central: Principais órgãos processadores de informação do sistema nervoso, compreendendo cérebro, medula espinhal e meninges.
10 Antagonista: 1. Opositor. 2. Adversário. 3. Em anatomia geral, que ou o que, numa mesma região anatômica ou função fisiológica, trabalha em sentido contrário (diz-se de músculo). 4. Em medicina, que realiza movimento contrário ou oposto a outro (diz-se de músculo). 5. Em farmácia, que ou o que tende a anular a ação de outro agente (diz-se de agente, medicamento etc.). Agem como bloqueadores de receptores. 6. Em odontologia, que se articula em oposição (diz-se de ou qualquer dente em relação ao da maxila oposta).
11 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
12 Comorbidades: Coexistência de transtornos ou doenças.
13 Cérebro: Derivado do TELENCÉFALO, o cérebro é composto dos hemisférios direito e esquerdo. Cada hemisfério contém um córtex cerebral exterior e gânglios basais subcorticais. O cérebro inclui todas as partes dentro do crânio exceto MEDULA OBLONGA, PONTE e CEREBELO. As funções cerebrais incluem as atividades sensório-motora, emocional e intelectual.
14 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
15 Tontura: O indivíduo tem a sensação de desequilíbrio, de instabilidade, de pisar no vazio, de que vai cair.
16 Ataxia: Reflete uma condição de falta de coordenação dos movimentos musculares voluntários podendo afetar a força muscular e o equilíbrio de uma pessoa. É normalmente associada a uma degeneração ou bloqueio de áreas específicas do cérebro e cerebelo. É um sintoma, não uma doença específica ou um diagnóstico.
17 Fadiga: 1. Sensação de enfraquecimento resultante de esforço físico. 2. Trabalho cansativo. 3. Redução gradual da resistência de um material ou da sensibilidade de um equipamento devido ao uso continuado.
18 Visão: 1. Ato ou efeito de ver. 2. Percepção do mundo exterior pelos órgãos da vista; sentido da vista. 3. Algo visto, percebido. 4. Imagem ou representação que aparece aos olhos ou ao espírito, causada por delírio, ilusão, sonho; fantasma, visagem. 5. No sentido figurado, concepção ou representação, em espírito, de situações, questões etc.; interpretação, ponto de vista. 6. Percepção de fatos futuros ou distantes, como profecia ou advertência divina.
19 Náuseas: Vontade de vomitar. Forma parte do mecanismo complexo do vômito e pode ser acompanhada de sudorese, sialorréia (salivação excessiva), vertigem, etc .
20 Vômitos: São a expulsão ativa do conteúdo gástrico pela boca. Podem ser classificados em: alimentar, fecalóide, biliar, em jato, pós-prandial. Sinônimo de êmese. Os medicamentos que agem neste sintoma são chamados de antieméticos.
21 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
22 Cutâneas: Que dizem respeito à pele, à cútis.
23 Síndrome de Stevens-Johnson: Forma grave, às vezes fatal, de eritema bolhoso, que acomete a pele e as mucosas oral, genital, anal e ocular. O início é geralmente abrupto, com febre, mal-estar, dores musculares e artralgia. Pode evoluir para um quadro toxêmico com alterações do sistema gastrointestinal, sistema nervoso central, rins e coração (arritmias e pericardite). O prognóstico torna-se grave principalmente em pessoas idosas e quando ocorre infecção secundária. Pode ser desencadeado por: sulfas, analgésicos, barbitúricos, hidantoínas, penicilinas, infecções virais e bacterianas.
24 Necrólise Epidérmica Tóxica: Sinônimo de Síndrome de Lyell. Caracterizada por necrólise da epiderme. Tem como características iniciais sintomas inespecíficos, influenza-símile, tais como febre, dor de garganta, tosse e queimação ocular, considerados manifestações prodrômicas que precedem o acometimento cutâneo-mucoso. Erupção eritematosa surge simetricamente na face e na parte superior do tronco, provocando sintomas de queimação ou dolorimento da pele. Progressivamente envolvem o tórax anterior e o dorso. O ápice do processo é constituído pela característica denudação da epiderme necrótica, a qual é destacada em verdadeiras lamelas ou retalhos, dentro das áreas acometidas pelo eritema de base. O paciente tem o aspecto de grande queimado, com a derme desnuda, sangrante, eritêmato-purpúrica e com contínua eliminação de serosidade, contribuindo para o desequilíbrio hidroeletrolítico e acentuada perda protéica. Graves seqüelas oculares e esofágicas têm sido relatadas.Constitui uma reação adversa a medicamentos rara. As drogas que mais comumente a causam são as sulfas, o fenobarbital, a carbamazepina, a dipirona, piroxicam, fenilbutazona, aminopenicilinas e o alopurinol.
25 Leucopenia: Redução no número de leucócitos no sangue. Os leucócitos são responsáveis pelas defesas do organismo, são os glóbulos brancos. Quando a quantidade de leucócitos no sangue é inferior a 6000 leucócitos por milímetro cúbico, diz-se que o indivíduo apresenta leucopenia.
26 Trombocitopenia: É a redução do número de plaquetas no sangue. Contrário de trombocitose. Quando a quantidade de plaquetas no sangue é inferior a 150.000/mm³, diz-se que o indivíduo apresenta trombocitopenia (ou plaquetopenia). As pessoas com trombocitopenia apresentam tendência de sofrer hemorragias.
27 Anemia: Condição na qual o número de células vermelhas do sangue está abaixo do considerado normal para a idade, resultando em menor oxigenação para as células do organismo.
28 Agranulocitose: Doença causada pela falta ou número insuficiente de leucócitos granulócitos (neutrófilos, basófilos e eosinófilos), que se manifesta como ulcerações na garganta e outras mucosas, seguidas por infecções graves.
29 Enzimas hepáticas: São duas categorias principais de enzimas hepáticas. A primeira inclui as enzimas transaminasas alaninoaminotransferase (ALT ou TGP) e a aspartato aminotransferase (AST ou TOG). Estas são enzimas indicadoras do dano às células hepáticas. A segunda categoria inclui certas enzimas hepáticas como a fosfatase alcalina (FA) e a gamaglutamiltranspeptidase (GGT) as quais indicam obstrução do sistema biliar, quer seja no fígado ou nos canais maiores da bile que se encontram fora deste órgão.
30 Hepatotoxicidade: É um dano no fígado causado por substâncias químicas chamadas hepatotoxinas.
31 Osteoporose: Doença óssea caracterizada pela diminuição da formação de matriz óssea que predispõe a pessoa a sofrer fraturas com traumatismos mínimos ou mesmo na ausência deles. É influenciada por hormônios, sendo comum nas mulheres pós-menopausa. A terapia de reposição hormonal, que administra estrógenos a mulheres que não mais o produzem, tem como um dos seus objetivos minimizar esta doença.
32 Malformações: 1. Defeito na forma ou na formação; anomalia, aberração, deformação. 2. Em patologia, é vício de conformação de uma parte do corpo, de origem congênita ou hereditária, geralmente curável por cirurgia. Ela é diferente da deformação (que é adquirida) e da monstruosidade (que é incurável).
33 Congênitas: 1. Em biologia, o que é característico do indivíduo desde o nascimento ou antes do nascimento; conato. 2. Que se manifesta espontaneamente; inato, natural, infuso. 3. Que combina bem com; apropriado, adequado. 4. Em termos jurídicos, é o que foi adquirido durante a vida fetal ou embrionária; nascido com o indivíduo. Por exemplo, um defeito congênito.
34 Teratogênico: Agente teratogênico ou teratógeno é tudo aquilo capaz de produzir dano ao embrião ou feto durante a gravidez. Estes danos podem se refletir como perda da gestação, malformações ou alterações funcionais ou ainda distúrbios neurocomportamentais, como retardo mental.
35 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
36 Lobo temporal:
37 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
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