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Dor abaixo da patela: como identificar e tratar a tendinopatia patelar

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A tendinopatia patelar é uma lesão1 causada principalmente por sobrecarga repetitiva do tendão patelar2, comum em atletas e pessoas fisicamente ativas. O quadro provoca dor na parte anterior do joelho, especialmente durante saltos, corridas e agachamentos. O diagnóstico3 é predominantemente clínico, podendo ser complementado por exames de imagem. O tratamento baseia-se principalmente em fisioterapia4, controle da carga mecânica e fortalecimento muscular progressivo.

O que é tendinopatia patelar?

A tendinopatia patelar, também conhecida como “joelho do saltador”, é uma condição que afeta o tendão patelar2, estrutura fibrosa resistente que conecta a parte inferior da patela6 (rótula7) à tuberosidade da tíbia8, permitindo a extensão do joelho.

Trata-se de uma afecção9 relativamente comum, especialmente entre atletas e pessoas fisicamente ativas, sendo frequente em esportes que envolvem saltos repetitivos, como vôlei e basquete. A estrutura anatômica formada pelo quadríceps, patela6, tendão patelar2 e tíbia8 é fundamental para movimentos como caminhar, correr, saltar e subir escadas.

Embora o termo “tendinite patelar” ainda seja amplamente utilizado, atualmente sabe-se que, na maioria dos casos crônicos, o processo predominante não é inflamatório, mas degenerativo10, caracterizado por microlesões repetidas, desorganização das fibras colágenas e falha da regeneração adequada do tendão11. Por isso, o termo mais correto é tendinopatia patelar. Essa distinção é importante porque influencia diretamente a abordagem terapêutica12 e explica por que tratamentos exclusivamente anti-inflamatórios costumam ter benefício limitado em casos persistentes.

Veja o resumo da condição no infográfico abaixo (clique sobre a imagem para visualizá-la ampliada) e continue lendo para saber os detalhes.

Infográfico - Tendinopatia patelar

Quais são as causas mais comuns da tendinopatia patelar?

As causas da tendinopatia patelar são multifatoriais, envolvendo fatores intrínsecos e extrínsecos. O principal mecanismo é a sobrecarga mecânica repetitiva sobre o tendão patelar2, especialmente durante atividades que exigem saltos, desaceleração, corrida ou agachamentos frequentes.

Entre os fatores mais associados ao desenvolvimento da doença estão:

  • atividades esportivas com movimentos explosivos e saltos repetitivos;
  • aumento súbito da intensidade, frequência ou volume de treinamento;
  • fraqueza muscular, principalmente do quadríceps, glúteos13 e musculatura estabilizadora do quadril;
  • déficits biomecânicos do membro inferior;
  • redução da flexibilidade muscular, especialmente dos isquiotibiais e da panturrilha14;
  • excesso de peso corporal;
  • superfícies rígidas de treino;
  • e uso de calçados inadequados.

Fatores anatômicos individuais, como alterações do alinhamento dos membros inferiores, patela6 alta, rigidez articular e diferenças no padrão de movimento durante atividades físicas, também podem contribuir para a predisposição à doença. Além disso, a recuperação inadequada entre sessões de treino e erros no planejamento esportivo são fatores frequentemente envolvidos.

Qual é a fisiopatologia5 da tendinopatia patelar?

A fisiopatologia5 da tendinopatia patelar envolve um processo de degeneração15 do tendão11 desencadeado por microtraumas repetitivos e sobrecarga mecânica excessiva. O esforço repetido produz pequenas lesões16 nas fibras colágenas do tendão11 e, quando a capacidade de reparação do organismo é ultrapassada, ocorre uma resposta adaptativa inadequada.

Nesse processo há desorganização das fibras de colágeno17 tipo I, aumento relativo de colágeno17 tipo III, proliferação de pequenos vasos sanguíneos18 anormais (neovascularização19), aumento da substância fundamental da matriz extracelular e redução da resistência mecânica do tendão11. Essas alterações caracterizam a chamada tendinose.

Atualmente, acredita-se que a dor esteja relacionada não apenas às alterações estruturais do tendão11, mas também à presença de neovascularização19 e crescimento de fibras nervosas sensitivas na região degenerada. A inflamação20 clássica, com grande infiltração de células21 inflamatórias, geralmente é discreta ou ausente nos casos crônicos.

Quais são as características clínicas da tendinopatia patelar?

A tendinopatia patelar pode ocorrer em ambos os sexos e em diferentes faixas etárias, mas é mais comum em homens jovens fisicamente ativos, especialmente entre 15 e 30 anos. Os sintomas22 são predominantemente relacionados à carga mecânica.

A principal manifestação é a dor localizada na região anterior do joelho, geralmente no polo inferior da patela6, local de inserção proximal23 do tendão patelar2. A dor costuma piorar durante atividades que exigem contração intensa do quadríceps, como saltar, correr, mudar rapidamente de direção, subir escadas, agachar ou levantar-se após permanecer sentado por muito tempo.

Também podem ocorrer rigidez matinal ou após períodos prolongados de repouso, redução do desempenho esportivo, sensação de enfraquecimento do joelho e sensibilidade dolorosa à palpação24 do tendão11. Em fases mais avançadas, a dor pode surgir durante atividades cotidianas simples e persistir mesmo em repouso.

Classicamente, a evolução clínica é progressiva: inicialmente a dor aparece apenas após o exercício; posteriormente surge durante a atividade física; e, nos casos mais avançados, torna-se persistente e limitante.

Leia também sobre "Artrose25", "Artralgia26", "Artrite27" e "Osteoartrite28".

Como o médico diagnostica a tendinopatia patelar?

O diagnóstico3 da tendinopatia patelar é predominantemente clínico, baseado na história do paciente e no exame físico. O médico avalia a localização da dor, sua relação com atividades físicas e esportivas, fatores predisponentes e a presença de dor à palpação24 do polo inferior da patela6 e do tendão patelar2.

Durante o exame físico, podem ser realizados testes funcionais que reproduzem a dor, especialmente durante atividades de carga no mecanismo extensor do joelho. Agachamento em declive (“decline squat”) e testes de salto podem auxiliar na avaliação funcional.

Os exames de imagem podem ser úteis para confirmar o diagnóstico3, avaliar a gravidade da lesão1 e excluir outras causas de dor anterior no joelho. A ultrassonografia29 pode demonstrar espessamento do tendão11, áreas hipoecoicas e neovascularização19. A ressonância magnética30 permite avaliação mais detalhada das alterações degenerativas31 e de lesões16 associadas. Radiografias simples geralmente são normais, mas podem ser utilizadas para investigação diferencial.

É importante destacar que alterações em exames de imagem podem existir mesmo em indivíduos assintomáticos, de modo que os achados radiológicos devem sempre ser correlacionados ao quadro clínico.

Como o médico  trata a tendinopatia patelar?

O tratamento da tendinopatia patelar é predominantemente conservador e envolve uma combinação de controle de carga, reabilitação fisioterapêutica e correção de fatores biomecânicos.

Inicialmente, recomenda-se redução temporária das atividades que provocam dor, especialmente saltos repetitivos, corridas intensas e exercícios de alto impacto. Contudo, o repouso absoluto geralmente não é recomendado, pois a recuperação do tendão11 depende de estímulos mecânicos progressivos e adequadamente dosados.

A fisioterapia4 é considerada a base do tratamento. Os exercícios de fortalecimento progressivo do quadríceps, principalmente exercícios excêntricos e, mais recentemente, programas de fortalecimento com carga progressiva (“heavy slow resistance”), apresentam bons resultados na melhora da dor e da função. Alongamentos musculares, treinamento neuromuscular e correção biomecânica também são importantes.

Medidas analgésicas, aplicação de gelo após atividades e uso temporário de medicamentos analgésicos32 ou anti-inflamatórios podem ajudar no controle sintomático33, embora anti-inflamatórios não esteroidais geralmente tenham benefício limitado nos quadros crônicos degenerativos34.

O uso de faixas infrapatelares ou órteses35 pode reduzir temporariamente a sobrecarga sobre o tendão11 em alguns pacientes. Em casos persistentes, podem ser considerados tratamentos adjuvantes, como terapia por ondas de choque36 extracorpóreas e alguns procedimentos intervencionistas.

As infiltrações com corticosteroides devem ser utilizadas com cautela, pois podem proporcionar alívio temporário da dor, mas estão associadas a maior risco de enfraquecimento e ruptura tendínea.

O uso de terapias biológicas, como plasma37 rico em plaquetas38 (PRP), ainda apresenta resultados variáveis nos estudos científicos e permanece tema de debate. O tratamento cirúrgico é reservado para casos refratários39, geralmente após pelo menos 6 a 12 meses de tratamento conservador adequado sem melhora satisfatória.

Como evolui a tendinopatia patelar?

A evolução da tendinopatia patelar varia conforme a gravidade da lesão1, o controle da sobrecarga mecânica e a adesão ao tratamento. Em muitos casos, ocorre melhora gradual com tratamento conservador adequado.

Entretanto, sem manejo apropriado, a condição pode tornar-se crônica e incapacitante, com limitação importante para atividades esportivas e até mesmo para atividades cotidianas. A recuperação costuma ser lenta e pode levar semanas ou meses, especialmente em atletas de alto rendimento.

A continuidade de cargas excessivas sobre o tendão11 durante a fase dolorosa é um dos principais fatores associados à persistência dos sintomas22 e à recorrência40 da doença.

Quais são as complicações possíveis da tendinopatia patelar?

Quando não tratada adequadamente, a tendinopatia patelar pode evoluir com dor crônica persistente, limitação funcional do joelho, redução do desempenho esportivo, incapacidade para atividades físicas e atrofia41 muscular por desuso.

Em casos mais graves e prolongados, pode ocorrer ruptura parcial ou total do tendão patelar2, complicação incomum, porém potencialmente grave, que geralmente requer tratamento cirúrgico.

Além disso, a dor crônica pode causar impacto psicológico, redução da qualidade de vida e afastamento prolongado das atividades esportivas e profissionais.

Enfim, a tendinopatia patelar é uma condição frequente relacionada à sobrecarga do mecanismo extensor do joelho, especialmente em indivíduos fisicamente ativos. Embora possa ser limitante, o diagnóstico3 precoce e o tratamento adequado permitem boa recuperação na maioria dos casos. A prevenção, por meio de treinamento adequado, progressão gradual da carga esportiva, fortalecimento muscular e respeito aos limites do corpo, é fundamental para reduzir o risco de recorrência40.

Veja sobre "Dor no joelho", "Hipotonia42 muscular", "Astenia43" e "Rabdomiólise44".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites do Hospital albert Einstein, da U.S. National Library of Medicine e da UNIFESP - Universidade Federal de São Paulo.

ABCMED, 2026. Dor abaixo da patela: como identificar e tratar a tendinopatia patelar. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/ortopedia-e-saude/1506595/dor-abaixo-da-patela-como-identificar-e-tratar-a-tendinopatia-patelar.htm>. Acesso em: 26 mai. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Lesão: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
2 Tendão Patelar: Fita de tecido fibroso que liga o ápice da PATELA à parte inferior do tubérculo da TÍBIA. Na realidade, o ligamento é a continuação caudal do tendão comum do QUADRÍCEPS FEMORAL, estando a patela implantada no tendão. Assim, o ligamento patelar pode ser considerado como uma conexão entre tendão do quadríceps femoral e tíbia; assim, às vezes é denominado tendão patelar.
3 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
4 Fisioterapia: Especialidade paramédica que emprega agentes físicos (água doce ou salgada, sol, calor, eletricidade, etc.), massagens e exercícios no tratamento de doenças.
5 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.
6 Patela: 1. Osso sesamoide situado na parte anterior do joelho, ela era anteriormente denominada rótula. 2. Na anatomia zoológica, nos arácnidos, é o segmento entre a tíbia e o fêmur.
7 Rótula: 1. Em ortopedia, é o osso sesamoide situado na parte anterior do joelho; atualmente recebeu a nova denominação de patela. 2. Na anatomia zoológica, nos arácnidos, é o segmento entre a tíbia e o fêmur.
8 Tíbia: Osso localizado no lado ântero-medial da perna. Ela apresenta duas epífises e uma diáfise e articula-se proximalmente com o fêmur e a fíbula e distalmente com o tálus e a fíbula.
9 Afecção: Qualquer alteração patológica do corpo. Em psicologia, estado de morbidez, de anormalidade psíquica.
10 Degenerativo: Relativo a ou que provoca degeneração.
11 Tendão: Tecido fibroso pelo qual um músculo se prende a um osso.
12 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
13 Glúteos:
14 Panturrilha: 1. Proeminência muscular, situada na face posterossuperior da perna, formada especialmente pelos músculos gastrocnêmio e sóleo; sura, barriga da perna. 2. Por extensão de sentido, enchimento usado por baixo das meias, para melhorar a aparência das pernas.
15 Degeneração: 1. Ato ou efeito de degenerar (-se). 2. Perda ou alteração (no ser vivo) das qualidades de sua espécie; abastardamento. 3. Mudança para um estado pior; decaimento, declínio. 4. No sentido figurado, é o estado de depravação. 5. Degenerescência.
16 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
17 Colágeno: Principal proteína fibrilar, de função estrutural, presente no tecido conjuntivo de animais.
18 Vasos Sanguíneos: Qualquer vaso tubular que transporta o sangue (artérias, arteríolas, capilares, vênulas e veias).
19 Neovascularização: Crescimento de novos e pequenos vasos sangüíneos. Na retina, pode estar associado à perda de visão.
20 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
21 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
22 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
23 Proximal: 1. Que se localiza próximo do centro, do ponto de origem ou do ponto de união. 2. Em anatomia geral, significa o mais próximo do tronco (no caso dos membros) ou do ponto de origem (no caso de vasos e nervos). Ou também o que fica voltado para a cabeça (diz-se de qualquer formação). 3. Em botânica, o que fica próximo ao ponto de origem ou à base. 4. Em odontologia, é o mais próximo do ponto médio do arco dental.
24 Palpação: Ato ou efeito de palpar. Toque, sensação ou percepção pelo tato. Em medicina, é o exame feito com os dedos ou com a mão inteira para explorar clinicamente os órgãos e determinar certas características, como temperatura, resistência, tamanho etc.
25 Artrose: Também chamada de osteoartrose ou processo degenerativo articular, resulta de um processo anormal entre a destruição cartilaginosa e a reparação da mesma. Entende-se por cartilagem articular, um tipo especial de tecido que reveste a extremidade de dois ossos justapostos que possuem algum grau de movimentação entre eles, sua função básica é a de diminuir o atrito entre duas superfícies ósseas quando estas executam qualquer tipo de movimento, funcionando como mecanismo de absorção de choque. O estado de hidratação da cartilagem e a integridade da mesma, é fator preponderante para o não desenvolvimento da artrose.
26 Artralgia: Dor em uma articulação.
27 Artrite: Inflamação de uma articulação, caracterizada por dor, aumento da temperatura, dificuldade de movimentação, inchaço e vermelhidão da área afetada.
28 Osteoartrite: Termo geral que se emprega para referir-se ao processo degenerativo da cartilagem articular, manifestado por dor ao movimento, derrame articular, etc. Também denominado artrose.
29 Ultrassonografia: Ultrassonografia ou ecografia é um exame complementar que usa o eco produzido pelo som para observar em tempo real as reflexões produzidas pelas estruturas internas do organismo (órgãos internos). Os aparelhos de ultrassonografia utilizam uma frequência variada, indo de 2 até 14 MHz, emitindo através de uma fonte de cristal que fica em contato com a pele e recebendo os ecos gerados, os quais são interpretados através de computação gráfica.
30 Ressonância magnética: Exame que fornece imagens em alta definição dos órgãos internos do corpo através da utilização de um campo magnético.
31 Degenerativas: Relativas a ou que provocam degeneração.
32 Analgésicos: Grupo de medicamentos usados para aliviar a dor. As drogas analgésicas incluem os antiinflamatórios não-esteróides (AINE), tais como os salicilatos, drogas narcóticas como a morfina e drogas sintéticas com propriedades narcóticas, como o tramadol.
33 Sintomático: 1. Relativo a ou que constitui sintoma. 2. Que é efeito de alguma doença. 3. Por extensão de sentido, é o que indica um particular estado de coisas, de espírito; revelador, significativo.
34 Degenerativos: Relativos a ou que provocam degeneração.
35 Órteses: Quaisquer aparelhos externos usados para imobilizar ou auxiliar os movimentos dos membros ou da coluna vertebral.
36 Choque: 1. Estado de insuficiência circulatória a nível celular, produzido por hemorragias graves, sepse, reações alérgicas graves, etc. Pode ocasionar lesão celular irreversível se a hipóxia persistir por tempo suficiente. 2. Encontro violento, com impacto ou abalo brusco, entre dois corpos. Colisão ou concussão. 3. Perturbação brusca no equilíbrio mental ou emocional. Abalo psíquico devido a uma causa externa.
37 Plasma: Parte que resta do SANGUE, depois que as CÉLULAS SANGÜÍNEAS são removidas por CENTRIFUGAÇÃO (sem COAGULAÇÃO SANGÜÍNEA prévia).
38 Plaquetas: Elemento do sangue (não é uma célula porque não apresenta núcleo) produzido na medula óssea, cuja principal função é participar da coagulação do sangue através da formação de conglomerados que tamponam o escape do sangue por uma lesão em um vaso sangüíneo.
39 Refratários: 1. Que resiste à ação física ou química. 2. Que resiste às leis ou a princípios de autoridade. 3. No sentido figurado, que não se ressente de ataques ou ações exteriores; insensível, indiferente, resistente. 4. Imune a certas doenças.
40 Recorrência: 1. Retorno, repetição. 2. Em medicina, é o reaparecimento dos sintomas característicos de uma doença, após a sua completa remissão. 3. Em informática, é a repetição continuada da mesma operação ou grupo de operações. 4. Em psicologia, é a volta à memória.
41 Atrofia: 1. Em biologia, é a falta de desenvolvimento de corpo, órgão, tecido ou membro. 2. Em patologia, é a diminuição de peso e volume de órgão, tecido ou membro por nutrição insuficiente das células ou imobilização. 3. No sentido figurado, é uma debilitação ou perda de alguma faculdade mental ou de um dos sentidos, por exemplo, da memória em idosos.
42 Hipotonia: 1. Em biologia, é a condição da solução que apresenta menor concentração de solutos do que outra. 2. Em fisiologia, é a redução ou perda do tono muscular ou a redução da tensão em qualquer parte do corpo (por exemplo, no globo ocular, nas artérias, etc.)
43 Astenia: Sensação de fraqueza, sem perda real da capacidade muscular.
44 Rabdomiólise: Síndrome caracterizada por destruição muscular, com liberação de conteúdo intracelular na circulação sanguínea. Atualmente, a rabdomiólise é considerada quando há dano secundário em algum órgão associado ao aumento das enzimas musculares. A gravidade da doença é variável, indo de casos de elevações assintomáticas de enzimas musculares até situações ameaçadoras à vida, com insuficiência renal aguda ou distúrbios hidroeletrolíticos. As causas da rabdomiólise podem ser classificadas em quatro grandes grupos: trauma ou lesão muscular direta, excesso de atividade muscular, defeitos enzimáticos hereditários ou outras condições clínicas.
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