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Vaginite atrófica: por que ocorre e como tratar o ressecamento, a dor e os sintomas urinários

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Ressecamento vaginal, ardência, dor durante as relações sexuais e sintomas1 urinários são frequentes após a menopausa2, mas não devem ser considerados consequências inevitáveis do envelhecimento.

Essas manifestações podem fazer parte da síndrome3 geniturinária da menopausa2 (SGM), condição crônica relacionada principalmente à redução da ação dos estrogênios sobre os tecidos genitais e urinários. Embora possa afetar significativamente a vida sexual, o conforto diário e a qualidade de vida, existem tratamentos eficazes para a maioria das mulheres.

O que é vaginite4 atrófica5?

A vaginite4 atrófica5 é uma condição relacionada principalmente à redução da ação dos estrogênios sobre os tecidos geniturinários. Como consequência, o epitélio8 vaginal torna-se mais fino, seco, menos elástico e mais suscetível a irritações e pequenos traumatismos.

Atualmente, o termo “vaginite atrófica” é considerado limitado, pois sugere que o problema se restringe à vagina9 e que necessariamente existe inflamação10. A deficiência estrogênica também pode afetar a vulva11, a uretra12 e a bexiga13. Por isso, utiliza-se preferencialmente a denominação síndrome3 geniturinária da menopausa2 (SGM), que engloba sinais7 e sintomas1 genitais, sexuais e urinários associados principalmente à menopausa2 e a outros estados de hipoestrogenismo.

A SGM é frequente e ainda subdiagnosticada e subtratada. Ao contrário de alguns sintomas1 da menopausa2, como as ondas de calor, que podem diminuir com o passar dos anos, as alterações geniturinárias tendem a persistir e podem progredir na ausência de tratamento.

Quais são as causas da vaginite4 atrófica5?

A principal causa é a redução da ação estrogênica sobre os tecidos geniturinários, que ocorre principalmente após a menopausa2. A condição também pode aparecer em outras situações de hipoestrogenismo, como:

Durante a amamentação17 também pode ocorrer hipoestrogenismo transitório, especialmente nos primeiros meses após o parto, causando ressecamento vaginal, diminuição da lubrificação e desconforto durante as relações sexuais.

O tabagismo pode contribuir para alterações vulvovaginais, mas não constitui a causa primária da síndrome3.

A ausência de atividade sexual também não causa SGM, embora a atividade sexual ou outras formas de estimulação vaginal, quando desejadas e confortáveis, possam ajudar a preservar a flexibilidade dos tecidos.

Qual é a fisiopatologia6 da vaginite4 atrófica5?

Os estrogênios exercem papel importante na manutenção da saúde18 da vulva11, da vagina9, da uretra12 e de outras estruturas do trato urinário19 inferior. Com a deficiência estrogênica, o epitélio8 vaginal torna-se mais fino e ocorre redução das células20 superficiais ricas em glicogênio21.

Essas alterações modificam o ecossistema vaginal. Há, em geral, redução da predominância de lactobacilos e elevação do pH vaginal, que na pós-menopausa2 frequentemente ultrapassa 5. As modificações da microbiota22 e do pH diminuem alguns dos mecanismos naturais de proteção vaginal, embora pH elevado, isoladamente, não signifique infecção23.

Também ocorrem redução das secreções e da lubrificação, alterações do colágeno24 e da elastina, perda de elasticidade25 e maior fragilidade dos tecidos. A mucosa26 pode desenvolver microfissuras e sangrar mais facilmente após atrito ou relação sexual.

As alterações relacionadas ao hipoestrogenismo também atingem a uretra12 e o trato urinário19 inferior, contribuindo para urgência27 e aumento da frequência urinária, disúria28 e maior predisposição a infecções29 urinárias recorrentes.

Infográfico - Vaginite atrófica

Quais são as características clínicas da vaginite4 atrófica5?

Os sintomas1 podem começar durante a transição menopausal, mas tornam-se mais frequentes após a menopausa2. As manifestações vulvovaginais mais comuns são ressecamento, ardência, coceira, irritação, redução da lubrificação e desconforto ou dor durante a relação sexual, denominada dispareunia. Algumas mulheres apresentam pequenos sangramentos após a relação sexual, sensação de estreitamento vaginal ou dor na entrada da vagina9.

Também podem ocorrer sintomas1 urinários, como disúria28, urgência27, aumento da frequência urinária, noctúria e infecções29 urinárias recorrentes. Como essas manifestações não são exclusivas da SGM, outras doenças ginecológicas ou urinárias devem ser consideradas quando necessário.

Ao exame ginecológico, podem ser observados epitélio8 vaginal fino, pálido ou eritematoso30, seco, liso e pouco elástico, redução ou desaparecimento das rugosidades vaginais, diminuição do volume dos pequenos lábios, alterações do capuz clitoriano e estreitamento do introito. A vagina9 também pode apresentar menor elasticidade25 e, nos casos mais acentuados, encurtamento.

A intensidade dos achados ao exame nem sempre corresponde à intensidade dos sintomas1. Algumas mulheres apresentam alterações anatômicas evidentes e pouco desconforto, enquanto outras têm sintomas1 importantes com alterações físicas discretas.

Como o médico diagnostica a vaginite4 atrófica5?

O diagnóstico31 da síndrome3 geniturinária da menopausa2 é predominantemente clínico e baseia-se na história da paciente e no exame ginecológico. O médico avalia a situação menopausal ou outras possíveis causas de hipoestrogenismo, os sintomas1 genitais, sexuais e urinários, os medicamentos em uso, tratamentos oncológicos prévios e outras condições capazes de produzir manifestações semelhantes.

Na maioria dos casos típicos, não são necessários exames laboratoriais para confirmar o diagnóstico31. A medida do pH vaginal pode auxiliar em situações selecionadas, mas não é obrigatória. A citologia vaginal e o índice de maturação epitelial também não fazem parte da investigação rotineira.

Exames adicionais são solicitados conforme os sintomas1 e as hipóteses diagnósticas. Testes microbiológicos32 podem ser indicados diante de corrimento, odor, prurido33 ou suspeita de infecção23, enquanto exame de urina34 e urocultura podem ser necessários quando existem manifestações sugestivas de infecção23 urinária.

O diagnóstico31 diferencial inclui:

Veja sobre "Preventivo41 deu NIC - o que é isso", "Cervicite42", "Vaginose bacteriana" e "HPV e verrugas genitais".

Como o médico trata a vaginite4 atrófica5?

O tratamento depende da intensidade e do impacto dos sintomas1, das preferências da paciente, das doenças associadas e de eventuais contraindicações ou precauções relacionadas às terapias hormonais.

Nos quadros leves, hidratantes vaginais, utilizados regularmente, podem reduzir o ressecamento, enquanto lubrificantes são empregados principalmente durante a atividade sexual para diminuir o atrito e a dor. Também é recomendável evitar duchas vaginais, sabonetes agressivos, perfumes e outros produtos que possam irritar a região vulvovaginal.

Quando desejada e confortável, a atividade sexual ou outras formas de estimulação vaginal podem contribuir para preservar a flexibilidade dos tecidos. Mulheres com estreitamento vaginal, dor persistente ou disfunções do assoalho pélvico43 podem se beneficiar, em situações selecionadas, de dilatadores vaginais e fisioterapia44 do assoalho pélvico43.

Para sintomas1 moderados a intensos, ou quando as medidas não hormonais não proporcionam alívio suficiente, o estrogênio vaginal de baixa dose é uma das opções terapêuticas mais eficazes. Existem apresentações em creme, comprimidos ou insertos vaginais e anéis de liberação prolongada, dependendo dos produtos disponíveis. O tratamento pode melhorar ressecamento, lubrificação, elasticidade25, pH vaginal e dispareunia.

A absorção sistêmica das formulações vaginais de baixa dose é geralmente muito pequena. Por isso, a exposição sistêmica é consideravelmente menor do que com a terapia hormonal sistêmica. Em geral, não é necessário associar progestagênio exclusivamente para proteção endometrial quando se utiliza estrogênio vaginal em baixa dose, embora qualquer sangramento após a menopausa2 deva ser investigado.

O estrogênio vaginal também desempenha papel importante na prevenção de infecções29 urinárias recorrentes em mulheres na peri e pós-menopausa2, quando não existem contraindicações à terapia.

Em mulheres com antecedente de câncer45 de mama16 hormônio46-dependente, geralmente são consideradas inicialmente opções não hormonais. Quando os sintomas1 persistem, o uso de estrogênio vaginal de baixa dose pode ser discutido individualmente, considerando benefícios, riscos e tratamento oncológico atual. Essa decisão merece atenção especial nas mulheres em uso de inibidores da aromatase e pode envolver o oncologista.

Outras opções disponíveis em determinados países incluem a prasterona vaginal (DHEA) e o ospemifeno, um modulador seletivo dos receptores de estrogênio administrado por via oral. Laser vaginal, radiofrequência e outros dispositivos baseados em energia têm sido estudados, mas as evidências atuais sobre eficácia e segurança em longo prazo ainda são insuficientes para recomendá-los rotineiramente como tratamento da SGM.

Como evolui a vaginite4 atrófica5?

A síndrome3 geniturinária da menopausa2 é uma condição crônica e, ao contrário de muitos sintomas1 vasomotores da menopausa2, não costuma desaparecer espontaneamente com o tempo. Sem tratamento, os sintomas1 podem persistir ou progredir e afetar a atividade sexual, as atividades cotidianas e a qualidade de vida.

A resposta terapêutica47 costuma ser favorável. Algumas mulheres começam a perceber melhora nas primeiras semanas de tratamento, embora o controle mais completo dos sintomas1 possa exigir várias semanas. Como a deficiência estrogênica da pós-menopausa2 é persistente, o tratamento frequentemente precisa ser mantido por longo prazo enquanto houver sintomas1 e benefício clínico. Sua duração deve ser individualizada e periodicamente reavaliada, pois os sintomas1 podem reaparecer após a suspensão.

Quais são as possíveis complicações da vaginite4 atrófica5?

Sem tratamento, a SGM pode provocar dor persistente durante as relações sexuais, fissuras48 e pequenos traumatismos vulvovaginais, sangramento relacionado ao atrito e, em casos mais acentuados, estreitamento do introito ou da vagina9.

As alterações do trato urinário19 podem contribuir para urgência27, frequência urinária, disúria28 e infecções29 urinárias recorrentes. A dor e o desconforto também podem levar à redução ou interrupção da atividade sexual e repercutir sobre o bem-estar emocional e os relacionamentos.

Essas consequências podem comprometer significativamente a qualidade de vida, razão pela qual os sintomas1 não devem ser simplesmente aceitos como parte inevitável do envelhecimento.

Quais são os sinais7 de alerta e quando procurar o médico?

A mulher deve procurar avaliação médica quando apresentar:

  • sangramento vaginal após a menopausa2, principalmente se espontâneo, persistente ou recorrente;
  • corrimento persistente, com odor desagradável ou sangue49;
  • feridas, úlceras50, nódulos ou outras lesões37 na vulva11 ou na vagina9;
  • coceira ou dor vulvar persistente;
  • dor pélvica51 sem causa conhecida;
  • ou sintomas1 que não melhoram com as medidas inicialmente adotadas.

O sangramento após a menopausa2 merece atenção especial. Mesmo quando há sinais7 de atrofia52 vaginal, ele não deve ser automaticamente atribuído à SGM, pois outras causas precisam ser excluídas, inclusive doenças do colo do útero53 e do endométrio40.

Sintomas1 urinários como sangue49 na urina54, dificuldade para urinar, infecções29 urinárias repetidas ou ardência ao urinar acompanhada de febre55, calafrios56 ou dor lombar também exigem avaliação, pois podem indicar doenças do trato urinário19 que necessitam de investigação específica.

Mesmo na ausência desses sinais7 de alerta, é recomendável procurar o ginecologista quando ressecamento, ardência, irritação, dor nas relações sexuais ou sintomas1 urinários começarem a interferir na atividade sexual, no sono, nas atividades cotidianas ou na qualidade de vida. Não é necessário esperar que os sintomas1 se tornem intensos para buscar tratamento.

Leia também sobre "Disfunções do assoalho pélvico43", "Dor pélvica51 crônica" e "Síndrome3 da congestão pélvica51".

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente dos sites da Rede D’Or São Luiz, da Mayo Clinic e da Cleveland Clinic.

ABCMED, 2026. Vaginite atrófica: por que ocorre e como tratar o ressecamento, a dor e os sintomas urinários. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/saude-da-mulher/1514925/vaginite-atrofica-por-que-ocorre-e-como-tratar-o-ressecamento-a-dor-e-os-sintomas-urinarios.htm>. Acesso em: 22 set. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Sintomas: Alterações da percepção normal que uma pessoa tem de seu próprio corpo, do seu metabolismo, de suas sensações, podendo ou não ser um indício de doença. Os sintomas são as queixas relatadas pelo paciente mas que só ele consegue perceber. Sintomas são subjetivos, sujeitos à interpretação pessoal. A variabilidade descritiva dos sintomas varia em função da cultura do indivíduo, assim como da valorização que cada pessoa dá às suas próprias percepções.
2 Menopausa: Estado fisiológico caracterizado pela interrupção dos ciclos menstruais normais, acompanhada de alterações hormonais em mulheres após os 45 anos.
3 Síndrome: Conjunto de sinais e sintomas que se encontram associados a uma entidade conhecida ou não.
4 Vaginite: Inflamação da mucosa que recobre a vagina. Em geral é devido a uma infecção bacteriana ou micótica. Manifesta-se por ardor, dor espontânea ou durante o coito (dispareunia) e secreção mucosa ou purulenta pela mesma.
5 Atrófica: Relativa à atrofia, atrofiada. Que atrofia; que mingua, atrofiador, atrofiante. Que se torna mais debilitada e menos intensa.
6 Fisiopatologia: Estudo do conjunto de alterações fisiológicas que acontecem no organismo e estão associadas a uma doença.
7 Sinais: São alterações percebidas ou medidas por outra pessoa, geralmente um profissional de saúde, sem o relato ou comunicação do paciente. Por exemplo, uma ferida.
8 Epitélio: Uma ou mais camadas de CÉLULAS EPITELIAIS, sustentadas pela lâmina basal, que recobrem as superfícies internas e externas do corpo.
9 Vagina: Canal genital, na mulher, que se estende do ÚTERO à VULVA. (Tradução livre do original
10 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
11 Vulva: Genitália externa da mulher, compreendendo o CLITÓRIS, os lábios, o vestíbulo e suas glândulas.
12 Uretra: É um órgão túbulo-muscular que serve para eliminação da urina.
13 Bexiga: Órgão cavitário, situado na cavidade pélvica, no qual é armazenada a urina, que é produzida pelos rins. É uma víscera oca caracterizada por sua distensibilidade. Tem a forma de pêra quando está vazia e a forma de bola quando está cheia.
14 Insuficiência: Incapacidade de um órgão ou sistema para realizar adequadamente suas funções.Manifesta-se de diferentes formas segundo o órgão comprometido. Exemplos: insuficiência renal, hepática, cardíaca, respiratória.
15 Ovários: São órgãos pares com aproximadamente 3cm de comprimento, 2cm de largura e 1,5cm de espessura cada um. Eles estão presos ao útero e à cavidade pelvina por meio de ligamentos. Na puberdade, os ovários começam a secretar os hormônios sexuais, estrógeno e progesterona. As células dos folículos maduros secretam estrógeno, enquanto o corpo lúteo produz grandes quantidades de progesterona e pouco estrógeno.
16 Mama: Em humanos, uma das regiões pareadas na porção anterior do TÓRAX. As mamas consistem das GLÂNDULAS MAMÁRIAS, PELE, MÚSCULOS, TECIDO ADIPOSO e os TECIDOS CONJUNTIVOS.
17 Amamentação: Ato da nutriz dar o peito e o lactente mamá-lo diretamente. É um fenômeno psico-sócio-cultural. Dar de mamar a; criar ao peito; aleitar; lactar... A amamentação é uma forma de aleitamento, mas há outras formas.
18 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
19 Trato Urinário:
20 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
21 Glicogênio: Polissacarídeo formado a partir de moléculas de glicose, utilizado como reserva energética e abundante nas células hepáticas e musculares.
22 Microbiota: Em ecologia, chama-se microbiota ao conjunto dos microrganismos que habitam um ecossistema, principalmente bactérias, protozoários e outros microrganismos que têm funções importantes na decomposição da matéria orgânica e, portanto, na reciclagem dos nutrientes. Fazem parte da microbiota humana uma quantidade enorme de bactérias que vivem em harmonia no organismo e auxiliam a ação do sistema imunológico e a nutrição, por exemplo.
23 Infecção: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
24 Colágeno: Principal proteína fibrilar, de função estrutural, presente no tecido conjuntivo de animais.
25 Elasticidade: 1. Propriedade de um corpo sofrer deformação, quando submetido à tração, e retornar parcial ou totalmente à forma original. 2. Flexibilidade, agilidade física. 3. Ausência de senso moral.
26 Mucosa: Tipo de membrana, umidificada por secreções glandulares, que recobre cavidades orgânicas em contato direto ou indireto com o meio exterior.
27 Urgência: 1. Necessidade que requer solução imediata; pressa. 2. Situação crítica ou muito grave que tem prioridade sobre outras; emergência.
28 Disúria: Dificuldade para urinar. Pode produzir ardor, dor, micção intermitente, etc. Em geral corresponde a uma infecção urinária.
29 Infecções: Doença produzida pela invasão de um germe (bactéria, vírus, fungo, etc.) em um organismo superior. Como conseqüência da mesma podem ser produzidas alterações na estrutura ou funcionamento dos tecidos comprometidos, ocasionando febre, queda do estado geral, e inúmeros sintomas que dependem do tipo de germe e da reação imunológica perante o mesmo.
30 Eritematoso: Relativo a ou próprio de eritema. Que apresenta eritema. Eritema é uma vermelhidão da pele, devido à vasodilatação dos capilares cutâneos.
31 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
32 Microbiológicos: Referente à microbiologia, ou seja, à especialidade biomédica que estuda os microrganismos patogênicos, responsáveis pelas doenças infecciosas, englobando a bacteriologia (bactérias), virologia (vírus) e micologia (fungos).
33 Prurido: 1.    Na dermatologia, o prurido significa uma sensação incômoda na pele ou nas mucosas que leva a coçar, devido à liberação pelo organismo de substâncias químicas, como a histamina, que irritam algum nervo periférico. 2.    Comichão, coceira. 3.    No sentido figurado, prurido é um estado de hesitação ou dor na consciência; escrúpulo, preocupação, pudor. Também pode significar um forte desejo, impaciência, inquietação.
34 Exame de urina: Também chamado de urinálise, o teste de urina é feito através de uma amostra de urina e pode diagnosticar doenças do sistema urinário e outros sistemas do organismo. Alguns testes são feitos em uma amostra simples e outros pela coleta da urina durante 24 horas. Pode ser feita uma cultura da urina para verificar o crescimento de bactérias na urina.
35 Candidíase: É o nome da infecção produzida pela Candida albicans, um fungo que produz doença em mucosas, na pele ou em órgãos profundos (candidíase sistêmica).As infecções profundas podem ser mais freqüentes em pessoas com deficiência no sistema imunológico (pacientes com câncer, SIDA, etc.).
36 Dermatite: Inflamação das camadas superficiais da pele, que pode apresentar-se de formas variadas (dermatite seborreica, dermatite de contato...) e é produzida pela agressão direta de microorganismos, substância tóxica ou por uma resposta imunológica inadequada (alergias, doenças auto-imunes).
37 Lesões: 1. Ato ou efeito de lesar (-se). 2. Em medicina, ferimento ou traumatismo. 3. Em patologia, qualquer alteração patológica ou traumática de um tecido, especialmente quando acarreta perda de função de uma parte do corpo. Ou também, um dos pontos de manifestação de uma doença sistêmica. 4. Em termos jurídicos, prejuízo sofrido por uma das partes contratantes que dá mais do que recebe, em virtude de erros de apreciação ou devido a elementos circunstanciais. Ou também, em direito penal, ofensa, dano à integridade física de alguém.
38 Neoplásicas: Que apresentam neoplasias, ou seja, que apresentam processo patológico que resulta no desenvolvimento de neoplasma ou tumor. Um neoplasma é uma neoformação de crescimento anormal, incontrolado e progressivo de tecido, mediante proliferação celular.
39 Colo Uterino: Porção compreendendo o pescoço do ÚTERO (entre o ístmo inferior e a VAGINA), que forma o canal cervical.
40 Endométrio: Membrana mucosa que reveste a cavidade uterina (responsável hormonalmente) durante o CICLO MENSTRUAL e GRAVIDEZ. O endométrio sofre transformações cíclicas que caracterizam a MENSTRUAÇÃO. Após FERTILIZAÇÃO bem sucedida, serve para sustentar o desenvolvimento do embrião.
41 Preventivo: 1. Aquilo que previne ou que é executado por medida de segurança; profilático. 2. Na medicina, é qualquer exame ou grupo de exames que têm por objetivo descobrir precocemente lesão suscetível de evolução ameaçadora da vida, como as lesões malignas. 3. Em ginecologia, é o exame ou conjunto de exames que visa surpreender a presença de lesão potencialmente maligna, ou maligna em estágio inicial, especialmente do colo do útero.
42 Cervicite: Inflamação infecciosa do colo uterino.Pode não apresentar sintomas ou pode manifestar-se por dor no baixo ventre, secreção vaginal purulenta, dor ou “pontadas” associadas ao coito (dispareunia).
43 Assoalho Pélvico: Tecido mole, formado principalmente pelo diafragma pélvico (composto pelos dois músculos levantadores do ânus e pelos dois coccígeos). Por sua vez, o diafragma pélvico fica logo abaixo da abertura (outlet) pélvica e separa a cavidade pélvica do PERÍNEO. Estende-se do OSSO PÚBICO (anteriormente) até o COCCIX (posteriormente).
44 Fisioterapia: Especialidade paramédica que emprega agentes físicos (água doce ou salgada, sol, calor, eletricidade, etc.), massagens e exercícios no tratamento de doenças.
45 Câncer: Crescimento anormal de um tecido celular capaz de invadir outros órgãos localmente ou à distância (metástases).
46 Hormônio: Substância química produzida por uma parte do corpo e liberada no sangue para desencadear ou regular funções particulares do organismo. Por exemplo, a insulina é um hormônio produzido pelo pâncreas que diz a outras células quando usar a glicose para energia. Hormônios sintéticos, usados como medicamentos, podem ser semelhantes ou diferentes daqueles produzidos pelo organismo.
47 Terapêutica: Terapia, tratamento de doentes.
48 Fissuras: 1. Pequena abertura longitudinal em; fenda, rachadura, sulco. 2. Em geologia, é qualquer fratura ou fenda pouco alargada em terreno, rocha ou mesmo mineral. 3. Na medicina, é qualquer ulceração alongada e superficial. Também pode significar uma fenda profunda, sulco ou abertura nos ossos; cesura, cissura. 4. Rachadura na pele calosa das mãos ou dos pés, geralmente de pessoas que executam trabalhos rudes. 5. Na odontologia, é uma falha no esmalte de um dente. 6. No uso informal, significa apego extremo; forte inclinação; loucura, paixão, fissuração.
49 Sangue: O sangue é uma substância líquida que circula pelas artérias e veias do organismo. Em um adulto sadio, cerca de 45% do volume de seu sangue é composto por células (a maioria glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas). O sangue é vermelho brilhante, quando oxigenado nos pulmões (nos alvéolos pulmonares). Ele adquire uma tonalidade mais azulada, quando perde seu oxigênio, através das veias e dos pequenos vasos denominados capilares.
50 Úlceras: Feridas superficiais em tecido cutâneo ou mucoso que podem ocorrer em diversas partes do organismo. Uma afta é, por exemplo, uma úlcera na boca. A úlcera péptica ocorre no estômago ou no duodeno (mais freqüente). Pessoas que sofrem de estresse são mais susceptíveis a úlcera.
51 Pélvica: Relativo a ou próprio de pelve. A pelve é a cavidade no extremo inferior do tronco, formada pelos dois ossos do quadril (ilíacos), sacro e cóccix; bacia. Ou também é qualquer cavidade em forma de bacia ou taça (por exemplo, a pelve renal).
52 Atrofia: 1. Em biologia, é a falta de desenvolvimento de corpo, órgão, tecido ou membro. 2. Em patologia, é a diminuição de peso e volume de órgão, tecido ou membro por nutrição insuficiente das células ou imobilização. 3. No sentido figurado, é uma debilitação ou perda de alguma faculdade mental ou de um dos sentidos, por exemplo, da memória em idosos.
53 Colo do útero: Porção compreendendo o pescoço do ÚTERO (entre o ístmo inferior e a VAGINA), que forma o canal cervical.
54 Urina: Resíduo líquido produzido pela filtração renal no organismo, estocado na bexiga e expelido pelo ato de urinar.
55 Febre: É a elevação da temperatura do corpo acima dos valores normais para o indivíduo. São aceitos como valores de referência indicativos de febre: temperatura axilar ou oral acima de 37,5°C e temperatura retal acima de 38°C. A febre é uma reação do corpo contra patógenos.
56 Calafrios: 1. Conjunto de pequenas contrações da pele e dos músculos cutâneos ao longo do corpo, muitas vezes com tremores fortes e palidez, que acompanham uma sensação de frio provocada por baixa temperatura, má condição orgânica ou ainda por medo, horror, nojo, etc. 2. Sensação de frio e tremores fortes, às vezes com bater de dentes, que precedem ou acompanham acessos de febre.
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