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Como a periodontite compromete dentes e gengiva

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O que é periodontite?

A periodontite é uma doença inflamatória crônica multifatorial, mediada pela resposta imunológica do hospedeiro, que afeta os tecidos de suporte dos dentes, conhecidos como periodonto, composto por gengiva, ligamento periodontal1, osso alveolar e cemento2 radicular. Ela é uma das principais causas de perda dentária em adultos no mundo e, diferentemente da gengivite3 (inflamação4 restrita à gengiva), caracteriza-se por destruição progressiva e irreversível dos tecidos de sustentação, com formação de bolsas periodontais5, reabsorção óssea e, em estágios avançados, mobilidade e perda dentária.

Enquanto a gengivite3 é reversível e afeta apenas a gengiva marginal, a periodontite ocorre quando a inflamação4 se estende para os tecidos profundos, desencadeando uma resposta imunoinflamatória desregulada que promove destruição do osso alveolar e do ligamento periodontal1. A classificação atual reconhece três grandes grupos:

  1. Periodontite estadiada (estágios I a IV, conforme gravidade e complexidade)
  2. Periodontite necrosante6
  3. Periodontite como manifestação de doenças sistêmicas

Estima-se que cerca de 45–50% dos adultos apresentem alguma forma de periodontite, sendo aproximadamente 10% casos graves. Além do impacto na saúde7 bucal, há evidências consistentes de associação com condições sistêmicas, como doenças cardiovasculares8, diabetes mellitus9, parto prematuro e baixo peso ao nascer, além de artrite reumatoide10.

Quais são as causas da periodontite?

A causa primária é o biofilme bacteriano (placa11 bacteriana) disbiótico que se acumula na margem gengival e no sulco periodontal12. Espécies anaeróbias Gram-negativas do chamado “complexo vermelho” (Porphyromonas gingivalis, Tannerella forsythia e Treponema denticola) estão fortemente associadas à destruição periodontal12. Outras bactérias, como Aggregatibacter actinomycetemcomitans, são especialmente relevantes em formas de progressão rápida da doença.

Entretanto, o biofilme isoladamente não explica a ocorrência e a gravidade da periodontite. Fatores de risco e modificadores da resposta do hospedeiro desempenham papel central, destacando-se:

  • o tabagismo, considerado o principal fator de risco13 modificável, com aumento de três a seis vezes na chance de periodontite grave;
  • o diabetes mellitus9 mal controlado, que pode triplicar o risco;
  • o estresse psicológico crônico14;
  • a predisposição genética;
  • doenças que comprometem a imunidade15;
  • o uso de medicamentos associados à hiperplasia16 gengival;
  • e fatores locais, como má oclusão e traumatismo17 oclusal, que atuam como elementos coadjuvantes18.
Leia sobre "Enxaguatórios bucais", "Higiene dental infantil" e "Sangramentos das gengivas".

Qual é o substrato fisiopatológico da periodontite?

A periodontite é uma doença imunoinflamatória desencadeada por disbiose19 do biofilme subgengival. As bactérias e seus produtos, como lipopolissacarídeos e proteases, ativam a imunidade15 inata, com participação de neutrófilos20 e macrófagos21, e a imunidade15 adaptativa, envolvendo linfócitos T e B. Esse processo leva à liberação de citocinas22 pró-inflamatórias e metaloproteinases da matriz, responsáveis pela degradação do colágeno23 do ligamento periodontal1.

Um mecanismo central é a ativação do sistema RANKL/OPG, essencial para o metabolismo24 ósseo. As células25 inflamatórias produzem RANKL, que estimula a diferenciação e atividade dos osteoclastos26, promovendo reabsorção do osso alveolar, enquanto ocorre redução relativa da osteoprotegerina (OPG), que normalmente inibe esse processo. O desequilíbrio entre reabsorção e formação óssea resulta na perda óssea característica da periodontite.

Em indivíduos suscetíveis, a resposta imune é desproporcionalmente intensa, explicando por que nem toda gengivite3 evolui para periodontite.

Quais são as características clínicas da periodontite?

As manifestações clínicas variam conforme o estágio da doença. Podem estar presentes sangramento gengival à escovação ou à sondagem, gengiva com coloração vermelho-escura ou arroxeada, edema27 ou fibrose28, retração gengival e formação de bolsas periodontais5 geralmente superiores a 4 mm, medidas com sonda periodontal12. Em bolsas profundas, pode ocorrer supuração29 à compressão.

Nos estágios avançados surgem mobilidade dentária, migração dos dentes, diastemas e abertura em leque dos incisivos. Halitose30 persistente é um achado frequente.

A dor é incomum, exceto nos episódios de abscesso31 periodontal12 agudo32. Muitos pacientes permanecem assintomáticos por longos períodos, sendo o diagnóstico33 frequentemente realizado em consultas de rotina.

Como o dentista diagnostica a periodontite?

O diagnóstico33 é essencialmente clínico e radiográfico. O exame periodontal12 completo com sonda milimetrada avalia profundidade de sondagem, nível de inserção clínica, sangramento à sondagem, presença de placa11 e supuração29. As radiografias periapicais e interproximais evidenciam perda óssea horizontal ou vertical, podendo mostrar defeitos angulares e padrões em cratera. Também é avaliada a mobilidade dentária e o comprometimento de furca em dentes multirradiculares.

Exames complementares podem ser utilizados em situações específicas, como análise microbiológica34 do biofilme, testes genéticos e dosagem de mediadores inflamatórios no fluido gengival. O estadiamento e a graduação seguem a classificação internacional proposta em 2018, orientando o prognóstico35 e o planejamento terapêutico.

Como o dentista trata a periodontite?

O tratamento é estruturado em fases. A primeira corresponde à terapia causal não cirúrgica, que inclui raspagem e alisamento radicular para remoção de placa11 e cálculo36 subgengival, orientação de higiene oral, motivação do paciente e controle rigoroso do biofilme, além da correção de fatores locais, como restaurações mal adaptadas e cáries37 radiculares.

Quando necessário, realiza-se a fase cirúrgica, com cirurgias de retalho para acesso às superfícies radiculares; procedimentos regenerativos, como enxertos ósseos, membranas e proteínas38 derivadas da matriz do esmalte39; e cirurgias ressectivas em situações selecionadas.

A fase final é a terapia de suporte periodontal12, que consiste em consultas periódicas de manutenção, geralmente a cada três a seis meses por tempo indefinido, com reavaliação clínica e controle contínuo da doença.

O controle dos fatores de risco é indispensável, incluindo cessação do tabagismo e controle metabólico rigoroso em pacientes diabéticos. Antissépticos40 bucais podem ser utilizados como adjuvantes. Antibióticos sistêmicos41, como a associação de amoxicilina e metronidazol, são reservados para casos selecionados de progressão rápida ou refratários42, sempre em conjunto com a terapia mecânica.

Métodos adjuvantes, como laser de baixa potência e terapia fotodinâmica, têm sido empregados em alguns centros, com resultados variáveis.

Saiba mais sobre "Ortodontia", "Clareamento dental" e "Disfunção da ATM".

Como evolui a periodontite?

Sem tratamento, a periodontite tende a ser progressiva, embora a velocidade de progressão varie amplamente entre os indivíduos. A maioria apresenta evolução lenta e intermitente43, com períodos de estabilidade e exacerbação. Uma parcela menor desenvolve formas de progressão rápida, com perda óssea acentuada em idade precoce.

Com tratamento adequado e manutenção regular, é possível estabilizar a doença por longos períodos, mesmo em casos avançados. A regeneração completa do osso perdido é rara, mas pode ocorrer recuperação parcial com técnicas regenerativas modernas.

Quais são as possíveis complicações da periodontite?

A periodontite não tratada pode levar à perda dentária parcial ou total, abscessos44 periodontais5 recorrentes e comprometimento funcional da mastigação.

Há evidências de aumento do risco cardiovascular, com maior incidência45 de infarto46 e acidente vascular cerebral47, além de piora do controle glicêmico em pessoas com diabetes48, caracterizando uma relação bidirecional. Também se associa a maior risco de parto prematuro e baixo peso ao nascer, além de possível agravamento de doenças inflamatórias sistêmicas, como a artrite reumatoide10.

A doença pode reduzir significativamente a qualidade de vida, interferindo na estética, na função mastigatória e no bem-estar social, além de aumentar os custos com tratamentos reabilitadores, como próteses e implantes.

 

Referências:

As informações veiculadas neste texto foram extraídas principalmente do site da Rede D’Or São Luiz.

ABCMED, 2026. Como a periodontite compromete dentes e gengiva. Disponível em: <https://abc.cxpass.net/p/saude-bucal/1499410/como-a-periodontite-compromete-dentes-e-gengiva.htm>. Acesso em: 3 fev. 2026.
Nota ao leitor:
As notas acima são dirigidas principalmente aos leigos em medicina e têm por objetivo destacar os aspectos mais relevantes desse assunto e não visam substituir as orientações do médico, que devem ser tidas como superiores a elas. Sendo assim, elas não devem ser utilizadas para autodiagnóstico ou automedicação nem para subsidiar trabalhos que requeiram rigor científico.

Complementos

1 Ligamento Periodontal: TECIDO CONJUNTIVO fibroso que reveste a RAIZ DO DENTE separando-o do osso alveolar e fixando-o à este (PROCESSO ALVEOLAR).
2 Cemento: Tecido conjuntivo rígido, semelhante à osso, revestindo a raiz de um dente desde a junção cemento-esmalte até o ápice, e que reveste o ápice do canal radicular, também auxiliando na sustentação do dente por funcionar como estrutura de fixação para o ligamento periodontal. (Tradução livre do original
3 Gengivite: Condição em que as gengivas apresentam-se com sinais inflamatórios e sangramentos.
4 Inflamação: Conjunto de processos que se desenvolvem em um tecido em resposta a uma agressão externa. Incluem fenômenos vasculares como vasodilatação, edema, desencadeamento da resposta imunológica, ativação do sistema de coagulação, etc.Quando se produz em um tecido superficial (pele, tecido celular subcutâneo) pode apresentar tumefação, aumento da temperatura local, coloração avermelhada e dor (tétrade de Celso, o cientista que primeiro descreveu as características clínicas da inflamação).
5 Periodontais: Relativo ao ou próprio do tecido em torno dos dentes, o periodonto. O periodonto é o tecido conjuntivo que fixa o dente no alvéolo.
6 Necrosante: Que necrosa ou que sofre gangrena; que provoca necrose, necrotizante.
7 Saúde: 1. Estado de equilíbrio dinâmico entre o organismo e o seu ambiente, o qual mantém as características estruturais e funcionais do organismo dentro dos limites normais para sua forma de vida e para a sua fase do ciclo vital. 2. Estado de boa disposição física e psíquica; bem-estar. 3. Brinde, saudação que se faz bebendo à saúde de alguém. 4. Força física; robustez, vigor, energia.
8 Doenças cardiovasculares: Doença do coração e vasos sangüíneos (artérias, veias e capilares).
9 Diabetes mellitus: Distúrbio metabólico originado da incapacidade das células de incorporar glicose. De forma secundária, podem estar afetados o metabolismo de gorduras e proteínas.Este distúrbio é produzido por um déficit absoluto ou relativo de insulina. Suas principais características são aumento da glicose sangüínea (glicemia), poliúria, polidipsia (aumento da ingestão de líquidos) e polifagia (aumento da fome).
10 Artrite reumatóide: Doença auto-imune de etiologia desconhecida, caracterizada por poliartrite periférica, simétrica, que leva à deformidade e à destruição das articulações por erosão do osso e cartilagem. Afeta mulheres duas vezes mais do que os homens e sua incidência aumenta com a idade. Em geral, acomete grandes e pequenas articulações em associação com manifestações sistêmicas como rigidez matinal, fadiga e perda de peso. Quando envolve outros órgãos, a morbidade e a gravidade da doença são maiores, podendo diminuir a expectativa de vida em cinco a dez anos.
11 Placa: 1. Lesão achatada, semelhante à pápula, mas com diâmetro superior a um centímetro. 2. Folha de material resistente (metal, vidro, plástico etc.), mais ou menos espessa. 3. Objeto com formato de tabuleta, geralmente de bronze, mármore ou granito, com inscrição comemorativa ou indicativa. 4. Chapa que serve de suporte a um aparelho de iluminação que se fixa em uma superfície vertical ou sobre uma peça de mobiliário, etc. 5. Placa de metal que, colocada na dianteira e na traseira de um veículo automotor, registra o número de licenciamento do veículo. 6. Chapa que, emitida pela administração pública, representa sinal oficial de concessão de certas licenças e autorizações. 7. Lâmina metálica, polida, usualmente como forma em processos de gravura. 8. Área ou zona que difere do resto de uma superfície, ordinariamente pela cor. 9. Mancha mais ou menos espessa na pele, como resultado de doença, escoriação, etc. 10. Em anatomia geral, estrutura ou órgão chato e em forma de placa, como uma escama ou lamela. 11. Em informática, suporte plano, retangular, de fibra de vidro, em que se gravam chips e outros componentes eletrônicos do computador. 12. Em odontologia, camada aderente de bactérias que se forma nos dentes.
12 Periodontal: Relativo ao ou próprio do tecido em torno dos dentes, o periodonto. O periodonto é o tecido conjuntivo que fixa o dente no alvéolo.
13 Fator de risco: Qualquer coisa que aumente a chance de uma pessoa desenvolver uma doença.
14 Crônico: Descreve algo que existe por longo período de tempo. O oposto de agudo.
15 Imunidade: Capacidade que um indivíduo tem de defender-se perante uma agressão bacteriana, viral ou perante qualquer tecido anormal (tumores, enxertos, etc.).
16 Hiperplasia: Aumento do número de células de um tecido. Pode ser conseqüência de um estímulo hormonal fisiológico ou não, anomalias genéticas no tecido de origem, etc.
17 Traumatismo: Lesão produzida pela ação de um agente vulnerante físico, químico ou biológico e etc. sobre uma ou várias partes do organismo.
18 Coadjuvantes: Que ou o que coadjuva, auxilia ou concorre para um objetivo comum.
19 Disbiose: Desequilíbrio da flora intestinal.
20 Neutrófilos: Leucócitos granulares que apresentam um núcleo composto de três a cinco lóbulos conectados por filamenos delgados de cromatina. O citoplasma contém grânulos finos e inconspícuos que coram-se com corantes neutros.
21 Macrófagos: É uma célula grande, derivada do monócito do sangue. Ela tem a função de englobar e destruir, por fagocitose, corpos estranhos e volumosos.
22 Citocinas: Citoquina ou citocina é a designação genérica de certas substâncias segregadas por células do sistema imunitário que controlam as reações imunes do organismo.
23 Colágeno: Principal proteína fibrilar, de função estrutural, presente no tecido conjuntivo de animais.
24 Metabolismo: É o conjunto de transformações que as substâncias químicas sofrem no interior dos organismos vivos. São essas reações que permitem a uma célula ou um sistema transformar os alimentos em energia, que será ultilizada pelas células para que as mesmas se multipliquem, cresçam e movimentem-se. O metabolismo divide-se em duas etapas: catabolismo e anabolismo.
25 Células: Unidades (ou subunidades) funcionais e estruturais fundamentais dos organismos vivos. São compostas de CITOPLASMA (com várias ORGANELAS) e limitadas por uma MEMBRANA CELULAR.
26 Osteoclastos: Célula que garante a destruição do tecido ósseo.
27 Edema: 1. Inchaço causado pelo excesso de fluidos no organismo. 2. Acúmulo anormal de líquido nos tecidos do organismo, especialmente no tecido conjuntivo.
28 Fibrose: 1. Aumento das fibras de um tecido. 2. Formação ou desenvolvimento de tecido conjuntivo em determinado órgão ou tecido como parte de um processo de cicatrização ou de degenerescência fibroide.
29 Supuração: Secreção de pus. Pode significar infecção no tecido afetado.
30 Halitose: Halitose ou mau hálito é a exalação de odores desagradáveis oriundos da cavidade bucal ou estômago através da respiração, sendo que em 90% dos casos, a saburra lingual é a causa do problema.
31 Abscesso: Acumulação de pus em uma cavidade formada acidentalmente nos tecidos orgânicos, ou mesmo em órgão cavitário, em consequência de inflamação seguida de infecção.
32 Agudo: Descreve algo que acontece repentinamente e por curto período de tempo. O oposto de crônico.
33 Diagnóstico: Determinação de uma doença a partir dos seus sinais e sintomas.
34 Microbiológica: Referente à microbiologia, ou seja, à especialidade biomédica que estuda os microrganismos patogênicos, responsáveis pelas doenças infecciosas, englobando a bacteriologia (bactérias), virologia (vírus) e micologia (fungos).
35 Prognóstico: 1. Juízo médico, baseado no diagnóstico e nas possibilidades terapêuticas, em relação à duração, à evolução e ao termo de uma doença. Em medicina, predição do curso ou do resultado provável de uma doença; prognose. 2. Predição, presságio, profecia relativos a qualquer assunto. 3. Relativo a prognose. 4. Que traça o provável desenvolvimento futuro ou o resultado de um processo. 5. Que pode indicar acontecimentos futuros (diz-se de sinal, sintoma, indício, etc.). 6. No uso pejorativo, pernóstico, doutoral, professoral; prognóstico.
36 Cálculo: Formação sólida, produto da precipitação de diferentes substâncias dissolvidas nos líquidos corporais, podendo variar em sua composição segundo diferentes condições biológicas. Podem ser produzidos no sistema biliar (cálculos biliares) e nos rins (cálculos renais) e serem formados de colesterol, ácido úrico, oxalato de cálcio, pigmentos biliares, etc.
37 Cáries: Destruição do esmalte dental produzida pela proliferação de bactérias na cavidade oral.
38 Proteínas: Um dos três principais nutrientes dos alimentos. Alimentos que fornecem proteína incluem carne vermelha, frango, peixe, queijos, leite, derivados do leite, ovos.
39 Esmalte: Camada rígida, delgada e translúcida, de substância calcificada que reveste e protege a dentina da coroa do dente. É a substância mais dura do corpo e é quase que completamente composta de sais de cálcio. Ao microscópio, é composta de bastões delgados (prismas do esmalte) mantidos conectados por uma substância cimentante, e apresenta-se revestido por uma bainha de esmalte. (Tradução livre do original
40 Antissépticos: Que ou os que impedem a contaminação e combatem a infecção.
41 Sistêmicos: 1. Relativo a sistema ou a sistemática. 2. Relativo à visão conspectiva, estrutural de um sistema; que se refere ou segue um sistema em seu conjunto. 3. Disposto de modo ordenado, metódico, coerente. 4. Em medicina, é o que envolve o organismo como um todo ou em grande parte.
42 Refratários: 1. Que resiste à ação física ou química. 2. Que resiste às leis ou a princípios de autoridade. 3. No sentido figurado, que não se ressente de ataques ou ações exteriores; insensível, indiferente, resistente. 4. Imune a certas doenças.
43 Intermitente: Nos quais ou em que ocorrem interrupções; que cessa e recomeça por intervalos; intervalado, descontínuo. Em medicina, diz-se de episódios de febre alta que se alternam com intervalos de temperatura normal ou cujas pulsações têm intervalos desiguais entre si.
44 Abscessos: Acumulação de pus em uma cavidade formada acidentalmente nos tecidos orgânicos, ou mesmo em órgão cavitário, em consequência de inflamação seguida de infecção.
45 Incidência: Medida da freqüência em que uma doença ocorre. Número de casos novos de uma doença em um certo grupo de pessoas por um certo período de tempo.
46 Infarto: Morte de um tecido por irrigação sangüínea insuficiente. O exemplo mais conhecido é o infarto do miocárdio, no qual se produz a obstrução das artérias coronárias com conseqüente lesão irreversível do músculo cardíaco.
47 Acidente vascular cerebral: Conhecido popularmente como derrame cerebral, o acidente vascular cerebral (AVC) ou encefálico é uma doença que consiste na interrupção súbita do suprimento de sangue com oxigênio e nutrientes para o cérebro, lesando células nervosas, o que pode resultar em graves conseqüências, como inabilidade para falar ou mover partes do corpo. Há dois tipos de derrame, o isquêmico e o hemorrágico.
48 Diabetes: Nome que designa um grupo de doenças caracterizadas por diurese excessiva. A mais frequente é o Diabetes mellitus, ainda que existam outras variantes (Diabetes insipidus) de doença nas quais o transtorno primário é a incapacidade dos rins de concentrar a urina.
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